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América, Aspectos Geográficos da América

América, Aspectos Geográficos da América

América, Aspectos Geográficos da América

Nenhum outro continente apresenta tamanho desequilíbrio regional quanto a América. Ao norte do rio Grande, os Estados Unidos (EUA) e o Canadá são duas das mais desenvolvidas nações do planeta. Os outros 33 países, que compõem a América Latina, estão num nível de desenvolvimento econômico e social bem inferior. Em 2011 a América tinha um Produto Interno Bruto (PIB) de 21,5 trilhões de dólares. A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) pretende liberar o comércio no continente, exceto Cuba, de barreiras comerciais. Os EUA estão particularmente interessados em efetivar o bloco econômico, como forma de expandir a venda de produtos e serviços para outros mercados e diminuir seu déficit comercial anual de 450 bilhões de dólares. A implantação da Alca, porém, tem sido consecutivamente adiada, esbarrando em difíceis negociações.

O que é a América Latina - Os países latino-americanos distribuem-se pelas três regiões geográficas do continente americano – o México, na América do Norte, e todas as nações da América Central e do Sul. Com enormes problemas, mas grande potencial em recursos naturais e humanos, essas nações possuem fortes laços históricos e culturais. A maior parte foi colonizada por potências europeias de língua latina (espanhol, português e francês). Mas são também consideradas latino-americanas algumas antigas possessões inglesas ou holandesas. O que aproxima esses Estados, além da língua, são as profundas desigualdades sociais e a instabilidade política e econômica. Por essas razões, o termo América Latina corresponde também a critérios geopolíticos e econômicos. De acordo com o Banco Mundial, cerca de 10% dos latino-americanos viviam em 2001 com menos de 1 dólar por dia. Depois de dois anos de recessão, a economia da região cresce 1,7% em 2003. Em 2011, o Produto Interno Bruto (PIB) da região aumenta 6,5%, segundo a Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), que prevê crescimento de 7% para 2012.

América Central

América Central


A região, que responde por 1% do Produto Interno Bruto (PIB) da América, sobrevive basicamente da agricultura e do turismo. Abriga também paraísos fiscais – países ou territórios que não cobram impostos e garantem anonimato aos investidores, como forma de atrair capitais. Pelo Canal do Panamá, a principal passagem entre o oceano Atlântico e o Pacífico, circulam 5% de todo o comércio marítimo mundial. A única nação comunista do continente – Cuba – fica na região, assim como vários territórios (Estados não independentes), como Aruba (pertencente à Holanda), Porto Rico (EUA) e Montserrat (Reino Unido).

Geografia física – A América Central é formada pelo istmo que une a América do Norte à América do Sul e pelas ilhas do mar do Caribe. A porção insular é composta de quatro ilhas maiores, Grandes Antilhas – Cuba, Porto Rico, Jamaica e Hispaniola (que abriga Haiti e República Dominicana) –, além de incontáveis ilhotas. O território centro-americano possui relevo montanhoso, com vários vulcões ativos. No verão, o Caribe é assolado por furacões, com ventos de até 300 quilômetros por hora. Quase metade das florestas tropicais da região já foram derrubadas, segundo o World Resources Institute.

População – A densidade demográfica apresenta-se alta nas ilhas do Caribe e, no continente, ao longo da costa do Pacífico, nos planaltos de clima temperado e em núcleos urbanos, como Manágua, Guatemala e Cidade do Panamá. A região é povoada em grande parte por mestiços, descendentes de índios, africanos e colonizadores europeus.

Economia – A agricultura emprega a maioria da população. Alguns produtos, como banana, cana-de-açúcar, algodão e tabaco, são cultivados de forma intensiva e destinados à exportação. A industrialização é incipiente e limita-se ao processamento de produtos agrícolas. Nos últimos anos, ocorreu uma expansão do turismo na região do Caribe.


América do Norte

América do Norte


A América do Norte é ocupada por três grandes países: Canadá, Estados Unidos (EUA) e México. Os dois primeiros oferecem à população elevado padrão de vida. O México apresenta perfil de desenvolvimento semelhante ao das demais nações latino-americanas, mas sua economia está cada vez mais integrada à dos EUA e à do Canadá, graças ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que reúne os três países.

Geografia física – A América do Norte é uma vasta extensão de terra de formato triangular. Suas principais elevações – a cordilheira do Alasca e as Montanhas Rochosas – localizam-se a oeste, enquanto a maior bacia hidrográfica – a do Mississippi-Missouri – se situa leste. Na fronteira do Canadá com os EUA, encontram-se os Grandes Lagos. Na porção norte, de clima continental frio, predominam as florestas de coníferas; o centro e o sudeste, de clima continental, são ocupados por florestas temperadas e pradarias; no sudoeste, há desertos. Segundo o World Resources Institute, a América do Norte conserva três quartos de suas matas originais.

População – Por causa do clima muito frio, a concentração populacional é baixa no Alasca, na Groenlândia e no norte do Canadá. Aumenta em direção ao sul, apresentando-se altamente densa em centros urbanos, como Cidade do México, Nova York e Los Angeles. A maioria dos habitantes descende de colonizadores ingleses, franceses e espanhóis; de africanos, trazidos como escravos; e de diferentes grupos de imigrantes (italianos, irlandeses etc.).

Economia – Encontra-se plenamente industrializada nos EUA e no Canadá e, em menor grau, no México. Graças aos EUA, a região lidera a produção industrial global em quase todos os setores. A agricultura é altamente mecanizada, respondendo por boa parte da produção mundial de alimentos, com destaque para os cereais, o milho, a soja e a laranja. A América do Norte possui também vastas reservas de combustíveis fósseis e minérios. E abriga, na cidade de Nova York, o principal centro financeiro do planeta.

Países – Total: 3. Canadá, EUA e México.

América do Sul

América do Sul

A América do Sul possui vastos recursos naturais e graves problemas econômicos e sociais. Na década de 1970, a maior parte dos países sul-americanos estava submetida a ditaduras militares, geralmente apoiadas pelos Estados Unidos (EUA). Turbulências políticas continuam, a despeito da democratização iniciada na década de 1980. Em razão do alto endividamento externo e interno, vários países sul-americanos aplicam as políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que comprimem as contas públicas. Isso não impede graves crises, como na Argentina, nem elimina as dificuldades para o desenvolvimento da região.

Geografia física – A América do Sul une-se à América do Norte pelo istmo central e separa-se da Antártica pelo estreito de Drake. A porção oeste é ocupada pela cordilheira dos Andes, cujo ponto mais alto é o pico Aconcágua (6.960 metros). As planícies centrais abrigam a bacia hidrográfica do Orinoco, a Amazônica e a do Prata. Na região norte, onde o clima é equatorial, encontram-se florestas tropicais úmidas. Nas áreas mais secas do centro, localiza-se o cerrado. O sul possui faixas áridas, como o deserto de Atacama, e uma zona temperada, ocupada por florestas subtropicais e pelos pampas argentinos. Segundo o World Resources Institute, a América do Sul preserva quase 70% de suas florestas. A maior mata nativa é a da Amazônia.

População – Vazios demográficos (como as densas florestas tropicais, o deserto de Atacama e as porções geladas da Patagônia) convivem com regiões de alta densidade populacional, como os centros urbanos de São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Lima e Santiago. A população é formada principalmente por descendentes de europeus (em especial, espanhóis e portugueses), africanos e indígenas e apresenta alta porcentagem de mestiços.

Economia – A indústria está centrada no beneficiamento de produtos agrícolas e na produção de bens de consumo. No Brasil e na Argentina, encontra-se mais diversificada, abrangendo setores como extração e refino de petróleo, siderurgia, metalurgia, química e automobilística, entre outras. O Brasil é responsável por cerca de três quintos da produção industrial sul-americana. A mineração inclui a extração de petróleo (com destaque para a Venezuela), cobre, estanho, manganês, ferro, zinco, chumbo, alumínio, prata e ouro. A agricultura é intensiva nas áreas tropicais, onde há culturas voltadas para a exportação (café, cacau, banana, cana-de-açúcar, algodão e cereais). A pecuária é praticada em larga escala no sul e no centro.

América do Norte, Aspectos Geográficos do América do Norte

América do Norte, Aspectos Geográficos do América do Norte

América do Norte, Aspectos Geográficos do América do Norte

A América do Norte é ocupada por três grandes países: Canadá, Estados Unidos (EUA) e México. Os dois primeiros oferecem à população elevado padrão de vida. O México apresenta perfil de desenvolvimento semelhante ao das demais nações latino-americanas, mas sua economia está cada vez mais integrada à dos EUA e à do Canadá, graças ao Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), que reúne os três países.

Geografia física – A América do Norte é uma vasta extensão de terra de formato triangular. Suas principais elevações – a cordilheira do Alasca e as Montanhas Rochosas – localizam-se a oeste, enquanto a maior bacia hidrográfica – a do Mississippi-Missouri – se situa leste. Na fronteira do Canadá com os EUA, encontram-se os Grandes Lagos. Na porção norte, de clima continental frio, predominam as florestas de coníferas; o centro e o sudeste, de clima continental, são ocupados por florestas temperadas e pradarias; no sudoeste, há desertos. Segundo o World Resources Institute, a América do Norte conserva três quartos de suas matas originais.

População – Por causa do clima muito frio, a concentração populacional é baixa no Alasca, na Groenlândia e no norte do Canadá. Aumenta em direção ao sul, apresentando-se altamente densa em centros urbanos, como Cidade do México, Nova York e Los Angeles. A maioria dos habitantes descende de colonizadores ingleses, franceses e espanhóis; de africanos, trazidos como escravos; e de diferentes grupos de imigrantes (italianos, irlandeses etc.).

Economia – Encontra-se plenamente industrializada nos EUA e no Canadá e, em menor grau, no México. Graças aos EUA, a região lidera a produção industrial global em quase todos os setores. A agricultura é altamente mecanizada, respondendo por boa parte da produção mundial de alimentos, com destaque para os cereais, o milho, a soja e a laranja. A América do Norte possui também vastas reservas de combustíveis fósseis e minérios. E abriga, na cidade de Nova York, o principal centro financeiro do planeta.

Países – Total: 3. Canadá, Estado Unidos da América (EUA) e México.

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América do Sul, Aspectos Geográficos da América do Sul

América do Sul, Aspectos Geográficos da América do Sul

América do Sul, Aspectos Geográficos da América do Sul

A América do Sul possui vastos recursos naturais e graves problemas econômicos e sociais. Na década de 1970, a maior parte dos países sul-americanos estava submetida a ditaduras militares, geralmente apoiadas pelos Estados Unidos (EUA). Turbulências políticas continuam, a despeito da democratização iniciada na década de 1980. Em razão do alto endividamento externo e interno, vários países sul-americanos aplicam as políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que comprimem as contas públicas. Isso não impede graves crises, como na Argentina, nem elimina as dificuldades para o desenvolvimento da região.

Geografia física – A América do Sul une-se à América do Norte pelo istmo central e separa-se da Antártica pelo estreito de Drake. A porção oeste é ocupada pela cordilheira dos Andes, cujo ponto mais alto é o pico Aconcágua (6.960 metros). As planícies centrais abrigam a bacia hidrográfica do Orinoco, a Amazônica e a do Prata. Na região norte, onde o clima é equatorial, encontram-se florestas tropicais úmidas. Nas áreas mais secas do centro, localiza-se o cerrado. O sul possui faixas áridas, como o deserto de Atacama, e uma zona temperada, ocupada por florestas subtropicais e pelos pampas argentinos. Segundo o World Resources Institute, a América do Sul preserva quase 70% de suas florestas. A maior mata nativa é a da Amazônia.

População – Vazios demográficos (como as densas florestas tropicais, o deserto de Atacama e as porções geladas da Patagônia) convivem com regiões de alta densidade populacional, como os centros urbanos de São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Lima e Santiago. A população é formada principalmente por descendentes de europeus (em especial, espanhóis e portugueses), africanos e indígenas e apresenta alta porcentagem de mestiços.

Economia – A indústria está centrada no beneficiamento de produtos agrícolas e na produção de bens de consumo. No Brasil e na Argentina, encontra-se mais diversificada, abrangendo setores como extração e refino de petróleo, siderurgia, metalurgia, química e automobilística, entre outras. O Brasil é responsável por cerca de três quintos da produção industrial sul-americana. A mineração inclui a extração de petróleo (com destaque para a Venezuela), cobre, estanho, manganês, ferro, zinco, chumbo, alumínio, prata e ouro. A agricultura é intensiva nas áreas tropicais, onde há culturas voltadas para a exportação (café, cacau, banana, cana-de-açúcar, algodão e cereais). A pecuária é praticada em larga escala no sul e no centro.

Bauxita (Geologia)

Bauxita

Bauxita (Geologia)Bauxita é um mineral em cuja composição entram óxidos de ferro e de titânio, assim como, em proporção predominante, silicatos e hidróxidos de alumínio. Entre estes últimos os mais abundantes são a gibbsita (triidrato de alumínio) e a boemita (monoidrato de alumínio). Em função da maior ou menor quantidade de óxidos que contém, sua cor varia do esbranquiçado ao vermelho, podendo ir também do amarelo ao castanho. Origina-se da alteração de rochas cristalinas ricas em silicato, ou ainda de resíduos de rochas calcárias argilosas modificadas.

Com a enorme importância alcançada pelo alumínio nas últimas décadas, a bauxita, sua fonte principal, foi cada vez mais valorizada e tornou-se item básico das reservas minerais de um país.

As primeiras ocorrências de bauxita foram detectadas na França (Les Baux, donde o nome) e na Europa central, onde o material é normalmente encontrado em associação com calcários e dolomitos, juntamente com argilas vermelhas denominadas terra rossa. Na Alemanha também se observou que as lateritas, derivadas das rochas ígneas, eram igualmente constituídas de hidratos de alumínio semelhantes à bauxita do tipo terra rossa. Desde então numerosos e extensos depósitos de bauxita foram localizados em várias partes do mundo.

A importância econômica do alumínio cresceu consideravelmente a partir da segunda guerra mundial e, em consequência, a produção de bauxita aumentou até alcançar os elevados níveis atuais. Ao final da década de 1990 os maiores produtores de bauxita eram, por ordem de grandeza: Austrália, Guiné, Brasil, Jamaica e Rússia. As maiores reservas ao final da década eram as da Guiné, Austrália e Brasil.

O Brasil, terceiro produtor mundial até a década de 1970, tinha suas reservas situadas no planalto de Poços de Caldas (MG). Com as crescentes reservas descobertas na região amazônica, principalmente no estado do Pará, essa situação modificou-se de maneira radical. As reservas daquele estado representavam 94% do total brasileiro. A bauxita ocorre ainda em Ouro Preto (MG) e no Maranhão. Constituem bom minério de alumínio as bauxitas com percentagens de alumina (Al2O3) superiores a cinquenta por cento.

Cerca de sessenta a setenta por cento da produção anual de bauxita destina-se à obtenção de alumínio; a indústria química absorve 15% e o restante é utilizado na indústria de abrasivos para lixas e esmeril, para purificação de querosene, fabricação de cimento e de produtos refratários. Como o processo de extração do alumínio requer avançado desenvolvimento industrial e pesados investimentos, praticamente a metade da produção desse metal se concentra em países mais industrializados, como Estados Unidos e Japão.

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Controle de Natalidade

Controle de Natalidade

Controle de NatalidadeControle de natalidade é o conjunto de políticas e procedimentos (clínicas, sanitárias, econômicas e sociais) destinados a limitar de forma voluntária a reprodução humana, frequentemente com o objetivo de manter ou melhorar o padrão de vida familiar. A expressão foi criada em 1914 pela feminista americana Margaret Sanger. Além de razões éticas e pessoais para a limitação do número de filhos, se impôs, nas últimas décadas do século XX, um motivo social cada vez mais importante para o controle da natalidade: a explosão demográfica.

Com a finalidade de conter o aumento das pressões sociais resultantes do rápido crescimento populacional no planeta, o controle da natalidade passou a priorizar, no final do século XX, a elevação dos níveis de educação e saúde e a atribuição de papéis sociais mais relevantes às mulheres.

Os elevados índices de aumento populacional registrados após a segunda guerra mundial colaboraram para acentuar o desnível entre os países ricos e pobres. O controle da natalidade exigiu, portanto, a criação de novas restrições sociais à fertilidade, para compensar a redução das taxas de mortalidade e substituir os impalpáveis mas importantes controles morais que limitavam a procriação no passado.

A urbanização, a oferta de oportunidades de educação e emprego para as mulheres e o acesso a serviços de planejamento familiar são alguns dos fatores que estimulam a formação de famílias pequenas. Se numa sociedade agrícola tradicional a criança representa força de trabalho adicional na lavoura, nas sociedades industriais modernas a educação e o cuidado com os filhos acarretam para os pais gastos elevados por longo tempo.

Nas nações desenvolvidas do Ocidente, as alterações nos padrões familiares ocorreram em geral de forma espontânea, em resposta a mudanças de fundo social e econômico. A maior parte das nações do Terceiro Mundo, pelo contrário, precisou adotar políticas nacionais de planejamento familiar. Em alguns países, como a China e a Índia, os alarmantes índices de crescimento populacional obrigaram o estado a intervir diretamente no direito dos pais à escolha.

As nações participantes da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, organizada pela Organização das Nações Unidas no Cairo, em 1994, elaboraram um plano de apoio e financiamento a programas destinados a fornecer serviços de atendimento médico e de planejamento familiar. A parte mais importante do plano, porém, é a que exige iniciativas para garantir igualdade e maior participação da mulher na política, na vida pública e no mercado de trabalho. A estratégia se fundamenta na ideia segundo a qual a mulher optará por ter menos filhos se for chamada a assumir responsabilidades sociais e familiares além da simples reprodução.

A conferência definiu conceitos inovadores, como os de saúde reprodutiva -- ou seja, o estado de bem-estar físico, mental e social decorrente do controle exercido pelo indivíduo sobre sua vida reprodutiva, associado à autonomia para decidir quando e com que frequência quer ter filhos -- e maternidade segura, que inclui desde a garantia de assistência médica e de métodos de planejamento familiar para a mulher até mudanças de natureza política, social, econômica e cultural que ofereçam a ela condições de vida e educação mais dignas.

No encontro, o Brasil defendeu a posição de que a gravidez indesejada deve ser tratada como problema de saúde pública, respeitadas as legislações dos países que, como o próprio Brasil, só admitem o abortamento para salvar a vida da gestante ou quando a gravidez resulta de estupro. Em nenhum caso o abortamento deve ser visto como método de planejamento familiar.

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Barreira, Declives no Litoral Brasileiro

Barreira, Declives no Litoral Brasileiro

Barreira, Declives no Litoral BrasileiroBarreira é o nome dado no Nordeste brasileiro aos declives de terreno originários de erosão nos limites dos planaltos que caem abruptamente sobre o mar, caso em que aparece associada à plataforma de abrasão. A barreira, um tipo de falésia, com altura que varia de vinte a sessenta metros, resulta da ação destrutiva do oceano sobre arenitos terciários friáveis, intercalados com folhelhos mais ou menos decompostos, donde a variedade de suas cores. Quando afastada da costa e  antecedida por praias, a barreira pode sofrer a ação de enxurradas e das águas pluviais, o que a segmenta.

Formação típica do litoral brasileiro, as barreiras são encontradas desde a costa do Pará até a baía de Guanabara, embora de maneira descontínua.

O termo tem outros sentidos regionais no Brasil. Em parte de Minas Gerais, indica fontes perenes de água mineral. Nas margens do rio Araguaia, barrancos escarpados, que chegam a alcançar mais de três mil metros de extensão. No Pantanal, barreiras são as "baías" que durante a época de estiagem secam em todo ou em parte, apresentando alta salinidade ou até depósitos salinos. O povo chama também barreira a uma encosta onde se explora argila ou saibro, ou ainda aos barrancos argilosos que ao deslizarem, por efeito de chuvas, interrompem as estradas.

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Litosfera e Crosta Terrestre

Litosfera e Crosta Terrestre

Litosfera e Crosta Terrestre
A teoria da tectônica de placas, aceita consensualmente a partir da década de 1960, explicou grande número de fenômenos geológicos e lançou novas luzes sobre o estudo da litosfera, camada da Terra que congrega a maior parte das fontes de sustento e adaptação da vida humana.

Litosfera é a camada sólida e externa da TerraA palavra é tradicionalmente usada como sinônimo de crosta terrestre mas, com a tectônica de placas, que estuda os deslocamentos continentais, os terremotos, os cinturões vulcânicos e o alargamento do assoalho marinho, passou a designar o conjunto de cerca de vinte segmentos rígidos, ou placas, que compõe a superfície da terra, inclusive o fundo dos oceanos. O limite inferior da litosfera está abaixo do limite inferior da crosta terrestre e, portanto, ela engloba a crosta. A minuciosa observação das rochas e sedimentos da litosfera permite reconstituir as forças e processos que modelaram a superfície sólida da Terra.

Estrutura da TerraO interior da Terra, inacessível a partir de certo limite, se estuda indiretamente, por observação do fenômeno de propagação das ondas sísmicas. Pesquisadores medem o tempo gasto por uma onda, a partir do centro de um terremoto ou de uma explosão nuclear, para chegar a uma estação sismográfica. As variações de tempo revelam a existência, no interior da Terra, de diversas camadas concêntricas de diferentes densidades, que fazem com que as ondas se propaguem com velocidades distintas.

Ao estudar a estrutura da Terra, os especialistas empregam duas classificações. Na primeira, dividem-na em litosfera, astenosfera e mesosfera. A litosfera é a parte mais rígida, com cerca de cem quilômetros de profundidade. Menos espessa sob os oceanos, onde pode chegar a cinquenta quilômetros, a litosfera pode atingir a profundidade de 150km sob os continentes. A astenosfera é uma camada menos rígida, de 100 a 700km de profundidade, e a mesosfera é a parte mais profunda, em estado de fusão.

Pela segunda classificação, a Terra compõe-se de crosta, manto e núcleo. A crosta vai da superfície até cerca de 35km de profundidade, ponto em que se encontra a descontinuidade de Mohorovicic (ou simplesmente Moho). Nos continentes, é mais espessa, com até cinquenta quilômetros, enquanto no fundo dos oceanos, em geral, não passa de dez. Embaixo da crosta situa-se o manto, que vai até 2.900km de profundidade, composto de materiais fluidos e heterogêneos quanto à temperatura e à densidade. O núcleo, formado essencialmente de materiais de níquel e ferro de grande densidade, situa-se entre os 2.900 e os 6.370km de profundidade.

A crosta terrestre divide-se em duas camadas de características geológicas bem distintas. A mais superficial é a camada granítica cristalina ou sial (com predomínio de silício e alumínio) que, recoberta de sedimentos, forma os continentes. Compõe-se de rochas metamórficas, ígneas (ou magmáticas) e sedimentares. Abaixo do sial encontra-se o sima (com predomínio de silício e magnésio), que corresponde ao fundo basáltico dos oceanos e ocorre parcialmente sob o sial.

O assoalho dos oceanos é recoberto apenas por uma fina camada sedimentar, de acordo com a região, e não há sial. Nas regiões de contato do sial com o sima, onde pode haver formação de cordilheiras, o sial fornece sedimentos abundantes e forma camadas sedimentares espessas. O sial, mais leve que o sima, comporta-se como um corpo que flutua num líquido. Quando o bloco de sial é sobrecarregado pela acumulação de sedimentos ou massas de gelo (glaciações), submerge no sima, em profundidade proporcional ao aumento de volume.

Limite da litosferaO limite inferior da litosfera situa-se na zona de baixa velocidade (Low Velocity Zone - LVZ), superfície de maior plasticidade entre a camada externa sólida do manto (manto superior) e a astenosfera. A base que separa a crosta do manto é a superfície de Mohorovicic, zona de mudança na composição química. Em relação aos eventos responsáveis pela formação de montanhas, blocos continentais e bacias oceânicas, porém, a superfície de Mohorovicic é menos significativa do que a LVZ.

Crosta continental e crosta oceânica. Cerca de oitenta por cento do volume total da crosta terrestre é do tipo continental e vinte por cento do tipo oceânico, já que a crosta continental engloba a plataforma e uma parcela do talude continental. A crosta continental mostra maior variabilidade composicional e estrutural em relação à oceânica, e os dois tipos são bem distintos entre si.

A crosta continental é variável não apenas na espessura, pois o comportamento da superfície de descontinuidade (Moho) entre suas camadas e o manto também varia. A passagem pode ser brusca, a profundidades de até 25km, ou ser gradual e imperceptível. As variadas regiões tectônicas dos continentes se devem a diferentes estágios de desenvolvimento da crosta. O fato de existirem lado a lado sugere que a evolução não se processou simultaneamente em todos os pontos da crosta continental. Quanto à composição, embora a crosta continental seja rica em silício, a quantidade de rochas básicas (de baixo teor de silício) aumenta com a profundidade e, na zona inferior, atinge até cinquenta por cento do total. A crosta oceânica é mais homogênea, e noventa por cento dela se compõe de rochas basálticas. Nela não ocorrem os fenômenos de granitização, e os processos de diferenciação e fusão do manto são mais intensos que na crosta continental.

Crescimento dos continentes. Apesar da marcante diferença entre as crostas oceânicas e continental, as relações entre ambas não são estáticas. Há muito que os geólogos reconhecem o aparente crescimento dos continentes ao longo dos tempos geológicos, mediante a evolução dos geossinclinais, depressões formadas nos bordos continentais sob o peso dos sedimentos que se depositam. Quando os geossinclinais são comprimidos, elevam-se isostaticamente, isto é, em busca de equilíbrio, e formam altas cadeias de montanhas que se soldam à massa continental. O resultado desse processo é o aumento das áreas continentais.

O fenômeno do crescimento dos continentes encontrou explicação na teoria da tectônica de placas, que justifica a compressão dos geossinclinais pelo movimento convergente das placas litosféricas, que são rígidas mas móveis. As bacias oceânicas também não são fixas. No início da década de 1990 comprovou-se, por exemplo, que o oceano Atlântico está se abrindo e o Pacífico se fechando.

As zonas de subducção, ou seja, de contato de placas, podem ocorrer entre continente e oceano (contato sial-sima) e dentro dos oceanos (contato sima-sima). Na migração dos continentes, há uma borda condutora do movimento e outra passiva. Nos últimos 200 milhões de anos, a costa pacífica do continente americano vem atuando como borda condutora. A costa atlântica é passiva e tectonicamente mais estável. O divisor continental situa-se na borda montanhosa do Pacífico, onde se encontram a cordilheira dos Andes e as montanhas Rochosas, ambas ainda em evolução.

Ao longo da costa passiva se formam grandes geossinclinais. Se houvesse inversão do padrão de movimento das placas, e uma borda condutora se formasse ao longo de uma borda previamente passiva, os geossinclinais seriam amarrotados e levantados isostaticamente, para formar cadeias de montanhas que seriam incorporadas ao continente.

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