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Nacionalismo | História e Evolução do Nacionalismo

Nacionalismo | História e Evolução do Nacionalismo

História e Evolução do Nacionalismo

Nacionalismo é o sentimento de íntima vinculação de um grupo humano ao núcleo nacional da coletividade a que pertence. É o princípio político que fundamenta a coesão dos estados modernos e que legitima sua reivindicação de autoridade. Traduzido para a política mundial, o conceito de nacionalismo implica a identificação do estado ou nação com o povo - ou, no mínimo, a necessidade de determinar as fronteiras do estado segundo princípios étnicos. Numa primeira etapa, o nacionalismo aspira a criar ou consolidar a independência política. Em seguida, busca a afirmação da dignidade nacional no campo internacional, para por último transformar-se em impulso que pode levar a nação a procurar ampliar seu domínio pela força.

Muitos dos grandes acontecimentos que marcaram a história contemporânea têm origem no movimento ideológico que desde seu surgimento, no século XVIII, influiu decisivamente na política, no pensamento e em outras manifestações culturais: o nacionalismo.


História do Nacionalismo. Como fator preponderante nas relações entre os estados, o nacionalismo é fenômeno recente, do fim do século XVIII. Sua presente vitalidade e o caráter universal de que se reveste induzem freqüentemente ao erro de considerá-lo fator que sempre influenciou de forma decisiva o curso da história. Na verdade, o estado nacional não existiu durante a maior parte da história da civilização, e nem mesmo, ao surgir, foi visto como a forma ideal de organização política. A lealdade do indivíduo se prendia à cidade-estado, ao feudo e a seu senhor, às dinastias reais, às seitas e grupos religiosos.


O nacionalismo surgiu como força predominante na Europa e na América com a revolução francesa e a independência dos Estados Unidos, e a seguir com os movimentos de emancipação na América Latina. Voltou a se fazer sentir na Europa com a agitação revolucionária de 1848 e as campanhas de unificação da Alemanha e da Itália, para atingir, no século XX, terras da África e da Ásia. Desde então, tem tido influência determinante nas relações internacionais.


Segundo as teorias nacionalistas, a preservação do caráter nacional e o aperfeiçoamento de sua capacidade criativa constituem a suprema finalidade da nação, que, para tanto, deve organizar-se em forma de estado. A nação precisa do poder do estado para sua segurança e desenvolvimento, e o estado requer a comunidade nacional para manter e expandir seu poderio. O caráter nacional aparece, assim, como espírito, e a organização estatal como corpo da comunidade nacional. O sentimento de afinidade, de participação numa cultura comum, de um destino único, que forma a essência do sentido nacional, converte-se, com o nacionalismo, no culto à nação, que deve ser objeto da devoção mais absoluta.


As limitações que o consenso moral impõe à luta pelo poder na cena internacional são hoje, por motivos nacionalistas, menos sensíveis que em qualquer outro momento da história da civilização moderna. A sociedade internacional dos séculos XVII  e XVIII foi substituída por um número de entidades nacionais isoladas, com alto grau de integração social. Essas entidades têm sua própria moral, à qual nenhuma outra se sobrepõe. Para elas é exigido o reconhecimento universal por meio do princípio da soberania absoluta. A função do direito internacional  não é a de restringir as aspirações nacionais, mas, ao contrário, de proteger a soberania e assegurar-lhes a legalidade.


Formas e fases do Nacionalismo. O nacionalismo tradicional buscava a libertação do país do domínio estrangeiro para proporcionar-lhe vida política autônoma. A formação nacional era a meta suprema, além da qual outras nações existiam com direitos idênticos e aceitos como justos. Essa atitude corresponde à primeira fase do comportamento nacionalista. A partir desse ponto e começando pela afirmação da dignidade nacional no campo externo, o nacionalismo assume caráter de missão universal, cujo objetivo final atinge os confins do mundo político. Essa é a forma de nacionalismo da segunda metade do século XX.


Nos conflitos do século XIX, a nação se insurgia contra o domínio estrangeiro. Exemplificam essa posição os levantes dos países latino-americanos contra a Espanha e Portugal, das nações balcânicas contra a Turquia, dos estados de predominância eslava da bacia do Danúbio contra o império austro-húngaro. Outra causa de atrito, na época, era a luta pela delimitação das respectivas esferas de domínio nacional. Nesse caso se situam os litígios entre alemães, de um lado, e de franceses e poloneses de outro.


Depois da primeira guerra mundial, terminado o período de formação de estados-nações, era de presumir que a vida internacional encontrasse nos princípios da autodeterminação os meios de assegurar sua preservação. O nacionalismo em sua última fase de desenvolvimento reclama, porém, para as nações o direito de impor seus valores e padrões de vida a outras nações.


Evolução do Nacionalismo. A primeira manifestação do nacionalismo pode ser situada na Grã-Bretanha, com a revolução puritana. O povo inglês considerou-se portador de uma missão histórica. A nova mensagem, misto de humanismo e reformismo, vinha dominada por amplo sentido de liberdade e impregnada de espírito religioso. Esses dois elementos, transmitidos a outros povos, atuaram decisivamente sobre os movimentos nacionalistas dos Estados Unidos e da França.


Considerados a vanguarda da humanidade, os Estados Unidos lideravam a marcha para um mundo mais livre e mais justo. O nacionalismo da revolução francesa conservava certas características comuns com o americano e acentuava o aspecto racional do comportamento humano. A Declaração dos Direitos do Homem era considerada válida não só para o povo francês, mas para todos os povos. Criou-se uma consciência nacional e, pela primeira vez, grande parcela da população participou do traçado e da execução da política externa.


O veículo difusor das idéias nacionalistas francesas foi o serviço militar universal. O exército genuinamente nacional, imbuído de motivação ideológica, tinha capacidade de combate superior às antigas formações mercenárias ou às integradas por indivíduos indiferentes aos objetivos das campanhas de que participavam. Os exércitos napoleônicos espalharam, assim, o nacionalismo pela Europa. O espírito de conquista que os conduzia fez, porém, voltar-se contra a França a força das idéias que originara e difundira. A onda revolucionária de 1848 trouxe com ela o triunfo da concepção do estado-nação liberal, simbolizado pela unificação da Itália e da Alemanha, e que se fez sentir na Espanha e na Rússia.


Bismarck, porém, imprimiu caráter autoritário ao nacionalismo germânico, e a anexação da Alsácia-Lorena, contra o desejo de suas populações, desvirtuou os princípios liberais do nacionalismo. Na segunda metade do século XIX, as idéias nacionalistas desintegraram os impérios multinacionais, representados pela monarquia dos Habsburgos e pelos sultões otomanos. Vários tratados de delimitação de fronteiras assinados em 1919 e 1920 apenas transferiram para a Romênia e para o novo Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos muitos dos problemas de nacionalidade que atormentavam o império otomano e o dos Habsburgos.


Na década de 1930, o nazismo, na Alemanha, e o fascismo, na Itália, resultaram de uma intensificação do espírito nacionalista autoritário, enquanto a vitória da revolução soviética de 1917 significou a predominância do comunismo internacional sobre o nacionalismo russo.


Em consequência da segunda guerra mundial, os estados-nações então existentes no leste europeu passaram a integrar o bloco comunista de nações. Os sentimentos nacionalistas, porém, continuaram vivos, e depois de numerosas rebeliões - como a ocorrida na Tchecoslováquia em 1968 - e principalmente após a dissolução da União Soviética, em dezembro de 1991, redundaram na independência dos países bálticos (Letônia, Lituânia e Estônia) e no desmembramento da Tchecoslováquia.


Na Iugoslávia, esses fatos reacenderam o sentimento nacionalista. No período 1991-1992, a Croácia, a Eslovênia, a Macedônia e a Bósnia e Herzegovina declararam-se independentes, enquanto Montenegro e Sérvia proclamavam a República Federal Iugoslava. Mesmo em repúblicas autônomas encravadas em estados que antes formavam a União Soviética, como a Tchetchênia (na Federação Russa) e a Abcázia (na Geórgia), anseios nacionalistas se manifestavam, às vezes com violência.


Na África e na Ásia, o sentimento nacionalista latente, que acabou por se impor, já forçava a descolonização desde o início da década de 1940. Mas assim como ocorrera com seus antecessores europeus, muitos dos novos estados entraram em conflito no processo de encontrar o justo limite para seus domínios. Os exemplos mais significativos são a luta entre árabes e judeus, ambos movidos por forte espírito nacionalista, e a disputa entre Índia e Paquistão pela posse dos territórios de Jammu e Cachemir. No Sri Lanka (ex-Ceilão), a guerra da minoria tâmil, iniciada em 1983, para criar um estado próprio no norte e nordeste do país ainda não havia terminado em meados da década de 1990.

Nacionalismo  no Brasil

Nacionalismo no Brasil. O sentimento nacionalista no Brasil confundiu-se, na primeira metade do século XX, com a aspiração de desenvolvimento econômico e evolução política que teve origem no tenentismo da década de 1920 e na revolução de 1930. Depois da segunda guerra mundial, acentuou-se a característica essencial do nacionalismo brasileiro contemporâneo: a independência econômica, isto é, a transferência dos comandos da economia nacional e do destino econômico do país para mãos nacionais. Essa aspiração se traduziu numa política cujos fundamentos básicos foram a industrialização e o avanço tecnológico; a interferência do estado no domínio econômico, com o objetivo de dirigir as medidas promocionais do desenvolvimento; e a participação direta do estado no processo de industrialização mediante iniciativas pioneiras. Os dois grandes momentos de afirmação do nacionalismo econômico foram a construção da usina siderúrgica de Volta Redonda, na década de 1940, e a campanha nacional pelo monopólio estatal da prospecção, lavra e refino do petróleo na década de 1950, que levou à criação da Petrobrás.

A industrialização brasileira teve como fundamento a política de substituição de importações, com o incentivo estatal à produção no país dos bens essenciais de consumo por empresas nacionais ou multinacionais. Esse modelo, que se intensificou a partir da vitória do movimento militar de 1964, teve diversas conseqüências: a reserva do mercado interno contribuiu de forma decisiva para o crescimento quantitativo, a ampliação da área de atuação e a sofisticação da atividade industrial; ao mesmo tempo, impediu a concorrência necessária ao aprimoramento do produto final, dirigido a um público consumidor sem parâmetros de comparação qualitativa. Finalmente, cresceu de forma incontrolável o papel do estado na economia, com a intervenção estatal se afirmando nos setores mais diversificados, desde o financiamento direto aos produtores por meio de agentes bancários e não bancários até a produção de bens em que a presença do estado seria totalmente desnecessária. A partir da recessão mundial da década de 1980, intensificou-se no país a discussão sobre a adequação do modelo econômico dirigido pelo estado e as reais finalidades da atividade estatal para o bem-estar da população.


Anti-Semitismo

Anti-Semitismo

Anti-SemitismoBuchenwald 1938

Atitude de comportamento surgido na Europa cristã medieval. O vocábulo foi posto em circulação na segunda metade do século XIX, na Alemanha, e logo se difundiu de modo geral. Designam o ataque, o ódio e a perseguição contra os judeus. A palavra sugere a existência de uma raça Semita, considerada como inferior à raça ariana e cujos componentes devem, por isso, ser perseguidos. A hostilidade aos judeus, ou anti-semitismo, tem-se manifestado em formas diversas, através dos séculos. Algumas vezes teve caráter puramente religioso, outras vezes esse caráter se reveste de aparências políticas, econômicas ou raciais. Os guetos medievais, a Inquisição, a Expulsão de judeus de diversos países, agressões físicas e discriminações na ordem econômica foram as diversas maneiras em que o anti-semitismo se manifestou. Na época contemporânea, sua expressão mais brutal foi anti-semitismo racista, apregoado e imposto por Hitler, desde 1933 até o término da Segunda Guerra Mundial em 1945, que custou a vida de mais de 6.000.000 de judeus na Europa nazista.

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Ur | Cidade Suméria


Ur | Cidade Suméria

Ur | Cidade Suméria
Ur

Cidade ás margens do rio Eufrates, próxima ao Golfo. Deus patrono: Nana/Sin. Templo E-kishnugal, local sagrado das sacerdotisas Entu, as princesas reais.

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Ummanu | Os Sete Sábios


Ummanu | Os Sete Sábios

Ummanu | Os Sete Sábios
Ummanu

Os Sete Sábio, que escreveram os grandes poemas épicos, como Erra e Gilgamesh.

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Uruk | Cidade da Baixa Mesopotâmia


Uruk | Cidade da Baixa Mesopotâmia

Uruk | Cidade da Baixa Mesopotâmia
Uruk | Cidade da Baixa Mesopotâmia
Uruk | Cidade da Baixa Mesopotâmia
Uruk | Cidade da Baixa Mesopotâmia
Uruk

Cidade na Baixa Mesopotâmia. Reis incluem Enmerkar, Lugalbanda e Gilgamesh. Deuses patronos: Anu e Ishtar. Templo principal: Eanna. Também conhecida como Tiranna, "a cidade do arco-íris" no período Selêucido. Agora chamada Guerraka, no Sul do Iraque.

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Grécia Antiga | História da Civilização Grega

Grécia Antiga | História da Civilização Grega

Grécia Antiga, História da Civilização GregaA Civilização surge entre os mares Jônico, Egeu e Mediterrâneo, por volta de 2000 a.C. É formada pela migração de povos nômades de origem indo-europeia, como os aqueus, os jônios, os eólios e os dórios. As cidades-estados (pólis), forma política que marca a vida grega, aparecem no século VIII a.C. As duas mais importantes são Esparta (oligárquica e agrícola) e Atenas (democrática e comercial).

A Civilização Grega compreendia uma área de 77.000 km², abrangendo três regiões: Grécia Asiática, localizada numa estreita faixa na Ásia Menor, Grécia Insular, nas ilhas dos mares Jônio e Egeu, e Grécia Continental, ao sul da Península Balcânica. A maior parte do relevo dessas regiões era montanhoso, com um solo impróprio para o desenvolvimento da agricultura, realidade que levou os gregos a fazerem do comércio marítimo sua principal atividade. Além disso, este foi um dos fatores que resultaram no surgimento de cidades-estados independentes e afastadas umas das outras. Povoada por aqueus, jônios, eólios e dórios, a Grécia Antiga é considerada o berço da civilização ocidental.

A história da civilização grega é dividida em quatro fases:

Período Homérico

Grécia Antiga | História da Civilização GregaTal período, que vai do século XII ao VIII a.C, é marcado pela sociedade dividida em génos, grandes grupos familiares que tinham um descendente em comum.

Cada grupo era chefiado pelo patriarca, detentor do poder político, econômico, jurídico e religioso. Além disso, as propriedades de terras eram coletivas e havia uma economia de subsistência. Contudo, aos poucos certos membros dos génos começaram a reivindicar porções de terra conforme o seu maior grau de parentesco com o patriarca.

Assim, surgia a propriedade privada e as classes sociais.

Período Arcaico

Entre os séculos VIII ao VI a.C, os génos começaram a se unir, com o fim de proteger seus interesses. A união de dois génos deu origem às fratrias, que se agruparam e formaram as tribos. Aos poucos, esse processo de unificação entre várias tribos deu origem às polis, isto é, às cidades-estados: Atenas, Esparta, Tebas, Corinto, Mileto, entre outras. Outro fato importante no Período Arcaico foi a expansão colonial grega em virtude da procura por novas terras e alimentos fora da Grécia, o que resultou na fundação de diversas colônias na costa dos mares Mediterrâneo, Egeu e Negro.

Período Clássico

No Período Clássico (século VI ao IV a.C.) a Grécia conheceu seu apogeu, entretanto, envolveu-se em inúmeras guerras. As Guerras Médicas foram resultado do conflito entre gregos e persas pela supremacia marítima do Mundo Antigo. A Guerra do Peloponeso foi outra importante guerra entre a Confederação de Delos, liderada por Atenas, e a Liga do Peloponeso, liderada por Esparta.

Período Helenístico

Após a Guerra do Peloponeso, a Grécia se enfraqueceu, se tornando um alvo fácil para Felipe II, rei dos macedônios em 338 a.C. Seu filho, Alexandre Magno, assumiu o poder e adotou uma política expansionista, conquistando diversas regiões e provocando a fusão da cultura grega com a cultura oriental. Também foi neste período que as ciências tiveram seu primeiro e grande desenvolvimento.

Religião Grega

Religião Grega

Os gregos eram povos politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A principal divindade era Zeus, símbolo da justiça, razão e autoridade. Os deuses gregos eram muito semelhantes aos homens: se casavam, tinham filhos, sentiam amor e ódio. Além dos deuses, havia os semideuses, heróis e muitas lendas. O conjunto destas crenças é chamado de mitologia.

Cultura Grega Cultura Grega 

Os gregos tiveram grande importância no desenvolvimento da ciência, das artes e da filosofia, uma vez que a Grécia é considerada o berço da civilização ocidental. O clima de liberdade das cidades favoreceu o surgimento dos primeiros filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles. Nas artes, os gregos tiveram destaque na escultura (Fídias, Míron e Praxíteles) e arquitetura (estilo dórico, jônico e coríntio). Alguns dramaturgos, como Ésquilo, Spofocles, Eurípedes e Aristóteles foram muito importantes. Grandes obras da Idade Média, como o Colosso de Rodes e o Farol de Alexandria foram inspiradas na arte helenística.

Os gregos foram povos que contribuíram grandemente para o desenvolvimento da cultura e da ciência. A filosofia foi o grande legado do pensamento grego. Os primeiros filósofos buscavam entender os fenômenos da natureza por meio de explicações racionais e organizadas, fugindo das justificativas mitológicas. Aliás, a própria mitologia foi outra grande contribuição grega: até hoje, vários filmes, séries e histórias são baseados na mitologia e nos deuses da Grécia, vistos como seres superiores, embora tivessem sentimentos iguais aos dos homens.

Os gregos apreciavam muito o teatro. As peças aconteciam em grandes anfiteatros ao ar livre; as filas começavam a se formar um dia antes das apresentações. Em relação ao teatro, é válido citar os mais importantes escritores de peças da Grécia Antiga, Ésquilo e Sófocles. A arte grega, que tanto influenciou a arte romana e a renascentista, buscava retratar corpos com o máximo de perfeição, exaltando a beleza estética.

Ainda podemos citar outras fantásticas contribuições dos gregos, como o desenvolvimento dos Jogos Olímpicos, criados em homenagem a Zeus, o principal dos deuses, e o desenvolvimento da democracia.
Rivalidade Entre Esparta e Atenas

Rivalidade Entre Esparta e Atenas

Esparta e Atenas, ao mesmo em que foram as principais cidades gregas, também representaram uma das maiores antíteses de toda a Idade Antiga. As duas cidades eram totalmente diferentes em vários pontos: a maneira de fazer política, a importância da guerra, das artes e da cultura, entre outros aspectos.

Esparta fora uma cidade fundada pelos dórios durante o século IX a.C. totalmente diferente de todas as cidades da época. Na verdade, Esparta parecia mais um acampamento militar do que uma cidade propriamente dita. Essa era a principal característica dos espartanos: o seu caráter essencialmente militar.

Para se ter uma ideia, os mesmos eram educados segundo uma rigorosa disciplina; o objetivo da educação espartana era transformar seus cidadãos em guerreiros fortes, obedientes e competentes. Fora por meio da guerra que Esparta conquistou  diversas cidades. A sociedade  era dividida em espartanos, descendentes dos dórios e únicos a ter direitos políticos, periecos, descendente dos aqueus que exerciam atividades ligadas ao comércio e artesanato, e os hilotas, escravos de guerra.

A começar pela sua fundação, Atenas já se diferenciava de Esparta, tendo sido fundada pelos jônios. Os atenienses sobreviviam principalmente da agricultura, da pesca e do comércio marítimo. A sociedade ateniense era dividida em eupátridas (grandes proprietários de terra), georgóis (pequenos proprietários), dimiurgos (artesões especializados) e escravos.

Diferentemente de Esparta, que focava na guerra, Atenas valorizava a educação de seu povo. Isso fez com que a cidade tenha se transformado no centro cultural e intelectual do Ocidente. É em Atenas que surge a filosofia e a democracia, isto é, a cidade foi o berço de todo o Mundo Ocidental.

Expansão – Entre os séculos VII a.C e V a.C. ocorrem migrações de populações gregas a vários pontos do Mediterrâneo, como resultado do crescimento da população, das brigas internas e da necessidade de novas terras cultiváveis. Os gregos fundam colônias na Trácia (na costa da Macedônia e ao norte do mar Egeu), no sul da península Itálica e na Ásia Menor (atual Turquia). O conflito entre as colônias da Ásia Menor e o Império Persa resulta nas Guerras Médicas (492 a.C.-448 a.C.), vencidas pelos gregos. A rivalidade político-econômica entre Atenas e Esparta dá origem à Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.), vencida por Esparta. Em 359 a.C., as cidades-estados são submetidas ao Império Macedônico.

Sociedade
– Os gregos cultivam oliveiras, trigo e vinhedos. Seu artesanato, especialmente a cerâmica, tem ampla difusão pelo Mediterrâneo. O comércio marítimo é a principal atividade econômica, que impulsiona o aparecimento de padrões monetários e moeda de metal. A mão-de-obra escrava é utilizada em todos os setores da economia. Cada pólis tem a própria instituição política, organização social e divindade protetora. Os gregos criam as Olimpíadas, desenvolvem a narrativa mitológica, a filosofia, a dramaturgia, a poesia, a história, as Artes plásticas e a arquitetura. Dedicam-se também ao estudo das ciências, como astronomia, física, química, medicina, mecânica, matemática e geometria. Na sua religião politeísta, Zeus é o deus principal.

Política – A pólis de Esparta é o maior exemplo de estrutura oligárquica da Grécia. O comando cabe à classe dos espartiatas (ou esparciatas), que formam a minoria da população. Essa elite mantém o poder por meio do militarismo. Ao contrário de Esparta, Atenas é o exemplo de uma pólis que troca o governo oligárquico pelo democrático. A democracia ateniense se estabelece a partir de 510 a.C., com as reformas implantadas pelo legislador Clístenes. No século V a.C., considerado o século de ouro de Atenas, os cidadãos decidiam o destino da pólis por votação direta, na ágora, a praça pública. O sistema entra em decadência com a derrota de Atenas por Esparta, na Guerra do Peloponeso (de 431 a.C. a 404 a.C.).

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Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e Religião

Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e Religião

Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e ReligiãoA palavra Mesopotâmia é de origem grega e significa "entre rios". Esta é justamente uma das principais características da região, localizada no Oriente Médio, entre os vales dos rios Tigre e Eufrates.

Por volta do VI milênio a.C. surgiram as primeiras cidades mesopotâmica: Lagash, Uma, Kish, Ur, Uruk e Gatium. Vale ressaltar que as mesmas não tinham uma unidade política; cada cidade-estado era dotada de autonomia política e econômica. Cada uma pertencia a um deus, representado pela figura divina do rei.

A principal atividade econômica da Mesopotâmia era a agricultura: trigo, cevada, linho, gergelim, entre outros gêneros. Os mesopotâmicos também sempre mantiveram contato com os povos vizinhos, desenvolvendo um comércio à base de trocas, uma vez que a moeda ainda não era utilizada. Estes povos eram politeístas, ou seja, acreditavam em muitos deuses: seres mais fortes, poderosos, superiores e imortais.

De fato, vários povos habitaram a região da Mesopotâmia. Os sumérios ficaram conhecidos por terem desenvolvido a escrita cuneiforme e criado grandes sistemas de irrigação e drenagem. Os babilônios criaram o primeiro código de leis da história, o Código de Hamurábi. Além disso, foram responsáveis pela construção dos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Já os assírios eram povos extremamente militares e cruéis com os povos dominados, fato que os levaram a conquistar diversos territórios.
Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e ReligiãoCultura e Religião
Mesopotâmia é uma palavra de origem grega que significa “entre rios”. Na Antiguidade, deu-se o nome de Mesopotâmia à região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates, que nascem nas montanhas da Turquia e desembocam no Golfo Pérsico. De maneira geral, a antiga Mesopotâmia corresponde ao atual Iraque.

A Mesopotâmia apresentava duas regiões bastantes diferenciadas: uma montanhosa e árida localizada no norte, e outra localizada no sul, onde as cheias periódicas dos rios Tigre e Eufrates fertilizavam os vales, possibilitando o desenvolvimento da agricultura.

Na Mesopotâmia estabeleceram-se vários povos que deram origem a grandes civilizações: sumérios, amoritas, assírios e caldeus.

Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e Religião

Sumérios

Os criadores da primeira grande Civilização Mesopotâmica foram os sumérios.

Provavelmente originaram a Ásia central, os sumérios, por volta do ano 3500 a.C., fixaram-se ao sul da Mesopotâmia, na região em que os rios Tigres e Eufrates desembocam no Golfo Pérsico. Aí estabelecidos, desenvolveram técnicas hidráulicas para armazenar a água que seria usada nos períodos de seca e para controlar as cheias dos dois grandes rios, evitando a destruição das plantações.

Os sumérios desenvolveram um sistema de leis baseados nos costumes, foram habilíssimos nas práticas comerciais e criaram o sistema de escrita cuneiforme, assim chamado porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha.

Os sumérios organizavam-se politicamente em cidades-Estados como Ur, Nipur e Lagash. Cidade-Estado é a comunidade urbana soberana, ou seja, uma unidade política com características de Estado soberano.

Cada uma dessas cidades era independente e governada por um patesi, que exercia as funções de primeiro-sacerdote do deus local, governador, chefe militar e supervisor das obras hidráulicas.

Depois de longo tempo de autonomia, as cidades sumerianas se enfraqueceram, devido às lutas pela hegemonia política. O enfraquecimento possibilitou as invasões de vários povos semitas.

Amoritas: O Primeiro Império BabilônicoAmoritas: O Primeiro Império Babilônico

Entre os invasores estavam os amoritas, que se estabeleceram na cidade de Babilônia, Na Média Mesopotâmia.

Hamurábi, o mais importante rei da Babilônia, tornou-se famoso por ter elaborado o primeiro código de leis escritas de que se tem notícia. As punições previstas pelos Código de Hamurábi variavam de acordo com condição social da vítima e do infrator. Dele se extraiu a Lei de Talião: “Olho por olho, dente por dente...”

Sob o comando de Hamurábi os babilônios conquistaram toda a Mesopotâmia e criaram um Estado unificado. Nascia então o primeiro Império Babilônico. Cada cidade passava a ser governada por homens escolhidos pelo imperador.

AssíriosAssírios

Depois da morte de Hamurábi, o esplendor da Babilônia não durou muito. Anos mais tarde toda a Mesopotâmia foi conquistada pelos assírios, povo que vivia nas regiões áridas e inférteis do norte mesopotâmico, em cidades como Nínive e Assur.

A crueldade era uma das principais características dos guerreiros assírios. Para eles a guerra era essencial, pois viviam do saque, da escravidão e dos impostos e tributos pagos pelos povos que submetiam.

O império assírio foi destruído em 612 a.C. pelos caldeus.

Caldeus: O Novo Império BabilônicoCaldeus: O Novo Império Babilônico

Com os caldeus, A Babilônia recuperou seu resplendor. No reinado de Nabucodonosor, o Novo Império Babilônico atingiu seu apogeu. Suas terras se estendiam por quase todo o Oriente Médio, limitando-se com o Egito.

A Babilônia enriqueceu-se e embelezou-se com grandes obras publicas, como os até hoje famosos jardins suspensos construídos por Nabucodonosor, tornando-se a mais notável cidade do Oriente .

Em 539 a.C. a Babilônia foi conquistado pelos exércitos dos persas. A vitória foi facilitada pelo apoio dos sacerdotes e comerciantes babilônicos, que se aliaram aos invasores em troca da manutenção de seus privilégios.

Sociedade e Economia na Mesopotâmia

Sociedade e Economia na Mesopotâmia

Independentemente dos povos que ocuparam a Mesopotâmia, podemos generalizar e dividir a sociedade, nos diferentes, em: classes privilegiadas (sacerdotes, nobres, militares e comerciantes) e não-privilegiadas (artesãos, camponeses e escravos).

No topo dessa organização social estava o rei, considerado como representante de um determinado deus na Terra.

As classes privilegiadas os altos cargos públicos e monopolizavam o poder, a riqueza e o saber. Viviam ricamente da exploração do trabalho das massas não-privilegiadas.

Na Mesopotâmia as terras cultiváveis pertenciam aos deuses; por isso a maior parte delas era propriedade dos templos e dos governantes.

Essas terras eram entregue aos camponeses para o cultivo de cevada, trigo, legumes, árvores frutíferas como a macieira, o pessegueiro, a ameixeira, a pereira e, principalmente, a tamareira. Pelo direito de cultivar o solo os camponeses eram obrigados a entregar aos sacerdotes parte do que produziam.

Como grandes proprietários e grandes exploradores do trabalho dos camponeses, artesãos e escravos, os sacerdotes acumulavam grandes fortunas.

Além de serem explorados em sua mão-de-obra pela elite latifundiária, os camponeses e os escravos eram obrigados a trabalhar coletivamente na construção de obras hidráulicas e de obras públicas.

Religião da MesopotâmiaReligião da Mesopotâmia

A religião da Mesopotâmia era politeísta e antropomórfica. Cada cidade tinha seu deus, cultuando como todo poderoso e imortal. Os principais deuses eram: Anu, deus do céu; Shamash, deus do Sol e da justiça; Ishtar, deusa do amor; e Marduk, criador do céu, da Terra, dos rios e dos homens.

Além de politeístas, os mesopotâmicos acreditavam e gênios, demônios, adivinhações e magias. Procuravam viver intensamente, pois achavam que os mortos permaneciam num mundo subterrâneo e sem esperanças de uma nova vida. Para eles a vida cotidiana e o futuro das pessoas podiam ser determinados pela posição dos astros no céu. Os sacerdotes se aproveitaram das crendices para divulgar a astrologia, elaborar os horóscopos e monopolizar as previsões diárias através da leitura dos astros.

Artes, Escrita e Ciências da MesopotâmiaArtes, Escrita e Ciências da Mesopotâmia

A principal arte da antiga Mesopotâmia foi, sem dúvida, a arquitetura, principalmente voltada para a construção de templos e palácios.

Os templos, chamados zigurates, possuíam na parte superior uma torre piramidal de base retangular, composta de vários pisos superiores. Provavelmente só os sacerdotes tinham acesso à torre, que tanto podia ser um santuário como um local de observação de astros.

A pintura e a escultura eram artes decorativas. Retratavam principalmente temas religiosos e guerreiros e embelezavam o interior dos templos e palácios, com destaque para baixos-relevos para assírios.

Os Povos mesopotâmicos utilizavam a escrita cuneiforme criada pelos sumérios. Essa escrita, como as demais, é uma extraordinária fonte histórica, pois, através da leitura das plaquetas que chegaram até nós, podemos conhecer parte das leis, da literatura, das criações científicas, das práticas comerciais e religiosas e do comportamento social dos povos que viveram entre os rios Tigre e Eufrates.

Os babilônicos acreditavam na existência de uma relação entre os astros e o destino dos homens, e, por isso mesmo, a astronomia era sua ciência predileta. Eles foram os primeiros a fazer a distinção entre planetas e estrelas, a observar várias fases da Lua, os eclipses e etc. Criaram os signos do zodíaco, dividiram o ano em 12 meses, a semana em 7 dias e o dia em 12 horas duplas. Foram também os principais responsáveis pelo desenvolvimento da matemática.

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