Mostrando postagens com marcador Botânica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Botânica. Mostrar todas as postagens

Árvore | Morfologia e Fisiologia de Uma Árvore

Árvore | Morfologia e Fisiologia de Uma Árvore

Árvore, Morfologia e Fisiologia de Uma Árvore

A árvore é uma planta perene, de caule lenhoso, de onde partem galhos que por sua vez se dividem em outros mais finos. A altura que alcança em relação ao solo varia segundo as espécies e às vezes é considerável. Em alguns casos, como nas palmeiras, não há ramificações, caso em que não se fala em tronco, mas em estipe.

Diferentes ecossistemas organizam-se em torno das árvores. Animais de todo tipo e o homem, desde os primeiros povos da floresta, têm sua vida integrada à desses seres versáteis, que realizam milagres de adaptação frente a condições adversas. A transferência de espécies de uma para outra região, devido à ação do homem, alterou profundamente a distribuição das árvores no planeta, mas tornou maiores as possibilidades de sua utilização e os benefícios advindos de seus vários produtos.

Morfologia e fisiologia - Em uma árvore podem-se observar duas partes de aspecto bem diferenciado: o tronco, que sustenta toda a estrutura, e a copa. Nas palmeiras, a copa é um penacho de grandes folhas, formado pela ramagem, onde se encontram também os brotos (gemas), que podem dar origem a novos indivíduos. Como outras plantas, as árvores penetram na terra com suas raízes para extrair os sais minerais necessários a sua nutrição. Toda a extensão do tronco é percorrida por um duplo sistema condutor, constituído pelos vasos lenhosos ou xilema, que conduzem a água e os sais do solo até os galhos e folhas; e pelos vasos do líber ou floema, que levam aos demais tecidos a seiva elaborada junto com os açúcares fabricados nas folhas.

No tronco de uma árvore de vários anos pode-se observar a formação, numa zona mais externa, de um revestimento de material poroso e impermeável que protege e isola a planta: é o córtex, formado pelo súber ou cortiça, tecido composto por células mortas cuja espessura aumenta com o tempo. Esse revestimento cortical decorre da atividade de uma série de células, situadas na zona imediatamente inferior, que se dividem com grande rapidez e formam o felogênio. A zona inferior mais próxima a esta é a do parênquima, cujas células têm clorofila e, portanto, capacidade para realizar a fotossíntese. Prosseguindo em direção ao centro medular do tronco encontram-se as faces dos vasos condutores, primeiro os do floema e depois os do xilema. A cada ano surgem novos vasos devido à ação de outro tecido de crescimento, denominado câmbio, graças ao qual a árvore engrossa.

Com o passar dos anos, os vasos do centro se lignificam por completo, formando um tecido duro denominado durame. No outono, como a atividade da árvore se reduz, formam-se vasos menores e menos numerosos do que na primavera. Assim, ao se seccionar o tronco pode-se distinguir um conjunto de anéis concêntricos de crescimento que permitem determinar a idade da árvore. Cada anel anual é composto de subanéis, um de madeira mais clara, correspondente à estação quente, e outro mais escuro e compacto, formado na estação fria. Os vasos que ainda são funcionais e conduzem a seiva deslocam-se progressivamente para a periferia e apresentam coloração mais clara. Ou seja, no tronco de uma árvore a zona viva está limitada às camadas periféricas. O resto é o material de sustentação, que forma a madeira. Por essa razão se veem frequentemente brotarem novos galhos de árvores ocas, que na primavera se cobrem de folhas e florescem: a parte vital da planta -- a região periférica -- continua intacta.

Grande número de árvores perde as folhas com a chegada da estação fria, razão por que são chamadas árvores de folhas caducas. Esse mecanismo é necessário à sobrevivência das árvores nas regiões temperadas, onde, no inverno, os vegetais recebem menos luz e boa parte da água normalmente acessível às raízes congela e torna-se escassa no solo. A menor disponibilidade de luz e água faz com que a árvore mantenha apenas a atividade fotossintética indispensável e economize o esforço de conservar as folhas e captar a água que por elas evapora. Algumas árvores de folhas caducas mais conhecidas são o álamo ou choupo, o castanheiro, o carvalho e o plátano.

As árvores que conservam suas folhas durante todo o ano são chamadas de folhas perenes, e entre estas se encontra a maior parte das coníferas, como os pinheiros, os abetos, os cedros, os ciprestes, as sequoias e os zimbros. Em todos esses casos, as espécies se acham perfeitamente adaptadas ao frio e às condições de escassez de água: suas folhas possuem formas especiais para evitar a perda de água (como as folhas em forma de agulha dos pinheiros e dos abetos). A maior parte das árvores de clima tropical ou subtropical tem folhas perenes.

Árvore, Morfologia e Fisiologia de Uma Árvore


Todas as árvores produzem flores, ainda que em muitos casos sejam de dimensões insignificantes e se apresentam desprovidas dos elementos vistosos que outras plantas exibem. Certos grupos comuns na zona temperada, como as coníferas, têm os órgãos reprodutores (estame e pistilo) descobertos, razão por que recebem o nome de gimnospermas. Outras árvores, como os choupos, carecem de pétalas, embora sejam angiospermas. Há também árvores com flores grandes e vistosas, como a magnólia, a espatódia, o flamboyant e o abricó-de-macaco. Este último emite flores que brotam do próprio tronco. Nos casos em que a polinização se efetua pelo vento (anemogamia), os elementos reprodutores não são providos das atraentes corolas que adornam as outras espécies. As flores vistosas são indício de que a polinização se realiza com ajuda dos insetos, atraídos pela cor ou aroma dessas flores. Em espécies como as palmeiras, os sexos são separados: existem árvores masculinas, que possuem flores apenas desse sexo, e árvores femininas. O mesmo ocorre com os salgueiros, os mamoeiros e os choupos.

As árvores variam consideravelmente quanto à forma, à altura, à grossura do tronco e à idade que alcançam. Assim, a sequoia gigante, conífera norte-americana, chega a viver mais de três mil anos; o baobá e a oliveira também são árvores de vida longa. Quanto ao diâmetro do tronco, os baobás, árvores típicas da savana da África, chegam a superar vinte metros e alguns eucaliptos ultrapassam seis metros. A sequoia gigante se eleva até 130m de altura, com peso estimado de 1.500t, enquanto os eucaliptos alcançam, algumas vezes, cem metros.

Ecologia e distribuição
- Os bosques de coníferas e as angiospermas que surgiram na era paleozoica datam de mais de 230 e 100 milhões de anos, respectivamente. Desde então, as árvores foram povoando a superfície do nosso planeta e têm servido de abrigo a numerosas comunidades de animais e plantas em todas as latitudes.

Uma árvore isolada é por si só um complexo ecossistema, que abriga muitas espécies de invertebrados, insetos, aracnídeos e miriápodes, bem como de vertebrados, aves, répteis e mamíferos, que encontram nela seu alimento, seja em forma de folha, brotos ou frutos. Sobre seu córtex crescem fungos, líquens e plantas parasitas e epífitas, como as bromélias, que utilizam a árvore como suporte para alcançar a altura onde a luz é abundante. Entre as raízes encontram-se larvas de insetos, minhocas que vivem no subsolo, ácaros e roedores. Ou seja, a árvore hospeda uma infinidade de seres vivos: nas regiões frias, as coníferas mantêm os roedores e as aves; nas savanas da África, constituem parte fundamental da dieta dos herbívoros ruminantes (que se alimentam de folhas e brotos dos ramos); na floresta, contribuem para formar um ambiente caracterizado pela umidade, onde proliferam plantas e animais; nas zonas temperadas, a árvore é uma das maiores fontes de riqueza.

Nas regiões próximas ao círculo polar ártico predominam os bosques de coníferas: abetos, pinheiros e bordos cobrem extensas áreas do Canadá, Escandinávia, Sibéria e norte da Europa. Espécies importantes são o pinheiro-branco (Pinus strobus), o pinheiro-bravo (P. sylvestris) e o abeto-balsâmico-do-Canadá (Abies balsamea). Mais ao sul, estende-se o bosque temperado, no qual predominam as árvores de folhas caducas, como o bordo do Canadá (Acer saccharum); a faia (Fagus sylvatica); o castanheiro (Castanea sativa); o olmeiro do gênero Ulmus; a aveleira (Corylus avellana); os carvalhos, do gênero Quercus e muitos outros. Na zona temperada da Austrália abundam os bosques de eucaliptos, que servem de refúgio a marsupiais e aves. Nas regiões próximas à linha do equador e nas situadas ao norte e ao sul de ambos os trópicos, estendem-se respectivamente as savanas e os cerrados, onde as massas arbóreas se reduzem e desaparecem para dar lugar aos pastos. Nas savanas africanas se erguem, rodeadas de girafas e elefantes, as acácias. Sem dúvida, porém, é nas selvas tropicais que as árvores atingem o máximo em densidade, variedade e exuberância; algumas das representantes mais notáveis são, na América do Sul, a seringueira (Hevea brasiliensis), da qual se obtém a borracha, a sumaúma (Ceiba sumauma) e os ipês, do gênero Tecoma.

Produtos. A árvore sempre teve uma importância fundamental para o homem. Diferentes culturas e povos obtiveram da árvore os materiais de construção para erguer casas e para fabricar armas, utensílios, veículos e embarcações. Além da madeira, uma série de outros produtos poderiam ser citados, como a celulose (matéria-prima do papel), a cortiça, as resinas, o látex (líquido segregado por algumas árvores, como a seringueira, essencial para diversas indústrias), as gomas, os vernizes, o tanino e a cola, sem esquecer a importância econômica das árvores frutíferas.

www.klimanaturali.org
www.megatimes.com.br

Alho | Planta Herbácea da Família das Liliáceas

Alho | Planta Herbácea da Família das Liliáceas

Alho, Planta Herbácea da Família das LiliáceasO Alho é uma planta herbácea anual da família das liliáceas, a mesma da cebola, o alho (Allium sativum) produz um bulbo ou cabeça arredondada, constituída por diversos bulbilhos ou dentes, cujo tamanho e número, em geral de oito a dez, mudam de acordo com a variedade.

O conjunto de dentes, que são órgãos de reserva nutritiva da planta, liga-se ao caule pela base e é revestido por túnicas membranosas superpostas, ou cascas, de cor arroxeada ou clara. Na maturação, morrem o caule principal, as raízes e as folhas chatas, que estão ligadas a ele e crescem cerca de quarenta centímetros. Ficam vivos, em estado dormente, apenas os dentes, que são utilizados para o consumo e para a propagação.

Digestivo, diurético, febrífugo, anti-séptico, o alho é empregado desde tempos remotos, quer como tempero, quer por suas inúmeras propriedades medicinais.

Embora dê pequenas folhas esbranquiçadas, cujas hastes partem do mesmo ponto e atingem igual altura, formando típicas umbelas, o alho não dá sementes: todas as variedades procedem de mutações vegetativas.

Alho, Planta Herbácea da Família das Liliáceas O plantio é feito em canteiros, depositando-se em cada cova, para a propagação, um ou mais dentes. O solo deve ser rico em matérias orgânicas e muito poroso, para evitar a retenção de umidade, que em excesso pode causar a podridão dos bulbos.

Na maior parte do território brasileiro, é em geral entre março e abril que se efetua o plantio: segundo a tradição popular, o alho brota com mais força quando os dentes vão para a terra durante a semana santa.

O alho-porro ou alho-poró (A. porrum), da mesma família e gênero que o alho comum, é planta bianual, originária do Mediterrâneo.

A partir de sementes, produz uma planta vigorosa, de folhas chatas como as do A. sativum, que em sua base formam um pseudocaule de 20 a 25 centímetros de comprimento por cinco a oito centímetros de diâmetro, utilizado principalmente em sopas e saladas.

www.klimanaturali.org
www.megatimes.com.br

Leguminosas | Classificação, Alimentos e Utilidades das Leguminosas

Leguminosas | Classificação, Alimentos e Utilidades das Leguminosas

Leguminosas: Classificação, Alimentos e Utilidades das Leguminosas

As leguminosas constituem uma família da classe das dicotiledôneas e da ordem das rosales, que apresentam como principal característica o fruto em forma de vagem ou fava. Vegetais de porte bastante variável, compreendem pequenas plantas herbáceas, trepadeiras, arbustos e até gigantescas árvores das florestas tropicais. Apesar dessa diversidade, a família ostenta peculiaridades como, além da configuração dos frutos em cápsula alongada, as flores cíclicas, ou seja, com as peças florais em círculos, de cálice e corola distintos.

Plantas tão díspares quanto a tamarineira, a ervilha, o jatobá, a dormideira, a acácia e o pau-brasil pertencem à família das leguminosas, com cerca de 15.000 espécies no mundo inteiro, muitas das quais de grande importância econômica e alimentar.

Classificação - As leguminosas dividem-se em três subfamílias: mimosoídeas, cesalpinoídeas e papilionoideas, esta última mais modernamente designada por faboídeas. As plantas da subfamília das mimosoídeas têm flores pequenas, estames muitas vezes coloridos e folhas frequentemente espinhosas. A ela pertencem o ingá (Inga edulis, do Brasil), de frutos doces e comestíveis; a algarobeira (Prosopis algarobilla), recentemente introduzida no nordeste brasileiro, utilizada como forragem e sombreamento das pastagens; e as acácias e cássias, com espécies de ampla distribuição geográfica. Outra mimosoídea, a dormideira (Mimosa pudica), é uma erva rasteira conhecida pela suscetibilidade de comportamento: suas folhas se fecham ao mais leve toque.

As cesalpinoideas têm flores em cacho, bem visíveis, de simetria lateral, com uma pétala maior. Encerram 150 gêneros com cerca de 2.200 espécies, as mais conhecidas das quais são o pau-brasil (Caesalpinia enchinata), árvore nacional brasileira, a tamarineira (Tamarindus indica), cujos frutos são usados no fabrico de bebidas e doces, o flamboyant (Delonix regia), árvore ornamental cultivada no mundo inteiro, a copaíba (Copaifera langsdorfii) e o jatobá (Hymenae coubaril), que produz boa madeira, casca para curtume e resina para a fabricação de verniz.

Da subfamília das papilionoideas, ou faboídeas, fazem parte cerca de nove mil espécies agrupadas em 400 gêneros, entre os quais se encontram os jacarandás (Machaerium, Dalbergia e Swartzia), grandes árvores da América do Sul cuja madeira é das mais procuradas pela marcenaria, por sua beleza e durabilidade. Faboídea é ainda o xiquexique ou chocalho-de-cascavel (Crotalaria striata), muito distribuído pelo Brasil, cujos legumes secos, quando batidos pelo vento, produzem um ruído que lembra o chocalhar da cascavel.

Alimentos e utilidades
- É sobretudo como alimento básico, e pela importância na culinária de diversos países do mundo, que as leguminosas são mais lembradas. Feijões, favas, ervilha, lentilha, grão-de-bico, soja, tremoço e amendoim são algumas das faboídeas cultivadas pelas propriedades alimentícias de suas sementes, ricas em proteínas, ferro e carboidratos, ou em óleo, como a soja. O jacatupé ou feijão-batata (Pachyrrhyzus bulbosus), com raízes de até 15kg, é talvez a maior fonte de proteína dos povos africanos. Outras, como a alfafa (Medicago sativa), diversos tipos de trevos e o feijão-guando são excelentes forrageiras.

Com exceção da Antártica, todos os continentes apresentam leguminosas em abundância. Não são poucas as de uso paisagístico, como as cássias, acácias, eritrinas, mulungus e flamboyants. Também numerosas são as que fornecem boa madeira para dormentes e construções, como o pau-ferro (C. leiostachya). Muito utilizado na Amazônia, o pau-rainha (Centrolobium paraense) é excelente para a construção naval. Outras espécies são tóxicas e, por isso, prejudicam as pastagens. Uma delas, a fava-de-calabar (Physostigma venenosum), chegou a ser usada por povos africanos para executar condenados por meio da ingestão de suas sementes.

Utilidades das Leguminosas

Das leguminosas se obtêm múltiplos produtos de uso industrial. O tanino, substância empregada na indústria do couro, é fornecido pelo barbatimão e outras espécies. Corantes e tinturas são extraídos do pau-brasil e de vários tipos de indigóferas, como a anileira, que fornece o anil. Madeiras para carpintaria e marcenaria se obtêm do angico e da algarobeira. Fornecem ainda vernizes, como o copal, extraído da árvore de mesmo nome; colas e bálsamos, como os das diferentes espécies de copaíba e da Acacia arabica, de que se extrai a goma-arábica.

As leguminosas desempenham papel ecológico importante, dada a capacidade de muitas de suas espécies de fixar o nitrogênio atmosférico no solo, enriquecendo-o com esse elemento fundamental para a agricultura. Tal processo se dá pela ação de nódulos produzidos nas raízes por bactérias simbióticas, chamadas Rhizobium, que fixam o nitrogênio com um pigmento semelhante à hemoglobina do sangue. São numerosas as leguminosas cultivadas para o fim específico de adubação, como o lab-lab, a crotalária e a mucuna.

O rápido crescimento, a capacidade de fixar nitrogênio e a beleza das flores de muitas espécies têm determinado a opção por leguminosas nos reflorestamentos e na arborização de ruas e praças dos centros urbanos.

www.klimanaturali.org
www.megatimes.com.br

Lentilha | Planta Herbácea

Lentilha | Planta Herbácea

Lentilha | Planta Herbácea

Lentilha (Lens esculenta) é uma planta herbácea, com ciclo de vida anual, da família das leguminosas, que inclui também outras espécies importantes como os feijões e as ervilhas. É um arbusto que cresce de 15 a 45cm. Tem folhas compostas, com folíolos ovalados e gavinhas, ou folhas modificadas, com as quais a planta busca apoio para subir em planos verticais. As flores são pequenas, brancas ou azuladas. O fruto é uma vagem pequena e achatada que contém duas sementes acinzentadas, mais grossas no centro que nas bordas, ricas em proteínas, vitamina B, ferro e fósforo, e muito apreciadas como alimento.

Cultivada na região mediterrânea e em muitas partes da Europa central e ocidental, a lentilha é uma das leguminosas mais utilizadas no mundo, tanto no Ocidente quanto na Ásia e no norte da África.

A lentilha cresce melhor em solos leves e secos, mas tolera terrenos pobres e até com certo teor de cal. Precisa de pouco trabalho de arado e de pouca adubação. Entre as variedades mais importantes estão a lentilha francesa, de sementes amareladas, e a egípcia, de cor avermelhada.

www.klimanaturali.org
www.megatimes.com.br

Raiz | Tipos de Raízes

Raiz | Tipos de Raízes

Raiz, Tipos de RaízesCom múltiplas funções, as raízes apresentam as mais diversas formas, e muitas plantas são cultivadas exclusivamente para seu aproveitamento, na culinária ou na medicina.

Raiz é a parte do eixo da planta que a fixa ao solo e dele absorve sais minerais em solução -- matéria-prima para o fabrico de alimentos. Normalmente subterrânea, apresenta um conjunto de caracteres morfológicos e fisiológicos que a distinguem do caule. Entre eles, salientam-se um estojo protetor ou coifa, que envolve seu extremo distal; a ausência de folhas; a origem interna ou endógena de suas ramificações; a presença de pelos absorventes nas proximidades do ápice; a reação à força de gravidade, geralmente positiva; a curta extensão de sua zona de crescimento; e, finalmente, a posição alternada do xilema e do floema na estrutura primária, fato evidenciável pelo exame de um corte transversal de qualquer raiz jovem.

Muitas plantas desenvolvem estruturas subterrâneas que são na verdade caules especializados (bulbos, tubérculos). A raiz primária, ou radícula, é o primeiro órgão a surgir após a germinação da semente, quando cresce e penetra no solo, para apoiá-la. Nas gimnospermas e dicotiledôneas, a radícula se torna a raiz principal. Ela cresce para baixo e os ramos ou raízes secundárias crescem lateralmente a partir dela. Esse tipo de sistema de raiz é conhecido como simples axial ou pivotante. Em algumas plantas, como cenouras e nabos, a raiz principal funciona como armazém de reservas alimentares e se torna inflada pelo depósito desses materiais orgânicos.

Gramíneas e outras monocotiledôneas têm um sistema de raiz fibroso, caracterizado por uma massa de raízes aproximadamente de igual diâmetro. Esse sistema radicular -- denominado raiz múltipla, ramificada ou fasciculada -- não surge como os ramos da primeira raiz; em vez disso, consiste de numerosas raízes em feixes que emergem da base do caule.

As raízes, que crescem continuamente pelas extremidades, entram sempre em contato com novas porções de terra. A sua ponta é recoberta de uma capa protetora em forma de coifa. Imediatamente atrás, após a extremidade, encontra-se o meristema, tecido que produz as novas células necessárias ao crescimento da planta. Algumas das células produzidas pelo meristema são anexadas à coifa protetora, mas a maioria é adicionada à região de alongamento, que se encontra logo acima do meristema. É nessa região de alongamento que ocorre o crescimento. Acima dessa zona encontra-se a região de maturação, onde os tecidos primários da raiz amadurecem, completando o processo da diferenciação celular que tem início de fato na porção superior do meristema.

Os tecidos primários da raiz são - do exterior para o interior - a epiderme, o córtex e o cilindro vascular. A epiderme compõe-se de uma só fiada de células, de forma alongada. A absorção da água e de minerais dissolvidos ocorre através da epiderme, um processo facilitado na maioria das plantas terrestres pela presença de pelos, finos prolongamentos tubulares da parede celular da epiderme que são encontrados apenas na região de maturação. A absorção da água se faz sobretudo por osmose, que ocorre porque a água está presente em maior concentração no solo do que nas células epidérmicas (onde contêm sais, açúcares e outros produtos orgânicos diluídos) e a membrana das células epidérmicas é permeável à água mas não a muitas das substâncias dissolvidas no fluido interno. Essas condições criam um gradiente osmótico por meio do qual a água flui para as células da epiderme. Esse fluxo exerce uma força, denominada pressão radicular, que ajuda a dirigir a água através das raízes. A pressão radicular é parcialmente responsável pela chegada da água às plantas, mas não é capaz por si só de conduzir o líquido para o topo das árvores altas.

O córtex conduz a água e os minerais diluídos através da raiz -- da epiderme para o cilindro vascular -- de onde é transportado para o resto da planta. O córtex também armazena o alimento transportado para baixo a partir das folhas para os tecidos vasculares. A porção mais interna do córtex consiste em geral de uma fiada de células que limita internamente a casca, denominada endoderma e que regula o fluxo de materiais entre o córtex e os tecidos vasculares.

O cilindro vascular localiza-se no interior do endoderma e é envolto pelo periciclo, uma camada de células geradoras de raízes secundárias. No cilindro vascular, encontram-se também o tecido lenhoso, feixe de tubos condutores de seiva mineral, e o líber, feixe de tubos condutores de seiva orgânica. Ambos são separados pelo câmbio, cujas células fabricam para um e outro esses feixes de tubos.

Algumas raízes, denominadas adventícias, crescem a partir de outros órgãos que não a raiz principal -- em geral uma haste, algumas vezes uma folha. Elas são especialmente numerosas em hastes subterrâneas, mas nem todas têm essa característica. Chamam-se aéreas quando nascem de um caule e atravessam alguma distância pelo ar antes de chegar ao solo, ou permanecem no ar e podem contribuir para o equilíbrio da planta, como acontece com a hera, a orquídea e outras epífitas.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

Teff | Menor Grão do Mundo

Teff | Menor Grão do Mundo

Teff | Menor Grão do MundoO  teff é o menor grão do mundo, é uma planta anual nativa das terras altas  do chifre da África cultivado na Etiópia, Eritreia, Quênia e Tanzânia há muito tempo. O nome teff vem do aramaico “teffa”, que significa “perdido”, o que se aplica pelo tamanho diminuto do grão. O grão escuro faz parte da alimentação dos países do Chifre da África há mais de 5 mil anos e é considerado um alimento ancestral.

Seu uso mais comum se faz a partir da farinha, com a qual se fazem pães, bolos e biscoitos. E também uma espécie de panqueca chamada injera, que serve de base para inúmeros pratos. No teff que não há glúten, o que o habilita para o consumo dos celíacos e pessoas com intolerância à farinha de trigo. Tem elevada quantidade  de minerais como cálcio, fósforo e magnésio, que ajudam na recuperação rápida após um treino físico ou forte desgaste mental. O seu  consumo controla os níveis de glicose no sangue, sendo indicado para o controle do peso, já que contém alto poder de saciedade – perfeito para o controle do apetite.

O teff  carrega oito aminoácidos essenciais para nosso organismo, e maior quantidade de lisina que apresentam trigo ou cevada. É rico em carboidratos, ideal para atletas que buscam alto rendimento, sendo  uma das razões para o sucesso dos africanos em provas de atletismo. O Teff é pouco conhecido no Brasil, mas deve ser comercializado em breve.

Teff | Menor Grão do Mundo


Fruto | Órgão das Plantas Superiores

Fruto | Órgão das Plantas Superiores

Fruto | Órgão das Plantas Superiores
Fruto é o órgão das plantas superiores que resulta do desenvolvimento do ovário, parte essencial do órgão reprodutor feminino da flor, o carpelo. Produzem frutos apenas as angiospermas (frutos fechados) e as gimnospermas (frutos abertos).

Fontes preciosas de vitaminas, proteínas, açúcares, gorduras e minerais de importância básica, como cálcio, fósforo, potássio e ferro, os frutos atendem a algumas das necessidades primordiais da alimentação humana e animal: representam, como as flores no plano estético, uma das dádivas da natureza.

Os frutos férteis, com sementes também férteis, resultam do desenvolvimento do ovário após a fecundação e assumem função de grande relevo na propagação sexuada das plantas. Os frutos estéreis, que não contêm sementes ou as possuem atrofiadas (óvulos não fecundados), em nada contribuem para a propagação, que nesse caso se faz por via vegetativa. A banana é o exemplo mais típico do fruto que se forma com sementes atrofiadas, ou seja, sem que haja fecundação dos óvulos pelas células masculinas contidas nos grãos de pólen.

É sobretudo nos cultivares (variedades híbridas aperfeiçoadas para o cultivo) que se registra a produção de frutos sem prévia fecundação, ou partenocarpia. Induzido artificialmente pelo homem mediante tratamento do pistilo com extratos de pólen e substâncias químicas, o recurso passou a ter amplo emprego desde o começo do século XX e propiciou, com o tempo, muitas variedades de frutos sem sementes.
Segundo a clássica definição da botânica, com base nas espécies silvestres ainda não submetidas à interferência do homem, o fruto é formado de cabo (podocarpo), que é o próprio cabo da flor (pedúnculo); parede (pericarpo), que é a mesma do ovário, modificada em maior ou menor grau; e sementes, que são os óvulos fecundados e desenvolvidos, com os embriões de novas plantas. Na parede do fruto distinguem-se três camadas de natureza muito variável: a externa (epicarpo), a mediana (mesocarpo) e a interna (endocarpo).

O epicarpo representa a pele ou casca do fruto. O mesocarpo geralmente corresponde à polpa, como no abacate, na manga, no pêssego. Em muitos outros frutos, como o mamão e a uva, a polpa inclui o endocarpo, película em que as sementes se prendem. Já na laranja, limão e demais cítricos, o mesocarpo corresponde à camada branca, esponjosa e seca, e o endocarpo à película formadora dos gomos, em que se prendem os bagos ricos em substâncias de sabor agradável. Nos aquênios, frutos de gramíneas como o trigo e o milho, as três camadas da parede acham-se unidas entre si e com os envoltórios da semente, formando uma película única.

Tipos de frutos

Tipos de frutos

Quando um fruto único é gerado por uma única flor, como na abóbora, diz-se que ele é simples, ou verdadeiro. Quando várias flores entram na formação de um fruto único, diz-se que é composto, ou constitui uma infrutescência. Nesse caso, o fruto pode ser um sicônio, se as flores se prendem a um receptáculo côncavo, como nos figos, ou uma sorose, se as flores se prendem a um receptáculo convexo, como na amora.

O fruto pode também ser múltiplo, quando diversos ovários da mesma flor se unem para dar um único fruto, como na framboesa, no morango e na fruta-de-conde; partido, quando um só ovário se fragmenta, ou quando diversos ovários da mesma flor permanecem isolados e dão, em ambos os casos, diversos frutos, como na erva-doce; complexo, ou pseudocarpo, quando outras peças florais, além do ovário, se desenvolvem exageradamente, como no caju, na pêra e na maçã; ou aberto, quando o carpelo não se fecha e as sementes ficam em contato com o ar, como nas gimnospermas (pinheiros, ciprestes).

O fruto pode ser de vários tipos, no que se refere à consistência, quanto à peculiaridade de abrir-se ou não espontaneamente -- no primeiro caso, deiscente e, no segundo, indeiscente -- e ao modo como se abre.

Diz-se que é uma cápsula quando, depois de maduro, fica seco e se abre, liberando mais de uma semente. Além da cápsula propriamente dita, nome restrito ao fruto que possui diversas lojas e fendas longitudinais (quiabo, algodão), são modalidades do mesmo tipo: o legume ou vagem, se possui uma loja e duas fendas longitudinais (feijão, ervilha); o folículo, se tem uma loja e uma fenda longitudinal (esporinha, jacaré); a síliqua, se tem duas lojas e duas fendas longitudinais (pente-de-macaco e a maioria das bignoniáceas); a silícula, se a forma não é tão alongada quanto a da síliqua (couve, mostarda e a maioria das crucíferas ou brassicáceas); o pixídio, se a abertura, ocorrendo transversalmente ao eixo do fruto, separa a parte superior em forma de tampa (sapucaia, jequitibá); e a porófora, se as sementes saem por orifícios ou poros (eucalipto, papoula).

O fruto é um aquênio quando, depois de maduro, fica seco mas não se abre, e contém uma única semente. Há duas modalidades: o aquênio propriamente dito, se a semente só está presa por um ponto à camada interna do fruto (girassol e demais compostas), e a cariopse ou grão, se a semente se apresenta intimamente unida à camada interna do fruto (milho, trigo e demais gramíneas).

O fruto chama-se baga se, depois de maduro, se torna totalmente carnoso (uva, mamão, banana, laranja), e drupa se, maduro, torna-se carnoso, mas com a camada interna seca e dura (pêssego, azeitona, manga, oiti, ameixa e a maioria dos cocos).

Quando o fruto não se encaixa em nenhum dos tipos precedentes, é considerado atípico, por ser, entre várias outras possibilidades: uma cápsula carnosa, que se abre depois de madura (melão-de-são-caetano, beijo-de-frade); uma vagem indeiscente, que não se abre depois de madura (pau-ferro, jatobá); ou uma sâmara, quando se trata de um aquênio dotado de extensões membranosas, ou asas (olmo, bordo, freixo).

Revestimento e adaptações

Se alguns frutos são lisos, outros são cobertos de pelos, cerdas, espinhos ou plumas. Esses revestimentos especializados de sua superfície podem representar papéis de suma importância na dispersão das sementes. O caso mais óbvio é o dos frutos que possuem extensões aladas e que, graças a isso, são impelidos pelo vento a consideráveis distâncias.

A dispersão das sementes, além de imperativa, pressupõe certo mistério, ainda não devidamente estudado, de orientação no espaço vital, pois, enquanto o animal se locomove à vontade, a planta, sendo fixa, nasce no lugar onde viverá para sempre e que corresponderá a suas necessidades quanto ao tipo de solo, teor de umidade, incidência de sol etc.

Assim como o vento e a água, meio pelo qual, por exemplo, cocos que boiavam povoaram de coqueiros as ilhas tropicais mais isoladas no mar, também os animais que se alimentam de frutos são importantes na dispersão das plantas. As sementes, graças aos envoltórios que as protegem, em geral ficam imunes à ação dos sucos digestivos e desse modo são depositadas pelos animais, com suas fezes, em novos lugares e em perfeitas condições de germinação.

Amadurecimento do Fruto

Amadurecimento do Fruto

Na fase de maturação, os frutos carnosos passam por sucessivos processos químicos que modificam sua composição e aparência, ao mesmo tempo em que neles se acumulam diversas substâncias nutritivas, acompanhadas de outras, aromáticas, que atraem os animais. Um dos principais processos químicos da maturação, a hidrólise do amido, produz açúcares, ao passo que a síntese de pigmentos provoca alterações na coloração dos frutos.

Durante essas reações é comum desprender-se gás etileno, o qual, por sua vez, induz o amadurecimento dos frutos ainda verdes. Por essa razão, algumas bananas maduras, colocadas entre outras verdes, aceleram a maturação do cacho. A prática de expor certos frutos à fumaça resultante da queima de querosene ou serragem tem o mesmo fundamento, pois essa combustão produz pequena quantidade de etileno.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

Copo-de-Leite ou Lírio do Nilo (Zantedeschia Aethiopica)

Copo-de-Leite ou Lírio do Nilo (Zantedeschia Aethiopica)

Copo-de-Leite ou Lírio do Nilo (Zantedeschia Aethiopica)

O Copo de Leite é de origem africana, mais especificamente do sudoeste africano. O nome científico desta planta da família das Araceae, é Zantedeschia aethiopica Spreng. Além dos nomes já citados, esta planta também é conhecida pelos nomes de Lírio do nilo, Cala branca e Jarra.

A planta pode chegar a ter 1,5 metro de altura, e toda a planta é tóxica, devido ao oxalato de cálcio (o mesmo que forma os cálculos renais), que também está presente em outras plantas, em quantidades diferentes e às vezes não nocivas (como no espinafre). Pode provocar irritabilidade na pele e mucosas, caso entre em contato com elas. Apesar de ser uma planta tóxica, o rizoma (o bulbo) pode servir de alimento aos humanos, desde que muito bem cozido.

A parte branca da planta que normalmente achamos que é a flor não passa de uma folha modificada. As verdadeiras flores do Copo-de-Leite estão reunidas, formando uma estrutura que lembra uma espiga (a espádice). Esta coloração diferenciada da folha modificada serve para atrair os insetos polinizadores. As flores surgem após 60 a 90 dias após o plantio. Podem durar de 30 a 40 dias. No Brasil a floração é de agosto a janeiro (primavera e verão), e aqui em Portugal também é na primavera e verão (abril a julho). Mas dependendo das condições do clima e solo onde se encontra a planta, pode florir o ano todo.

Como é uma planta rústica não necessita de grandes cuidados para ser cultivada. É recomendado o cultivo desta flor em grupos, pois valoriza o efeito paisagístico, sendo ideal para margens de lagos por exemplo. Em seu habitat natural é encontrada mesmo junto a rios e lagos. Se sua cultura não for controlada, e adaptar-se bem ao meio, pode tornar-se uma praga.

Para a reprodução da planta deve-se separar os bulbos que ficam abaixo da terra, ou esperar que a planta produza sementes. Para que os Copos de Leite produzam sementes deve-se deixar que a planta produza seu fruto, mas até que a planta dê um fruto, acaba por consumir muita energia, diminuindo a quantidade de flores que a planta pode vir a dar. O espaçamento dos bulbos da planta deve ser de 20 cm entre elas, se plantadas em canteiros. Se cultivada em vaso, deve-se manter também um espaçamento de cerca de 20 cm, sendo que recomenda-se uma mistura de 1 parte de terra de jardim, 1 de terra vegetal e 2 partes de composto orgânico, para um equilíbrio do solo onde ficará o Copo de Leite.

O cultivo do Copo de Leite precisa de solo rico, úmido e adubado, com boa luminosidade. Esta planta também pode ser cultivada à meia sombra, desde que receba luz solar ao menos 4 horas diárias, ela estará feliz. Quanto à rega, precisa ser regada ao menos um dia sim e um dia não, pois gosta de solo úmido. Mas atenção para que o solo não fique excessivamente úmido. O excesso de umidade pode ser prejudicial à planta, contribuindo para o aparecimento de bactérias e fungos. A bactéria Erwinea, que gosta do mesmo ambiente do Copo de Leite, pode provocar o murchamento do bulbo. Outro inimigo do Copo de Leite são os moluscos, que podem afetar o desenvolvimento da planta. Além disso, há um detalhe sobre a temperatura ideal para esta planta. Como são de clima quente adaptaram-se bem a locais de clima quente, mas durante a noite, gostam de temperaturas baixas, entre 3 e 4 ºC.

Além do tradicional e mais conhecido Copo de Leite branco, existem outras variedades. A seleção e cruzamento com outras espécies deram origem a Copos de Leite coloridos, como o amarelo, laranja, rosa, vermelho, entre outras. Estas cores não são naturais, não se encontra Copos de Leite selvagens destas cores. São uma bela obra de arte humana.

Fique aqui com algumas das cores que o Copo de Leite adquiriu graças à ação humana. Reparem que além das novas cores, as folhas também podem ser diferentes, devido às espécies com as quais o Copo de Leite original (Zantedeschia aethiopica) foi cruzado. Clique nas imagens para ampliá-las.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

História do Paisagismo

História do Paisagismo


História do Paisagismo

Paisagismo é a arte de organizar intencionalmente uma porção determinada de um território, com base em critérios estéticos e funcionais. Caracteriza-se pela importância dada aos espaços criados pela manipulação de elementos naturais, especialmente a vegetação. Também denominado arquitetura paisagística, seu campo de estudo abrange uma série de tópicos especializados, entre eles o conhecimento das plantas adequadas e o tratamento dos gramados, espécies de arborização pública e domiciliar, arbustos, trepadeiras e sebes, inclusive a topiaria (arte de dar a uma planta ou grupo de plantas configurações diversas), relvados, vasos e jardineiras para a decoração de interiores.

O reconhecimento da importância das plantas para a humanidade, embora generalizado, ainda não conseguiu impedir a devastação do verde das paisagens e principalmente das cidades, transformadas em lugares impróprios para a vida humana. O paisagismo promove a integração do espaço vital com a vida orgânica e cria espaços necessários às atividades da comunidade.


Ciência relativamente nova, o paisagismo faz parte dos cursos de agronomia e arquitetura. Devido à integração que muitas vezes existe entre áreas construídas e áreas verdes, bem como à grande importância que assumem as áreas verdes nas cidades e metrópoles contemporâneas, é difícil delimitar com nitidez seu campo específico de atuação. A formação do paisagista, que tem como foco de interesse a composição paisagística, deverá incluir o estudo da paisagem e de seus elementos constituintes (climatologia, pedologia, geologia, geomorfologia, hidrologia, biogeografia, botânica, ecologia), da organização do espaço e seus fatores determinantes (estética, história da arte, sociologia, psicologia) e as técnicas de intervenção (topografia, técnicas construtivas, materiais de construção, horticultura, adubação, irrigação e drenagem, comunicação, organização do trabalho, prática profissional).

Os valores paisagísticos atuais não são muito diferentes dos que vigoraram ao longo da história. A grande inovação é que eles hoje se inserem num movimento mais amplo, que preconiza um planejamento integral do meio ambiente, com a articulação dos fatores de ordem socioeconômica, estética e ecológica. A atuação do paisagista, portanto, pode ir além da composição de jardins e envolver uma contribuição na formulação de normas para obras que impliquem uma intervenção em grande escala na paisagem.

Embora em geral o trabalho dos paisagistas seja solicitado nas etapas conclusivas de grandes empreendimentos, seria de esperar que projetos como represas e barragens, auto-estradas ou exploração de recursos naturais em áreas extensas contassem com a orientação prévia de profissionais especializados, pois apresentam fortes conotações paisagísticas. Com isso, é possível evitar que a atuação do paisagista tenha um efeito puramente cosmético sobre o qual se sobrepõe a configuração definitiva, algumas vezes imprópria, já conferida a um determinado sítio, e que por razões, seja de ordem técnica, seja financeira, seria inviável reformular em profundidade.

Tecnicamente, divide-se o paisagismo em duas áreas, de acordo com a dimensão do projeto. No micropaisagismo, o projeto pode ser desenvolvido por um só profissional, capaz de avaliar as diversas condições físicas e estéticas que influem no projeto e dar uma solução que atenda, simultaneamente, às necessidades dos vegetais que pretende usar e aos requisitos humanos de funcionalidade e beleza.

Já o macropaisagismo envolve grandes projetos paisagísticos, como a construção de rodovias e represas, que por apresentarem inúmeras implicações de caráter técnico e social, geralmente são desenvolvidos por equipes de profissionais formadas de arquitetos, agrônomos, biólogos, sociólogos, geógrafos e engenheiros. O resultado, quando atingido de modo satisfatório, é uma obra de arte complexa, que apela para os cinco sentidos e faz o homem sentir-se integrado à natureza que o cerca.

O material básico do paisagismo são as plantas e, no planejamento de um jardim, devem ser considerados fatores de ordem técnica, funcional e estética. Em primeiro lugar deve-se considerar as características ambientais -- entre os quais clima, condições do solo, grau de declividade etc. -- do local onde será implantado o jardim e determinar os tipos de plantas que podem ser utilizados. Parte-se então para o projeto, que deverá incluir áreas de lazer, leitura, passeio ou descanso, de acordo com a finalidade do jardim, e a definição da disposição das plantas, de acordo com o efeito estético que se pretende obter. Como as plantas apresentam grande diversidade de cores, formas e texturas, podem ser combinadas entre si e com outros elementos como água, pedras e muros para obter efeitos plásticos.

Evolução histórica Inicialmente, o ordenamento do espaço natural que envolvia a habitação humana deve ter obedecido unicamente ao gosto individual. Como acontece em todas as artes, porém, leis e princípios básicos passaram, com o passar do tempo, a reger também esse novo campo de atividades. Egípcios e gregos antigos praticaram a arte do paisagismo, e a Villa Adriana, perto de Tívoli, na Itália, é um exemplo de valorização do jardim entre os romanos.

A herança greco-romana teve grande influência no paisagismo ocidental. Os jardins românicos já deixavam transparecer a tendência à simetria que se firmou nos jardins europeus ao longo do período medieval, do Renascimento e do barroco. Foi durante o Renascimento que o jardim, de simples apêndice da arquitetura, passou a ser considerado um elemento importante do palácio e integrado a seu conjunto. O jardim renascentista de maior expressão desenvolveu-se na Itália e nele a natureza era organizada de acordo com a ordem do pensamento humanístico.


Como o italiano, o paisagismo francês e inglês atingiu a plenitude num momento em que a sociedade era dominada pelo indivíduo de força e posição elevada, que praticamente se confundia com o estado. Com o declínio do poder do monarca e o consequente aumento da força popular, começou a tomar corpo a ideia do serviço prestado ao público, ao mesmo tempo que o paisagista se tornava o profissional liberal e oferecia seus serviços a quem pudesse pagá-los.

O primeiro exemplo de paisagismo encarado como melhoramento público -- e patrocinado, por conseguinte, por fundos públicos -- foi o Central Park, da cidade de Nova York, embora antes de sua abertura oficial, em 1876, já existissem outros parques nos Estados Unidos, criados, no entanto, com objetivos particulares. Os grandes parques e monumentos nacionais, obras que beneficiam toda uma comunidade, são uma invenção dos tempos atuais. A democratização da paisagística contemporânea, que hoje serve exclusivamente à vontade popular, tornou possível a abertura ao público de faustosos jardins privados, como os de Versalhes, na França, e Schönbrunn, na Áustria.

Grandes paisagistas O termo arquiteto paisagista foi usado pela primeira vez na década de 1850 por Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux, responsáveis pelo projeto do Central Park de Nova York, nos Estados Unidos. A dupla assim se designou ao comunicar sua intenção de dar ênfase especial ao projeto do parque, adotando, com relação à paisagem total, a mesma relação que um arquiteto adota com relação a um edifício. O título foi utilizado num documento do comitê responsável pela realização do Central Park em 1863, data que marca o nascimento oficial da profissão. Até então, os autores de projetos de jardins e parques eram considerados jardineiros paisagistas.

A maioria dos trabalhos de paisagismo dos séculos XV e XVI se deve a homens como Bramante, desenhista dos jardins do Belvedere, em Roma, Rafael, autor da Villa Madama, nos arredores de Roma, e Vignola, que projetou a Piazza del Popolo, também em Roma. Outros pintores e arquitetos de grande categoria se dedicaram a esses complexos projetos, no esquema de polivalência artística típico da época.

Carlo Fontana foi o autor dos jardins de Isola Bella, no lago Maggiore, que, embora tenham sido concluídos somente em 1670, ainda representam a fase barroca dos jardins italianos iniciada no fim do século XVI. Por volta de 1660 André Le Nôtre, influenciado pelo estilo renascentista italiano, já iniciara a construção, na França, dos jardins de Versalhes, marco principal do paisagismo do século XVII. O estilo consagrado em Versalhes foi imitado em toda a Europa no século XVIII, da Espanha à Rússia. Na Inglaterra do século XVIII, destacaram-se na atividade William Kent, autor dos jardins Chiswick e Stowe, e seu discípulo Lancelot "Capability" Brown, além de Humphrey Repton. No século XIX, os grandes nomes são Humphrey Repton e John Nash, autores do projeto do Regent's Park, em Londres, e os idealizadores do Central Park de Nova York.

Paisagismo no Brasil Valentim da Fonseca e Silva, conhecido como mestre Valentim, assinou as primeiras obras de paisagismo realizadas no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, no fim do século XVIII. O Passeio Público, que evoca princípios da organização espacial dos jardins franceses, embora em proporções mais modestas, é obra do principal paisagista do Brasil colonial, que procurou também valorizar elementos tipicamente brasileiros.

Mestre Valentim conseguiu adequar de forma notável o traçado e a arborização do Passeio Público ao clima e à paisagem cariocas, mas seu projeto foi bastante alterado em 1861 pelo paisagista francês Auguste-François-Marie Glaziou. Glaziou foi muito ativo no Brasil e executou projetos como o parque da Quinta da Boa Vista, na década de 1870, e o Campo de Santana (hoje praça da República), no centro da cidade, inaugurado em 1880. Ainda no século XIX, destaca-se a iniciativa pioneira do major Gomes Archer, administrador da floresta da Tijuca, que promoveu o reflorestamento das encostas devastadas pelo plantio do café.


A partir da década de 1930, a história do paisagismo brasileiro está vinculada às conquistas da arquitetura e à obra mundialmente famosa de Roberto Burle Marx. Autor de muitos projetos de jardins públicos e particulares, no Brasil e no exterior, Burle Marx foi o paisagista do parque do Ibirapuera, em São Paulo-SP, e do parque do Flamengo, no Rio de Janeiro-RJ. Sua obra é marcada pela pesquisa e a valorização de espécies nativas e a preocupação com questões relativas à conservação da natureza, diretrizes assimiladas pelos profissionais brasileiros que se seguiram, como o arquiteto Fernando Chacel.

www.megatimes.com.br
www.klimanaturali.org

Jaca | Artocarpus heterophyllus

Cebola (Allium cepa)

Cebola (Allium cepa)

Cebola (Allium cepa)
A Cebola (Allium cepa), também cebola-fumaça, Bolle, Zipolle, cebola, cebola de cozinha, cebola de jardim, cebola de verão, casa cebola ou cebola comum chamado, é um tipo de planta do tipo alho-poró (Allium).

O termo cebola denota tanto a espécie vegetal quanto seu órgão típico de armazenamento, que também é formado por outras espécies de plantas. Na linguagem coloquial, o significado exato é freqüentemente ignorado. Na botânica, deve ser sempre claro se a espécie Allium cepa ou um órgão vegetal é mencionado.

A cebola é uma planta herbácea perene, que geralmente é mantida em cultura, mas com apenas um ou dois anos de idade e depois colhida. Seu eixo principal permanece até a formação da flor comprimida em uma estrutura plana em forma de disco, que é chamada fatia de cebola ou Zwiebelkuchen. O disco meristema apical em cima da cebola leva, na sua periferia, alternadamente em frente, e, portanto, aparentemente duas linhas (após terminologia botânica mas basal), cerca de 10 a 15 séssil claramente articulada na parte inferior e a folha superior deixa para trás. As folhas inferiores são quase branco com veias verde, bainhas das folhas em forma semelhante, e abraçam estreitamente de modo que formam, na sua parte superior, uma sessão de alguns centímetros de comprimento conta, no carnuda parte inferior engrossa o conhecido "cebola", como um órgão de armazenamento. As folhas superiores verdes puras fundem-se a tubos com uma ponta fechada, que são ocos e aproximadamente ovais em secção transversal. Seu arranjo de células é o de uma lâmina bifacial, a parte externa do tubo corresponde ao topo.

Cebola (Allium cepa)
Cebola (Allium cepa)

São dados os requisitos biológicos para a formação de flor, normalmente, apenas a partir da segunda estação de crescimento, a cebola fatia esticada para um 20 a 120 cm de comprimento, não-folheamento, circular Infloreszenzschaft secção transversal Röhrig-oco que aparece abaulamento distendido na parte inferior. O meristema apical permanece na ponta e não forma mais folhas novas. A inflorescência é um Scheindolde quase esférico de 20 a mais de 100 flores individuais, que ainda são envolvidas por uma bráctea antes de florir. As flores são perseguidas de 20 a 40 mm de comprimento, suas brácteas são esbranquiçadas com nervo mediano verde.

A formação de flores pressupõe que a planta primeiro desenvolveu um certo número de folhas e também foi exposta a baixas temperaturas por algum tempo até o final do período de vegetação anterior ou durante o período de descanso. No cultivo de plantas, esses processos são chamados de vernalização. A temperatura necessária e sua duração de ação dependem da variedade e da massa seca de cada cebola. Em variedades comerciais da Europa Central espera-se que seja cerca de 6 ° C durante pelo menos duas semanas. Temperaturas relativamente altas durante o período de descanso podem destruir uma flor já iniciada. Isso é usado no cultivo de rendimento quando a floração é indesejável.

O armazenamento de nutrientes e, portanto, a formação do órgão de armazenamento é determinado pelo fotoperíodo, d. h., Ele vem apenas em uma determinada proporção de duração do dia e da noite em movimento. Em adaptação às condições correspondentes de diferentes latitudes geográficas, a reprodução levou à diferenciação nos chamados locais de longo dia e de dia curto. Estes termos não são sinónimo das chamadas plantas de dia longo e curto da terminologia biológica, que é toda sobre a formação de flores. Se os requisitos de exposição de cada variedade não forem cumpridos, a planta bulbosa pode produzir folhas, flores e sementes, mas nenhuma cebola ou apenas subdesenvolvida.

O órgão de armazenamento é classificado pela botânica como um bulbo de concha, porque é composto de partes de folhas normais, em contraste com bulbos quadrados, que emergem de Niederblättern. Além das folhas totalmente treinadas, no entanto, vem a cebola da cozinha também aquelas que consistem apenas na folha inferior. Como resultado, o número de conchas encontradas em uma cebola é geralmente maior que o das folhas anteriormente prontamente visíveis. Entre as abordagens de folha ou casca, d. h. axilarmente, na superfície do disco de cebola, também são criados um ou mais botões, que continuam a crescer na próxima estação de crescimento, usando os nutrientes armazenados nas tigelas do ano anterior. As cascas cortadas secam em peles finas como papel, que duram muito tempo e formam uma casca protetora em volta da nova cebola.

A criação também adotou esse recurso e o orientou para o fato de que a cebola "comum" da cozinha forma o máximo possível apenas um botão de renovação e, portanto, uma simples cebola. Nas variedades chamadas chalotas, no entanto, vários botões e, portanto, cebolas filhas são desejáveis ​​porque são necessários para a propagação vegetativa.

A cebola é uma das culturas mais antigas da humanidade e é cultivada há mais de 5000 anos como planta medicinal, de especiarias e vegetais. Nos antigos egípcios, as cebolas eram oferecidas aos deuses como oferendas, eram uma espécie de meio de pagamento para os trabalhadores empregados no edifício da pirâmide e eram os mortos como forma de acabar com a comida para a jornada até a vida após a morte. Os restos de cebolas encontrados no túmulo de Tutancâmon testemunham isso. Um cuneiforme sumério com mais de 4.000 anos de idade contém campos de pepino e cebola, e o Codex de Hammurapi define pão e cebola para os pobres.

Entre as cebolas romanas havia um dos alimentos básicos, especialmente os menos abastados. Foram também os legionários romanos que espalharam a "cepula" (da qual, através do alemão médio alto "zwibolle", em última análise, a palavra alemã "cebola") na Europa Central. Aqui eles se tornaram um dos tipos mais comuns de vegetais, foram permitidos em todas as mesas e servidos na Idade Média como um amuleto contra a peste. A partir do século XV, os Países Baixos começaram a cultivar variedades de diferentes formas, cores e sabores.

A cebola é uma cultura muito varietal. entre outras, as variedades Red Brunswick '(rotfleischig),' Stuttgarter Riesen '(branco polpa) e são conhecidos em língua alemã' Zittau Amarelo Gigante "(branco polpa).

Na Alemanha, a cebola é cultivada especialmente na sombra da chuva do Harz, perto de Frankenthal (Pfalz), Bamberg e Erfurt. Prefere solos leves ou arenosos, bem como solo loess em um local ensolarado e quente. O solo deve ser assentado e bem esfarelado, razão pela qual o preparo do solo (por exemplo, escavação ou aragem) já no outono anterior deve ocorrer. Além disso, o solo não deve conter estrume sem esmagamento e deve ser fertilizado com nitrogênio apenas moderadamente, pois as cebolas, caso contrário, ficarão sujas e desenvolverão muita folhagem, em detrimento da formação de cebola. No cultivo comercial de cebola, portanto, uma fertilização nitrogenada excessiva já é dispensada para o Vorfrucht.

De acordo com o método de cultivo, é feita uma distinção entre "cebolas de verão" e "cebolas de inverno". lâmpadas de verão (as cebolas cozinhar reais) são semeadas no início da primavera ou em Cultura conjuntos cebola, ligado e colhida de agosto a outubro, em particular variedades posteriores de consistência sólida são até março do ano seguinte armazenável. As cebolas de inverno um pouco mais suculentos e mais leves - disse melhor invernada cebola cultivados - são semeadas em agosto, madura na próxima primavera e pode ser colhida a partir de junho, mas são apenas um curto período de tempo armazenável.

O também referido como cebola de inverno Allium fistulosum é outra planta que difere da cebola cozinha em muitas propriedades, u. a. por seus órgãos de armazenamento muito mais discretos. No entanto, ambos os tipos podem ser processados ​​em "cebolas de prata".

O cultivo da cebola como uma cebola de verão para fins alimentícios pode ser feito tanto em um processo de um ano por semeadura direta quanto em um processo de dois anos por plantio ("entupimento") de cebola. As cebolas são pequenas, cerca de cebola do tamanho de avelã, que foram obtidas por semeadura particularmente próxima no ano anterior. Para que as plantas de cebola cultivadas a partir de bulbos de cebola não tendem a atirar (floração), elas são submetidas após a colheita a um armazenamento quente de três a quatro semanas (Darre) a temperaturas de 30 a 40 ° C. Como regra, as cebolas são compradas através do comércio de sementes.

A semeadura da cebola é realizada com uma profundidade de semeadura de aproximadamente 1 a 2 cm e distâncias de cerca de 25 a 40 cm em solo seco de março a início de abril. O tamanho das cebolas maduras pode ser decisivamente influenciado pela densidade populacional. Por exemplo, um espaçamento de plantas na gama de cerca de 4 a 5 cm é desejado, de modo a que cerca de 80 a 120 plantas podem desenvolver por metro quadrado para a produção de bolbos de médias na semeadura com espaçamentos de 25 cm. As cebolas da porca estão prontas para a colheita entre agosto e outubro, dependendo da data de semeadura, variedade e região de cultivo.

O ajuste da cebola é feito em intervalos semelhantes a uma profundidade de cerca de 4 cm, de modo que o topo ainda é apenas para ver, também em março ou abril. Cebolas cultivadas a partir de cebolas estão prontas para colheita mais cedo, a partir de julho. O clima seco e ensolarado do final do verão na época da colheita é crucial para a vida útil e o prazo de validade das cebolas colhidas. O armazenamento deve ocorrer em condições secas, frescas e arejadas. Cebolas cultivadas na cebola são menos duráveis ​​do que cebolas semeadas.

Cebola (Allium cepa)
Cebola (Allium cepa)
Cebola (Allium cepa)
Cebola (Allium cepa)
Cebola (Allium cepa)
Cebola (Allium cepa)
Cebola (Allium cepa)
Cebola (Allium cepa)

Timbó (Derris negrensis)

Timbó (Derris negrensis)

#Timbó (Derris negrensis)O sumo do timbó era de uso corrente entre os indígenas brasileiros, misturado à lama em lugares de pouca correnteza, para aturdir ou matar os peixes sem, no entanto, tornar sua carne tóxica para seres humanos.

Timbó é o nome que se dá a numerosas plantas, na maioria leguminosas e sapindáceas, todas ictiotóxicas em maior ou menor grau, em virtude do alcalóide timboína. A pesca com o timbó tem o inconveniente de dizimar os cardumes, pois o veneno que atordoa os peixes maiores mata os miúdos ou filhotes.

Dentre os timbós da família das leguminosas são mais conhecidas as espécies amazônicas timbó-açu (Derris negrensis), grande cipó; o timbó-de-caiena (Tephrosia toxicaria), erva que cresce às margens dos rios; o timbó-macaquinho (Lonchocarpus nicou), cipó encontrado em capoeiras e cultivável; e o timbó-catinga ou timbó-venenoso (Lonchocarpus floribundus). De algumas espécies de timbós dos gêneros Derris e Lonchocarpus, chamados genericamente timbós-urucus, extrai-se a rotenona, substância tóxica extremamente ativa sobre animais poiquilotermos e empregada como inseticida.

A família das sapindáceas inclui inúmeros cipós, principalmente aos gêneros Paullinia e Serjania. À mesma família pertence também a Magonia pubescens, grande árvore do Centro-Oeste e Nordeste conhecida como tingui-açu, assa-peixe, tingui e timbó-do-cerrado, cujas sementes envenenam a água ao cair.

www.klimanaturali.org

Buganvília (Bougainvillea spectabilis)

Buganvília (Bougainvillea spectabilis)

#Buganvília (Bougainvillea spectabilis)

Trepadeira da família das nictagináceas, não raro de porte arborescente, a buganvília (Bougainvillea spectabilis) é nativa do Brasil. Em condições naturais, a tendência da planta é alastrar-se, mas a forma de árvore, com galhos eretos e tronco de até meio metro de grossura, pode ser induzida por meio de podas repetidas, enquanto o crescimento se perfaz.   Chamada também de três-marias, primavera, ceboleiro, sempre-lustrosa e rosa-do-mato, a buganvília recebeu esse nome em homenagem ao francês Louis-Antoine de Bougainville. Em suas viagens de exploração pela América do Sul, ele esteve no Rio de Janeiro em 1763 e teria levado a planta para a Europa.

Vermelhas, roxas, cor de tijolo ou brancas, as brácteas da buganvília -- folhas modificadas que, em grupos de três, crescem ao redor de suas flores discretas -- tornaram-na estimada em todo o mundo como planta ornamental.

A buganvília se multiplica por estacas, processo que em geral se leva à prática na época da brotação anual (agosto-setembro). Quando encontra condições ideais, um solo com bom teor de umidade e rico em matérias orgânicas decompostas, essa trepadeira cresce com rapidez e já por volta do terceiro ano é capaz de florir e emitir suas brácteas.

www.klimanaturali.org

Gerânio, Planta do Gênero Pelargonium

Gerânio, Planta do Gênero Pelargonium


De cultivo tradicional em jardineiras ou vasos, o gerânio se distingue pela floração abundante e pelo odor intenso, concentrado nas folhas, que se utiliza na produção de perfumes, sabonetes e cremes.

Planta do gênero Pelargonium, da família das geraniáceas, nativa da África, o gerânio cultivado em jardinagem pertence, na quase totalidade, a variedades híbridas. A designação Geranium aplica-se a um gênero aparentado, que inclui cerca de 300 espécies silvestres, conhecidas como bicos-de-grou.

Herbáceos ou, mais raramente, lenhosos, os gerânios do gênero Pelargonium crescem até um metro de altura, com folhas grossas, arredondadas ou com recortes profundos. As flores, brancas, vermelhas, cor-de-rosa ou violeta, se agrupam em cachos vistosos. São comuns híbridos de cores mistas, bem como os de flores dobradas, franjadas ou franzidas.

A propagação, viável por sementes, é feita quase sempre a partir de estacas de galho que enraízam entre 15 e 30 dias e devem ser transferidos para a terra na época de vegetação ativa que antecede a primavera. Bem adubados e expostos a algumas horas de sol, de preferência de manhã para que as folhas não se queimem, podem florir em três ou quatro meses.

www.klimanaturali.org

Urtiga (Urtica dioica)

Urtiga (Urtica dioica)

#Urtiga (Urtica dioica)

Quando penetram na pele, os pêlos pontiagudos que revestem as folhas e os ramos da urtiga facilmente se quebram, liberando uma substância ácida que provoca fortes coceiras. A intensidade dos efeitos varia, conforme a quantidade de substância injetada e a susceptibilidade da pessoa atingida. Não são raros os casos de grave empolamento da pele.

Urtiga é o nome que se dá especialmente a duas espécies do gênero Urtica, plantas da família das urticáceas originárias da Europa mas dispersas por todo o mundo, inclusive no Brasil. A urtiga-maior (Urtica dioica) atinge cerca de um metro. Suas folhas são grandes, opostas, afiladas na ponta e com as bordas bem denteadas. As flores masculinas e femininas dão em pés diferentes: esta é a principal característica a distingui-la da urtiga-menor (Urtica urens), de menos de meio metro de altura e com folhas menores, na qual as flores dos dois sexos se agrupam em um mesmo pé e nos mesmos cachos.

Ricas em cálcio, potássio e ferro, essas duas urtigas figuram desde a antiguidade entre as plantas medicinais. A urtiga-menor, em especial, é usada em homeopatia contra a urticária e outras afecções da pele. O nome aplica-se ainda a outras plantas urticantes, sejam ou não da mesma família, como a urtiga-branca (Lamium album), a urtiga-brava ou urtigão (Urera baccifera) e a urtiga-cansanção (Jatropha vitifolia).

www.klimanaturali.org

Tundra, Vegetação Típica das Regiões Polares

Tundra, Vegetação Típica das Regiões Polares

#Tundra, Vegetação Típica das Regiões Polares
Tundra em Nunavut - Groenlândia
Nas regiões polares, onde os dias e noites são extremamente longos, o ritmo biológico tende a acompanhar mais as variações de temperatura do que a quantidade de luz solar aproveitável no processo de fotossíntese. A tundra é o organismo vegetal mais adaptado a essas condições.

Tundra é a vegetação herbácea encontrada nas regiões polares (tundra ártica) e em montanhas muito altas (tundra alpina), na qual predominam gramíneas, ciperáceas e vários subarbustos, sob os quais uma série de musgos e liquens revestem o solo. O conjunto atinge 15 a 30cm de altura, em média. Os raros arbustos não ultrapassam um metro de altura. A variedade de tundra alpina coloniza as altas montanhas da zona temperada, acima do nível atingido pelas árvores. O clima da tundra é mais rigoroso nas regiões polares, onde as temperaturas variam de 4o C, no verão, a -32o C, nos meses de inverno. O clima de tundra alpina é mais ameno, com invernos moderados em que as mínimas não ultrapassam os -18o C.

A tundra ártica se estende pelo extremo setentrional da América, Europa e Ásia. O solo está sempre congelado (permafrost) até centenas de metros de profundidade. Somente uma fina camada superficial degela durante o verão ártico, período em que a vegetação se desenvolve. O clima de tundra ocorre também nas terras polares da América do Sul, Terra do Fogo e regiões da Antártica que não estão permanentemente cobertas de gelo.

Os animais característicos da tundra ártica são o urso polar e a raposa, o lobo, a lebre e a doninha do Ártico. Muitos desses animais desenvolvem uma pelagem branca durante os meses de inverno como camuflagem. Também estão adaptados a esse ecossistema grandes herbívoros como o caribu, o boi-almiscareiro e a rena.

A tundra alpina forma-se nas regiões em que a altitude excessiva impede o crescimento de árvores. Embora as temperaturas médias costumem ser muito baixas, o subsolo não fica congelado o ano inteiro. Predominam pequenos arbustos e plantas herbáceas, exceto nos cumes mais altos, onde se desenvolvem somente musgos e liquens. A variedade de espécies animais é limitada e apenas parcialmente adaptada ao ambiente invernal. Carneiros e cabritos monteses, camurças, gatos selvagens e diversas aves descem para áreas mais quentes em busca de alimento no inverno. Marmotas e esquilos consomem grande quantidade de vegetação no verão e no início do outono, para depois hibernarem.

www.klimanaturali.org