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Ouro (Au) | Ocorrência e Obtenção de Ouro

Ouro (Au) | Ocorrência e Obtenção de Ouro

Ouro (Au) | Ocorrência e Obtenção de Ouro

O Ouro (Au), elemento químico de símbolo Au, é um metal de cor amarela, denso e brilhante. Graças a essas características, bem como a sua inalterabilidade e raridade, é o metal precioso por excelência. Apresenta certas propriedades físicas e químicas singulares: tem grande ductilidade, isto é, pode ser facilmente reduzido a fios sem se romper; sua maleabilidade é tão elevada que pode ser batido até alcançar uma espessura da ordem de 0,0001mm, em folhas translúcidas; e tem pouca dureza, pelo que é frequentemente usado em ligas com cobre e prata. Bom condutor de calor e eletricidade, o ouro não se altera em contato com o ar e a água, mas é atacado pelo cloro e dissolve-se no mercúrio. Não é atacável por ácidos isolados, mas somente por ação da água-régia, mistura dos ácidos clorídrico e nítrico.

Símbolo de riqueza e importante fator econômico em todas as épocas, a ponto de ter servido de padrão internacional de conversão de moedas por mais de um século, o ouro encontrou novas aplicações, no fim do século XX, nas indústrias eletrônica e espacial.

Mineral nativo, o ouro cristaliza-se no sistema cúbico (monométrico, isométrico ou regular), e são raros os cristais distintos e perfeitos. Ocorre comumente em formas arborescentes alongadas e não tem clivagem, ou seja, fragmentação em planos.

Ouro (Au) Ocorrência e obtençãoO ouro está amplamente distribuído na natureza, embora em concentrações escassas. Normalmente encontrado em rochas magmáticas, na forma de partículas de várias dimensões, o ouro também ocorre em rochas sedimentares e frequentemente em conexão com rochas metamórficas. Encontra-se, mais frequentemente e em quantidades apreciáveis, em depósitos sedimentares clásticos denominados placers.

Quando associado ao quartzo, o ouro é encontrado de maneira irregular: em pequenas lâminas (frequentemente invisíveis a olho nu), cordões e mesmo massas de cristais. Os minerais que comumente acompanham o ouro são: pirita, calcopirita, galena, esfalerita, arsenopirita, tetradimita, minerais de telúrio, bismuto nativo, arsênico nativo, estibinita, cinábrio, magnetita, hematita, barita, xilita, apatita, fluorita, siderita e crisocola.

Durante muito tempo o ouro foi obtido não diretamente dos veios de quartzo, mas de depósitos secundários encontrados nos vales, nas encostas de montanhas ou colinas e no leito dos rios. O ouro aí encontrado apresenta-se usualmente puro, em massas denominadas pepitas quando atingem certas dimensões. Atualmente são mais raros os depósitos sedimentares, e o ouro é obtido diretamente da rocha matriz.

Ouro (Au) - GoldEncontra-se ouro em quase todas as regiões da Terra, sob as mais diversas condições de ocorrência. No Brasil, durante muito tempo os depósitos mais importantes estiveram ao longo da serra do Espinhaço, em Minas Gerais, e a mina de Ouro Velho, nas proximidades de Belo Horizonte, é uma das mais profundas do mundo. Entretanto, na segunda metade do século XX a principal área de extração passou a ser a Amazônia, com destaque para os seguintes garimpos: Serra Pelada, rio Tapajós, rio Amana, rio Parauari, rio Madeira.

Sob o ponto de vista da extração, as minas de ouro pertencem a dois tipos. No primeiro tipo, as minas de rochas auríferas, geralmente localizadas em filões, o teor do minério é da ordem de 6 a 12 gramas de ouro puro por tonelada de terra e rocha. A exploração desse tipo de mina pode ser feita a mais de três mil metros de profundidade. O segundo tipo, as minas de depósitos aluvionais auríferos, é de exploração bem mais fácil. O trabalho se faz por meio de dragas, e os teores minerais são mais baixos que nas minas do primeiro tipo.

Na exploração de veios subterrâneos (filões), o metal é triturado, lavado e submetido à amalgamação, processo que consiste na mistura dos grânulos de ouro com mercúrio em placas de cobre, para separá-los da ganga. O metal puro é obtido por destilação do amálgama. Em outros casos, essa última fase é substituída pela reação do ouro com cianureto de sódio, com posterior precipitação do metal puro por reação com zinco ou alumínio.

#Ouro - Gold

O tratamento do ouro encontrado nas areias de aluvião é bem mais simples. A massa arenosa fina passa por calhas transportadoras equipadas de desbastadores e chega a coadores com fundo revestido de veludo filetado. Também se podem utilizar as mesas de balanço e eventualmente a flotação. O ciclo da extração, quase sempre finalizado com a amalgamação, inclui ainda a refinação, quando o ouro contém impurezas, que podem ser eliminadas por copelação, por via química (pela ação do cloro ou do ácido sulfúrico) ou por eletrólise.

Aplicações Por ser encontrado em forma relativamente pura na natureza, e pela singularidade de suas propriedades físicas, o ouro tornou-se o mais apreciado dos metais, muito utilizado desde a antiguidade em joalheria, ourivesaria e decoração. Artesãos egípcios, minoicos, assírios e etruscos criaram belos e elaborados trabalhos de arte em ouro, material que era aceito na troca por bens e serviços.

Em joalheria, o ouro é geralmente empregado em liga com prata e cobre (ouro amarelo), com níquel (ouro branco), paládio ou platina. O ouro puro diz-se ouro fino; e a liga com menor teor de ouro é chamada de ouro baixo. O ouro é classificado por quilate, que é cada uma das partes em peso de ouro puro contidas em 24 partes do metal usado para a liga. Uma liga de 12 quilates contém cinquenta por cento de ouro, enquanto o de 24 quilates é ouro em estado puro. Quando os quilates são estipulados por lei, diz-se que o ouro é de lei.

Por sua elevada condutibilidade elétrica e resistência a agentes corrosivos, o ouro é empregado na indústria elétrica e eletrônica, no revestimento de circuitos impressos, contatos, terminais e sistemas semicondutores. Películas muito finas de ouro, que refletem mais de 98% da radiação infravermelha incidente, são usadas em satélites artificiais para controle de temperatura e nos visores dos trajes espaciais, como proteção. Da mesma forma, essas películas, aplicadas às janelas dos grandes edifícios comerciais, reduzem a necessidade de ar-condicionado e conferem maior beleza às fachadas. Na área de saúde, o ouro tem aplicação na odontologia, para obturação, e o ouro radioativo se usa na cintilografia do fígado.

Mais de metade da produção mundial de ouro é adquirida pelos bancos centrais de todos os países para constituir reserva monetária. Além disso, como garantia do papel moeda em circulação, o ouro pode ser utilizado para cobrir diferenças nas balanças de pagamentos dos diferentes países.

A adoção do ouro como unidade de conta pelos diferentes sistemas monetários conduziu ao estabelecimento do padrão-ouro, posto em vigor pela primeira vez no Reino Unido em 1821. Tal padrão estipulava relações fixas pelas quais qualquer moeda poderia ser convertida em seu valor em ouro. Depois da primeira guerra mundial, no entanto, o número de países que garantiam a conversão de sua moeda em ouro passou a ser cada vez menor, e a prática foi totalmente extinta após ter sido abandonada pelos Estados Unidos, último país a adotá-la.

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Química | Gif Slow Motion

Bromo | Br

Bromo | Br

O Bromo (Br) é um elemento químico de símbolo Br, o bromo enquadra-se no grupo VIIa da tabela periódica, que reúne os chamados halogênios, elementos não-metálicos que apresentam grande afinidade por outros corpos e que, assim, tendem à formação de sais. O bromo não é encontrado em estado elementar na natureza, mas existe em abundância na forma de sais de bromo na água do mar e dela é obtido em reação com cloro. Apresenta-se como uma mescla de dois isótopos principais (variedades de um mesmo elemento com número de nêutrons diferente), Br79 e Br81, com a presença de traços de isótopos diferentes, com propriedades radioativas.

Em 1826, Antoine-Jérôme Balard isolou, a partir da concentração residual da água das salinas, uma substância líquida avermelhada e de odor penetrante, que seria chamada bromo (do grego bromos, "aroma").

Bromo | BrComo os demais halogênios, o bromo caracteriza-se por sua elevada capacidade de oxidação, responsável pela facilidade para se combinar com outros elementos e dissolver-se em numerosos compostos orgânicos, como o álcool, o clorofórmio e o tetracloreto de carbono. A propriedade oxidante do bromo é também responsável pela liberação de uma elevada quantidade de calor em reações com determinados elementos, como o fósforo e o alumínio, com risco de explosões.

Além disso, a multiplicidade de estados de oxidação dos halogênios dá lugar a numerosas substâncias iônicas, o que implica uma diversidade de combinações. Assim, aos estados de oxidação +1, +3, +5 e +7 correspondem os íons BrO- (hipobromito), BrO-2 (bromito); BrO-3 (bromato) e BrO-4 (perbromato).

Entre seus compostos químicos destaca-se, pela importância industrial, o ácido bromídrico, HBr. Trata-se de um gás incolor, solúvel em água, muito utilizado em diversos processos tecnológicos e em pesquisas químicas, como catalisador de reações orgânicas (isto é, acelera esse processo sem intervir neles). Cabe mencionar também o dibromoetano, líquido empregado como aditivo antidetonante na gasolina, para eliminar os resíduos de chumbo do cilindro nos motores a explosão; o brometo de prata (AgBr), sensível à luz, utilizado nas emulsões fotográficas; e o bromofórmio (CHBr3), solvente orgânico utilizado em muitos processos químicos de extração.

Separação de Misturas Químicas

Separação de Misturas Químicas

Separação de Misturas Químicas

Entre os principais métodos de separação de misturas estão: destilação, filtração, decantação, levigação, entre outros.

A maioria dos materiais encontrados na natureza não é substância pura, ou seja, não é constituída de um único tipo de partículas ou moléculas; mas, na verdade, trata-se de misturas compostas de duas ou mais substâncias diferentes. 

Mas a separação dos componentes dessas misturas ou o fracionamento delas (ou ainda sua análise imediata) são importantes para vários aspectos de nossa vida, como para separar os poluentes da água e torná-la própria para consumo, na produção de metais e de componentes especiais que são usados para produzir medicamentos, alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza; na obtenção do sal de cozinha, na análise dos componentes do sangue nos laboratórios, para separar os componentes do lixo e destiná-los ao tratamento correto ou para reciclagem e assim por diante.

No entanto, visto que as composições variam, para realizar a separação de misturas, é necessário aplicar técnicas ou métodos especiais para cada caso. As técnicas podem ser físicas ou químicas, pois o princípio fundamental é usar as propriedades dos componentes das misturas para separá-las. Essas propriedades podem ser o ponto de fusão, o ponto de ebulição, a solubilidade, a densidade, entre outros.

Conhecendo bem essas propriedades, é possível então determinar se será necessário aplicar somente um dos métodos de separação de misturas ou se será preciso aplicar vários.

Conheça agora os principais processos de separação de misturas homogêneas e heterogêneas:

Catação: Método manual de separação, como quando escolhemos os feijões para cozinhar;

Ventilação: Arraste por corrente de ar de um dos componentes da mistura que seja bem leve. Exemplos: separação das cascas de grãos de café, cereais e amendoim torrado;

Levigação: Arraste de sólidos de baixa densidade por meio de correntes de água, permanecendo no recipiente os sólidos de densidade maior. Isso é feito pelos garimpeiros para separar a areia (menos densa) do ouro (mais denso);

Peneiração ou tamisação: É usada para separar sólidos de diferentes tamanhos, geralmente passando por uma peneira, sendo que os sólidos menores passam por sua malha, sendo separados dos maiores. É muito usada em construções para separar a areia do cascalho e na cozinha quando se quer separar impurezas na farinha de trigo;

Extração por solventes: Usa-se algum líquido para extrair um ou mais componentes da mistura. Por exemplo, se adicionarmos uma solução aquosa de cloreto de sódio em uma mistura de gasolina e álcool, agitarmos e depois colocarmos em repouso, veremos que a água separará o etanol da gasolina. Isso se baseia na diferença de polaridade e no tipo de forças intermoleculares.

O etanol possui uma parte polar e outra apolar, sendo que sua parte apolar é atraída pelas moléculas da gasolina, que também são apolares, pela força de dipolo induzido. Mas a sua parte polar, caracterizada pela presença do grupo OH, é atraída pelas moléculas de água, que também são polares, realizando ligações de hidrogênio que são bem mais fortes que as ligações do tipo dipolo induzido.

Flotação: A flotação consiste em adicionar bolhas de ar em uma suspensão coloidal, que, por sua vez, é classificada como uma mistura formada por partículas suspensas em um líquido, sendo que essas partículas possuem tamanho entre 1 e 1000 nm. Por exemplo, na mineração e extração do cobre a partir da calcopirita (CuFeS2), esta é pulverizada e combinada com óleo, água e detergente. Depois de injetar ar através da mistura, o sulfeto mineral revestido de óleo é atraído pelas bolhas de ar e é arrastado para a superfície com a espuma. O resíduo não desejado, que é denominado de ganga, deposita-se na parte inferior.

Filtração: É um método de separação de misturas heterogêneas sólido-líquido ou gases-sólidos que se baseia na passagem da mistura por um filtro. Existem dois tipos de filtração: a comum e a vácuo. A filtração comum é a simples passagem da mistura por um funil com papel de filtro a vácuo onde os sólidos ficam retidos. Já a filtração a vácuo é feita usando-se um funil de Buchner acoplado a um kitassato, que, por sua vez, está acoplado a uma trompa de água que arrasta o ar de dentro do kitassato, causando uma região de pressão baixa. Essa diferença de pressão leva à sucção do líquido da mistura e acelera o processo de filtração.

Decantação, sedimentação, sifonação e centrifugação: Esses processos baseiam-se em um único princípio: a diferença de densidade entre os componentes da mistura. Eles costumam ser usados em conjunto para separar misturas heterogêneas de dois tipos: líquido + sólido e líquidos imiscíveis.

Esse tipo de separação inicia-se na sedimentação. A mistura é deixada em repouso para que, depois de um tempo, as partículas do sólido em suspensão no líquido ou o líquido mais denso, por ação da gravidade, depositem-se no fundo do recipiente. Esse processo de sedimentação pode ser acelerado pela realização de uma centrifugação, no caso de misturas do tipo líquido + sólido. A mistura é colocada em um tubo de ensaio dentro de uma centrífuga, que rotaciona em alta velocidade e, por inércia, faz com que as partículas de maior densidade depositem-se no fundo do tubo.

A decantação ocorre quando se inclina o recipiente que contém a mistura, derramando em outro recipiente o líquido menos denso, que ficou na parte de cima. Isso pode ser feito também por sifonação, que é a transferência do líquido por meio de um sifão ou uma mangueira plástica, iniciando-se o fluxo por sucção.

Separação magnética: É a aproximação de um ímã magnético de uma mistura que contém alguma substância que é atraída pelo ímã, como limalhas de ferro, para separá-la dos outros componentes.

Evaporação: Essa técnica é baseada na diferença de pontos de ebulição entre os componentes da mistura. As misturas homogêneas sólido-líquido, isto é, as soluções químicas verdadeiras, são deixadas em repouso ou aquecidas para que o líquido evapore, permanecendo o sólido que possui o ponto de ebulição muito maior. Essa técnica é usada na obtenção de sal de cozinha a partir da água do mar.

No entanto, por meio desse método de separação de misturas, um dos componentes é perdido. E se quisermos obter ambos os componentes? Nesse caso, usamos a destilação, explicada a seguir:

Destilação: É usada para separar cada um dos componentes de misturas sólido-líquido ou líquido-líquido miscíveis. Existem dois tipos: a destilação simples e a destilação fracionada. A destilação simples é usada principalmente para misturas sólido-líquido e consiste em aquecer a mistura em um balão de fundo redondo acoplado a um condensador. O líquido de menor ponto de ebulição evapora e chega ao condensador, onde retorna ao estado líquido e é coletado em outro recipiente.

Já a destilação fracionada é usada para misturas líquido-líquido miscíveis. A única diferença é que, antes do condensador, há uma coluna de fracionamento, em que há uma barreira, pois esse condensador possui bolinhas ou cacos de vidro ou de porcelana.

Assim, somente o líquido que tiver menor ponto de ebulição conseguirá passar pela coluna de fracionamento, enquanto o outro sofrerá condensação e voltará para o balão de destilação.

Cristalização fracionada: É usada quando há vários sólidos dissolvidos em um solvente, sendo que se evapora o solvente ou a temperatura é diminuída. Um dos componentes começa a cristalizar, enquanto os outros estão dissolvidos. Ele é retirado, e o próximo componente cristaliza-se e assim por diante.

Liquefação fracionada: É usada para separar componentes gasosos através da diminuição da temperatura ou elevação da pressão. Um dos gases torna-se líquido primeiro, passando por posterior destilação fracionada. É uma técnica empregada para separar os componentes do ar.

Adsorção: São usadas substâncias que retêm em suas superfícies determinadas substâncias gasosas. Por exemplo, as máscaras contra gases venenosos possuem carvão ativo que adsorve os gases poluentes.

Dissolução fracionada: Usada para separar misturas do tipo sólido-sólido em que um dos sólidos mistura-se em determinado solvente e o outro não. Por exemplo, se tivermos uma mistura de sal e areia, podemos adicionar água para que o sal misture-se nela e separe-se da areia. Podem ser usados outros processos depois, como a filtração para separar a areia, a destilação para separar a água e o sal, ou a evaporação para obter somente o sal.

Fusão fracionada: Método aplicado para separar misturas do tipo sólido-sólido que possuam pontos de fusão diferentes. A mistura é aquecida e um dos sólidos funde-se primeiro.

Nomenclatura Química

Nomenclatura Química

#Nomenclatura Química

Nomenclatura Química é o sistema de denominação dos compostos conforme regras e recomendações adotadas pela comunidade científica internacional com o objetivo de unificar critérios e facilitar a troca de informações entre grupos de trabalho de diferentes regiões e áreas de pesquisa.

O nascimento da química moderna, tradicionalmente identificado com os trabalhos do cientista francês Lavoisier, no século XVIII, foi acompanhado da primeira nomenclatura química. Nomes como óleo de vitríolo e espírito de Vênus, da alquimia, foram substituídos por outros menos poéticos e mais rigorosos, como ácido sulfúrico e ácido acético concentrado.

HistóriaAté as pesquisas efetuadas no século XVIII por Carl Wilhelm Scheele, Joseph Priestley, Henry Cavendish e, principalmente, Lavoisier, os princípios que governavam os fenômenos químicos conhecidos eram herdados da alquimia que, embora acumulasse grande quantidade de dados, não havia empreendido uma classificação metódica. Com base nas descobertas e teorias de Lavoisier, um grupo de químicos franceses publicou um livro de grande influência no meio científico, Méthode de nomenclature chimique (1787), que classificava e dava nomes aos elementos químicos e compostos conhecidos. Gradualmente, as doutrinas de Lavoisier, sistematizadas em seu livro Traité élémentaire de chimie (1789), passaram a ser aceitas universalmente. No século XX, o organismo denominado International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) assumiu a tarefa de elaborar e atualizar periodicamente as normas universais de nomenclatura química.

Compostos inorgânicosDo ponto de vista químico, consideram-se compostos inorgânicos aqueles em cuja estrutura estão presentes elementos metálicos e não-metálicos, e que não apresentam longas cadeias de carbono unidas a átomos de hidrogênio, oxigênio ou nitrogênio. Distinguem-se vários grupos de compostos com propriedades gerais semelhantes: hidretos, sais binários, óxidos, ácidos oxigenados, sais oxiácidos e bases. Os três primeiros grupos são compostos binários (de dois elementos), e os demais são combinações triplas de elementos.

Hidretos Compostos binários em que um dos elementos é o hidrogênio, os hidretos podem ser iônicos e moleculares. Os hidretos iônicos resultam da combinação de hidrogênio com elementos metálicos (sódio, cálcio, ferro, ouro etc.), que se caracterizam pela acentuada tendência a ceder elétrons (partículas de carga elétrica negativa) de seus átomos. Os hidretos moleculares são produto da combinação do hidrogênio com elementos não-metálicos (oxigênio, nitrogênio, enxofre, halogênios), dotados de alta eletronegatividade, ou poder de captar elétrons.

A proporção de hidrogênio nos hidretos é regida pelas leis da troca eletrônica. Como o átomo de hidrogênio contém apenas um elétron, atua sempre com número de oxidação (número de elétrons cedidos ou adquiridos para formar um íon, um radical ou uma molécula) igual a 1 -- positivo, se o elétron for cedido, ou negativo, se o elétron for absorvido -- para alcançar sua estabilidade energética. Os metais possuem, em geral, números de oxidação positivos, enquanto os elementos não-metálicos podem tê-lo positivo ou negativo, conforme a eletronegatividade dos outros elementos do composto.

Para designar um hidreto metálico usa-se a palavra hidreto seguida do nome do metal que participa do composto, como hidreto de sódio (NaH), hidreto de cálcio (CaH2) etc. Quando o metal tem vários números de oxidação possíveis, expressa-se o número utilizado em cada situação: hidreto de ferro II (FeH2), ou ferroso, e hidreto de ferro III (FeH3), ou férrico. Os critérios de nomenclatura dos hidretos não-metálicos coincidem com os anteriores, com a ressalva de que seus números são negativos e únicos: hidreto de cloro, hidreto de enxofre etc.

As soluções de hidretos de elementos não-metálicos em água, porém, apresenta alto grau de acidez e, por isso, se designam com outros nomes, de maior aceitação geral: ácido clorídrico, ácido sulfídrico etc. Muitos hidretos são conhecidos por denominações generalizadas mas não sistemáticas. É o caso da água (hidreto de oxigênio), do amoníaco (hidreto de nitrogênio), dos silanos (hidreto de silício) e dos boranos (hidretos de boro).

Demais compostos bináriosPara designar os sais binários, resultantes da combinação de um elemento metálico e um não-metálico, acrescenta-se o sufixo-eto ao nome do não-metal e, no caso de ser possível mais de um desses compostos, o número de oxidação do metal: cloreto de sódio (NaCl), sulfeto de níquel II (NiS), sulfeto de níquel III (Ni2S3). Empregam-se critérios análogos na denominação dos compostos binários de metais com oxigênio, chamados óxidos metálicos: óxido de potássio (K2O), óxido de ferro II (FeO) etc.

A nomenclatura dos compostos binários aos quais não se aplicam as normas anteriores, pelo fato de seus dois elementos serem não-metálicos, se rege por duas regras fundamentais: (1) os números de oxidação se antepõem como prefixo aos nomes dos elementos, de forma invertida, e (2) em primeiro lugar se cita o elemento mais eletronegativo com o sufixo -eto, exceto nos óxidos. Assim, o trissulfeto de dinitrogênio (S2N3) procede da combinação do enxofre, de número de oxidação 2, com o nitrogênio, 3.

As bases são combinações de metais com o íon hidroxila (OH) de carga elétrica negativa. São designadas pelo termo hidróxido seguido do nome do metal e, eventualmente, de seu número de oxidação. Dois exemplos são o hidróxido de potássio, de fórmula KOH, e o hidróxido de mercúrio II, de fórmula Hg(OH)2.

As tentativas de modernizar os nomes dos ácidos e sais oxiácidos, na maior parte dos casos, não conseguiram se sobrepor à popularidade das denominações do século XIX. Caracterizados pelo número de oxidação positivo de seu elemento não-metálico presente no composto, os ácidos são designados com os sufixos -oso e -ico e os prefixos hipo- e per-. Assim, os ácidos derivados do cloro, em ordem crescente de número de oxidação, são o ácido hipocloroso (HClO), o cloroso (HClO2), o clórico (HClO3) e o perclórico (HClO4). Os sais oxiácidos resultantes da substituição do hidrogênio desses ácidos por um metal recebem os nomes respectivos de hipoclorito, clorito, clorato e perclorato do elemento metálico em questão. Tem-se, assim, o nitrito de potássio (KNO3), o sulfato de ferro II (FeSO4) etc. A substituição do hidrogênio dos ácidos oxiácidos pode ser parcial, com formação de sais hidrogenados constituídos de quatro elementos distintos.

Compostos orgânicosAlém da nomenclatura da IUPAC, os compostos orgânicos recebem uma denominação usual ou comum e, no caso de algumas substâncias, comercial. As regras da IUPAC para a nomenclatura desses compostos prescrevem: (1) o uso de um prefixo para indicar o número de átomos de carbono na mólecula (met-, et-, prop-, but-, pent-, hex-, hept-, oct-, non- e deca-); (2) a indicação da presença de ligações simples, duplas ou triplas entre átomos de carbono (os infixos -an-, para simples, -en-, para dupla, e -in-, para tripla); e (3) a associação de um sufixo para cada função orgânica.

Nos hidrocarbonetos, formados exclusivamente por carbonos e hidrogênios, o sufixo associado é -o. As classes de hidrocarbonetos são os alcanos, alcenos, alcinos, ciclanos e hidrocarbonetos aromáticos. As regras de nomenclatura são semelhantes para os três primeiros grupos, com variação apenas do infixo.

Radicais são átomos ou grupos de átomos com uma ou mais valências livres. Nos hidrocarbonetos, chamam-se radicais alquila e são designados pelo nome do hidrocarboneto de que derivam seguido do sufixo -il, como o metil (CH3), derivado do metano (CH4) com uma ligação livre.

Para obter o nome de compostos orgânicos, em primeiro lugar identifica-se a cadeia principal, que é a de maior número de carbonos, e os radicais alquila ligados a ela. A seguir, numera-se a cadeia principal de forma que os radicais recebam os menores números, ou seja, a numeração deve começar na extremidade da cadeia que estiver mais próxima de um radical. Escreve-se, então, os nomes dos radicais alquila (a partir daquele que tem o maior número de carbonos), precedidos do número do átomo da cadeia principal ao qual estão ligados e seguidos do nome do hidrocarboneto da cadeia principal. Quando há radicais iguais usam-se os prefixos di-, tri-, tetra- etc. Por exemplo, o composto orgânico de fórmula recebe o nome 2-metil-3-etil-pentano.

A designação dos hidrocarbonetos cíclicos é feita pelo acréscimo do prefixo ciclo- antes do nome do hidrocarboneto (ciclopropano, ciclopenteno etc.). No caso de hidrocarbonetos cíclicos ramificados, deve-se numerar o anel a partir da ramificação mais simples, no sentido horário ou anti-horário, de forma que os outros radicais recebam os menores números. Quando o anel apresentar uma dupla ligação, a cadeia deve começar pelo carbono que contém essa ligação, e os radicais devem receber os menores números possíveis. A nomenclatura dos compostos aromáticos, considerados derivados do benzeno, segue a dos hidrocarbonetos cíclicos. O benzeno é o hidrocarboneto aromático mais simples e seu nome oficial é ciclohexatrieno-1,3,5.

A designação dos ácidos carboxílicos, das cetonas e dos aldeídos se faz pela substituição da terminação -o do hidrocarboneto correspondente por um sufixo associado à função: -óico para os ácidos, -ona para as cetonas e -al para os aldeídos. A numeração da cadeia se faz a partir da extremidade que contém o grupamento ou que está mais próxima dele, no caso das cetonas.

Os ésteres, derivados de ácidos carboxílicos, recebem o mesmo nome dos ácidos, mas com a terminação -ato em lugar de -óico, seguido do nome do radical ligado ao oxigênio acrescido da letra a: etanoato de metila, etanoato de etila etc. Os éteres, que têm o átomo de oxigênio ligado a dois radicais, usam a seguinte nomenclatura: radical menor acrescido do sufixo -óxi seguido do radical maior. Outra forma possível é acrescentar à palavra éter o radical menor e o radical maior seguido do sufixo -ílico. Alguns exemplos são o metóxi-metano (ou éter dimetílico) e o metóxi-butano (ou éter metil-butílico).

Os compostos nitrogenados, caracterizados pela presença de átomos de nitrogênio na molécula orgânica, podem ser classificados em aminas (que apresentam o radical NH2), amidas (derivadas de ácidos carboxílicos, CONH2), nitrilas (CN) e nitrocompostos (NOO). A designação das aminas e amidas é feita pelo acréscimo do nome do radical derivado do hidrocarboneto acrescido das terminações -amina ou -amida: metilamina, etanamida etc. Nas nitrilas, pospõe-se o sufixo -nitrila ao nome do hidrocarboneto (etanonitrila, propanonitrila etc.), e nos nitrocompostos antepõe-se o prefixo nitro- ao nome do hidrocarboneto: nitro-etano, nitrobenzeno etc.

Finalmente, nos haletos orgânicos, derivados dos hidrocarbonetos a partir da substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por átomos de halogênios, a IUPAC toma os átomos de halogênio como ramificações da cadeia carbônica principal. Assim, o nome do radical orgânico é precedido do nome do haleto: cloreto de etila, brometo de metila etc.

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Perfumes e Fragrâncias

Perfumes e Fragrâncias

#Perfumes e Fragrâncias

Perfume é todo produto aromático resultante de uma complexa mistura de substâncias odoríferas, na maioria das vezes de origem vegetal, embora não sejam negligenciáveis as de origem animal e as sintéticas, estas produzidas pela indústria química. O termo é derivado do latim per fumum ("por meio da fumaça"), uma referência aos vapores aromáticos obtidos pela combustão de determinados vegetais. A indústria da perfumaria dedica-se à produção de uma grande variedade de preparados de odor agradável para uso pessoal e doméstico. Por serem comumente produzidos nos mesmos estabelecimentos industriais, são incluídos na classificação de perfumaria os cosméticos, sabonetes, sais e diversos outros artigos de higiene e embelezamento.

Perfumes e FragrânciasHistória do Perfume - Os perfumes estão presentes no cotidiano do homem desde a Pré-História. Sabe-se que o homem primitivo já utilizava madeiras e resinas para melhorar o cheiro dos alimentos. No Egito Antigo, foram desenvolvidas diversas substâncias aromatizantes de uso religioso, como incensos e óleos perfumantes. Na própria Bíblia Sagrada, há uma passagem em que Deus manda Moisés fazer um incenso perfumado.

Após a contribuição das primeiras civilizações, os gregos tiveram um papel fundamental, pois passaram a trazer perfumes de diversas partes do mundo em suas expedições para o uso medicinal. Os árabes também foram essenciais na evolução do perfume, pois foram eles os criadores do alambique, tornando possível destilar as matérias-primas. No século XII, por meio das Cruzadas, o perfume penetrou na Europa, passando a ser usado exclusivamente na higiene pessoal e nos banhos públicos. Em 1370, o primeiro perfume à base de álcool foi feito especialmente para a rainha da Hungria, Elizabeth.

A partir do século XVII, o perfume se tornou objeto de requinte na Europa, destinado unicamente à nobreza, pois somente os reis, rainhas e altos funcionários podiam o utilizar. Posteriormente, com o progresso da química, o que permitiu a reprodução artificial de cheiros encontrados na natureza, o perfume ficou mais acessível e deixou de ser um objeto das elites. Hoje em dia, o mesmo é um produto essencial até mesmo para aqueles que não são tão vaidosos, tendo se tornado um símbolo de bom gosto, autoestima e sociabilidade.

Na antiguidade, os egípcios empregavam grande quantidade de perfumes no culto aos deuses e na conservação de cadáveres. A arte da perfumaria era conhecida também dos chineses, indianos, cartagineses, árabes, gregos e romanos. Há referências na Bíblia (Gênesis e Êxodo) ao uso dos perfumes entre os judeus e à composição do perfume a ser usado no culto.

Os perfumistas, profissionais responsáveis pela obtenção de novos perfumes, mantêm na memória olfativa o registro de centenas de compostos e com a mistura destes criam fragrâncias originais. Para conquistar boa aceitação no mercado, os perfumes precisam também ter elevado grau de estabilidade, algo bastante difícil de ser alcançado, pois em geral se compõem de substâncias voláteis, que evaporam com facilidade. As substâncias que se combinam para a composição de um perfume podem ser assim classificadas: (1) óleos de flores, que se obtêm por meio de destilação com vapor d'água ou por extração com solventes; (2) óleos essenciais, em geral obtidos por destilação de raízes, folhas ou frutos; (3) extratos, que consistem em compostos químicos de origem natural, isolados dos óleos essenciais; (4) substâncias odoríferas produzidas sinteticamente; (5) compostos de origem animal; e (6) resinas.

Entre os materiais de origem vegetal mais utilizados na produção de óleos essenciais destacam-se a rosa, jasmim, gerânio, sândalo, canela, lírio, gardênia, cravo, vetiver, lavanda e cítricos em geral. As matérias-primas artificiais foram muito aprimoradas com os progressos ocorridos na indústria química e em especial na petroquímica. Já os produtos de origem animal são de importância fundamental para a fixação do aroma. Entre eles se destacam o almíscar, extraído de uma variedade de cervídeo, o âmbar, proveniente do intestino do cachalote, e o castóreo, secretado em cavidades do ventre do castor.

De maneira geral, a indústria dos perfumes apresenta seus produtos em soluções alcoólicas. Os extratos contêm de 10 a 25% de concentrado perfumado; as águas de colônia, de dois a seis por cento; e as loções após barba, de meio a dois por cento. Quanto à composição, há perfumes que contêm mais de cem ingredientes.

Utilizam-se perfumes industriais para encobrir odores desagradáveis de produtos como tintas e materiais de limpeza. Também se empregam esses perfumes para imprimir fragrâncias naturais em produtos de origem sintética, como na adição de couro a plásticos usados para estofar móveis.

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Azoderivados

Azoderivados

#Azoderivados
Azoderivados são compostos químicos que possuem, como grupo básico, dois átomos de nitrogênio unidos a radicais orgânicos. O principal método para a formação de azóicos, entre eles os diazoaminoderivados, é a copulação dos sais de diazônio com as aminas (primárias, secundárias ou terciárias), com os fenóis e com os éteres fenólicos.

Os azoderivados constituem o principal insumo para a fabricação de corantes azóicos, utilizados no tingimento das fibras celulósicas. São mais empregados nas cores vermelho-brilhante, escarlate e laranja.

Os compostos denominados diazoaminoderivados apresentam propriedades fracamente básicas. Podem, como as bases, produzir sais metálicos por substituição do hidrogênio que se encontra ligado ao átomo de nitrogênio por metais. Entretanto, a propriedade mais importante dos diazoaminoderivados é sua transposição em aminoazoderivados, num processo através do qual são facilmente obtidos, quase em número inesgotável, os corantes aminozóicos, insolúveis em água e que se sintetizam sobre a fibra.

Os corantes azóicos podem ser subdivididos em diversos grupos, de acordo com as características que apresentam. Assim, entre os corantes azóicos básicos estão o para-aminoazobenzol ou amarelo de anilina, usado como matéria-prima de outros corantes; a crisoidina, que tinge o algodão mordentado (tratado com mordente ou fixador) com tanino em vermelho pardo; e o pardo de Bismarck, empregado para tingir couros e para a síntese de outros corantes poliazóicos. Entre os corantes azóicos ácidos pode-se citar o alaranjado de B-naftol, um dos corantes ácidos mais freqüentemente usados para tingir lã e seda; o vermelho sólido B ou vermelho de Bordéus B, que tinge de cor vermelho-azulada, e o vermelho Ponceau 2R, corante de cor vermelho-escarlate que serve como substituto dos corantes de cochinilha.

Existem ainda os corantes sobre mordente e corantes ao cromo, como o amarelo de alizarina R, que tinge sobre mordente em amarelo, e o negro-diamante PV, que tinge em azul-negro depois de cromado; e os corantes substantivos, que tingem diretamente o algodão. Cabe citar nesse último grupo o vermelho-congo, que tinge diretamente o algodão em vermelho, e a benzopurpurina 4B, um dos corantes vermelhos mais importantes para o algodão.

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Asfalto, Composto de Hidrocarbonetos

Asfalto, Composto de Hidrocarbonetos

#Asfalto, Composto de Hidrocarbonetos

Asfalto é um produto composto de hidrocarbonetos, com átomos isolados de nitrogênio, enxofre e oxigênio, cuja coloração vai do preto ao castanho. De consistência variável, oscila entre o líquido viscoso e o sólido cristalino. Encontra-se em estado natural ou pode ser obtido pela refinação de certos tipos de petróleo, de densidade elevada.

Utilizado desde a antiguidade como agente adesivo e protetor, o asfalto teve sua importância econômica ampliada a partir do século XX, quando passou a ser aproveitado na pavimentação de rodovias.

Também denominado betume, o asfalto natural apresenta em sua composição agregados minerais e misturas de rochas arenosas ou calcárias, o que o diferencia do obtido pela destilação do petróleo. Pedras calcárias e arenitos impregnados de asfalto localizam-se em diversos pontos da Europa, da Ásia e da América. Mas a maior jazida do mundo é um lago de asfalto da ilha de Trinidad, que cobre uma área de 46 hectares, com mais de trinta metros de profundidade. O asfalto forma nesse lago uma crosta dura na superfície e é extraído em pedaços, a golpes de picaretas, a fim de ser transportado em vagonetes ou caminhões até os pontos de embarque em direção às refinarias. Admite-se que o lago seja abastecido por alguma fonte subterrânea, pois, não obstante as enormes quantidades de asfalto retiradas, o nível do depósito não sofreu queda apreciável. Próximo, na Venezuela, existe outra jazida famosa, a de Bermúdez, de extensão superficial maior que a de Trinidad, mas de menor profundidade.
A maior parte do asfalto empregado na pavimentação de estradas procede do refino do petróleo, graças à possibilidade de controle da viscosidade e densidade do produto, o que permite a fabricação de revestimentos asfálticos com níveis de aderência e resistência adequados a cada circunstância (rodovias de alta velocidade, pistas em terrenos montanhosos, vias em zonas com alta pluviosidade etc). O asfalto é usado também em tintas e vernizes, impermeabilizantes e materiais para revestimento de tetos e pisos, paredes e alicerces, principalmente em casos que exigem proteção contra a água e a umidade.

Ligação Química

Ligação Química

Ligação Química

Uma ligação química entre dois átomos se estabelece quando a força de união entre eles é suficiente para dar origem a um agregado estável, que pode ser considerado como espécie molecular independente. Apenas os gases nobres ou inertes - hélio, argônio, neônio, criptônio e xenônio -- e os metais em estado gasoso apresentam estrutura interna configurada por átomos isolados. As demais substâncias químicas puras se constituem de mais de um átomo do mesmo elemento químico (substâncias simples, como o oxigênio, de fórmula molecular O2) ou de átomos de elementos químicos diferentes (substâncias compostas, como a água, de fórmula molecular H2O, com dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio). A quantidade de ligações que o átomo de um elemento pode efetuar simultaneamente expressa sua capacidade de se combinar, também chamada valência. Cada elemento apresenta, normalmente, um número fixo e limitado de valências.

Ao longo do século XIX, enquanto se formulava a teoria atômica, sucederam-se com maior ou menor grau de acerto suposições sobre a natureza das forças que mantêm unidos os átomos nos compostos químicos. Uma das hipóteses mais aceitas foi a de Berzelius, segundo a qual as combinações químicas obedecem ao princípio da atração entre cargas elétricas de sinais opostos.

Distinguem-se vários tipos de ligação química: eletrovalente (ou iônica), covalente, metálica e a ligação que se estabelece por ponte de hidrogênio. Segundo a teoria do octeto, enunciada pelo cientista americano Gilbert Newton Lewis, os átomos ao se combinarem tendem a assumir a estrutura eletrônica do gás nobre que lhe é mais próximo na tabela periódica. As ligações químicas são, portanto, a solução para uma configuração eletrônica estável.

A diferença entre as quantidades de energia necessárias para arrancar um elétron de um átomo desempenha papel fundamental na constituição das ligações químicas. Nos metais alcalinos, essa energia é mínima. Os elementos desse grupo apresentam, portanto, grande reatividade, ou seja, unem-se facilmente a outros elementos. Já os gases nobres, em que essa energia é máxima, apresentam grande dificuldade para formar combinações, motivo por que são chamados gases inertes.

Ligação eletrovalente ou iônicaAlbrecht Kossel observou, em 1916, a mudança brusca de propriedades entre os elementos que precedem e os que sucedem imediatamente aos gases nobres na classificação periódica dos elementos, fato que deu origem a sua teoria da ligação iônica. Segundo o raciocínio de Kossel, a estrutura eletrônica de um gás nobre é ótima e estável, como resultado da perfeita distribuição dos elétrons em seu envoltório. Assim, os elementos do grupo dos halogênios (flúor, cloro e bromo) e dos calcogênios (oxigênio, enxofre), que apresentam na última camada menos elétrons do que os gases nobres, caracterizam-se por grande afinidade eletrônica, ou capacidade de captação das partículas elementares. Ao contrário, os alcalinos (sódio, potássio), alcalino-terrosos (cálcio, magnésio) e os metais em geral têm forte tendência a perder elétrons para adquirir uma estrutura estável.

Quando se ligam átomos com comportamentos eletrônicos opostos, a transferência de elétrons dá origem a átomos eletricamente carregados, os íons: cátions, átomos que ao ceder elétrons adquiriram carga positiva; e ânions, átomos que receberam elétrons e adquiriram carga negativa. A ligação iônica assim verificada, característica dos sais alcalinos e alcalino-terrosos, se sustenta principalmente nas forças de atração eletrostática, embora seja também importante a energia da combinação que se forma, chamada energia de rede, ou reticular.

Ligação covalente Quando dois átomos compartilham um par de elétrons praticamente da mesma maneira, produz-se entre os dois uma ligação covalente. Essa união, que se verifica entre átomos de natureza semelhante, é a mais comum nos compostos orgânicos. Também formam ligação covalente as moléculas diatômicas de grande estabilidade do oxigênio, nitrogênio, hidrogênio, flúor e cloro.

O par de elétrons que participa da ligação pode ficar mais próximo do átomo que exerça sobre ele maior força de atração. Essa ligação, chamada covalente polar, forma um pequeno dipolo elétrico, embora a molécula, no conjunto, seja neutra. A água e o amoníaco são exemplos de compostos desse tipo. As substâncias polares que contêm hidrogênio podem apresentar ocasionalmente em sua estrutura molecular as chamadas pontes de hidrogênio.

Ligação metálica Do ponto de vista químico, os metais se caracterizam por possuir poucos elétrons na camada exterior do átomo. Segundo a teoria da ligação metálica, esses elétrons formam uma "nuvem eletrônica", que ocupa faixas limitadas no interior do metal, as chamadas zonas de Brillain, e podem passar facilmente de uma para outra, o que justifica a relativa liberdade de que desfrutam dentro da rede. O sólido metálico seria assim formado pelos núcleos dos átomos mergulhados nessa nuvem eletrônica, que pertence ao conjunto.

Ligação por ponte de hidrogênioNas moléculas formadas por átomos de hidrogênio unidos a elementos com forte afinidade por elétrons, os átomos de hidrogênio são atraídos simultaneamente por vários outros átomos e formam pontes de hidrogênio. Esse tipo de ligação explica a estrutura e o comportamento de vários hidretos, ou combinações de hidrogênio com átomos de alta afinidade eletrônica, como o flúor (de que resulta o hidreto de flúor), o oxigênio (na molécula de água) e o nitrogênio (que dá origem ao amoníaco). Devido a essa associação, tais hidretos possuem pontos de fusão e de ebulição mais altos do que o esperado. A ligação por ponte de hidrogênio também pode explicar por que o gelo flutua na água: sua densidade é menor porque as pontes de hidrogênio formam espaços vazios na estrutura reticular do gelo que não existem no líquido.

Ligações e reações químicas As substâncias químicas são formadas por moléculas compostas de átomos, unidos entre si por meio de ligações químicas. A energia armazenada por essas ligações, somada à da rede molecular do conjunto, determina a estabilidade dos compostos. Uma reação química rompe as ligações existentes entre os átomos das substâncias iniciais, ou reagentes, para dar origem a produtos finais da reação, por meio de novas ligações. A viabilidade de uma reação é dada pelo balanço global de energias que participam do processo. É necessário que exista uma energia inicial suficiente para eliminar a estabilidade das ligações dos reagentes e que os produtos finais tenham caráter altamente estável. Em caso contrário, reconstituem-se as substâncias iniciais.

Arsênio (As)

Arsênio (As)

#Arsênio (As)O arsênio (As) é um elemento químico de transição entre os metais e ametais típicos. Em seu estado natural, acompanha vários minérios de antimônio e prata nos veios de rochas cristalinas e nos xistos.
Os efeitos tóxicos e muitas vezes letais do arsênio, já descritos por Dioscórides no século I, foram a causa de grande número de envenenamentos ao longo da história.

Seus principais minérios são: o ouro-pigmento (As2S3), às vezes cristalizado no sistema ortorrômbico e geralmente em massas laminares, de cor amarelo-ouro e brilho entre nacarado e resinoso; o realgar (bissulfeto de arsênio, As2S2), cristalizado no sistema monoclínico, de cor vermelha e brilho resinoso; o mispíquel ou arsenopirita, de cor branca prateada e brilho metálico. No Brasil, encontra-se o mispíquel associado às piritas nas jazidas de ouro do estado de Minas Gerais.

PropriedadesO arsênio apresenta-se em vários estados alotrópicos, originados por diferentes configurações cristalinas. A forma cinzenta ou de coloração metálica é frágil, pouco solúvel e estável somente em temperaturas inferiores a 615o C. Condutor de eletricidade, cristaliza-se no sistema hexagonal. A variedade de cor amarela é formada a partir do resfriamento dos vapores de arsênio, a 0o C. Nesse estado, o elemento é instável, de cristalização cúbica, e tende a se transformar na variedade cinza.

Em sua forma mais estável, o arsênio aproxima-se quimicamente do fósforo. Em contato com o ar seco e na temperatura ordinária, não se altera; ao ar úmido, oxida-se; queima a 180o C, com chama azulada, produzindo óxido arsenioso (As2O3); é atacado pelos ácidos oxidantes; ataca os sistemas catalíticos sólidos, envenenando-os; seus compostos são tóxicos, especialmente os solúveis e os voláteis. Os principais sintomas de envenenamento por arsênio são náusea, vômito, diarréia, dores musculares, pulso fraco e coma.

Aplicações No comércio, o mais importante derivado do arsênio é o óxido arsenioso (As2O3), conhecido como "arsênio branco", muito empregado na fabricação de inseticidas e produtos destinados à exterminação de ervas daninhas e ratos. O arsênio inorgânico é receitado contra anemia, reumatismo etc., e seus compostos orgânicos contra a sífilis e a doença do sono.

Na indústria, o arsênio também é usado como clarificador do vidro, como mordente na impressão dos tecidos de algodão, na obtenção do verde-de-scheele e do verde-de-schweinfurth, pigmentos vivos mas tóxicos. O arseniato ácido de potássio, obtido por aquecimento de uma mistura de anidrido arsenioso com nitrato de potássio, é usado na conservação de peles. O  realgar é empregado na pintura de quadros e na obtenção de fogos brancos. O amarelo-real das tintas a óleo é o trissulfeto de arsênio.

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Nitroglicerina ou Trinitrato de Glicerol

Nitroglicerina ou Trinitrato de Glicerol

#Nitroglicerina ou Trinitrato de GlicerolA Nitroglicerina, ou trinitrato de glicerol, de fórmula química C3H5(ONO2)3, é o principal ingrediente explosivo da dinamite. É usada também na gelatina explosiva (formada por 92% de nitroglicerina e 8% de nitrocelulose), na pólvora de base dupla e, na indústria farmacêutica, como vasodilatador. A primeira dinamite, patenteada em 1867, foi fabricada por Nobel com 75 partes em peso de nitroglicerina em 25 de terra diatomácea. A balistita, inventada em 1888, também por Nobel, e usada como pólvora sem fumaça, compõe-se de nitroglicerina e nitrocelulose gelatinizadas e outros ingredientes.

Preparada pela primeira vez pelo químico italiano Ascanio Sobrero, em 1847, a nitroglicerina foi empregada como explosivo 17 anos depois por Alfred Nobel.

Pura, a nitroglicerina é líquida, transparente e incolor, mas o produto comercial é normalmente amarelado, conforme a quantidade de matéria-prima usada. Solidifica a cerca de 13o C, o que torna perigoso seu uso em dinamites nos climas frios, pois há cristalização. É insolúvel em água, mas facilmente emulsionada nela, qualidade que a faz quase insensível ao choque. Com base nisso, transporta-se esse explosivo por tubulações em emulsão com água, separada depois por decantação. Possui solubilidade alta em álcool etílico, acetato de etila e acetona.

Fabricada por nitração da glicerina, é depois separada do ácido residual. A etapa seguinte é a lavagem da nitroglicerina com água, para remoção parcial de sua acidez. Para a neutralização com solução aquosa de carbonato de sódio, separam-se as águas residuais. Finalmente, o explosivo é separado por decantação e armazenado.

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Barbitúrico

Barbitúrico 

#Barbitúrico Barbitúrico é um composto químico orgânico sintético derivado do ácido barbitúrico, descoberto por Adolf von Baeyer em 1864. Essa substância, também chamada maloniluréia ou hidropirimidina, é formada pela união do ácido malônico com a uréia, e dela são extraídos numerosos derivados de uso terapêutico. O primeiro deles, o barbital ou veronal, foi sintetizado em 1903. Depois sintetizaram-se cerca de 2.500 barbitúricos hipnóticos, cinqüenta dos quais podem ter indicação terapêutica; um número bem menor é de uso corrente.

Empregados em medicina por seus efeitos sedantes e hipnóticos e por suas propriedades anestésicas, os barbitúricos são freqüentemente associados às toxicomanias e aos suicídios, pois se utilizados de forma inadequada podem conduzir à morte.

Utilizam-se os barbitúricos em medicina por sua ação depressora do sistema nervoso central, efeito que, de acordo com a dose e a natureza do composto ministrado, será sedante, hipnótico ou narcótico. Podem ser de ação prolongada, como o barbital, empregado no tratamento da epilepsia; de ação intermediária, como o amobarbital e o aprobarbital, cujo efeito dura de três a seis horas e é usado contra a insônia; ou de ação curta, que são anestésicos administrados por via intravenosa.

Excetuando-se os de duração prolongada, os demais são metabolizados rapidamente pelo fígado e excretados pelos rins. Conforme a dose, a intensidade do efeito varia desde discreta hipnose até o coma profundo e a morte. Esta geralmente ocorre, quando precoce, por paralisia respiratória; quando retardada, por complicações cardíacas, choque e pneumonia. No caso da intoxicação aguda, com depressão do sistema respiratório, recomenda-se uma lavagem de estômago, para expulsão do produto, e uso de oxigênio. A intoxicação crônica, ou barbiturismo, decorrente da ingestão continuada de tais substâncias, dá causa à adicção e à síndrome de abstinência, conjunto de sintomas que se manifestam quando se deixa de proporcionar o barbitúrico ao indivíduo dependente.

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Tensão Superficial

Tensão Superficial

Tensão SuperficialChama-se tensão superficial a propriedade que a superfície livre de um líquido apresenta de comportar-se como uma membrana, ou película delgada, capaz de suportar pequenos esforços sem rompimento. Esse fenômeno pode ser observado em quase todas as formas esféricas de pequenas gotas de líquido ou bolhas de sabão. Uma lâmina de barbear também pode ser sustentada pela tensão superficial da água: a lâmina não está flutuando; se for empurrada, afundará.

Fenômenos como a formação de gotas e bolhas esféricas, a capilaridade, o fato de os líquidos molharem ou não os sólidos e de certos insetos caminharem sobre a superfície da água se explicam pela propriedade física denominada tensão superficial.

Uma molécula no interior do líquido é atraída por todas as suas vizinhas, que estão, em média, uniformemente distribuídas a sua volta. A camada superficial, entretanto, está submetida a intensa compressão, pois é puxada para baixo por todo o restante do líquido. É isso que lhe confere propriedades de certa forma semelhantes às de uma membrana. A superfície de um líquido tende sempre a contrair-se ou reduzir-se. É necessário realizar trabalho para expandi-la. A elasticidade do líquido impede que essa contração ocorra além de certos limites.

A energia responsável pelo fenômeno da tensão superficial deve ser considerada aproximadamente equivalente à energia ou ao trabalho necessário para remover a camada superficial de moléculas numa unidade de área. Assim, a tensão superficial pode ser expressa em unidades de energia (joules) por unidade de área (metro quadrado), ou J/m2. A água tem uma tensão superficial de 0,07275J/m2, a 20o C. Líquidos orgânicos, tais como benzeno e álcoois, apresentam tensão superficial mais baixa, enquanto no mercúrio ela é mais elevada (0,500J/m2).

A tensão superficial é também vista como resultado de forças que atuam no plano da superfície e tendem a minimizar sua área. Com base nisso, expressa-se a tensão superficial, freqüentemente, como a força exercida pelo líquido por unidade de comprimento. Aqui, a unidade é o newton por metro (N/m), que equivale ao joule por metro quadrado.

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Análise Química, Tipos de Análises, Operações Analíticas, Operações Volumétricas, Operações Gravimétricas e Instrumental Analítico

Análise Química, Tipos de Análises, Operações Analíticas, Operações Volumétricas, Operações Gravimétricas e Instrumental Analítico

Análise Química, Tipos de Análises, Operações Analíticas, Operações Volumétricas, Operações Gravimétricas e Instrumental AnalíticoAnálise química é o ramo da ciência que estuda os fundamentos, as reações, as técnicas e os cálculos que permitem avaliar a composição química qualitativa e quantitativa de uma substância sólida, líquida ou gasosa, assim como as correspondentes aplicações técnicas desses conceitos.

Foi na transição do século XVIII para o XIX que se estabeleceram os princípios fundamentais da análise química, graças aos trabalhos de dois importantes cientistas da época, o francês Antoine-Laurent Lavoisier e o sueco Jöns Jacob Berzelius. Desde então, inúmeros pesquisadores deram sucessivas contribuições, que constituíram a identidade do ramo da química conhecido como análise. Cabe destacar, entre outros, o alemão Heinrich Rose, que em 1829 publicou o primeiro tratado sobre a matéria; o sueco Carl Wilhelm Scheele, que realizou estudos sobre a composição do ar e dos solos; e o também alemão Robert Wilhelm Bunsen, que aperfeiçoou diversos métodos analíticos.

Tipos de análisesA análise química pode ser qualitativa, quando o que se deseja é determinar quais são os elementos que compõem uma determinada amostra, ou quantitativa, cujo objetivo é especificar a proporção de cada um dos componentes presentes na amostra.

Além disso, ambos os tipos de análise podem ser completos, quando se obtém um esquema global dos vários componentes de uma substância, ou incompletos, utilizados para identificar e determinar a proporção de um componente preestabelecido na amostra. Esse último tipo de análise é muito utilizado, por exemplo, na determinação do teor de sais minerais de uma amostra de água (dureza), quando se analisa somente as quantidades de sais de cálcio e magnésio porventura presentes.

Também é possível classificar a análise química segundo a quantidade de material com a qual se trabalha. Assim, denomina-se macroanálise ao procedimento que envolve amostras de peso superior a 0,1g; semimicroanálise, quando o peso da amostra oscila entre 0,1 e 0,01g; microanálise, se esse valor estiver na faixa de 0,01 e 0,001g; e, finalmente, ultramicroanálise, quando a amostra pesa menos que 0,001g. Nesse último caso, devido à quantidade reduzida de material, torna-se necessário operar em condições ótimas de sensibilidade e precisão, a fim de obter resultados representativos.

Por outro lado, enquanto as técnicas de análise qualitativa baseiam-se na prática de reações químicas entre grupos distintos de compostos, denominada marcha analítica de separação de cátions (espécies químicas carregadas positivamente) e de ânions (espécies químicas carregadas negativamente), a análise quantitativa fundamenta-se na realização de reações químicas em cadeia, as quais, com o auxílio de operações físicas (combustão, lavagem, filtração etc.), resultam no isolamento de um determinado elemento em sua forma iônica.

As três técnicas mais utilizadas, dentro do campo da análise quantitativa, são a volumetria, baseada na medição de volumes, a gravimetria, através da qual se determina a composição de uma substância mediante pesagens, e a gasometria, na qual o fator determinante é a medição de volumes de amostras gasosas. Além desses três grupos principais, cabe ainda citar algumas modalidades analíticas empregadas em casos mais específicos, entre elas a fotometria, que mede a intensidade luminosa gerada na combustão do composto que se deseja analisar; a espectrometria, na qual se avalia a intensidade da dispersão de certas radiações emitidas pela amostra sob determinadas condições; e a colorimetria, que relaciona a intensidade das cores com as correspondentes concentrações de um determinado componente.

Finalmente, entre as técnicas mais avançadas cabe mencionar também a cromatografia, cujo fundamento relaciona-se ao diferente poder de adsorção (retenção de líquidos ou gases na superfície de partículas sólidas) dos diversos componentes de uma amostra quando dispersas em um meio adsorvente; a refratometria, que permite conhecer a concentração de um determinado componente a partir do índice de refração (relação entre a velocidade da luz ao atravessar uma determinada quantidade de amostra e aquela relativa ao percurso da luz no vácuo); e a polarimetria, cuja finalidade é a determinação da concentração do composto de interesse, relacionando-a ao seu poder rotativo (propriedade física apresentada por certas substâncias de gerar o plano de propagação da luz). Da mesma forma, é bastante aplicado na análise química o fenômeno denominado eletroforese, que consiste no deslocamento de partículas em solução coloidal (tamanhos na faixa de 10 a 1.000 Å;1Å= 10-10m), sob a ação de um campo elétrico.

Operações analíticas Dada a enorme variedade de  processos envolvidos nos diversos tipos de análise química, a pluralidade de operações que integram o conjunto de procedimentos analíticos alcança proporções consideráveis. Entretanto, algumas etapas são comuns a todas as metodologias. Assim, em todo tipo de análise é necessária a tomada de amostras, que pode ser realizada de várias formas, de acordo com a homogeneidade do produto. Se esse é uniforme, basta pulverizar a amostra em um cadinho, recolhendo-se, a seguir, a quantidade desejada. Se, no entanto, o produto é de natureza heterogênea, torna-se necessário intercalar as operações de pulverização e mistura repetidas vezes, até que seja alcançado um grau de homogeneidade satisfatório.

O passo seguinte é a avaliação da quantidade de amostra, seja ela sólida, líquida ou gasosa, de acordo com a técnica analítica escolhida, a partir da qual são realizados os cálculos necessários à determinação do teor do composto que se deseja conhecer.

Operações volumétricas As técnicas de volumetria baseiam-se na reação de certas substâncias químicas, as quais, segundo diversos processos, permitem determinar a concentração do componente em questão, através do volume de reagente gasto para a variação de cor nas soluções de trabalho. Essa alteração cromática, por sua vez, é facilitada pela utilização de compostos denominados indicadores, produtos que permitem uma melhor visualização do andamento das reações, sem interferir em seu curso.

A cada tipo de reação química corresponde uma classe de análise volumétrica. Assim, as técnicas denominadas de saturação (em meio aquoso ou não) baseiam-se em reações entre ácidos e bases; as de oxidação-redução fundamentam-se na evolução de reações de mesmo nome; as técnicas chamadas de complexometria têm como base as reações de formação de compostos denominados de coordenação ou complexos.

Da mesma forma, para cada processo analítico se dispõe de uma grande variedade de indicadores, os quais adquirem uma coloração característica, em função do meio em que se encontram. Entre os mais empregados estão o alaranjado de metila, indicador de ácidos fortes, que toma coloração amarela em meio básico e rosa-alaranjado em meio ácido; e a fenolftaleína, muito empregada em reações de identificação de ácidos fortes e fracos e bases fortes, apresentando-se incolor em meio ácido e violeta em meio básico. Além desses, são também bastante empregados os chamados indicadores mistos, como o verde de bromocresol ou Shiro-Toshiro, uma mistura de vermelho de metila e azul de metileno.

Nos processos volumétricos, soluções-padrão de concentração conhecida de substâncias denominadas reagentes volumétricos reagem com a solução de concentração desconhecida, sendo o volume gasto para realizar a mudança de cor no indicador empregado proporcional ao teor do elemento que se deseja determinar. Essas reações são também denominadas reações de titulação.

Os reagentes volumétricos, por sua vez, podem ser característicos, quando reagem somente com um determinado íon ou elemento, como o sulfeto de amônio, ou gerais, quando reagem com vários elementos. Entre esses últimos, cabe mencionar o cloreto de bário e o nitrato de prata. Além disso, para que a análise seja confiável, é necessário que o reagente utilizado seja sensível, isto é, reaja  positivamente mesmo em presença de quantidades mínimas do composto cujo teor deseja-se determinar.

Operações gravimétricasAs técnicas gravimétricas de análise quantitativa destacam-se por sua notável exatidão, cujo fundamento é a aplicação de um reagente apropriado para provocar a precipitação, isto é, a transformação de um determinado íon em substância sólida (precipitado).

Uma vez preparada a amostra, o processo gravimétrico consiste nas seguintes etapas: após a pesagem da amostra cuja composição se deseja determinar, ela é solubilizada e novamente precipitada através de reação com a substância apropriada. Após sua filtração e lavagem, o precipitado passa pelas etapas de secagem e combustão, com a pesagem das cinzas residuais. A concentração do componente em estudo é determinada relacionando-se o peso inicial da amostra com o das cinzas.

Instrumental analíticoA cada uma das técnicas empregadas na análise química corresponde uma série de instrumentos específicos: a espectrofotometria fundamenta-se nos dados fornecidos pelo espectrofotômetro; a polarimetria utiliza um tubo denominado polarímetro, destinado a medir o sentido e a magnitude do poder rotatório das substâncias diante da luz polarizada; a refratometria estabelece, através do uso do refratômetro, os índices de refração dos compostos analisados, relacionando-os com sua concentração na amostra. Da mesma forma, as técnicas de cromatografia baseiam-se na utilização de cromatógrafos, os quais, de acordo com o tipo de análise, podem apresentar-se na forma de cubetas ou colunas, o mesmo acontecendo em relação à eletroforese, onde se empregam as denominadas células eletroforéticas.

A aplicação dos processos analíticos em laboratório baseia-se, essencialmente, na utilização de uma série de instrumentos e recipientes tais como os bécheres, empregados para medir volumes de substâncias em solução; as pipetas, cuja finalidade é o transporte de volumes líquidos de um para outro recipiente; as provetas graduadas, utilizadas quando as medições volumétricas podem ser aproximadas; e as buretas, cilindros graduados com uma torneira de duas posições em sua parte inferior, empregadas na decantação de soluções e nas técnicas de análise volumétrica. Todos esses instrumentos são fabricados em vidro de alta resistência a ataques químicos, uma vez que a sílica, principal componente do vidro comum, é bastante sensível a ataques de um grande número de compostos reagentes.

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Alabastro

Alabastro

#Alabastro

O primeiro tipo de alabastro apresenta partículas finas e coloração branca, com uma série de veios de tonalidades suaves. Sua utilização como matéria-prima para objetos ornamentais é limitada pela baixa dureza. Os principais depósitos desse mineral estão localizados na Itália e no Reino Unido.

Muito apreciado pelos gregos e romanos, o alabastro vem sendo utilizado, ao longo dos séculos, como material para esculturas e vasos ornamentais, e também na decoração de palácios e igrejas.

Alabastro é um mineral que apresenta duas composições distintas. Uma delas, correspondente a uma variedade de gesso (sulfato de cálcio), é pouco compacta e pode ser facilmente riscada pela unha. A outra, mais dura, é de natureza calcária (carbonato de cálcio) e está presente em diversas formações geológicas.

A variedade calcária, conhecida como alabastro oriental, é muito apreciada por seu aspecto translúcido e pela presença de numerosos veios de tonalidades vivas. Foi muito utilizada na antiguidade, tanto no Egito como na Índia. Na Inglaterra medieval, desenvolveu-se uma importante escola de escultores, que exportaram estátuas, relevos, altares e vasos para toda a Europa.

Retábulos e objetos ornamentais de alabastro são encontrados na catedral de Santiago de Compostela, na Espanha, e no Victoria and Albert Museum, em Londres.

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Água-Marinha, Pedra Semipreciosa

Água-Marinha, Pedra Semipreciosa

Água-Marinha, Pedra SemipreciosaA pedra semipreciosa denominada água-marinha é, como a esmeralda, a morganita e o heliodoro, uma variedade de berilo (silicato de berílio), cuja fórmula química é Be3Al2(SiO3)6. O peso específico dessa substância é 1,58 e sua dureza vai de 7 a 7,5 numa escala em que a dureza máxima, só alcançada pelo brilhante, é dez. O sistema de cristalização da água-marinha é hexagonal e forma prismas quase cilíndricos, mais límpidos e maiores do que as esmeraldas. Seu colorido é azul, verde-azulado ou verde-mar.

Uma água-marinha de forma globular ocupa o ponto central da coroa dos soberanos do Reino Unido, e outras gemas do mesmo tipo integram coleções milionárias em todo o mundo.

O Brasil é o maior exportador de águas-marinhas. As jazidas brasileiras, especialmente as do vale do rio Jequitinhonha, produzem pedras de ótima qualidade. Dois dos maiores cristais de que se tem notícia foram encontrados em 1955, no estado de Minas Gerais. O Marta Rocha, originário de Teófilo Otoni, pesou 33,92kg e a pedra batizada Lúcia, proveniente da lavra de Garajaú, alcançou 61kg de peso. Outros produtores importantes são a Rússia, Madagascar, Sri Lanka, Índia e Estados Unidos. As maiores coleções são as do Museu Geológico de Londres e a da Smithsonian Institution, em Washington.

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Alcatrão, Obtenção e Subprodutos do Alcatrão

Alcatrão, Obtenção e Subprodutos do Alcatrão

Alcatrão, Obtenção e Subprodutos do AlcatrãoDenominam-se vulgarmente alcatrão as substâncias obtidas pela destilação seca de produtos naturais (carvão de pedra ou hulha, petróleo e madeira) a altas temperaturas. O alcatrão é um líquido viscoso, de cor que vai do castanho escuro ao preto com reflexos esverdeados. Quando bruto, apresenta um cheiro amoniacal, derivado das bases piridínicas presentes em sua composição. Suas propriedades e composição variam de acordo com a origem do produto natural e o processo de pirólise adotado. O alcatrão destilado a temperaturas elevadas é mais rico em hidrocarbonetos aromáticos do que parafínicos, tem maior relação C/H e menor porcentagem de fenóis.

A necessidade de materiais adequados tanto para o revestimento das mais variadas estruturas quanto para a pavimentação de rodovias fez do alcatrão uma substância de grande interesse para os setores industrial e de obras públicas.

Obtenção A hulha, aquecida no vácuo, começa a decompor-se em torno de 450o C, expelindo as substâncias voláteis que contém e deixando um resíduo, o coque. À medida que se formam, e com o aumento progressivo da temperatura, os produtos voláteis, nos quais predominam a água e o alcatrão, são removidos da câmara e submetidos a um processo de resfriamento, verificando-se que, com a condensação da água, também se separa parte dos componentes nela solúveis. Os vapores não condensáveis são passados através de aparelhos especiais e aí lavados com água ou com uma solução fraca de ácido sulfúrico, que absorve a amônia presente. Finalmente, o gás, já frio e considerado limpo, é tratado pelo azeite ou sobre carbono ativado, para que sejam retiradas substâncias de ponto de volatilização baixo, como o benzeno, o tolueno etc., que irão constituir óleos de iluminação ou azeites leves, derivados do alcatrão.

SubprodutosMuitos dos derivados do alcatrão constituem matérias-primas essenciais para grande número de indústrias. Entre eles se encontram hidrocarbonetos (benzeno, tolueno, xileno, naftaleno), ácidos carboxílicos (fenol, crisol, xilenol, naftol, fenilfenol), bases nitrogenadas (anilina, piridina, quinaldina), substâncias sulfurosas e outros.

Para obtê-los faz-se a destilação fracionada do alcatrão em caldeiras especiais, providas de longas serpentinas, das quais eles são separados, nos respectivos estágios, à proporção que vai subindo a temperatura. Daí os três grandes grupos em que se dividem: os produtos leves, os médios e os pesados.

Entre os azeites leves, citam-se o benzol, o xilol, o toluol; entre os médios, o fenol e a naftalina; entre os pesados, o antraceno e o creosoto. Todos esses produtos também podem ser refinados, isto é, submetidos a nova e mais intensa destilação, levando a derivados de aplicação na medicina e na indústria. O líquido espesso que fica como resíduo da destilação do alcatrão, de consistência variável, conforme a temperatura alcançada, é empregado em trabalhos da via pública, como o piche, na impermeabilização de tetos e na fabricação de vernizes.

De modo geral, provêm do alcatrão os corantes e as anilinas que se empregam no preparo de tintas para as artes gráficas e na coloração de tecidos. Os corantes sintéticos substituíram com vantagem as substâncias de origem vegetal ou animal que anteriormente se usavam: a naftalina, derivada do alcatrão, é a fonte de muitos corantes; o antraceno também fornece corantes muito bonitos, do grupo alizarina.

Os derivados do alcatrão encontram amplo campo de aplicação na medicina, em virtude de suas excelentes propriedades anti-sépticas ou analgésicas: tornou-se comum o uso do ácido fênico e outros derivados para desinfetar feridas, instrumentos de cirurgia e enfermarias; os laboratórios farmacêuticos valem-se deles para preparar aspirina, sacarina e sulfas. A indústria petroquímica recorre a diversos desses derivados na fabricação de produtos como a baquelite, o náilon etc. Na produção de explosivos de alto poder, como o trinitrotolueno (TNT), entram certos derivados do alcatrão. Outros desempenham papel importante na fabricação de perfumes.

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Petroquímica, Histórico, Produtos petroquímicos e Petroquímica no Brasil

Petroquímica, Histórico, Produtos petroquímicos e Petroquímica no Brasil

#Petroquímica, Histórico, Produtos petroquímicos e Petroquímica no Brasil

Petroquímica é o ramo da indústria química que emprega como matérias-primas o gás natural, gases liquefeitos de petróleo, gases residuais de refinaria, naftas, querosene, parafinas, resíduos de refinação de petróleo e alguns tipos de petróleo cru. Seus produtos incluem fertilizantes, inseticidas, fungicidas, herbicidas, plásticos, adesivos, solventes, detergentes, explosivos, produtos farmacêuticos e outros capazes de substituir com vantagens materiais como a madeira, as fibras naturais, o aço, o papel e a borracha natural.

Os complexos petroquímicos são comparáveis a organismos mecânicos que, alimentados por artérias sintéticas e fluidos oleosos, produzem grande variedade de materiais de uso industrial e cotidiano.

Por sua tecnologia complexa, a petroquímica, principalmente a de produtos básicos, exige grandes investimentos em capital instalado e baixa participação da força de trabalho. É de elevado grau de automatização, com grande imobilização de recursos.

Histórico Surgida nos Estados Unidos em 1920, quando a Standard Oil e a Union Carbide passaram a  fabricar o isopropanol e o glicol, a indústria petroquímica desenvolveu-se durante a primeira guerra mundial, com a demanda de produtos estratégicos, como o tolueno e a glicerina, usados em explosivos. A fabricação do tolueno foi possível graças ao craqueamento (cracking) térmico do petróleo, que produz ao mesmo tempo hidrocarbonetos aromáticos e alifáticos.

Após a guerra, declinou o interesse pelo tolueno e outros produtos aromáticos derivados do petróleo. A partir da década de 1920, porém, o uso do propeno como matéria-prima para o fabrico de isopropanol e a perspectiva de produzir eteno em larga escala incentivaram o investimento na pesquisa e no desenvolvimento de técnicas de tratamento do petróleo e do gás natural. A partir de então, novos processos de craqueamento, destilação e reforma (reforming) tornaram-se a base da indústria petroquímica.

Ainda na década de 1920 surgiram os primeiros derivados do eteno e teve início a indústria dos plásticos. Durante essa década e a que se seguiu, o eteno, o propeno e o buteno foram os principais produtos da petroquímica. No começo da década de 1940, mais uma vez a guerra impulsionou a petroquímica. Os americanos, que já tinham a indústria petroquímica mais desenvolvida do mundo quando entraram na segunda guerra mundial, puderam contar com importantes derivados de petróleo, como combustíveis de alta octanagem para aviões e navios, explosivos, borrachas sintéticas, plásticos etc.

Após a Segunda Guerra Mundial, a petroquímica gradualmente se consolidou como um dos pilares de sustentação da vida moderna, responsável pelas matérias-primas de alimentos, roupas, componentes industriais, remédios, fertilizantes etc. Os produtos petroquímicos passaram a incluir também fibras sintéticas como o náilon, além de detergentes sintéticos, cujo consumo superou o do sabão e garantiu à glicerina um lugar destacado entre os produtos petroquímicos. Também cresceu em importância comercial a produção de poliuretanos e de policarbonatos, bem como a de compostos oxigenados a partir da combustão controlada do propano e do butano.

Produtos petroquímicosAo chegar à refinaria, o petróleo se submete ao craqueamento, processo pelo qual se separam os combustíveis e óleos lubrificantes, que são os componentes petrolíferos mais importantes e representam 97% do peso total processado. Essa atividade em geral não é considerada como petroquímica, termo aplicável às operações seguintes, em que se elaboram os três por cento restantes de subprodutos do petróleo.

Inicialmente, apenas os produtos fabricados pelo refino do petróleo eram considerados petroquímicos. Mais tarde, devido ao crescente emprego de produtos obtidos fora da refinaria, em instalações industriais especializadas, os compostos orgânicos aromáticos, alifáticos e naftênicos passaram a ser considerados como petroquímicos. A maioria dos produtos petroquímicos compõe-se de matéria orgânica, mas o setor também produz substâncias inorgânicas, como a amônia, o enxofre, o hidrogênio e o peróxido de hidrogênio.

Podem-se classificar os produtos petroquímicos em três grandes grupos. Chamam-se primários os que derivam diretamente dos hidrocarbonetos presentes no petróleo, e secundários os obtidos da elaboração dos primários. Por último, há as fibras e plásticos, que derivam do processamento dos produtos secundários.

Quase todos os produtos da indústria petroquímica podem ser obtidos mediante outras técnicas e a partir de outras matérias-primas, embora a custo mais alto. Alguns exemplos são o glicerol, que pode ser separado de gorduras animais e vegetais; o benzeno, o naftaleno e o acetileno, obtidos do carvão mineral; e o álcool etílico, fabricado a partir de produtos agrícolas. Há ainda produtos antes utilizados apenas em pequena escala que puderam ampliar sua área de consumo depois que passaram a ser produzidos pela indústria petroquímica, como ocorreu com os ésteres de glicóis, o álcool isopropílico, o álcool alílico, o cloreto de alila, a epicloridrina, a acroleína etc.

As aplicações dos produtos petroquímicos se estendem às indústrias automobilística, de detergentes, de construção civil, têxtil e à agricultura. Grande quantidade dos componentes de automóveis, por exemplo, é feita de plásticos derivados de polímeros petroquímicos. Na indústria da construção, os produtos petroquímicos participam no equipamento elétrico e térmico, na forma de isolantes, pisos, adesivos, coberturas etc. A petroquímica é também uma das bases da indústria de cosméticos e está cada vez mais presente na indústria de alimentos, inclusive como matéria-prima na síntese de conservantes.

Petroquímica no Brasil A indústria petroquímica brasileira começou em 1954 com a instalação da Fábrica de Amônia e Fertilizantes da Petrobrás. Seguiram-se as unidades de polietileno da Union Carbide, de estireno da Companhia Brasileira de Estireno, e de isopropanol e acetona da Rhodia, entre outras. Em 1962 inaugurou-se a fábrica de sintéticos da Petrobrás, à base de butadieno em parte importado. Em 1967 a Petrobrás inaugurou sua unidade de butadieno.

Em 1965 o governo excluiu a petroquímica do monopólio estatal e, em 1967, criou a Petroquisa, subsidiária da Petrobrás, para associar-se à iniciativa privada. A indústria petroquímica brasileira foi instalada no regime de capital tripartite: 33% da Petrobrás, por intermédio da Petroquisa, 33% de capital nacional e 33% de capital estrangeiro. Com a privatização, na década de 1990, reduziu-se a muito a participação da Petroquisa, que chega a ser nula em indústrias que atraíram o interesse do capital privado.

Um polo petroquímico se constitui de fábricas de produtos e de uma central de matérias-primas, que recebe e transforma alguns derivados de petróleo em matérias-primas adequadas para o fornecimento às fábricas. No Brasil, duas regiões se transformaram em polos naturais de atração para a localização de projetos: São Paulo e Bahia. Na década de 1980 planejou-se a expansão da indústria petroquímica brasileira com a ampliação do polo de Camaçari, na Bahia, e a instalação de novos polos petroquímicos. O objetivo é ampliar a capacidade da indústria brasileira e aproximar dos níveis dos países desenvolvidos a produção de eteno, principal matéria-prima para o fabrico de produtos petroquímicos.

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