Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

Instituto Butantan

Instituto Butantan

Instituto Butantan

Entidade dedicada à patologia experimental, o Instituto Butantan localiza-se em São Paulo (São Paulo), e ocupa uma área de 790.000m2. O Butantan surgiu em 1899 como dependência do Instituto Bacteriológico (depois incorporado ao Instituto Adolfo Lutz), para fabricar vacinas contra a peste bubônica, e a 23 de fevereiro de 1901, tornou-se instituto autônomo com o nome que até hoje conserva. Seis edifícios e dezenas de dependências menores alojam laboratórios, biblioteca e administração. Seus dois serpentários são pontos de atração turística, assim como a rica coleção de aranhas.

Conhecido já no começo do século XX por seu corpo de pesquisadores dedicados à ofidiologia, o Butantan foi pioneiro na fabricação do soro antiofídico, descoberto por Vital Brasil, seu primeiro diretor.

O instituto destina-se a estudar principalmente questões de medicina experimental e animais venenosos. Fabrica soros, vacinas e outros produtos biológicos, além de ministrar cursos em diversos campos científicos. Publica anualmente (desde 1918), suas Memórias e sua Coletânea de trabalhos.

Bronquite | Sintomas e Tratamento

Bronquite | Sintomas e Tratamento 

#Bronquite | Sintomas e Tratamento

A bronquite é um processo inflamatório da membrana mucosa dos brônquios, provocado por agentes  microbianos (mixovírus, estreptococos, pneumococos etc.) e por alergia a certos fatores ambientais (frio, umidade, poeira doméstica, pólen de plantas, fungos do ar etc.). Os sintomas comuns a todas as bronquites são tosse, dispneia, dor torácica e secreção mucosa excessiva.

As inflamações brônquicas afetam pessoas de qualquer idade, mas são particularmente sérias em crianças e velhos, nos quais podem dar origem a complicações.

Nas bronquites agudas, os fatores ambientais têm significativa importância. Geralmente bacterianas, as formas agudas às vezes estão associadas a quadros em que as mucosas acham-se previamente inflamadas pelo vírus da gripe, por adenovírus e pelo bacilo diftérico. Este último causa um tipo especial de bronquite, denominada membranosa (crupe), que obstrui as vias aéreas, exigindo muitas vezes traqueotomia.

A forma crônica de bronquite caracteriza-se pela secreção mucosa, catarro e tosse constantes e pode ser consequência de bronquites agudas recorrentes. De longa evolução, esse quadro crônico pode determinar algumas complicações, como abscessos pulmonares e bronquiectasias, essas últimas devidas a um processo inflamatório destrutivo da parede brônquica. A afecção é quase sempre bilateral, atacando de preferência os lóbulos inferiores.

O tratamento das bronquites é em geral sintomático, à base de antibióticos e vacinas antialérgicas. Na fase final de uma bronquite crônica, em pacientes enfisematosos e cardíacos, a terapêutica deve também concentrar-se na melhoria da chamada ventilação pulmonar.

www.klimanaturali.org

Botulismo | Sintoma e Tratamento do Botulismo

Botulismo | Sintoma e Tratamento do Botulismo

#Botulismo | Sintoma e Tratamento do BotulismoO botulismo é causado pela toxina conhecida como botulina, produzida pelo bacilo Clostridium botulinum, que em geral se desenvolve em presuntos e salsichas, em conservas mal esterilizadas ou adulteradas, principalmente de carne e peixe, mas também de frutas e legumes. Foi descoberto em 1895 por Van Ermengen. Seu nome vem do latim botulus, "linguiça", "salsicha". As conservas de fabricação doméstica são as mais perigosas. O alimento contaminado pode não ter cheiro ou aspecto anormal, mas é recomendável jogar fora qualquer lata com tampa abaulada e vidro com sinais de fermentação ou deterioração.

Conservas mal esterilizadas ou adulteradas podem provocar uma forma extremamente grave de intoxicação alimentar -- o botulismo -- que, se não tratada logo  após os primeiros sintomas, chega a causar a morte.

Os sintomas aparecem entre 12 e 72 horas depois da ingestão do produto contaminado. Consistem em dores de cabeça, vômitos, dores de estômago, tonteiras e diplopia (visão dupla). O envenenamento progride rapidamente e causa perturbações da fala e da deglutição, fraqueza geral, tosse, paralisia dos músculos da faringe e da laringe, perturbações respiratórias. Metade das mortes são causadas pela paralisia dos músculos respiratórios.

O tratamento tem de começar às primeiras suspeitas, antes mesmo de confirmado o diagnóstico. Deve incluir aplicação maciça de antitoxinas, lavagem do estômago, ventilação artificial (por traqueotomia ou tubo endotraqueal) e alimentação intravenosa.

www.klimanaturali.org

Malformações Congênitas

Malformações Congênitas

Malformações Congênitas

Dá-se o nome de malformações congênitas às anomalias funcionais ou estruturais do recém-nascido, sejam elas manifestas ou latentes.

As malformações congênitas estão entre os problemas médicos de prevenção e cura mais difíceis. Decorrentes de causas diversas, afetam músculos, esqueleto, órgãos sensoriais, os sistemas respiratório e nervoso, a circulação e o metabolismo do recém-nascido.

Tipos e causas - Os defeitos congênitos não são resultado de uma única causa. Podem ser devidos à herança genética, a doenças preexistentes ou contraídas pela mãe nos primeiros meses de gravidez, à ingestão de medicamentos por esta no mesmo período e ainda à ação conjunta de alguns desses fatores.

Determinar a fase da gravidez em que as malformações se produzem implica estabelecer uma clara distinção entre embrião e feto. O período das oito semanas seguintes à fecundação corresponde ao estado embrionário. Nessa fase, a incipiente forma de vida adquire sua estrutura essencial e seus tecidos começam a definir-se e a distribuir-se. A partir da oitava semana de gravidez o embrião se transforma em feto e nele se produz a progressiva e definitiva diferenciação dos tecidos, bem como o crescimento. Existem anomalias que se manifestam no feto, sobretudo nos olhos, no cérebro e no ouvido interno. É no estado embrionário, no entanto, que se produzem as malformações mais frequentes, muitas das quais só se manifestam anos mais tarde.
Quando o agente causal é genético, a malformação pode resultar de um gene dominante, caso em que se manifesta em todos os portadores, ou de um gene recessivo, que só produz efeitos quando transmitido por ambos os pais.

Um exemplo do primeiro caso é a acondroplasia ou nanismo, em que a cartilagem se transforma em osso e nessa mutação o crescimento fica paralisado. Os portadores dessa malformação são vulgarmente conhecidos como anões. Apresentam movimentos rápidos e ágeis, passos curtos, intensa movimentação das mãos e inteligência viva. As extremidades superiores e inferiores ficam muito curtas, mas conservam normais as demais dimensões.

Entre os defeitos congênitos de origem genética, são mais comuns aqueles que derivam de gene recessivo. Incluem albinismo, ou ausência do pigmento da pele e dos pelos; microcefalia, processo em que o cérebro não se desenvolve plenamente; hemofilia, patologia do sangue que impede a coagulação; e muitas outras enfermidades de tipo metabólico. Há defeitos comuns, como a luxação congênita do quadril, que não se explicam por ação de um único gene, mas cuja transmissão decorre do acúmulo de vários genes. Essa herança é frequente em algumas famílias e também se registra em descendentes de casamentos consanguíneos.

Um defeito congênito também pode ser causado por  mutações espontâneas, ou seja, por alterações súbitas no código hereditário de um gene. Além disso, também são possíveis anomalias cromossômicas na divisão celular. Devem-se a elas a maior parte dos casos em que se dá a morte do feto, que são também responsáveis por outros defeitos relativamente comuns, como o mongolismo, ou síndrome de Down, que decorre de um defeito na divisão cromossômica.

Entre as doenças maternas que produzem anomalias congênitas estão a toxoplasmose, que na forma congênita acomete o sistema nervoso e causa coriorretinite, com consequente cegueira, e a  rubéola, que contraída no início da gestação acarreta defeitos graves para o embrião. Produtos farmacêuticos também podem provocar defeitos congênitos, como ocorreu com a talidomida, medicamento que na década de 1960 fez nascerem crianças sem braços e pernas. A radiação, se afeta células que estão se dividindo ativamente, também pode ocasionar mutações.

Incidência de defeitos congênitos - Cerca de vinte por cento dos natimortos e crianças que morrem na primeira semana de vida - que representam 0,6% do total de nascimentos - apresentam malformações congênitas graves. A incidência dos diferentes tipos de malformação é variável. A frequência do mongolismo por trissomia no par no 21, por exemplo, é de uma para cada 700 nascidos vivos e responde por 17% dos casos de atraso mental. Defeitos menos graves que podem ser considerados congênitos (manchas na pele, áreas isoladas de calvície etc.) são de incidência menos frequente.

Certos defeitos são mais frequentes em determinadas áreas geográficas (anemia falciforme, no norte da África; falta de parte do cérebro, na Irlanda e na região oeste da Inglaterra etc.). Outros não variam com o país, mas dependem de outros fatores, como ocorre com o mongolismo, em que a idade da mãe é determinante.

www.klimanaturali.org

Gota | O Que é Gota?

Gota | O Que é Gota?

#Gota | O Que é Gota?Gota é conhecida desde a antiguidade, a gota é uma doença hereditária do metabolismo, caracterizada pelo aumento da taxa de ácido úrico no sangue e ataques recorrentes da inflamação nas articulações. Na fase aguda representa um quadro inflamatório de curta duração, que afeta as articulações, principalmente a do dedo grande do pé. No século XVI, transformou-se em doença característica da nobreza, e afetou personalidades como o imperador Carlos V da Alemanha e o rei Henrique VIII, da Inglaterra.

O nome gota é resquício da antiga crença de que a moléstia era causada por um agente nocivo que se infiltrava gota a gota nos interstícios dos ossos.

As crises resultam do depósito, nas cartilagens das articulações, de cristais de urato de sódio. O ácido úrico geralmente é eliminado pela urina. Ainda  não se conhece a natureza nem o mecanismo da deficiência bioquímica que leva a sua retenção e concentração anormais no organismo. Os sintomas da gota são dor intensa, calor e vermelhidão na área afetada, tumefação e extrema sensibilidade ao toque. Os fatores que desencadeiam a crise são: alimentação inadequada, infecção aguda, ferimento nas articulações, trauma, cansaço físico, frio e umidade etc. Depois de um ataque agudo, em geral a doença fica latente, mas se a gota se tornar crônica a continuação de depósitos de urato de sódio pode levar à deformação da articulação e à formação de nódulos subcutâneos.
Mesmo vinculado à hereditariedade, o risco de um ataque de gota aumenta em decorrência do excesso de proteínas e de ingestão de bebidas alcoólicas. A doença afeta, em cerca de 95% dos casos, homens adultos; nas mulheres, quando ocorre, vem após a menopausa. O tratamento tradicional é baseado na administração da colquicina, alcaloide extraído das sementes de cólquico. Drogas mais modernas, como o alupurinol, impedem a formação de ácido úrico e reduzem a taxa de concentração no sangue.

www.klimanaturali.org

Glaucoma | O que é Glaucoma?

Glaucoma | O que é Glaucoma?

#Glaucoma | O que é Glaucoma?

De causa desconhecida, o glaucoma carateriza-se pelo aumento de pressão no interior do olho, que provoca deformações ou enrijecimento do globo ocular e distúrbios da visão, desde perturbações brandas e transitórias à cegueira completa. O aumento da pressão intra-ocular decorre de um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do humor aquoso, líquido produzido pelo corpo ciliar que se deposita entre a íris e o cristalino. As causas mais prováveis do glaucoma são a instabilidade emocional e vasomotora, a hipermetropia e os fatores hereditários.

Muitos casos de cegueira são devidos ao glaucoma, doença que habitualmente começa a manifestar-se de forma lenta, insidiosa e sem dor.

O glaucoma crônico não causa sintomas na primeira fase e só pode ser diagnosticado por aferição da pressão intra-ocular ou pelos efeitos físicos que ela provoca no disco óptico, ponto onde o nervo óptico toca o globo ocular. O tratamento medicamentoso visa a reduzir a pressão intra-ocular por meio da administração de drogas que provocam a contração da pupila e permitem o escoamento do humor aquoso.

O paciente de glaucoma de ângulo estreito sente dores de cabeça e nos olhos, apresenta eventualmente náuseas e vômitos e vê um círculo em torno dos pontos de luz. O tratamento de uma crise aguda é similar ao que se aplica no caso do glaucoma crônico, mas a eliminação definitiva da doença requer intervenção cirúrgica para praticar uma incisão na íris que permita o escoamento do humor aquoso.

www.klimanaturali.org

Gravidez, Gestação e Parto

Gravidez, Gestação e Parto

Gravidez, Gestação e PartoO termo gestação, e seus sinônimos gravidez e prenhez, designam ao mesmo tempo o estado de uma mulher grávida e o período que se inicia com a fecundação do óvulo e termina com o nascimento da criança. Parto é o processo, comum a todos os mamíferos, que determina o trânsito do feto do interior da cavidade uterina ao exterior do organismo materno. Os períodos de gestação não são os mesmos para todas as diferentes espécies de mamíferos. O prazo mínimo observa-se em certos roedores, cuja gravidez dura apenas 16 dias e o máximo é o da fêmea do elefante, que leva 645 dias.

Os objetivos da ginecologia e da obstetrícia, especialidades médicas que cuidam da mulher grávida e da parturiente desde o início da gestação até o parto, abrangem aspectos clínicos e sanitários que vão desde os exercícios físicos adequados às técnicas respiratórias que visam facilitar o parto.

FecundaçãoA união do óvulo, ou célula sexual feminina, com o espermatozoide, que é a célula sexual masculina, constitui a fecundação. O sêmen, líquido que contém uma concentração de espermatozoides, deposita-se no fundo da vagina, ao redor do colo uterino. As células masculinas passam através da cavidade do útero, chegam à trompa de Falópio e alcançam o óvulo na parte mais afastada do corpo uterino. O primeiro espermatozoide que penetra no óvulo desencadeia uma reação que impede a entrada de outros. Ao se unirem, óvulo e espermatozoide fundem seus cromossomos (estruturas situadas no núcleo celular que contêm os genes, ou unidades genéticas transmissoras da herança). De tal fusão surge o ovo ou zigoto. Assim, no momento mesmo da fecundação, são determinados o sexo e as características particulares do indivíduo.

Depois da fusão, o zigoto se divide rapidamente e avança em direção à cavidade uterina, em cuja camada interna (endométrio), se implanta, caso esta se encontre preparada para recebê-lo. Na zona de implantação desenvolve-se mais tarde a placenta, órgão de estrutura muito complexa, por meio do qual o feto se nutre, respira e elimina secreções. Quando a implantação e o desenvolvimento do ovo se realizam fora do endométrio, sobrevém a gravidez ectópica (fora da localização normal), cuja forma mais comum é a gravidez tubária, que ocorre numa proporção de um para 250 ou 300 casos e é mais comum na raça negra. Nesses casos, o zigoto não chega ao útero e se implanta na trompa de Falópio. Entre 6 e 18 semanas após a cessação da menstruação, a placenta se solta da parede da trompa e o feto é expulso inteiro ou em fragmentos, com hemorragia. Há também casos de gravidez ovariana ou abdominal.

Em geral, somente um espermatozoide fecunda o óvulo. Pode dar-se o caso, contudo, de ser o óvulo fecundado ao mesmo tempo por duas células masculinas diferentes. Nascem, dessa maneira, dois seres irmãos que podem não ser do mesmo sexo e assemelharem-se apenas ligeiramente. Tal relação é a dos gêmeos dizigóticos. Pode também ocorrer que de um ovo fecundado por um único espermatozoide se formem dois embriões, e nesse caso nascerão dois gêmeos idênticos em sexo, aparência e capacidade mental. São chamados gêmeos monozigóticos. Gêmeo, palavra que se refere ao número dois, é sinônimo de duplo; no entanto, deve-se ter em conta que os gêmeos podem ser três, quatro etc. e, em consequência, trigêmeos, quadrigêmeos e assim sucessivamente.

Desenvolvimento do embrião Até a 12ª semana de gestação, o produto da concepção chama-se embrião. A partir de então, passa a denominar-se feto. A duração da gravidez normal na espécie humana é de 38 a 42 semanas. Os bebês nascidos com menos de 27 semanas de gestação dificilmente sobrevivem; os que nascem com mais de trinta semanas em geral sobrevivem.

Ao longo da gestação, o feto passa por um extraordinário processo de desenvolvimento, não somente em peso e altura, mas também no que se refere a complexidade e organização. Com quatro semanas de desenvolvimento, o embrião mede apenas um centímetro e ainda não apresenta traços propriamente humanos. Flutua no chamado líquido amniótico, que o protege. Com oito semanas, o embrião mede cerca de quatro centímetros e pesa mais ou menos quatro gramas. Nessa fase, a aparência humana já está definida, mas a cabeça é do mesmo tamanho do resto do corpo e está flexionada sobre o tórax. Os braços e pernas já se acham diferenciados, o que ainda não ocorre com os órgãos genitais.

Com 12 semanas, a placenta está perfeitamente constituída e se percebe o incipiente cordão umbilical. O feto tem a pele avermelhada e transparente, as pálpebras coladas e apresenta dedos nas mãos e nos pés, ainda sem unhas. Com 16 semanas, a diferenciação dos órgãos genitais é suficiente para permitir diagnosticar o sexo. Observa-se, além disso, uma penugem fina por toda a pele, chamada lanugo, e distinguem-se os pavilhões auditivos. Nesse grau de evolução, percebem-se os primeiros movimentos fetais. Na quadragésima semana, o feto mede aproximadamente cinquenta centímetros de altura e pesa 3,5kg.

Sinais da gravidezÀ proporção que os dias transcorrem, a futura mãe começa a sentir pequenas perturbações e mudanças no corpo. Uma das mudanças iniciais e mais sintomáticas é o desaparecimento da menstruação. Quando a mulher apresenta atraso no aparecimento das regras, há sempre a possibilidade de gravidez. Em algumas ocasiões, entretanto, durante a gestação se produzem pequenas perdas de sangue. Há estados patológicos que podem provocar também suspensão das regras, como tuberculose, anomalias da tireoide etc.

A mulher, sobretudo na primeira gravidez, pode apresentar vômitos e náuseas. Tais sensações aparecem, em geral, duas semanas depois da concepção e podem agravar-se durante o primeiro mês, para depois diminuírem progressivamente e desaparecerem no terceiro mês. Quanto às alterações emocionais e psíquicas, é comum que a futura mãe se torne mais emotiva, com sinais de irritabilidade e mesmo depressão. Em outros casos, pode demonstrar uma alegria suave e uma permanente sensação de felicidade.

Durante a gestação ocorrem também algumas modificações morfológicas: as mamas tornam-se maiores e mais pesadas, pois aumenta a provisão de sangue, e os vasos sanguíneos tornam-se visíveis através da pele. A aréola (zona da mama que circunda o mamilo e apresenta coloração mais escura) pigmenta-se fortemente e o mamilo torna-se mais resistente e desenvolvido. Em torno dele crescem grânulos elevados, chamados tubérculos de Montgomery, que atuam como glândulas mamárias acessórias. Durante a gravidez, costuma-se observar também a secreção de uma pequena quantidade de líquido opalescente, o colostro. Trata-se de um líquido produzido no final da gravidez e começo da lactação, rico em aminoácidos, proteína essencial ao crescimento, que contém ainda anticorpos que asseguram imunidade contra algumas infecções. Dentro de quatro a cinco dias o colostro transforma-se em leite de transição. O leite maduro começa a fluir cerca de dez dias após o parto.

Desde o começo da gravidez, pode acentuar-se a pigmentação na linha reta que se estende do umbigo até a parte inferior do abdome, no rosto, nas mãos e em outras partes do corpo. Esse fenômeno é temporário e desaparece espontaneamente depois do parto. Em alguns casos, observa-se a aparição de estrias, linhas rosadas que surgem quando o ventre está muito distendido e que tendem a tornar-se brancas após o parto. No terceiro ou quarto mês de gravidez, o aumento de volume do abdome torna-se notável, embora não constitua por si só sinal seguro de gravidez, pois uma formação tumoral, por exemplo, pode produzir sintomas semelhantes. Os movimentos fetais passam a ser percebidos a partir da 16ª semana de gestação.

Higiene da gestanteRecomenda-se, em geral, que a mulher grávida não modifique de modo essencial sua rotina de vida. As mulheres que trabalham devem dar a conhecer ao médico as características das tarefas que desempenham, para que seja detectada alguma eventual ameaça para a gravidez. Como durante a gestação faz-se necessário maior repouso, a legislação trabalhista de diversos países dispõe a obrigatoriedade de conceder à gestante períodos de descanso antes e depois do parto, que podem ser aumentados se o médico julgar conveniente. Os diferentes códigos costumam estabelecer, em média, períodos de seis semanas antes e seis depois do parto. Na legislação brasileira, são concedidos 120 dias -- trinta antes do parto e noventa depois.

Em relação ao vestuário, recomenda-se que a mulher grávida não use roupas ou acessórios apertados, como cintos, ligas etc. O exercício moderado é recomendável. São aconselháveis passeios tranquilos duas vezes ao dia em terreno plano, benéficos para a circulação e a respiração da gestante. As desportistas podem continuar a praticar exercícios suaves. As viagens não são contra-indicadas, a não ser que exista antecedente de abortamento. A gestante necessita, também, de oito horas de sono à noite e uma hora suplementar depois do almoço.

Muitas gestantes perdem o interesse pelas relações sexuais durante o último trimestre de gravidez. Terminada a gestação, o interesse normal reaparece. Não há contra-indicação para as relações sexuais durante os oito primeiros meses, mas deve-se evitá-las um mês e meio antes e depois do parto. Se existem antecedentes de abortamento, devem ser evitadas as relações também durante o primeiro trimestre de gestação.

Os hábitos higiênicos da mulher grávida devem ser mantidos, da mesma forma que cuidados normais dispensados à pele, com especial atenção aos mamilos, para evitar a formação de rachaduras, e ao abdome, a fim de prevenir o aparecimento de estrias. Os hábitos de ingerir bebidas alcoólicas e de fumar devem ser evitados, pois o fumo é agente causal de partos prematuros e o número de cigarros consumidos por dia está em relação direta com a diminuição do peso fetal. O álcool, por sua vez, passa diretamente ao feto pelo fluxo sanguíneo e pode prejudicar seu desenvolvimento.

Os dentes devem ser especialmente cuidados, para prevenir o desenvolvimento da cárie dentária, enfermidade de origem mista -- intervêm fatores microbiológicos e carenciais, como a deficiência de flúor -- de elevada incidência em gestantes.

Dieta durante a gravidez O aumento ideal de peso nos nove meses de gravidez oscila em torno de dez quilos. É preciso recorrer a um regime dietético nos casos de obesidade ou de tendência a engordar. Bastam de 2.500 a 2.800 calorias diárias, repartidas em proteínas (1,25g por quilo de peso por dia), gorduras (1,1g por quilo de peso por dia) e carboidratos. Esses totais devem ser aumentados quando a gestante realiza trabalho muito ativo.

As necessidades vitamínicas são satisfeitas em geral com uma alimentação correta, mas pode-se recorrer também à administração suplementar de vitaminas, fundamentalmente A, B, C e D, e de minerais, sobretudo cálcio, ferro e fósforo.

Parto e puerpérioNo ser humano, o parto é prematuro quando sobrevém entre a 27ª e a 37ª semana  de gestação; a termo, se ocorre entre a 38ª e a 42ª semanas; e atrasado, quando se processa depois desse prazo.

Do ponto de vista fisiológico, não se conhece de forma precisa como e por quê se desencadeia o fenômeno do parto. Parecem intervir para isso diversos fatores, de natureza hormonal, psicológica, fetal, uterina etc. O parto espontâneo ou normal se processa em três etapas: dilatação, expulsão e secundamento ou dequitação.

Os primeiros sintomas consistem em nervosismo, insônia e pequenos incômodos abdominais que sucedem a incipientes contrações uterinas, chamadas de Braxton-Hicks, em geral indolores. O início da dilatação do colo uterino é reconhecido pela perda do tampão mucoso, secreção gelatinosa expelida pela vagina. A dilatação é completa quando chega a dez centímetros. Nesse momento, tem lugar a ruptura da bolsa d'água, com a saída do líquido amniótico. Produzem-se contrações dolorosas, cada vez mais intensas, frequentes e de maior duração. No período de expulsão, as contrações são mais intensas e repetidas, de modo que a parturiente sente vontade imperiosa de empurrar. Pouco a pouco, o feto desce até sair para o exterior (em 96% dos casos, a cabeça é a primeira parte que aparece). Depois disso, começa o trabalho de secundamento ou dequitação, cujo final é a expulsão da placenta.

Denomina-se puerpério o período de restabelecimento que se segue ao parto, durante o qual o aparelho reprodutor da mulher retorna a seu estado normal. Dura normalmente de seis a oito semanas e termina com a primeira ovulação, seguida da primeira menstruação pós-parto. As mudanças próprias do período puerperal têm início logo após o parto, induzidas pela queda brusca nos níveis de estrogênio e progesterona produzidos pela placenta durante a gravidez. O útero retoma o tamanho normal e a posição pré-parto em aproximadamente seis semanas, ao fim do processo chamado involução, em que o excesso de massa muscular uterina desaparece e o endométrio se reconstitui. Tem início a lactação.

Os principais problemas clínicos associados ao puerpério são a depressão, decorrente da instabilidade emocional e desconforto próprios das mudanças do período pós-parto; hemorragias, provocadas por placenta retida; e febre puerperal, a principal causa de óbitos de parturientes até o século XIX. A adoção de medidas profiláticas adequadas, especialmente a melhora das condições sanitárias, e o uso de antibióticos reduziram drasticamente a mortalidade causada por febre puerperal.

www.klimanaturali.org