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Religiões Afro-Brasileiras


Religiões Afro-Brasileiras


Religiões Afro-BrasileirasPrincipais religiões afro-brasileiras, o candomblé e a umbanda perdem adeptos no país nos últimos anos. Os principais motivos da retração, segundo estudiosos dessas religiões, são o avanço evangélico e o sincretismo religioso, ou seja, muitas pessoas ligadas também a outra religião não se dizem adeptas das religiões afro-brasileiras. Para o estudioso Reginaldo Prandi, os números do censo estão subestimados. "Como apenas uma religião é registrada, muitos adeptos dos cultos afro-brasileiros se declaram católicos por circunstâncias históricas", diz ele. Quando se analisam as religiões afro-brasileiras separadamente, nota-se que o encolhimento do número de adeptos é grande na umbanda, mas que no candomblé há aumento. A maior concentração de devotos declarados das religiões afro-brasileiras está no estado do Rio Grande do Sul, seguido do Rio de Janeiro e da Bahia.

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Catolicismo no Mundo


Catolicismo no Mundo

Catolicismo no Mundo

É o maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada. O termo católico deriva do grego katholikos e significa universal. Tem uma rígida hierarquia, centrada na autoridade do papa. A sede da Igreja fica no Vaticano. A missa é o principal ato litúrgico católico e seu ponto culminante é a eucaristia, um dos sete sacramentos da Igreja, no qual, segundo a crença, Jesus Cristo se encontra presente, sob as aparências do pão e do vinho, com seu corpo, sangue, alma e divindade. Os demais sacramentos são o batismo, a crisma ou confirmação, a penitência ou a confissão, o casamento, a ordenação e a unção dos enfermos.

História e organização
A história do catolicismo está associada à expansão do Império Romano. A partir do século XVI, sua difusão se acentua com a colonização européia da Ásia e da América. A administração está estruturada em regiões geográficas autônomas, as dioceses, dirigidas por bispos subordinados ao papa. O casamento de sacerdotes é proibido na Idade Média, salvo em algumas igrejas orientais unidas a Roma, como a maronita.

Os papas
O catolicismo considera que o primeiro pontífice foi o apóstolo Pedro, no século I. Desde então, a Igreja Católica já teve 264 papas. No poder desde 1978, o papa atual, o polonês Karol Wojtyla (1920-), adota o nome de João Paulo II. É o primeiro não-italiano a ser eleito para o cargo em 456 anos.
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Catolicismo no Brasil


Catolicismo no Brasil


Catolicismo no BrasilPara a Igreja Católica, todos aqueles que receberam o sacramento do batismo são católicos. Reverenciam a Virgem Maria, considerada a mais importante intermediária entre os fiéis e seu filho, Jesus Cristo, e os santos, mediadores entre o homem e Deus. A missa é o principal ato litúrgico católico e seu ponto culminante é a Eucaristia, símbolo máximo da ligação dos fiéis com Deus. Há cerca de 125 milhões de católicos no Brasil, segundo o Censo de 2000. A maioria dos católicos, porém, é de não praticante. A pouca adesão às missas de domingo – a que todo católico deveria comparecer por ser considerado um compromisso essencial –, principalmente nas grandes cidades, é um reflexo desse comportamento. Há, ainda, grandes divergências entre as orientações da Igreja e o pensamento dos fiéis. De acordo com a pesquisa Desafio do Catolicismo na Cidade, feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) em seis cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife), 73,2% dos católicos são favoráveis aos métodos contraceptivos, 59,4% ao divórcio, 62,7% ao segundo casamento e 43,6% ao sexo antes do casamento, atitudes proibidas oficialmente pela Igreja. Todavia, 84,3% dos fiéis confiam na instituição e 81,5%, no papa. Dos 124,9 milhões de adeptos em 2002, 18% participam de grupos formados por leigos (não-religiosos), como as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e o movimento da Renovação Carismática Católica.

Comunidades Eclesiais de Base
Grupos formados por leigos que se multiplicam pelo país após a década de 1960, sob a influência da Teologia da Libertação. Com o decorrer do tempo, as CEBs vinculam o compromisso cristão à luta por justiça social e participam ativamente da vida política do país, associadas a movimentos de reivindicação social e a partidos políticos de esquerda. Um dos principais teóricos do movimento é o ex-frade brasileiro Leonardo Boff. Apesar de entrarem em declínio nos anos 1990, elas continuam mantendo milhares de núcleos em todo o país. Em 2000, de acordo com pesquisa do Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser), havia cerca de 70 mil desses núcleos no Brasil.

Renovação Carismática Católica (RCC)
De origem norte-americana, o movimento carismático chega ao Brasil em 1968, pelas

mãos do padre jesuíta Haroldo Rahn. O movimento retoma valores e conceitos esquecidos pelo racionalismo social da Teologia da Libertação. Os fiéis resgatam práticas como a reza do terço, a devoção a Maria e as canções carregadas de emoção e louvor. A RCC valoriza a ação do Espírito Santo, um dos elementos da Santíssima Trindade, o que aproxima o movimento, de certo modo, dos protestantes pentecostais e dos neopentecostais. Os carismáticos têm mais força no interior do país e entre a classe média. Em 2007, de acordo com estudo do Iser, a RCC somava 11 milhões de simpatizantes, representados, em 95% das dioceses, por grupos de oração.

A história do catolicismo no Brasil
A influência do catolicismo no Brasil é forte desde a chegada dos portugueses. No período colonial, ordens e congregações religiosas assumem os serviços nas paróquias e nas dioceses, a educação nos colégios e a catequização indígena. Até meados do século XVIII, o Estado controla a atividade eclesiástica na colônia, responsabiliza-se pelo sustento da Igreja Católica e impede a entrada de outros cultos no Brasil, em troca de reconhecimento e obediência. A separação entre Igreja e Estado, que garante a liberdade religiosa, só ocorre em 1890, após a proclamação da República. A partir da década de 1930, o projeto desenvolvimentista e nacionalista de Getúlio Vargas incentiva a Igreja a valorizar a identidade cultural brasileira, o que leva ao crescimento do número de fiéis na classe média e nas camadas populares. Em 1952 cria-se a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para coordenar a ação da Igreja. É a primeira agremiação episcopal desse tipo no mundo. Durante a década de 1960, a Igreja Católica, influenciada pela Teologia da Libertação, movimento formado por religiosos e leigos que interpreta o Evangelho sob o prisma das questões sociais, atua em setores populares, principalmente por meio das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). A instalação do regime militar de 1964 inaugura a fase de conflitos entre a Igreja e o Estado. Após o engajamento da Igreja na luta pela redemocratização, nos anos 1970 e 1980, os movimentos mais ligados à Teologia da Libertação cedem espaço, a partir da década de 1980, à proposta conservadora da Renovação Carismática.

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Sermão da Sexagésima | Padre Antônio Vieira

Sermão da Sexagésima | Padre Antônio Vieira

Sermão da Sexagésima | Padre Antônio VieiraO Sermão da Sexagésima versa sobre a arte de pregar em suas dez partes. Nele Vieira usa de uma metáfora: pregar é como semear. Traçando paralelos entre a parábola bíblica sobre o semeador que semeou nas pedras, nos espinhos (onde o trigo frutificou e morreu), na estrada (onde não frutificou) e na terra (que deu frutos), Vieira critica o estilo de outros pregadores contemporâneos seus (e que muito bem caberia em políticos atuais), que pregavam mal, sobre vários assuntos ao mesmo tempo (o que resultava em pregar em nenhum), ineficazmente e agradavam aos homens ao invés de pregar servindo a Deus.

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O Sentimento dum Ocidental | Cesário Verde

O Sentimento dum Ocidental | Cesário Verde

O Sentimento dum Ocidental | Cesário VerdeSem ser um romântico, há tonalidades do Romantismo em seus versos. Nunca pelo estilo e preceitos da Escola, já então superada, mas por um sentimentalismo que neles se esconde. Este, entretanto, é uma constante da alma e de quase toda a poesia portuguesa. Numa de suas composições mais louvadas – O Sentimento dum Ocidental – está o retrato de Cesário Verde, e é como que uma súmula da substância poética de sua obra, somente transfigurada transitoriamente no bucolismo da última fase, o que lhe arrefeceu o tédio, amenizou-lhe o estro, sem, todavia, anular as qualidades que fizeram dele um renovador da poesia portuguesa do século XIX. Na verdade, situa-se no Realismo e antecipa mesmo de muitos anos e em muitos aspectos Sá-Carneiro e Fernando Pessoa, pela temática da inspiração e dos processos poéticos. É, por isso, o precursor do Modernismo em Portugal.

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Literatura Infantil | Érico Veríssimo


Literatura Infantil | Érico Veríssimo

Literatura Infantil | Érico Veríssimo
A vida do Elefante Basílio (livro infantil) é a biografia do Elefante Basílio, tataraneto do tataraneto do bisneto do neto do tataraneto do trineto do tataraneto do bisneto do neto do tataraneto do casal de elefantes que entrou na Arca de Noé. Nascido na Índia, os pais de Basílio recusaram presentes de todos os habitantes da floresta para que o filho fosse calmo, comportado, gentil e leal. Aprendeu com os pais sobre a natureza e os homens, que por fim o capturaram. Foi levado para o Zoológico (onde aprendeu inglês com um hindu que conhecia a língua dos elefantes) e depois para um circo (onde recebeu seu nome). O circo foi para o Brasil e lá dançou uma valsa no picadeiro e salvou um menino quando o circo pegou fogo. O pai do menino, que era rico, comprou-o agradecido. Lá aprendeu português, leu muitos outros livros (já lia em Londres, no zôo) e se divertiu muito com Gilberto (o menino). Triste porque queria ser borboleta, saiu a andar pelo campo e encontrou um duende, que lhe concedeu asas de borboleta. Voando, foi alvejado por um caçador que o confundiu com um perdigão. Mas ele foi levado a um hospital e passa bem. 

Este livro é só mais uma amostra da imaginação de Érico Veríssimo. Os Três Porquinhos Pobres (livro infantil) são Sabugo, Salsicha e Linguicinha. Os três nasceram em um quintal muito pobre com alguns poucos vizinhos (o burro de óculos, o galo com um despertador na barriga, a galinha magra e o cachorro triste por não achar gatos). Eles então fogem do quintal (apesar dos conselhos do burro) e vão ao cinema (Os 3 Porquinhos, é claro, misturado com Chapeuzinho Vermelho). Aconselhados pela Lua (que já havia voltado do dentista), partem em aventuras pelo mundo, mas são presos por macacos . Na prisão fogem com o tatu Conde de Monte-Cristo. Depois encontram Chapeuzinho Verde (mas eles eram daltônicos, logo...), cuja avó eles confundem com o Lobo Mau. Depois de confusão voltam ao chiqueiro onde ficam comportados e são visitados por Chapeuzinho Verde.

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O Quinze | Rachel de Queiroz

O Quinze | Rachel de Queiroz

O Quinze | Rachel de QueirozPrimeiro Plano - Vicente e Conceição O primeiro e mais popular romance de Rachel de Queiroz é O Quinze. O título se refere a grande seca de 1915, vivida pela escritora em sua infância. O romance se dá em dois planos, um enfocando o vaqueiro Chico Bento e sua família, o outro a relação afetiva de Vicente, rude proprietário e criador de gado, e Conceição, sua prima culta e professora. Conceição é apresentada como uma moça que gosta de ler vários livros, inclusive de tendências feministas e socialistas o que estranha a sua avó, Mãe Nácia - representante das velhas tradições. No período de férias, Conceição passava na fazenda da família, no Logradouro, perto do Quixadá. Apesar de ter 22 anos, não dizia pensar em casar, mas sempre se "engraçava" à seu primo Vicente. Ele era o proprietário que cuidava do gado, era rude e até mesmo selvagem. Com o advento da seca, a família de Mãe Nácia decide ir para cidade e deixar Vicente cuidando de tudo, resistindo. Trabalhava incessantemente para manter os animais vivos. Conceição, trabalhava agora no campo de concentração onde ficavam alojados os retirantes, e descobre que seu primo estava "de caso" com "uma caboclinha qualquer". Enquanto ela se revolta, Mãe Nácia à consola dizendo: "Minha filha, a vida é assim mesmo... Desde hoje que o mundo é mundo... Eu até acho os homens de hoje melhores." Vicente se encontra com Conceição e sem perceber confessa as temerosidades dela. Ela começa a trata-lo de modo indiferente. Vicente se ressente disso e não consegue entender a razão. As irmã de Vicente armam um namoro entre ele e uma amiga, a Mariinha Garcia. Ele porém se espanta ao "saber" que estava namorando, dizendo que apenas era solícito para com ela e não tinha a menor intenção de comprometimento. Conceição percebe a diferença de vida entre ela e seu primo e a quase impossibilidade de comunicação. A seca termina e eles voltam para o Logradouro.

Segundo Plano
Chico Bento e sua família Sem dúvida a parte mais importante do livro. Apresenta a marcha trágica e penosa do vaqueiro Chico Bento com sua mulher e seus 5 filhos, representando os retirantes. Ele é forçado a abandonar a fazenda onde trabalhara. Junta algum dinheiro, compra mantimentos e uma burra para atravessar o sertão. Tinham o intuito de trabalhar no Norte, extraindo borracha. No percurso, em momento de grande fome, Josias, o filho mais novo, come mandioca crua, envenenando-se. Agonizou até a morte. O seu fim está bem descrito nessa passagem: "Lá se tinha ficado o Josias, na sua cova à beira da estrada, com uma cruz de dois paus amarrados, feita pelo pai. Ficou em paz. Não tinha mais que chorar de fome, estrada afora. Não tinha mais alguns anos de miséria à frente da vida, para cair depois no mesmo buraco, à sombra das mesma cruz." Uma cena marcante na vida do vaqueiro foi a de matar uma cabra e depois descobrir que tinha dono. Este o chamou de ladrão, e levou o resto da cabra para sua casa, dando-lhes apenas as tripas para saciarem. Léguas após, Chico Bento dá falta do seu filho mais velho Pedro. Chegando ao Aracape, lugar onde supunha que ele pudesse ser encontrado, avista um compadre que era o delegado. Recebem alguns mantimentos mas não é possível encontrar o filho. Ficam sabendo que o menino tinha fugido com comboeiros de cachaça. Notem: "Talvez fosse até para a felicidade do menino. Onde poderia estar em maior desgraça do que ficando com o pai?" Ao chegarem no campo de concentração, são reconhecidos por Conceição, sua comadre. Ela arranja um emprego para Chico Bento e passa a viver com um de seus filhos. Conseguem também uma passagem de trem e viajam para São Paulo, desistindo de trabalhar com a borracha. O mais famoso livro de Rachel de Queiroz é mediano com alguns bons momentos.


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