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Torre Eiffel, Paris - França

 Torre Eiffel, Paris - França

Torre Eiffel- França


Construída para comemorar o centenário da revolução francesa, a torre Eiffel foi na época um claro exemplo da nova orientação da arquitetura.

Entre os diversos projetos apresentados, o Ministério da Indústria e Comércio aprovou em 12 de junho de 1886 o do engenheiro Alexandre-Gustave Eiffel, que havia iniciado o desenho, dois anos antes, auxiliado por outros dois engenheiros, Émile Nouguier e Maurice Koechlin. A torre foi instalada no campo de Marte, junto à grande galeria das Máquinas, posteriormente desmontada. Ambas as construções eram os mais ambiciosos exemplos de arquitetura metálica empreendidos até então.


A torre, toda em vigas e treliças de ferro forjado, divide-se em três partes e tem forma piramidal, com faces curvas para oferecer menor resistência ao vento. A base é formada por quatro grandes arcos semicirculares. Os elevadores, projetados para subir por uma armação curva, foram construídos por uma empresa dos Estados Unidos. No alto da torre, Eiffel instalou seu laboratório de aerodinâmica e um farol.


A torre Eiffel constitui um marco na arquitetura de ferro, pois combina de forma singular os requisitos estruturais com o senso artístico de seu criador. Até então, nada sequer remotamente parecido tinha sido construído: com 300 metros de altura, tinha o dobro da altura da basílica de São Pedro, em Roma, ou da grande pirâmide de Gizé. Entretanto, devido a suas características, revolucionárias para a época, a obra foi objeto de grande polêmica. Alguns técnicos asseguraram que desmoronaria, e vários intelectuais e artistas lideraram um movimento de protesto contra o que consideravam a "desonra de Paris", uma obra absurda e inútil, que tacharam de "chaminé gigante e escura". Mas também encontrou seus defensores e logo se converteu em atração turística, motivo de orgulho para os parisienses e inspiração para artistas de vanguarda, como Robert Delaunay.


Torre Eiffel, Paris

A torre Eiffel foi a construção mais alta do mundo até 1930, quando inaugurou-se o edifício da Chrysler, em Nova York. Em 1959, a torre passou a ter 320m, com a instalação da antena da rádio e televisão francesa.

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Zigurate

Zigurate
Zigurate
torre de templo, com degraus ou subida em espiral leveo ao topo, símbolo da união do céu e da terra. No ponto mais alto do ziggurat, encontra-se um templo ou altar sagrado.

Arquitetura Russa

Arquitetura Russa

ARQUITETURA RUSSAA história da arquitetura russa pode ser dividida em quatro períodos: o bizantino, entre os séculos X e XVI, o nacional ou moscovita do século XVI ao XVIII, o petersburguês ou europeu, entre o século XVIII e o início do século XX, e o soviético, entre 1918 e 1990.

Foi em Novgorod que se desenvolveram as características fundamentais da arquitetura russa, com um conjunto de monumentos que tem como exemplo mais notável a catedral de Santa Sofia (1045-1052), com duas naves, três absides e cinco cúpulas.

Período bizantino

Com a cristianização da Rússia, em 988, as concepções artísticas bizantinas tornaram-se dominantes nos principados de Kiev, Novgorod e Suzdal. O esplendor típico da arquitetura bizantina passou a constituir o traço característico das novas igrejas ortodoxas, que adotaram o esquema grego com a cruz inscrita num retângulo e a cúpula sustentada por pilares. Entre os templos de Kiev construídos dentro da tradição bizantina destacam-se a igreja Desiatinaia (989-990), a catedral de Santa Sofia (1037) e a igreja da Assunção, no mosteiro das Cavernas (1073-1078).

Todas essas igrejas foram construídas com base na tradição bizantina, embora com claras influências da Bulgária, Geórgia e Armênia. A catedral de Santa Sofia, principal templo da Rússia, é o único prédio desse período ainda existente e que mantém, pelo menos em seu interior, parte da forma original. A parte central do templo foi construída em forma de cruz grega e a nave central e as quatro laterais terminavam em absides circulares. A catedral tinha 13 cúpulas, que simbolizavam Cristo e os 12 apóstolos.

Em Novgorod, como em Kiev, a história da arquitetura eclesiástica teve início com a construção da catedral de Santa Sofia, entre os anos de 1045 e 1052, que substituiu um templo do mesmo nome, com 13 vadas do mundo. Compõe-se de três grupos étnicos bem diferenciados: os hutus, de etnia banto, que constituem 85% da população e são tradicionalmente agricultores; os tutsis, pastores de etnia nilótica, foram por muito tempo a classe dominante, apesar de somarem apenas 14% da população total; e a pequena minoria twa, de caçadores, pescadores e ceramistas de etnia pigméia e que constitui 1% da população.

O Kremlin e duas de suas principais igrejas -- as catedrais da Assunção e de São Miguel Arcanjo -- foram reconstruídos por arquitetos italianos entre os anos de 1475 e 1510. Nesse período, a arquitetura eclesiástica começou a se libertar da influência bizantina, nacionalizando-se e adotando soluções de acordo com o gosto popular.

A principal mudança ocorrida no século XVI foi a introdução das torres espiraladas em lugar da tradicional cúpula bizantina. As edificações adquiriram características nacionais, visíveis sobretudo na igreja da Ascensão, em Kolomenskoe, de 1532; de São João Batista, de cerca de 1532; na de Diakovo; e, principalmente, na catedral de São Basílio, construída entre 1555 e 1560 na praça Vermelha, em Moscou. Nesta última, em estilo medieval russo, os conceitos acadêmicos foram ignorados. Também do século XVI é a igreja da natividade e o campanário de Ivan o Grande da catedral do Kremlin, cuja cúpula resplandecente constituiu a expressão de uma época, exibindo o gosto e as grandiosas ambições políticas do nascente estado russo. A arquitetura barroca, cujo melhor exemplar é a igreja da Intercessão, foi transformada num estilo puramente nacional.

Período petersburguês

A fundação de São Petersburgo assinalou o início de uma nova era na arquitetura russa. A contratação, por Pedro o Grande, de profissionais da Europa ocidental para a realização de seus ambiciosos projetos abriu as portas à influência estrangeira, sobretudo holandesa, alemã, francesa e italiana. Ao barroco -- que adquiriu nova expressão, corporificada no peculiar senso russo de forma, escala e escolha de materiais-- seguiu-se o estilo rococó, com seu refinamento clássico, que culminou no estilo russificado do império, notável por sua monumentalidade, integração de volume e espaço, colorido e decoração escultórica.

Entre as principais edificações desse período, destacam-se a catedral do convento Smolni (1748-1764) e o palácio de Inverno (1732); a Academia de Belas-Artes (1764-1788); o Almirantado (1806-1823); os edifícios do Sínodo e do Senado (1829-1834); e o novo Ermitage (1840-1850). Enquanto isso, em Moscou as construções apresentavam características mais modestas, como os edifícios da universidade (1817-1819) e o Teatro Bolshoi (1821-1824). A partir de 1830, no entanto, os arquitetos moscovitas adotaram uma linha nacionalista, com a criação de um estilo genuinamente russo, de que são exemplos a igreja de Cristo, o Salvador (1837) e o Grande Palácio do Kremlin (1839-1848). 

Período soviético

A revolução socialista de 1917 ocorreu num momento em que os movimentos arquitetônicos de vanguarda já se haviam difundido na Rússia. Durante os primeiros anos, entre 1918 e 1922, os arquitetos, em seu desejo de traduzir a dinâmica da revolução em formas plásticas, tenderam para o simbolismo e depois para o construtivismo, o funcionalismo e as teorias da escola de Bauhaus. A experimentação modernista continuou até 1930, quando teve início o movimento de retorno ao classicismo monumental e decorativo das criações de Ivan Joltovski e  Zinovi Rozenfeld, entre outros.

O ressurgimento do nacionalismo no final da década de 1930 produziu a volta às tradições, cujos exemplos mais expressivos são algumas estações do metrô de Moscou, a Exposição Agrícola da União (1939-1940), a Universidade Estadual de Moscou, hotéis, edifícios públicos e residenciais. A partir do final da era stalinista, caracterizada na arquitetura pelo chamado estilo stalinista do pós-guerra, numerosos arquitetos passaram a defender o abandono dos clichês clássicos. Em 1955 o governo iniciou um programa de revisão do desenho arquitetônico, com o objetivo de padronizar a indústria de construção. Dedicou-se então particular atenção ao desenvolvimento de materiais de construção, tais como plásticos, metais leves e concreto reforçado, e às possibilidades decorativas de formas não-convencionais.

À luz das novas experiências, os arquitetos passaram a reinterpretar os princípios da moderna arquitetura, reconciliando o novo e o velho. Exemplos dessas concepções são visíveis nas cidades satélites de Moscou e Leningrado, nos conjuntos residenciais de Nova Cheremuchki, em Moscou, no Pavilhão Soviético da Exposição Internacional de Bruxelas, de 1958, e nos edifícios modernos de Moscou: palácio dos Congressos, no recinto do Kremlin, projeto coletivo, dirigido por Mikhail Vassilievitch Possokhin; edifício da praça Arbat; cinema Outubro; arranha-céu do Comecon; e o cinema Rússia, na praça Puchkin.

O crescimento da população urbana, as guerras e a necessidade de destinar verbas substanciais à criação e implantação da indústria pesada agravaram o problema habitacional na União Soviética. Para resolvê-lo, o governo recorreu à padronização, ao emprego de pré-moldados e à eliminação do supérfluo, o que sem dúvida barateou e acelerou a construção, mas não contribuiu para a estética da arquitetura russa do período soviético.

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Basílica, História das Basílicas no Mundo

Basílica, História das Basílicas no Mundo

Basílica, História das Basílicas no Mundo
Basílica de Nossa Senhora Aparecida
Basílica, para a Igreja Católica e para os ortodoxos, é um título honorífico outorgado aos templos que se destacam pela antiguidade ou têm papel principal como centros de culto, por estarem associados a um santo, a um fato histórico ou a um patriarca. A igreja se reserva sobre elas certas prerrogativas, como destinar o altar maior ao papa, a um cardeal ou patriarca.

O surgimento e a propagação do cristianismo no tempo do Império Romano não só mudaram o rumo da história, mas também deram origem a uma nova estética. A partir do século IV, com o fim da perseguição aos cristãos, sua arte saiu da clandestinidade e foi aplicada à construção de prédios destinados ao culto religioso, entre eles as basílicas.

Na antiga Roma, denominavam-se basílicas prédios que serviam como tribunais ou a atividades mercantis. Sua planta retangular, geralmente com três naves separadas por colunas, terminava num recinto semicircular abobadado, a abside. A cobertura era plana e construída em madeira -- como a basílica Júlia, em Roma -- ou abobadada, como a que mandou construir o imperador Constantino no século IV.

Primeiras basílicas cristãs Os primeiros templos cristãos, que começaram a ser construídos logo que o edito de Milão, do ano 313, acabou com a perseguição religiosa, adotaram a forma da basílica romana. Na parte intermediária da nave central foi introduzido o coro, delimitado por um muro. Uma nave transversal dava acesso ao templo e um átrio precedia o conjunto.

Entre as primeiras basílicas erguidas em Roma, no século IV, destacam-se as de Santa Maria Maior, a de São João de Latrão e a de São Pedro e São Paulo Extramuros, denominadas diaconais porque se destinavam à liturgia, e as de São Sebastião e Santa Inês, construídas sobre relíquias, por isso  denominadas funerárias.

Fora de Roma, foram construídas a basílica grega de São Demétrio de Salonica, no século V, e na cidade italiana de Ravenna, pertencente ao império bizantino, as basílicas de Santo Apolinário Novo e Santo Apolinário in Classe, no século VI, ambas com profusão de mosaicos.

Basílicas orientaisEnquanto a planta basilical em forma de cruz latina servia de base para a construção das igrejas ocidentais, no Oriente a cruz grega -- de quatro braços iguais -- foi tomada como modelo. A originalidade em relação a Roma foi o emprego da cúpula, além da abóbada, como sistema de cobertura. Também são evidentes as influências helenística e persa.

Na Palestina, principal centro de peregrinação, foram construídos, no século IV, templos basilicares como o do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e o da Natividade de Cristo, em Belém. Na Síria, construiu-se um grupo particular de basílicas nessa mesma época. No norte do país, elas se caracterizam pela abside que não se destaca da planta, com a cabeceira terminada num muro reto, acompanhada de dependências laterais usadas para funções litúrgicas. Essa cabeceira tríplice difundiu-se por toda a Palestina, África e mesmo Roma. Característico do norte da Síria também o emprego da pedra de cantaria. No sul do país, encontra-se a cabeceira tríplice em templos de uma ou três naves, construídos de basalto.

Norte da África e Espanha A basílica do norte da África caracteriza-se pelo emprego de duas absides contrapostas, uma em cada extremo do templo. Da mesma forma que no Oriente, as absides não se destacam da planta e têm dependências a cada lado, como na arquitetura síria. O modelo de dupla abside teve grande divulgação na península ibérica durante o século VI, como mostram os exemplos de Vega del Mar e Casa Herrera. Da mesma época é o conjunto basilical construído nas ilhas Baleares, no qual se destaca Son Bou, com três naves e cabeceira tripartida, cuja abside central é semicircular no interior e reta no exterior.

Planta basilical bizantinaA arquitetura bizantina, num primeiro momento, manteve a tradição da igreja de planta basilical, que com o tempo foi substituída pela planta centralizada. Os edifícios apresentam três naves, com abside semicircular por dentro e poligonal no exterior, e sóo cobertos por abóbadas. Entre os mais importantes contam-se a basílica de São João o Teólogo, em Constantinopla, e as igrejas basilicais de Ravena, na Itália.

A famosa igreja de Santa Sofia, construída em 537 por Antêmio de Trales e Isidoro de Mileto, combina a planta basilical longitudinal com a centralizada e atribui papel de destaque à enorme cúpula central. A partir do século X, a planta retangular deu lugar aos edifícios centralizados inscritos num quadrado e cobertos por diversas cúpulas.

Basílicas do RenascimentoAlém dos elementos greco-romanos, a arquitetura renascentista resgatou modelos do passado europeu, entre os quais a basílica. O principal artífice da recuperação da basílica foi Brunelleschi, que construiu em Florença as igrejas basilicais de Santo Espírito e São Lourenço, ambas de planta longitudinal, com três naves separadas por colunas, capelas laterais e cobertura plana.

Também renascentista é a grandiosa basílica de São Pedro, no Vaticano, construída sobre a antiga basílica dos primórdios da arquitetura cristó. No projeto original, de Donato Bramante, a planta em cruz grega era inscrita num quadrado e tinha várias torres e uma cúpula central. Depois da morte de Bramante, as obras prosseguiram com Rafael, Sangallo o Jovem e Michelangelo. No período barroco, Carlo Maderno construiu a fachada monumental e Bernini urbanizou a praça que precede o templo e realizou a colunata guarnecida de grandes esculturas.

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Abóbada, Construção em Forma de Arco

Abóbada, Construção em Forma de Arco

Abóbada, Construção em Forma de Arco
Abóbada
Abóbada é uma construção em forma de arco com a qual se cobrem espaços compreendidos entre muros, colunas ou pilares. Compõe-se de peças lavradas em pedra especialmente para esse fim, denominadas aduelas, ou de tijolos apoiados sobre uma estrutura provisória de madeira, o cimbre.

Embora de uso generalizado no Império Romano, a construção de abóbadas constituiu o principal problema arquitetônico da Idade Média europeia. O desafio de construí-las foi um dos fatores que impulsionaram a evolução da arquitetura ocidental.

Evolução histórica. Os povos mesopotâmicos foram os primeiros a empregar abóbadas, que faziam de tijolos. No Egito e na Grécia a cobertura dos edifícios era feita mediante estruturas horizontais, as arquitraves, mas entre os cretenses e micenianos já se encontravam algumas falsas abóbadas feitas de fileiras contíguas de tijolos ou pedras. Os romanos recuperaram as técnicas originárias dos povos mesopotâmicos, retomadas depois no Ocidente e também em Bizâncio, de onde se transmitiram ao mundo muçulmano.

O período românico usou principalmente a abóbada de berço, que evoluiu para a de aresta e a de cruzeta até chegar à abóbada ogival característica do estilo gótico. O Renascimento recuperou os valores estéticos do passado clássico e, com eles, a abóbada de berço.

Características e tipos de abóbadas. O emprego da abóbada como elemento arquitetônico pressupõe elevado grau de desenvolvimento das técnicas de construção. Diversamente do que ocorre com as coberturas horizontais, que suportam seu próprio peso e o da estrutura superposta, as abóbadas se compõem de múltiplas peças que transferem para as laterais a força vertical do peso da estrutura. Cria-se assim um complexo jogo de forças que devem ser corretamente distribuídas entre os pontos de apoio. A verdadeira abóbada desempenha uma função estrutural, enquanto a falsa abóbada apoia-se em paredes e não sustenta nenhum peso.

As partes principais de uma abóbada são o arranque, ou linha de união entre a abóbada e o muro onde se apoia; o intradorso e o extradorso, respectivamente a superfície interna e externa da abóbada; as aduelas, cada uma das peças que compõem sua superfície, e o fecho, aduela central e mais elevada. Os nervos são as linhas estruturais que ligam os diversos suportes da abóbada, e a braçadeira é o anel que circunda o perímetro da abóbada, com a função de absorver forças laterais. Nas abóbadas ogivais, o espinhaço é a linha formada pela união dos pontos mais altos.

Abóbada, Construção em Forma de Arco
Abóbada
As abóbadas podem ser simples ou compostas. As primeiras se formam por uma única superfície geométrica e seu tipo mais característico é a abóbada de berço, originada por um arco semicircular prolongado ao longo de um eixo longitudinal. As abóbadas compostas são resultado da intersecção de duas ou mais abóbadas simples. As mais comuns são a abóbada de aresta, formada por duas abóbadas de berço que se cruzam de modo a que as arestas salientes no intradorso formem um "x"; a abóbada de cruzeta, composta por arcos que se cruzam na diagonal, seguindo a linha das arestas, com um fecho central comum; a abóbada ogival, semelhante à anterior mas composta por arcos em forma de ogiva; e a abóbada de barrete de clérigo, produto da intersecção de duas abóbadas de berço que formam um ângulo com as arestas reentrantes no intradorso.

Existem muitos outros tipos de abóbadas compostas, que dependem do espaço a cobrir e das propriedades dos materiais empregados. A cúpula é uma abóbada semi-esférica que teve desenvolvimento particular devido a sua complexidade. No século XX, o concreto armado, as vigas metálicas e as novas técnicas de edificação permitiriam a execução de revolucionários projetos arquitetônicos com emprego de abóbadas. São exemplos as cúpulas geodésicas de mercados; as conchas acústicas de concreto destinadas a concertos musicais; e as abóbadas empenadas de hangares.

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Arquitetura Islâmica ou Árabe

Arquitetura Islâmica ou Árabe

Arquitetura Islâmica ou Árabe

A arquitetura islâmica, em virtude da forte religiosidade, encontra sua melhor expressão na mesquita, edifício destinado às orações comunitárias.   Sua origem é a casa de Maomé (na cidade de Medina na Arábia Saudita), que constava de um pátio cercado por muros, com diversos aposentos ao redor. O projeto clássico da mesquita ficou estabelecido já nos primeiros tempos do islamismo, na dinastia omíada. Compõe-se de um minarete, torre muito alta com plataforma da qual o almuadem chama os fiéis para as cinco orações diárias; um pátio de arcadas que tem, ao centro, a fonte para as abluções; uma grande sala de orações, dividida em diferentes naves com colunas; e a qibla, muro ao fundo da sala onde se encontra o mihrab, ou santuário, um nicho que indica ser aquela a direção da cidade santa de Meca, voltada para a qual os fiéis devem rezar. Junto ao mihrab, está localizado o púlpito, ou minbar.

As restrições religiosas à representação de figuras humanas e de animais no Islã impediu a evolução de técnicas como a pintura e a escultura e acabou por transformar a arquitetura na modalidade artística mais desenvolvido na cultura islâmica.

Outro aspecto característico da arquitetura islâmica é a riqueza da decoração, com base em motivos epigráficos (inscrições com trechos do Alcorão em escritura cúfica ou nasji), vegetais (palmas, folhas de videira e de acanto) e geométricos (arabescos). A ornamentação inclui ainda, com frequência, estalactites em gesso, em forma de prisma e com a face curva. A arquitetura islâmica se caracteriza também pelo uso do tijolo, muitas vezes coberto de mosaicos, estuque ou gesso; pelo emprego de arcos em forma de ferradura e multilobulados; e pelo uso da cúpula, elemento de origem bizantina, quase sempre ornamentada.

Evolução histórica

Do século VII, de quando datam as primeiras construções, feitas pela dinastia omíada, até o século XVIII, início da decadência do império otomano, o Islã ergueu, em várias regiões compreendidas entre a Espanha e a Índia, grande número de monumentos. Na Síria e Palestina, os principais foram a mesquita de Omar, em Jerusalém, também conhecida como o Domo do Rochedo, de forma octogonal com exterior decorado em mosaicos bizantinos, concluída em 691; e a grande mesquita de Damasco (705-715), que possuía um grande pátio com arcadas em três de seus lados e uma sala de oração dividida em três naves, todas paralelas ao muro da qibla. Na arquitetura profana, destacaram-se os palácios de Mshatta e de Qasr Amrah, na Síria. Este último possuía luxuosas salas de banho e era ricamente decorado com pinturas.

Com a dinastia abássida, instaurada no ano 750, a arte islâmica sofreu a influência da Ásia. Surgiram então os mausoléus, e a decoração se estilizou. A capital foi transferida para Bagdá, no Iraque, onde se adotou um traçado urbano de forma circular, protegido por uma muralha dupla. Mais tarde, em 838, quando o império começava a ser desmembrado em principados autônomos, a corte se estabeleceu em Samarra. Na nova capital foi construída uma grande mesquita, com naves paralelas à qibla e um minarete semelhante ao zigurate, além de vários palácios.

Na Espanha, onde se refugiara Abd al-Rahman I, único sobrevivente da dinastia omíada, ocorreu, paralelamente, um período de grande atividade artística, cujo centro era a cidade de Córdoba. A mais importante das obras realizadas na época é a mesquita da cidade. Iniciada no século VIII, sofreu diversas ampliações ao longo dos dois séculos posteriores. A mesquita de Córdoba tem 19 naves perpendiculares à qibla e um sistema de construção original, no qual se combinam colunas e arcos em ferradura com arcos de meio ponto -- ao que tudo indica, uma influência da arte visigótica -- decorados com abóbadas alternadas em vermelho e branco. Seu mihrab é coberto de ricos azulejos bizantinos, com profusão de motivos epigráficos e vegetais. Outro grande exemplo da arte do califado de Córdoba foi a cidade palaciana de Medina Azahara, construída por Abd al-Rahman III. No Egito, que se tornou independente com os tulúnidas, foi construída no século IX a grande mesquita de Ibn Tulun, no Cairo; em Túnis, os aglábidas ergueram a grande mesquita de al-Qayrawan.

No período que vai do século XI ao XV, as principais concepções estéticas islâmicas tiveram origem em Isfahan, com os seldjúcidas, no norte da África -- Egito e Maghreb -- e na península ibérica, com os fatímidas, os almorávidas e os nazaritas. Os seldjúcidas, povos nômades das estepes convertidos ao islamismo que reunificaram por algum tempo o Oriente Médio, estabeleceram seus centros em Isfahan e Tabriz. Foram os responsáveis pela divulgação da madrasa (espécie de universidade na qual se ensinavam teologia e ciências), em geral edificada junto a uma mesquita e estruturada em torno de um pátio. O sistema das madrasas passou a ser empregado em mesquitas como a de Isfahan, concluída por volta de 1130, com um pátio central e quatro salas contíguas, ou eyvans, cobertas por abóbadas semicirculares. A sala localizada ao lado da qibla conduz a outra sala com cúpula.

Também surgiu nessa época um novo tipo de minarete, de forma cilíndrica, apoiado sobre uma base octogonal, como o da mesquita Pa-Minar de Zawara, cujo exterior era decorado com cerâmica esmaltada em motivos geométricos. A arquitetura funerária popularizou o mausoléu quadrado coberto com uma cúpula, como o de Sanyar, do século XII.

No Egito, a dinastia fatímida, que governou entre os séculos X e XII, construiu importantes mesquitas, tais como as de al-Azhar e al-Hakim, na cidade do Cairo. Em meados do século XIII, a dinastia dos mamelucos impôs a influência artística seldjúcida. Sua forma arquitetônica mais característica foi o mausoléu, cujo melhor exemplo é o monumento funerário ao sultão Hassan, de planta quadrada e cúpula dourada sobre uma base octogonal. No fim do século XI, após a desintegração do califado de Córdoba numa série de reinos de taifas, a intervenção dos almorávidas, originários do sul do Maghreb, permitiu um novo florescimento da arte na península ibérica e no noroeste da África.

Dois tipos de estruturas caracterizaram os períodos almorávida e almôada, do século XI ao XIII, no Marrocos e na Espanha. Um abrange as grandes mesquitas marroquinas, como as de Tinmel e Hasan, em Rabat, e a de Kutubiya, em Marrakech, todas com sólidos e grandes minaretes quadrados. O outro tipo de arquitetura criou-se para fins militares, como fortificações e pontes com arcos em forma de ferradura. Entre estas figuram a ponte Oudaia, em Rabat, e a ponte Rabat, em Marrakech.

No norte da África, a arte não mudou muito nos séculos XIV e XV. O mesmo estilo de mesquita continuou a ser construído, como a Grande Mesquita de Argel. A decoração arquitetônica em estuco ou pedra esculpida ficou limitada geralmente a padrões geométricos elaborados, temas epigráficos e alguns motivos vegetais.

O último período da arte islâmica na Espanha data do reino nazarita de Granada, fundado no século XIII. Seu monumento mais característico é a Alhambra, cidade palaciana que constitui talvez o mais grandioso monumento do gênio islâmico para integrar arquitetura e natureza. Constava do alcácer, salões para atos oficiais (mexuar, ou sala de justiça, quarto de Comares), área privada (pátio dos Leões, sala das Duas Irmãs), salas de banhos e maravilhosos jardins, como os do Generálife.

Desde meados do século XIII, quando os mongóis invadiram a Pérsia, registrou-se na região um significativo impulso cultural que se traduziu artisticamente na construção de mesquitas e madrasas de estilo seldjúcida e na utilização de cúpulas afiladas e azulejos decorados. A conjunção de elementos mongóis e turcomanos foi a característica do período timúrida, que transcorreu entre os séculos XIV e XVI. A capital do império foi a cidade mítica de Samarkand, grande centro político e cultural da Ásia central. Importantes monumentos foram edificados na época, tais como a mesquita-madrasa de Jargird, com pátio central e quatro eyvans, e a mesquita azul de Tabriz, Irã, famosa por sua decoração em azulejos de cerâmica azul. A arquitetura funerária desfrutou de grande prestígio entre os timúridas, que construíram na própria capital a avenida de Shaji-Zindá, ladeada por vários mausoléus da família imperial e de membros da nobreza, com suas cúpulas características e decoração em azulejos.

Depois dos mongóis e dos turcomanos, chegaram ao poder na Pérsia os sefévidas, que promoveram a arte popular. Proliferaram então as mesquitas e madrasas de quatro eyvans e, na arquitetura palaciana, destacou-se o palácio Ali Qapu, com um segundo andar repleto de colunas. Na mesma época em que ocorria o florescimento da arte entre os sefévidas, o império mongol da Índia construía, no século XII, grandes e luxuosas edificações inspiradas na arte persa, como o Taj Mahal, de Agra, mausoléu feito para a esposa do imperador, e o forte Vermelho, em Delhi.

A partir de meados do século XV, o império otomano consolidou-se e seu poder se estendeu pela Turquia, Síria, Egito, Iraque e os Balcãs, na Europa. No império, que só entraria em decadência no século XVIII, difundiram-se as cúpulas e foram construídas mesquitas tanto em forma retangular, com pórtico em cúpula, de influência bizantina, quanto com planta em forma de "T" invertido. O império atingiu o apogeu nos séculos XV e XVI, quando Istambul se tornou grande centro político e cultural. Tendo a basílica bizantina de Santa Sofia como modelo, proliferaram as construções monumentais, como as mesquitas de Suleiman II e de Ahmed I, na mesma cidade.

O desaparecimento do império mogol da Índia, que passou ao domínio britânico, e o gradativo desmembramento do império otomano fizeram com que a arte islâmica sofresse, ao longo do século XIX, um processo de estagnação durante o qual passou a experimentar uma crescente influência ocidental. Essa adaptação às tendências do Ocidente se intensificou em meados do século XX, quando novas escolas integraram técnicas ocidentais à arquitetura muçulmana. Esse movimento, iniciado na Turquia por Sedat Hakki Eldhem e no Egito por Hassan Fathy, se disseminou depois por todo o mundo muçulmano.

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Arquitetura Chinesa

Arquitetura Chinesa

Arquitetura ChinesaOs jardins e as formas em perfeita harmonia com o meio ambiente são duas das principais características da Arquitetura Chinesa. A fragilidade da madeira, material que mais empregou, explica por que não sobreviveu à passagem dos séculos nenhum monumento arquitetônico do início da história do país, por volta do ano 2000 a.C. Mas pode-se ter uma ideia de como era essa antiga arquitetura por meio de textos ou regulamentos e pelos exemplos de construções tipicamente chinesas conservadas no Japão, sobre plataformas de pedra ou terra batida. Uma das mais conhecidas é o templo de Horyuji (Horyu-ji), nos arredores da cidade japonesa de Nara.

As formas
O plano de espaço quadrado ou oblongo murado e que se desenvolve ao longo de um eixo norte-sul (o que talvez tenha origem religiosa) constitui a unidade básica de uma casa, ou de uma cidade. No caso das cidades, no interior desse espaço erguiam-se os edifícios administrativos ou religiosos, assim como residências dotadas de pátios. Pouca diferença existia entre os edifícios religiosos e os seculares, porém a fachada principal dos prédios mais importantes era sempre voltada para o sul, pois se acreditava estar ao norte a fonte do mal. Evitava-se o luxo, e os exageros na ornamentação eram considerados indícios de incompetência administrativa.

Quanto à estrutura, a coluna é o elemento de sustentação. A principal unidade é uma ampla área central sobre uma plataforma elevada e dividida em áreas menores, denominadas chien. A área social, tang, situa-se diante ou dos dois lados do espaço central e às vezes existe ainda um anexo assobradado, o hsien. As unidades situadas a leste e a oeste da peça central não raro se tornam independentes, com pilastras e coberturas próprias. Observa-se com frequência o tai, plataforma que de início servia como torre de observação. Em certas construções existe também a torre de madeira de dois ou três andares denominada lou, protótipo do pagode, ta. Na maioria das vezes, os prédios, com suas formas em perfeita harmonia com o meio ambiente, tinham um só andar e eram dotados de jardim. A cor era usada em profusão, mas sempre subordinada a rígidos esquemas legais. O amarelo, por exemplo, era reservado exclusivamente para os prédios imperiais.

O pagode, o mais típico exemplo da arquitetura chinesa, em geral se ergue isolado, junto a um templo, diante do vestíbulo que contém o altar com as imagens sagradas. Trata-se de um edifício de vários andares superpostos, cada um deles menor do que aquele sobre o qual se apoia, e que acaba sempre por um espigão adornado. Possui uma porta principal às vezes ladeada de dois bastiões simétricos, e duas laterais. O arco era conhecido desde o período Han (206 a.C.-220 da era cristã), utilizado sempre com moderação e para fins utilitários. Mais tarde reapareceria, por influência hindu, nos pórticos dos templos budistas.

História - Vestígios de vestíbulos com colunas sobre plataformas de pedra batida, fundações de uma cidadela com baluartes e tumbas de plano quadricular foram descobertos em Anyang (Ngan-yang), capital dos imperadores da primeira dinastia histórica, a dinastia Shang (1766-1122 a.C.). Sobre a arquitetura do período Zhou (Chou) (1122-255 a.C.), dispõe-se apenas de referências em textos literários. A forma arquitetônica mais refinada da época parece ter sido o ming tang, provavelmente um pátio real que se utilizava apenas durante certa parte do ano.

Uma arquitetura nacional chinesa surge durante a dinastia Qin (221-206 a.C.), no reinado do imperador Shi Huangdi (Shih Huang-ti), que construiu em sua capital inúmeros palácios, bem maiores e mais luxuosos que os edificados por seus antecessores. É justamente desse período que data a Grande Muralha, uma das mais importantes obras da arquitetura e da engenharia chinesas. Concebida para conter as invasões dos bárbaros do norte a partir de uma série de muralhas do período Zhou, ela se estende ao longo de 2.300km, (Shanhaiguan) de Shan-hai-kuan, no litoral da província de Hebei (Hopeh), até Jiuquan (Chiu-ch'uan), na província de Gansu (Kansu). Construída originalmente em terra batida, foi refeita à base de pedra e tijolos sob os imperadores da dinastia Ming (1368-1644). Em seu alto foi construída uma estrada de aproximadamente cinco metros de largura e a intervalos regulares erguem-se torres, cuja altura não excede os 12m.

Do período Han, resta uma única construção, a pequena capela funerária em pedra de Xiatangshan (Hsi t'ang-shan) que tem suas paredes ornamentadas com entalhes. Sabe-se, porém, que no período foi registrada uma intensa atividade no setor da construção, tanto na primeira capital, Changan (Sian), quanto na segunda, Luoyang (Lo-yang). Entre os prédios edificados nessa época, destacavam-se o palácio de Chang-lo e o ming t'ang de Wang Mang -- uma estrutura arredondada que repousa sobre base quadrada, de simbologia cósmica. No período, surge pela primeira vez o lou, protótipo do pagode.

Ao longo do período denominado das Seis Dinastias (221-589), a rápida expansão do budismo suscitou um grande incremento da construção de templos. Entre os anos de 530 e 570, já existiam nada menos que trinta mil templos apenas na China setentrional. O templo budista seguia a tradição e era dominado pelo pagode, parcialmente derivado do lou, mas talvez também da torre erguida em Peshawar, no atual Paquistão, com 13 andares encimados por um espigão de ferro do qual pendiam 13 discos de ouro. O edifício mais antigo desse período é o mosteiro do monte Sung, com detalhes nitidamente indianos.

A atividade arquitetônica aumentou com a reunificação, sob a dinastia Sui (581-618). Surgiram então notáveis arquitetos, como Yang Su, que traçou o plano da nova cidade de Luoyang; Yu-wen Kai, que criou uma versão aperfeiçoada do ming tang; e Yen Pi, responsável pela restauração da Grande Muralha. No período Tang (618-907), a arte e a arquitetura viveram uma fase de ouro. A capital, Changan, era uma cidade murada, de plano simétrico.

Alguns soberanos da época construíram prédios suntuosos, mas no ano 827 um decreto fixou as dimensões e limitou o número e os tipos de ornamentação dos prédios oficiais. Pouco restou dos templos de madeira, mas subsistiram pagodes de pedra ou argamassa, dos quais o mais típico é provavelmente o Tayen Ta (Grande pagode do ganso), do ano 652, em Changan, com sete andares e 58m de altura. Seu complicado sistema estrutural deriva das técnicas  de carpintaria. Uma inovação do período Tang é o plano octogonal, exemplificado pelo túmulo de Jingzang (Ching Tsung), no monte Sung.

A arquitetura do período Song (960-1279) é marcada pelo apelo à tradição. Nessa época, os arquitetos tentam conferir maior força e expressividade às construções, com a utilização de uma decoração caracterizada pela intensidade da cor e pela frequente utilização de telhas vitrificadas e lajotas. Existem ainda cerca de sessenta pagodes desse período, a maioria do século XI, pois o zen-budismo, imposto a partir do século XIII, não favorecia esse tipo de construção.

As mais típicas formas de arquitetura Song podem ser estudadas no Japão, onde se denominavam Karayo (estilo da China). Com as invasões bárbaras, prenuncia-se uma gradativa decadência da arquitetura chinesa. O estilo Song prevalece sob o domínio dos mongóis (1280-1368) e a única novidade da época é um novo tipo de pagode, de seis andares e plano octogonal, influência do budismo tântrico Liao (pagode branco de Pai-a-ssu, em Jinzhou (Chin-chou), Liaoning, dos séculos XI e XII).

Apesar das inúmeras construções monumentais da época, a decadência prossegue durante  as dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1911/1912). No entanto é do período Ming a construção de uma das mais conhecidas obras da arquitetura chinesa, a Cidade Proibida, em Pequim (Beijing), dentro da qual se localiza o palácio imperial. O estilo Song é reduzido a uma fórmula fria e sem imaginação. Uma obra bem representativa da época é o templo de Zhihuazi (Chih-hua-ssu), de 1444, em Pequim, de pequenas dimensões e com interior ricamente ornamentado. A divisão política, os conflitos internos e externos, e o colapso econômico, marcam as décadas que se seguem ao fim do regime imperial, em 1912. O declínio da arquitetura se acentua, sobretudo após o surgimento dos edifícios de vários andares, construídos à maneira ocidental.

As cidades que no século XIX sofreram maior influência do Ocidente apresentam uma confusa mistura de estilos que não têm nenhuma relação com a arquitetura do país. Após a revolução de 1949, foram registradas tentativas de promoção de uma arquitetura chinesa que, empregando os modernos recursos tecnológicos, exprimisse o novo estilo de vida do país. Com seu ecletismo, os comunistas mantiveram alguns elementos tradicionais e tentaram unir a herança cultural à modernização. Um dos mais significativos exemplos dessa tendência é o Ta Hui-tang, o Congresso do Povo, na capital.

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