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Mitologia de A a Z

 Mitologia de A a Z

Mitologia
Abracadabra

Muitas são as versões sobre a origem da palavra. A mais difundida é a de que vem de Abraca, ou Abracax, o mais antigo dos deuses da mitologia persa. Conhecida no Ocidente como uma “palavra mágica”, ela servia para formar uma figura que se acreditava ter o poder de prevenir e curar doenças. As letras deveriam ser dispostas no formato de uma pirâmide invertida:


Bifrost

Na mitologia nórdica, era uma gigantesca ponte que ligava o mundo dos deuses, Asgard, ao mundo dos homens, Midgard. A ponte era representada por um arco-íris e seria destruída no fim do mundo, durante o Ragnarok, a batalha final entre os deuses e as forças do mal (leia na página 66).


Caos

Na mitologia grega, Caos era o deus primordial. Ele deu origem à deusa Nix (a personificação da noite) e ao deus Érebo (a personificação das trevas). Estes dois, por sua vez, uniram-se para gerar as novas deidades. Caos representava a desordem inicial do mundo. Nesse espaço ficava o princípio material de todas as coisas, esperando o momento de sua criação.


Duendes

Presentes em várias culturas, são seres elementais, protetores da natureza. Em algumas histórias, aparecem como os guardiões de tesouros secretos e portadores da sorte. Entre os seres mágicos da mitologia germânica, são os mais próximos dos humanos. Brincalhões, adoram esconder objetos e podem ficar amigos dos homens. Quando confiam em um humano, os duendes dedicam-lhe amizade e proteção. Mas, quando se sentem traídos, podem tornar-se vingativos e causar muitos problemas. São descritos como seres de orelhas pontudas, peludos e com até 30 centímetros de altura.


Erotismo

A palavra deriva de Eros, deus grego do amor, chamado de Cupido na mitologia romana. Segundo a tradição das mitologias grega e romana, a figura de Eros representava o princípio do prazer, da alegria, da vida. Com o tempo, a palavra erotismo acabou sendo associada, exclusivamente, a questões referentes a sexo.


Fênix

Era uma ave que, ao morrer, entrava em combustão e, depois de algum tempo, renascia das próprias cinzas. Com penas douradas e brilhantes e do tamanho aproximado de uma águia, a Fênix era conhecida por sua força. Conta-se que era capaz de transportar cargas muito pesadas, até mesmo elefantes. De origem egípcia, a lenda espalhou-se por várias outras mitologias. Os gregos, por exemplo, ligavam-na a Hermes, o mensageiro dos deuses. Na China antiga, era tida como um símbolo de felicidade e inteligência. O ponto comum em todas as mitologias é que a Fênix representa a ressurreição e a esperança.


Gaia

Na mitologia grega, é a personificação da Terra. É conhecida como a deusa-mãe, por ter dado origem ao mar e às montanhas. De sua união com Urano (o Céu), nasceram muitos filhos violentos e tempestuosos, como os gigantes titãs e ciclopes. Um desses filhos, o titã Cronos, atacou Urano, castrando-o. Foi assim que o Céu e a Terra se separaram.


Hidromel

Na mitologia nórdica, era a bebida dos deuses, feita com água e mel e fermentada. Muito apreciada em várias civilizações antigas, a bebida também era consumida pelos gregos, que a chamavam de melikraton, e pelos romanos, sob o nome de água mulsum (que também podia ser uma espécie de vinho adocicado com mel).


Igdrasil

Na mitologia escandinava, era uma árvore que representava o mundo. Mantinha-se sempre verde, apesar de sua folhagem ser devorada por animais. Nas raízes, situadas em Niflheim, ficavam os mundos subterrâneos. O tronco era Midgard, o mundo dos homens, e a parte mais alta, Asgard, a terra dos deuses, enquanto Valhala era o lugar para onde iam os guerreiros vikings mortos, com honra, em batalha.


Jormungard

Descrito como uma gigantesca serpente, ele é o segundo filho de Loki, o deus do fogo e uma das representações do mal na mitologia nórdica, com a gigante Angrboda. É considerado o pior inimigo de Thor, o deus do trovão, com quem tem desentendimentos desde a juventude. Em uma passagem, Jormungard é castigado, juntamente com seu pai, e é aprisionado no fundo do oceano de Midgard (o mundo dos homens). Segundo a lenda, Jormungard e Thor matam um ao outro no Ragnarok, a batalha que leva ao fim do mundo.


Kalunga

É o deus ancestral do povo Lunda, presente em Angola, na República Democrática do Congo e em Zâmbia. Depois, Kalunga passou a ser conhecido como o deus supremo, responsável pela criação do mundo. Assim como a visão de Deus nas religiões judaica e cristã, Kalunga é onipresente, onisciente e onipotente, e caracteriza-se por seu senso de justiça, sabedoria e compaixão.


Labirinto

Construção cheia de caminhos intrincados, feita com o objetivo de desorientar quem a percorre. Na mitologia grega, ficou célebre o labirinto de Creta, construído por Dédalo e que abrigava o temível Minotauro, criatura metade homem, metade touro. Segundo a lenda, jovens era colocadas no labirinto de Creta para serem devoradas pelo Minotauro.


Midgard

Era a “terra média” ou o “mundo dos homens” na mitologia nórdica. Foi em Midgard, lugar completamente cercado por água, que foram colocados os primeiros seres humanos.


Nirvana

Em sânscrito, a palavra significa “extinção” ou “saída”. É o estado de beatitude do santo perfeito, buscado pelos devotos do budismo. É o ápice, o ponto mais alto de meditação, quando o espírito se liberta temporariamente do corpo.


Ogdoade

A palavra, que significa “grupo de oito”, designa os quatro pares de forças elementares que precederam a criação do mundo, de acordo com a mitologia egípcia. Essas forças não são exatamente deuses, mas personificações de elementos do caos, anteriores à criação do universo. São eles: Nun e Naunet, a água primitiva; Heh e Henet, o infinito espacial; Kek e Keket, as trevas; Amon e Amaunet, aqueles que não podem descobrir, o nada, o vazio.


Pandora, caixa de

Segundo os gregos antigos, Pandora foi a primeira mulher, criada por Zeus com a ajuda de outros deuses. A lenda da Caixa de Pandora conta que, por ordem dos deuses, Pandora abriu um recipiente que continha todos os males do mundo, que a partir de então se abateram sobre os homens. A lenda lembra o mito judaico-cristão no qual a primeira mulher (Eva) é também responsável pela desgraça humana.


Quimera

Um dos mais populares monstros da mitologia grega, em alguns relatos a quimera é descrita como o resultado da união entre Équidna (criatura metade mulher, metade serpente) e Tífon, deus da seca e inimigo mortal de Zeus, o deus dos deuses. Em outros, ela seria filha da Hidra de Lerna e do Leão de Neméia, outros monstros da mitologia grega. A descrição mais popular do monstro: cabeça de leão, torso de cabra e a parte posterior de dragão ou serpente.


Ragnarok

É “o destino fatal dos deuses”. A palavra designa a batalha entre os deuses e as forças do mal. Na mitologia nórdica, essa batalha resultaria não apenas na destruição dos próprios deuses (que não são imortais), mas também do próprio universo.


Sereias

Criaturas metade mulher, metade peixe. Viviam nos rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Cantavam com tanta beleza e doçura que qualquer humano que ouvisse as melodias seria enfeitiçado. Vários navios, cujos tripulantes foram atraídos pelo canto da sereia, acabavam batendo nos rochedos e afundando. Um dos poucos que resistiram ao canto das sereias foi o grego Ulisses, que colocou cera nos ouvidos e se amarrou ao mastro do navio para evitar ser hipnotizado pelo canto das criaturas.


Tuat

Eram as 12 regiões do reino dos mortos, de acordo com a mitologia egípcia. Dizia-se que era através delas que a “barca de um milhão de anos” do deus Ré navegava todas as noites. As Tuat eram descritas como gargantas ou muros, guardados por serpentes. Cada região correspondia a uma das 12 horas que formavam a noite.


Urd

Fonte que alimentava a árvore Igdrasil, guardada pelas Nornas, as deusas que regulavam o curso da idade e os destinos dos homens, de acordo com a mitologia nórdica. Eram três as Nornas: Urd, uma velha, responsável pelo passado; Verdandi, jovem e responsável pelo presente; e Skuld, uma menina encarregada de cuidar do futuro.


Valhala

Na mitologia nórdica, é uma espécie de mundo dos mortos. Mas para Valhala iam apenas os guerreiros mortos com honra em batalha. Metade das almas passaria o resto de seus dias treinando em combates, para formarem o “Exército das Almas Vivas”, invencível até o Ragnarok.


Wandjinas

Lenda que se tornou conhecida em 1838, quando foi descoberta uma série de pinturas rupestres na região de Kimberley, no norte da Austrália. As figuras representam seres de até seis metros de altura, com rostos brancos e sem boca, e com três a sete dedos nas mãos e nos pés. Segundo os aborígines, não foram seus ancestrais que fizeram os desenhos, mas sim os Wandjinas, que seriam deuses e teriam trazido a civilização ao mundo.


Xamanismo

Prática religiosa, filosófica e de cura, comum entre alguns povos asiáticos e árticos. O xamanismo tem como um de seus principais pilares o respeito às forças da natureza e, por meio de diversos rituais, busca a interação entre o homem e essas forças. O sacerdote é o xamã, que entra em transe durante rituais nos quais invoca os espíritos da natureza. No Brasil, o xamanismo está presente em grupos indígenas e o xamã corresponde ao pajé.


Yin e Yang

Na mitologia chinesa, Yin é o princípio passivo da natureza, descrito como feminino, noturno, escuro e frio. Yang é o princípio ativo, masculino, diurno, luminoso e quente. O símbolo de Yin e Yang, conhecido como Diagrama de Taiji Tu, representa a união entre esses dois princípios, opostos e complementares. Os dois elementos compõem tudo o que existe no Universo.


Zeus

O deus supremo da mitologia grega, conhecido como Júpiter entre os romanos. Filho mais novo de Réia e Cronos, Zeus, com a ajuda dos irmãos Posêidon e Hades, destronou o próprio pai, até então o maior governante da Terra. Zeus era considerado um deus do tempo – a ele eram atribuídos as tempestades, os raios e os trovões. No princípio, os Jogos Olímpicos eram realizados em sua honra. *


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Zu

Zu
Zu
Na mitologia babilônica, deus-pássaro e inimigo dos grees deuses, por ter roubado as Tábuas do Destino. Os deuses ficam impotentes frente ao acontecido. Finalmente, o rei Lugalbea, pai de Gilgamesh, foi capaz de recuperar as Tábuas do Destino, após matar Zu. Na mitologia assíria, Marduk é quem esfola o crânio de Zu. Num outro mito, foi Ninurta o herói e matador de Zu (versão escolhida nesta obra).

Deuses Egípcios

Deuses Egípcios

Deuses Egípcios
Os deuses egípcios têm as mesmas características, necessidades e desejos do ser humano, eles podem nascer, envelhecer e até mesmo morrer.

É constituído de um corpo que deve receber um nome. O corpo dos deuses egípcios é composto de materiais preciosos, é cheio de poder de transformação. Através de suas lágrimas pode nascer seres ou minerais.
Os poderes dos deuses geralmente são comparados com os elementos da natureza ou de algum animal. Eles eram representados nas seguintes formas: humana, animal (zoomorfismo) ou com a mistura de homem e animal (antropozoomorfismo).

Veja os principais deuses egípcios:

Anúbis – o deus dos mortos. Segundo os pesquisadores, ele foi a primeira múmia do Egito, logo depois dele é que surgiram mais múmias.

Amon – deus que traz o sol e a vida para o Egito. É representado na forma de um homem com duas plumas em sua cabeça.

Bastet – deusa da fertilidade e protetora das mulheres grávidas. Era também a deusa da guerra, sua forma era de uma mulher com a cabeça de gato ou de leoa.

Chu, Geb e Nut – Chu é deus do ar e da luz, Geb é deus da terra e Nut deus dos céus.

Hathor – deusa do amor, alegria, dança e outros. É a deusa mais reverenciada no Egito, é considerada a deusa das mulheres. É representada com o formato de uma mulher com chifres de vaca. Também pode ser representada apenas pela cara de uma vaca.

Hórus – deus do céu. Era representado na forma de um homem com a cabeça de falcão, é o deus mais importante do panteão egípcio.

Ísis – deusa do amor e mágica. É a deusa mais popular do Egito. Tem a forma de uma mulher, e carrega em sua cabeça a escrita misteriosa relativa ao seu nome.

Khnum – deus da criatividade, que controla as águas do rio Nilo. A sua representação é de um carneiro ou somente a cabeça do carneiro.

Maát – o deus da Justiça e do equilíbrio. É representada na forma de uma mulher que contém na cabeça uma pluma de avestruz.

Osíris – o deus da vida após a morte. É representado em forma de uma múmia, com uma coroa branca, chifres e plumas na sua cabeça.

Ptah – deus das artes. É bastante querido pelos artesões. Sua representação é uma múmia que na traz em sua cabeça uma calota.

– deus do sol, considerado um dos principais deuses da religião egípcia. Quando ele some no entardecer, ele é Atum. E durante o dia, ele tem a apresentação de falcão.

Seth – é o deus da tempestade, maldade, violência e desordem. Tem a cabeça de um animal, mas esse não é identificado.


Sobek – deus da paciência. Tem a forma de um crocodilo, às vezes se apresenta só com a cabeça.

Toth – deus da Sabedoria e conhecimento.

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Ubara-Tutu | Mitologia


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Pai de Ut-napishtim, Rei de Shuruppak, que reinou por 18.600 anos, de acordo com a Lista dos Reis Sumérios.

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Absu (Apsu, Abzu, Apzu) | Mitologia


Absu (Apsu, Abzu, Apzu) | Mitologia

Absu (Apsu, Abzu, Apzu) | Mitologia

Literalmente, água doce. Na cosmologia suméria, o imenso espaço e fonte das águas primordiais, onde mora Ab, o pai das águas e senhor da sabedoria. Na cosmologia babilônica, o marido de Tiamat, pai dos primeiros deuses, e após a morte deste, o reino das águas doces subterrâneas, lar de Ea e dos Sete Sábios. Também é nome do templo de Ea em Eridu.

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Adad (Ishkur, Hadad, Adar, e Addu) | Mitologia


Adad (Ishkur, Hadad, Adar, e Addu) | Mitologia

Adad (Ishkur, Hadad, Adar, e Addu) | Mitologia
Adad (Sumério Ishkur, Semítico Oriental Hadad, Adar, e Addu, também Rimmon, Ramman, "o que faz a terra tremer")

Deus das tempestades, controlador de canais de irrigação e filho de Anu. Deus dos relâmpados, chuva e da fertilidade. Identificado pelos romanos com Jupiter. No Épico de Gilgamesh, o deus dos ventos, trovões e tempestades. Símbolo: touro e relâmpado. Deus oracular. Centro de culto: Aleppo.

Na Mesopotâmia, sua presença surge após os tempos pré-Sargônidos. Reverenciado principlamente pelos povos ao Norte da Babilônia, conforme evidências encontradas nas cidades de Mari e Ebla. No segundo milênio antes de nossa era, Adad era o deus da cidade de Aleppo, mas em outras áreas da Síra, seu culto se funde com o de outros deuses do tempo, como Baal e Dagan. Adad foi um deus importante na Assíria. Tiglath-Pilesar I construiu um santuário para ele e Anu na capital Ashur. Adad é freqüentemente invocado em maldições, bem como em documentos especiais e privados, como figura de proteção e advertência para todos.

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Adapa (Uan, Oannes) | Mitologia


Adapa (Uan, Oannes) | Mitologia

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Adapa (Uan, Oannes)

De acordo com o mito, Adapa é filho do deus Ea/Enki, o deus da sabedoria, bem como também o Sacerdote-Rei de Eridu, a cidade mais antiga da Babilônia. Ele foi o primeirodos Apkallu, os Sete Sábios enviados por Ea, que trouxeram as artes e civilização para a humanidade. Enki deu a Adapa conhecimento, mas não a vida eterna. Adapa também era um pescador, e um dia, quando estava pescando para prover o templo de Ea, o Vento Sul, Sutu, entornou seu bote, atirando-o contra as rochas, e Adapa, furioso, quebrou a asa do Vento Sul. Por este ato, ele teve de responder frente a Anu nos céus. Ea aconselha Adapa a não beber ou comer da mesa de Anu, e com isto, Adapa acaba não recebendo a vida eterna. Adapa é o precursor do Adão bíblico, o primeiro homem.

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