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A Arte da Guerra | Sun Tzu

A Arte da Guerra | Sun Tzu

A Arte da Guerra | Sun Tzu

A “Arte da Guerra” é um universo que não se tem dimensão, tanto a nível de guerra propriamente dita e guerra empresarial comercial e etc., podemos aplicar os conceitos passados neste livro pelo o es filósofo depois general Sun Tzu.

A guerra muitas vezes é inevitável mas a principal finalidade da guerra nunca foi a paz, e sim a satisfação dos interesses de uma determinada nação, por exemplo um pais não invade o outro simplesmente para ter paz após a invasão , e sim pois invadindo esse pais ele com certeza terá algumas vantagens como poços de minérios, petróleo acesso a portos, pontos estratégicos e etc.

Para o Estado, a Arte da guerra é fundamental e indispensável, pois uma nação que domina todos os conceitos da ” Arte da Guerra” dificilmente se submetera a outras nações.
Sun Tsu um filosofo que se tornou general mostra neste livro que dominar ” A Arte da Guerra” é fundamental para o Estado, conhece-la bem é questão de vida ou morte e que a diferença entre segurança e ruína jamais deve ser ignorada

Estado não sobrevive sem ter como pedra angular ” A Arte da Guerra” que em poucas palavras significa conhecer a si mesmo conhecer o seu inimigo ter os seu comandados sob disciplina total e saber todas as informações tática necessárias para vencer a batalha, e as peças importantes neste tramite são os espiões, pois ele revelaram as posições tanto dos inimigos quanto dos seus próprios comandados se estão em posição de disciplina total.

Sun Tsu teve ilustres seguidores que utilizaram-se de seus ensinamentos, e enquanto o seguiam a risca foram amplamente bem sucedidos, como exemplo temos o /maior e melhor General da Segunda Guerra Erwim Rommel General Alemão do III Reich da visão de infantaria montada, que seguia a risca os ensinamentos de Sun Tsu na guerra no deserto(Afrika Korps) ele foi vitorioso mesmo com desvantagem numérica de homens e de material bélico a Wehmacht foi conhecida como o relâmpago alemão não foi a toa, com preceitos do tipo mobilidade, usar todos os recursos toda a força e sem reservas, usar o inimigo como força escrava, humilhar o inimigo antes mesmo do derramamento de sangue, mas não só os alemães utilizaram as técnicas de Sun Tsu os russos também as utilizaram muito e para finalizar podemos citar Napoleão Bonaparte que enquanto seguiu os preceitos de Sun Tsu dominou quase toda a Europa e como os Nazista quando os ignorou começou a sua derrocada e o mais engraçado é que tanto Adolf Hitler quanto Napoleão Bonaparte cometeram o mesmo erro, invadir a Russia em pleno inverno com suas forças exaustas, o que será que Sun Tsu Faria certamente mudaria o rumo da historia.

É fantástico que os ensinamentos de um gerenal que viveu a séculos atras até hoje ecoem como verdades absolutas na “Arte da Guerra”

Não resta duvida de que a “Arte da Guerra” não só garante a soberania nacional ou do estado como pode ser aplicada em varias áreas da nossa vida.
  1. A “Arte da guerra é regida por 5 princípiosA lei moral que significa Submissão cega incondicional ou seja total.
  2. A Terra que significa Perigo, Segurança, distancias Vida e Morte.
  3. O Céu que significa As estações ou seja frio, calor etc.
  4. O Chefe que significa a sabedoria, coragem retidão e integridade.
  5. O Método que se aplicara a disciplina nas divisões militares bem como; Pelotões, Tropas, regimentos e etc.
A Disciplina
Para ser um general a pessoa devera preencher os seguintes requisitos nunca se esquecendo que os pre-requisitos devem ser preenchidos primeiramente pelo general e só depois de ter um general que tenha esses requisitos que poderá descer a linha hierárquica para os demais.

Nunca se deve vestir no soldado uma “armadura” que não caiba nele, os resultados disso com certeza serão uma tropa desanimada e exausta sem ao menor chance de vencer uma batalha. Nem sempre as melhores armas são as mais pesadas, pois o peso da arma pode acabar com a resistência do soldados e de que vale uma arma excelente se o soldado esta cansado, da mesma forma que as decisões mais importantes não necessariamente são aquelas que mais demoram, uma decisão pode ser bem tomada em poucos minutos da mesma forma que ela poderia demorar horas então fica claro que o tempo de decisão não pode ser afixado como regra.

A luta nem sempre precisa ser corporal ou bélica com sangue mortos e feridos ela pode ser uma luta na qual o general humilhara a força inimiga os afugentando ou rendendo-se. A maior vitória se da no tocante de quebrar a resistência moral dos inimigos e o melhor sem grandes estragos a nível de mortos e feridos.

É insistência burra sitiar cidades muradas e fortemente defendidas o importante nesta ocasião e tentar desviar a atenção do inimigo e separar suas forças, pois juntos eles são um exercito forte, separados estão a deriva.

Ser Excepcional é vencer sem derramamento de sangue este sim é um excelente general, a vitória torna-se singular um general bom vence com derramamento de sangue e os medíocres vencem com bombas nucleares sem piedade com civis sem escrúpulos com as gerações que viram pós guerra, são esses os generais do botão, suas única ordens são; aperte, dispare etc. A vitória torna-se singular.

Uma das táticas usadas pelos grandes guerreiros era a de se colocar fora da possibilidade de derrota, isso implica que, uma auto cobrança superior ao normal para se manter de forma invencível, esperar é o segredo para derrotar o inimigo.

A vitoria esta na auto-derrota do inimigo, ou seja, aquele que comete mais erros esse sim perde a luta, e quanto aos méritos, não a méritos para o General que só vence a batalha, ele tem que vencer e de maneira assustadoramente rápida fácil e sem ter muitas baixas, pois o comum qualquer um pode fazer.

Comandar é ser forte, ser forte é treinar não só as tropas quanto o próprio general , para garantir que sua tropa agüente o ímpeto de um ataque inimigo bem organizado, é preciso que seus soldados estejam bem treinado, e o espirito de batalha esteja alto , ou seja, espirito de batalha se caracteriza pelas chances de vencer, se o exercito não crê que são capazes de vencer certamente não vencerão, agora se eles tem como tática se auto denominar o melhor exercito do mundo ninguém nunca os vencera no tocante a derrubar a sua moral.

Um grande general mandou seus espiões para ver o acampamento do outro exercito, só que neste meio tempo o outro general sabendo disso mandou ocultar sua força especial de soldados fortes e bem treinados, deixando avista só os feridos soldados magros os cavalos feridos, dando a impressão que este era o inimigo quando o espião voltou ao seu acampamento contou o que viu ao seu general, este caiu em uma cilada muito bem armada e logo organizou um displicente ataque ao acampamento vizinho, chegando no campo de batalha a visão mudou soldados fortes e bem treinados começaram a aparecer, e o general que planejou o ataque achando que seria fácil demais sofreu um massacre total, a moral desta história e que as vezes as aparências enganam e que uma tática bem elaborada pode vencer uma batalha, e quem conseguir no meio da batalha ter a percepção que suas tropas estão sendo aniquiladas e mudar sua tática vencera e vencera com honras.

O guerreiro inteligente impõe sua vontade ao inimigo, por exemplo o local em que se desenrolara a batalha de que forma, quem atacara, quem defendera, os pontos fortes e fracos do oponente são fundamentais para se organizar uma tática apurada neste caso. Se as tropas estiverem descansadas e o inimigo vier exausto a derrocada é inevitável como exemplo podemos citar a invasão de Napoleão Bonaparte que chegou a Russia com seus soldados totalmente cansados e sem a menor condição de lutar, enquanto as forças inimigas descansadas os varreram como migalhas pra fora de se pais.

Atacar onde o inimigo não pode defender é vitória certa e ser sutil, a sutileza uma arma mortal pois quando suas tropas forem detectadas já não á mais chance de se defender. Atacar com as forças concentradas, juntos somos fortes separados somos fracos ataque com as forças concentradas abre quaisquer barreiras.

Saber onde as forças de ambos os exércitos super abundam é importante pra saber por onde começar o ataque, é importante que o local da batalha seja mantido em segredo.

A Harmonia do Estado para as Tropas é fundamental sem ela não haverá formação de batalha. Para se manobrar um exercito é imprescindível que haja disciplina. Não se pode participar de alianças até estarmos a par dos objetivo dos nossos aliados e o general que não conhece o local da marcha não esta habilitado a comandar um exercito. O poder de comandar não esta somente em fazer o que é certo e sim fazer o que lhe foi ordenado no exercito os subalternos não devem pensar e sim obedecer ordens. Conservar o auto domínio saber a hora de atacar com que força atacar e com quantos homens isso são táticas de manobras militares.

Quando a região for de difícil acesso não acampe pois você ficara vulnerável pois a fuga será dificultada pelo fato do acesso ser restrito, se para tomar um cidade é necessário 5 soldados e com essa mesma quantia você pode tomar uma província não perca tempo, invada e tome a província, pois se com numero reduzido de homens a vitoria for maior ai esta caracterizado um grande general e uma grande vitoria. E a posições que não podem ser atacadas é estupidez perder homens em invasões impossíveis é mais fácil cortar o suprimentos e esperar que ele se rendam, pois no âmbito de morrer de fome e na luta com certeza esse exercito lutara com todas as suas forçar e até a morte.

Atacar pontos estratégicos é uma excelente tática tentar corromper seus generais com lindas mulheres e além de tudo amedrontar as tropas com ofertas insidiosas levando-o ao desregramento.

Os 5 erros que podem afetar um general :
Os 2 primeiros são negligência, que leva á destruição; e covardia, que leva á captura. Depois a debilidade da honra, que é sensível a vergonha ; e o temperamento impetuoso, que pode ser provocado por insultos. E o ultimo desses erros é o excesso de solicitude com seus soldados. Nunca subestimar seus adversários e estar sempre precavido para quaisquer eventualidades, daí a importância de se acampar no local correto. E neste caso os vales são os melhore lugares para se acampar. Se o ataque for por via naval nunca suba o rio de encontro ao seu inimigo e fique sempre a favor do sol, pois assim você será capaz de tirar vantagem da correnteza e certamente derrotado

Na escolha do terreno é muito importante preparar suas tropas para cada tipo de terrenos os mais conhecidos são; O acessível, o complicado, o retardador, os desfiladeiros, os cumes escarpados e posições a grande distancia do inimigo.

Fazer valer sua autoridade e de suma importância as vezes o melhor general é aquele que se identifica com seus homens come da mesma comida, anda a pé como todos, usa as mesmas armas e até se põe a frente delem ante a morte, este general com certeza terá respeito e até amor por parte de seus comandados, assim dificilmente haverão deserções e traições visto que todos sofrem pela causa da guerra.

Atacar apoiado de uma linha de fogo seja por armas palhas em chamas ou ect., é uma tática certa pois o exercito inimigo ficara entre a luta e o fogo ou seja a morte certa e a medida que forem encurralados, suas forças diminuíram e serão aniquilados.

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A Viuvinha | José de Alencar


A Viuvinha | José de Alencar

A Viuvinha | José de Alencar

(José de Alencar)

O romance começa com o narrador contando como se escrevesse uma carta a uma prima relatando a história de Jorge e Carolina. Ele, herdeiro de uma grande fortuna que em sua juventude passa a gastá-la sem nenhuma preocupação. Apaixona-se por Carolina e começa a ver a vida de um outro ângulo, mas às vésperas do seu casamento, é surpreendido por um velho amigo de seu pai e seu antigo tutor, o Sr. Almeida, descobrindo estar desgraçadamente falido, pobre.

Para saldar sua dívida e a honra de seu falecido pai ele toma uma atitude que transformará sua vida. No dia do seu casamento Jorge tomado pela culpa e pela vergonha, acaba se suicidando e deixando Carolina viúva. Passa-se cinco anos e Carolina continua usando seu traje de viuvez, o que as pessoas do lugar colocam o apelido de viuvinha, por ser uma moça jovem e muito formosa. Neste momento entra em cena Carlos, um homem que guardava um segredo.

O Sr. Almeida foi falar com Carlos onde deixa claro que sabe que ele é o mesmo Jorge que outrora inventou sua morte para poder trabalhar e juntar dinheiro suficiente para limpar seu nome e do seu pai.

Carlos freqüentemente fica nas sobras embaixo da janela de Carolina, cuidando dela, amando-a em segredo, até que um dia resolve escrever uma carta onde fala do seu amor e marca um encontro, sem ela saber de quem se trata. Ela entra em contradição o seu pobre coração, se deve ou não ir ao encontro mesmo sabendo que ainda ama desesperadamente seu marido Jorge. Quando chega ao encontro o desconhecido fala de seu amor e pede pra ela aceitar a ele. Mas em primeiro lugar Carolina tenta repudiá-lo dizendo que não o quer, pois ainda esta apaixonada pelo seu falecido marido. Neste momento Carlos resolve se mostrar a Carolina contando-lhe toda a verdade, e abraça-a e beija e ambos juntos vão celebrar este amor tendo enfim sua noite de núpcias.

Pela manhã o Sr. Almeida resolver ir até a casa de Carolina para contar a ela e sua mãe sobre a volta de Jorge, e enquanto ele esta falando com a mãe de Carolina, esta a chama e diz que esta esperando por Jorge. Sua mãe acha que Carolina está enlouquecendo e quando vai até o quarto da jovem leva um susto quando a vê no corredor de braços dados com o “falecido”.

O narrador termina contando que ouviu esta história de Carlota que é vizinha e amiga da viuvinha.

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Romantismo Clássico

Romantismo Clássico

Romantismo ClássicoO romantismo foi um movimento artístico ocorrido na Europa por volta de 1800, na literatura e filosofia, para depois alcançar as artes plásticas. Diante do racionalismo anterior à revolução, ele propunha a elevação dos sentimentos acima do pensamento. Curiosamente, não se pode falar de uma estética tipicamente romântica, visto que nenhum dos artistas se afastou completamente do academicismo, mas sim de uma homogeneidade conceitual pela temática das obras.

A iconografia romântica caracterizou-se por sua estreita relação com a literatura e a poesia, especialmente com as lendas heróicas medievais e dramas amorosos, assim como com as histórias recolhidas em países exóticos, metaforizando temas políticos ou filosóficos da época e ressaltando o espírito nacional. Não se pode esquecer que o romantismo revalorizou os conceitos de pátria e república. Papel especial desempenharam a morte heróica na guerra e o suicídio por amor.

A arquitetura e a escultura românticas se caracterizaram por sua linguagem nostálgica e pela pouca originalidade. Quando não se esclaram estilos históricos obtendo-se obras bem mais ecléticas, reproduziram-se fielmente castelos e igrejas medievais, estilo que foi chamado de neogótico. Na escultura, imitando a linguagem pictórica, produziram-se figuras de uma dramaticidade e energia comparáveis apenas às presentes nas telas de Delacroix, embora também dentro de um forte academicismo.

A pintura foi a disciplina mais representativa do romantismo. Foi ela o veículo que consolidaria definitivamente o ideal de uma época.As cores se libertaram e fortaleceram, dando a impressão, às vezes, de serem mais importantes que o próprio conteúdo da obra. A paisagem passou a desempenhar o papel principal, não mais como cenário da composição, mas em estreita relação com os personagens das obras e como seu meio de expressão.

É o que acontece com as tempestades de Turner, cuja força expressiva permitiu ao pintor prescindir, intencionalmente, de toda presença humana; ou das montanhas nebulosas de Friedrich, solitárias e místicas. Na França e na Espanha, o romantismo produziu uma pintura de grande força narrativa e de um ousado cromatismo, ao mesmo tempo dramático e tenebroso. É o caso dos quadros das matanças de Delacroix, ou do Colosso de Goya, que antecipou, de certa forma, a pincelada truncada do impressionismo.

Paralelamente ao romantismo surgiu o realismo social. Este movimento nasceu na França, após as revoltas de 1848 e como resposta à estética novelesca e fictícia do romantismo. A vida dos trabalhadores no campo, nas minas, ou seja, das classes menos privilegiadas, foi por antonomásia o tema dessa pintura, que tinha como finalidade a conscientização da sociedade e que, logicamente, foi recusada pela alta burguesia. Seus representantes máximos foram Courbet, Daumier e Millet.

Um parágrafo à parte merecem nesse período da arte os avanços nos métodos de reprodução de obras pictóricas: a litografia (melhorada) e a xilografia (novidade). Além de serem usados para reproduzir originais de Delacroix, Fuseli ou Gericault, esses métodos também se desenvolveram como disciplinas artísticas. As mais de 4 000 litografias de Daumier fizeram uma caricatura e documentaram a vida social da França, da mesma forma que as refinadas gravuras de Doré ou os personagens de Grandville.

A escultura romântica não brilhou exatamente pela sua originalidade, nem tampouco pela maestria de seus artistas. Talvez se possa pensar nesse período como um momento de calma necessário antes da batalha que depois viriam a travar o impressionismo e as vanguardas modernas. Do ponto de vista funcional, a escultura romântica não se afastou dos monumentos funerários, da estátua eqüestre e da decoração arquitetônica, num estilo indefinido a meio caminho entre o classicismo e o barroco.

A grande novidade temática da escultura romântica foi a representação de animais de terras exóticas em cenas de caça ou de luta encarniçada, no melhor estilo das exuberantes cenas de Rubens. Não se abandonaram os motivos heróicos e as homenagens solenes na forma de estátuas superdimensionadas de reis e militares. Em compensação, tornou-se mais rara a temática religiosa. Os mais destacados escultores desse período foram Rude e Barye, na França, Bartolini, na Itália, e Kiss, na Alemanha.

A arquitetura do romantismo foi definitivamente historicista. No início do século XIX, deu-se o movimento de ressurgimento das formas clássicas, chamado de neoclassicismo; mais tarde, apareceram as manifestações neogóticas, consideradas ideais para igrejas e castelos e, em determinados casos, como na Inglaterra, inclusive para edifícios governamentais. Esse reaparecimento de estilos mais antigos teve relação com a recuperação da identidade nacional.

Em Paris experimentou-se um renascimento do barroco, como aconteceu em Viena. Um caso à parte foi a Alemanha, que, sob a orientação de Luís II da Baviera, experimentou arquiteturas neo-otônicas, neo-românicas e neogóticas, além das neoclássicas já existentes. A Europa estava voltada para a construção de edifícios públicos e, esquecendo-se do fim último da arquitetura, abandonava as classes menos favorecidas em bairros cujas condições eram calamitosas.

Entre os arquitetos mais reconhecidos desse período historicista ou eclético, deve-se mencionar Garnier, responsável pelo teatro da Ópera de Paris; Barry e Puguin, que reconstruíram o Parlamento de Londres; e Waesemann, na Alemanha, responsável pelo distrito neogótico de Berlim. Na Espanha deu-se um renascimento curioso da arte mudéjar na construção de conventos e igrejas, e na Inglaterra surgiu o chamado neogótico hindu. Este último, em alguns casos, revelou mais mau gosto do que arte.

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Romantismo na Literatura

Romantismo na Literatura

Romantismo na LiteraturaImpetuoso e vital, o romantismo surgiu como um movimento que privilegiava a subjetividade individual, em oposição à estética racionalista clássica, e representou a exaltação do homem, da natureza e do belo. Dá-se o nome de romantismo à tendência estética e filosófica que dominou todas as áreas de pensamento e criação artística de meados do século XVIII a meados do XIX. Como expressão do espírito de rebeldia, liberdade e independência, o romantismo propôs-se a descortinar o misterioso, o irracional e o imaginativo na vida humana, assim como explorar domínios desconhecidos para libertar a fantasia e a emoção, reencontrar a natureza e o passado.

O qualificativo "romântico" começou a ser usado, em inglês e francês, no século XVII, no sentido de "relativo a narrativa imaginosa", e aplicava-se a um tipo de forma poética -- o roman ou romant --, herdeira dos romances medievais e dos contos e baladas que floresceram na Europa nos séculos XI e XII. O fascínio pelo misterioso e sobrenatural e a atmosfera de fantasia e heroísmo que dominavam essas composições ampliaram o sentido do qualificativo, que, símbolo de uma nova estética, encontrou suas primeiras manifestações, eminentemente literárias, nos movimentos pré-românticos britânicos e alemães. A partir do fracasso das revoluções políticas de 1848 no continente, seus postulados entraram em decadência e o movimento terminou por se desagregar em ecletismo.

A importância subjetiva da arte e das ciências no Ocidente acentuou-se a partir do declínio da sociedade medieval, estruturada sobre os dogmas da religião. A comprovação científica dos fatos substituiu o estabelecimento dogmático das verdades e o culto à arte tornou-se uma das principais alternativas de expressão da espiritualidade entre os intelectuais ocidentais. Filósofos e artistas como Hegel e Berlioz afirmaram que, para eles, a arte era uma religião. No período romântico, esse fervor aliou-se ao amor, à natureza e à idolatria de homens de gênio, cujo primeiro objeto foi Napoleão.

A mentalidade do homem do século XX formou-se com a marca dessas grandes rupturas explicitadas pelo romantismo. A reivindicação de total liberdade criadora e de expressão para o artista; a idéia da "arte pela arte", como depositária de verdades que não podiam ser contaminadas por interesses econômicos, políticos ou sociais; a ética do artista, que deveria agir de acordo com aquilo que sentia ser necessário comunicar aos outros homens; o desprezo pelas conveniências, pelo utilitarismo, pela monotonia da vida diária, são idéias já expressas em 1835 por Gautier, poeta romântico, no prefácio à novela Mademoiselle de Maupin e que, no final do século XX, norteavam ainda a identidade social do gênio artístico.

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Parnasianismo no Brasil


Parnasianismo no Brasil


Parnasianismo no BrasilO movimento parnasiano teve grande importância no Brasil, não apenas pelo elevado número de poetas, mas também pela extensão de sua influência. Seus princípios doutrinários dominaram por muito tempo a vida literária do país. Na década de 1870, a poesia romântica deu mostras de cansaço, e mesmo em Castro Alves é possível apontar elementos precursores de uma poesia realista. Assim, entre 1870 e 1880 assistiu-se no Brasil à liquidação do romantismo, submetido a uma crítica severa por parte das gerações emergentes, insatisfeitas com sua estética e em busca de novas formas de arte, inspiradas nos ideais positivistas e realistas do momento.

Dessa maneira, a década de 1880 abriu-se para a poesia científica, a socialista e a realista, primeiras manifestações da reforma que acabou por se canalizar para o parnasianismo. As influências iniciais foram Gonçalves Crespo e Artur de Oliveira, este o principal propagandista do movimento a partir de 1877, quando chegou de uma estada em Paris. O parnasianismo surgiu timidamente no Brasil nos versos de Luís Guimarães Júnior (1880; Sonetos e rimas) e Teófilo Dias (1882; Fanfarras), e firmou-se definitivamente com Raimundo Correia (1883; Sinfonias), Alberto de Oliveira (Meridionais) e Olavo Bilac (1888; Poesias).

O parnasianismo brasileiro, a despeito da grande influência que recebeu do parnasianismo francês, não é uma exata reprodução dele, pois não obedece à mesma preocupação de objetividade, de cientificismo e de descrições realistas. Foge do sentimentalismo romântico, mas não exclui o subjetivismo. Sua preferência dominante é pelo verso alexandrino de tipo francês, com rimas ricas, e pelas formas fixas, em especial o soneto. Quanto ao assunto, caracteriza-se pelo realismo, o universalismo e o esteticismo. Este último exige uma forma perfeita quanto à construção e à sintaxe. Os poetas parnasianos vêem o homem preso à matéria, sem possibilidade de libertar-se do determinismo, e tendem então para o pessimismo ou para o sensualismo.

Além de Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac, que configuraram a trindade parnasiana, o movimento teve outros grandes poetas no Brasil, como Vicente de Carvalho, Machado de Assis, Luís Delfino, Bernardino da Costa Lopes, Francisca Júlia, Guimarães Passos, Carlos Magalhães de Azeredo, Goulart de Andrade, Artur Azevedo, Adelino Fontoura, Emílio de Meneses, Augusto de Lima e Luís Murat.

A partir de 1890, o simbolismo começou a superar o parnasianismo. O realismo classicizante do parnasianismo teve grande aceitação no Brasil, graças certamente à facilidade oferecida por sua poética, mais de técnica e forma que de inspiração e essência. Assim, ele foi muito além de seus limites cronológicos e se manteve paralelo ao simbolismo e mesmo ao modernismo.

O prestígio dos poetas parnasianos, ao final do século XIX, fez de seu movimento a escola oficial das letras no país durante muito tempo. Os próprios poetas simbolistas foram excluídos da Academia Brasileira de Letras, quando esta se constituiu, em 1896. Em contato com o simbolismo, o parnasianismo deu lugar, nas duas primeiras décadas do século XX, a uma poesia sincretista e de transição.

Concretismo
Na linha de Malevitch, Mondrian e outros precursores da abstração geométrica, o concretismo objetivava uma arte pautada pela racionalidade, contra a expressão de sentimentos e a representação naturalista. Rejeitando o subjetivismo e o acaso, os concretistas pretendiam sobretudo ser designers de formas: quadros sem texturas e poemas sem versos.

Antecedentes

Na Europa, o ano de 1930 marcou um momento fundamental para o concretismo com o lançamento em Paris de Art Concret, revista de um grupo liderado pelo pintor Theo van Doesburg, que em seu primeiro número propunha "destruir as formas-natureza e substituí-las por formas-arte". As idéias de van Doesburg, que já descendiam do neoplasticismo de Piet Mondrian, foram retomadas a partir de 1936 por Max Bill, cuja vertente particular de concretismo, baseada na Suíça, exerceu influência na Argentina, no Brasil e na Alemanha.

Uma das contribuições mais originais do concretismo foi abordar os problemas da criação plástica junto com os problemas da criação poética, subordinando todos eles aos problemas da forma. Assim como a pintura geometrizada adotou a concretude das linhas e dos planos, abolindo as ilusões representativas, a poesia concreta, dando o verso por extinto, adotou o espaço gráfico como agente estrutural do poema. Em lugar da sintaxe discursiva tradicional propôs a sintaxe analógica, ideogrâmica, que permitia a justaposição de conceitos.

Contra a poesia subjetiva, de expressão ou representação, a poesia concreta queria ser objetiva, sintética, presentativa - mais para ser percebida como um todo do que lida em frações. O material lingüístico, as palavras reduzidas a seus elementos visuais (letras) e fonéticos (sílabas), era relacionado ao espaço, donde a importância atribuída a sua distribuição na página. Os concretistas apresentavam como seus precursores, por terem tido preocupações semelhantes, o Stephane Mallarmé de "Un coup de dés" (Lance de dados), Ezra Pound (Cantos), e. e. cummings, Guillaume Apollinaire (Calligrammes), os futuristas e os dadaístas.

As primeiras manifestações de poesia concreta surgiram com a década de 1950, mas já em 1943 o italiano Carlo Belloli havia exposto um mural de textos-poemas. Em 1952 o sueco Eyvind Fahlström escreveu poemas concretos e, um ano depois, publicou o Manifest för konkret poesie (1953; Manifesto de poesia concreta). De particular importância foi a atividade do suíço-boliviano Eugen Gomringer, autor de Konstellationen (1955; Constelações), quase simultânea à atividade desenvolvida no Brasil pelo grupo paulista da revista Noigandres.

Brasil

O concretismo brasileiro, cujas propostas e invenções foram divulgadas a partir de 1952 pela revista-livro Noigandres firmou-se nos anos seguintes como movimento ativo e influente. Era uma fase de intensa industrialização no país, à qual suas propostas correspondiam. O movimento lançou-se oficialmente com a I Exposição Nacional de Arte Concreta, realizada em 1956 no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Além dos três poetas de São Paulo que haviam iniciado o movimento, os irmãos Augusto e Haroldo de Campos e Décio Pignatari, participaram do evento alguns poetas do Rio que aderiram ao grupo, como Ferreira Gullar e Vlademir Dias Pino. Entre os artistas plásticos, o concretismo já contava a essa altura com a adesão de Hélio Oiticica, Lígia Clark, Ivan Serpa, Franz Josef Weissmann e Aluísio Rodrigues Carvão, entre muitos outros.

Dissidentes do grupo paulista, encabeçados por Ferreira Gullar e Reinaldo Jardim, organizaram-se como neoconcretos no Rio de Janeiro, em 1957, admitindo a presença de elementos subjetivos na estruturação do poema e fazendo do Suplemento Dominical do Jornal do Brasil seu porta-voz. Aos dois poetas reuniram-se em 1959, na Exposição de Arte Neoconcreta no Museu de Arte Moderna do Rio, os artistas Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Lígia Clark, Lígia Pape e Theon Spanudis.

Conclui-se que as fases que constituíram as mudanças na arte: literatura, música, artes plásticas, teatro; foram seguindo o seu curso de acordo com os acontecimentos do mundo ao seu redor, ou seja, se excluindo quando o mundo sofria as mais terríveis mudanças, guerras, ditaduras, a arte segue a padrões que seguem ao modelo desenhado pela sociedade e situação de tal na época relacionada. Cada geração de artistas tinham em seu interior uma maneira de se expressar, alguns bastante claros e outros, ocultos, alguns excluindo-se da realidade que o segue, e outros a denunciando, mas todos, em todas as épocas foram modelados pela estrutura sociológica de seu tempo ou período. As emoções sentidas pelos artistas são as mãos que fazem o seu trabalho, um simples quadro ou pintura ou verso não revela apenas um mundo pequeno e vazio, revela o tempo em que a pessoa está vivendo, o que ela está sentindo e o que as pessoas ao seu redor estão sentindo. A arte foi e sempre será a maneira mais simples e clara de expressar em pouco espaço, tantos dados e sentimentos.

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A Sibila | Agustina Bessa-Luis

A Sibila | Agustina Bessa-Luis

A Sibila | Agustina Bessa-LuisAgustina Bessa-Luís é considerada uma das maiores revelações da literatura moderna e contemporânea de Portugal. A Sibila, romance de 1954, recebido com entusiasmo pela crítica, torna-se o ponto de partida para uma vasta obra voltada para temas universais que, ao mesmo tempo, inserem-se nas vertentes do nacionalismo português, bem como do regionalismo.

Em A Sibila, a autora casa perfeitamente os tempos passado e presente, colocando as dúvidas, as angústias e os problemas mais substanciais que determinam a rigidez de personagens que afloram em um espaço agrícola tipicamente regional.

No plano da intriga, trata-se da reconstrução da trajetória da família Teixeira e de sua casa secular que caminha da decadência/ruína ao ressurgimento grandioso/triunfal. Situada no norte de Portugal, a casa de Vessada é o motivo primeiro para o registro de situações que ocor rem tanto entre as paredes, quanto nas redondezas da casa.

As situações vividas e descritas revelam gradativamente o sistema de valores que rege um universo fechado. Ao mesmo tempo deixam entrever a visão de mundo dos homens e mulheres que povoam esse universo, notadamente a partir de uma força que emanado lado feminino: sob a gestão de mulheres fortes e destemidas, capazes de lutar para o reerguimento de seu patrimônio. O poder de mando da mulher vai se revelando e se efetivando após um incêndio da casa. Quina (Joaquina Augusta) é o destaque do clã feminino, Germa (Germana), sua herdeira que serve de ponte para o futuro.

Ao morrer, Quina lega a Germa suacontinuidade (herança) porque em ambas existe a coincidência do estado de equilíbrio. São uma espécie de sibila, detentoras de secretas potências, "alguma coisa que ultrapassa o humano".

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Amor de Capitu | Fernando Sabino

Amor de Capitu | Fernando Sabino

Obs: Este livro é uma adaptação em 3ª pessoa do livro "Dom Casmurro"

A história se passa no Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX, na rua de Montecavalos (tudo começa em novembro de 1857). Vivia-se então o império e a escravidão. Bento e Capitu, desde cedo, demostravam um grande afeto um pelo outro. Mas ele todavia, tem seu destino traçado por uma promessa da mãe; ela perdera um filho anteriormente e jurou que se lhe nascesse novamente um filho, sendo menino, iria fazê-lo padre.

Bentinho parece ser um menino inseguro excessivamente protegido pelo mãe, talvez até porque fora criado sem um pai ( perdera-o aos 4 anos), cujo modelo pudesse seguir. Capitu era uma menina determinada, segura de si, firme de suas decisões que sabe muito bem disfarçar intenções com seu "olhar resaca". O amor entre eles, todavia, cresce dia após dia.

Bento, enfim vai para o seminário, muito a contragosto, mas contado que tudo seria por um período curto, até que ele conseguisse sair de lá. No seminário conhece Escobar, um menino calado e inteligente, que logo torna amigo íntimo seu e de sua família. Escobar tem grande carinho por Capitu.

Bento e Escobar deixam o seminário. Aquele vai estudar Direito e forma-se advogado; este por sua vez, torna-se um bom comerciante. Bento casa-se com Capitu e Escobar com Sancha. Os dois casais passam a freqüentar e a manter fortes laços de amizade.

Escobar e Sancha logo tem uma filha, que se chama Capitolina também. Bento e Capitu só terão um filho mais tarde. Deram-lhe o nome de Ezequiel, primeiro nome de Escobar.

O tempo vai passando e Bento passa e perceber as semelhanças físicas e psicológicas entre Ezequiel e Escobar. Os casais numa noite, planejam uma viagem à Europa. Mas Escobar morre afogado. Em seu velório, Bento se assusta com os olhares apaixonados que Capitu lança ao cadáver.

As desconfianças de Bento crescem vertiginosamente, a ponto de ele pensar em suicidar-se ou em matar Ezequiel por envenenamento. Não faz nenhuma das duas coisas. Manda a esposa e o menino para a Suíça, e passa a viver sozinho, "casmurro", fechado em sua eterna e amarga dúvida.

Todos estão mortos. Capitu morre na suíça. Então, Ezequiel, um arqueólogo agora, volta e mora algum tempo com seu pai, que mais tarde lhe paga uma viagem para Jerusalém, onde Ezequiel vem a morrer de febre tifóide.

Agora, sozinho, Bento muda para o Engenho Novo, onde mandou reconstruir sua antiga casa e resolve escrever um livro revivendo suas memórias.

Resumo 2 (apenas uma versão mais curta) :

Amor de Capitu - Fernando Sabino

"Além de romances, novelas, contos e crônicas consagrados pela crítica e pelo público, a versátil criatividade de Fernando Sabino já o levou a diversas incursões em áreas inexploradas da literatura, com senso imaginativo e pleno domínio da expressão verbal.Em "Amor de Capitu" ele realiza uma experiência inédita, ao recriar "Dom Casmurro" sem o narrador original. "O que sempre me atraiu neste romance admirável", afirma, "foi descobrir até que ponto a dúvida sobre a infidelidade de Capitu teria sido premeditada pelo autor através de narrador tão evasivo e casmurro...".Transpor o romance de Machado de Assis para a terceira pessoa, Fernando Sabino consegue como enriquecer o mistério, abrindo uma nova possibilidade de leitura de um dos nossos gênios literários. Essa foi a forma encontrada para homenagear o escritor a quem admira desde a juventude. Homenagem que, para o público, traduz-se em duplo prazer: apreciar o encontro de dois grandes romancistas brasileiros."

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