Abreviatura

Abreviatura

Abreviatura
Entende-se por abreviatura a contração escrita das palavras, ou até de frases, com menor número de caracteres do que ordinariamente se usaria.

Na Idade Média, o trabalho dos copistas os obrigava a reproduzir muitas vezes a mesma palavra. Para tornar menos trabalhosa sua tarefa, começaram a abreviar a grafia dos vocábulos de emprego mais comum.

Abreviaturas mais comuns. Em português as abreviaturas comumente empregadas são um tanto caprichosas e convencionais: não se impuseram regras definidas de aceitação geral quanto a sua estruturação. Formam-se com uma única, ou várias das letras da palavra que se abrevia, depois das quais somente se acrescenta o ponto abreviativo. Exemplos: pág. ou p. (página), abrev. (abreviatura), cit. (citação). Admite-se omissão do ponto quando se trata de conjunto de letras que representem o nome de entidades como CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina). As abreviaturas de uso mais freqüente correspondem a palavras ou frases que ocorrem constantemente na escrita, como os nomes de meses, países, estados e municípios. Há as que se referem a títulos acadêmicos, postos militares etc., por exemplo: Dr. (doutor), Ten.-cel. (tenente-coronel). No mundo dos negócios, são também de uso cotidiano: Cia. (companhia), S.A. (Sociedade Anônima). Costuma-se abreviar também certas expressões latinas de uso generalizado, como etc. (et caetera), P.S. (post scriptum), N.B. (Nota bene).

Uma abreviatura pode ter mais de um significado, dependendo do contexto. Exemplos: cap. (capitão, capital, capítulo); supl. (suplente, suplemento); esc. (escudo, escandinavo) etc. Os símbolos dos elementos químicos são, na realidade, abreviaturas de seus nomes ou de sua designação grega ou latina, como Ag (argentum), Au (aurum), Kr (kripton), e, por convenção, devem ser escritos sem ponto. Também as abreviaturas das unidades utilizadas na medição das grandezas físicas são escritas sem ponto.

Em diversas outras ciências, artes, e em várias atividades, recorre-se a abreviaturas especiais. A música utiliza um bom número delas, além dos sinais correspondentes à própria notação. O mesmo pode ser dito com referência à astronomia, medicina, botânica etc. As abreviaturas de iniciais maiúsculas, que às vezes constituem palavra nova, são chamadas siglas, como é o caso de RJ (Rio de Janeiro); CAN (Correio Aéreo Nacional).

Na página seguinte se encontram relacionadas abreviaturas de uso corrente no Brasil, de nomes ou expressões em português, latim e outras línguas, bem como as siglas dos estados brasileiros.

ABREVIATURAS DE USO COMUM
A ampère
A angström
AC Acre
a.C. (A.C.) antes de Cristo
A.D. anno Domini (no ano do Senhor)
ADN ácido desoxirribonucléico
AIDS Acquired Immunodeficiency Syndrome
[Síndrome da Imunodeficiência
Adquirida]
AL Alagoas
alq. alqueire
AM Amazonas, amplitude modulada
a.m. ante meridiem (antes do meio-dia)
AP Amapá
ARN ácido ribonucléico
AZT azidotimidina
BA Bahia
BCG bacilo de Calmette-Guérin, vacina
contra a tuberculose
Benelux Belgium, Netherlands and Luxemburg:
união econômica (Bélgica, Países
Baixos, Luxemburgo)
c. circa (cerca de)
o C grau Celsius
cal. caloria
c/c conta corrente
CE Ceará
c.el coronel
cf. confrontar, conferir
CGS centímetro-grama-segundo (sistema de
unidades absolutas)
CIF, cif cost insurance freight (custo,
seguro e frete)
cv cavalo-vapor
db decibel
d.C. (D.C.) depois de Cristo
DD Digníssimo
DDT dicloro-difenil-tricloroetano
DF Distrito Federal
e.g. exempli gratia (por exemplo)
ES Espírito Santo
etc. et caetera (e outros)
F farad
o F grau Fahrenheit
FM freqüência modulada
FOB (fob) Free on Board (posto a bordo sem
ônus)
GLP gás liquefeito de petróleo
GMT Greenwich Mean Time (hora média de
Greenwich)
GO Goiás
ha hectare
hi-fi high-fidelity
HIV human immunodeficiency virus,
vírus da AIDS
hl hectolitro
hp horsepower (cavalo-vapor)
ib. (ibid.) ibidem (do mesmo lugar)
id. idem (o mesmo)
i.e. id est (isto é)
I.H.S. Iesus Hominum Salvator [Jesus
Salvador dos Homens], interpretação
da abreviatura greco-latina de Jesus
Ilmo. Ilustríssimo
I.N.R.I. Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum [Jesus
de Nazaré, Reis dos Judeus],
abreviatura que Pilatos mandou pôr
na cruz de Cristo
kc quilociclo
kgf quilograma-força
KO knock-out (nocaute)
kW quilowatt
kWh quilowatt-hora
lb libra
loc. cit. loco citato (no lugar citado)
log logaritmo
LP long-play
MA Maranhão
mg miligrama
MG Minas Gerais
MHz megahertz
MKSA Metro-Quilograma-Segundo-Ampère
Mlle. mademoiselle
MM. Meritíssimo
Mme. Madame
MS Mato Grosso do Sul
MT Mato Grosso
MW megawatt
N.B. note bem
N. Obs. nihil obstat (nada impede)
op. opus (obra)
op. cit. opus citatum (obra citada)
OVNI objeto voador não identificado
(disco voador)
PA Pará
PB Paraíba
P.D. pede deferimento
PE Pernambuco
PEN Club Poets, Playwrights, Editors,
Essaysts and Novelists
PI Piauí
p.m. post meridiem (depois do meio-dia),
post mortem (após a morte)
PR Paraná
prof. professor
P.S. post scriptum (pós-escrito)
Q.G. quartel-general
ql quilate
q.s. quantum satis (quanto baste)
q.v. quod vide (queira ver)
R roentgen
rad radiano
Rh fator Rhesus
R.I.P. Requiescat in Pace (Descansa em Paz)
RJ Rio de Janeiro
RN Rio Grande do Norte
RO Rondônia
rpm rotações por minuto
RR Roraima
RS Rio Grande do Sul
SC Santa Catarina
s.d. sine die (sem data)
SE Sergipe, sudeste
S. Ex.a Sua Excelência
SP São Paulo
S.S. Sua Santidade
S.Sª Sua Senhoria
t tonelada
TNT trinitrotolueno (nitroglicerina)
TO Tocantins
UFO Unidentified Flying Object (ver
OVNI)
V volt
v.-alm. Vice-almirante
V. Emª Vossa Eminência
V. Exª Vossa Excelência
v.g. verbi gratia (por exemplo)
VHF Very High Frequency
VIP very important person (pessoa muito
importante)
V.M. Vossa Majestade
V.Sª Vossa Senhoria
VT video-tape
W.C. water-closet
Wh watt-hora

Abrasivo

Abrasivo

Abrasivo
Abrasivos são substâncias naturais ou sintéticas empregadas para desgastar, polir ou limpar outros materiais. Alguns ocorrem em veios na crosta terrestre; outros são os próprios minerais formadores das rochas. De acordo com sua origem, podem exibir diferentes graus de consolidação, com propriedades físicas e químicas diversas. O diamante é o abrasivo natural de maior dureza que se conhece. Quando imperfeitos e pequenos, os diamantes são triturados e reduzidos a pó, para operações de polimento e esmerilhamento. Encontram-se dois tipos diferentes: os carbonados ou diamantes negros, sobretudo no estado da Bahia; e os borts, na África do Sul.

Desde o neolítico, quando povos primitivos os utilizavam para dar forma às pedras com que fabricavam seus instrumentos, até nossos dias, os abrasivos encontram múltiplas aplicações em diversos processos industriais e artesanais.

Embora ainda muito utilizados, os abrasivos naturais vêm sendo gradativamente substituídos pelos sintéticos, entre os quais destaca-se o carborundum ou carbeto de silício, resultante da combinação de carbono com silício, obtida pela fusão, em forno elétrico, de uma mistura de coque, silício e serragem. A alumina artificial, largamente utilizada, é produzida com a fusão da bauxita em fornos elétricos. Além dessas duas substâncias, obtiveram-se com sucesso, em laboratório, o carbeto e o nitreto de boro, abrasivos com dureza semelhante à do diamante, sendo este último também produzido artificialmente por processos que utilizam altas pressões e temperaturas.

No trabalho com vidro e metais, são geralmente empregados os abrasivos artificiais: carbeto de silício e alumina sintética. Já no polimento de lentes de instrumentos científicos, máquinas fotográficas e óculos utiliza-se a alumina natural pulverizada. Na fabricação do papel de lixas, dá-se preferência ao quartzo.

Em virtude de suas múltiplas aplicações, preparam-se abrasivos em vários tamanhos: inicialmente são triturados e depois classificados em peneiras segundo o tamanho da partícula. A seguir, são transformados em pasta ou em blocos, segundo sua utilização.

Escala de Mohs. A dureza dos abrasivos, ou seja, sua capacidade de riscar outros materiais, é definida de acordo com a chamada escala de Mohs, criada em 1812 pelo mineralogista alemão Friedrich Mohs. A escala compõe-se de dez minerais, aos quais se atribuíram valores arbitrários de dureza, em ordem ascendente: (1) talco e grafita; (2) gesso; (3) calcita; (4) fluorita; (5) apatita; (6) ortoclásio; (7) quartzo; (8) topázio; (9) coríndon; e (10) diamante. Isto é, o topázio corta o quartzo, mas não o coríndon, pelo qual se deixa cortar; o aço, que tem grau de dureza entre os números 6 e 7, risca o feldspato, mas não o quartzo, pelo qual é riscado.


Bumba-Meu-Boi


Bumba-Meu-Boi

Bumba-Meu-Boi
Esse folguedo é encontrado em todo o Brasil e recebe nomes diferentes de acordo com a região. No Nordeste é conhecido por bumba-meu-boi; no Centro-Oeste, chama-se boi-a-serra; em Santa Catarina, boi-de-mamão; e nos estados do Norte, boi-bumbá. Em todos, o tema central é a morte e a ressurreição de um boi. O auto do boi em sua versão mais completa é apresentado no Maranhão, Pará e Amazonas. No enredo, a mãe Catirina, grávida, sente vontade de comer língua de boi. Para satisfazer seu desejo, o marido, Pai Francisco, mata o boi mais bonito da fazenda do patrão. O rico fazendeiro descobre e manda prendê-lo. Com a ajuda de um "doutor de boi" ou de um pajé, o animal é ressuscitado, e pai Francisco, perdoado. Elemento principal do folguedo, o boi é feito de uma armação revestida de tecido e enfeitado. Dentro dele, um homem pula e dança entre a multidão. Nos demais estados brasileiros, o auto aparece resumido, iniciando ou concluindo outros folguedos. Em cada lugar onde a narrativa é encenada, juntam-se em torno do boi personagens locais, como o prefeito, o doutor, os índios, os caboclos, além de personagens fantasiados de bichos. A história é acompanhada por instrumentos, como pandeirão, zabumba, matraca, maraca, tambor onça (cuíca grave). É encenado tradicionalmente entre o Natal e o Dia de Reis na Região Nordeste, e durante as festas juninas no Maranhão e nos estados do Norte. No Maranhão, existem bois de estilos diferentes: os africanos bois de zabumba, os bois de matraca e os carnavalizados bois de orquestra, acompanhados de fanfarras. A diferença entre eles está nos ritmos, nas vestimentas, nos instrumentos e nos estilos de dança. No Amazonas, o boi da ilha de Parintins adquiriu tamanha popularidade que foi construído um bumbódromo para sua festa.

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Afoxé | Carnaval da Bahia


Afoxé | Carnaval da Bahia

Afoxé | Carnaval da Bahia
Típica do Carnaval da Bahia, principalmente de Salvador, é uma dança-cortejo ligada ao candomblé, religião de origem africana introduzida no Brasil pelos escravos. Após os ritos religiosos nos terreiros, onde são evocados os orixás, o grupo sai para a rua entoando canções com palavras em línguas africanas, como o ioruba. Para marcar o ritmo desse folguedo, são usados instrumentos como agogôs, atabaques e xequerês. Entre os afoxés, o mais conhecido é o Filhos de Gandhi, cujos integrantes se vestem de branco e azul, com turbantes na cabeça.

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Folguedo | Caboclo


Folguedo | Caboclo

Folguedo | Caboclo
São folguedos que representam danças e manobras guerreiras dos índios brasileiros. Os participantes vestem tangas, peitorais e cocares feitos de penas coloridas, e as coreografias são bem ágeis. No passado, é possível que esses folguedos tenham sido praticados por índios e reelaborados pelos jesuítas com fins catequéticos. Agora, no entanto, restam poucas referências verdadeiramente indígenas nesses folguedos. Nos caboclinhos do Carnaval do Recife (PE) e nas carnavalescas tribos de índio da Paraíba, são usadas preacas – espécies de arco e flecha com função percussiva. A música é entoada por um grupo instrumental no qual se destaca uma pequena flauta de nome gaita. No Brasil Central, encontram-se grupos de caboclos em Minas Gerais, fazendo parte do congado e devotos de Nossa Senhora do Rosário. Em Goiás, há os tapuias, vestidos com palha e cocares com chifre. E, em São Paulo, aparecem os caiapós, com corpo pintado de azul e vestidos de palha.

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Lightning | Raios

Amazonita | Mineral

Amazonita | Mineral

Amazonita | Mineral
A amazonita, também conhecida como Amazonstone, é um mineral tectossilicato verde, uma variedade do feldspato de potássio chamado microclina. Sua fórmula química é (KAlSi3O8), que é polimórfica à ortoclase.

Seu nome é retirado do rio Amazonas, do qual foram obtidas pedras verdes anteriormente, embora não se saiba se essas pedras eram amazonitas. Embora tenha sido usado para [esclarecimentos necessários por mais de dois mil anos, como atestado por achados arqueológicos no Egito e na Mesopotâmia, nenhuma autoridade antiga ou medieval menciona isso. Foi descrito pela primeira vez como um mineral distinto apenas no século XVIII.

As variedades verde e azul esverdeado de feldspato de potássio que são predominantemente triclínicos são designadas como amazonita. Foi descrito como uma "bela variedade cristalizada de um verde-verdete brilhante" e como possuindo uma "cor verde viva". É ocasionalmente cortado e usado como uma pedra preciosa.

Por muitos anos, a fonte da cor da amazonita foi um mistério. Algumas pessoas assumiram que a cor era devido ao cobre, porque os compostos de cobre geralmente têm cores azul e verde. Um estudo de 1985 sugere que a cor azul esverdeado resulta de quantidades de chumbo e água no feldspato. Os estudos teóricos subsequentes de 1998 de A. Julg expandem o papel potencial do chumbo aliovalente na cor da microclina.

Outros estudos sugerem que as cores estão associadas ao aumento do teor de chumbo, rubídio e tálio, variando em quantidades entre 0,00X e 0,0X nos feldspatos, com até níveis extremamente altos de PbO, monóxido de chumbo (1% ou mais) conhecidos em a literatura. Um estudo recente de 2010 também implicou o papel do ferro divalente na coloração verde. Esses estudos e hipóteses associadas indicam a natureza complexa da cor na amazonita, ou seja, o efeito agregado de vários fatores mutuamente inclusivos e necessários.

Amazonita | Mineral
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Amazonita | Mineral
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Folguedo | Pastoril


Folguedo | Pastoril


O tema desse auto de Natal, originário da Europa medieval, é o aviso do anjo aos pastores sobre o nascimento do menino Jesus. Os participantes do folguedo percorrem as ruas da cidade cantando e dançando. Sempre que param, fazem a encenação. Seus personagens principais são as pastoras, geralmente meninas e adolescentes, divididas em dois cordões, o azul e o encarnado (vermelho). Outros personagens freqüentes do folguedo são a estrela, os anjos, os reis magos e, ainda, pequenos animais, como a borboleta. As pastoras tocam pandeiros enfeitados com fitas, acompanhadas por uma pequena orquestra com instrumentos, como surdo, caixa, violão, sanfona, cavaquinho, clarineta e trombone. É encenado principalmente no Nordeste.

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