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Religiões Orientais no Brasil


Religiões Orientais no Brasil


Religiões Orientais no BrasilOs movimentos religiosos orientais centram-se no aperfeiçoamento pessoal, na superação da dor e no equilíbrio interior. Em geral, para essas tradições, os fiéis são responsáveis pela própria salvação e purificação, devendo retornar a este mundo até que as sucessivas reencarnações o façam alcançar o estado de perfeição espiritual. O budismo é o maior desses movimentos no Brasil. Têm destaque ainda a Igreja Messiânica Mundial, que chega ao país em 1955, o Perfect Liberty, em 1958, e o Seicho-No-Iê, a partir de 1930, todos de origem japonesa; o Hare Krishna e o Rajneesh, de origem indiana; e o Baha’i, de origem persa.

Budismo – O budismo é o maior dos movimentos religiosos orientais no Brasil. Dados preliminares do Censo de 2000 apontam 214,8 mil praticantes no Brasil. A doutrina é trazida ao país pelos imigrantes japoneses no início do século XX. O primeiro templo é construído em Cafelândia (SP), em 1932. Após a década de 1960, a prática de meditação do budismo zen faz com que a corrente ganhe espaço entre intelectuais brasileiros e conquiste adeptos não-japoneses. A linha budista que mais cresce no país atualmente é a de origem tibetana, cujo líder mundial é o Dalai Lama.

Igreja Messiânica – O objetivo da doutrina da Igreja Messiânica é a construção de um paraíso terrestre pela eliminação de todo mal da sociedade, como doenças, guerras e fome. Os ensinamentos básicos são revelações que o mestre Meishu-Sama (Portador da Luz) teria recebido de Deus, em 1926, no Japão, compilados em um livro de mesmo nome. Os devotos praticam métodos de purificação para se livrar de imperfeições espirituais, que podem ser heranças de encarnações anteriores. É o segundo maior grupo oriental no Brasil, fundado no Rio de Janeiro, em 1955. Há 109,3 mil adeptos da Igreja Messiânica no país, segundo o Censo de 2000.


Religiões Orientais no Brasil

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Espiritismo Segundo Allan Kardec

Espiritismo Segundo Allan Kardec

Espiritismo Segundo Allan Kardec
Doutrina baseada na crença em espírito (alma), que não necessita do corpo para existir e retorna à Terra em sucessivas encarnações, até atingir a perfeição. O espiritismo é codificado em 1857, no Livro dos Espíritos, pelo francês Allan Kardec (1804-1869). Segundo a doutrina, os espíritos interferem na vida terrena por meio dos médiuns, pessoas a quem recorrem para contar aos vivos como estão, fazer revelações e dar conselhos. Os espíritos superiores promovem o bem, e os inferiores dão más orientações. O espiritismo não tem dogmas nem rituais e considera o homem o único responsável por sua felicidade, já que tudo dependeria de seus atos. Prega o amor ao próximo como meio de chegar à maturidade espiritual (perfeição).

Espiritismo Segundo Allan Kardec

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Espiritismo no Brasil

Espiritismo no Brasil

Espiritismo no Brasil

Seus adeptos acreditam no retorno do espírito à Terra, em sucessivas encarnações, até atingir a perfeição e na possibilidade de comunicação entre vivos e mortos por meio de um iniciado, o médium. O espiritismo considera o homem o único responsável por sua felicidade, já que tudo dependeria de seus atos. Prega o amor ao próximo como meio de chegar à maturidade espiritual (perfeição).

O espiritismo é codificado em 1857, no Livro dos Espíritos, pelo francês Allan Kardec (1804-1869). A doutrina chega ao Brasil em meados do século XIX, nos estados do Rio de Janeiro, do Ceará, de Pernambuco e da Bahia. Ganha impulso com a formação de grupos de estudo das obras do professor francês Allan Kardec. Como na época os textos espíritas ainda não estavam traduzidos para o português, os praticantes da nova religião pertenciam a classes sociais mais instruídas. Em 1884 é fundada a Federação Espírita Brasileira.De acordo com os dados do Censo de 2000, o espiritismo tem 2,3 milhões de adeptos no país, o que corresponde a 1,4% da população. Segundo a Federação Espírita Brasileira, o número chega a 20 milhões, se forem incluídas as pessoas que vão aos centros espíritas mas se declaram católicas, protestantes ou pertencentes a outras crenças.

Igreja Ortodoxa

Igreja Ortodoxa

Igreja Ortodoxa
Até meados do ano 1000, duas grandes tradições conviviam no mundo cristão: a latina, no Império Romano do Ocidente, com sede em Roma, e a bizantina, no Império Romano do Oriente, sediada em Constantinopla. Divergências teológicas e políticas causam a ruptura, em 1054, entre as duas igrejas, que se excomungam mutuamente, condenação só revogada em 1965, pelo papa Paulo VI e pelo patriarca Athenágoras I.

Doutrina

Os sacramentos são os mesmos da Igreja Católica e reconhecidos reciprocamente. Mas os rituais ortodoxos são cantados sem instrumentos musicais e as imagens esculpidas de santos, proibidas, exceto o crucifixo e os ícones sagrados. Os ortodoxos não admitem o conceito de purgatório, lugar intermediário entre o céu e o inferno, nem o da infalibilidade do papa. Também rejeitam a doutrina católica da Imaculada Conceição, segundo a qual Maria, mãe de Jesus, teria concebido virgem. O divórcio entre os fiéis e a ordenação de homens casados são permitidos.

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Pentecostais nos Estados Unidos


Pentecostais nos Estados Unidos


Os pentecostais surgem como grupo autônomo em Chicago, nos Estados Unidos, em 1906, de um movimento denominado holiness (santidade), majoritariamente metodista. Enfatiza a crença no poder do Espírito Santo, que garante ao cristão a santificação.A Bíblia é lida de maneira livre e literal. O texto de referência é a narrativa de Pentecostes – daí a denominação pentecostal – presente nos Atos dos Apóstolos, um dos livros da Bíblia. Os cultos têm uma dinâmica emotiva e teatral, visível nos discursos eloquentes dos pastores, nos cantos e nas orações coletivas em voz alta e nos rituais de cura realizados em grandes concentrações públicas.

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Fundamentalismo Religioso no Mundo


Fundamentalismo Religioso no Mundo

Fundamentalismo Religioso no Mundo
Conjunto de ideologias que vêem nos fundamentos da religião a base para a organização da vida social e política. Essa postura se contrapõe à perspectiva secular adotada no Ocidente, particularmente depois da Revolução Francesa, na qual o Estado e a religião pertencem a esferas distintas. A expressão surge neste século com algumas seitas protestantes que pretendem defender e conservar os elementos "fundamentais" da fé cristã por meio da interpretação literal da Bíblia. Ao longo da história, tendências fundamentalistas surgem em várias religiões, como no islamismo, no hinduísmo e no judaísmo.


Fundamentalismo islâmico
Manifesta-se em movimentos empenhados na criação de sociedades regidas pelo Alcorão, livro sagrado do islamismo, e contrários aos modelos políticos e filosóficos ocidentais (como a separação entre Estado e religião, a democracia e o individualismo). O fundamentalismo propaga-se entre os muçulmanos especialmente após a Revolução Islâmica no Irã que instala no país um Estado teocrático, conduzido pelo líder xiita Aiatolá Khomeini Também se destaca a atuação do grupo extremista Gammaat-i-Islami, no Egito responsável por atentados terroristas sobretudo contra turistas estrangeiros em visita ao país; da Frente Islâmica de Salvação (FIS) e do Grupo Islâmico Armado (GIA), que desde 1992 vêm promovendo uma série de atentados e massacres na Argélia da milícia xiita libanesa Hezbollah, diretamente envolvida no combate a tropas israelenses instaladas no sul do Líbano; do Hamas, nos territórios ocupados por Israel, contrário ao acordo de paz entre palestinos e israelenses; e da milícia Taliban, que controla a maior parte do território do Afeganistão desde 1996 e vem implantando rígidas leis islâmicas nas regiões sob seu domínio.

Fundamentalismo Religioso no Mundo

Fundamentalismo hindu
A intolerância religiosa dos extremistas hindus na Índia ameaça o ideal de um Estado secular e pluralista, defendido na independência e incorporado à sua Constituição. O ódio desses grupos – notadamente a organização Shiv Sena e o Partido Bharatiya Janata (BJP) – para com os demais segmentos religiosos do país, principalmente os muçulmanos, dá origem a uma série de confrontos. O mais grave deles acontece em 1992, quando fanáticos hindus invadem a cidade de Ayodhya e destroem a mesquita Babri Masjid, deflagrando uma onda de violência que causa mais de 2 mil mortes. O BJP torna-se a força política de maior importância do país nas eleições legislativas de 1998 e de 1999, e o líder do partido, Bihari Vajpayee, assume a chefia do governo indiano. A realização de cinco testes nucleares subterrâneos nos meses seguintes à sua posse é vista como uma demonstração do nacionalismo hindu.

Fundamentalismo judaico
Está associado a facções religiosas radicais em Israel, como o Eyal (Força Judaica Combatente) e o Kahane Vive. Esses movimentos condenam o acordo de paz entre palestinos e israelenses, que prevê a devolução dos territórios conquistados por Israel na Guerra dos Seis Dias. Para eles, a entrega de terras bíblicas, como Hebron, Jericó e Nablus, na Cisjordânia, é uma afronta à vontade de Deus. Ela contraria a aspiração judaica do retorno a uma Grande Israel, similar aos tempos do rei Davi, que por volta de 1000 a.C. pacifica a região e transforma Jerusalém em centro religioso. A efervescência dessas idéias leva ao assassinato, em 1995, do primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, mentor do acordo de paz ao lado de Yasser Arafat. O culpado, Yigal Amir, membro do Eyal, justifica sua atitude afirmando que Rabin era um traidor do ideal judaico por devolver regiões ocupadas aos palestinos.

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Cristianismo no Mundo


Cristianismo no Mundo

Cristianismo no Mundo

Religião dos seguidores de Jesus Cristo, iniciada com suas pregações e de seus apóstolos, em meados do século I, na região do atual Estado de Israel e dos Territórios Palestinos. Tem origem no judaísmo e é a religião mais difundida no mundo. Divide-se em três ramos principais: catolicismo, Igreja Ortodoxa e protestantismo.

A doutrina
A fé cristã professa que o Deus criador, revelado a Abraão, a Moisés e aos profetas judeus, envia à Terra seu filho como Messias (Cristo, em grego), o salvador. Jesus é morto em favor dos homens, que haviam perdido a graça de Deus e se distanciado dele no início da criação do mundo. Após morrer na cruz, Cristo ressuscita e oferece a dádiva da salvação e da vida eterna depois da morte aos que se reaproximam de Deus, acreditam nele e seguem seus preceitos. Para os cristãos, Deus é uma trindade, formada pelo Pai, por seu filho, Jesus Cristo, e pelo Espírito Santo. Os cristãos seguem a Bíblia, que se divide em duas partes, o Antigo e o Novo Testamento, num total de 73 livros para os católicos e 66 para os protestantes.

Expansão
O cristianismo organiza-se primeiro em Jerusalém, como um movimento interno do judaísmo. Em vida, Jesus tem poucos seguidores. Após sua morte, seus apóstolos (enviados, em grego) difundem a doutrina nas regiões do Mediterrâneo. Os cristãos são perseguidos durante o Império Romano até 313 d.C, quando o imperador Constantino lhes concede liberdade de culto. Em 392, o cristianismo se torna a religião oficial do Império. No fim da Idade Média, a expansão marítima européia leva o cristianismo à América e à Ásia. A partir do século XIX, missionários chegam também à África.

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Anglicanos no Brasil


Anglicanos no Brasil

Anglicanos no Brasil

A Igreja Anglicana, de origem inglesa, mistura em seu culto e prática elementos católicos e protestantes. Apostam na salvação pela fé. Chega ao estado do Rio de Janeiro em 1818. A vinda de missionários norte-americanos impulsiona a fundação, em 1890, em Porto Alegre (RS), da Igreja Anglicana Episcopal do Brasil, que une as denominações de origem inglesa e norte-americana. Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande tornam-se os centros do anglicanismo no país. Em São Paulo, ganha espaço entre os imigrantes japoneses. De acordo com estimativas da própria igreja, em 2020 havia 168 mil adeptos em todo o país.

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Comemorações Cristãs

Comemorações Cristãs

Comemorações Cristãs
As festas cristãs que celebram a vida de Jesus Cristo, como aquelas ligadas à Páscoa e ao Natal, podem ser comemoradas de diversas maneiras pelas várias denominações cristãs.

Epifania, Dia de Reis ou Festa da Manifestação
Celebra a manifestação de Jesus às nações por meio do encontro com os três Reis Magos. Os reis levam ouro, incenso e mirra, que representam a realeza, a divindade e a humanidade de Cristo.

Quarta-Feira de Cinzas
O nome vem do costume dos primeiros cristãos de passar cinza sobre a cabeça no primeiro dia da quaresma como símbolo da fragilidade, da humildade e do arrependimento dos pecados. A quaresma é o período de 40 dias que vai desde a Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Ramos.

Comemorações CristãsDomingo de Ramos e início da Semana Santa
É o domingo anterior à Páscoa. Os cristãos lembram a entrada de Jesus, vindo da Galileia, na cidade de Jerusalém.

Sexta-Feira da Paixão
Os cristãos lembram a condenação, o sofrimento e a morte de Jesus na cruz.

Domingo de Páscoa
Comemora a ressurreição de Cristo. Páscoa vem da palavra hebraica Pessach, que significa passagem.No caso passagem da morte para a vida plena.

Pentecostes
É a comemoração da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos e Nossa Senhora em Jerusalém. Pentecostes significa quinquagésimo dia, por isso ele é celebrado 50 dias após a Páscoa.
Finados
Nesse dia, os cristãos rezam pelos mortos. A Igreja lembra o mistério da ressurreição de Cristo, na certeza de que todos aqueles que foram batizados passarão à vida eterna.

Natal
Festa que comemora o nascimento de Jesus Cristo, comemora-se no dia 25 de Dezembro.

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Cristianismo no Brasil


Cristianismo no Brasil

Cristianismo no Brasil


Cristianismo no BrasilA religião dos seguidores de Jesus Cristo é a mais difundida no mundo. Católicos, protestantes, ortodoxos e anglicanos partilham a crença na existência de um Deus criador ao mesmo tempo único, mas que se manifesta em três, como Pai, Filho e Espírito Santo. Também creem na salvação final de toda a comunidade de fiéis, após a morte, e na vida eterna junto ao Criador. Na América Latina, o catolicismo, o maior ramo do cristianismo, é mais representativo que na própria Europa, sede da Igreja Católica. No Brasil, e em toda a América Latina, são comuns o sincretismo religioso e a ligação de uma mesma pessoa a mais de uma crença. O cristianismo de fronteira e o espiritismo também têm grande influência.

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Cristianismo de Fronteira

Cristianismo de Fronteira

Cristianismo de FronteiraGrupos que estão na intersecção entre o cristianismo e outra doutrina. Usam a Bíblia como referência, mas também se valem de outras fontes de revelação/verdade. As principais igrejas são a Adventista, a Mórmon e a Testemunhas de Jeová.

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Religiões Afro-Brasileiras


Religiões Afro-Brasileiras


Religiões Afro-BrasileirasPrincipais religiões afro-brasileiras, o candomblé e a umbanda perdem adeptos no país nos últimos anos. Os principais motivos da retração, segundo estudiosos dessas religiões, são o avanço evangélico e o sincretismo religioso, ou seja, muitas pessoas ligadas também a outra religião não se dizem adeptas das religiões afro-brasileiras. Para o estudioso Reginaldo Prandi, os números do censo estão subestimados. "Como apenas uma religião é registrada, muitos adeptos dos cultos afro-brasileiros se declaram católicos por circunstâncias históricas", diz ele. Quando se analisam as religiões afro-brasileiras separadamente, nota-se que o encolhimento do número de adeptos é grande na umbanda, mas que no candomblé há aumento. A maior concentração de devotos declarados das religiões afro-brasileiras está no estado do Rio Grande do Sul, seguido do Rio de Janeiro e da Bahia.

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Catolicismo no Mundo


Catolicismo no Mundo

Catolicismo no Mundo

É o maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada. O termo católico deriva do grego katholikos e significa universal. Tem uma rígida hierarquia, centrada na autoridade do papa. A sede da Igreja fica no Vaticano. A missa é o principal ato litúrgico católico e seu ponto culminante é a eucaristia, um dos sete sacramentos da Igreja, no qual, segundo a crença, Jesus Cristo se encontra presente, sob as aparências do pão e do vinho, com seu corpo, sangue, alma e divindade. Os demais sacramentos são o batismo, a crisma ou confirmação, a penitência ou a confissão, o casamento, a ordenação e a unção dos enfermos.

História e organização
A história do catolicismo está associada à expansão do Império Romano. A partir do século XVI, sua difusão se acentua com a colonização européia da Ásia e da América. A administração está estruturada em regiões geográficas autônomas, as dioceses, dirigidas por bispos subordinados ao papa. O casamento de sacerdotes é proibido na Idade Média, salvo em algumas igrejas orientais unidas a Roma, como a maronita.

Os papas
O catolicismo considera que o primeiro pontífice foi o apóstolo Pedro, no século I. Desde então, a Igreja Católica já teve 264 papas. No poder desde 1978, o papa atual, o polonês Karol Wojtyla (1920-), adota o nome de João Paulo II. É o primeiro não-italiano a ser eleito para o cargo em 456 anos.
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Catolicismo no Brasil


Catolicismo no Brasil


Catolicismo no BrasilPara a Igreja Católica, todos aqueles que receberam o sacramento do batismo são católicos. Reverenciam a Virgem Maria, considerada a mais importante intermediária entre os fiéis e seu filho, Jesus Cristo, e os santos, mediadores entre o homem e Deus. A missa é o principal ato litúrgico católico e seu ponto culminante é a Eucaristia, símbolo máximo da ligação dos fiéis com Deus. Há cerca de 125 milhões de católicos no Brasil, segundo o Censo de 2000. A maioria dos católicos, porém, é de não praticante. A pouca adesão às missas de domingo – a que todo católico deveria comparecer por ser considerado um compromisso essencial –, principalmente nas grandes cidades, é um reflexo desse comportamento. Há, ainda, grandes divergências entre as orientações da Igreja e o pensamento dos fiéis. De acordo com a pesquisa Desafio do Catolicismo na Cidade, feito pelo Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris) em seis cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife), 73,2% dos católicos são favoráveis aos métodos contraceptivos, 59,4% ao divórcio, 62,7% ao segundo casamento e 43,6% ao sexo antes do casamento, atitudes proibidas oficialmente pela Igreja. Todavia, 84,3% dos fiéis confiam na instituição e 81,5%, no papa. Dos 124,9 milhões de adeptos em 2002, 18% participam de grupos formados por leigos (não-religiosos), como as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e o movimento da Renovação Carismática Católica.

Comunidades Eclesiais de Base
Grupos formados por leigos que se multiplicam pelo país após a década de 1960, sob a influência da Teologia da Libertação. Com o decorrer do tempo, as CEBs vinculam o compromisso cristão à luta por justiça social e participam ativamente da vida política do país, associadas a movimentos de reivindicação social e a partidos políticos de esquerda. Um dos principais teóricos do movimento é o ex-frade brasileiro Leonardo Boff. Apesar de entrarem em declínio nos anos 1990, elas continuam mantendo milhares de núcleos em todo o país. Em 2000, de acordo com pesquisa do Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser), havia cerca de 70 mil desses núcleos no Brasil.

Renovação Carismática Católica (RCC)
De origem norte-americana, o movimento carismático chega ao Brasil em 1968, pelas

mãos do padre jesuíta Haroldo Rahn. O movimento retoma valores e conceitos esquecidos pelo racionalismo social da Teologia da Libertação. Os fiéis resgatam práticas como a reza do terço, a devoção a Maria e as canções carregadas de emoção e louvor. A RCC valoriza a ação do Espírito Santo, um dos elementos da Santíssima Trindade, o que aproxima o movimento, de certo modo, dos protestantes pentecostais e dos neopentecostais. Os carismáticos têm mais força no interior do país e entre a classe média. Em 2007, de acordo com estudo do Iser, a RCC somava 11 milhões de simpatizantes, representados, em 95% das dioceses, por grupos de oração.

A história do catolicismo no Brasil
A influência do catolicismo no Brasil é forte desde a chegada dos portugueses. No período colonial, ordens e congregações religiosas assumem os serviços nas paróquias e nas dioceses, a educação nos colégios e a catequização indígena. Até meados do século XVIII, o Estado controla a atividade eclesiástica na colônia, responsabiliza-se pelo sustento da Igreja Católica e impede a entrada de outros cultos no Brasil, em troca de reconhecimento e obediência. A separação entre Igreja e Estado, que garante a liberdade religiosa, só ocorre em 1890, após a proclamação da República. A partir da década de 1930, o projeto desenvolvimentista e nacionalista de Getúlio Vargas incentiva a Igreja a valorizar a identidade cultural brasileira, o que leva ao crescimento do número de fiéis na classe média e nas camadas populares. Em 1952 cria-se a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para coordenar a ação da Igreja. É a primeira agremiação episcopal desse tipo no mundo. Durante a década de 1960, a Igreja Católica, influenciada pela Teologia da Libertação, movimento formado por religiosos e leigos que interpreta o Evangelho sob o prisma das questões sociais, atua em setores populares, principalmente por meio das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). A instalação do regime militar de 1964 inaugura a fase de conflitos entre a Igreja e o Estado. Após o engajamento da Igreja na luta pela redemocratização, nos anos 1970 e 1980, os movimentos mais ligados à Teologia da Libertação cedem espaço, a partir da década de 1980, à proposta conservadora da Renovação Carismática.

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Igreja Anglicana na Inglaterra


Igreja Anglicana na Inglaterra


Igreja oficial da Inglaterra, criada pelo rei Henrique VIII, que em 1534 rompe com a Igreja Católica. O anglicanismo faz parte do movimento reformador que varre a Europa a partir do século XVI. No caso inglês, a fundação da Igreja Anglicana vem afirmar e fortalecer a autoridade secular do rei sobre bens, tributos e questões eclesiásticas. O cisma consolida-se em 1558, no reinado de Elizabeth I. Da Inglaterra, o anglicanismo difunde-se para as colônias, especialmente a América do Norte.

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Neopentecostalismo no Mundo

Neopentecostalismo no Mundo

Neopentecostalismo no MundoAs igrejas dessa corrente têm origem no pentecostalismo e incorporam concepções e práticas típicas desse movimento. O eixo central de todas essas práticas é a Teologia da Prosperidade. Desenvolvida nos Estados Unidos, na década de 1970, assegura que o sucesso e a felicidade devem ser alcançados nesta vida por meio da fé. Essa se confirma pelas doações de bens e dinheiro à igreja. A expulsão do demônio é enfatizada como a garantia de uma vida bem-sucedida e feliz e geralmente marca a conversão dos fiéis.

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Metodistas no Brasil

Metodistas no Brasil

Formada em 1740, com a obra do clérigo anglicano John Wesley (1703-1791), tem forte influência calvinista. Ao lado de Martinho Lutero, o francês João Calvino (1509-1564) foi o principal teórico da Reforma Protestante. Wesley passa a fazer reuniões metódicas para exercício de meditação, daí o nome metodista. A Igreja Metodista aceita o batismo simbólico das crianças. Defende ser a palavra de Deus suficiente para a salvação, mas critica a interpretação individual dos textos sagrados. Acredita na cura divina e na manifestação do Espírito Santo.
Metodistas no BrasilA Igreja Metodista é fruto de uma dissidência da Igreja Anglicana conduzida pelo pastor John Wesley, em 1740, na Inglaterra. Seus devotos dão ênfase à santificação e acreditam na capacidade do ser humano de purificar-se perante Deus, abrindo mão de prazeres mundanos e buscando a salvação de forma disciplinada. Os metodistas são o primeiro grupo de missionários protestantes a chegar ao Brasil. Em 1835 tentam se fixar no Rio de Janeiro. A missão fracassa, mas é retomada por Junius Newman, em 1867, que começa a pregar no oeste do estado de São Paulo. A primeira Igreja Metodista brasileira é fundada em 1876, por John James Ranson, no Rio. A maioria das igrejas está concentrada na Região Sudeste. De acordo com o livro Panorama da Educação Metodista no Brasil, publicado pelo Conselho Geral das Instituições Metodistas de Educação (Cogeime), há 120 mil membros, distribuídos em 1,1 mil igrejas. Entre os ramos da Igreja Metodista, o maior e o mais antigo é a Igreja Metodista do Brasil. Destacam-se também a Igreja Metodista Livre, introduzida com a imigração japonesa, e a Igreja Metodista Wesleyana, de influência pentecostal, estabelecida no país em 1967. Os metodistas participam ativamente de cultos ecumênicos. Na educação, têm atuação de destaque no ensino superior. Segundo o Censo de 2000, há 340,9 mil metodistas no país.

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Judaísmo


Judaísmo

Judaísmo
É reconhecido como a primeira religião monoteísta da humanidade e cronologicamente a primeira das três religiões oriundas de Abrãao, ao lado do cristianismo e do islamismo. O judaísmo prega a crença em um Deus único, onipotente e onisciente, que criou o mundo e os homens. Esse Deus fez um pacto com os hebreus, tornando-os seu povo escolhido. O judaísmo possui fortes características étnicas, nas quais nação e religião se mesclam.

A história dos judeus
Segundo a Bíblia, Abraão recebe uma revelação de Deus, abandona o politeísmo e se muda para Canaã, atual Palestina, em torno de 1800 a.C. De Abraão descendem Isaque e o filho desse, Jacó, que um dia luta com um anjo de Deus e tem o nome mudado para Israel. Seus 12 filhos dão origem às 12 tribos do povo judeu. Em 1700 a.C., os hebreus vão para o Egito, onde são escravizados por 400 anos. Libertam-se por volta de 1300 a.C., liderados por Moisés, descendente de Abraão, que recebe de Deus as tábuas com os Dez Mandamentos no monte Sinai. Por decisão de Deus, peregrinam no deserto por 40 anos, aguardando a indicação da terra prometida, Canaã. O rei Davi transforma Jerusalém em centro religioso, e seu filho, Salomão, constrói um templo em seu reinado. Depois de Salomão, as tribos dividem-se em dois reinos, o de Israel, na Samaria, e o de Judá, com capital em Jerusalém. Com a cisão, surge a crença na vinda de um messias (o enviado de Deus para restaurar a unidade do povo judeu e a soberania divina sobre o mundo), que persiste até hoje. O Reino de Israel é devastado em 721 a.C. pelos assírios. Em 586 a.C., o imperador babilônico Nabucodonosor II invade o Reino de Judá, destrói o Templo de Jerusalém e deporta a maioria dos habitantes para a Babilônia, o que dá início à diáspora judaica. Os judeus começam a voltar para a Palestina em 539 a.C, onde reconstroem o templo. Em 70, os romanos invadem Jerusalém e arruínam o segundo templo. Em 135, a cidade é destruída. Com isso, inicia-se o segundo momento da diáspora. A dispersão só termina em 1948, com a criação do Estado de Israel.

Livros e práticas
O texto da Bíblia judaica é fixado no fim do século I. Divide-se em três livros: Torá, a escritura sagrada, Os Profetas (Neviim) e Os Escritos (Ketuvim). Os serviços religiosos são realizados nas sinagogas. Entre as práticas do judaísmo estão a circuncisão dos meninos, aos oito dias de vida, e a iniciação na vida adulta: Bar Mitzvah para os meninos (aos 13 anos) e o Bat Mitzvah para as meninas (aos 12 anos).

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Judaísmo no Brasil

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Judaísmo no Brasil
A base da religião judaica está na obediência aos mandamentos divinos estabelecidos na Torá, livro sagrado em que estão expressos as leis, os rituais e as regras morais do povo judeu, além da história dos hebreus. O livro cristão correspondente à Torá é o Antigo Testamento da Bíblia. Os primeiros judeus a chegar ao país no começo da colonização são os cristãos-novos, convertidos contra a vontade ao cristianismo para fugir da Inquisição. Em 1812, o primeiro grupo de sefardins (judeus de procedência e ascendência ibérica) instala-se na Amazônia. A partir de 1850, judeus de várias procedências se fixam no país. A imigração de asquenazes (judeus europeus de cultura iídiche) se verifica no início do século XX, principalmente no Rio Grande do Sul. A partir de 1933 começam a chegar ao Brasil judeus alemães fugidos da perseguição promovida pelos nazistas. Em janeiro de 2000 é descoberta no Recife, no estado de Pernambuco, a primeira sinagoga das Américas, com data de construção de 1637. Antes desse achado, acreditava-se que a primeira sinagoga brasileira tivesse sido fundada em 1910, no Rio de Janeiro. Em 2007 havia 89,8 mil judeus no país, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores concentrações estão em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
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Igreja Luterana no Brasil

Igreja Luterana no Brasil

Fundada por Martinho Lutero, a Igreja Luterana prospera na Alemanha em meados do século XVI e propaga-se para vários países, chegando à América Latina no século XIX. Assim como os anglicanos, sua crença é próxima da teologia professada pela Igreja Católica. As primeiras comunidades luteranas de imigrantes alemães se estabelecem no Brasil a partir de 1824, nas cidades de São Leopoldo (RS), de Nova Friburgo (RJ), de Três Forquilhas (RS) e do Rio de Janeiro. O primeiro templo é construído em 1829, em Campo Bom (RS), e os pastores europeus chegam depois de 1860. Das correntes luteranas, a maior e mais antiga no país é a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Posteriormente, surgem outras correntes, como a Igreja Evangélica Luterana do Brasil, vinda dos Estados Unidos no início do século XX. De acordo com o Censo de 2000, há 1 milhão de luteranos no país.

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