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Papa | Santo Padre

Papa | Santo Padre

Papa | Santo PadrePapa
É considerado o sucessor do apóstolo Pedro, que foi o primeiro papa da Igreja Católica. Para o catolicismo, a autoridade papal provém diretamente de Jesus Cristo, por intermédio de Pedro. O papa é o bispo de Roma, e, por isso, líder da Igreja Católica, e também soberano do Estado da Cidade do Vaticano.

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Cores de Vestes Litúrgicas

Cores de Vestes Litúrgicas

Cores de Vestes Litúrgicas

O branco (que simboliza a paz, a vitória, a alma pura) é usados nos ofícios e missas do tempo pascal e no Natal, nas festas. O vermelho (fogo, sangue, amor divino, martírio) é usado no domingo de Ramos e na Sexta-feira Santa, no domingo de Pentecostes. O verde (esperança) é utilizado no tempo comum. O preto (luto) pode ser usado nas missas pelos mortos. O roxo, que simboliza a penitência, é utilizado na quaresma e no advento (período das quatro semanas antes do Natal, fixado pela Igreja Católica para a preparação espiritual compatível com esta festa).

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Ateísmo


Ateísmo



Postura filosófica baseada na negação da existência de qualquer divindade. Dispensa a ideia de uma justificativa divina para a vida. Surge na Europa, na Antiguidade, mas permanece subjugado durante toda a Idade Média, período em que prevalecem as idéias da Igreja Católica. Na Idade Moderna e na Contemporânea, o ateísmo volta a ganhar força, embalado pelas realizações da ciência.

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Batistas do Brasil


Batistas do Brasil

Batistas do Brasil

As primeiras comunidades batistas nascem em Londres, em 1611, por iniciativa de um grupo de luteranos. Os batistas não reconhecem o batismo administrado na infância. Para eles, esse sacramento depende de uma decisão pessoal tomada por um adulto e deve ser administrada por imersão. Os primeiros batistas chegam ao Brasil fugindo da Guerra Civil Americana e se estabelecem no interior de São Paulo. Um dos grupos instala-se em Santa Bárbara d'Oeste e funda, em 1871, a Igreja Batista de Santa Bárbara, de língua inglesa. Os primeiros missionários desembarcam no Brasil em 1881 e criam, no ano seguinte, em Salvador, a primeira igreja batista brasileira. Em 1907 lançam a Convenção Batista Brasileira. Em meados desse século, surgem os batistas nacionais, os batistas bíblicos e os batistas regulares. Segundo o Censo de 2000, há 3,1 milhões de batistas no Brasil.
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Neopentecostalismo no Brasil

Neopentecostalismo no Brasil

Neopentecostalismo no Brasil
Vertente do cristianismo formada por grupos autônomos que extrapolam as tradições pentecostais clássicas. As igrejas dessa corrente têm origem no pentecostalismo e, por isso, incorporam concepções e práticas típicas desse movimento, com destaque para a vivência íntima dos fiéis com o Espírito Santo e o forte tom emotivo dos cultos. Outra característica do neopentecostalismo é a presença marcante na mídia, que cria uma relação individualizada dos adeptos com a propaganda da fé. Também há grande ênfase nos ritos de exorcismo e cura, quase sempre o marco da conversão do fiel a uma determinada igreja neopentecostal. A expulsão do demônio é enfatizada como a garantia de uma vida bem-sucedida e feliz. Por fim, o eixo que articula todas essas práticas é a Teologia da Prosperidade. Desenvolvida nos Estados Unidos (EUA), na década de 1970, assegura que o sucesso e a felicidade devem ser alcançados nesta vida por meio da fé. Esta se confirma pelas doações de bens e dinheiro à igreja. Encabeçado pela Igreja Universal do Reino de Deus, o neopentecostalismo, ao lado do pentecostalismo, é a vertente cristã que mais cresce no Brasil. As igrejas neopentecostais instalam-se no país na segunda metade da década de 1970. Fundadas por brasileiros, a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (Goiás, 1976), a Universal do Reino de Deus (Rio de Janeiro, 1977), a Internacional da Graça de Deus (Rio de Janeiro, 1980) e a Renascer em Cristo (São Paulo, 1986) estão entre as principais. Atualmente, de acordo com o sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais, Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil, o neopentecostalimo expande-se principalmente entre os mais pobres e os menos escolarizados. No Brasil, o crescimento vertiginoso dos cristãos independentes está associado ao uso intensivo da mídia eletrônica e ao método empresarial de funcionamento. Por causa de sua grande ascensão em todo o mundo no século XX, o fenômeno já é considerado por alguns a maior revolução do cristianismo depois de Lutero.

Igreja Universal do Reino de Deus – Fundada por Edir Macedo, em 1977, é a principal igreja neopentecostal brasileira e a que mais cresce no país. Após as reuniões, caracterizadas por muito canto, os pastores (obreiros) ouvem as queixas dos fiéis. Segundo o Censo de 2000, há 2,1 milhões de adeptos da Igreja Universal no país.

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Papa Sisto V (Felice Peretti)

Papa Sisto V (Felice Peretti)

Papa Sisto V (Felice Peretti)Sisto V
Sisto V (24/04/1585–27/08/1590=05 anos 04 meses e 03 dias de papado)

Sisto V
(Felice Peretti; Grottammare, Ascoli Piceno 13/12/1521- Roma 27/08/1590=68anos 08meses 14dias), de origem humilde, ingressou ainda muito jovem no convento dos frades menores conventuais, tornando-se doutor em teologia em 1548. Rígido e intransigente, foi nomeado bispo de Fermo pelo papa Pio V, seu protetor, que também o nomeou vigário geral dos conventuais (1566) e depois cardeal em Montalto (1570). Eleito papa em 1585, após a morte de Gregório XIII, cuja hostilidade o havia posto à margem da vida política da Santa Sé, Sisto imediatamente procurou reorganizar o Estado Pontifício. Reprimiu o banditismo, muito difundido no Estado, e combateu as arbitrariedades dos nobres; providenciou a preparação de uma frota contra os ataques dos corsários e dos turcos; empreendeu o saneamento dos Pauis Pontinos; favoreceu o comércio e restabeleceu as finanças por meio de empréstimos públicos e de uma fiscalização rigorosa. No âmbito religioso, promoveu, entre outras coisas, a reforma do colégio cardinalício, fixando o número de seus membros e reduzindo suas atribuições, e a reorganização da cúria romana, com o objetivo de reduzir o poder das magistraturas locais e controlar toda a administração estatal. Ocupou-se também da reforma urbana de Roma: aqueduto de Acqua Felice, Via Sistina, Borgo Felice e acabamento da cúpula da basílica de São Pedro, cuja realização Sisto confiou a Domenico Fontana.

Sua política externa tendeu a garantir a liberdade da Igreja de toda ingerência soberana exterior e, ao mesmo tempo, conter o perigo protestante. Sua posição em relação à França, atribulada pelas guerras de religião, trouxe-lhe dificuldades. Manteve-se, porém, em compasso de espera e, hostil a Filipe II da Espanha, de quem temia uma eventual tutela, não hesitou em tomar o partido de Henrique IV (que subiu ao trono da França em 1589) logo que este optou pelo catolicismo. Já sua atitude em relação à Veneza, também hostil à influência espanhola, foi conciliadora. Tendo exercido o pontificado por apenas cinco anos, Sisto foi um dos maiores papas e um dos mais construtivos.

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Eleição de um Pontífice | Conclave para a Escolha de um Novo Papa no Catolicismo


Eleição de um Pontífice | Conclave para a Escolha de um Novo Papa no Catolicismo

Eleição de um Pontífice | Conclave para a Escolha de um Novo Papa no Catolicismo
A eleição de um novo Pontífice
O Papa exerce na Igreja Católica o ofício de Vigário de Cristo e Pastor da Igreja universal. Junto com o Colégio dos Bispos -do qual o Papa é a Cabeça- constitui-se em sujeito da potestade suprema e plena sobre toda a Igreja (Cfr. cânones 331 e 336).

No curso dos séculos muitos Papas consideraram seu dever regular com oportunas normas a eleição do Sucessor de Pedro. Até 1996 estava em vigor a Constituição Apostólica Romano Pontifici Eligendo de 1 de outubro de 1975. Sob o império desta Constituição se procedeu a eleição de João Paulo I e João Paulo II, em agosto e outubro de 1978 respectivamente.

Atualmente está em vigor a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, sobre a vacante da Sé Apostólica e a eleição do Romano Pontífice, de 22 de fevereiro de 1996. Seus artigos estão precedidos pela experiência de muitos séculos e muitos deles procedem das leis anteriores sobre a eleição do Romano Pontífice. Algumas de suas normas se remontam ao século XI. As seguintes são suas normas principais.

O que acontece com a Igreja depois da morte de um Papa?
Depois da morte de um Pontífice começa um período que se chama de Sé Vacante. Durante este período rege o princípio de nihil innovetur (que nada seja inovado). O governo da Igreja fica confiado ao Colégio dos Cardeais somente para o despacho dos assuntos ordinários ou dos inadiáveis e para a preparação de tudo o necessário para a eleição do novo Pontífice (art. 2).

O artigo 1 assinala que “o Colégio dos Cardeais não tem nenhuma potestade ou jurisdição sobre as questões que correspondem ao Sumo Pontífice em vida ou no exercício das funções de sua missão; todas estas questões devem ficar reservadas exclusivamente ao futuro Pontífice”.

Durante a Sé Vacante o Colégio de Cardeais pode se reunir em dois tipos de reuniões: as Congregações Gerais e as Congregações Particulares.

À Congregação Geral devem assistir todos os Cardeais não impedidos legitimamente; podem ausentar-se os Cardeais que não têm direito de participar da eleição do Papa. Nela são decididos os assuntos de maior importância, e devem celebrar-se diariamente. Os assuntos se decidem por maioria simples de votos. A Congregação Particular é formada pelo Cardeal Camerlengo e outros três Cardeais escolhidos por sorteio, chamados Assistentes. Nela se decidem os assuntos de trâmite e de menos importância.

Quando começa o Conclave?
Os Cardeais têm que se reunir em Conclave para proceder à eleição do novo Romano Pontífice. O artigo 37 estabelece que começará 15 dias depois da vacante da Sé Apostólica, embora o Colégio de Cardeais pode estabelecer outra data, que não pode atrasar-se mais do que 20 dias da vacante.

O que ocorre em um Conclave?
O espírito da legislação em vigor estabelece que o Conclave deve ser considerado não um mero lugar de reunião dos Cardeais com direito a voto, mas sim um âmbito de retiro sagrado em que os Cardeais eleitores invocam ao Espírito Santo para proceder a eleição do Romano Pontífice.

Quem têm direito a escolher o novo Papa?
O artigo 33 indica que “o direito de escolher o Romano Pontífice corresponde unicamente aos Cardeais da Santa Igreja Romana, com exceção daqueles que, antes do dia da morte do Sumo Pontífice ou do dia no qual a Sé Apostólica ficar vacante, tenham completado 80 anos de idade”: Portanto, se um Cardeal fizer 80 anos depois de ocorrer a vacante -antes inclusive de que comece o Conclave- tem direito a escolher o Papa.

O cânon 351 - 2 indica que “os Cardeais são criados por decreto do Romano Pontífice, que se faz público em presença do Colégio Cardinalício; a partir do momento da publicação, têm os deveres e direitos determinados pela lei”. Por sua vez, o artigo 36 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis acrescenta que “um Cardeal da Santa Igreja Romana, que tiver sido criado e publicado em Consistório, tem por isso mesmo o direito de escolher o Pontífice segundo o N. 33 da presente Constituição, embora não lhe tivesse sido imposto o barrete, entregue o anel, nem tivesse prestado juramento. Entretanto, não têm este direito os Cardeais depostos canonicamente ou que tenham renunciado, com o consentimento do Romano Pontífice, à dignidade cardinalícia. Além disso, durante a Sé vacante, o Colégio dos Cardeais não pode readmitir ou reabilitar a estes”.

A Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis reitera em seu artigo 33 a exclusão do direito de eleição ativa por parte de qualquer outra dignidade eclesiástica ou a intervenção do poder civil de qualquer ordem ou grau. O artigo 80, além disso, castiga com excomunhão latae sententiae aos Cardeais que aceitarem o encargo de uma autoridade civil de propor o veto contra algum Cardeal. Até 1904 os Reis de algumas nações católicas ostentavam direito de veto na eleição pontifícia. A última vez que se usou este direito foi no Conclave de 1903, em que o imperador da Áustria vetou o Cardeal Rampolla. O Papa eleito naquele Conclave, São Pio X, promulgou a Constituição Apostólica Vacante Sede Apostolica em 25 de dezembro de 1904, na qual abolia qualquer direito de veto.

Quem é admitido no Conclave?
Para satisfazer às necessidades pessoais e de ordem relacionadas com o desenvolvimento da eleição, devem entrar nas zonas reservadas à habitação ou à eleição o Secretário do Colégio Cardinalício, que atua de Secretário da assembléia eletiva; o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias com dois Cerimoniais e dois religiosos colaboradores à Sacristia Pontifícia; um eclesiástico eleito pelo Cardeal Decano, ou pelo Cardeal que faça suas vezes, para que o assista em seu cargo. Também deverão estar disponíveis alguns religiosos de várias línguas para as confissões, e também dois médicos para eventuais emergências. Será também necessário prover oportunamente para que estejam disponíveis um número suficiente de pessoas colaboradoras para os serviços de copa e de limpeza.

Além disso, se algum Cardea necessitar, poderá solicitar a presença de um enfermeiro que o acompanhe. Na Constituição Apostólica Romano Pontifici Eligendo esta pessoa era designada pelo conclavista.

Onde se celebra o Conclave?
O artigo 41 assinala que “o Conclave para a eleição do Sumo Pontífice se desenvolverá dentro do território da Cidade do Vaticano, em lugares e edifícios determinados, fechados aos estranhos, de modo que se garanta uma conveniente acomodação e permanência dos Cardeais eleitores e dos que, por título legítimo, estão chamados a colaborar ao normal desenvolvimento da eleição mesma”.

Deve-se assinalar a novidade que traz este artigo: até o momento, nunca se tinha prescrito de modo explícito o lugar de celebração do Conclave. A prática indica a Capela Sistina, dentro do Vaticano, como lugar habitual do Conclave.

O artigo 41 da Constituição Apostólica Romano Pontifici Eligendo prescrevia que a eleição do Papa se realiza no Palácio Vaticano ou, por razões particulares, em outro lugar. A indeterminação de lugar se devia a uma razão de prudência, se em Roma não fosse garantida a liberdade dos Cardeais Eleitores.

No século XIX, os Conclaves eram celebrados no Palácio do Quirinal em Roma. O último conclave celebrado fora de Roma se desenvolveu em Veneza, então sob a soberania da Áustria, em março de 1800, à morte de Pio VI. Este Papa faleceu em Valence (França) em agosto de 1799, prisioneiro de Napoleão Bonaparte. Estando Roma ocupada pelas tropas napoleônicas, parecia prudente celebrar o conclave fora do alcance do exército francês. Pio VI da prisão tinha dado as normas necessárias para que se pudesse celebrar o conclave “em qualquer lugar de qualquer príncipe católico”. No conclave de Veneza foi eleito Pio VII.

Onde ficam hospedados os Cardeais?
O artigo 42 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis introduz uma novidade importante:

“No momento estabelecido para o começo do processo da eleição do Sumo Pontífice, todos os Cardeais eleitores deverão ter recebido e tomado uma conveniente acomodação na chamada Domus Sanctae Marthae, construída recentemente na Cidade do Vaticano”.

Em efeito, este artigo constitui uma novidade em relação à prática seguida até o momento. Nos conclaves romanos anteriores os Cardeais eleitores e as demais pessoas que entravam na clausura do conclave eram acomodados nas habitações dos Palácios Apostólicos. A solução, embora conta com o aval dos séculos, precisava claramente de melhoras . Em torno da Capela Sixtina se delimitava um recinto amplo onde pudessem alojar-se tantas pessoas: quem já visitou os Museus Vaticanos pode imaginar quão incômodo pode resultar para pessoas mais velhas, às vezes anciãos, residir em habitações desprovidas até das facilidades mais elementares, embora isso sim, decoradas pelos mais renomados artistas que viram os séculos.

Por isso João Paulo II, que participou dos dois conclaves de 1978 e pôde observar estes inconvenientes, decidiu procurar um emprego melhor. A solução foi a Domus Sanctae Marthae: trata-se de uma residência situada no recinto do Vaticano, dedicada habitualmente a alojar o pessoal da Cúria Romana, e inaugurada em 1996 alguns dias antes da promulgação da Universi Dominici Gregis. Desse modo, além disso, oferece-se uma solução estável de alojamento a diversos altos cargos da Cúria Romana: os quais, entretanto, sabem que se for convocado um conclave devem se retirar de suas habitações por alguns dias, pois durante o Conclave o alojamento fica reservado aos eleitores e demais colaboradores.

O Conclave é um retiro?
Até a vigente Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, o Conclave tinha um caráter de retiro espiritual físico, uma verdadeira clausura. A Constituição Apostólica Romano Pontifici Eligendo, em seu artigo 53 e 54, regulava com detalhe a clausura do Conclave. Atualmente, pelo contrário, está previsto o traslado dos Cardeais da Domus Sanctae Marthae ao Palácio Apostólico. E os artigos 43 2º parágrafo e 45 da vigente Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis dão normas para o caso de que um estranho ao Conclave acidentalmente se cruze em seu caminho com os Cardeais eleitores: algo impensável até agora.

O Conclave continua sendo um retiro, entretanto. E o formam os Cardeais eleitores, mas a diferença é que agora não se delimita por algumas estadias fechadas ao mundo exterior, mas sim pela atitude dos Cardeais eleitores, que têm o contato proibido com o mundo exterior. Certamente, parece obsoleto regular o Conclave como um lugar fisicamente fechado na era dos telefones celulares. A atual normativa atende à necessidade do retiro, adequando-se às circunstâncias atuais.

Como é a votação para eleger um novo Pontífice?
No dia fixado para o começo do Conclave, pela manhã, se reúnem os Cardeais eleitores na Basílica São Pedro, e celebram a Missa «Pró eligendo Papa». Nessa mesma tarde os Cardeais vão em procissão à Capela Sistina. Ao chegar emitem solene juramento.

É missão do Cardeal Camarlengo, ajudado do exterior pelo Substituto da Secretaria de Estado, de que a eleição do Papa se desenvolva com a necessária reserva e discrição. Para isso pode empregar os meios técnicos que estime conveniente, de modo que assegure que não se instalem meios áudios-visuais de gravação e transmissão no exterior.

Quais são os modos de eleição?
Neste ponto a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis introduz uma modificação significativa. Até sua promulgação, havia três modos de eleição do Romano Pontífice: per acclamationem seu inspirationem (por aclamação ou inspiração), per compromissum (por compromisso) e per scrutinium (por escrutínio). A Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis declara abolidos os modos de eleição por aclamação e por compromisso, deixando unicamente o modo por escrutínio como válido.

O Papa era eleito por aclamação ou inspiração se os Cardeais eleitores, “como iluminados pelo Espírito Santo, livre e espontaneamente, proclamam a um deles, por unanimidade e pessoalmente, Sumo Pontífice” (Constituição Apostólica Romano Pontifici Eligendo, artigo 63). A eleição por compromisso tinha lugar se “em determinadas circunstâncias particulares, os Cardeais eleitores encomendam a um grupo deles o poder de eleger, em lugar de todos, o Pastor da Igreja Católica” (Constituição Apostólica Romano Pontifici Eligendo, artigo 64).

A eleição por escrutínio, o único modo atualmente válido, tem lugar através da votação, individual e secreta, dos Cardeais eleitores. A Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis prescreve que se devem realizar duas votações por dia, além de uma votação na tarde em que começa o conclave. Para que seja válida a eleição deve contar com dois terços dos votos. O artigo 74 prevê que, se depois de 24 escrutínios os Cardeais não conseguem entrar em acordo sobre o Cardeal eleito, poderão decidir por maioria absoluta o modo de proceder, mas nunca se deverá prescindir do requisito de exigir maioria simples para que seja válida a eleição.

Depois de cada eleição queimam-se as papeletas. A tradição indica que os Cardeais provoquem com palha seca ou úmida que a fumaça seja negra, se o Papa ainda não foi escolhido, ou branca se novo Romano Pontífice já foi escolhido: é a conhecida fumata nera ou fumata bianca, que costuma-se ver da pra São Pedro.

Existem requisitos para ser eleito Pontífice?
A legislação canônica não impõe requisitos para ser eleito Papa: portanto, devem-se considerar requisitos os próprios do direito divino para ser Bispo, quer dizer, ser homem com pleno uso da razão. Na prática, entretanto, há muitos séculos o eleito foi sempre Cardeal.

Como o Cardeal eleito aceita ser Pontífice?
Uma vez eleito, o Cardeal Decano pergunta ao eleito se aceita sua eleição canônica como Sumo Pontífice. Se o eleito que é Bispo aceita, desde esse momento adquire de fato a plena e suprema potestade sobre a Igreja universal. Uma vez que tenha aceitado, pergunta-lhe o nome pelo qual quer ser chamado. Se o eleito não é Bispo, procede-se imediatamente a sua ordenação episcopal.

Os Cardeais a seguir lhe prestam homenagem e obediência. Depois o primeiro dos Cardeais Diáconos -quer dizer, o Cardeal Protodiácono- anuncia do balcão da Basílica Vaticano ao povo reunido na praça de São Pedro a eleição do novo Papa, usando a tradicional fórmula: “Nuntio vobis gaudium magnum: habemus Papam!”. O Romano Pontífice dá a bênção Urbi et Orbi.

De acordo com o artigo 90, se o eleito se encontrar fora da Cidade do Vaticano, “devem ser observadas as normas do mencionado Ordo rituum Conclavis”

O artigo 92 indica que “o Pontífice, depois da solene cerimônia de inauguração do pontificado e dentro de um tempo conveniente, tomará posse da Patriarcal Archibasílica Lateranense, segundo o rito estabelecido”.

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O Que Define uma Religião como Verdadeira?


O Que Define uma Religião como Verdadeira?

O Que Define uma Religião como Verdadeira?
Religião pode ser definida como “crença em Deus ou deuses a serem cultuados, geralmente expressada em conduta e ritual” ou “qualquer sistema específico de crença, adoração, etc., geralmente envolvendo códigos éticos.” Bem mais de 90% da população mundial adere a alguma forma de religião. O problema é que há tantas formas diferentes de religião. Qual é a religião verdadeira? O que é religião verdadeira?

Os dois ingredientes mais comuns em religiões são regras e rituais. Algumas religiões são essencialmente nada mais do que uma lista de regras, de faça e não faça, que alguém tem que observar para ser considerado um seguidor fiel daquela religião e, portanto, justificar-se com o Deus daquela religião. Dois exemplos de religiões que são baseadas em regras são o Islamismo e Judaísmo. O Islamismo tem as cinco colunas a serem seguidas. O Judaísmo tem centenas de comandos e tradições a serem observados. As duas religiões, até um certo ponto, clamam que por obedecer as regras daquela religião, alguém pode ser considerado justo diante de Deus.

Outras religiões se focalizam mais na sua lista de rituais ao invés de obedecer uma lista de regras. Por oferecer um sacrifício, executar uma tarefa, participar de uma cerimônia religiosa, comer certa refeição, etc., uma pessoa é justificada diante de Deus. O mais conhecido exemplo de uma religião que é baseada em rituais é o Catolicismo Romano. O Catolicismo Romano ensina que por ser batizado em água quando um bebê, por ir à missa, por confessar os pecados ao padre, por oferecer orações ao santos no céu, por ser untado por um padre antes de morrer,etc.,etc., Deus vai aceitar tal pessoa no céu depois da morte. Budismo e Hinduísmo também são religiões primeiramente baseadas em rituais, mas também podem, até certo ponto, ser consideradas religiões que se baseiam em regras.

Religião verdadeira não se baseia nem em regras nem em rituais. Religião verdadeira é um relacionamento com Deus. Duas coisas que todas as religiões ensinam é que a humanidade é de alguma forma separada de Deus e precisa se reconciliar com Ele. Religião falsa procura resolver esse problema através de obediência a regras e rituais. Religião verdadeira resolve o problema ao reconhecer que só Deus pode corrigir essa separação, e que Ele já fez isso. Religião verdadeira reconhece o seguinte:

• Todos nós temos pecados e somos portanto separados de Deus (Romanos 3:23).

• Se não corrigida, a penalidade justa pelo pecado é morte e separação eterna de Deus depois da morte (Romanos 6:23).

• Deus veio a nós na Pessoa de Jesus Cristo e morreu no nosso lugar, carregando sobre Si a punição que merecemos, e ressuscitou dos mortos para demonstrar que Sua morte foi um sacrifício suficiente (Romanos 5:8; 1 Coríntios 15:3-4; 2 Coríntios 5:21).

• Se recebermos Jesus como Salvador, confiando na Sua morte como pagamento completo por nossos pecados, somos perdoados, salvos, redimidos, reconciliados e justificados com Deus (João 3:16; Romanos 10:9-10; Efésios 2:8-9).

Religião verdadeira tem regras e rituais, mas existe uma diferença crucial. Na religião verdadeira, as regras e rituais são observados por causa de gratidão pela salvação que Deus tem providenciado – NÃO como um esforço para obter salvação. Religião verdadeira, que é o Cristianismo Bíblico, tem regras a serem obedecidas (não mate, não cometa adultério, não minta, etc.) e rituais a serem observados (batismo na água por imersão e a Santa Ceia). Observar essas regras e rituais não é o que justifica a pessoa perante Deus. Ao invés, essas regras e rituais são o RESULTADO do relacionamento com Deus, pela graça através da fé em Cristo apenas como Salvador. Religião falsa consiste de se fazer coisas (regras e rituais) para ganhar o favor de Deus. Religião verdadeira é receber Jesus Cristo como Salvador e através disso ter um relacionamento correto com Deus – e então fazer coisas (regras e rituais) por amor a Deus e por ter um desejo de crescer nesse relacionamento e se aproximar dele.

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Arianismo | Doutrino do Padre Ário

Arianismo | Doutrino do Padre Ário

Arianismo | Doutrino do Padre Ário
Doutrina do padre Ário (256-336), de Alexandria, no Egito, que combatia a unidade e a consubstancialidade da Santíssima Trindade. Ário considerava Cristo como essencialmente perfeito, mas negava-lhe a divinidade, essa doutrina herética, sustentada por vários imperadores de Constantinopla (atual Istambul, na Turquia), contrabalançou, por algum tempo, o poder do Catolicismo. A doutrina Ariana foi condenada pelo Concílio de Nicéia, em 325, e o de Constantinopla, em 381, levando a sua extinção em 660, com a abjuração de Ariberto I, o último rei Ariano dos Lombardos. O padre Ário foi condenado e excomungado.

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Albigenses ou Cátaros


Albigenses ou Cátaros


Seita religiosa que no século XI se propagou pelo sul da França, nos arredores de Albi, e contra o qual o Papa Inocêncio III ordenou uma cruzada, em 1209. Comandados por Simão de Monfort, os cruzados fizeram uma guerra de extermínio, extinguindo a seita “herética” em 1229. No pontificado de Papa Inocêncio III, que começa em 1098, a Igreja Católica viu a divulgação de uma nova "heresia", a dos Cátaros ou Catarismo, (do grego καϑαρός [katharós], "puro") - que pretendiam uma absoluta pureza de costumes.

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Anunciação do Anjo Gabriel a Maria Mãe de Jesus

Anunciação do Anjo Gabriel a Maria Mãe de Jesus

Anunciação do Anjo Gabriel a Maria Mãe de Jesus
Anunciação é a visita feita a Maria, em Nazaré, pelo anjo Gabriel, enviado por Deus para transmitir-lhe a mensagem de que fora escolhida para ser mãe do Cristo. A cena é descrita no início do Evangelho de são Lucas (1:26-38). A saudação que o anjo lhe dirige constitui o princípio da ave-maria: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!" Em seguida anuncia-lhe: "Eis que conceberás e darás à luz um filho, e o chamarás com o nome de Jesus. (...) O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra." Ao que Maria respondeu: "Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!"

Na doutrina da Igreja Católica, a Anunciação, além de ser o momento em que se participa a Maria que será a mãe do Cristo, envolve ainda o mistério da encarnação e o dogma da virgindade de Maria.

Ocorre assim o mistério da encarnação, pelo qual a segunda pessoa da Trindade torna-se homem em Jesus Cristo. A questão da virgindade de Maria motivou acirradas controvérsias e várias heresias, até ser declarada dogma pelo Concílio da Calcedônia em 451.

Festejada a 25 de março, a Anunciação foi tema freqüente nas artes plásticas, fornecendo inspiração a fra Angelico, Leonardo da Vinci, Van der Weyden e Murillo, entre outros.

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Xapanã, Obaluaiê ou Sakpatá

Xapanã, Obaluaiê ou Sakpatá

Xapanã, Obaluaiê ou SakpatáXapanã - É o mesmo que Obaluaiê ou Sakpatá; é o Orixá da varíola, e de todas as doenças de pele, tanto pode provocá-las quanto curar as enfermidades, é cultuado na maioria dos terreiros do Brasil sendo muito respeitado e temido por todos seguidores das Religiões Afro-brasileiras. Costuma-se dizer que o nome "Xapanã" é tabu, preferindo-se referir-se a ele como Obaluaiê ou Omolu, ainda que no Batuque do Rio Grande do Sul este nome seja pronunciado de maneira genérica. Na Bahia "Xapanã" seria simplesmente uma das "qualidades" ou manifestações de Obaluaiê, estreitamente ligado ao fogo e à sexualidade.

Os 12 Apóstolos de Jesus Cristo

Os 12 Apóstolos de Jesus Cristo

Os 12 Apóstolos de Jesus CristoEm três dos quatro evangelhos -- os de Mateus, Marcos e Lucas --, descreve-se o modo como foram escolhidos os 12, entre os discípulos que seguiam Jesus. Marcos relata que Jesus subiu ao monte para orar e chamou "os que ele quis... E constituiu 12, para que ficassem com ele, e para enviá-los a pregar... Ele constituiu, pois, os 12, e impôs a Simão o nome de Pedro; a Tiago, o filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, impôs o nome de Boanerges, isto é, filhos do trovão, depois André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão o Zelota e Judas Iscariotes, aquele que  o traiu" (Mc 3:13-19).

O termo apóstolo procede do grego apostolos, que significa enviado, emissário; nesse sentido, e com caráter geral, era utilizado naquela língua, sobretudo no âmbito do comércio. No cristianismo, porém, a palavra se aplica, por antonomásia, a cada um dos 12 homens escolhidos por Jesus para constituir a igreja, aos quais se deve acrescer são Paulo. Embora o próprio Paulo, em mais de uma ocasião, tenha chamado de apóstolos "os irmãos do Senhor", os apóstolos, no sentido mais rigoroso, foram aqueles homens a quem Jesus Cristo, depois da ressurreição, outorgou todo o seu poder, enviando-os para que dessem testemunho permanente de sua mensagem.

A esses apóstolos diretamente designados por Jesus devem acrescentar-se outros dois: Matias, eleito depois da Ascensão pelos apóstolos para substituir Judas Iscariotes, e Paulo de Tarso. Também se costuma designar como apóstolo Barnabé, discípulo de Paulo que o apresentara aos 12.

Quase todos os apóstolos eram pessoas humildes, do ambiente em que Jesus circulava, alguns unidos entre si por vínculos familiares: Pedro e seu irmão André, pescadores de Betsaida, como Filipe; Bartolomeu de Canaã, que chegou a Jesus através de Filipe; Tiago Maior e João eram parentes do Senhor; e Tiago Menor -- o filho de Alfeu -- era parente de Tadeu. Outros apóstolos se distinguiam um pouco desses; Mateus, por exemplo, era coletor de impostos e Simão o Zelota (ou o cananeu) tinha certamente atividade política. Quanto a Tomé e a Judas Iscariotes, conhecem-se poucos detalhes.

Os Atos dos Apóstolos, escritos por Lucas, descrevem a peregrinação e pregação destes, que começou depois da descida do Espírito Santo sobre os 12, no dia de Pentecostes. O livro dá atenção particular aos mais chegados a Jesus, como Pedro, João, Tiago Maior e Filipe. Depois de relatar a conversão de Paulo quando Jesus lhe apareceu no caminho de Damasco, Lucas se concentrou nos atos desse apóstolo, cuja pregação levou a palavra divina para fora da Palestina, até a própria Roma. Os textos patrísticos acrescentaram novos dados sobre a vida dos apóstolos. Teve particular importância a tradição popular, difundida já no século IX, de que os restos de Tiago Maior repousavam na Espanha, no lugar sobre o qual seria construída a catedral de Santiago de Compostela, principal centro de peregrinação na Europa medieval.

O chefe dos apóstolos é Cefas (em aramaico, "pedra", "rocha"), isto é, Pedro. Nos três evangelhos sinópticos citados relata-se a "confissão" de Pedro, e é Mateus quem põe estas palavras na boca de Jesus: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus..." (Mt 16:18-19). Este primado, claramente destacado nos Atos dos Apóstolos, não é simplesmente um primado de honra nem de direção, mas de jurisdição. É o primado que a Igreja Católica reconhece em são Pedro e em seus sucessores, os pontífices de Roma, e o fundamento da própria igreja.

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Os 12 Apóstolos de Cristo

Os 12 Apóstolos de Cristo

No começo do seu ministério Jesus escolheu doze homens que o acompanhassem em suas viagens. Teriam esses homens uma importante responsabilidade: Continuariam a representá-lo depois de haver ele voltado para o céu. A reputação deles continuaria a influênciar a igreja muito depois de haverem morrido.

Por conseguinte, a seleção dos Doze foi de grande responsabilidade. "Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar, e passou a noite orando a Deus. E quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolo" (Lc 6.12-13).

A maioria dos apóstolos era da região de Cafarnaum, desprezada pela sociedade judaica refinada por ser o centro de uma parte do estado judaico e conhecida, em realidade, como "Galiléia dos gentios". O próprio Jesus disse: "Tu, Carfanaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno" (Mt 11.23). Não obstante, Jesus fez desses doze homens líderes vigorosos e porta-vozes capaz de transmitir com clareza a fé cristã. O sucesso que eles alcançaram dá testemunho do poder transformador do Senhorio de Jesus.

Nenhum dos escritores dos Evangelhos deixou-nos traços físicos dos doze. Dão-nos, contudo, minúsculas pistas que nos ajudam a fazer "conjeturas razoáveis" sobre como pareciam e atuavam. Um fato importante que tem sido tradicionalmente menosprezado em incontáveis representações artísticas dos apóstolos é sua juventude. Se levarmos em conta que a maioria chegou a viver até ao terceiro e quarto quartéis do século e que João adentrou o segundo século, então eles devem ter sido não mais do que jovens quando aceitaram o chamado de Cristo.

André
No dia seguinte àquele em que João Batista viu o Espírito Santo descer sobre Jesus, ele o apontou para dois de seus discípulos, e disse: "Eis o Cordeiro de Deus" (Jo 1.36). Movidos de curiosidade, os dois deixaram João e começaram a seguir a Jesus. Jesus notou a presença deles e perguntou-lhes o que buscavam. Responderam: "Rabi, onde assistes?" Jesus levou-os a casa onde ele se hospedava e passaram a noite com ele. Um desses homens chamava-se André (Jo 1.38-40). André foi logo à procura de seu irmão, Simão Pedro, a quem disse: "Achamos o Messias..." (Jo 1.41). Por seu testemunho, ele ganhou Pedro para o Senhor.

André é tradução do grego Andreas, que significa "varonil". Outras pistas dos Evangelhos indicam que André era fisicamente forte, e homem devoto e fiel. Ele e Pedro eram donos de uma casa (Mc 1.29) Eram filhos de um homem chamado Jonas ou João, um próspero pescador. Ambos os jovens haviam seguido o pai no negócio da pesca. Eram Pescadores.

André nasceu em Betsaida, nas praias do norte do mar da Galiléia. Embora o Evangelho de João descreva o primeiro encontro dele com Jesus, não o menciona como discípulo até muito mais tarde (Jo 6.8). O Evangelho de Mateus diz que quando Jesus caminha junto ao mar da Galiléia, ele saudou a André e a Pedro e os convidou para se tornarem discípulos (Mt 4.18,19). Isto não contradiz a narrativa de João; simplesmente acrescenta um aspecto novo. Uma leitura atenta de João 1.35-40 mostra-nos que Jesus não chamou André e a Pedro para seguí-lo quando se encontraram pela primeira vez.

André e outro discípulo chamado Filipe apresentaram a Jesus um grupo de gregos (Jo 12.20-22). Por este motivo podemos dizer que eles foram os primeiros missionários estrangeiros da fé cristã.

Diz a tradição que André viveu seus últimos dias na Cítia, ao norte do mar negro. Mas um livreto intitulado: Atos de André (provavelmente escrito por volta do ano 260 dC) diz que ele pregou primariamente na Macedônia e foi martirizado em Patras. Diz ainda, que ele foi crucificado numa cruz em forma de "X", símbolo religioso conhecido como Cruz de Sto André.

Bartolomeu (Natanael)
Falta-nos informação sobre a identidade do Apóstolo chamado Bartolomeu. Ele só é mencionado na lista dos apóstolos. Além do mais, enquanto os Evangelhos sinóticos concordam em que seu nome era Bartolomeu, João o dá como Natanael (Jo 1.45). Crêem alguns estudiosos que Bartolomeu era o sobrenome de Natanael.

A palavra aramaica bar significa "filho", por isso o nome Bartolomeu significa literalmente, "filho de Talmai". A Bíblia não identifica quem foi Talmai.

Supondo que Bartolomeu e Natanael sejam a mesma pessoa, o Evangelho de João nos proporciona várias informações acerca de sua personalidade. Jesus chamou Natanael de "israelita em quem não há dolo" (Jo 1.47). Diz a tradição que ele serviu como missionário na Índia e que foi crucificado de cabeça para baixo.

Tiago - Filho de Alfeu
Os Evangelhos fazem apenas referências passageiras a Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Lc 6.15). Muitos estudiosos crêem que Tiago era irmão de Mateus, visto a Bíblia dizer que o pai de Mateus também se chamava Alfeu (Mc 2.14). Outros crêem que este Tiago se identificava como "Tiago, o Menor", mas não temos prova alguma de que esses dois nomes se referiam ao mesmo homem (Mc 15.40). Se o filho de Alfeu era, deveras, o mesmo homem Tiago, o Menor, talvez ele tenha sido primo de Jesus (Mt 27.56; Jo 19.25). Alguns comentaristas da Bíblia teorizam que este discípulo trazia uma estreita semelhança física com Jesus, o que poderia explicar por que Judas Iscariotes teve de identificar Jesus na noite em que foi traído. (Mc 14.43-45; Lc 22.47-48). Diz as lendas que ele pregou na Pérsia e aí foi crucificado. Mas não há informações concretas sobre sua vida, ministério posterior e morte.

Tiago - Filho de Zebedeu
Depois que Jesus convocou a Simão Pedro e a seu irmão André, ele caminhou um pouco mais ao longo da praia da Galiléia e convidou a "Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes" (Mc 1.19). Tiago e seu irmão responderam imediatamente ao chamado de Cristo. Ele foi o primeiro dos doze a sofrer a morte de mártir. O rei Herodes Agripa I ordenou que ele fosse executado ao fio da espada (At 12.2). A tradição diz que isto ocorreu no ano 44 dC, quando ele seria ainda bem moço.

Os Evangelhos nunca mencionam Tiago sozinho; sempre falam de "Tiago e João". Até no registro de sua morte, o livro de Atos refere-se a ele como "Tiago, irmão de João" (At 12.2) Eles começaram a seguir a Jesus no mesmo dia, e ambos estiveram presentes na Transfiguração (Mc 9.2-13). Jesus chamou a ambos de "filhos do trovão" (Mc 3.17).

A perseguição que tirou a vida de Tiago infundiu novo fervor entre os cristãos (At 12.5-25). Herodes Agripa esperava sufocar o movimentos cristão executando líderes como Tiago. "Entretanto a Palavra do Senhor crescia e se multiplicava" (At 12.24).

As tradições afirmam que ele foi o primeiro missionário cristão na Espanha.

João
Felizmente, temos considerável informação acerca do discípulo chamado João. Marcos diz-nos que ele era irmão de Tiago, filho de Zebedeu (Mc 1.19). Diz também que Tiago e João trabalhavam com "os empregados" de seu pai (Mc 1.20).

Alguns eruditos especulam que a mãe de João era Salomé, que assistiu a crucificação de Jesus (Mc 15.40). Se Salomé era irmã da mãe de Jesus, como sugere o Evangelho de João (Jo 19.25), João pode ter sido primo de Jesus.

Jesus encontrou a João e a seu irmão Tiago consertando as redes junto ao mar da Galiléia. Ordenou-lhes que se fizessem ao largo e lançassem as redes. arrastaram um enorme quantidade de peixes - milagre que os convenceram do poder de Jesus. "E, arrastando eles os barcos sobre a praia, deixando tudo, o seguiram" (Lc 5.11) Simão Pedro foi com eles.

João parece ter sido um jovem impulsivo. Logo depois que ele e Tiago entraram para o círculo íntimo dos discípulos de Jesus, o Mestre os apelidou de "filhos do trovão" (Mc 3.17). Os discípulos pareciam relegar João a um lugar secundário em seu grupo. Todos os Evangelhos mencionavam a João depois de seu irmão Tiago; na maioria das vezes, parece, Tiago era o porta-voz dos dois irmãos. Paulo menciona a João entre os apóstolos em Jerusalém, mas o faz colocando o seu nome no fim da lista (Gl 2.9).

Muitas vezes João deixou transparecer suas emoções nas conversas com Jesus. Certa ocasião ele ficou transtornado porque alguém mais estava servindo em nome de Jesus. "E nós lho proibimos", disse ele a Jesus, "porque não seguia conosco" (Mc 9.38). Jesus replicou: "Não lho proibais... pois quem não é contra a nós, é por nós" (Mc 9.39,40). Noutra ocasião, ambiciosos, Tiago e João sugeriram que lhes fosse permitido assentar-se à esquerda e à direita de Jesus na sua glória. Esta idéia os indispôs com os outros discípulos (Mc 10.35-41).

Mas a ousadia de João foi-lhe vantajosa na hora da morte e da ressurreição de Jesus. Jo 18.15 diz que João era " conhecido do sumo sacerdote". Isto o tornaria facilmente vulnerável à prisão quando os aguardas do sumo sacerdote prenderam a Jesus. Não obstante, João foi o único apóstolo que se atreveu a permanecer ao pé da cruz, e Jesus entregou-lhe sua mãe aos seus cuidados (Jo 19.26-27). Ao ouvirem os discípulos que o corpo de Jesus já não estava no túmulo, João correu na frente dos outros e chegou primeiro ao sepulcro. Contudo, ele deixou que Pedro entrasse antes dele na câmara de sepultamento (Jo 20.1-4,8).

Se João escreveu, deveras, o quarto Evangelhos, as cartas de João e o Apocalipse, ele escreveu mais texto do NT do que qualquer dos demais apóstolos. Não temos motivo para duvidar de que esses livros não são de sua autoria.

Diz a tradição que ele cuidou da mãe de Jesus enquanto pastoreou a congregação em Éfeso, e que ela morreu ali. Preso, foi levado a Roma e exilado na Ilha de Patmos. Acredita-se que ele viveu até avançada idade, e seu corpo foi devolvido a Éfeso para sepultamento.

Judas - Não o Iscariotes
João refere-se a um dos discípulos como "Judas, não o Iscariotes" (Jo 14.22). Não é fácil determinar a identidade desse homem.

O NT refere-se a diversos homens com o nome de Judas - Judas Iscariotes; Judas, irmão de Jesus (Mt 13.55; Mc 6.3); Judas, o galileu (At 5.37) e Judas, não o Iscariotes. Evidentemente, João desejava evitar confusão quando se referia a esse homem, especialmente porque o outro discípulo chamado Judas não gozava de boa fama.

Mateus e Marcos referem-se a esse homem como Tadeu (Mt 10.3; Mc 3.18). Lucas o menciona como "Judas, filho de Tiago" (Lc 6.16; At 1.13).

Não sabemos ao certo quem era o pai de Tadeu.

O Historiador Eusébio diz que Jesus uma vez enviou esse discípulo ao rei Abgar da Mesopotâmia a fim de orar pela sua cura. Segundo essa história, Judas foi a Abgar depois da ascensão de Jesus, e permaneceu para pregar em várias cidades da Mesopotâmia. Diz outra tradição que esse discípulo foi assassinado por mágicos na cidade de Suanir, na Pérsia. O mataram a pauladas e pedradas.

Judas Iscariotes
Todos os Evangelhos colocam Judas Iscariotes no fim da lista dos discípulos de Jesus. Sem dúvida alguma isso reflete a má fama de Judas como traidor de Jesus.

A Palavra aramaica Iscariotes literalmente significa "homem de Queriote". Queriote era uma cidade próxima a Hebrom (Js 15.25). Contudo, João diz-nos que Judas era filho de Simão (Jo 6.71). Se Judas era, de fato, natural desta cidade, dentre os discípulos, ele era o único procedente da Judéia. Os habitantes da Judéia desprezavam o povo da Galiléia como rudes colonizadores de fronteira. Essa atitude pode ter alienado Judas Iscariotes dos demais discípulos.

Os Evangelhos não nos dizem exatamente quando Jesus chamou Judas pra juntar-se ao grupo de seus seguidores. Talvez tenha sido nos primeiros dias, quando Jesus chamou tantos outros (Mt 4.18-22). Judas funcionava como tesoureiro dos discípulos, e pelo menos em uma ocasião ele manifestou uma atitude sovina para com o trabalho. Foi quando uma mulher por nome Maria derramou ungüento precioso sobre os pés de Jesus. Judas reclamou: "Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários, e não se deu aos pobres?" (Jo 12.5). No versículo seguinte João comenta que Judas disse isto "não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão."

Enquanto os discípulos participavam de sua última refeição com Jesus, o Senhor revelou saber que estava prestes a ser traído e indicou Judas como o criminoso. Disse ele a Judas: "O que pretendes fazer, faze-o depressa" (Jo 13.27). Todavia, os demais discípulos não suspeitavam do que Judas estava prestes a fazer. João relata que "como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa da Páscoa..." (Jo13.28-29).

Judas traiu o Senhor Jesus, influenciado ou inspirado pelo maligno ( Lc 22.3; Jo 13.27). Tocado pelo remorso, Judas procurou devolver o dinheiro aos captores de Jesus e enforcou-se. (Mt 27.5)

Mateus
Nos tempos de Jesus, o governo romano coletava diversos impostos do povo palestino. Pedágios pra transportar mercadorias por terra ou por mar eram recolhidos por coletores particulares, os quais pagavam uma taxa ao governo romano pelo direito de avaliar esses tributos. Os cobradores de impostos auferiam lucros cobrando um imposto mais alto do que a lei permitia. Os coletores licenciados muitas vezes contratavam oficiais de menor categoria, chamados de publicanos, para efetuar o verdadeiro trabalho de coletar. Os publicanos recebiam seus próprios salários cobrando uma fração a mais do que seu empregador exigia. O discípulo Mateus era um desses publicanos; ele coletava pedágio na estrada entre Damasco e Aco; sua tenda estava localizada fora da cidade de Cafarnaum, o que lhe dava a oportunidade de, também, cobrar impostos dos pescadores.

Normalmente um publicano cobrava 5% do preço da compra de artigos normais de comércio, e até 12,5% sobre artigos de luxo. Mateus cobrava impostos também dos pescadores que trabalhavam no mar da Galiléia e dos barqueiros que traziam suas mercadorias das cidades situadas no outro lado do lago.

O judeus consideravam impuro o dinheiro dos cobradores de impostos, por isso nunca pediam troco. Se um judeu não tinha a quantia exata que o coletor exigia, ele emprestava-o a um amigo. Os judeus desprezavam os publicanos como agentes do odiado império romano e do rei títere judeu. Não era permitido aos publicanos prestar depoimento no tribunal, e não podiam pagar o dízimo de seu dinheiro ao templo. Um bom judeu não se associaria com publicanos (Mt 9.10-13).

Mas os judeus dividiam os cobradores de impostos em duas classes. a primeira era a dos gabbai, que lançavam impostos gerais sobre a agricultura e arrecadavam do povo impostos de recenseamento. O Segundo grupo compunha-se dos mokhsa era judeus, daí serem eles desprezados como traidores do seu próprio povo. Mateus pertencia a esta classe.

O Evangelho de Mateus diz-nos que Jesus se aproximou deste improvável discípulo quando ele esta sentado em sua coletoria. Jesus simplesmente ordenou a Mateus: "Segue-me!" Ele deixou o trabalho pra seguir o Mestre (Mt 9.9).

Evidentemente, Mateus era um homem rico, porque ele deu um banquete em sua própria casa. "E numerosos publicanos e outros estavam com eles à mesa" (Lc 5.29). O simples fato de Mateus possuir casa própria indica que era mias rido do que o publicano típico.

Por causa da natureza de seu trabalho, temos certeza que Mateus sabia ler e escrever. Os documentos de papiro, relacionados com impostos, datados de cerca de 100 dC, indicam que os publicanos eram muito eficientes em matéria de cálculos.

Mateus pode ter tido algum grau de parentesco com o discípulo Tiago, visto que se diz de cada um deles ser "filho de Alfeu" (Mt 10.3; Mc 2.14). Às vezes Lucas usa o nome Levi para referir-se a Mateus (Lc 5.27-29). Daí alguns estudiosos crerem que o nome de Mateus era Levi antes de se decidir-se a seguir a Jesus, e que Jesus lhe deu um novo nome, que significa "dádiva de Deus". Outros sugerem que Mateus era membro da tribo sacerdotal de Levi.

De todos os evangelhos, o de Mateus tem sido, provavelmente, o de maior influência. A literatura cristã do segundo século faz mais citações do Evangelho de Mateus do qu de qualquer outro. Os pais da igreja colocaram o Evangelho de Mateus no começo do cânon do NT provavelmente por causa do significado que lhes atribuíam. O relato de Mateus desta a Jesus como o cumprimento das profecias do AT. Acentua que Jesus era o Messias prometido.

Não sabemos o que aconteceu com Mateus depois do dia de Pentecostes. Uma informação fornecida por John Foxe, declara que ele passou seus últimos anos pregando na Pártia e na Etiópia e que foi martirizado na cidade Nadabá em 60 dC. Não podemos julgar se esta informação é digna de confiança.

Filipe
O Evangelho de João é o único a dar-nos qualquer informação pormenorizada acerca do discípulos chamado Filipe. Jesus encontrou-se com ele pela primeira vez em Betânia, do outro lado do Jordão (Jo 1.28). É interessante notar que Jesus chamou a Filipe individualmente enquanto chamou a maioria dos outros em pares. Filipe apresentou Natanael a Jesus (Jo 1.45-51), e Jesus também chamou a Natanael (ou Bartolomeu) para seguí-lo.

Ao se reunirem 5 mil pessoas para ouvir a Jesus, Filipe perguntou ao Seu Senhor como alimentariam a multidão. "Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço", disse ele (Jo 6.7). Noutra ocasião, um grupo de gregos dirigiu-se a Filipe e pediu-lhe que o apresentasse a Jesus. Filipe solicitou a ajuda de André e juntos levaram os homens para conhecê-lo (Jo 12.20-22).

Enquanto os discípulos tomavam a última refeição com Jesus, Filipe disse: "Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta" (Jo 14.8). Jesus respondeu que nele eles já tinham visto o Pai.

Esses três breves lampejos são tudo o que vemos acerca de Filipe. A igreja tem preservado muitas tradições a respeito de seu último ministério e morte. Segundo algumas delas, ele pregou na França; outras dizem que ele pregou no sul da Rússia, na Ásia Menor, ou até na Índia. Nada de concreto portanto.

Simão Pedro
Era um homem de contrastes. Em Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou: "Mas vós, quem dizeis que eu sou?" Ele respondeu de imediato: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo" (Mt 16.15-16). Alguns versículos adiante, lemos: "E Pedro chamando-o à parte, começou a reprová-lo..." Era característico de Pedro passar de um extremo ao outro.

Ao tentar Jesus lavar-lhe os pés no cenáculo, o imoderado discípulo exclamou: "Nunca me lavarás os pés." Jesus, porém, insistiu e Pedro disse: "Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça" (Jo 13.8,9).

Na última noite que passaram juntos, ele disse a Jesus: "Ainda que todos se escandalizem, eu jamais!" (Mc 14.29). Entretanto, dentro de poucas horas, ele não somente negou a Jesus mas praguejou (Mc 14.71).

Este temperamento volátil, imprevisível, muitas vezes deixou Pedro em dificuldades. Mas, o ES o moldaria num líder, dinâmico, da igreja primitiva, um "homem-rocha" (Pedro significa "rocha") em todo o sentido.

Os escritores do NT usaram quatro nomes diferentes com referência a Pedro. Um é o nome hebraico Simeon (At 15.14), que pode significar "ouvir". O Segundo era Simão, a forma grega de Simeon. O terceiro nome era Cefas palavra aramaica que significa "rocha". O quarto nome era Pedro, paralavra grega que significa "Pedra" ou "rocha"; os escritores do NT se referem ao discípulo com estes nomes mais vezes do que os outros três.

Quando Jesus encontrou este homem pela primeira vez, ele disse: "Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas" (Jo 1.42). Pedro e seu irmão André eram pescadores no mar da Galiléia (Mt 4.18; Mc 1.16). Ele falava com sotaque galileu, e seus maneirismos identificavam-no como um nativo inculto da fronteira da galiléia (Mc 14.70). Foi levado a Jesus pelo seu irmão André. (Jo 1.40-42)

Enquanto Jesus pendia na cruz, Pedro estava provavelmente entre o grupo da Galiléia que "permaneceram a contemplar de longe estas coisas" (Lc 23.49). Em 1Pe 5.1, ele escreveu: "...eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo..."

Pedro encabeça a lista dos apóstolo em cada um dos relatos dos Evangelhos, o que sugere que os escritores do NT o consideravam o mais importante dos doze. Ele não escreveu tanto como João ou Mateus, mas emergiu como o líder mais influente da igreja primitiva. Embora 120 seguidores de Jesus tenha recebido o ES no dia do Pentecoste, a Bíblia registra as palavras de Pedro (At 2.14-40). Ele sugeriu que os apóstolos procurassem um substituto para Judas Iscariotes (At 1.22). Ele e João foram os primeiros a realizar um milagre depois do Pentecoste, curando um paralítico na Porta Formosa (At 3.1-11).

O livro de Atos acentua as viagens de Paulo, mas Pedro também viajou extensamente. Ele visitou Antioquia (Gl 2.11), Corinto (2Co 1.12) e talvez Roma.

Pedro sentiu-se livre para servir aos gentios (At 10), mas ele é mais bem conhecido como o apóstolo dos judeus (Gl 2.8). À medida que Paulo assumir um papel mais ativo na obra da igreja e à medida que os judeus se tornavam mais hostis ao Cristianismo, Pedro foi relegado a segundo plano na narrativa do NT.

A tradição diz que a Basílica de São Pedro em Roma está edificada sobre o local onde ele foi sepultado. Escavações modernas sob a antiga igreja exibem um cemitério romano muito antigo e alguns túmulos usados apressadamente para sepultamentos cristãos. Uma leitura cuidadosa dos Evangelhos e do primitivo segmento de Atos tenderia a apoiar a tradição de que Pedro foi figura preeminente da igreja primitiva.

Simão Zelote
Mateus refere-se a um discípulo chamado "Simão, o Cananeu", enquanto Lucas e o livro de Atos referem-se a "Simão, o Zelote". esses nomes referem-se à mesma pessoa. Zelote é uma palavra grega que significa "zeloso"; "cananeu" é transliteração da palavra aramaica kanna'ah, que também significa "zeloso"; parece, pois, que este discípulo pertencia à seita judaica conhecida como zelotes.

A Bíblia não indica quando Simão foi convidado para unir-se aos apóstolos. Diz a tradição que Jesus o chamou ao mesmo tempo em que chamou André e Pedro, Tiago e João, Judas Iscariotes e Tadeu (Mt 4.18-22).

Temos diversos relatos conflitantes acerca do ministério posterior deste homem e não é possível chegar a uma conclusão.

Tomé
O Evangelho de João dá-nos um quadro mais completo do discípulo chamado Tomé do que o que recebemos dos Sinóticos ou do livro de Atos. João diz-nos que ele também era chamado Dídimo (Jo 20.24). A palavra grega para "gêmeos" assim como a palavra hebraica t'hom significa "gêmeo". A Vulgata Latina empregava Dídimo como nome próprio.

Não sabemos quem pode ter sido Tomé, nem sabemos coisa alguma a respeito do passado de sua família ou de como ele foi convidado para unir-se ao Senhor. Sabemos, contudo, que ele juntou-se a seis outros discípulos que voltaram aos barcos de pesca depois que Jesus foi crucificado (Jo 21.2-3). Isso sugere que ele pode ter aprendido a profissão de pescador quando jovem.

Diz a tradição que Tomé finalmente tornou-se missionário na Índia. Afirma-se que ele foi martirizado ali e sepultado em Mylapore, hoje subúrbio de Madrasta. Seu nome é lembrado pelo próprio título da igreja Martoma ou "Mestre Tome".

Matias - Substituto de Judas Iscariotes
Após a morte de Judas, Pedro propôs que os discípulos escolhessem alguém para substituir o traidor. O discurso de Pedro esboçava certas qualificações para o novo apóstolo ( At 1.15-22). O apóstolo tinha de conhecer a Jesus "começando no batismo de João, até ao dia em que dentre nós foi levado às alturas". Tinha de ser também, "testemunha conosco de sua ressurreição" (At 1.22).
Os apóstolos encontraram dois homens que satisfaziam as qualificações: José, cognominado Justo, e Matias (At 1.23). Lançaram sortes para decidir a questão e a sorte recaiu sobre Matias.

O nome Matias é uma variante do hebraico Matatias, que significa "dom de Deus". Infelizmente, a Bíblia nada diz a respeito do ministério de Matias.

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Santo Petrônio

Santo Petrônio

Santo PetrônioPetrônio era descendente da nobre e a influente família Petrônia, de cônsules romanos. O que lhe propiciou ocupar cargos importantes na política. Alguns historiadores afirmam que era cunhado do imperador Teodósio II, apelidado de o Moço.

Ao certo temos que foi ordenado sacerdote pelo Bispo de Milão, Santo Ambrósio, no ano 421. Até então levava uma vida fútil e mundana na Gália, atual França, quando teve uma profunda crise existencial e largou tudo para vestir o hábito. Inclusive, por isso, ele foi usado como exemplo, por Euquério, Bispo de Lião. Em carta a um cunhado, esse Bispo diz que ele deveria agir como Petrônio, que largou a corte para abraçar o serviço de Deus.

Mais tarde Petrônio foi nomeado o oitavo Bispo de Bolonha. Um dos melhores, porque marcou seu mandato nos dois planos, espiritual e material. Conduziu seu rebanho nos caminhos do cristianismo, mas também trabalhou muito na reconstrução da cidade, destruída por ordem do imperador Teodósio I, chamado o Grande. Uma antiga tradição local conta que Petrônio teria sido nomeado e consagrado pelo próprio Papa Celestino I, no ano 430. O pontífice tivera um sonho no qual São Pedro o auxiliou nessa escolha.

Contudo a nomeação foi perfeita, pois Petrônio enfrentou até invasões dos povos bárbaros durante a reconstrução. E não deixou o povo esmorecer, revigorando a fé e estimulando o trabalho duro. Depois de sua morte em 480, a população passou a venera-lo como padroeiro de Bolonha, guardando-o com carinho e respeito no coração.

Para conservar as suas relíquias, construíram uma das mais grandiosas basílicas do cristianismo, bem no centro da cidade. Iniciada em 1390, a construção demorou muitos anos para ser concluída, embora, de geração em geração, venha sendo embelezada por pintores e escultores de grande renome.

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Zambi (Nzambi) ou Nzambi Mpungu | Candoblé

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Zambi (Nzambi) ou Nzambi Mpungu - O Deus supremo e Criador nos candomblés de Nação Angola, equivalente à Olorun do Candomblé Ketu.

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Yom Kipur | Judaísmo

Yom Kipur | Judaísmo

Yom Kipur | Judaísmo
O Yom Kipur, comemorado no dia 15 de Setembro marca o início do Kipur, e é um dos dias mais importantes do judaísmo.

Proibições
Como pouca gente sabe verdadeiramente as 5 proibições de Yom Kipur, são elas:

Comer (desde um pouco antes do pôr-do-sol de Domingo(dia 15) até o nascer das estrelas da segunda-feira, (dia 16);
Usar calçados de couro;
Relacionamento conjugal;
Passar cremes, desodorante, etc. no corpo;
Banhar-se por prazer.

A essência destas proibições é causar aflição ao corpo, dando, então, prioridade à alma. Pela perspectiva judaica, o ser humano é constituído pelo yétzer hatóv (o desejo de fazer as coisas corretamente, que é identificado com a alma) e o yétzer hará (o desejo de seguir os próprios instintos, que corresponde ao corpo). Nosso desafio na vida é "sincronizar" nosso corpo com o yétzer hatóv. Uma analogia é feita no Talmud entre um cavalo (o corpo) e um cavaleiro (a alma). É sempre melhor o cavaleiro estar em cima do cavalo!

Orações
Durante as orações falamos o Vidúy, uma confissão, e Ál Chét, uma lista de transgressões entre o homem e Deus e o homem e seu semelhante. É interessante notar duas coisas: primeiro, as transgressões estão em ordem alfabética (em hebraico). Isto torna a lista bastante abrangente, além de permitir a inclusão de qualquer transgressão que se queira na letra apropriada.

Em segundo, o Vidúy e Ál Chét estão no plural. Isto nos ensina que somos um povo "entrelaçado", responsáveis uns pelos outros. Mesmo se não cometemos uma determinada ofensa, carregamos uma certa responsabilidade por aqueles que o fizeram - especialmente se poderíamos ter evitado tal transgressão.

Natureza do Yom Kippur
Mas o que é o Yom Kippur? São proibições como no Pessach?

NÃO, Yom Kipur é o tempo em que se eleva a alma para perto do Trono e Balança Divina.
Mas então é a época em que se pede perdão?

NÃO, o tempo de pedir perdão é entre Rosh Hashaná e Yom Kippur. No decorrer das rezas de Kipur, é que concluímos este apelo ao Senhor, mas de nada adianta pedir perdão a Deus se o pecado foi cometido ao próximo - deve-se pedir desculpas, para depois clamar perdão a Deus.

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Pentecostalismo no Brasil


Pentecostalismo no Brasil

Pentecostalismo no Brasil
Herdeiro do protestantismo, distingue-se dele em alguns pontos. Os principais são a convicção dos poderes de cura do Espírito Santo, o dom de falar línguas desconhecidas (glossolalia) – manifestação iniciada com os apóstolos no dia de Pentecostes.

As correntes pentecostais – O movimento pentecostal pode ser dividido em duas correntes. A primeira, chamada pentecostalismo clássico, abrange o período de 1910 a 1950 e vai de sua implantação no país, com a fundação da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus, à sua difusão pelo território nacional. Desde o início, ambas as igrejas caracterizam-se pelo anticatolicismo e pela ênfase na crença no Espírito Santo. A segunda corrente, denominada pentecostalismo autônomo, começa a surgir na década de 1950, quando chegam a São Paulo dois missionários norte-americanos da International Church of the Foursquare Gospel. Na capital paulista, eles criam a Cruzada Nacional de Evangelização e, centrados na cura divina, iniciam a evangelização das massas, principalmente pelo rádio, o que contribui bastante para a expansão do pentecostalismo no Brasil. O próximo passo foi a fundação da Igreja do Evangelho Quadrangular.

Congregação Cristã no Brasil – Primeira igreja pentecostal do Brasil. Surge em 1910, por iniciativa do italiano Luigi Francescon, de origem presbiteriana, que vem dos Estados Unidos para ensinar imigrantes na América Latina. Começa a pregar em Santo Antônio da Platina (PR) e na capital paulista. Nos primeiros 20 anos, a igreja restringe-se aos imigrantes italianos. Está concentrada no Sudeste, principalmente em São Paulo. Durante os cultos nos templos, homens e mulheres sentam-se em áreas separadas. Segundo o Censo de 2000, há 3,6 milhões de adeptos da Congregação Cristã no Brasil.

Assembléia de Deus – É a maior igreja evangélica da América Latina e a segunda a surgir no Brasil. É fundada em Belém (PA), em 1911. No início dos anos 1920, cria-se a Assembléia de Deus do Rio de Janeiro, que passa a ser sede do grupo. Atualmente, a igreja está presente em todo o território nacional e continua crescendo. Segundo o Censo de 2000, seus adeptos já somam 12,6 milhões
milhões.
Evangelho Quadrangular – Foi fundada em 1953, na capital de São Paulo, pelos missionários norte-americanos Harold Williams e Raymond Boatright. Um ano antes eles haviam empreendido a Cruzada Nacional de Evangelização e pregado em todo o país. Sua presença é mais forte nas regiões Sul e Sudeste, principalmente no estado de São Paulo. Enfatiza o dom da cura e a capacidade de falar idiomas desconhecidos (glossolalia). O número de adeptos da igreja, segundo o Censo de 2000, é de 1,3 milhão.

Deus É Amor – Criada por David Miranda, em 1962, mantém sede na cidade de São Paulo. Predomina nos estados do Sul e do Sudeste, principalmente em São Paulo e no Paraná. É bastante rígida quanto aos costumes e à moral e ressalta os cultos exorcistas. A igreja tem 774,8 mil adeptos, segundo o Censo de 2000.

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Umbanda | Religião Brasileira Surgida no Rio de Janeiro


Umbanda | Religião Brasileira Surgida no Rio de Janeiro

Umbanda | Religião Brasileira Surgida no Rio de Janeiro
Religião brasileira nascida no Rio de Janeiro, nos anos 1920, da mistura de crenças e rituais africanos e europeus. As raízes umbandistas encontram-se em duas religiões trazidas da África pelos escravos: a cabula, dos bantos, e o candomblé, da nação nagô. A umbanda considera o universo povoado por entidades espirituais, os guias, que entram em contato com os homens por intermédio de um iniciado (o médium), que os incorpora. Tais guias se apresentam por meio de figuras, como o caboclo, o preto-velho e a pombajira. Os elementos africanos misturam-se ao catolicismo, criando a identificação de orixás com santos. Outras influências são o espiritismo kardecista, os ritos indígenas e práticas mágicas européias. Segundo dados do Censo de 2000, a umbanda, que contava com cerca de 542 mil devotos declarados em 1991, teve o contingente reduzido para 397 mil em 2000, uma perda de 26,8% de fiéis.

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Candomblé | Religião Afro-Brasileira


Candomblé | Religião Afro-Brasileira

Candomblé | Religião Afro-Brasileira

Religião afro-brasileira que cultua os orixás, deuses das nações africanas de língua ioruba dotados de sentimentos humanos, como ciúme, raiva e vaidade. O candomblé chegou ao Brasil entre os séculos XVI e XIX com o tráfico de escravos negros da África Ocidental. Sofreu grande repressão dos colonizadores portugueses, que o consideravam feitiçaria. Para sobreviver às perseguições, os adeptos passaram a associar os orixás aos santos católicos, em um fenômeno de sincretismo religioso. As cerimônias ocorrem em templos chamados terreiros, sua preparação é fechada e envolve muitas vezes o sacrifício de pequenos animais. São celebradas em língua africana e marcadas por cantos e pelo som dos atabaques (tambores), cujo ritmo varia segundo o orixá homenageado. A consulta aos orixás é realizada por meio de jogos de adivinhação, como o de búzios. No Brasil, a religião cultua, ao lado do Deus supremo criador dos orixás, Olodumaré, apenas 16 dos mais de 200 orixás existentes na África Ocidental. Os seguidores declarados do candomblé eram cerca de 107 mil em 1991 e quase 128 mil em 2000, o que representa um crescimento de 30,8%.

Oxalá - O mais elevado dos deuses iorubás

Ogum - Deus dos guerreiros

Xangô - Deus do trovão

Oxum - Deusa das água doces, da fecundidade e do amor

Oiá-Iansã - Deusa das tempestades, dos ventos e dos relâmpagos

Oxóssi - Deus dos caçadores

Iemanjá - Deusa dos mares e oceanos

Obaluaê/Omulu - Deus da varíola e das doenças

Oxumaré - Deusa da chuva e do arco-íris

Exu - Mensageiro e guardião dos templos, das casas e das pessoas

Ossain - Divindade das plantas medicinais e litúrgicas

Obá - Deusa dos rios

Nanã - Deusa da lama

Logum Edé - Deus andrógino, considerado o príncipe das matas

Ibejis - Deuses da alegria, das brincadeiras e da infância

Olodumaré - Deus supremo, Criador dos orixás
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