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Desafios da Cultura Digital


Desafios da Cultura Digital

Desafios da Cultura Digital
A revolução digital provoca mudanças nas relações de produção, nas relações de trabalho e, surpreendentemente, nas relações com a "inteligência", privacidade e segurança:

Desemprego Estrutural

É uma forma de desemprego onde uma parte da força de trabalho fica excluída sumariamente do mercado, sem encontrar novas formas de inserção . Não é que não existam empregos; não existem pessoas suficientemente qualificadas para exercer certas funções, e, paradoxalmente, existem muitas pessoas desempregadas, por terem suas funções substituídas por um software qualquer. A chamada "área de serviços", que costumava acomodar os desempregados da área industrial, vai dispensar mais trabalhadores com as novas tecnologias, pois para realizarem negócios na Internet precisam de poucos funcionários, muito bem qualificados. No começo do século, as máquinas roubavam empregos de pessoas que usavam músculos no seu trabalho. No próximo século, os softwares roubarão os empregos das pessoas que utilizarem uma inteligência funcional, específica. Daquelas que não tiverem arte nos seus ofícios intelectuais. Aquele tipo de criatividade que só um ser humano pode ter - por enquanto - para lidar com situações inusitadas, para lidar com questões políticas, saber fazer atuar seu carisma - enfim adjetivos irracionais e emotivos. Daí um enfoque sobre a chamada "inteligência emocional". A vida digital permite uma intensa disponibilidade de informações pessoais, assim como sua manipulação e segmentação dos mais diferentes mercados. É de se esperar que, como já ocorre atualmente, nossos dados pessoais estejam percorrendo a rede de uma forma indevida. Mas não é só isso: com uma intensificação das relações sociais no Cyberspace, teremos registros de cada passo dado em cada ambiente. A vida digital deixa rastros que podem ser seguidos e monitorados. Imagine que, enquanto estamos lendo estas informações confortavelmente, um pequenino software esteja varrendo o seu computador, fazendo uma pesquisa de mercado, recolhendo dados como a data de instalação de programas, a configuração do seu computador - o que já dá uma idéia do seu nível de renda - o banco de dados do seu e-mail, informações secretas de sua empresa. Isso é possível, mas não provável. Naturalmente, uma indústria de privacidade vai ser criada para suprir esta demanda. É mais provável que se entregue estas informações valiosas de mão beijada para as empresas que, em troca, oferecerão descontos sobre seus produtos ou serviços especiais. A transformação da privacidade em um produto que, como tal, possa ser vendido e negociado, é um dos aspectos mais intrigantes neste jogo de informações.

Os erros cometidos no Cyberspace tem efeitos muito diferentes dos cometidos no mundo real. A natureza do erro digital não implica nas mesmas ocorrências do erro analógico. Erros em programas de computador, os chamados (bugs), normalmente aparecem de forma inesperada e completamente imprevista, pois os softwares cada vez mais complexos não podem ser testados em todas as suas combinações. Muitas vezes um erro de software não impede o sistema de continuar a dar respostas absurdas aos usuários, que confiam cegamente nas máquinas. A complexidade dos sistemas torna-se maior que a capacidade de análise humana, então softwares igualmente complexos que só podem ser testados se colocados na prática, controlam lança – mísseis, sistemas de metrô e máquinas hospitalares. Resultado. Falhas de software que resultam em perda de vidas humanas.

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Reisado


Reisado


ReisadoAuto de Natal encenado no Nordeste com temas variados, em que os participantes cantam e dançam ao som de instrumentos como sanfona, pandeiro e zabumba. Exibindo-se pelas ruas e praças, vão pedindo donativos por onde passam. Dependendo do tema e da região, esse folguedo apresenta diversos personagens, como o rei, a rainha, o mestre, o contramestre, a estrela, o Mateus e o palhaço. Também aqui, como acontece com muitos bumba-meu-boi nordestinos, cada personagem representa um papel que nem sempre se encaixa no conjunto. Para garantir certa unidade à encenação, há, geralmente, cenas cômicas. Alguns reisados incluem uma versão abreviada do bumba-meu-boi. Os participantes usam roupas e chapéus coloridos e ricamente ornamentados com vidrilhos, lantejoulas, fitas e espelhos. Segundo a crença popular, os espelhos têm o poder de proteger os dançarinos contra o mau-olhado.

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Folguedos


Folguedos

Folguedos
Elementos fundamentais em diversas festas populares, os folguedos são apresentações que reúnem dança, música e alguma atividade teatral. A maioria deles tem sua origem relacionada a temas religiosos, já que as encenações eram usadas pelos jesuítas na catequese dos índios e dos negros. Segundo alguns estudiosos, os folguedos podem ser classificados em dois tipos. Os de conversão representavam a luta entre o bem e o mal, e tinham como objetivo converter as pessoas ao cristianismo. Os de ressurreição representavam a morte e o renascimento de um animal. Com o decorrer do tempo, o caráter religioso das representações se diluiu, e máscaras, roupas coloridas, turbantes e bijuterias foram sendo incorporados às teatralizações. Hoje, um mesmo folguedo pode manifestar-se de diferentes formas em cada região, influenciado pelas tradições e pelos fatos do cotidiano local .
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Lendas e Mitos do Brasil

Lendas e Mitos do Brasil

Lendas e Mitos do BrasilAs lendas são relatos anônimos que tentam explicar determinados fatos e mistérios da vida por meio de episódios heroicos ou sobrenaturais, geralmente misturando realidade e fantasia. Os mitos são narrativas simbólicas que associam as forças da natureza e os aspectos da condição humana a fatos vivenciados por deuses, heróis ou seres fantásticos. O mito se diferencia da lenda,principalmente, por ter personagens que se repetem a cada narrativa. Conheça alguns exemplos de mitos brasileiros.BotoBoto
rapaz bonito, charmoso e envolvente que encanta as moças nos bailes, leva-as para a beira de um rio e as engravida. Antes da madrugada, mergulha nas águas e transforma-se em boto. Mito característico da Região Norte.

BoitatáBoitatá
cobra de fogo protetora da natureza, que mata aqueles que queimam os campos sem necessidade. Foi o primeiro mito brasileiro de que se tem registro, relatado pelo padre José de Anchieta em 1560. Nos estados do Nordeste, o boitatá é conhecido também como o fogo que corre.CurupiraCurupira
anão cabeludo e de pés virados para trás, protetor das matas. É considerado o responsável pelo desaparecimento decaçadores, índios e de todos aqueles que causam danos aos animais e à vegetação.LobisomemLobisomem
mito universal, é um homem que se transforma em lobo nas noites de lua cheia e ataca todos aqueles que cruzam seu caminho.

Mãe-d’águaMãe-d’água
a versão brasileira da sereia de origem européia. Metade mulher, metade peixe, costuma atrair os homens com seu canto e levá-los para o fundo das águas, onde habita.

PisadeiraPisadeira
uma velha de chinelos que surge no meio da noite e pisa sobre a barriga das pessoas, provocando falta de ar. Personificação do pesadelo, geralmente "ataca" quando as pessoas comem demais e vão dormir com o estômago cheio.Matinta pereiraMatinta pereira
pequena coruja que canta, durante a noite, anunciando a morte de alguém. Em algumas regiões, é uma mulher grávida que deixa seu feto na rede ou na cama de quem não lhe dá fumo.Mãe-de-ouroMãe-de-ouro
bola de fogo andarilha que indica os lugares onde existe ouro. Também toma a forma de uma mulher que passei a luminosa pelos ares. Em certas regiões, é uma mulher que mora nas grutas, atrai homens casados e leva-os a abandonar a família.

Mula-sem-cabeçaMula-sem-cabeça
mulher que teve um romance com um padre e, por isso, se transforma na noite de quinta para Sexta-Feira da Paixão num animal que galopa soltando fogo pelas narinas.

Porca-dos-sete-leitõesPorca-dos-sete-leitões

mulher que namorou um padre e, por isso, se transformou num animal semelhante a um porco. Aparecendo meio das estradas grunhindo com seus sete filhotes. Em algumas regiões, é considerada a personificação do diabo.
Saci PererêSaci Pererê
menino negro de uma perna só que fuma cachimbo e usa um gorro vermelho que lhe confere poderes mágicos. O saci adora provocar as pessoas com suas travessuras preferidas: queimar a comida, espantar o gado, assustar viajantes solitários nas estradas com gargalhadas e assobios e, durante a noite, dar nós na crina dos cavalos.

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Realismo


Realismo
Realismo
1) Fazer um resumo das características do Realismo
As obras do período realista são:
· Anti-românticas: são completamente o inverso do romantismo, não lembram em nada as obras de autores do Romantismo;
· A realidade é nua e crua: os autores não se preocupam em dizer o que pensam, não medem as palavras ao escrever;
· Objetivismo: falam direta e claramente, sem rodeios, vão logo ao assunto;
· Negam a burguesia: as obras realistas não possuem um núcleo burguês, ou seja, a burguesia não é retratada , seja através de personagens ou insinuações políticas, etc;
· Histórias feitas em família: o núcleo de personagens é sempre compostos por familiares (pai, mãe, tio, tia, avô, avó, etc.);
· Antimonarquismo: não retratam em nenhum momento a monarquia, não há um rei ou uma rainha ou membros da realeza em suas histórias;
· Materialismo: as histórias e personagens são voltadas ao materialismo;
· Revolucionismo: as obras realistas possuem um certo revolucionismo no sentido de que podem revolucionar a época em que são escritos com suas idéias inovadoras ou antes não comentadas;
· Triângulo amoroso (marido traído, mulher adúltera e amante amigo da casa): situações em que um pai de família é traído pela esposa, cujo amante é sempre alguém muito próximo à família (um amigo ou até mesmo familiar, por exemplo);
· Preocupação com o presente: as narrações de fatos no passado servem apenas para explicar o que está acontecendo no presente. Além disso, nas obras realistas raramente se encontram “flashbacks” ;
· Socialismo Científico: o pensamento, o conteúdo das obras realistas são, geralmente, baseados nas obras de Filósofos socialistas-científicos como Karl Marx e Friederick Engels, por exemplo;
· Linguagem contemporânea: os autores escreviam conforme falavam diariamente, pode-se notar alguns modismos e até mesmo gírias;
· Predomínio do personagem sobre o enredo: o personagem é o centro de tudo o que acontece, isto é, o leitor presta atenção àquilo que o personagem desenvolve e não à história, ao fato narrado.
2) Traçar um perfil de Machado de Assis
Costuma-se dividir a obra de Machado de Assis em duas fases distintas: fase romântica ou de amadurecimento e a fase realista ou de maturidade. Suas obras durante a fase romântica são carregadas de sentimentalismo, onde a trama e os personagens são simples. Entre suas obras inspiradas no romantismo destacam-se Iaiá Garcia, Helena e Histórias da Meia-Noite.
Em sua fase realista, Machado começa a desenvolver seu extraordinário realismo psicológico, onde se percebe um impiedoso sarcasmo.
Principais características durante a fase Realista de Machado de Assis:
· Análise Psicológica dos Personagens
· Egoísmo
· Pessimismo
· Negativismo
· Frases Curtas
· Linguagem Correta
· Técnica dos Capítulos Curtos
· Conversa com o leitor
· Enredo mais ou menos simples
· Narração desordenada cronologicamente
3) Fazer um paralelo entre as características das obras de Machado de Assis com o conto “O Alienista”.
Algumas das Características de Machado de Assis encontradas no conto “O Alienista”[1]:
1) Frases Curtas:
“Dona Evarista sentiu faltar-lhe o chão debaixo dos pés.” Capítulo III
“E levou-a aos livros. Dona Evarista ficou deslumbrada. Era uma via láctea de algarismos. E depois levou-a às arcas, onde estava o dinheiro.” Capítulo III
2) Linguagem correta:
As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos viver ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas.” Capítulo I
“(...) porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.” Capítulo I
3) Conversa com o Leitor:
E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua. (...)” Capítulo XI
Mas a ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas; o nosso médico mergulhou inteiramente no estudo e na prática da medicina (...) ” Capítulo I
4) Análise psicológica das personagens:
(...) Um, por exemplo, um rapaz bronco e vilão, que todos os dias, depois do almoço, fazia regularmente um discurso acadêmico, ordenado de tropos, de antíteses, de apóstrofes, com seus recamos de grego e latim, e suas obras de Cícero, Apuleio e Tertuliano.(...)” Capítulo II
Os loucos por amor eram três ou quatro, mas só dois espantavam pelo curioso do delírio. ( ...) Era um desgraçado, a quem a mulher deixou por seguir um peralvilho. (...)” Capítulo II



[1] Outras características podem se notadas no contexto geral da obra. O autor não especifica seu egoísmo ou pessimismo, por exemplo, em uma frase ou diálogo; o leitor percebe essas características depois de ler o conto.

Folclore Brasileiro


Folclore Brasileiro

Folclore Brasileiro



O folclore do Brasil é riquíssimo, um dos mais ricos do mundo. Para sua formação, colaboraram principalmente, além do elemento nativo (o índio), o português e o africano. Estes três povos constituíram, podemos dizer, as raízes de nossa cultura. Posteriormente, imigrantes de outros países, como Itália e Alemanha, deram sua contribuição ao nosso folclore, tornando-o mais complexo e mais rico. A tendência dos costumes de povos diferentes é, quando estes se relacionam de modo íntimo, construir expressões híbridas, ou seja, suas culturas se misturam, resultando em novas expressões de manifestação popular. Como os grupos humanos influenciam uns aos outros, podemos dizer que o folclore não é uma ciência estática, morta. Ao contrário, ele é dinâmico, pois além de pesquisar o passado, tem de estar atento às transformações do presente. O Brasil, vasto qual um continente, apresenta regiões distintas, onde há diferença de intensidade das influências dos povos formadores. Por outro lado, cada região possui seu gênero de vida de acordo com o meio ambiente, o que influi, também, no folclore brasileiro. A seguir, então, será narrada uma idéia geral dos vários desdobramentos do nosso folclore:

Linguagem Popular: gíria, apelidos ou alcunhas, legendas, linguagem especial ou cifrada, metáforas, frases feitas. Além da palavra há a mímica e os gestos. Assim, nós temos expressões utilizadas em todo o país (“tirar o pai da forca”, “está se virando”), compreendidos por todos, e expressões regionais, somente entendidas pelos habitantes da região (“gineteando” RS “Fute” dito na região NE).

Literatura Oral: poesia, história, fábulas, lendas, mitos, romances,

parlendas, adivinhas, anedotas, provérbios, orações, pregões e literaturas de cordel, todos transmitidos oralmente;

Lúdicos: são os folguedos populares tradicionais, os jogos, os brinquedos

e brincos. Exemplos: Bumba-meu-boi (NE), Caboclinhas (PB e RN), Cavalhadas (RS, AL, PR e SP), Ciranda (PE), Congada (SP, ES, BA, MG, GO, PR, RS), Cordões de Bicho (AM), Fandango, conhecido em todo o Brasil e, ainda Guerreiros, Mamulengo, Maracatu, Moçambique, Pastoril, Quilombo e Reisado.

Música: a música folclórica está presente em quase todas as manifestações populares. A serenata, coreto, cantigas de rixa, bendito, cantigas de cego, cantos de velório e cânticos para as almas são formas de músicas folclóricas.

Crendice: (Superstições) as de caráter ativo se manifestam em regiões, cultos dos santos, seitas, cultos de fetiches; e as de caráter passivo nos presságios, esconjuros, orações, tabus e totemismos. Contam com patuás, relíquias, amuletos, talismãs, bentinhos e santinhos.

Usos e Costumes: ritos de passagens, usanças agrícolas, pastoris, medicina rústica e trajes.

Artes Populares e Técnicas Tradicionais: culinárias, rendas e bordados, cerâmicas e trabalhos artesanais.

A comemoração do Dia do Folclore é a 22 de agosto, data em que a palavra folclore foi empregada pela primeira vez.


Arcadismo no Brasil


 Arcadismo no Brasil

 Arcadismo no BrasilE
m Ouro Preto, palco da Inconfidência Mineira, viveram e atuaram os principais escritores do Arcadismo brasileiro.

Ø O Arcadismo no Brasil tem seu surgimento marcado por dois aspectos centrais. De um lado, o dualismo dos escritores brasileiros do século XVIII, que, ao mesmo tempo, seguiam os modelos culturais europeus e se interessavam pela natureza e pelos problemas específicos da colônia brasileira; de outro, a influencia das idéias iluministas sobre nossos escritores e intelectuais, que acarretou o movimento da Inconfidência Mineira e suas trágicas implicações: prisão, morte, exílio, enforcamento.

O Arcadismo brasileiro originou-se e concentrou-se principalmente em Vila Rica ( hoje Ouro Preto) MG, e seu aparecimento teve relação direta com grande crescimento urbano verificado nas cidades mineiras do século XVIII, cuja a base econômica século XVIII, cuja a base econômica era a extração de ouro.

O crescimento espantoso dessas cidades favorecia tanto a divulgação de jovens brasileiros, providos das camadas privilegiadas daquela sociedade, foram buscar em Coimbra, já que a Colônia não lhes oferecia cursos superiores. E, ao retornarem de Portugal, traziam consigo as idéias iluministas que faziam fermentar a vida cultural portuguesa à época das inovações políticas e culturais do ministro Marquês de Pombal, adepto de algumas idéias de ilustração.

Essas idéias em Vila Rica, levaram vários intelectuais e escritores a sonharem com Inconfidência do Brasil, principalmente após a repercussão da independência dos EUA (1776). Tais sonhos culminaram na frustada Inconfidência Mineira (1789).

Cecília Meireles, em seu Romanceiro da Inconfidência Mineira, registra o espírito febril provocado pelo ouro:

“Mil galerias desabam; mil homens ficam sepultados, mil intrigas, mil enredos prendem culpados e justos; já ninguém dorme tranqüilo, que a noite é um mundo de sustos.”

Os Árcades e a Inconfidência

s escritores árcades mineiros tiveram participação direta no movimento da Inconfidência Mineira. Chegados de Coimbra com idéias enciclopedistas e influenciados pela independência dos EUA, provavelmente não apenas engrossaram as fileiras dos revoltos contra erário régio, que confiscavam a maior parte do ouro extraído na Colônia, mais também divulgaram os sonhos de um país independente e contribuíram para a organização do grupo inconfidente. Esses escritores eram Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Cláudio Manuel da Costa.

Do grupo apenas um homem não tinha a mesma formação intelectual dos demais, nem era escritor: o alferes Tiradentes (dentista Prático).

Com a traição de Joaquim Silvério dos Reis, que devia vultosas somas ao governo português, o grupo foi preso. Todos, com exceção de Tiradentes, negaram sua participação no movimento. Cláudio Manuel da Costa, segundo versão oficial, suicidou-se na prisão antes do julgamento.

No julgamento, vários inconfidentes foram condenados a morte por enforcamento, dentre eles Tiradentes e Alvarenga Peixoto. Tomás Antônio e outros foram condenados ao exílio temporário ou perpétuo. Tiradentes assumiu para si a responsabilidade da liderança do grupo.

No 20 de abril de 1792, foi comutada a pena de todos participantes, excluindo Tiradentes, enforcado no dia seguinte. Seu corpo foi esquartejado e exposto por Vila Rica; seus bens, confiscados; sua família, amaldiçoada por quatro gerações; e o chão de sua casa foi salgado para que dele nada mais brotasse.

O Arcadismo no Brasil iniciou-se oficialmente com a publicação das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa, em 1768.

Cláudio Manuel: A Consciência Árcade

Depois de estudar no Brasil com os jesuítas, completou seus estudos em Coimbra, onde se formou advogado. Em Portugal, tomou contato com as renovações da cultura portuguesa compreendida por Pombal e Verney.
As suicidas não se batem os sinos

Oficialmente a história registrou a morte de Cláudio Manoel da Costa como suicídio por enforcamento. Segundo alguns, o poeta não teria revestido ao sentimento de culpa, uma vez que havia delatado, sob tortura, os participantes da conjuração.Com tudo, essa versão vem sendo contestada. Até hoje, em Ouro Preto, se fala que varias igrejas badalaram os sinos quando da morte do poeta. Por tradição, a igreja nunca toca os sinos a suicidas, o que pode ser indicio de assassinato e não suicídio. De volta ao Brasil, Cláudio Manuel exerceu em Vila Rica a carreira de advogado e administrador. Sua carreira de escritor teve inicio com a publicação de Obras Poéticas. Em 1789, foi acusado de envolvimento na Inconfidência Mineira.

Sua obra é a que melhor se ajustou aos padrões do Arcadismo europeu.

O poeta cultivou a poesia Lírica e a Épica. Na Lírica, tem destaque o tema de Desilusão Amorosa. A situação mais comum em seus sonetos é Glauceste, o eu Lírico pastor, lamentar-se por não ter correspondido por uma musa inspiradora, Nise. Ou, então, lastima-se por se encontrar num lugar de grande beleza natural, mas não estar acompanhado pela mulher amada.

Nise é uma mulher personagem fictícia, incorpórea, presente apenas pela situação nominal. Não se manifesta na relação amorosa, não é descrita fisicamente, nem da qualquer mostra de corresponder alguém de verdade. Apenas representa o ideal da mulher amada inalcançavel – nítido traço de reaproveitamento do neoplatonismo renascentista. Na épica, Cláudio escreveu Vila Rica, poema inspirado nas européias clássicas, que se trata da penetração bandeirante, de descoberta das minas.


Inconfidência

Falta de fé ou fidelidade para com alguém, especialmente para com o estado ou soberano
_ Abuso de confiança; infidelidade.
_Revelação do segredo confiado.
Inconfidência Mineira, movimento de inspiração liberal e republicana, um grupo de estudantes e intelectuais passa a se reunir com o objetivo de libertar MG do domínio português. Eles tinham os principais objetivos de:
Ø Criação de uma universidade em Vila Rica;
Ø Proclamação da Republica;
Ø Investimento na manufatura nacional;
Ø Rompimento do Pacto colonial.
Em 1789, a crise econômica da capitania agravou-se muito com a elevação da divida do quinto além de outras provenientes de contratos atrasados.
O novo governador, Visconde de Barbacena chegou disposto a cobrar os impostos, provocando a derrama, para a qual toda população (mineradores ou não) era obrigada a contribuir. Com isso, propiciou o pretexto para a revolta dos estudantes, que se propunha a criar uma Republica, com a capital em São João Del Rei, cuja bandeira teria o lema Libertas Qual Sera Tamem (“Libertas ainda que tardia”). O excesso de discussões permitiu que o assunto chegasse as autoridades, através de Silvério dos Reis, que denunciou seus companheiros o governo suspendeu a derrama, esvaziando o movimento, e procedeu a devassa.
Entre os implicados estavam Cláudio Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto, Tomás Antônio Gonzaga, Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes).
Tiradentes e muitos outros submetidos a processos que se arrastou de 1789 à 1792, e do qual resultaram em várias condenações, degredas, comutações de pina, com exceção de seu chefe Tiradentes. Foi um dos mais importantes movimentos do processo de luta pela emancipação do Brasil.

Vida e Obras de Cláudio Manuel da Costa
Cláudio nasceu em Ribeirão do Cabo atual Mariana no sitio da Vargem do Itacolomi a 6 de julho de 1729, filho de pai português que se dedicava a mineração.

Iniciou seus estudos no Rio de Janeiro para mais tarde ser prosseguidos em Portugal. Após seus primeiros estudos com os jesuítas no Brasil, vai para Coimbra estudar direito em 1749. Por essa época toma contato com as idéias, iluministas e absorve o clima das primeiras manifestações arcádia, viveu um tempo em Lisboa onde entrou em contato com as novidades do Arcadismo. Retorna ao Brasil em 1754 e monta banca de advogado em Vila Rica e Mariana entre 1754 e 1758. Por duas vezes foi secretario do governo da capitania em MG, nomeado pelo Conde Borbadela em 1752.

Posteriormente foi nomeado juiz das demarcações de sesmarias do termo de Vila Rica. Em 1768 cercado pelo prestigio oficial e pela admiração de seus confrades foi o fundador da arcádia Ultramarina e publicou suas obras em Coimbra.

Em 1733 dedica o poema em Vila Rica à doutor José Antônio Freire de Andrade, mas não publica.

Respeitado por sua cultura era um liberal, que se deixava influenciar pelos filósofos do iluminismo, pelas teorias econômicas inglesas. Era também adepto da política reformista do Marquês de Pombal.

Como árcade Cláudio adotou o nome de Glauseste Satúrnio e foi poeta de gosto neoclássico empenhado em reviver as fórmulas do quinhentismo português.

Era realmente um homem muito rico, tinha clientela importante, muitos escravos e sociedade em minas de ouro, possuindo uma fazenda de criação de gado e de porcos, além de um negócio de grandes proporções de concessão de créditos. Sua espaçosa mansão em Vila Rica era ponto de reunião de intelectuais da capitania.

Em 1789, 25 de maio, já aos 60 anos foi preso como participante da Inconfidência Mineira. Pouco depois dos primeiros interrogatórios foi encontrado morto na prisão, casa dos contos em Vila Rica, Ouro Preto, em 4 de julho de 1789.
Caixa de texto: A poetisa Cecília Meireles também põe em dúvida a versão oficial: - Dizem que não foi corda Nem punhal atravessado, Mas veneno que lhe deram, Na comida misturado. E que chegaram doutores, E deixaram declarado Que o morto não se matara, Mas que fora assassinado.

Tudo faz crê que sua morte, haja ocorrido por suicídio, embora historiadores afirmam também que Cláudio tenha sido envenenado, ou seja, assassinado, existem outros que afirmam que, a causa de sua morte seja de sofrimento amoroso.
E até hoje fica a dúvida: Homicídio ou Suicídio?

Foi Cláudio o primeiro a escrever sobre a ciência de economia política que apresentara à Europa o célebre escocês Adam Smith. Comentou Cláudio o tratado da origem das Riquezas das Nações, publicado em Edimburgo e escreveu além disso outras tantas obras que mereceram elogiosas criticas de toda parte.

Sua obra anterior a 1768 compõe-se de algumas poesias no estilo gongórico, escritas sob a influência jesuíticas. Desde aquela data procurou trabalhar sempre de acordo com o pensamento árcade, destacando-se por seus sonetos, perfeitos na forma e na linguagem. Os temas giravam em torna das reflexões morais das contradições da vida tão ao gosto dos poetas quinhentistas, percebendo-se neles uma marcante influência camoniana.

Cláudio escreveu numerosas obras e dentre elas estão: “Munúsculo Métrico” romance heróico em versos; “Labirinto de Amor”, poema; “Obras”, compreendendo romances, sonetos, epicédios, epístolas, etc.; “Vila Rica”, poema oferecido ao conde de Borbadela; “Memória História Geográfica da Descoberta das Minas”; “Saudação à Arcádia Ultramarina” etc.

Patrono da cadeira n° 2 da academia Brasileira de Letras, criada por Alberto de Oliveira, Cláudio é um dos poetas mais ilustres que produziu o solo americano.

Dentro da literatura, Cláudio é um poeta barroco em transição para a simplicidade do Arcadismo. Ele próprio sentiu na sua obra, as tendências para o sublime e os seu desejos de um estilo simples e pastoril.

O que se sente em Cláudio é um dilaceramento, real e não apenas poético, nascido nas asperezas das terras mineiras, terra modesta e inculta, foi educado nas artes, letras e leis da douta e famosa Coimbra.

A saudade o mantém preso à sua pátria de cultura, mas as suas raízes continuam fincadas na pátria de nascença, chão de pedra, ferro e ouro.

E assim o poeta se sente desajustado na própria terra inculta, tão distante da Universidade onde se formou. Aderindo às normas do Arcadismo coimbrão, ele não pode renunciar à rudeza de sua terra, à sua consciente ou inconsciente formação ‘mineira’. É uma posição não convencional mas vital: um poeta dividido entre a rusticidade do berço e a civilização da pátria intelectual. Indeciso entre as duas grandes forças de atração.
Os Sonetos
A poesia de Cláudio é uma ponte entre o barroco e o árcade. Os 2 estilos lhe marcaram a obra com exageração do barroco e a busca da simplicidade dos árcades. Conhecedor da técnica do verso, homem de boa biblioteca e extensa leitura, um intelectual, talvez até mentor de Tomás Antônio Gonzaga em assuntos intelectuais e jurídicos, e, sobretudo um grande poeta.
Sonetos
Já rompe, Nise, a matutina aurora
O negro manto, com que a noite escura,
Sufocando do sol a face pura,
Tinha escondido a chama brilhadora.
Que alegre, que suave, que sonora,
Aquela fontezinha aqui murmura!
E nestes campos cheios de verdura
Que avultado o prazer tanto melhora!
Só minha alma em fatal melancolia,
Por te não poder ver, Nise adorada,
Não sabe inda, que coisa é alegria;
E a suavidade do prazer trocada,
Tanto mais aborrece a luz do dia,
Quanto a sombra da noite mais lhe agrada.

Obras
É o introdutor do estilo árcade na literatura brasileira. Por isso seus primeiros poemas carregam ainda detalhes bem típicos do estilo barrocoEm 1768, lança seu livro se poemas intitulado “Obras” e funda Arcádia Ultramarina dando inicio ao Arcadismo, ao Neoclassicismo (Retorna a beleza e a pureza dos escritores clássicos contra o exagerado gongorismo).

Sua obra anterior a 1768 compõe-se de algumas poesias barrocas, sob a influência jesuítica. apartir daquela data procurou sempre trabalhar de acordo com o pensamento árcade destacando por seus sonetos, perfeitos na forma e na linguagem. Seu temas giram em torno das reflexões morais, das contradições da vida, tão ao gosto dos poetas renascentistas, percebendo inclusive uma acentuada influência camoniana. Cultivou a poesia bucólica, pastoril, na qual menciona sua condição do pastor que tem a natureza como refúgio ou ainda o sofrimento amoroso, as musas idealizadas.

Mais tarde escreve “Vila Rica” (narra a história da cidade desde sua fundação exaltando a atuação dos bandeirantes. O texto dividi-se em 10 contos, em versos decassílabos, e apresenta as seguintes partes: Preposição, Inovação, dedicatória, narração e epílogo) e “Memória histórica sobre a capitania de Minas Gerais”. Traduziu “A riqueza das Nações” (de Adam Smith). Escreveu também textos teatrais, entre eles o “Parnaso Obsequioso”, peça que foi musicada. Em Portugal publica: “O Labirinto de Amor”, “Números Harmônicos”, “Munúsculo Métrico”.

Dedicou-se, numa centena de sonetos, a reviver os motivos bucólicos e o idealismo neoplatônico, mas ficando só no nível dos motivos neoclássicos. Também tentou a épica narrativa na “Fábula do Ribeirão do Carmo” e no poema “Vila Rica”, cuja o principal valor além do documental, é a pureza dos versos neoclássicos e também o nativismo da paisagem este mal revelado em seus sonetos. Também encontram espaços na poesia de Cláudio Manuel as influências da paisagem local: o ribeirão do Carmo, rio que corta a região; os vaqueiros, em lugar de pastores gregos; as montanhas e os vales e as constantes referencias às pedras, que sugerem o ambiente agreste e rústico de MG: “Destes penhascos faz a natureza o berço de ouro em que nasci: Oh quem cuidara, que entre penhas tão duras se criara uma alma eterna, um peito sem dureza.

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Simbolismo


Simbolismo


SimbolismoIntrodução:
O Simbolismo, movimento literário que antecedeu a Primeira Guerra Mundial (1913-1918), surge como reação às correntes materialistas e cientificistas da sociedade industrial do início do século XX. A palavra simbolismo é originária do grego, e significa colocar junto. Os simbolistas, negando os parnasianos, aboliram o culto à forma de suas composições. Resgatando um ideal romântico, os poetas desse período mergulharam no inconsciente, na introspecção do eu; entretanto o fizeram de maneira bem mais profunda que Garret, Camilo Castelo Branco e outros românticos.

Cronologia:
Século XIX
Portugal: Publicação de Oaristo (1890) de Eugênio de Castro.
1915: Ano da Proclamação da República, com a publicação da Revista Orpheu.

Brasil:
1893, com a publicação de Missal e de Broquéis de Cruz e Sousa. Cabe lembrar que a poesia simbolista não teve no Brasil a mesma aceitação que na Europa. A divulgação dessa estética ocorreu paralela ao Parnasianismo.
1902, com a publicação de Canaã, de Graça Aranha.

Origem:
Em 1857, na França, Charles Baudelaire (1821-1867) publicou As Flores do Mal e em 1866 saiu o primeiro número da antologia Le Parnasse Contemporain. Nesta, foram expostas tanto composições simbolistas quanto produções parnasianas. A poesia simbolista está ligada à idéia de decadência, daí seu primeiro nome ter sido Decadentismo; só mais tarde essa nova estética passou a chamar-se Simbolismo. Jean Moréas, teórico do grupo, em 1886 publicou um artigo chamado O século XX, que definia o movimento como "não tanto em seu tom decadente quanto em seu caráter simbólico"; essa publicação colocou um ponto final na nomeação da nova estética, que passou a chamar-se Simbolismo. Tendo por base as idéias de Moréas, Eugênio de Castro lançou o movimento em Portugal com Oaristo; o nome dessa obra, em grego, significa "Diálogo intímo". No Brasil, o movimento chegou, sem influências portuguesas, com a publicação de Missal e de Broqueis, ambas de Cruz e Souza.

Características:
O Simbolismo representa uma espécie de volta ao Romantismo, especificamente ao "mal do século", que marcou a segunda fase romântica. Mas o mergulho simbolista no universo metafísico foi mais profundo que a imersão no movimento anterior. Os simbolistas buscavam integrar a poesia na vida cósmica, usando uma linguagem indireta e figurada. Cabe ainda ressaltar que a diferença entre o Simbolismo e o Parnasianismo não está primeiramente na forma, já que ambos empregam certos formalismos (uso do soneto, da métrica tradicional, das rimas ricas e raras e de vocabulário rico), mas no conteúdo e na visão de mundo do artista. Apesar de seguir alguns efeitos estéticos do Parnaso, esse movimento desrespeitou a gramática tradicional com o intuito de não limitar a arte ao objeto, trabalhando conteúdos místicos e sentimentais, usando para tanto a sinestesia (mistura de sensações: tato, visão, olfato...). Essa corrente literária deu atenção exclusiva à matéria submersa do"eu", explorando-a por meio de uma linguagem pessimista e musical, na qual a carga emotiva das palavras é ressaltada; a poesia aproxima-se da música usando aliterações.

Autores portugueses
Eugênio de Castro (1869/1944)
Motivado pela influência recebida em sua estada na França, Castro, formado em Letras na Universidade de Coimbra, inaugura o Simbolismo português com Oaristo, cuja técnica é baseada na poesia de Paul Verlaine. Massaud Moisés, estudioso da Literatura, assinala que, apesar de fazer uso de prefácios polêmicos e agressivos para inserir os pressupostos da estética simbolista em seus livros, esse artista revela uma tendência inata para o equilíbrio clássico, para a contenção e para o formalismo de tradição. Essa tendência vai substituindo de forma gradativa a postura simbolista.

Características
A produção literária de Eugênio de Castro apresenta versos livres, vocabulário erudito, pessimismo e ambigüidade nos temas trabalhados(blasfêmias-liturgia; ocultismo-catolicismo).

Obras:
Oaristo (1890), Horas (1891), Silva e Interlúdio (1894).

Antônio Nobre (1867/1900)
Em 1892, Nobre, advogado formado em Paris, publica sua obra mais importante: , uma coletânea de poemas em que utiliza uma linguagem coloquial, para voltar ao passado, à infância. Sua produção revela uma hipersensibilidade, um forte sentimento de tristeza e de completa inadaptação ao mundo. Suas descrições são preenchidas por ambientes vagos ou nebulosos; por esses motivos, o poeta é chamado de crepuscular, ou seja, um artista voltado para as horas de recolhimento.

Características:
A produção literária de Antônio Nobre apresenta vocabulário simples, temas coloquiais, apego à terra, às raízes populares; descrição de seu exílio parisiense e egocentrismo.
Obras:
(1892), Despedidas (1902), Primeiros Versos (1921) e Alicerces (1983).

Camilo Pessanha (1871/1926)
Pessanha, estudioso da civilização chinesa, morreu em Macau. É considerado o maior simbolista português. Alguns de seus poemas foram publicados na revista Centauro em 1916, graças ao interesse e esforço de João de Castro Osório. Mais tarde, em 1920, conseguindo outras composições às quais reuniu as já publicadas, publicou Clepsidra. O nome da obra significa relógio movido a água.
Características:
Suas composições trabalham temas sentimentais, apresentam uma musicalidade marcante e uma postura de resignação diante da adversidade. Esse quadro compõe imagens fugidias, carregadas de pessimismo, e transitoriedade da vida.
Obra:
Clepsidra (1920).

Autores brasileiros
Cruz e Souza
Nasceu em Santa Catarina, no ano de 1861 e faleceu em Minas Gerais, em 1898. Apesar de ser filho de negros escravos, teve uma excelente educação, falava francês, latim e grego. Foi nomeado promotor em Laguna, SC, mas não assumiu seu posto, devido a preconceitos raciais. Em 1886, mudou-se para o Rio de Janeiro, trabalhando como arquivista da Central do Brasil e secretário e ponto de uma companhia dramática. Em 1885, publicou um volume intitulado Tropos e Fantasias, em colaboração com Virgílio Várzea, com quem já tinha dirigido um jornal abolicionista, o Tribuna Popular. Em 1893, lançou Missal e Broquéis.

O poeta teve quatro filhos; destes, morreram dois. Sua mulher enlouqueceu; além disso, a família tinha uma péssima situação econômica. Todos esses acontecimentos afetaram profundamente a vida desse artista, que morreu tuberculoso em 1898.

Características:
Sua produção literária é carregada ora de erotismo e satanismo, ora sde misticismo. As composições apresentam uma visão trágica da vida e busca de transcedência (eu x mundo). O poeta, usando um vocabulário litúrgico e apresentando obsessão pela cor branca, cria analogias e correspondências entre o concreto e o abstrato.
Obras:
Tropos e Fantasias
Missal e Broquéis, 1893 (poesia)
Evocações, 1898 (prosa)
Faróis, 1900 (poesia)
Últimos Sonetos, 1905 (poesia)


Alphonsus de Guimaraens
(O solitário de Mariana ou O Poeta Lunar)
Nasceu em Ouro Preto (1870) e faleceu em Mariana, Minas Gerais, em 1921.
Formou-se em Direito, tendo sido promotor e juiz. A noiva morreu quando ambos tinham dezoito anos; ele nunca superou este ocorrido, apesar de ter-se casado e ter tido quatorze filhos. Viveu isolado do mundo literário de sua época, o que lhe valeu o apelido de "O solitário de Mariana".

Características:
Sua obra revela um apelo constante à memória e à imaginação, os versos são melancólicos, dotados de uma musicalidade marcante. Religião, Natureza e Arte servem de apoio para a exploração de seu tema preferido: a morte da amada.
Obras:
Setenário das Dores de Nossa Senhora (1899)
Câmara Ardente (1899)
Dona Mística (1899)
Kyriale (1902)
Pauvre Lyre (1921)
Pastoral aos Crentes do Amor e da Morte (1923)


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Simbolismo na Europa e no Brasil


Simbolismo na Europa e no Brasil
Simbolismo na Europa e no Brasil
No Brasil, o simbolismo começa em 1893 com a publicação de dois livros: "Missal" e "Broquéis" (poesia) ambos de Cruz e Sousa. Estende-se até o ano de 1922, data da semana de Arte
Moderna. O início do simbolismo não pode,no entanto, ser identificado com o término da escola antecedente, o Realismo. Na realidade, no final do século XIX e início do século XX, três tendências caminhavam paralelas: o Realismo e suas manifestações; o Simbolismo, à margem da literatura acadêmica da época; e o pré-Modernismo, com o aparecimento de alguns autores como Euclides da Cunha e Lima Barreto. Só um movimento com a amplitude da Semana da Arte Moderna poderia neutralizar todas essas estéticas e traçar novos e definiti- vos rumos para a nossa literatura.
Na Europa, o poeta francês Charles Baudelaire (1821-1867) é considerado precursor do simbolismo por ter publicado, em 1857, As Flores do Mal, livro que já exibe traços do movimento. Mas é só em 1881 que a nova manifestação é rotulada. O escritor francês Paul Bourget (1852-1935) chama-a de decadentismo. O nome é substituído por simbolismo em manifesto publicado em 1886 no suplemento Figaro Littéraire. O simbolismo manifesta-se na poesia. As obras buscam sugerir os objetos com símbolos, como ao usar a cruz para falar de sofrimento. Os versos exploram a sonoridade e a visualidade. Também rejeita as formas rígidas do parnasianismo, movimento de que é contemporâneo. Apesar de várias de suas bases coincidirem com as do romantismo, difere dele pela expressão da subjetividade sem sentimentalismo. Considera que só é real aquilo que está na consciência individual do poeta. A partir da noção de que a vida é misteriosa e inexplicável, os simbolistas a representam de modo vago, obscuro e até ininteligível. Os principais expoentes na França são Paul Verlaine (1844-1896), autor de Outrora e Agora, Rimbaud (1854-1891), que escreve Iluminations, e Stéphane Mallarmé (1842-1898), autor de A Tarde de um Fauno, musicada por Claude Debussy (1862-1918). Em Portugal, o marco do simbolismo é a publicação em 1890 de Oaristos, de Eugênio de Castro (1869-1944), cujo prefácio apresenta os ideais do movimento. Outros representantes são Antônio Nobre (1867-1900), que escreve Só, e Camilo Pessanha (1867-1926), autor de Clepsidra.
O Momento Histórico
Durante o século XIX a Europa era, em quase sua totalidade, Imperialista. A Europa estava em pleno expansionismo em direção aos países da África, Ásia e América Latina. E em pouco tempo, 3/5 das terras do globo passaram para o domínio europeu. E, nesta mesma época, havia a política das alianças, liderada pela Inglaterra de um lado e pela Alemanha do outro. E em função disto, a Europa começou a investir no crescimento bélico de suas nações, estando eles às vésperas da primeira guerra mundial. Para essa crescente militarização, os historiadores dão o nome de "Paz Armada".
Esse era o contexto histórico onde nasceu o Simbolismo.
Características das Escola
- subjetividade
- religiosidade
- busca da essência humana : a alma
- ambigüidade, conotação, sentido figurado
- poesia hermética, de difícil entendimento
- busca da musicalidade - exploração da sonoridade das palavras
- "É preciso sentir, e não raciocinar"
- Sinestesias: cruzamento entre impressões sensoriais
- Aliterações: repetição de fonemas
- temática: sonho, mistério, morte
- a poesia atinge o leitor por inteiro: todos os sentidos são aguçados

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