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Fusos Horários - Como Calcular Fusos Horários?

Fusos Horários - Como Calcular Fusos Horários?

Fuso Horários - Como Calcular Fusos Horários?

O cálculo dos fusos horários pode ser efetuado em três simples passos.

Os fusos horários formam uma divisão em que o globo terrestre é “fatiado” em vinte e quatro pedaços, com cada um medindo 15º de longitude. Assim, cada fuso equivale à uma hora e, à medida que nos deslocamos entre cada uma dessas faixas, o horário se altera. Os fusos são medidos em GMT, sigla para "Greenwich Mean Time".

Sendo a Terra uma esfera (ainda que não uma esfera perfeita, devido ao seu formato geoide), ela é dividida em 360º, ficando 180º para o hemisfério oeste e 180º para o hemisfério leste. O marco zero, ou seja, o ponto que separa um hemisfério do outro é o Meridiano de Greenwich, conforme podemos observar na figura presente no início do texto.

Dessa forma, à medida que nos deslocamos para o oeste do planeta, temos que diminuir as horas e, à medida que nos deslocamos para o leste, aumentamos o valor da medida dos horários.

Por exemplo: se na cidade de Nova York – localizada no fuso -5GMT – são 8h, na cidade de Brasília – que está localizada no fuso -3GMT, são 10h, pois a capital brasileira encontra-se dois fusos a leste da cidade estadunidense. 

Nesse exemplo, é simples visualizar a diferença de horários, pois nos deslocamos dois fusos em direção a leste, então é só aumentar duas horas. Mas e quando a diferença envolve fusos localizados em uma distância maior ou em hemisférios diferentes? Existe uma maneira ou uma fórmula mais simples de se calcular isso?

Para cálculos mais complexos, recomendamos a realização de três diferentes passos. O primeiro seria identificar os fusos de origem e de destino; o segundo seria calcular a diferença entre eles, já o terceiro seria verificar se os horários deverão ser adiantados ou adiados. Vamos considerar o Exemplo 01 para explicar mais detalhadamente cada um deles.

Exemplo 01: uma pessoa encontra-se na cidade de São Paulo, localizada no fuso horário -3GMT, e resolve fazer uma ligação, às 9h da manhã, para um amigo que se encontra em Tóquio, no fuso 9GMT. A que horas o amigo atenderá a ligação?

1º passo: Identificar os fusos. Nesse caso, eles foram fornecidos no enunciado da questão, mas nem sempre isso acontece, como veremos no próximo exemplo. Assim,

Fuso de origem: –3GMT

Fuso de destino: +9GMT

2º passo: calcular a diferença entre os fusos. Basta subtrair o fuso da cidade de destino pelo da cidade de origem. Caso eles se encontrem em hemisférios diferentes, terão sinais diferentes e, inevitavelmente, serão somados.

9GMT – (-3GMT) = 12GMT

Portanto, a diferença entre São Paulo e o Japão é de 12 fusos, ou seja, 12 horas.

3º passo: verificar se os fusos serão somados ou subtraídos ao horário de origem. Sabemos que a ligação foi realizada às 9h da manhã e que a diferença das localidades é de 12 horas. Mas devemos somar ou subtrair esse horário em relação ao original? Para responder a essa pergunta e finalizar o exercício, basta observar em que direção a ligação está sendo direcionada.

Em direção a leste, soma. Em direção a oeste, diminui.

Assim, como o Japão fica a leste de Greenwich e São Paulo fica a oeste, então somamos:

9h + 12h = 21h – a pessoa atendeu a ligação em Tóquio às 21 horas.

Alimento, Componentes alimentares, Geografia Econômica e Social dos Alimentos e Alimentação no Brasil

Alimento, Componentes alimentares, Geografia Econômica e Social dos Alimentos e Alimentação no Brasil

#Alimento, Componentes alimentares, Geografia Econômica e Social dos Alimentos e Alimentação no Brasil

Alimento é toda substância que supre as necessidades de nutrição e crescimento de qualquer forma de vida. Apesar da grande diversidade dos seres vivos, pode-se dizer que todos eles têm duas necessidades alimentares essenciais: (1) compostos que sejam fontes de energia; e (2) substâncias capazes de preencher necessidades estruturais ou funcionais. Muitos alimentos satisfazem às duas exigências e, em muitos casos, o que é necessidade dietética para uma espécie não tem nenhuma utilidade para outra, capaz de sintetizar o mesmo alimento a partir de outra fonte material.

Necessidade fundamental de todos os seres vivos, o alimento confunde-se com a própria vida, pois de modo geral, os seres vivos alimentam-se de outros seres vivos. Todas as espécies animais e vegetais, sem a interferência do homem, podem-se integrar em ciclos alimentares equilibrados e suficientes.

Todas as células vivas, quer existam separadamente, quer como parte de um tecido complexo, precisam de uma ou mais substâncias inorgânicas e de alguma forma de carbono e nitrogênio. As necessidades de compostos orgânicos é que variam entre as diferentes formas de vida. As vitaminas e proteínas, por exemplo, imprescindíveis a muitas espécies animais, são perfeitamente dispensáveis para as plantas. Essas diferenças entre as necessidades de cada forma de vida são fundamentais. Criam na natureza ciclos contínuos: compostos simples de elementos como o carbono e o nitrogênio transformam-se em moléculas, que, por sua vez, são utilizadas por formas superiores de vida e, eventualmente reconvertidas em compostos simples. Dessa maneira, na realidade, o único gasto foi de energia. Se esses ciclos fossem interrompidos por muito tempo, a vida terrestre deixaria de existir, pelo menos nas modalidades hoje conhecidas.

As formas mais complexas de vida, que compreendem os animais superiores e o homem, têm uma alimentação muito peculiar. Necessitam de uma série de compostos orgânicos sem os quais não conseguem sobreviver; devem atender não somente às necessidades de suas células como às de tecidos de alta complexidade; dependem das plantas e dos microrganismos para compor suas dietas; e precisam de mais calorias, para suprir a energia gasta pela atividade muscular.

A célula animal tem necessidade vital de calorias. Sem essa fonte de energia a capacidade de funcionamento celular desaparece, sobrevindo a morte. De modo geral, essa necessidade é satisfeita com o consumo de alimentos que contêm calorias. Estima-se, por exemplo, que um homem de 25 anos de idade, de peso e estatura médios, precisa de 3.200 calorias por dia, e uma mulher, nas mesmas condições, de 2.300. Essa cota varia conforme o trabalho e o clima em que vivem.

De acordo com a composição química, as substâncias alimentícias são classificadas como proteínas (substâncias plásticas, formadoras); carboidratos e gorduras (substâncias energéticas); vitaminas e sais minerais (substâncias protetoras). Um grama (g) de proteína -- o mesmo que um grama de açúcar ou amido -- fornece quatro calorias, um grama de álcool sete, e de gordura, nove.

Conservação dos alimentos Durante muitos séculos a arte de conservar alimentos desenvolveu-se lentamente, baseada em métodos empíricos, dos quais os mais empregados eram a salga, a defumação e a secagem. A partir do século XIX, quando se descobriram as causas biológicas da decomposição dos alimentos, as técnicas de preservá-los evoluíram com rapidez.

O próprio fato de uma substância ser tida como adequada à alimentação humana já pressupõe a possibilidade de sua decomposição, seja através da ação de microrganismos, seja da ação de fermentos. Excluída a presença das bactérias nos alimentos, eles tendem a conservar-se indefinidamente. Tal exclusão pode ser obtida de diversas maneiras: pelo calor e posterior conservação dos alimentos em vidros ou latas hermeticamente fechados; pela desidratação sob a ação do sol ou em estufas; pelo resfriamento e congelamento que, se não eliminam as bactérias, pelo menos suspendem sua atividade. Enquanto isso, as experiências de conservas químicas têm sido desestimuladas pelos danos que podem causar ao aparelho digestivo.

Componentes alimentaresA boa alimentação depende da dosagem equilibrada dos diversos elementos que a compõem. Todo alimento, seja de origem animal, seja vegetal, encerra uma ou mais dessas substâncias elementares.

Água Representando sessenta por cento do corpo humano, a água é tão importante que a perda de vinte por cento do conteúdo líquido do organismo já acarreta a morte. A água tanto serve para transportar como para diluir as substâncias alimentícias, integrando a constituição dos protoplasmas celulares. Age também como reguladora da temperatura do corpo e constitui elemento indispensável às trocas osmóticas entre o sangue, a linfa e as células.

Proteína Embora sejam também fontes fundamentais de calorias, os alimentos proteicos têm por função dietética principal fornecer aminoácidos à manutenção e síntese das proteínas, base do arcabouço estrutural de todas as células. Substâncias nitrogenadas complexas, as proteínas se desdobram no organismo em substâncias químicas mais simples, os 24 aminoácidos conhecidos, dos quais nove são  imprescindíveis à vida.

O valor nutritivo dos alimentos proteicos varia segundo contenham maior ou menor quantidade desses aminoácidos imprescindíveis. Em geral, ela é mais elevada nos alimentos de origem animal que nos de origem vegetal. São chamadas completas as proteínas que contêm aqueles nove aminoácidos em quantidade suficiente. No entanto, as incompletas podem ser importantes complementos das primeiras em uma mesma refeição.

Carboidratos ou glicídiosEssenciais a todo tipo de alimentação, os carboidratos estão presentes em muitos dos alimentos mais difundidos da maior parte das sociedades humanas, como os cereais, os açúcares, os tubérculos e seus derivados. Formando e mantendo os elementos de oxigenação e reserva do organismo, são indispensáveis ao funcionamento dos músculos, voluntários e involuntários. O organismo humano sempre mantém uma reserva de carboidratos. No sangue, sob a forma de glicose; no fígado e nos músculos, de glicogênio. Entre os alimentos mais comuns, são mais ricos em carboidratos o arroz, o pão, a batata, a mandioca, o macarrão e massas congêneres, doces, biscoitos, bolos etc. Entre as substâncias alimentares energéticas, os carboidratos são utilizados mais prontamente na célula do que as gorduras e proteínas. O excesso ou combinação redundante de carboidratos (como arroz, batata e farofa) é hábito que leva infalivelmente à obesidade.

Gorduras ou lipídiosSendo a mais concentrada forma de energia dos alimentos, as gorduras contêm substâncias essenciais ao funcionamento normal do organismo e que não são por ele produzidas: os ácidos graxos. Cada grama de gordura produz nove calorias, e os alimentos mais ricos em ácidos graxos são o leite integral, os óleos vegetais, a manteiga, a margarina e o toucinho.

VitaminasCatalisadoras de reações importantes, as vitaminas são compostos orgânicos de proteção e regularização, fundamentais para o equilíbrio vital. Intervêm no crescimento, na fixação dos minerais nos tecidos e nos processos de ossificação e cicatrização. Influem ainda na resistência do organismo às infecções e na fisiologia dos sistemas circulatório, nervoso e digestivo. Ao contrário da crença de que as vitaminas são necessárias sob a forma de remédio, a ingestão de alimentos que as contenham é satisfatória.

Sais minerais O organismo precisa de constante suprimento de minerais para contrabalançar a perda dos que elimina. Os mais necessários são cálcio, magnésio, ferro, iodo, fósforo, sódio e potássio. As quantidades que se requerem de cada um desses minerais variam muito. Enquanto um adulto deve ingerir diariamente um grama de cálcio, necessita apenas de 15mg de ferro. A quantidade de cobalto, sob a forma de vitamina B12 suficiente para combater a anemia perniciosa, é de 0,0001mg por dia.

Geografia econômica e social dos alimentosO uso dos alimentos pelo homem acha-se condicionado a fatores climáticos, econômicos, sociais e técnico-industriais. Daí os contrastes existentes nos regimes alimentares das diversas populações. Além disso, tais regimes diferem conforme o tipo de atividade e padrão de vida das pessoas, bem como de outros fatores. A religião e a tradição também exercem poderosa influência sobre as opções alimentares. Cada povo ou, dentro de um mesmo país, cada região tem um ou mais pratos preferidos, que muitas vezes se tornam típicos.

O progresso da produção industrial revolucionou o regime alimentar de grande parte da humanidade a partir do século XIX. Ainda assim, a influência do ambiente natural mantém-se bastante viva, caracterizando áreas alimentares facilmente reconhecidas: (1) entre os cereais, o trigo é a base da alimentação dos povos do Ocidente, através da farinha, com que se preparam o pão, massas diversas, biscoitos etc.; e o arroz é a base da alimentação dos povos do Oriente, que o consomem em grão, sob a forma de bolos ou como bebida; (2) entre as bebidas não-alcoólicas, enquanto o café é largamente difundido na América, na Europa mediterrânea e no Oriente Médio,  o chá é preferido nas ilhas britânicas, na Rússia, na Índia, no Sudeste Asiático e no Extremo Oriente.

No entanto, encontram-se diferenças substanciais. Na América, o milho ocupa lugar de relevo por ter no continente seus maiores produtores. É consumido em grão, em forma de farinha (de que o fubá é um dos tipos principais), curau, canjica ou mungunzá, tortilla, maisena, produtos glicosados, óleo comestível etc. Também se consomem amplamente, em diversos países, a batata e a mandioca.

Na Europa, os alimentos predominantes mostram imensas diferenças e contrastes: na região norte-ocidental, a aveia e o centeio são tradicionalmente utilizados na fabricação de mingaus (porridges), pão e bebida (uísque), embora a batata, depois da descoberta da América, também tenha passado a ocupar lugar de destaque; na região central, povos de diversas origens e as numerosas invasões explicam uma vasta disparidade dos padrões alimentares no que toca a cereais, carnes, queijos e bebidas; na região ocidental, reinam o trigo, a batata, o vinho e a cerveja; na região mediterrânea, embora desde tempos imemoráveis se consuma o trigo e a cevada, dominam a oliveira, a videira e a figueira, que lhe garantem o constante suprimento de azeitonas, azeite, uvas, passas, vinhos e figos.

Na Índia, Sudeste Asiático, China e Extremo Oriente, mais de dois bilhões de pessoas têm no arroz o alimento por excelência, que também fornece bebida como o saquê dos japoneses e o chum-chum da Indochina. Na África, devem-se distinguir a chamada África branca, cujos hábitos alimentares assemelham-se aos da Europa mediterrânea, e a África negra, que prefere a mandioca, o inhame, a banana e o amendoim, além de milho, sorgo, arroz etc. Nos arquipélagos da Oceania, nada é tão importante quanto o pescado.

Alimentação no BrasilA herança legada pelos colonos portugueses adaptou-se naturalmente ao meio físico brasileiro, enriquecendo-se com as contribuições dos povos indígenas e dos negros africanos. Deve-se ao ameríndio do Brasil o uso da farinha de mandioca, do milho, do guaraná e do mate, da mesma forma como o beiju, a pipoca, mingaus. Deve-se ao negro o emprego do azeite-de-dendê e do leite de coco, de diversas pimentas e longa série de pratos como o vatapá, caruru, mungunzá, acarajé, cuscuz, angu, pamonha.

A partir do século XX a imigração de vários povos propiciou significativas contribuições à alimentação brasileira, particularmente italianas (pizzas, massas, polenta), mas também alemães (doces folhados, cerveja), sírio-libanesas (quibe, esfirra) e japonesas. De início limitados às áreas de influência dos imigrantes, muitos desses alimentos passaram a fazer parte das preferências da população em geral, especialmente nas grandes cidades e nas regiões Sudeste e Sul. A influência do meio físico mostra-se particularmente sensível na Amazônia, onde os alimentos, assim como seus temperos, vêm dos rios e da floresta.

Podem-se reconhecer cinco áreas alimentares principais no território brasileiro: (1) a da Amazônia, cuja população consome numerosos peixes, entre os quais o pirarucu (que, seco, se chama piraém e se assemelha ao bacalhau), o peixe-boi ou manati (na verdade um mamífero sirênio), as tartarugas, plantas silvestres como o guaraná, mangaba, açaí, cupuaçu, bacuri, bacaba; (2) a do Nordeste, onde se podem separar a zona da mata (peixes, doces e frutas) e o sertão, onde predominam a carne-de-sol, arroz, feijão-de-corda, farinha de mandioca e farinha-d,água; (3) a do Recôncavo baiano, das mais típicas, graças à influência africana; (4) a do planalto centro-oriental, em que dominam o arroz, o feijão, o fubá, a carne de porco e de boi, o café etc.; e (5) a da região Sul, onde predominam a carne bovina (churrasco, ultimamente difundido por todo o país) e o mate amargo (chimarrão).

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Agrimensura

Agrimensura

#Agrimensura

A Agrimensura é a parte da topografia que se dedica a delimitar superfícies, medir áreas e retificar limites. Ao longo da evolução dessa disciplina, os agrimensores utilizaram diversos instrumentos específicos de sua atividade. Entre eles, destacou-se durante séculos o esquadro de agrimensor. Progressivamente, foram aparecendo novos recursos tecnológicos. A corrente do agrimensor, cadeia metálica de elos longos, foi usada na medição de superfícies irregulares. Empregaram-se também a alidade, régua móvel aplicada à determinação de direções visuais, e as bússolas.

No Antigo Egito, os transbordamentos periódicos do rio Nilo causavam constantes problemas na delimitação das propriedades agrárias. Para restabelecer os limites, foram inventados procedimentos e aparelhos de medição que vieram a constituir a base da agrimensura moderna.

Os procedimentos de triangulação, que consistem num conjunto de operações matemáticas destinadas a determinar os pontos de uma superfície em função dos triângulos de que são vértices, ocupam lugar de destaque na agrimensura moderna. Também é fundamental o conjunto de técnicas fotogramétricas, capazes de determinar as dimensões reais de uma superfície com base em fotografias, especialmente aéreas.

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Alianças Militares Internacionais

Alianças Militares Internacionais

Alianças militares InternacionaisA Aliança Militar pode ser definida como um acordo político entre dois ou mais estados para concentrar esforços com vistas a uma conduta que ultrapassa os limites da atuação política. O conceito de aliança pressupõe, ainda, a existência de diversas condições: sua fonte tem que ser um tratado internacional e seu fim o estabelecimento de uma ação comum. Trata-se, pois, de um ato político que envolve obrigações recíprocas.

No ano 480 a.C. alguns poucos e pequenos estados que futuramente comporiam a Grécia Clássica conseguiram, mediante a união, vencer um império poderoso, o persa. Espartanos, atenienses, tebanos e eubeus, entre outros, formaram uma liga militar que derrotou a frota persa em Salamina, o que deu início ao declínio do império aquemênida de Xerxes, cujos domínios estendiam-se da Índia até a atual Turquia.

Fundamentos das alianças militaresNo início do século XIX, o general prussiano Carl Philipp Gottlieb von Clausewitz definiu a guerra como uma "continuação da política por outros meios". As relações entre os estados implicam sempre a ameaça de conflitos armados, ao menos como último recurso, embora geralmente sejam resolvidas por negociações. A política exterior dos estados resulta do esforço da sociedade nacional para manter as situações externas que lhe são favoráveis. Quando a política exterior de diferentes nações converge para o mesmo ponto, provoca uma interação que não se restringe às relações entre apenas dois países, pois repercute, por sua vez, em tomadas de posição ou reações que originam novos acontecimentos.

Para alcançar seus propósitos, a política internacional se vale, entre outros meios, da dissuasão e do emprego da força. Em ambos os casos, nasce aquilo que se chama de política de poder das nações. Quaisquer que sejam os objetivos da política internacional, o poder é sempre um fim imediato. Isso traz como consequência o predomínio de certas regras de conduta política, tais como o armamentismo, a diplomacia, o equilíbrio entre poder e guerra e, por último, a aliança militar.

As relações internacionais entre os estados têm sido tipificadas pelos cientistas políticos. A esse respeito é comum a todos a aceitação do conceito de equilíbrio de poder. Pode-se afirmar que existem quatro meios para alcançar o equilíbrio: a aquisição de aliados, a formação de estados-tampões, a invasão de territórios e o solapamento da força potencial ou real do inimigo. Esse equilíbrio, que hoje sofre a influência da tecnologia (com a ênfase nas armas nucleares sobre as convencionais) vai-se modificando à medida que se alteram os fatores externos, tais como as aspirações e necessidades socioeconômicas e políticas de cada estado.

Significado das alianças militares Os estados organizam e utilizam seu poder para alcançar o máximo de segurança e fazer valer o interesse nacional em concorrência com outros estados. Para tanto servem-se dos denominados padrões de poder, entre os quais incluem-se a força militar própria, as alianças, a segurança coletiva e o governo mundial.

As alianças constituem um fator fundamental para a manutenção do equilíbrio de poder. Os especialistas concordam ser inerente a toda aliança o compromisso de usar a força para atingir um objetivo comum. Em consequência, qualquer tipo de aliança implica o uso da força, ao menos em última instância.

Classificação As alianças militares podem ser classificadas de acordo com quatro critérios: (1) a natureza das circunstâncias nas quais entrarão em funcionamento; (2) o tipo de compromissos assumidos pelos participantes; (3) o grau de cooperação ou integração das forças militares dos aliados; e (4) o alcance geográfico do tratado.

Para que a aliança seja eficaz é preciso definir as circunstâncias nas quais entrará em funcionamento. Isso implica não só a coordenação das ações políticas, como também a adoção de medidas militares. As alianças costumam limitar-se no tempo e no espaço e, em geral, são estabelecidas as prorrogações e renovações pertinentes. Tal é o caso da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), integrada pela maior parte dos países da Europa ocidental, os Estados Unidos e o Canadá.

Quase todas as alianças modernas incluem cláusulas que comprometem seus integrantes a não firmar tratados, nem a paz, em separado com o inimigo. Ao longo da história têm-se repetido os casos em que a evolução dos acontecimentos provocou a "inversão de alianças". Um exemplo disso ocorreu com a extinta União Soviética, que, após firmar em 1939 um pacto de não-agressão com o governo nazista alemão, acabou assinando em 1941 o pacto anglo-soviético contra a Alemanha, depois que esta invadiu seu território.

A segurança coletiva Segundo interpretam alguns analistas, as alianças, assim como as armas, não causam a guerra: são apenas um de seus sintomas. A princípio, talvez fosse possível conseguir a paz generalizada mediante o estabelecimento de uma aliança universal. A obtenção de tal consenso apresenta, porém, dificuldades aparentemente intransponíveis. Um bom exemplo foi o fim da guerra fria, proporcionado pela extinção do bloco socialista no início da década de 1990. Embora a ameaça de um confronto nuclear haja se tornado bastante remota, a possibilidade de pacificação do mundo não ficou tão próxima quanto esperavam os mais otimistas. Conflitos étnicos que se julgavam sepultados nos livros de história reacenderam-se na antiga Iugoslávia e no território da extinta União Soviética. Velhas pendências, como o problema árabe-israelense, também continuaram sem solução.

Ademais, vale lembrar que um sistema de segurança coletiva só se torna efetivo quando a força do potencial agressor é menor; caso contrário, seus meios de dissuasão tornam-se bastante reduzidos, como provaram as intervenções dos Estados Unidos no Vietnã e da União Soviética no Afeganistão.

Política de neutralidade e de não-alinhamentoAlguns países declaram a intenção de não integrar nenhuma aliança militar e, em tempos de paz, seguem uma política de não-alinhamento. Tal postura pressupõe obrigações de imparcialidade, renúncia à ajuda aos beligerantes e a certeza de manutenção da integridade de seu território. São exemplos de países não-alinhados Suécia e Suíça, que praticam uma neutralidade armada, e Áustria e Finlândia, que a cultivam de modo desarmado.

Alianças militares e agressãoO primeiro dos problemas suscitados por uma aliança consiste em definir com clareza o que os coligados entendem por agressão. Consciente desse problema, a Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou em 1974 uma resolução que afirmava: "Agressão é o uso da força armada por um estado contra a soberania, a integridade territorial ou a independência política de outro estado." A mesma resolução tipificava os atos considerados agressivos, tais como a invasão, o bombardeio de territórios, o bloqueio de portos e os ataques de forças armadas.

Considera-se aliança a utilização de forças de um estado que se encontram em território de outro, com o acordo do estado receptor. Do mesmo modo, o termo se aplica à atitude de um estado que permite o uso de seu território por outro para perpetrar ato de agressão contra um terceiro. A Carta das Nações Unidas reconhece o direito que têm os estados de estabelecer uma defesa coletiva, integrando-se em alianças militares. É o que especificam os artigos 51 e 52.

Alianças e conceitos políticos afinsNão é fácil distinguir as alianças de outros conceitos aproximados. Certos estudiosos opinam que uma modalidade especial de aliança é aquela que cria determinado tipo de relação, ou proteção, cuja modalidade mais forte exprime-se na união federal. Esta, ao tornar-se permanente, pode originar uma confederação de estados. A relação entre aliança e coalizão é tão íntima que os políticos empregam indistintamente os termos aliança, coalizão e pacto regional.

Exemplos históricosAs alianças são tão antigas quanto a própria história, e os exemplos, inúmeros. No novo império egípcio, houve por volta de 1275 a.C., um pacto entre o faraó Ramsés II e o rei hitita Hattsulis III, que previa o auxílio mútuo em caso de sublevações internas. Cerca de 860 anos depois, em aproximadamente 477 a.C., Atenas e as cidades jônicas criaram a primeira liga bélica (marítima) para se defenderem da ameaça persa. Na Idade Média, o exército formado por castelhanos de Afonso VIII, aragoneses de Pedro II e navarros de Sancho VII o Forte derrotou em 1212 os almôadas em Navas de Tolosa, próximo ao desfiladeiro de Despeñaperros, na Espanha.

Em 1531, os estados protestantes pertencentes ao império germânico formaram a liga de Schmalkalden, dotada de um exército federal permanente, que combateu o imperador Carlos V. A liga conseguiu obter em 1555 a paz religiosa de Augsburg, que consagrou a dissidência protestante. Em reação às vitórias napoleônicas, o Reino Unido, Rússia, Áustria e Prússia aliaram-se em 1814 com o Tratado de Chaumont. Os aliados conseguiram acabar com o império do general francês ao derrotá-lo em 1815 na batalha de Waterloo.

No século XX, o conflito de 1914-1918 foi marcado pelo choque de dois blocos de alianças: o formado, basicamente, pelo império otomano (Turquia), Alemanha, império austro-húngaro e Bulgária, contra o dos aliados que, no final da guerra, formavam um bloco de 27 nações, entre as quais destacavam-se por seu poderio militar os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e a Itália. Em 1936, a Alemanha e o Japão firmaram o chamado pacto Antikomintern, ao qual um ano depois adeririam a Itália e outros países. Em 1942, as 26 nações que se encontravam em guerra com os países signatários desse acordo firmaram o pacto de Washington, com o objetivo de realizar ações bélicas conjuntas contra o inimigo.

Alianças militares após a segunda guerra mundial. O estudo das alianças que se formam em determinados momentos da dinâmica política mundial requer uma análise geopolítica das diversas regiões do globo. Há potências mundiais de várias ordens que se desenvolvem em regiões de distinto valor estratégico e político. As alianças procuram alcançar o equilíbrio dentro das diversas regiões onde atuam.

Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)Aliança de caráter essencialmente defensivo, a OTAN tem por finalidade precípua prevenir e repelir agressões. É formada por 16 nações, duas da América (Canadá e Estados Unidos) e 14 da Europa (Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grécia, Islândia, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega, Portugal, Reino Unido e Turquia).

Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua (Pacto de Varsóvia) - Criado em 1955 pelo bloco socialista, liderado pela União Soviética, em resposta à criação da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o Pacto de Varsóvia -- que incluía Bulgária, Hungria, Polônia, Romênia, Tchecoslováquia, República Democrática da Alemanha e a União Soviética -- foi extinto em 1991, na esteira do processo de dissolução do bloco socialista europeu.

América do Sul

Na América Latina firmaram-se vários tratados e acordos continentais e regionais:

Ata de ChapultepecFirmada em 1945 por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, essa Ata constituía uma aliança militar destinada tanto a evitar quanto a rechaçar agressões.

Tratado Interamericano de Ajuda MútuaO chamado Tratado do Rio prevê a autodefesa coletiva em caso de ataque exterior a um de seus membros. Foi firmado em 1947 por todas as nações da Ata de Chapultepec, com a exceção do Equador e da Nicarágua e a adesão de El Salvador e Trinidad e Tobago. Cuba retirou-se em 1960.

Carta da Organização dos Estados Americanos (OEA) Estabelecida em 1948, a OEA visa à defesa coletiva em caso de ataque externo. Inclui os signatários da Ata de Chapultepec e outras nações do Caribe.

Na África e na Ásia existem vários acordos bilaterais estabelecidos com os estados de maior poderio militar, influência política e nível econômico. Além desses, vale mencionar os acordos multilaterais, como os relacionados a seguir:

Organização para a Unidade Africana (OUA). Constituída em 1963, inclui todos os países independentes da região, exceto a África do Sul. Em 1979 a OUA decidiu estabelecer uma força de intervenção africana.

Protocolo de Ajuda Mútua em Assuntos de Defesa da Comunidade Econômica de Estados Africanos Ocidentais - O Protocolo da África Ocidental, que reúne 12 dos 15 estados integrantes da comunidade, é um tratado de defesa mútua.

Liga dos Estados Árabes Pertencem à Liga Árabe vinte estados do Oriente Médio e do norte da África.

Na Ásia e na Australásia merecem destaque os seguintes acordos:

ANZUSFormada em 1952 pela Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos, essa aliança defensiva tem o nome formado pelas iniciais, em inglês, dos países signatários.

Pacto de Manila Acordo firmado em 1954 pela Austrália, França, Nova Zelândia, Paquistão, Filipinas, Tailândia, Reino Unido e Estados Unidos.

Rio Mosa na Europa

Rio Mosa na Europa

Rio Mosa na EuropaO Rio Mosa (Meuse em francês, Maes em flamengo, Maas em holandês) nasce em Pouilly, no planalto de Langres, na França, atravessa a Bélgica e a Holanda  (Países Baixos) e desemboca no mar do Norte, após um percurso de 950km. No território francês, o rio cavou um vale profundo entre Saint-Mihiel e Verdun, que se estreita em Charleville-Mézières e atravessa o planalto das Ardenas por uma garganta muito estreita.

O vale do Mosa forma uma barreira natural que já teve grande importância estratégica. Durante a segunda guerra mundial, a travessia do Mosa pelos alemães, em maio de 1940, representou o rompimento da linha de defesa da França e a entrada das tropas nazistas.

Em Givet o rio entra na Bélgica e prossegue até Namur, onde recebe, pela margem esquerda, seu maior tributário, o Sambre. Dirige-se para Liège e torna-se a partir daí uma importante via navegável, no centro de uma área densamente povoada e industrializada. Volta-se para o norte e de Maastricht, nos Países Baixos, a Maaseik, na Bélgica, serve de fronteira natural entre os dois países. Na cidade holandesa de Venlo alcança o nível do mar e divide-se em dois braços. Um deles desemboca no canal Hollandsch, escoadouro do mar do Norte, e o outro junta-se ao rio Waal, canal do Reno, para formar o Merwede.

www.klimanaturali.org

Rio Guadiana na Espanha

Rio Guadiana na Espanha

Rio Guadiana na Espanha

A variedade da paisagem e a riqueza da fauna, cuja maior representação se encontra na reserva de aves das Tablas de Daimiel, dão ao Guadiana grande interesse natural.

O Rio Guadiana, que nasce na região de La Mancha, é um dos maiores rios da Espanha. Os rios Záncara e Gigüela formam o verdadeiro curso alto do Guadiana. Nascem na cordilheira de Cuenca, dirigem-se para sudoeste e se unem antes de chegar à região das Tablas de Daimiel, onde o leito desaparece no terreno pantanoso para reaparecer cerca de quarenta quilômetros a oeste, nos Ojos del Guadiana. A partir desse ponto nasce o Guadiana propriamente dito, que segue o rumo sudoeste-noroeste, atravessa as montanhas de Toledo num vale muito fechado, e passa pela represa de Cíjara e pela cidade de Badajoz formando um longo trecho da fronteira de Espanha com Portugal. Desemboca no golfo de Cádiz, no oceano Atlântico, após um percurso de 778km.

O aproveitamento econômico do Guadiana e de seus principais afluentes, o Zújar e o Matachel, não é muito intenso, mas destaca-se a construção de represas, para geração de energia hidrelétrica, e de alguns canais destinados à irrigação.

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Vulcões e Zonas de Atividade Vulcânica

Vulcões e Zonas de Atividade Vulcânica

Vulcões e Zonas de Atividade Vulcânica

Vulcão é toda greta ou abertura da crosta terrestre pela qual se projetam gases, material clástico e magma procedentes do interior da Terra. Ocorre tanto nas regiões continentais como nas submarinas, mas sabe-se que os magmas se originam a altas temperaturas e pressões, e que essas condições se encontram principalmente nas regiões de contato das placas que formam a litosfera.

No ano 79, Pompeia, Herculano e Estábia gozavam de prosperidade nas encostas do vulcão Vesúvio, que se supunha extinto. Subitamente, o cone vulcânico entrou em erupção, e a lava, o pó, as cinzas e o vapor d'água expelidos formaram uma massa barrenta que arrasou as cidades e matou seus habitantes. O estudo das atividades vulcânicas permite hoje prever possíveis erupções, para retirar a tempo a população.

A capacidade de ascensão de um magma na crosta é determinada por sua densidade e a pressão que atua na fonte. Alguns magmas não ascendem diretamente de sua fonte ao ponto de erupção, mas são coletados numa câmara magmática de profundidade intermediária. O interesse crescente da ciência pelos fenômenos geológicos permitiu estabelecer, com a disciplina denominada vulcanologia, as causas da atividade vulcânica observada em determinadas áreas do planeta.

As erupções vulcânicas aparecem ligadas à produção de magma fundido sob a crosta superficial. Seus focos se localizam a algumas dezenas de quilômetros de profundidade, o que contradiz a crença antiga de que as erupções lançavam materiais das camadas centrais do interior da Terra. O surgimento do magma se deve principalmente às fricções produzidas entre as placas litosféricas, capazes de fraturar a crosta terrestre em consequência de suas colisões internas. Daí a frequente associação observada entre os fenômenos sísmicos e os vulcânicos. A atividade dos focos vulcânicos apresenta, no entanto, uma variabilidade acentuada, com períodos inativos de até séculos ou milênios entre duas erupções consecutivas.

Erupção do vulcão Tungurahua no Equador
Materiais de origem vulcânica
Os produtos das erupções vulcânicas são lavas e rochas piroclásticas. O aspecto da lava varia de acordo com o grau de fluidez, a composição química, a temperatura, o grau de oxidação, o conteúdo em gases e o tempo de esfriamento, que depende da espessura do derrame e do ambiente aéreo ou aquoso. Todos esses fatores são interdependentes, porque a fluidez é função da composição química e da temperatura, do mesmo modo que o teor de gases, retidos em maior quantidade nas lavas mais viscosas. O aspecto das lavas também varia de acordo com o grau de inclinação do terreno onde se dá o derrame.

Certas lavas têm aparência vítrea, enquanto outras se parecem com escórias de fundição. As lavas mais ricas em sílica são as mais viscosas. Alguns tipos de lava podem reter tal quantidade de gases que se apresentam como verdadeira espuma solidificada, que recebe o nome de púmice, ou pedra-pomes. Os vidros vulcânicos recebem o nome de obsidiana e, na verdade, são lavas mais ricas em sílica.

Um dos tipos mais interessantes de lava é o ignimbrito, formado por aglutinação de partículas expulsas em estado ainda líquido em nuvens ardentes que se espalham sobre grandes áreas e se soldam, formando embaixo os tufos soldados que gradualmente passam a tufos menos soldados mais acima, até chegar a tufos sem o menor sinal de aglutinação no ponto mais alto do depósito. Esse tipo de lava existe no estado do Rio Grande do Sul e está relacionado a atividades magmáticas da era pré-cambriana superior.

O conjunto dos produtos formados pela fragmentação das rochas adjacentes à adutora vulcânica e lançados pelo vulcão denomina-se material piroclástico. Os fragmentos maiores acumulam-se junto ao edifício vulcânico, e os menores podem depositar-se a longas distâncias. Constituem-se de lava formada em atividades anteriores, de eventuais fenocristais intratelúricos expulsos durante a erupção, bem como de blocos de rocha encaixante, ou seja, rocha adjacente ao aparelho vulcânico.

Conforme o tamanho dos fragmentos, pode ser enorme a distância que atingem. Os fragmentos com mais de cinco centímetros são chamados blocos; entre cinco centímetros e cinco milímetros denominam-se lapíli; e abaixo dessa dimensão recebem o nome de cinza, que não tem relação alguma com o fenômeno da combustão.
Classificação dos vulcões
Classificação dos vulcões - Fundamentalmente, distinguem-se dois tipos de vulcões: ativos e extintos. No primeiro grupo se enquadram cerca de 600 vulcões dos quais se conhece historicamente algum período eruptivo, enquanto no segundo se incluem cerca de cinco mil crateras das quais se desconhece a frequência dos períodos de atividade. Essa contagem, porém, exclui numerosos focos submarinos cuja atividade não se percebe na superfície do oceano.

Uma classificação mais detalhada distingue quatro estados na atividade de um vulcão: o repouso, fase de esgotamento do vulcão, que frequentemente sucede a uma erupção prolongada; a fase solfatárica -- termo derivado do italiano solfatara, abertura da crosta terrestre que desprende gases sulfurosos -- que se caracteriza pela emanação de gases e vapor em forma de fumarolas a cerca de 1.000° C de temperatura; a atividade de regime, com rios de lava ou lançamento de escória; e a fase eruptiva propriamente dita, de tipo explosivo.

A atividade de regime, também denominada erupção permanente moderada, e a fase eruptiva são dois aspectos de um mesmo fenômeno, determinados pela proporção da lava, materiais silicosos e produtos gasosos. A maior acidez da lava provoca aumento de sua viscosidade e a faz apresentar maior resistência à saída dos gases da erupção. As lavas básicas e quentes, próprias do Havaí, pelo contrário, permitem uma erupção lenta, permanente e não explosiva que forma carreiras de vários metros de espessura, com superfície solidificada e interior fluido.

Outra manifestação da atividade de regime é o lançamento de escórias, como se pode observar, por exemplo, no vulcão italiano Stromboli. Esse fenômeno se deve a uma menor fluidez da lava, que provoca maior resistência à saída de gases. Esta se torna intermitente e mais explosiva.

As erupções violentas, chamadas também paroxismos vulcânicos, se produzem com intervalos muito variáveis e projetam lavas a temperaturas de 735 a 1.225°C. Distinguem-se vários tipos de paroxismos, mas os que se revestem de piores consequências são as erupções explosivas, como a produzida em 1883 no vulcão Krakatoa, que lançou à atmosfera dois terços da massa da ilha sobre a qual se assentava, no arquipélago indonésio. A erupção pode ser central, quando se produz na cratera principal; lateral, sobre aberturas secundárias do vulcão; e excêntrica, em pontos distanciados da cratera. Neste último caso, a lava é expelida pelas fendas que surgem nas encostas, e raramente pelas crateras.
Principais formas vulcânicas

Principais formas vulcânicas

As formas vulcânicas distinguem-se em quatro tipos principais: (1) platô de lava; (2) vulcão de escudo; (3) estrato-vulcão; e (4) depósitos vulcanoclásticos acamados. Todos esses tipos contêm lava, rochas piroclásticas e intrusões, mas em proporção e composição diferenciadas.

Os platôs de lavas são acúmulos de lençóis de lava, geralmente basáltica. Alguns exemplos são as lavas recentes e terciárias da Islândia e as camadas basálticas mesozoicas da bacia do Paraná, no Brasil, relacionadas com a abertura do oceano Atlântico. As ilhas do Havaí são exemplos de vulcões de escudo, estruturas cônicas que consistem basicamente de lava.

Os vulcões mais conhecidos, como o Vesúvio, na Itália; o monte Santa Helena, no sul do oceano Atlântico; e o Fujiyama, no Japão, classificam-se como estrato-vulcões, formas vulcânicas compostas de lava e material piroclástico. Esse tipo de vulcão geralmente tem sua forma modificada devido à natureza explosiva. Finalmente, os depósitos vulcanoclásticos são acumulações de rochas piroclásticas como aquelas da ilha Norte, na Nova Zelândia, ou do Parque Yellowstone, nos Estados Unidos.

Conforme sua situação tectônica, os vulcões recentes podem ser agrupados em três categorias, segundo ocorram nas bacias oceânicas, nos arcos de ilhas e margens continentais, e nos continentes. Nas bacias oceânicas, a atividade vulcânica ocorre ao longo das cristas das montanhas formadas pelo contato distensivo das placas litosféricas e em ilhas vulcânicas isoladas. Os arcos de ilhas e margens orogênicas continentais são o lugar de maior concentração da atividade vulcânica e reúnem dois  terços dos vulcões ativos da Terra.

Zonas de atividade vulcânica
Zonas de atividade vulcânica em amarelo

Zonas de atividade vulcânica

As regiões de atividade vulcânica do planeta se ligam principalmente a forças tectônicas submarinas. As áreas de fratura se denominam cinturões, e entre elas se destacam as seguintes: (1) o círculo de fogo do oceano Pacífico, que inclui o leste da Ásia desde a península de Kamchatka e as ilhas do Japão até as Filipinas, além do oeste do continente americano; (2) a zona mediterrânea, causadora de violentas erupções em regiões tão distantes como o Cáucaso e o Mediterrâneo, principalmente nos arquipélagos do Egeu e nas ilhas italianas; (3) as fossas submarinas dos oceanos Atlântico e Índico, e os vulcões africanos; e (4) a região havaiana, com os vulcões Mauna Loa, Mauna Kea e Kilauea, dos quais já se registraram mais de setenta erupções não-explosivas.

A vulcanologia pretende, a partir do conhecimento das características e da origem de cada uma dessas zonas de atividade, prever as erupções. Desse modo se poderia evitar a repetição das catástrofes que, no passado, causaram a destruição de cidades inteiras.

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