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Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

As plantas necessitam de alguns nutrientes inorgânicos essenciais, produzindo energia química a partir de energia luminosa e convertem CO2 em compostos orgânicos no processo de fotossíntese. Apesar de produzirem seu próprio alimento, as plantas necessitam de nutrientes, que devem ser obtidos do ambiente em que vivem. Entre as substâncias que as plantas necessitam, podemos citar a água e alguns elementos químicos. Essas substâncias são necessárias para o crescimento e o metabolismo das plantas, sendo, portanto, essenciais para o desenvolvimento do vegetal.

Nutrientes Inorgânicos Essenciais
Os nutrientes inorgânicos essenciais são aqueles fundamentais para que uma planta cresça. Sem esses nutrientes, a planta desenvolve-se mal e com anormalidades, além de não se reproduzir de forma adequada. Alguns autores consideram um elemento como essencial para a planta quando ele obedece a três critérios básicos: participa do metabolismo da planta, é necessário para a planta completar seu ciclo de vida e possui função específica e única no organismo vegetal.

Classificação dos Nutrientes Inorgânicos Essenciais
Os nutrientes essenciais podem ser classificados em dois grupos com base na concentração usual nas plantas: macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes são aqueles que são necessários em grande quantidade para a planta, e os micronutrientes são necessários em quantidades inferiores. As plantas possuem necessidades nutricionais distintas, sendo assim, alguns elementos estão em grandes quantidades em um organismo e em quantidades menores em outros. Podemos afirmar ainda que alguns elementos são essenciais para um grupo de vegetais, mas não para outros. Hopkins e Hüner, em seu livro Introduction to plant physiology, consideram como macronutrientes o hidrogênio, carbono, oxigênio, nitrogênio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo e enxofre. Como micronutrientes, os autores citam o cloro, boro, ferro, manganês, zinco, cobre, níquel e molibdênio.

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

Funções de alguns nutrientes inorgânicos essenciais
Veja a seguir algumas das funções dos nutrientes encontrados nas plantas:

Macronutrientes
Carbono, oxigênio e hidrogênio: Componentes de compostos orgânicos.

Nitrogênio: Componente de proteínas, ácidos nucleicos, coenzimas e da clorofila.

Potássio: Relaciona-se com o processo de abertura e fechamento estomático e com a ativação de enzimas.

Cálcio: Participa, entre outras importantes funções, da regulação da membrana e de atividades enzimáticas.

Magnésio: Forma a molécula de clorofila.

Fósforo: Componente de compostos que armazenam energia (ATP e ADP) e dos ácidos nucleicos.

Enxofre: Componente de proteínas e da coenzima A.

Micronutrientes
Cloro: Participa de processos de osmose e balanço iônico.

Boro: Relaciona-se com a síntese de ácido nucleicos.

Ferro: Fundamental para a produção de clorofila.

Manganês: Fundamental para manter a integridade da membrana do cloroplasto e para liberar oxigênio no processo de fotossíntese.

Zinco: Componente de algumas enzimas.

Cobre: Componente de algumas enzimas.

Molibdênio: Utilizado pelo vegetal para a fixação do nitrogênio e a redução do nitrato.

Clonagem de Seres Humanos e Ética na Ciência

Clonagem de Seres Humanos e Ética na Ciência

Clonagem de Seres Humanos e Ética na Ciência
A clonagem de seres humanos deve ser proibida?
Como se costuma acontecer com os dilemas éticos, é muito difícil emitir uma resposta taxativa. A História mostra que o homem usa tudo o que inventa ou descobre, por pior que seja. O grande e terrível exemplo é o da descoberta da maravilhosa energia do átomo, que levou a construção da bomba atômica. Nenhum cientista de renome defendeu, até agora, a clonagem de seres humanos, mas quem estuda a história da ciência sabe que cedo ou tarde um xerox de carne e osso brotará num laboratório.

Já existe uma empresa que cadastra interessados em ter um clone para um futuro transplante de rim

"É ridículo pensar que não é possível clonar seres humanos", afirma o americano Don Wolf, dedicado a pesquisas de clonagem no Centro de Primatas do Oregon. "Se é que já não foi feito", disse Wolf ao jornal O Globo. A rigor, já foi feito, não com a cenografia espetacular da ovelha Dolly, mas com o recato de uma experiência até hoje confinada no laboratório. Em 1992, dois biólogos da Universidade George Washington, Jerry Hall e Robert Stillman, clonaram 48 embriões humanos, mas lhes deram apenas seis dias de vida. Ou seja, os criadores exterminaram a criatura antes que ela se tornasse um feto.

O feito de Hall e Stillman parece ter sido o limite aceito pela Comissão Nacional de Bioética dos Estados Unidos, criada pelo presidente Bill Clinton para apresentar sugestões sobre os dilemas suscitados pela técnica da clonagem. Instruído pela Comissão, Clinton mandou um projeto de lei ao Congresso autorizando a clonagem de embriões, tal como fizeram Hall e Stillman, mas proibindo a implantação os embriões em mulheres. "Não há nada de imoral em usar a clonagem em benefício da humanidade, mas é inconcebível cogitar o nascimento de crianças clonadas", disse Clinton.

Na prática, o governo americano quer considerar ilegal a clonagem de humanos. O projeto de Clinton, que está em debate no Congresso, nega verbas para as pesquisas e propõe multa de 250 000 dólares para o cientista que empreender a experiência. No Brasil, um projeto um projeto de clonagem só poderia ser feito com a autorização da Comissão de Biossegurança.

Até agora falamos de cientistas que, bem ou mal, podem ser controlados. Mas um dos efeitos negativos de Dolly foi despertar o Dr. Maluco. Ele responde pelo nome de Marc Riyard, é biólogo e vive em Montreal, no Canadá, onde integra o Movimento Religioso Raelian. O pessoal do Raelian fundou uma empresa com sede nas Bahamas, paraíso fiscal em vias de tornar-se também paraíso genético. A empresa oferece um serviço chamado Clonaid, capaz de satisfazer fantasias derivadas de Dolly - dos pais que pensariam em clonar um filho em coma ao milionário que gostaria de ter um clone no congelador para abastecer-se quando precisasse de um rim.

Segundo a Clonaid, milhares de pessoas já se inscreveram para obter um clone. O preço: cerca de 200.000 dólares.

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Insulina | Descoberta e Caracterização da Insulina

Insulina | Descoberta e Caracterização da Insulina

Insulina | Descoberta e Caracterização da Insulina

Insulina
Insulina é o hormônio responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover o ingresso de glicose nas células. Ela também é essencial no consumo de carboidratos, na síntese de proteínas e na armazenagem de lipídios (gorduras).

É produzida nas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas endócrino. Ela age em uma grande parte das células do organismo, como as células presentes em músculos e no tecido adiposo, apesar de não agir em células particulares como as células nervosas.

Quando a produção de insulina é deficiente, a glicose se acumula no sangue e na urina, matando as células de fome: é a diabetes mellitus. Para pacientes nessa condição, a insulina é provida através de injeções, ou bombas de insulina.

A insulina é uma proteína de estrutura química plenamente conhecida, e pode ser sintetizada a partir de diversos animais. Mais recentemente, surgiram os medicamentos análogos de insulina, que não são propriamente a insulina em si, mas moléculas de insulina modificadas em laboratório.

O controle na produção de insulina pelo corpo é um exemplo de sistema de feedback.

Descoberta e caracterização
Em 1905, Paul Langerhans, um estudante de medicina em Berlin, estava estudando a estrutura do pâncreas através de um microscópio quando percebeu células antes desconhecidas espalhadas pelo tecido exócrino. A função da "pequena porção de células", mais tarde denominada como ilhotas de Langerhans, era desconhecida, mas Edouard Laguesse posteriormente sugeriu que tais células poderiam produzir algum tipo de secreção que participasse no processo de digestão.

Em 1889, o médico teuto-polonês Oscar Minkowski em colaboração com Joseph von Mehring removeu o pâncreas de um cão saudável para demonstrar o papel do órgão na digestão de alimentos. Vários dias após a remoção do pâncreas, o guarda do cão percebeu muitas moscas alimentando-se da urina do animal. Verificou-se com o teste da urina do cão que havia açúcar nela, o que demonstrou pela primeira vez a relação entre o pâncreas e a diabetes. Em 1901, outro passo importante foi alcançado por Eugene Opie, quando ele estebeleceu claramente a ligação entre as ilhotas de Langerhans e a diabetes: "Diabetes mellitus... é causada pela destruição das ilhotas de Langerhans e ocorre apenas quando tais células são em parte ou totalmente destruídas".

Durante as duas décadas seguintes foram feitas várias tentativas de isolamento da secreção das ilhotas como um tratamento potencial de diabetes. Em 1906, Georg Ludwig Zuelzer foi parciamente feliz no tratamento de cães com extrato pancreático, mas teve que interromper seus trabalhos. Entre 1911 e 1912, E. L. Scott da Universidade de Chicago usou extratos pancreáticos aquosos e notou uma leve diminuição da glicosúria, mas não conseguiu convencer o diretor da instituição e a pesquisa teve de ser encerrada. Israel Kleiner demonstrou efeitos similares na Rockfeller University em 1919, mas seu trabalho foi interrompido pela Primeira Guerra Mundial. Nicolae Paulescu, um professor de fisiologia da Escola Romena de Medicina, publicou um trabalho parecido em 1921 que foi realizado na França e patenteado na Romênia, e discute-se desde então se Paulescu não tenha sido o verdadeiro descobridor da insulina.

Entretanto, o comitê do Prêmio Nobel em 1923 creditou a extração prática da insulina a uma equipe da Universidade de Toronto. Em outubro de 1920, Frederick Banting lia um dos artigos de Minkowski e concluiu que Minkowski estava mesmo é estudando secreções digestivas originalmente, e por isso não se conseguia extrair a insulina com sucesso. Ele redigiu uma nota para si mesmo: "Ligar duto pancreático do cão. Manter cães vivos até que acinos se degenerem, sobrando ilhotas. Tentar isolar secreção interna delas e aliviar glicosúria".

Ele viajou a Toronto para encontrar-se com J. J. R. Macleod, que não se impressionou plenamente com a ideia. De qualquer forma, Macleod deixou à disposição de Banting um laboratório da universidade, e um assistente, Charles Best, e dez cães enquanto saía de férias no verão de 1921. O método de Banting e Best era amarrar uma ligadura ao redor do duto pancreático e, várias semanas depois, examinar que as células digestivas pancreáticas tinham morrido e sido absorvidas pelo sistema imune, deixando milhares de ilhotas. Isolava-se a proteína dessas ilhotas para produzir o que vinham chamando de isletina. Banting e Best mantiveram um cão pancreatectomizado vivo durante todo o verão.

Macleod viu o valor da pesquisa na sua volta da Europa, mas pediu uma contraprova para saber se o método realmente funcionava. Várias semanas depois ficou claro que o segundo ensaio tinha sido um sucesso, e ajudou a publicar os resultados em novembro daquele ano. Porém, precisavam de seis semanas para extrair a isletina, o que tornava o ensaio dramaticamente moroso. Banting sugeriu que tentassem usar o pâncreas de feto de bezerro, que ainda não teria desenvolvido glândulas digestivas, e ficou alivado pelo sucesso da empreitada. Com a solução para a fonte de isletina, faltava agora purificar a proteína. Em dezembro de 1921, Macleod convidou o brilhante bioquímico James Collip para ajudar na tarefa, e em um mês aprontaram-se para um teste.

Em 11 de janeiro de 1922, Leonard Thompson, um diabético de quatorze anos, recebeu a primeira injeção de insulina. Infelizmente, o extrato estava tão impuro que ele acabou sofrendo uma reação alérgica severa, e injeções adicionais foram canceladas. Durante os doze dias seguintes, Collip trabalhou dia e noite para melhorar o extrato, e uma segunda dose foi injetada no dia 23. Desta vez foi um sucesso, não apenas em não apresentar efeitos colaterais, mas também por eliminar completamente os sintomas de diabetes. Entretanto, Banting e Best não se davam bem com Collip, porque aparentemente viam nele um intruso, e então Collip logo os deixou.

Durante a primavera de 1922, Best conseguiu melhorar as técnicas de preparo a ponto de poder extrair grandes quantidades de insulina, embora o extrato ainda permanecesse impuro. Contudo, eles receberam uma oferta de ajuda da Eli Lilly logo depois de suas publicações em 1921, e aceitaram-na em abril. Em novembro, a Lilly conseguiu a façanha de produzir grandes quantidades de insulina bastante pura. Depois disso, a insulina logo foi lançada no mercado.

Por esta descoberta marcante, Macleod e Banting foram agraciados com o Prêmio Nobel em Fisiologia em 1923. Banting, aparentemente insultado porque Best não fora mencionado, dividiu seu prêmio com ele, e Macleod imediatamente dividiu o seu com Collip. A patente da insulina foi vendida à Universidade de Toronto por um dólar.

A sequência exata de aminoácidos contida na molécula de insulina, a chamada estrutura primária, foi determinada pelo biólogo britânico Frederick Sanger. Foi a primeira vez que a estrutura de uma proteína fora completamente determinada. Por isso, ele recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1958. Em 1967, após décadas de trabalho, Dorothy Crowfoot Hodgkin determinou a conformação espacial da molécula mediante estudos de difração de raios X. Ela também recebeu um Prêmio Nobel.

Estrutura e produção
A insulina é sintetizada nos humanos e em outros mamíferos dentro das células-beta das ilhotas de Langerhans, no pâncreas. Um a três milhões de ilhotas de Langerhans formam a parte endócrina do pâncreas, que é principalmente uma glândula exócrina. A parte endócrina totaliza apenas 2% da massa total do órgão. Dentro das ilhotas de Langerhans, as células-beta constituem 60-80% do todo.

A insulina é sintetizada a partir da molécula precursora proinsulina pela ação de enzimas proteolíticas conhecidas como prohormônio convertases (PC1 e PC2). A insulina ativa tem 51 aminoácidos e é uma das menores proteínas conhecidas. A insulina bovina difere da humana em três resíduos de aminoácidos enquanto que a suína, em um resíduo. A insulina de peixes também é muito próxima à humana. Em humanos, a insulina tem um peso molecular de 5808. Ela é formada por duas cadeias de polipeptídeos ligadas por duas pontes dissulfídicas (veja a figura), com uma ligação dissulfídica adicional na cadeia A (não mostrada). A cadeia A consiste de 21, e a cadeia B, de 30 aminoácidos. A insulina é produzida como uma molécula de prohormônio - proinsulina - que é mais tarde transformada, por ação proteolítica, em hormônio ativo.

A parte restante da molécula de proinsulina é chamada de peptídeo C. Este polipeptídeo é liberado no sangue em quantidades iguais à da insulina. Como insulinas exógenas não contêm peptídeo C, o nível em plasma desse peptídeo é um bom indicador de produção endógena de insulina. Recentemente, descobriu-se que esse peptídeo C também possui atividade biológica, que está aparentemente restrita a um efeito na camada muscular das artérias.

Ação a nível celular e metabólico
As ações da insulina no metabolismo humano como um todo incluem:

Controle da quantidade de certas substâncias que entra nas células, principalmente glicose nos tecidos muscular e adiposo (que são aproximadamente 2/3 das células do organismo);

Aumento da replicação de DNA e de síntese de proteínas via o controle de fornecimento de aminoácidos;

Modificação da atividade de inúmeras enzimas (controle alostérico)

As ações nas células incluem:
Aumento da síntese de glicogênio: a insulina induz à armazenagem de glicose nas células do fígado (e dos músculos) na forma de glicogênio; a diminuição dos níveis de insulina ocasiona a conversão do glicogênio de volta a glicose pelas células do fígado e a excreção da substância no sangue. É a ação clínica da insulina que reduz os níveis altos de glicemia diagnosticados na diabetes.

Aumento da síntese de ácidos graxos: a insulina induz à transformação de glicose em triglicerídeos pela células adiposas; a falta de insulina reverte o processo.

Aumento da esterificação de ácidos graxos: estimula o tecido adiposo a compor triglicerídeos a partir de ésteres de ácidos graxos; a falta de insulina reverte o processo.

Redução da proteinólise: estimula a diminuição da degradação proteica; a falta de insulina aumenta a proteinólise.

Redução da lipólise: estimula a diminuição da conversão de suprimento de lipídeos contido nas células adiposas em ácidos graxos sanguíneos; a falta de insulina reverte o processo.

Redução da gliconeogênese: reduz a produção de glicose em vários substratos do fígado; a falta de insulina induz à produção de glicose no fígado e em outros locais do corpo.

Aumento do consumo de aminoácidos: induz células a absorver aminoácidos circulantes; a falta de insulina inibe a absorção;

Aumento do consumo de potássio: induz células a absorver potássio plasmático; a falta de insulina inibe a absorção;

Tônus dos músculos arteriais: induz a musculatura das paredes arteriais ao relaxamento, o que aumenta o fluxo sanguíneo especialmente em microartérias; a falta de insulina reduz o fluxo por permitir a contração desses músculos.

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Caju | Características Aromáticas do Caju

Caju | Características Aromáticas do Caju

Caju | Características Aromáticas do Caju

O caju não é uma fruta, mas o pedúnculo sumarento do verdadeiro fruto do cajueiro: a castanha. De cor amarelada ou vermelha (ou em matizes dessas duas cores) e em forma de pera, o caju pode atingir nove centímetros de comprimento, caracterizando-se por seu riquíssimo teor de vitamina C.

Aromático e saboroso, apesar de adstringente, o caju é consumido, de preferência, em forma de doce. De seu sumo, com a adição de água e açúcar, faz-se um refresco, a cajuada. Por meio de processos de fermentação, obtêm-se diversas bebidas alcoólicas, como vinhos, licores e aguardentes.

Nativo do Brasil e típico do litoral nordestino, o cajueiro (Anacardium occidentale) é uma árvore da família das anacardiáceas, a mesma da mangueira. De caule em geral tortuoso e galhos muito contorcidos, pode chegar a 15m de altura, embora seja comum tornar-se esgalhado e baixo. Desde o século XVI, o cajueiro foi difundido por missionários portugueses na África oriental e na Índia, sendo hoje bastante cultivado em todo o cinturão tropical da Terra.


Toda a planta constitui verdadeira panaceia na medicina popular e seu uso pelos índios, como remédio, é anterior aos tempos do Brasil-colônia. As flores contêm anacardina e, como as castanhas, saborosas depois de torradas, passam por tônicas e até afrodisíacas. As folhas novas, em decoção, são tidas como embriagantes, mesmo em pequena quantidade. Do cajueiro aproveitam-se ainda a madeira, de colorido róseo; a casca, recomendada contra aftas e infecções na garganta; a goma que exsuda, um sucedâneo da goma-arábica; e os frutos ainda novos, com que se fazem diversos pratos da cozinha brasileira.

O maior cajueiro do Mundo
O maior cajueiro do mundo, também conhecido como cajueiro de Pirangi, é uma árvore gigante localizada na praia de Pirangi do Norte no município de Parnamirim, a doze quilômetros ao sul de Natal, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Norte.

A árvore cobre uma área de aproximadamente 8500 m², com um perímetro de aproximadamente 500 m e produz cerca de 70 a 80 mil cajus na safra, o equivalente a 2,5 toneladas. E seu tamanho é o equivalente a 70 cajueiros. O cajueiro teria sido plantado em 1888 por um pescador chamado Luís Inácio de Oliveira; o pescador morreu, com 93 anos de idade, sob as sombras do cajueiro.

O maior cajueiro do Mundo
O maior cajueiro do Mundo

Angiospermas | Características das Plantas Angiospermas

Angiospermas | Características das Plantas Angiospermas

Angiospermas | Características das Plantas AngiospermasAs angiospermas constituem uma das duas grandes divisões em que se repartem as plantas superiores (com flores e sementes) e se denominam fanerógamas; a outra divisão é a das gimnospermas, cujas sementes estão contidas numa escama e não em ovário. Essas árvores, como os abetos e ciprestes, são pouco comuns no Brasil.

A maior parte das espécies de plantas superiores enquadra-se na divisão das angiospermas, que engloba uma imensa diversidade de formas vegetais, desde árvores de grande porte, como os baobás e eucaliptos, até as ervas mais comuns nos campos e no solo das matas. Algumas espécies, como as orquídeas, ostentam flores soberbas, enquanto outras, como os cereais, as hortaliças, os tubérculos e as árvores frutíferas, são básicas para a alimentação humana.

Características gerais
A principal característica das angiospermas é a presença de uma série de peças, não raro muito vistosas, que compõem a corola e o cálice (o chamado perianto) e circundam os órgãos reprodutores propriamente ditos. Além disso, os óvulos ou células femininas não se encontram a descoberto, tal como ocorre nas coníferas e demais gimnospermas, mas acham-se protegidos pelos chamados carpelos, folhas modificadas que se fecham sobre si mesmas para guardar as células incumbidas da reprodução. As angiospermas compreendem grande diversidade de árvores, arbustos e espécies herbáceas, rasteiras e aquáticas. Distribuem-se por todo o mundo e ocupam os habitats mais distintos, do Ártico aos trópicos, passando por matas, desertos, estepes, montanhas, ilhas, águas continentais e oceânicas. Sua importância econômica é fundamental, já que as angiospermas incluem a maioria das espécies arbóreas utilizadas pelo homem, todas as plantas hortícolas, as ervas produtoras de essências, especiarias e extratos medicinais, as flores, os cereais e uma grande quantidade de espécies das quais são obtidos numerosos produtos de interesse industrial.

A forma e a vistosa aparência das flores variam enormemente de uma espécie a outra. As plantas anemófilas, cuja polinização se efetua pela ação do vento, apresentam flores simples, sem perianto (corola e cálice) vistoso, e sementes providas de asas. As plantas que praticam a polinização entomófila, intermediada por insetos, têm flores vistosas, muitas de grande beleza, como as orquídeas, rosas e dálias, acompanhadas às vezes dos chamados nectários, órgãos produtores de essências que as dotam de delicados aromas.

As angiospermas subdividem-se em dois grupos: dicotiledôneas e monocotiledôneas. As primeiras se caracterizam por apresentarem um embrião com dois cotilédones ou folículos. Nas dicotiledôneas desenvolvidas, o caule experimenta crescimento em grossura, existe uma raiz principal, da qual partem ramificações secundárias, e a nervação das folhas apresenta-se também ramificada, a partir de uma via central. Por sua vez, as monocotiledôneas, como seu nome indica, têm um único cotilédone no embrião. Nos espécimes desenvolvidos não existe crescimento em grossura (crescimento experimentado contudo, mas de modo diferente do que ocorre nas dicotiledôneas, por algumas espécies que têm porte arbóreo), as raízes se apresentam em feixes da mesma extensão e grossura e as folhas estão sulcadas por nervuras paralelas.

A origem das angiospermas parece residir em algumas ordens de gimnospermas arcaicas, como as das cicadales e cordaitales. Seus representantes mais antigos procedem do período jurássico, na era mesozoica.
Dicotiledôneas. As dicotiledôneas formam o grupo mais numeroso das angiospermas, no qual se destacam, pelo interesse das plantas que as integram, as seguintes ordens: fagales, salicales, urticales, magnoliales, ranunculales, papaverales, cariofilales, capparales, cactales, cucurbitales, rosales, fabales, mirtales, cornales, ramnales, scrofulariales, lamiales e asterales.

A ordem das fagales inclui espécies arbóreas de notável desenvolvimento, em especial nas regiões temperadas. Algumas, como a faia e o castanheiro, são típicas de zonas climáticas frias e úmidas; outras, em contrapartida, vegetam em zonas bem mais secas, como acontece com o carvalho e o sobreiro.

Na ordem das salicales encontram-se árvores caracterizadas por uma ampla área de dispersão e nítida preferência por terrenos úmidos, como o chorão e o choupo.

A ordem das urticales é composta tanto por árvores, como a amoreira, a figueira e o olmo, quanto por espécies de crescimento herbáceo, entre as quais a urtiga e o lúpulo.

A ordem das magnoliales reúne espécies arbóreas ou arbustivas que constituem a base morfológica a partir da qual se desenvolveram as demais angiospermas. Acham-se entre elas a magnólia, a canela e o boldo.

Na ordem das ranunculales destacam-se algumas espécies herbáceas conhecidas pelos princípios tóxicos que contêm, como o ranúnculo, o acônito e o heléboro, e espécies floríferas de pequeno porte como a anêmona e o delfínio ou esporinhas.

São também herbáceas muitas das integrantes da ordem das papaverales, como as papoulas silvestres, fornecedoras de matéria-prima para a extração do ópio e seus derivados. Na mesma ordem há árvores como o pau-d'alho, arbustos que fornecem condimentos, como a alcaparra, e espécies ornamentais odoríferas, como o resedá.

Na ordem das cariofilales agrupam-se muitas espécies herbáceas que também têm interesse do ponto de vista ornamental, como o cravo, ou alimentício, como a acelga, o espinafre e a beterraba.

Importantes para a alimentação humana são ainda certas espécies da ordem das capparales, como a couve, o rabanete, o nabo e a mostarda.

As cactales congregam a importante família dos cactos, plantas adaptadas aos climas desérticos e que acumulam água em seus tecidos. Já na ordem das cucurbitales estão contidas importantes espécies hortícolas, como a abóbora, o melão, a melancia e o pepino.

Da ordem das rosales fazem parte as roseiras, o morangueiro e as árvores frutíferas de ocorrência mais comum nas regiões temperadas, como a macieira, a pereira, a cerejeira, o marmeleiro, o pessegueiro e o damasqueiro. A ordem das fabales, identificada antes com a das rosales, pelas afinidades que as ligam, é composta por espécies como o trevo e a alfafa, além de outras destinadas à alimentação humana, como o feijão, a ervilha, a fava, o grão-de-bico e o alcaçuz.

Entre as mirtales incluem-se os eucaliptos, grandes árvores nativas da Austrália que se dispersaram por todo o mundo graças à rapidez com que crescem, facilitando assim a extração de madeira. Na ordem das ramnales, cabe mencionar, por sua importância para o homem, a videira, planta de que foram obtidas inúmeras variedades e de cujos frutos fermentados se obtém o vinho.

A ordem das scrofulariales compreende a família das solanáceas, na qual há várias espécies alimentícias, como a batata, o tomate, a beringela, e outras de grande importância econômica, como o fumo, ou medicinal, como a beladona e o meimendro.

Entre as lamiales há plantas herbáceas de ampla área de dispersão, como a digital ou dedaleira, da qual se extrai um princípio ativo muito tóxico, usado no tratamento de doenças cardíacas. Na mesma ordem estão ainda agrupadas plantas aromáticas como a menta, a sálvia, o tomilho e o orégano.

A ordem das asterales conta por sua vez com a grande família das compostas, integrada por espécies como o cardo, a artemísia, a margarida, o crisântemo, a calêndula e o girassol.

Monocotiledôneas
No grupo das monocotiledôneas, é menor o número de ordens, convindo mencionar entre elas, pelo interesse das espécies que englobam, as seguintes: liliales, iridales, orquidales, bromeliales, poales e arecales.

A primeira delas inclui plantas aquáticas, como os juncos, e plantas bulbosas, quer comestíveis como o alho e a cebola, quer ornamentais pela beleza das flores, como a açucena, o narciso e a tulipa. Na ordem das iridales há igualmente diversas plantas ornamentais, como o gladíolo e a íris.

Entre as orquidales ressalta a família das orquídeas, nativas em sua maioria dos trópicos e apreciadas pela beleza invulgar de suas flores. Algumas espécies, como a baunilha americana, assumiram grande importância econômica.

Também a ordem das poales inclui espécies de importância fundamental para o homem: as da família das gramíneas, entre as quais se destacam os cereais mais comuns na alimentação.

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Tecido Cartilaginoso e Cartilagem

Tecido Cartilaginoso e Cartilagem

#Cartilagem

O Tecido Cartilaginoso e a Cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo que se destaca por ser rígido, mas flexível. O Tecido Cartilaginoso e a Cartilagem é encontrado em várias regiões do corpo, tais como nariz, orelhas e na superfície de órgãos.

Características gerais do tecido cartilaginoso

Cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo e, portanto, apresenta células espalhadas em um material intercelular abundante (a matriz). As células do tecido cartilaginoso são chamadas de condrócitos e estão localizadas em cavidades no interior da matriz denominadas de lacunas. A matriz do tecido cartilaginoso é relativamente rígida e é formada por colágeno ou por colágeno com elastina, além de glicoproteínas, proteoglicanas e ácido hialurônico.

Tecido Cartilaginoso não possuem vasos sanguíneos e, por isso, sua nutrição é feita por vasos sanguíneos presentes no pericôndrio, tecido conjuntivo que envolve a cartilagem. Vale destacar que o tecido cartilaginoso também pode receber nutrição por meio do líquido sinovial presente nas cavidades das articulações. Além de não possuir vasos sanguíneos, a cartilagem não apresenta nervos e vasos linfáticos.

Tipos de cartilagem

O tecido cartilaginoso pode ser classificado em três tipos básicos: cartilagem hialina, cartilagem elástica e cartilagem fibrosa. Observe as características principais de cada um desses tipos:

Cartilagem hialina: Cartilagem que apresenta matriz formada principalmente por fibrilas de colágeno tipo II e é circundada pelo pericôndrio. Essa é a cartilagem que forma o esqueleto do feto, esqueleto esse que é posteriormente substituído por ossos em um processo denominado de ossificação endocondral. A cartilagem hialina pode ser observada também no nariz, traqueia e brônquios.

Cartilagem elástica: Cartilagem que se destaca por apresentar grande quantidade de fibras elásticas e poucas fibrilas de colágeno, além de ser revestida por pericôndrio. Em virtude da presença de fibras elásticas, essa cartilagem possui grande elasticidade. Ela é encontrada no pavilhão auditivo, na laringe e na epiglote.

Cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem: Cartilagem que apresenta quantidade relativamente grande de fibras de colágeno tipo I. Diferentemente das outras cartilagens, esta não apresenta pericôndrio. A cartilagem fibrosa pode ser observada nos discos intervertebrais, nos discos articulares das articulações dos joelhos e na ligação entre tendões e ossos.

Funções da cartilagem no organismo: As cartilagens estão relacionadas com uma série de importantes funções. Entre as principais funções estabelecidas por esse tecido, podemos citar:

Sustentação de tecidos moles;

Atuação na formação e crescimento de ossos;

Revestimento de superfícies articulares, facilitando o deslizamento dos ossos;

Absorção de impactos.

Clonagem, O Que é Clonagem?

Clonagem, O Que é Clonagem?

Clonagem, O Que é Clonagem?
A primeira clonagem bem-sucedida de um animal adulto é realizada, em 1996, pelo embriologista escocês Ian Wilmut, do Instituto Roslin, na Escócia. Da experiência nasce a ovelha Dolly. Deste ano em diante, outros animais, como camundongos, macacos, bois, porcos e gatos, foram clonados. Apesar de declarações polêmicas do médico italiano Severino Antinori, até hoje não há um caso comprovado de clonagem humana. Oficialmente, em 2001, a empresa norte-americana Advanced Cell Technology conseguiu clonar um embrião que morreu quando tinha apenas seis células. Em 2004, cientistas da Coreia do Sul anunciaram sucesso na clonagem de 30 embriões humanos, que se desenvolvem até o tamanho de 100 células, para obtenção de células-tronco. A longo prazo, os cientistas esperam obter tecidos para transplantes que não ofereçam nenhum tipo de rejeição.

A clonagem é um método artificial de reprodução que emprega células somáticas, como as que formam os órgãos, os ossos ou a pele, no lugar de células sexuais, como o óvulo e o espermatozoide. Na natureza, os organismos se reproduzem por meio das células sexuais. As exceções são os vírus, as bactérias e outros seres unicelulares. Há também certos vegetais que, mesmo tendo células sexuais, geram novas mudas das células somáticas. Isso pode ser observado nas plantas que se multiplicam de um ramo do vegetal adulto.

Clonagem, O Que é Clonagem?A técnica da clonagem – A experiência da clonagem ainda não foi compreendida perfeitamente do ponto de vista teórico. Em princípio, não seria possível forçar uma célula somática a se multiplicar, já que nela quase todos os genes estão desligados. Dolly, no entanto, nasce de células mamárias tiradas de uma ovelha adulta. Dessas células, quase toda a massa celular interna, chamada citoplasma, foi descartada. Apenas os núcleos, onde estão os genes, sem os quais não é possível gerar um embrião, foram guardados. Em seguida, os núcleos das células da mama foram colocados dentro de óvulos não-fertilizados de outra ovelha, dos quais haviam sido extirpados os núcleos. Assim, Wilmut construiu células artificiais, usando núcleos de células mamárias dentro do citoplasma de óvulos. As novas células foram colocadas num caldo muito pobre em nutrientes e entraram numa espécie de dormência, interrompendo todas as suas atividades químicas. Então, com um choque elétrico, o cientista as despertou, voltando a alimentá-las bem. Os genes voltaram à ação e as células se transformaram em embriões. Colocados no útero da ovelha que fornecera os óvulos, a imensa maioria não conseguiu se desenvolver, mas um deles deu origem a Dolly.

Foram necessários quase 100 anos de pesquisa até que se chegasse a uma clonagem bem-sucedida. No início do século, diversas experiências com rãs apresentaram resultados controversos. Em todas elas pairou a dúvida de que algumas células sexuais teriam se infiltrado entre as somáticas. Mesmo a experiência com Dolly foi questionada e só recebeu o aval da comunidade científica quando todos os procedimentos foram checados por uma comissão de especialistas.

Partenogênese – Outra técnica desenvolvida recentemente visa obter a reprodução a partir dos próprios óvulos da fêmea sem a contribuição do macho. Denominada partenogênese, essa técnica foi aplicada com sucesso por cientistas coreanos e japoneses em maio de 2004. Eles anunciaram o nascimento da fêmea do camundongo Kaguya, o primeiro mamífero nascido apenas de óvulos, sem nenhuma participação de espermatozoides. Normalmente, quando um ovo (a união de um óvulo com um espermatozoide) se desenvolve, um dos conjuntos do DNA é cedido pelo pai e o outro pela mãe. Nesse caso, foi preciso "apagar" alguns genes de um dos óvulos para que ele "parecesse" com o DNA paterno e combiná-lo com o outro óvulo, que permaneceu inalterado. Foi uma maneira de enganar a natureza, de modo a que uma das mães fizesse o papel do pai biológico. A técnica ainda está em estágio inicial e a taxa de sucesso é muito pequena. Os pesquisadores começaram a pesquisa com 457 óvulos, dos quais 371 foram implantados em 24 fêmeas de camundongo. Desses, 28 alcançaram um estágio fetal avançado, mas 18 nasceram mortos. Oito sobreviveram por 15 minutos após o parto e dois nasceram saudáveis, mas um teve de ser sacrificado para estudos. Sobrou apenas Kaguya, que cresceu e já teve os próprios filhotes pelo método convencional.

Pesquisas sobre envelhecimento – A técnica que deu origem a Dolly vem permitindo a Wilmut estudar como fica nos clones o chamado telômero – pedaço dos cromossomos responsável pelas divisões das células durante a gestação e no decorrer de toda a vida de um animal ou de um ser humano. A cada divisão celular, o telômero se desgasta, sofrendo pequenas mutações. Depois que seus defeitos se acumulam bastante, o organismo ao qual ele pertence morre. A medição do número de mudanças ocorridas no telômero permite estimar a idade de um indivíduo.

No caso de Dolly, como sua mãe tinha 6 anos, a célula que virou embrião e deu origem ao clone também tinha essa idade. Mas, apesar de adulta, a célula começou a funcionar de novo, e nesse momento todos os seus genes voltaram à idade zero. Nessa etapa havia a possibilidade de que os defeitos de seus cromossomos tivessem sido corrigidos. Isso não aconteceu. Segundo Wilmut, todos os genes rejuvenesceram, menos os do telômero. As pesquisas continuam sem resposta. Dolly teve de ser sacrificada em fevereiro de 2003, após ser constatada uma doença pulmonar progressiva. Ela tinha a metade da idade normal em que morrem as ovelhas (12 a 13 anos) quando adquiriu a doença, comum em animais mais velhos. Além disso, Dolly já havia desenvolvido artrite – doença incomum em ovelhas de sua idade. No entanto, o Instituto Roslin nega que o problema da ovelha fosse velhice precoce. Para os cientistas do instituto, Dolly tinha um sistema imunológico deficiente e portanto era mais frágil que as ovelhas comuns.

Clones brasileiros – O Brasil também entrou na era da clonagem de animais. O primeiro clone bovino da América Latina, criado pela Embrapa, foi a vaca Vitória, nascida em 2001, a partir de células de um embrião de cinco dias. Ela cedeu a célula que resultou no nascimento de Vitoriosa, o primeiro clone de clone brasileiro, nascida em fevereiro de 2004, mas morta em 30 de maio por causa de problemas de coração causados por hipertensão arterial. Antes disso, em maio de 2003, houve outra tentativa de clonar filhos de Vitória. Duas bezerras foram gestadas por esse método, mas uma morreu no oitavo mês de gestação e a outra sobreviveu apenas três dias. O segundo clone brasileiro, o novilho Marcolino, nasceu um mês depois de Vitória. Seus criadores, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, esperavam uma fêmea, mas nasceu um macho, que segundo os pesquisadores foi em decorrência de um erro gerado em laboratório. Penta, nascida na Unesp de Jaboticabal em julho de 2002, foi o primeiro clone gerado de células de uma vaca adulta. Ela resistiu apenas um mês, vítima de infecções. Lenda, nascida em setembro de 2003, foi clonada de uma vaca morta em acidente. Ela ainda vive. Em dezembro, a USP anunciou o nascimento de Bela, também a partir de células de uma vaca adulta premiada e ainda viva. O objetivo dos pesquisadores brasileiros é recuperar animais de alto valor reprodutivo, como touros premiados e vacas leiteiras.

Clonagem humana - Polêmica, proibida e perigosa, a clonagem humana nunca foi comprovada. Em 2004, o médico italiano Severino Antinori anunciou que pelo menos três clones humanos teriam nascido em experiências reprodutivas com as quais colaborou. Ele não apresentou provas científicas de suas afirmações. Disse apenas que havia utilizado uma técnica de clonagem na qual o material genético de uma célula adulta é transferido para um óvulo vazio – semelhante à que deu origem à ovelha Dolly. Antinori ganhou notoriedade em 1993 quando ajudou uma mulher de 62 anos a engravidar utilizando um óvulo doado. Mais polêmico, o movimento raeliano – uma seita que acredita que a vida na Terra foi criada por visitantes do espaço – afirma, em 2003, que produziu o primeiro clone humano do mundo, mas também não demonstrou evidências científicas do feito.

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