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Métodos Anticoncepcionais

Métodos Anticoncepcionais

Métodos AnticoncepcionaisOs métodos anticoncepcionais ou contraceptivos destinam-se a evitar a gravidez. Variam desde o simples coito interrompido, por certo o mais antigo de todos os meios já utilizados, até as modernas pílulas anovulatórias (que inibem a ovulação) de reduzidos efeitos colaterais.

Pretendidos e ensaiados desde a antiguidade, os métodos anticoncepcionais evoluíram com o progresso tecnológico e o crescimento demográfico. Modernamente, abrangem variado leque de alternativas, algumas muito seguras, mas todas com alguma desvantagem.

Na escolha do método os dados mais importantes a considerar são: a plena aceitação por parte do homem e da mulher; a eficiência; a facilidade de emprego; o grau de inocuidade (não exercer efeitos negativos sobre a saúde) e a reversibilidade (poder ser suspenso, em favor da gravidez, se esta passar a ser desejada).

O emprego de métodos anticoncepcionais, que a rigor deveria ser uma opção puramente pessoal, está ligado a questões de caráter econômico, social e político, como controle da natalidade e planejamento familiar. São problemas que só se apresentaram a partir do final do século XVIII, pioneiramente apontados pelo economista inglês Thomas Robert Malthus. Naquela época, o crescimento populacional começava a se tornar maior que o crescimento dos meios de subsistência. Dali até meados do século XX, a ameaça foi praticamente debelada nos países desenvolvidos, cujas populações se estabilizaram ou diminuíram. Alguns passaram mesmo a estimular a concepção.

Nos países subdesenvolvidos, ao contrário, a tendência se manteve e se agravou, o que provocou a interferência do estado no controle da natalidade, por meio de campanhas, em alguns, até pela esterilização em massa das populações, em outros.

Métodos femininos - Os meios anticoncepcionais próprios para a mulher podem ser classificados como naturais, mecânicos, químicos e cirúrgicos. Entre os considerados naturais o mais conhecido é o chamado Ogino-Knauss, ou da tabela. Baseia-se na determinação dos dias férteis do ciclo menstrual da mulher. Se o casal prevê a data da próxima ovulação, que ocorre do oitavo ao vigésimo dia do ciclo, evita a gravidez abstendo-se de relações sexuais durante esse período. Os 12 dias de abstinência constituem a desvantagem do método, que também é inadequado para mulheres de ciclo irregular.

Outro método natural, o das temperaturas, consiste em determinar o período fértil por meio da temperatura do corpo, que sobe durante a ovulação. Esse método, que também implica abstinência, pode sofrer a interferência de doenças e febres. O terceiro método natural é o do muco, ou método Billings, baseado na observação da secreção vaginal, que aumenta durante o período de ovulação. Sua segurança e desvantagens são semelhantes às do método das temperaturas.

Os meios mecânicos são o diafragma e os vários tipos de DIU (dispositivo intra-uterino). O diafragma é um objeto arredondado de borracha, composto de um anel e película flexíveis, que a mulher coloca no fundo da vagina, sobre o colo do útero: com isso, ele bloqueia a entrada dos espermatozoides. Pode ser utilizado em combinação com um espermicida e tem como inconveniente a necessidade de previsão da relação sexual, pois deve ser colocado duas horas antes dela e retirado de seis a oito horas depois. O DIU é um dispositivo de plástico em forma de T, recoberto por um fio de cobre, que é implantado por um especialista dentro do útero. Em vez de impedir a fecundação, inibe o desenvolvimento do óvulo fecundado, pois altera as reações da mucosa uterina. Tem como principais desvantagens o risco de expulsão espontânea, incrustação na parede uterina ou inflamação, além de provocar aumento do fluxo menstrual e exigir consultas médicas periódicas.

Já no antigo Egito empregavam-se métodos químicos, como unguentos de ação espermicida. Existem hoje diversas substâncias, comercializadas em cápsulas ou cremes, que devem ser aplicadas ao fundo da vagina imediatamente antes da relação sexual. Há também o tampão de esponja impregnada de um desses produtos. A eficiência desses meios é variável e tende a aumentar pela associação com outro método, como o diafragma.

As pílulas anticoncepcionais difundiram-se a partir da década de 1960, quando foram sintetizados esteroides de ação estrogênica ou progesterônica (os hormônios estrogênio e progesterona, produzidos pelo ovário, regulam a menstruação). Criaram-se assim as pílulas de inibição do processo ovulatório, tomadas durante vinte, 21 ou 22 dias do ciclo menstrual. A eficiência é praticamente absoluta. Os inconvenientes são as contra-indicações para mulheres diabéticas, hipertensas ou fumantes com mais de 35 anos, pelo risco de doença circulatória. A injeção trimestral de progesterona sintética tem maiores desvantagens, pois quase sempre acarreta aumento de peso.

O método cirúrgico para a mulher consiste na laqueadura ou ligação das trompas, pela qual o cirurgião obstrui o caminho que deve ser percorrido pelo óvulo a fim de ser fecundado. A inconveniência maior é a irreversibilidade, absoluta ou relativa, conforme a técnica adotada.

Métodos masculinos - O coito interrompido consiste na retirada do pênis do interior da vagina antes que ocorra a ejaculação. O método exige absoluto controle do parceiro e, se empregado continuamente, pode causar tensão e ansiedade. O anticoncepcional masculino mais empregado é o preservativo (camisa-de-vênus ou camisinha), usado desde tempos remotos,  quando era feito de membranas animais. O preservativo é prático, eficaz e higiênico, já que previne doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS. Algumas pessoas, no entanto, acham que o preservativo provoca diminuição da sensibilidade.

A vasectomia é uma cirurgia que obstrui os canais deferentes, por onde devem passar os espermatozoides a fim de serem eliminados pelo sêmen. A desvantagem do método consiste principalmente na irreversibilidade, já que não causa dano à saúde nem transtornos ao desempenho sexual masculino.

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Amnésia, Deficiência ou Perda Absoluta da Memória

Amnésia, Deficiência ou Perda Absoluta da Memória

#Amnésia, Deficiência ou Perda Absoluta da MemóriaA diferenciação entre amnésia, isto é, a deficiência ou a perda absoluta da memória, e o esquecimento, que constitui um processo fisiológico habitual, é determinada pela presença de um transtorno de caráter patológico nem sempre fácil de identificar.

Os quatro elementos fundamentais do esquema da memória são a fixação, a retenção, a evocação e o reconhecimento das lembranças. Mas a estrutura psíquica do organismo também dispõe de mecanismos por meio dos quais o homem se desvincula de seu passado.

Não são raros, por exemplo, os breves episódios de perda de memória os quais, segundo os modernos conhecimentos sobre os mecanismos que regem esse tipo de processo e a atividade dos centros cerebrais, se devem a etapas transitórias em que se registram carências de irrigação cerebral. Tais manifestações desaparecem espontaneamente e, embora em sentido estrito constituam uma síndrome orgânica, não costumam ser consideradas como estados mórbidos.

O fator desencadeador dos processos amnésicos pode obedecer a causas múltiplas, tanto psíquicas quanto orgânicas. As mais comuns são as lesões cerebrais, a senilidade, o abuso do consumo de álcool e fármacos e os transtornos nervosos.

No que se refere a sua evolução, a amnésia pode apresentar duas modalidades: a anterógrada, que se produz quando se perde a memória dos fatos ocorridos depois da primeira manifestação do processo, e a retrógrada, na qual o doente não recorda nem mesmo os acontecimentos anteriores ao início da enfermidade.

Quanto à detecção, os casos de amnésia de caráter orgânico apresentam inconvenientes menores se comparados com os de natureza afetiva (psíquica), embora, muitas vezes, o tratamento de uns e de outros alcance grau semelhante de complexidade. Os primeiros apresentam uma característica de grande significação, que consiste na perda da lembrança de fatos muito recentes, enquanto se conserva uma recordação nítida de ocorrências muito mais antigas. Esse esquema define, com especial precisão, os casos de amnésia degenerativa que afetam as pessoas de idade avançada. As manifestações de natureza afetiva, ao contrário, apresentam como traço característico uma acentuada seletividade: seu efeito se concentra em experiências muito emotivas que são rejeitadas pela memória. A mais frequente dessas modalidades é a chamada amnésia histérica.

A multiplicidade de agentes causais dos processos amnésicos faz com que, além das distinções já estabelecidas, se registrem muitas variedades. Cada tipo se relaciona com os fatos que são o objeto da perda da memória ou com o intervalo de tempo durante o qual se produz o fenômeno. Distinguem-se, entre outras, a amnésia localizada, que abrange um determinado período cronológico; a catatímica, que se circunscreve a um só acontecimento; a lacunar, que se manifesta sobre ocorrências isoladas e separadas entre si; e as amnésias olfativa, auditiva, visual e táctil, que provocam a anulação das lembranças percebidas respectivamente pelo olfato, a audição, a vista ou o tato. Esse último grupo de doenças costuma resultar em deficiências para o órgão sensorial correspondente.

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Vírus da Aids, Dengue, DNA e RNA

Vírus da Aids, Dengue, DNA e RNA

Vírus da Aids, Dengue, DNA e RNAA raiva é uma doença contagiosa, causada por vírus. Essa doença ataca os mamíferos: cães, gatos, morcegos, macacos etc.

O mamífero mais atacado pela raiva é o cão.

Um animal com vírus da raiva pode transmitir a doença ao homem por meio de mordidas, lambidas ou arranhões.

Para combater a raiva devemos:
  • vacinar os animais domésticos todos anos;
  • não deixar os animais soltos pelas ruas;
  • procurar imediatamente um médico em caso de mordidas arranhões por algum mamífero desconhecido.
O virús da Aids destroi as celulas do nosso sangue que têm a função de combater os agentes causadores de doença como pnemunia, meningite, encefalite etc. Como seu organismo fica sem defesa, ela morre em pouco tempo.

A Aids é transmitida de uma pessoa para outra. E isso pode acontecer se a pessoa:
  •  receber sangue contagioso através de transfusões;
  •  usar seringua e agulhas de injeção contaminadas;
  •  tiver relações sexuais com alguem que esteja contaminado.
Vírus
Ser vivo microscópico e acelular (não é composto por células) formado por uma molécula de ácido nucléico (DNA ou RNA), envolta por uma cápsula protéica. Apresenta-se sob diferentes formas: oval, esférica, cilíndrica, poliédrica ou de bastonete. Por ser incapaz de realizar todas as funções vitais, é sempre um parasita celular, ou seja, necessita de um animal, planta ou bactéria para multiplicar-se e desenvolver-se. Ao se reproduzir dentro de uma célula, acaba por lesá-la. Na reprodução, qualquer modificação no DNA provoca uma mutação, gerando novos tipos de vírus.

Grande parte das doenças infecciosas e parasitárias é causada por vírus, como a Aids , a catapora, a dengue, a rubéola e o sarampo. A transmissão pode ser feita pelo ar, por contato direto (gotículas de saliva ou muco) e indireto (utensílios, água e alimentos contaminados ou picada de animais). O tratamento de uma infecção viral geralmente é restrito apenas ao alívio dos sintomas, com o uso de analgésicos e antitérmicos para diminuir a dor de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas que podem ser usadas no combate de uma infecção viral, pois ao destruírem o vírus acabam por destruir também a célula. Quase todas as doenças causadas por vírus podem ser prevenidas com vacinas.

A febre é um sintoma comum a todas as infecções virais. Outros sinais característicos presentes na maioria das infecções são dor de garganta, fadiga, calafrio, dor de cabeça e perda de apetite. Mas grande parte das doenças apresenta uma sintomatologia própria. Por exemplo, a manifestação de pequenas elevações eruptivas avermelhadas na pele caracteriza a rubéola e a catapora ou varicela. No sarampo, são comuns erupções na mucosa bucal e o surgimento de manchas avermelhadas na pele. A inflamação e o inchaço das glândulas salivares são sintomas específicos da caxumba. Na poliomielite ocorre rigidez da nuca e perturbações físicas que podem causar paralisia e atrofia de certas partes do corpo. Na febre amarela e na hepatite infecciosa viral há náuseas e vômitos.

Aids
A sigla Aids (do inglês, Acquired Immunodeficiency Syndrome) significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, nome atribuído à doença infecciosa descoberta no início dos anos 80, causada pelo vírus HIV (do inglês, Human Immunodeficiency Virus – Vírus da Imunodeficiência Humana). De acordo com pesquisadores, o HIV teria se hospedado em algumas espécies de macacos africanos e, de alguma forma, por ingestão da carne contaminada ou durante caçadas, teria alcançado a corrente sanguínea humana. O vírus da Aids teria sofrido constantes mutações durante séculos até chegar à forma atual.

Dentro do corpo humano, o HIV infecta e destrói os linfócitos do tipo CD4+, responsáveis pelo sistema imunológico. Sem o seu potencial de defesa, o organismo fica vulnerável a vírus e bactérias e sujeito a todo tipo de infecções oportunistas que levam à morte do portador. O HIV circula por todas as secreções líquidas do corpo. No sangue, no sêmen e nas secreções vaginais ele aparece em grande quantidade. No suor, na lágrima, na urina e na saliva a quantidade é menor e insuficiente para provocar a contaminação.

O HIV é um retrovírus, ou seja, um tipo de vírus capaz de se reproduzir de modo diferente dos tradicionais, ao usar como material genético uma molécula de RNA em vez de DNA (processo chamado de transcrição reversa). Há dois tipos de HIV: o HIV1 e o HIV2. O último é menos agressivo e retarda o aparecimento dos sintomas. Segundo cientistas, isso explica por que determinadas pessoas desenvolvem mais rapidamente a doença do que outras. Há indícios também de que a quantidade de vírus no organismo defina a intensidade da doença.

Contágio – A Aids é transmitida quando o vírus HIV entra em contato com a corrente sanguínea, o que pode acontecer nas relações sexuais (heterossexuais ou homossexuais), nas transfusões sanguíneas e por meio de seringas ou instrumentos cortantes com resíduos de sangue contaminado. A possibilidade de contaminação através do sexo oral é comprovada em 1996, segundo pesquisa do Instituto do Câncer de Boston (EUA) feita com chimpanzés. Devido à quantidade de vírus no sêmen ser muito grande, há o risco de o vírus ser absorvido pela mucosa bucal e não apenas por meio de algum ferimento na boca.

A Aids pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez, o parto e a amamentação. Estima-se que 30% das mulheres grávidas infectem seus bebês com o vírus. No caso de a mãe tomar AZT (medicação para controlar a doença), o índice cai para 8%. Não há nenhum caso registrado de contágio pela saliva, lágrima, suor ou urina. É descartada a transmissão via picada de insetos, abraços ou apertos de mão.

Prevenção – O uso de preservativo (camisinha, camisa-de-vênus ou condom) é o método mais seguro (97% de segurança) para evitar a contaminação através da relação sexual. Agulhas, seringas e instrumentos cortantes descartáveis ou esterilizados são utilizados para prevenir o contágio pela corrente sanguínea. Nas transfusões, o sangue utilizado passa por testes que identificam o vírus HIV, a fim de evitar a contaminação.
O teste sanguíneo chamado Elisa, criado em 1985, revela se uma pessoa é portadora do HIV (soropositiva). Atualmente, há outros testes em fase de estudo, como o Orasure, que identifica o vírus pela saliva, e o Ampliodor, que mede a quantidade de vírus na circulação sanguínea .

Sintomas – Um indivíduo pode ser portador do vírus da Aids e não apresentar de imediato os sintomas da doença, já que o HIV pode ficar incubado por até dez anos. As primeiras manifestações da doença são diarréias constantes, febre alta, herpes, gânglios duradouros e perda de peso. Depois, é comum o aparecimento de doenças oportunistas, como pneumonia e toxoplasmose, que podem ser fatais. Quando a doença atinge um estágio mais avançado, certos tipos raros de câncer manifestam-se, como o sarcoma de Kaposi (provoca lesões na pele, no estômago e no intestino) e os linfomas (tumores nos gânglios linfáticos), além de distúrbios neurológicos, perda de memória e coordenação motora.

Tratamento – A Aids ainda não tem cura, mas o desenvolvimento e a administração de medicamentos, como o AZT (zidovudina), DDI (didanosina), DDC (zalcitabina), D4T (estavudina) e 3TC (lamividina), aumenta a sobrevida dos pacientes e consegue períodos prolongados de melhora da doença.

Em julho de 1996, os resultados de um novo tratamento revolucionário, chamado “coquetel anti-Aids”, foram apresentados durante a 11ª Conferência Internacional da Aids, em Vancouver, no Canadá. O coquetel de drogas é cem vezes mais potente do que o uso isolado do AZT, até então o único remédio disponível contra o vírus da Aids. Consiste na administração conjunta de três tipos de drogas: o AZT e uma outra droga da mesma família (a mais utilizada é o 3TC), que são os “bloqueadores de transcriptase reversa” (detêm a reprodução do vírus em seu estágio inicial) e um inibidor de protease (impede que o vírus complete a fase final de seu amadurecimento e destrua novas células), que pode ser o Ritonavir, o Saquinavir, o Crixivan e o Indinavir. A administração desse grupo de medicamentos em vários pacientes mostrou um controle na multiplicação do vírus do HIV, reduzindo os sintomas da doença. De um grupo de 21 pacientes que receberam o medicamento durante quatro meses, de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, 18 eliminaram 98,9% dos vírus. Porém, o coquetel provoca alguns efeitos colaterais, como náuseas e problemas nos rins e no fígado. Se ministrado a longo prazo, há o risco de causar doenças fatais, como o câncer.

De acordo com o Programa de Aids da ONU, Unaids, menos de 10% do total das pessoas infectadas pelo vírus da Aids em todo o mundo poderá ser beneficiado pelo novo tratamento. Cerca de 92% das vítimas da doença estão nos países mais pobres, onde não há condições de bancar terapias que custam de US$ 12 mil a US$ 18 mil por ano.

Mais de 20 projetos de vacinas contra a Aids estão sendo pesquisados. Uma delas está sendo testada em 5 mil voluntários de todo o mundo. No Brasil ela foi aplicada em 300 pessoas, em julho de 1996. Os resultados desta primeira etapa de vacinação ainda serão avaliados.

Aids no mundo – Segundo dados da Unaids, o número de casos diagnosticados de portadores de HIV no mundo é de 21.898 mil. Deste total, 12.263 mil (56%) são homens, 8.759 mil (40%) mulheres e 876 mil (4%) crianças. Cerca de 94% dos portadores vivem nos países em desenvolvimento. São 4 mil novas infecções diárias na África e 3 mil na Ásia. De acordo com estimativas oficiais, no ano 2000 o vírus HIV infectará 44 milhões de pessoas em todo o mundo.

Aids no Brasil – Desde 1980 já foram diagnosticados 82.852 casos de Aids no país, de acordo com informações de junho de 1996 do Ministério da Saúde. Os homens correspondem a 67.521 (81,5%) dos casos e as mulheres a 15.331 (18,5%). Calcula-se que 36 mil pessoas já tenham morrido em decorrência da Aids, numa média de 20 mortes diárias (ver Saúde em Brasil).

Dengue
Doença infecciosa causada por quatro tipos diferentes de vírus e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus (ver Doenças infecciosas). Evolui principalmente em zonas urbanas e, a partir da década de 70, grandes surtos atingem América Latina, África e Ásia. Desde os anos 80, costuma aparecer de forma epidêmica na época do verão, quando as chuvas são mais freqüentes, pois os focos de água parada favorecem a reprodução do mosquito transmissor. O índice de mortes da doença é de 15% a 20%. Mas, se identificado a tempo, o dengue é tratável e sua cura é total, sem deixar seqüelas.

Existem três formas clínicas da doença: o dengue clássico, o dengue hemorrágico e a síndrome de choque do dengue. Na forma clássica, a doença provoca dores de cabeça e musculares, erupções na pele, comprometimento das vias aéreas superiores, febre e aumento das glândulas linfáticas. O dengue hemorrágico causa, ainda, hemorragias gastrointestinais, cutâneas, gengivais e nasais e, muitas vezes, é fatal. Esse caso ocorre quando a pessoa já teve a doença e é reinfectada por um dos outros tipos de vírus. Se não tratada de imediato, leva à morte em 50% dos casos e pode evoluir para a forma mais grave, a síndrome de choque do dengue. Esta, mais comum entre crianças menores de 15 anos, causa falência circulatória e, na falta de tratamento, o índice de mortes chega a 80%.

Não existe vacina contra o dengue, e a melhor forma de prevenção são os inseticidas e a eliminação de focos de água parada, em que o mosquito transmissor costuma se reproduzir. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, foram notificados 56.618 casos da doença em 1994. O total notificado até outubro de 1995 foi de 120.487 casos.

DNA e RNA

Substâncias químicas envolvidas na transmissão de caracteres hereditários e na produção de proteínas – compostos que são o principal constituinte dos seres vivos. São ácidos nucléicos encontrados em todas as células e também são conhecidos em português pelas siglas ADN e ARN (ácido desoxirribonucléico e ácido ribonucléico). De acordo com a moderna Biologia , o DNA faz RNA, que faz proteína (embora existam exceções – os retrovírus, como o vírus da Aids).

DNA – O ácido desoxirribonucléico é uma molécula formada por duas cadeias na forma de uma dupla hélice. Essas cadeias são constituídas por um açúcar (desoxirribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (T timina, A adenina, C citosina ou G guanina). A dupla hélice é um fator essencial na replicação do DNA durante a divisão celular – cada hélice serve de molde para outra nova.

RNA – O ácido ribonucléico (RNA) é uma molécula também formada por um açúcar (ribose), um grupo fosfato e uma base nitrogenada (U uracila, A adenina, C citosina ou G guanina). Um grupo reunindo um açúcar, um fosfato e uma base é um “nucleotídeo”.

Código genético – A informação contida no DNA, o código genético , está registrada na seqüência de suas bases na cadeia (timina sempre ligada à adenina, e citosina sempre com guanina). A seqüência indica uma outra seqüência, a de aminoácidos – substâncias que constituem as proteínas. O DNA não é o fabricante direto das proteínas; para isso ele forma um tipo específico de RNA, o RNA mensageiro, no processo chamado transcrição. O código genético, na forma de unidades conhecidas como genes, está no DNA, no núcleo das células. Já a “fábrica” de proteínas fica no citoplasma celular em estruturas específicas, os ribossomos, para onde se dirige o RNA mensageiro. Na transcrição, apenas os genes relacionados à proteína que se quer produzir são copiados na forma de RNA mensageiro. Cada grupo de três bases (ACC, GAG, CGU etc.) é chamado códon e é específico para um tipo de aminoácido. Um pedaço de ácido nucléico com cerca de mil nucleotídeos de comprimento pode, portanto, ser responsável pela síntese de uma proteína composta por centenas de aminoácidos. Nos ribossomos, o RNA mensageiro é por sua vez lido por moléculas de RNA de transferência, responsável pelo transporte dos aminoácidos até o local onde será montada a cadeia protéica. Essa produção de proteínas com base em um código é a base da Engenharia genética.

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Transtorno do Pânico

Transtorno do Pânico

Transtorno do PânicoOrigem da palavra "Pânico"
É proveniente do grego "panikon" que tem como significado susto ou pavor repetitivo. Na mitologia grega o Deus Pã, que possuía chifres e pés de bode, provocava com seu aparecimento, horror nos pastores e camponeses. Desta forma a palavra tem em nossa língua o significado de medo ou pavor violento e repetitivo. Em Atenas, teria sido erguido na Acrópole um templo ao Deus Pã, ao lado da Ágora, praça do mercado onde se reunia a assembléia popular para discutir os problemas da cidade, sendo daí derivado o termo agorafobia, usado em psiquiatria e que possui como significado o medo de lugares abertos.

Sinonímia
Desordem, Doença, Síndrome, Distúrbio do Pânico.

O Transtorno do Pânico ( TP ) é uma entidade clínica recente e era antigamente chamada de neurastenia cardiocirculatória ou doença do coração do soldado ("coração irritável" denominação dada por Da Costa em 1860 durante a guerra civil americana), embora a primeira descrição sintomatológica tenha sido feita por Freud, que a classificou como neurose ansiosa. Até 1980, o quadro foi agrupado sob o título de "neurose de ansiedade" e atualmente este mesmo grupo foi subdividido em Doença do Pânico e Transtorno de Ansiedade Aguda ou Generalizada.

As diferenças clínicas, razão pela qual derivou a subdivisão do grupo em Reações de Ansiedade Aguda e TP, residem no fato de que os fatores geradores da primeira são motivados por agentes externos que ameaçam de forma clara e consistente a vida do indivíduo tais como catástrofes, panes em aviões, trens, veículos, incêndios em teatros e cinemas entre outros.

No distúrbio que deflagra a "crise de pânico" o agente externo freqüentemente encontra-se ausente e a ameaça está dentro do próprio paciente (endógena). Ambas as desordens vem acompanhadas de grande estímulo do sistema nervoso autônomo caracterizados por boca seca, aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, palidez, sudorese e falta de ar. Este conjunto de manifestações qualifica o que se denomina "reação de alarme" adaptando o organismo às situações de fuga, luta ou perigo iminente. Esses achados constituem os elementos básicos para que se cogitena possibilidade de estarmos diante de um paciente portador de TP.

O TP é causa freqüente de procura a psiquiatras e psicoterapeutas sendo considerada uma doença da "modernidade" ligada ao stress cotidiano. É uma patologia real (alguns a rotulam como frescura) e incapacitante devido a seus sintomas extremamente desagradáveis. Só quem padece de TP é que sabe valorizar a intensidade de sua sintomatologia.

O Grande Problema
Este fato é devido em grande parte ao desconhecimento do TP por médicos não especialistas (não psiquiatras) o que determina a demora no diagnóstico do caso com o conseqüente e indesejável desenvolvimento das complicações.

A grande maioria dos pacientes, devido a predominância dos sintomas ligados ao aparelho cardiovascular, são atendidos em pronto-socorros cardiológicos por clínicos e/ou cardiologistas e medicados com fármacos que não são capazes de bloquear as "crises ou ataques de pânico". A medida as crises se sucedem, sem que os pacientes observem melhora, os leva a insegurança e ao desespero. São realizados inúmeros exames sem se chegar a uma conclusão diagnóstica sendo os sintomas atribuídos a situações genéricas como estafa, nervosismo, fraqueza ou com frases do tipo: "o Sr.(a) não tem nada".

Etiologia (causa)

São consideradas possíveis 3 hipóteses básicas:
hiperatividade ou disfunção de sistemas ligados aos neurotransmissores (substâncias responsáveis pela transmissão do estímulo nervoso entre as células) cerebrais relacionados com vários elementos dos sistemas de alerta, reação e defesa do Sistema Nervoso Central (SNC). Alteração ainda não bem determinada na sensibilidade do SNC a mudanças bruscas de pH e concentrações de CO2 intracerebral e/ou hipersensibilidade de receptores pós-sinápticos (zona distal de contato entre duas células nervosas) de 5 hidroxitriptamina envolvidos no sistema cerebral aversivo.

Fatores genéticos

Epidemiologia
Pesquisas realizadas nos EUA demonstram que para cada 1000 indivíduos cerca de 1 a 3 são afetados pelo TP.

No Brasil, infelizmente, as estatísticas são inconclusivas. Ocorre sobretudo em adultos jovens na faixa etária entre 20 e 45 anos de ambos os sexos, com predileção pelo feminino na proporção de 3:1. Nesta faixa etária os pacientes estão na plenitude de seu potencial de trabalho e ao apresentarem a doença são geradas conseqüências desastrosas voltadas tanto para o desenvolvimento profissional quanto social.

Critérios Diagnósticos do TP
O diagnóstico baseia-se nos seguintes critérios segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais ( DSM-IV ) da Associação Psiquiátrica Americana:

Ataques de pânico recorrentes e inesperados. Critérios para o Ataque de Pânico:

Um curto período de intenso medo ou desconforto em que 4 ou mais dos seguintes sintomas aparecem abruptamente e alcançam o pico em cerca de 10 minutos.

  • Sudorese
  • palpitações e taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos)
  • tremores ou abalos
  • sensação de falta de ar ou de sufocamento
  • sensação de asfixia
  • náusea ou desconforto abdominal
  • sensação de instabilidade, vertigem, tontura ou desmaio
  • sensação de irrealidade (desrealização) ou despersonalização (estardistante de si mesmo)
  • medo de morrer
  • medo de perder o controle da situação ou enlouquecer
  • parestesias (sensação de anestesia ou formigamento)
  • calafrios ou ondas de calor.
Pelo menos um dos ataques ter sido seguido por 1 mês ou mais de uma ou mais das seguintes condições:

  • medo persistente de ter novo ataque
  • preocupação acerca das implicações do ataque ou suas conseqüências (isto é, perda de controle, ter um ataque cardíaco, ficar maluco)
  • Uma significativa alteração do comportamento relacionada aos ataques
O Ataque de Pânico não ser devido a efeitos fisiológicos diretos desubstâncias (drogas ou medicamentos) como: álcool, ioimbina, cocaína, crack, cafeína, ecstasy ou de outra condição médica geral (hipertireoidismo, feocromocitoma, etc...). Os ataques não devem ser conseqüência de outra doença mental, como Fobia Social (exposição a situações sociais que geram medo), Fobia Específica (medo de avião, de elevador, etc...), Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Pós-traumático ou de Separação.

O Ataque e o TP
Devemos observar que existem critérios diagnósticos para considerar um paciente como portador de TP e eles devem ser bem estabelecidos. Um episódio de ataque de pânico isolado não preenche as condições necessárias para o diagnóstico de TP. Os sintomas que caracterizam o ataque devem ser recorrentes e não precipitados por uma situação ou acontecimento externo.

Diagnóstico Diferencial
Se os critérios diagnósticos são preenchidos há grande possibilidade de estarmos diante de um caso de TP, mas como muitos sinais e sintomas coincidem com os de outras doenças orgânicas e psiquiátricas, faz-se mister estabelecer-se o diagnóstico diferencial entre elas:

Doenças Orgânicas
  • hipertireoidismo e hipotireoidismo
  • hiperpatireoidismo
  • prolapso da válvula mitral
  • arritmias cardíacas
  • insuficiência coronária
  • crises epilépticas ( principalmente as do lobo temporal )
  • feocromocitoma
  • hipoglicemia
  • labirintite, lesões neurológicas
  • abstinência de álcool e/ou outras drogas.

Para que sejam avaliadas estas doenças é extremamente importante uma boa anamnese e avaliação clínica, como também tornam-se necessários exames laboratoriais (dosagem da glicemia, de hormônios, de ácidovanil-mandélico, etc...), gráficos (eletrocardiograma, teste ergométrico, Holter, eletroencefalograma basal com foto estimulação, hiperpnéia, privação de sono e sono induzido, etc...) e de imagem (tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, ecocardiograma, etc...).

O SPECT (Single Photon Emission Computed Tomography), exame atualmenterealizado em pesquisas (cintilografia com medida do fluxo sangüíneo regional cerebral, marcado com contraste radioativo) tem reveladoassimetria (direita > esquerda) no giro parahipocampal dos lobostemporais e na região órbito-frontal dos córtices pré-frontais dospacientes portadores de TP.

Outro fato que merece destaque é que cerca de 36 a 40% dos pacientes portadores de TP apresentam prolapso valvular mitral associado, revelado na ecocardiografia.

Distúrbios Psiquiátricos
  • de ansiedade generalizada
  • de depressão
  • de despersonalização
  • somatiforme
  • esquizofrenia de caráter

Complicações e Interferências sócio-econômicas e familiares
As complicações decorrentes dos repetidos ataques de pânico induzem a gastos excessivos por parte dos pacientes com médicos e exames complementares, muitas vezes dispensáveis. Afastamento do trabalho, faltas, impossibilidade de aceitar promoções (por medo de assumir maiores responsabilidades) e até pedidos de demissão , são situações corriqueiras na vida destes pacientes, sobretudo se o TP não é diagnosticada precocemente e vem acompanhada de agorafobia (medo de freqüentar lugares públicos e abertos). Somando-se a estes fatos há uma deterioração econômica progressiva.

Socialmente, as sucessivas recusas a convites recebidos geram afastamento e perda dos contatos sociais.

No que tange ao relacionamento familiar, o paciente recebe inicialmente os cuidados dos parentes mais intimamente envolvidos. Após várias "peregrinações" a consultórios médicos, onde os exames insistentemente não demonstram patologia palpável, os familiares adotam atitude de estímulo para que o paciente saia da crise. Porém, com o tempo, esse mesmo paciente passa a ser alvo de críticas desferidas não só pela família como também de amigos que, lamentavelmente, só contribuem para o agravamento da situação.

O desenvolvimento da agorafobia ocorre porque os pacientes passam a terme do de sofrer novo ataque de pânico onde um anterior já tenha acontecido (teatro ou cinema por exemplo).

Deve também ser lembrada a "ansiedade antecipatória" (vou ter a crisenovamente?) apresentada pelos pacientes no desempenho de tarefas complexa sou mesmo simples como pegar seu carro e dirigir até o trabalho.

Se o diagnóstico e o tratamento eficaz não são estabelecidos precocemente maior será seu isolamento, assim como a tendência a não sair de casa. Aperda de peso é freqüentemente observada.

Tratamento da TP
O fator primordial no início do tratamento é o efetivo bloqueio dos ataques ou redução na sua freqüência e intensidade, através do uso de medicamentos e desta forma (sem o sofrimento com os ataques) permitir outras abordagens terapêuticas.

É necessário que se estabeleça uma boa relação médico-paciente, um vínculo terapêutico e de informação. O conhecimento pelo paciente de sua doença, evolução, efeitos colaterais possíveis das drogas, necessidade do uso contínuo da medicação (o ajuste da dose capaz de bloquear os ataques teráque ser feito) pelo tempo necessário para o controle dos sintomas é imperativo. Os efeitos adversos das medicações devem ser informados para que não haja motivos de frustração ou culpa nos relacionamentos mais íntimos.

Drogas Antipânico
Embora ainda pouco conhecido, mas sabidamente eficaz, o mecanismo de ação destas drogas parece exercer seus efeitos através de ações as vezes aparentemente antagônicas, a nível dos sistemas de neurotransmissão cerebral, principalmente a noradrenérgica e serotoninérgica (neurotransmissores ). As drogas aumentam a transmissão destas substâncias anível cerebral assim como a diminuição de sua captação.

No tratamento são usadas drogas sabidamente capazes de bloquear os ataques de pânico como os benzodiazepínicos, antidepressivos tricíclicos, inibidores da monoaminaoxidase, inibidores seletivos da recaptação deserotonina e os inibidores seletivos de serotonina e noradrenalina.

Benzodiazepínicos: alprazolam e clonazepam.
Antidepressivos Tricíclicos ( ADT ): imipramina, clorimipramina, amitriptilina, nortriptilina.

Inibidores da Monoaminaoxidase ( IMAO ): tranilcipromina, moclobemida.

Inibidores Seletivos da recaptação de serotonina: sertralina, fluoxetina, paroxetina, fluvoxamina e citalopram

Inibidores Seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina: venlafaxina.

Todos os medicamentos devem ser prescritos por médicos pois possuem efeitoscolaterais.

Há grande controvérsia quanto ao tempo necessário para manutenção do tratamento. Grande parte dos autores admite ser a duração ideal entre 6 meses a dois anos com posterior suspensão gradativa dos fármacos e reavaliação se os ataques de pânicos voltam a ocorrer. Apesar de adotados estes critérios o índice de recaída após a suspensão da droga varia entre 20 e 50%.

O paciente deve ser informado de que o início da melhora da sintomatologia pode levar algumas semanas e depende do ajuste das doses necessárias para o bloqueio dos ataques, assim como de sua fiel adesão a terapêutica instituída. Este fato deve ser bem esclarecido ao paciente para que o portador de TP não fique ansioso ou deprimido com a expectativa de melhora imediata.

B. Apoio Psicoterápico
É também de fundamental importância. Visa a manutenção da adesão a terapêutica e a orientação quanto ao desenvolvimento e combate às complicações associadas. As técnicas cognitivo-comportamentais parecem seras mais eficazes neste sentido, aumentando inclusive a resposta ao tratamento medicamentoso.

A medida que os ataques de pânico se sucedem o paciente desenvolve hipocondria, fobias associadas direta ou indiretamente com as circunstâncias nas quais teve a crise, ansiedade basal e antecipatória, agorafobia, autodepreciação, depressão, desmoralização, alcoolismo e/ou usoabusivo de drogas. Qualquer combinação é possível e independe das características de personalidade embora estejam na dependência da severidade e freqüência das crises, assim como a demora no diagnóstico. O paciente deve ser paulatinamente encorajado (após bloqueados os ataques farmacológicamente) a enfrentar os lugares ou situações onde foi acometido pelo ataque e desta forma ir ganhando auto confiança ao enfrentar suas adversidades.

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Doenças Infecciosas no Brasil e no Mundo

Doenças Infecciosas no Brasil e no Mundo

Doenças Infecciosas no Brasil e no MundoEm geral, as doenças infecciosas são transmitidas por água e alimentos contaminados, picadas de mosquito portador dos microrganismos ou por contato com pessoas doentes. São causadas por diversos tipos de microrganismo – bactérias, fungos, vírus, vermes ou protozoários –, que penetram, desenvolvem-se e se reproduzem no corpo humano. Neste último caso, a transmissão pode ser por via respiratória ou por relação sexual, por exemplo. No Brasil, o órgão do governo responsável pelo controle epidemiológico e pelas ações de combate às doenças infecciosas é a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Aids - A doença é provocada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV, sigla em inglês). Ele ataca as células de defesa do organismo, enfraquece o sistema imunológico e dá chance a infecções oportunistas, como a pneumonia, uma das principais causas de morte de pessoas contaminadas pelo HIV. As formas de transmissão mais comuns são o contato sexual e o ato de compartilhar seringas entre os viciados em drogas. No Brasil, esse tipo de contágio diminuiu e programas de redução de danos distribuem seringas descartáveis aos usuários. Na transmissão por via sexual, a forma mais eficaz de prevenção é o uso de preservativo.De 1980 a 2003 foram oficialmente notificados 310 mil casos no país, com quase 150 mil mortes. Nesse período, a proporção entre homens e mulheres contaminados mudou de 6,5 por 1 para 1,8 por 1. Estima-se existirem 600 mil portadores de HIV, ou soropositivos. Destes, 400 mil ignoram ter o vírus. Há tendência de se estabilizarem a taxa de incidência (em 22 mil novos casos por ano) e o índice de óbitos (6,3 para cada grupo de 100 mil). A região com o maior número de casos é a Sudeste (68,7%) e o estado, São Paulo (45% dos contaminados do país). Mas é no Sul que se verifica a maior disseminação da doença, com 20,7 casos por 100 mil habitantes . O índice de transmissão da aids de mãe para filho está em queda, mas acusa aumento entre heterossexuais. Em 1996, o coquetel anti-aids começou a ser distribuído no Brasil, um dos primeiros países a oferecer a terapia gratuita e beneficiar milhares de pessoas, com diminuição do número de mortes e de internações pela doença. Essa política gerou uma batalha comercial com os Estados Unidos. Para reduzir custos com os remédios importados do coquetel, o Brasil propôs a quebra de patente de substâncias protegidas por lei. Em maio de 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a proposta brasileira por unanimidade e garantiu ao país o direito de produzir os medicamentos. E em 2003 esse tipo de programa recebeu a aprovação da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Tuberculose – A tuberculose ressurgiu como epidemia na década de 1990. Essa infecção em geral se manifesta nos pulmões e é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis – conhecida como bacilo de Koch. Segundo a OMS, um terço da população mundial é portador do bacilo e 9 milhões desenvolvem a moléstia a cada ano. Supõe-se que um terço dos casos registrados no mundo desde 1999 esteja relacionado à aids. No Brasil, a taxa de infecção estabilizou-se a partir da década de 1980. Em 2002 notificaram-se 77 mil casos e 6 mil mortes. Calcula-se haver 45 milhões de brasileiros contaminados. Destes, de 5% a 10% desenvolvem a doença. O Brasil é o único país das Américas a figurar entre as 22 nações responsáveis pela maior parte de todos os casos de tuberculose no mundo, na 15ª posição. O Ministério da Saúde lançou o Programa Nacional de Controle da Tuberculose. Com isso espera descobrir 70% dos casos e curar 85% deles em 2005, além de reduzir em 50% as mortes e a prevalência da doença até 2016.

Cólera – Essa doença infecciosa aguda do aparelho gastrintestinal é causada pela bactéria Vibrio cholerae. Transmitida por água, alimentos contaminados, contato com vômitos e fezes infectados, a cólera é mais comum nas regiões de condições sanitárias precárias. A última epidemia, em 1999, teve 4.498 casos, a maioria nos estados de Pernambuco e Alagoas. A seca que atingiu a região naquele período dificultou o acesso à água tratada e favoreceu a proliferação da bactéria. O número de casos teve redução significativa, com sete registros no Nordeste em 2001 e nenhum nos dois anos seguintes. Mas o Brasil continua vulnerável à doença. Em 2004 foi detectado um surto localizado de cólera no município de São Bento do Una, em Pernambuco, com oito casos.

Dengue - Causada por quatro tipos de vírus, a dengue é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os tipos identificados no Brasil são o Den 1, Den 2 e Den 3, responsáveis pela doença em sua forma clássica e na hemorrágica. Não se contrai dengue duas vezes pelo mesmo subtipo, mas a variedade viral torna possível sua reincidência na forma hemorrágica. Os sintomas aparecem de três a 15 dias após a picada do mosquito. Na dengue clássica, as manifestações mais comuns são febre alta, dor de cabeça e dor muscular. A forma hemorrágica acresce o quadro com queda de pressão, dificuldade para respirar e hemorragias internas que podem levar à morte. A primeira epidemia documentada no Brasil foi em 1982, em Boa Vista (RR). A partir de então, a dengue é um problema de saúde pública. A epidemia mais grave foi em 2002, causada pelo vírus Den 3, até então inexistente no país. Em 2011, a incidência da doença diminuiu, com o registro de 420.630 casos, 57,2% a menos em relação a 2011.

Hanseníase - Causada pela bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, a doença é comum em países subdesenvolvidos e emergentes. Provoca lesões na pele, a maioria nos braços e nas pernas, e atinge o sistema nervoso. O Brasil é o segundo em casos de hanseníase. Perde apenas para a Índia. Apesar da expressiva queda nos últimos anos, a taxa de incidência no Brasil é quase quatro vezes maior que a meta estabelecida pela OMS – um caso por 10 mil habitantes até 2015. Em 2011 registraram-se mais de 43 mil ocorrências no país. O tratamento é feito em ambulatório especializado, mas demora entre seis meses a dois anos, e muitos pacientes desistem.

Hepatite - A hepatite é uma inflamação que ataca o fígado, provocada por vírus classificados nos subtipos A, B, C, D e E. A transmissão da hepatite A e E ocorre por meio de água e alimentos contaminados. Nos tipos B e C, o contágio se dá pelo sangue e em relações sexuais. As variações dos tipos B e C podem evoluir e causar cirrose hepática, insuficiência hepática e câncer de fígado. O tipo D desenvolve-se só em pessoas que têm hepatite B na forma aguda. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Brasil registra anualmente cerca de 130 novos casos de hepatite A por 100 mil habitantes. A hepatite C, considerada a "aids do século 21", atinge 3 milhões de brasileiros, dos quais 2,4 milhões ignoram ter a doença. Em 2002, o governo determinou que os hemocentros brasileiros adotem um novo teste de sangue que reduz o tempo de detecção do vírus C de 70 para 20 dias. Mas a adoção da nova tecnologia, no entanto, foi adiada.

Leishmaniose - Doença causada pelo protozoário da família Tripanosomatidae e transmitida pelo mosquito Lutzomia longipalpis, que se alimenta do sangue do homem e de outros animais. Manifesta-se de forma visceral (no intestino) ou tegumentar (na pele). A leishmaniose tegumentar, que tem o cão como hospedeiro, é a mais comum. A Região Nordeste e o norte dos estados de São Paulo e Minas Gerais são as áreas mais afetadas. A doença atinge mais crianças desnutridas e que vivem em bolsões de pobreza. Em 2011, a ocorrência da leishmaniose superou os índices dos último10 anos. De acordo com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), isso resulta do desmatamento de florestas, da migração da zona rural para a urbana e da ampliação da rede de assistência à saúde, o que facilita o diagnóstico de mais casos. São registrados cerca de 31 mil casos anuais de leishmaniose tegumentar e 3,6mil de visceral, segundo o Ministério da Saúde.

Malária - Infecção comum nas áreas de vegetação densa, a malária é provocada pelo protozoário do tipo plasmódio. O microrganismo é transmitido por mosquitos do gênero Anopheles. A incidência da doença foi 34% maior em 1999 que no ano anterior. Isso levou o governo a criar o Plano Nacional de Intensificação das Ações contra a Malária com meta de reduzir em 50% o número de casos. Foi duplicado o número de postos de diagnóstico na região da Amazônia Legal, onde surgem quase todos os casos registrados. O Brasil é o país com os melhores resultados no combate à malária nos últimos anos, de acordo com a OMS. O número de casos registrados caiu de 637 mil em 1999 para 485 mil em 2009. Entretanto, em 2011 houve novo aumento, com 520 mil casos. Segundo o governo, o desmatamento é a principal causa do crescimento da malária na Amazônia Legal.

Sarampo - Doença transmissível por via respiratória, o sarampo é um mal praticamente extinto no Brasil. Em 2001 foi registrado apenas um caso no país, vindo do Japão. Em 2003 houve mais dois, provenientes da Alemanha. Não existem registros de casos desenvolvidos no Brasil desde outubro de 2000. A vacina é o principal meio de prevenção e erradicação.
DOENÇAS INFECCIOSAS NO BRASIL E NO MUNDOAs doenças infecciosas e parasitárias foram responsáveis por 19,3% das mortes em 2011. Nesse grupo, a aids, a tuberculose, a diarreia e a malária são as principais causas dos óbitos. Em geral, as crianças de até 5 anos e mulheres grávidas são as pessoas mais vulneráveis às infecções. A propagação desses males está ligada a diversos fatores de risco associados à pobreza, como a fome, as práticas sexuais de risco, a carência de ferro na alimentação, a falta de saneamento básico e de água tratada. As organizações internacionais trabalham com a meta de até 2020 baixar pela metade o número de mortes decorrentes de tuberculose e malária e diminuir em 25% o total de jovens infectados pelo HIV. A contenção dessas epidemias também faz parte das Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU). Além dessas, estão no grupo de doenças infecciosas as chamadas doenças negligenciadas, que raramente matam, mas deixam milhares de pessoas inválidas ou impedidas de realizar as atividades cotidianas. Entre elas estão a dengue, a leishmaniose, a esquistossomose e a hanseníase, enfermidades características de áreas com más condições de higiene e saúde. Como são restritas a países subdesenvolvidos, não existe incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento de remédios e vacinas para tratá-las.

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Deficiências Múltiplas e Altas Habilidades


Deficiências Múltiplas - Deficiência Mental, Deficiência Física, Deficiência Auditiva, Deficiência Visual, Autismo e Altas Habilidades

Deficiências Múltiplas - Deficiência Mental, Deficiência Física, Deficiência Auditiva, Deficiência Visual, Autismo e Altas HabilidadesAs pessoas portadoras de deficiência múltipla são aquelas afetadas em duas ou mais áreas, caracterizando uma associação entre diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. Um exemplo seriam as pessoas que têm deficiência mental e física. A múltipla deficiência é uma situação grave e, felizmente, sua presença na população geral é menor, em termos numéricos.

O Que é Deficiência Mental?O Que é Deficiência Mental?

O que é deficiência mental, ou atraso mental, como muita gente prefere dizer?

A deficiência mental é um termo que se usa quando uma pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social. Estas limitações provocam uma maior lentidão na aprendizagem e no desenvolvimento dessas pessoas.

As crianças com atraso mental podem precisam de mais tempo para aprender a falar, a caminhar e a aprender as competências necessárias para cuidar de si, tal como vestir-se ou comer com autonomia. É natural portanto que enfrentem dificuldades na escola. No entanto aprenderão, mas necessitarão de mais tempo. É possível que não consigam aprender algumas coisas.
Quais são as causas da deficiência mental?

Os investigadores encontraram muitas causas da deficiência mental. As mais comuns são:

JustificarCondições genéticas. Por vezes, o atraso mental é causado por genes anormais herdados dos pais, por erros ou acidentes produzidos na altura em que os genes se combinam uns com os outros, ou ainda por outras razões de natureza genética. Alguns exemplos de condições genéticas propiciadoras do desenvolvimento de uma deficiência mental incluem a Síndrome de Down ou a fenilcetonúria;

Problemas durante a gravidez. A deficiência mental pode resultar de um desenvolvimento inapropriado do embrião ou do feto durante a gravidez. Por exemplo, pode acontecer que, a quando da divisão das células, surjam problemas que afetem o desenvolvimento da criança. Uma mulher alcoólica ou que contraia uma infecção durante a gravidez, como a rubéola, por exemplo, pode também ter uma criança com problemas de desenvolvimento mental.

Problemas ao nascer. Se o bebê tem problemas durante o parto, como, por exemplo, se não recebe oxigênio suficiente, pode também acontecer que venha a ter problemas de desenvolvimento mental.
Problemas de saúde. Algumas doenças, como o sarampo ou a meningite podem estar na origem de uma deficiência mental, sobretudo se não forem tomados todos os cuidados de saúde necessários. A mal nutrição extrema ou a exposição a venenos como o mercúrio ou o chumbo podem também originar problemas graves para o desenvolvimento mental das crianças.

Nenhuma destas causas produz, por si só, uma deficiência mental. No entanto, constituem riscos, uns mais sérios outros menos, que convém evitar tanto quanto possível. Por exemplo, uma doença como a meningite não provoca forçosamente um atraso mental; o consumo excessivo de álcool durante a gravidez também não; todavia , constituem riscos demasiado graves para que não se procure todos os cuidados de saúde necessários para combater a doença, ou para que não se evite o consumo de álcool durante a gravidez.

Deficiência FísicaDeficiência Física

É a disfunção ou interrupção dos movimentos de um ou mais membros: superiores, inferiores ou ambos e conforme o grau do comprometimento ou tipo de acometimento fala-se em paralisia ou paresia.

O termo paralisia se refere à perda da capacidade de contração muscular voluntária, por interrupção funcional ou orgânica em um ponto qualquer da via motora, que pode ir do córtex cerebral até o próprio músculo; fala-se em paralisia quando todo movimento nestas proporções são impossíveis.

O termo paresia refere-se quando o movimento está apenas limitado ou fraco. O termo paresia vem do grego PARESIS e significa relaxação, debilidade. Nos casos de paresias, a motilidade se apresenta apenas num padrão abaixo do normal, no que se refere à força muscular, precisão do movimento, amplitude do movimento e a resistência muscular localizada, ou seja, refere-se a um comprometimento parcial, a uma semiparalisia.
Classificação das paralisias
Dependendo do número e da forma como os membros são afetados pela paralisia, foi sugerida por WYLLIE (1951), a seguinte classificação:
Monoplegia – condição rara em que apenas um membro é afetado.
Diplegia – quando são afetados os membros superiores.
Hemiplegia – quando são afetados os membros do mesmo lado.
Triplegia – condição rara em que três membros são afetados.
Tetraplegia/ Quadriplegia – quando a paralisia atinge todos os membros; sendo que a maioria dos pacientes com este quadro apresentam lesões na sexta ou sétima vértebra.
Paraplegia – quando a paralisia afeta apenas os membros inferiores; podendo ter como causa resultante uma lesão medular torácica ou lombar. Este trauma ou doença altera a função medular, produz como conseqüências, além de déficits sensitivos e motores, alterações viscerais e sexuais.

Causas diversas ou desconhecidas
Paralisia Cerebral: por prematuridade; anóxia perinatal; desnutrição materna; rubéola; toxoplasmose; trauma de parto; subnutrição; outras.
Hemiplegias: por acidente vascular cerebral; aneurisma cerebral; tumor cerebral e outras.
Lesão medular: por ferimento por arma de fogo; ferimento por arma branca; acidentes de trânsito; mergulho em águas rasas. Traumatismos diretos; quedas; processos infecciosos; processos degenerativos e outros.
Amputações: causas vasculares; traumas; malformações congênitas; causas metabólicas e outras.
Febre reumática – (doença grave que pode afetar o coração);
Câncer;
Miastenias graves (consistem num grave enfraquecimento muscular sem atrofia).

Deficiência auditivaDeficiência auditiva

Também conhecida como hipoacusia ou surdez) é a incapacidade parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças.

No passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de déficit de inteligência. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-se que eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência em virtude dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade de comunicação entre surdos e ouvintes. Porém, o desenvolvimento das diversas línguas de sinais e o trabalho de ensino das línguas orais permitiram aos surdos os meios de desenvolvimento de sua inteligência.

Atualmente, a educação inclusiva é uma realidade em muitos países. Fato ressaltado na Declaração de Salamanca que culminou com uma nova tendência educacional e social.

Causas da deficiência auditiva

Cerume ou corpos estranhos do conduto auditivo externo. Otite externa: infecção bacteriana da pele do conduto auditivo externo. Otite média: processo infeccioso e/ou inflamatório da orelha média, que divide-se em: otite média secretora; otite média aguda; otite média crônica supurada e otite média crônica colesteatomatosa. Estenose ou atresia do conduto auditivo externo (redução de calibre ou ausência do conduto auditivo externo). Atresia é geralmente uma malformação congênita e a estenose pode ser congênita ou ocorrer por trauma, agressão cirúrgica ou infecções graves. Miringite Bolhosa (termo miringite refere-se a inflamação da membrana timpânica). Acúmulo de fluido entre as camadas da membrana timpânica, em geral associado a infecções das vias respiratórias superiores. Perfurações da membrana timpânica: podem ocorrer por traumas externos, variações bruscas da pressão atmosférica ou otite média crônica supurada. A perda auditiva decorre de alterações da vibração da membrana timpânica. É variável de acordo com a extensão e localização da perfuração. Obstrução da tuba auditiva Fissuras Palatinas Otosclerose.

Causas pré-natais: de origem hereditárias (surdez herdada monogênica, que pode ser uma surdez isolada da orelha interna por mecanismo recessivo ou dominante ou uma síndrome com surdez); e uma surdez associada a aberrações cromossômicas.

De origem não hereditárias (causas exógenas), que podem ser: Infecções maternas por rubéola, citomegalovírus, sífilis, herpes, toxoplasmose. Drogas ototóxicas e outras, alcoolismo materno Irradiações, por exemplo Raios X Toxemia, diabetes e outras doenças maternais graves.

Causas perinatais Prematuridade e/ou baixo peso ao nascimento Trauma de Parto - Fator traumático / Fator anóxico Doença hemolítica do recém-nascido ( ictericia grave do recém-nascido)

Causas pós-natais Infecções - meningite, encefalite, parotidite epidêmica (caxumba), sarampo Drogas ototóxicas Perda auditiva induzida por ruído (PAIR) Traumas físicos que afetam o osso temporal.

Deficiência VisualDeficiência Visual

O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ ou cirúrgico e uso de óculos convencionais.

A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira).

Segundo a OMS (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/ 18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ ou execução de uma tarefa.

Os estudos desenvolvidos por BARRAGA (1976), distinguem 3 tipos de deficiência visual:
CEGOS: têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão.

Portadores de VISÃO PARCIAL: têm limitações da visão à distância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância.
Portadores de VISÃO REDUZIDA: são considerados com visão indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes.

Causas
As principais causas da cegueira e das outras deficiências visuais têm se relacionado a amplas categorias:
• Doenças infecciosas;
• Acidentes;
• Ferimentos;
• Envenenamentos;
• Tumores;
• Doenças gerais e influências pré-natais e hereditariedade.
O que é Autismo?

O que é Autismo?

O autismo é uma alteração "cerebral" / "comportamental" que afecta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.

Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, algumas apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem.

Alguns parecem fechados e distantes e outros parecem presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.

O autismo é mais conhecido como um problema que se manifesta por um alheamento da criança ou adulto acerca do seu mundo exterior encontrando-se centrado em si mesmo ou seja existem perturbações das relações afectivas com o meio.

A maioria das crianças não fala e, quando falam, é comum a ecolália (repetição de sons ou palavras), inversão pronominal etc..

O comportamento delas é constituído por actos repetitivos e estereotipados; não suportam mudanças de ambiente e preferem um contexto inanimado.

O termo autismo se refere ás características de isolamento e auto-concentração das crianças.

O autista possui uma incapacidade inata para estabelecer relações afectivas, bem como para responder aos estímulos do meio.

É universalmente reconhecida a grande dificuldade que os autistas têm em relação á expressão das emoções.

Características comuns do autista:
• Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,
• Parece surdo, apesar de não o ser,
• Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.
• Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,
• Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,
• Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,
• Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,
• Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,
• Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,
• Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente
• Etc.

Altas Habilidades Altas Habilidades

Embora ainda não exista uma definição universal de altas habilidades/superdotação, inúmeras pesquisas têm sido realizadas com o intuito de dar respostas a questões ligadas à definição de superdotação. Tanto que a literatura especializada é rica quanto às citações de diferentes autores. Dentre elas, cita-se as seguintes:

A Política Nacional de Educação Especial do Ministério da Educação / Secretaria de Educação Especial (1994) adota o conceito de Marland, que define como pessoas – crianças e adultos com altas habilidades / superdotação as que apresentam desempenho acima da média ou elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica específica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para artes e capacidade psicomotora.

Uma conceituação atualmente aceita por vários autores sobre o que seja a pessoa superdotada é a de Renzulli, no seu Modelo dos Três Anéis.

Segundo este pesquisador, o comportamento superdotado consiste na interação entre os três grupamentos básicos dos traços humanos: habilidades gerais e/ou específicas acima da média, elevados níveis de comprometimento com a tarefa e elevados níveis de criatividade.

Habilidade acima da média: referem-se aos comportamentos observados, relatados ou demonstrados que confirmariam a expressão de traços consistentemente superiores em qualquer campo do saber ou do fazer. Assim, tais traços apareceriam com freqüência e duração no repertório de uma pessoa, de tal forma que seriam percebidos em repetidas situações e mantidos ao longo de períodos de tempo.

Criatividade: são os comportamentos visíveis por intermédio da demonstração de traços criativos no fazer e no pensar, expressos em diferentes linguagens, tais como: falada, gestual, plástica, teatral, matemática, musical, filosóficas ou outras.

Envolvimento com a tarefa: relacionam-se aos comportamentos observáveis por meio de expressivo nível de interesse, motivação e empenho pessoal nas tarefas que realiza.

Um dos aspectos que Renzulli dá ênfase em sua concepção é o motivacional. Esse aspecto inclui uma série de traços, como: perseverança, dedicação, esforço, autoconfiança e uma crença na sua própria habilidade de desenvolver um trabalho importante.

Qual a origem das altas habilidades/superdotação?
Como na grande maioria das demais áreas da vida humana, a discussão científica sobre o talento tem sido permeada por defesas da herança biológica e da estimulação ambiental. Da mesma forma que nos demais casos, é muito difícil poder apontar com exatidão quanto de determinação cabe a um e a outro. Entretanto, pode-se afirmar, com razoável segurança, que ambos contribuem para o processo de desenvolvimento de uma pessoa dotada de altas habilidades/superdotação, e que um ambiente estimulador favorece a manifestação de suas características.

Quais os tipos de alunos com altas habilidades/superdotação?

Dos tipos mencionados na literatura, destacam-se os seguintes:
Tipo Intelectual - apresenta flexibilidade, fluência de pensamento, capacidade de pensamento abstrato para fazer associações, produção ideativa, rapidez do pensamento, compreensão e memória elevadas, capacidade de resolver e lidar com problemas.

Tipo Acadêmico - evidencia aptidão acadêmica específica, de atenção, de concentração; rapidez de aprendizagem, boa memória, gosto e motivação pelas disciplinas acadêmicas de seu interesse; habilidade para avaliar, sintetizar e organizar o conhecimento; capacidade de produção acadêmica.

Tipo Criativo - relaciona-se às seguintes características: originalidade, imaginação, capacidade para resolver problemas de forma diferente e inovadora, sensibilidade para as situações ambientais, podendo reagir e produzir diferentemente, e até de modo extravagante; sentimento de desafio diante da desordem de fatos; facilidade de auto-expressão, fluência e flexibilidade.

Tipo Social - revela capacidade de liderança e caracteriza-se por demonstrar sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, sociabilidade expressiva, habilidade de trato com pessoas diversas e grupos para estabelecer relações sociais, percepção acurada das situações de grupo, capacidade para resolver situações sociais complexas, alto poder de persuasão e de influência no grupo.

Tipo Talento Especial - pode-se destacar tanto na área das artes plásticas, musicais, como dramáticas, literárias ou técnicas, evidenciando habilidades especiais para essas atividades e alto desempenho.

Tipo Psicomotor - destaca-se por apresentar habilidade e interesse pelas atividades psicomotoras, evidenciando desempenho fora do comum em velocidade, agilidade de movimentos, força, resistência, controle e coordenação motora.

Fonte: www.klimanturali.org

MÉDICOS E MEDICAMENTO NO BRASIL

MÉDICOS E MEDICAMENTO NO BRASIL

Médicos e Medicamento no Brasil


No Brasil há dois médicos para cada mil habitantes, acima do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), um para mil habitantes. A distribuição desses profissionais é desigual. Enquanto 62% trabalham nas capitais, que concentram 24% da população brasileira, existem centenas de municípios sem médico. Nos estados do Acre, do Amapá, do Tocantins e de Sergipe, 98% dos profissionais atuam nas capitais. Na Região Sudeste, com 42% da população brasileira, estão 57% dos médicos. Já o Nordeste, onde moram 28% dos brasileiros, tem 16% desses profissionais atuantes.

Medicamento no BrasilO Brasil ocupa o 6º lugar no ranking do mercado farmacêutico mundial e movimentou 42,9 bilhões de dólares em 2016. O consumo de medicamentos reduziu-se a partir de 1998. Atualmente, o varejo oferece mais de 13 mil medicamentos, entre tradicionais e genéricos. Nem todos têm acesso a eles. A população com renda acima de dez salários mínimos concentra quase 50% do consumo, mas a metade dos brasileiros não possui dinheiro suficiente para remédios.

Genéricos - A política mais conhecida do Ministério da Saúde para facilitar o acesso aos medicamentos é a dos genéricos. Eles custam até 35% menos que os remédios de referência, os produtos de marca comercial no mercado, embora tenham o mesmo princípio ativo e sejam vendidos em doses e indicações terapêuticas iguais. Assim, a procura por genéricos cresce ano a ano e corresponde a 9% do total de medicamentos vendidos. Segundo a legislação mundial de patentes, qualquer remédio pode ser copiado 15 anos após o início de sua comercialização. A Lei nº 9787 permite a fabricação e a venda de genéricos no Brasil desde 1999. Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, políticas semelhantes já são adotadas há mais de 20 anos.

Farmácia Popular – Com preços até 85% mais baixos que os de mercado, o programa Farmácia Popular quer beneficiar quem não consegue manter o tratamento por causa dos altos preços dos remédios. São 89 itens, como analgésicos, antibacterianos e antiinfecciosos, além de medicamentos para hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas. Para comprar com desconto, basta levar uma receita médica (da rede pública ou privada) a um dos postos de atendimento em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Goiânia e em Salvador. O programa conta com uma verba de 530 milhões de reais e beneficia 950 mil pessoas por mês.