JAPÃO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO JAPÃO

JAPÃO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO JAPÃO

Japão, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Japão

Geografia: Área: 372.819 km². Hora local: +12h. Clima: temperado continental (N) e subtropical (S). Capital: Tóquio. Cidades: Tóquio (aglomeração urbana: 35.000.000, cidade: 8.200.000), Osaka (aglomeração urbana: 11.300.000, cidade: 2.700.000), Yokohama (3.500.000), Nagoya (2.200.000), Sapporo (1.850.300), Kobe (1.500.000), Kyoto (1.490.700) (2016).

População: 128 milhões (2016); nacionalidade: japonesa; composição: japoneses 99%, coreanos 1%. Idioma: japonês (oficial). Religião: budismo 55,2%, novas religiões 25,9%, sem religião 10,2%, cristianismo 3,6%, ateísmo 2,9%, xintoísmo 2,1%, outras 0,3 % - dupla filiação 0,2% (2000). Moeda: iene.

Relações Exteriores: Organizações: Apec, Banco Mundial, FMI, G-8, OCDE, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 242-6866, fax (61) 242-0738 – Brasília (DF); e-mail: culturaljapao@yawl.com.br, site na internet: www.japao.org.br.

Governo: Monarquia parlamentarista. Div. administrativa: 47 prefeituras. Chefe de Estado: imperador Akihito (desde 1989). Partidos: Liberal Democrático (PLD), Democrático do Japão, Novo Komeito, Comunista Japonês, Social-Democrata do Japão. Legislativo: bicameral – Casa dos Conselheiros, com 247 membros; Casa dos Representantes, com 480 membros. Constituição: 1947.

Por sua localização no extremo leste da Ásia, o Japão é conhecido como terra do sol nascente. Formado por quatro ilhas principais e 3 mil ilhas menores, é extremamente montanhoso, o que dificulta a agricultura e contribui para que grande parte do território ainda seja coberta por florestas. A pequena quantidade de terra arável, aliada ao extenso litoral, leva ao desenvolvimento da maior frota de pesca do mundo, em tonelagem. Após a II Guerra Mundial, as instituições são reconstruídas em moldes ocidentais. Muito da tradição milenar, no entanto, se mantém. A mulher continua com papel mais submisso do que nas nações ocidentais, mas a situação está mudando. O país é um dos mais competitivos exportadores de produtos eletrônicos e de automóveis, o que o transformou em segunda potência econômica mundial, atrás apenas dos Estados Unidos (EUA). No início dos anos 1990, a economia entra em crise, agravada com a turbulência financeira no Sudeste Asiático (1997).

Bandeira do JapãoHistória do Japão

O período mais remoto da história do povoamento japonês pode ser dividido em três momentos: pré-Jomon (ou pré-cerâmico, que corresponde ao período paleolítico, datado de 30 mil a 10 mil anos atrás), Jomon (cerca de 7500 a 300 a.C.) e Yayoi (300 a.C. a 300 d.C). No século IV da Era Cristã, o clã Yamato unifica os vários Estados do país sob um imperador. Os japoneses mantêm-se durante séculos relativamente isolados do exterior. No século XII, o crescimento da aristocracia militar (os samurais) abala a monarquia. O território passa a ser dominado por xoguns, senhores feudais, que permanecem no poder até o século XIX. Em 1603, o xogum Ieyasu Tokugawa estabelece a capital em Edo (atual Tóquio), proíbe o cristianismo, que começava a florescer por causa dos missionários jesuítas, e fecha o país a estrangeiros. Nos 250 anos seguintes, o único ponto de contato com o Ocidente é um pequeno posto comercial em Nagasaki.

Imperialismo - Na segunda metade do século XIX, o Japão abre os portos ao comércio externo. Em 1868 começa a Era Meiji: assume o imperador Mutsuhito, que abole o feudalismo. Apesar da resistência ao imperialismo ocidental, no fim do século o país dá início à própria expansão. Vence a China na Guerra Sino-Japonesa (1894/1895), em que disputa o controle da Coreia. Com a vitória militar, recebe as ilhas de Taiwan (Formosa) e dos Pescadores, além de volumosa indenização. Por manter o interesse na Coreia, o Japão entra em guerra com a Rússia (1904/1905). Novamente vitorioso, consolida-se como potência e prossegue sua expansão imperialista. Exerce influência sobre Manchúria (na China), Coreia – transformada em colônia em 1910 – e Sakalina (ilha que hoje pertence à Federação Russa). Nos anos 1920, a crise econômica abre caminho para o nacionalismo de direita, que se torna dominante no governo. Em 1931, o Japão invade a Manchúria, onde estabelece o Estado fantoche do Manchukuô, em que o último imperador chinês, Pu Yi, é entronado em 1934.

Tóquio, Capital do Japão
Tóquio, Capital do Japão
II Guerra Mundial - O governo militarista japonês alia-se à Alemanha e à Itália em 1940 e ocupa a Indochina francesa no ano seguinte. A expansão militar coloca o Japão em choque com os EUA. Em dezembro de 1941, os japoneses realizam um ataque-surpresa e destroem a esquadra norte-americana ancorada em Pearl Harbor, no Havaí. O Japão toma o sudeste da Ásia e a maior parte do Pacífico Ocidental, mas é derrotado pelas forças aliadas e retira-se das áreas ocupadas. A rendição só ocorre em setembro de 1945, após a explosão das bombas atômicas jogadas pelos EUA nas cidades de Hiroshima e Nagasaki. Os norte-americanos ocupam o Japão até abril de 1952 e impõem uma Constituição e um sistema de governo nos moldes das democracias ocidentais. O Japão assina, em 1954, um tratado de defesa mútua com os EUA, que inclui a instalação de bases militares norte-americanas. Um sistema clientelista garante o domínio do Partido Liberal Democrático (PLD) a partir de 1955.

Crescimento - O período do pós-guerra é marcado por vertiginoso crescimento econômico. Tanto a agricultura de pequena escala quanto a indústria expressam as mudanças na economia. Os produtos de alta tecnologia passam a ser a marca da indústria japonesa, sobretudo a partir da década de 1960. Em 1964, Tóquio sedia os Jogos Olímpicos, ao mesmo tempo que inaugura o trem-bala.

Corrupção - Denúncias de corrupção acompanham a vida política japonesa desde a renúncia e a prisão do primeiro-ministro Kakuei Tanaka, em 1974, mas não põem fim à hegemonia do PLD. Nos anos 1980 irrompe um conflito comercial com os EUA por causa do protecionismo japonês e do desequilíbrio da balança comercial entre os dois países, desfavorável aos norte-americanos. Em janeiro de 1989 morre o imperador Hiroíto, no trono desde 1926, substituído pelo filho Akihito. Em 1993, novas revelações de corrupção provocam cisão no PLD, que perde poder nos anos seguintes, até voltar a chefiar o governo, em 1996.

Crise econômica - O Japão enfrenta uma crise de grandes proporções nos anos 1990. O crescimento da década anterior – assentado na acelerada automação da indústria – levara os bancos a dispor de muitos recursos, que, investidos no mercado imobiliário e na Bolsa de Tóquio, propiciam a supervalorização de ativos (imóveis, ações etc.) conhecida como bolha especulativa. A crise eclode em 1991, quando os preços desses ativos desabam, dificultando o pagamento dos empréstimos feitos. Sem conseguir receber os créditos, o setor bancário é o mais prejudicado. No decorrer da década, o Produto Interno Bruto japonês apresenta baixo crescimento. O país não acompanha a revolução tecnológica da informação e das telecomunicações que leva à criação de empresas gigantes nesse setor, sobretudo nos EUA, na Coréia do Sul e em outros países do Sudeste Asiático. Em 1997, os efeitos da crise financeira na região se fazem sentir no Japão, grande investidor nessas nações.

Troca de governo - O primeiro-ministro Keizo Obuchi (PLD) sofre um derrame cerebral em abril de 2000 e morre no mês seguinte, aos 62 anos. Eleições realizadas em junho dão vitória ao PLD. O novo primeiro-ministro, Yoshiro Mori, articula um amplo governo de direita.

O fracasso dos pacotes de recuperação econômica derruba a popularidade de Mori. Sob pressão do próprio PLD, ele renuncia e é substituído por Junichiro Koizumi em abril de 2001. Koizumi conta com a simpatia da opinião pública e dos investidores estrangeiros, que aplaudem suas promessas de promover privatizações, adotar reformas no sistema financeiro e reduzir gastos públicos.

Economia em dificuldade - O panorama econômico se deteriora em 2001, com a queda das exportações e do consumo interno e o aumento do desemprego. O país sofre os efeitos dos sucessivos planos de estímulo à economia adotados na década de 1990, que falharam na tentativa de reativar o desenvolvimento e aumentaram a dívida pública. Koizumi não consegue levar adiante as reformas econômicas prometidas, e os mercados reagem mal às medidas planejadas para fortalecer o sistema bancário e deter a deflação (queda generalizada de preços, causada por pequena demanda). A economia começa se recuperar apenas em 2003, ocorrendo uma nova crise, e com maior impacto, em 2008 que se prorroga até o fim de 2011.

Sombras do passado - As ações do Exército japonês durante a II Guerra Mundial são motivo de polêmica dentro e fora do país. Em 2001, o Tribunal Superior de Hiroshima anula uma decisão judicial de 1998 que obrigava o governo a pagar uma indenização a três sul-coreanas que integraram o contingente de 200 mil mulheres de vários países asiáticos obrigadas a trabalhar como escravas sexuais dos soldados japoneses. Em 2002, um tribunal de Tóquio admite oficialmente pela primeira vez que o Exército imperial japonês usou armas bacteriológicas na China durante o conflito. Em março de 2004, o governo decide indenizar 11 cidadãos chineses submetidos a trabalho escravo no Japão no período da guerra.

Maioria apertada - Em março de 2003, Koizumi declara apoio à guerra dos EUA contra o Iraque. Em julho, o Parlamento aprova o envio de forças especializadas para auxiliar na reconstrução do país. Nas eleições de novembro, o PLD e seus aliados, o Partido Novo Komeito e o Novo Partido Conservador (depois absorvido pelo PLD), conquistam maioria apertada. A coalizão fica com 279 das 480 cadeiras. O oposicionista Partido Democrático do Japão elege 177 parlamentares.

Tropas no Iraque - O anúncio de envio de tropas ao Iraque, em dezembro, provoca manifestações populares de protesto. Os críticos afirmam que a decisão viola a Constituição japonesa, que não permite a participação de soldados do país em conflitos internacionais. A partir de janeiro de 2004, os soldados começam a desembarcar em território iraquiano, no maior deslocamento militar do Japão desde a II Guerra Mundial. Em abril, três civis japoneses são feitos reféns por extremistas iraquianos, que exigem a saída das tropas do país. Koizumi recusa-se a acatar a imposição, mas mesmo assim os reféns são libertados, bem como outros dois seqüestrados dias depois. O desfecho do caso faz subir a popularidade do primeiro-ministro. Em outubro, um turista japonês, seqüestrado no Iraque por um grupo islâmico, é morto por seus captores. Aumentam as pressões para que Koizumi chame de volta os 550 soldados do país, mas em dezembro o governo estende a missão militar por mais um ano.

Reforma da Previdência - Em maio de 2004 estoura um escândalo envolvendo importantes políticos da situação e da oposição, que admitem não haver recolhido contribuições obrigatórias ao sistema previdenciário. A revelação ocorre após semanas de debates parlamentares sobre a reforma da Previdência proposta por Koizumi. Pressionado pelo governo, o Parlamento aprova rapidamente a reforma, que aumenta o valor das contribuições e corta benefícios, com o objetivo de evitar o colapso do sistema. Nas eleições parciais para a Casa dos Conselheiros, em julho, o PLD sofre uma derrota, ao conquistar 49 das 121 cadeiras em disputa, enquanto o Partido Democrático do Japão obtém 50. O resultado é atribuído à insatisfação popular quanto ao envio de tropas ao Iraque e à reforma das aposentadorias. Apesar disso, a coalizão governamental mantém maioria no Parlamento. Em outubro, o Japão é atingido pelo tufão Tokage e por três fortes terremotos, que causam pelo menos 120 mortes e ferimentos em quase 3 mil pessoas. Dois meses depois, estoura uma crise diplomática com a Coreia do Norte, relacionada ao caso de mulheres japonesas raptadas nas décadas de 1970 e 1980.

Maremoto em 2011

Em março de 2011 um maremoto causa a maior catástrfe natural do Japão deixando centenas de milhares de mortos no nordeste do país, causando, também, o maior desastre nuclear do Japão.

Arquitetura JaponesaArquitetura Japonesa

Desde seus primórdios a arquitetura japonesa revelou, quer em suas manifestações religiosas, quer em obras profanas, e ao longo das diversas fases vividas pelo país, características tipicamente nacionais.

Tanto por suas qualidades estéticas intrínsecas quanto pela marcante influência que viria a exercer no Ocidente, a arquitetura japonesa é reconhecida como uma das mais importantes contribuições do espírito nipônico à cultura universal.

Os primeiros exemplos de arquitetura japonesa são construções elementares de forma circular que datam do período Jomon, até o século III a.C. Essas construções aumentaram de tamanho à medida que se desenvolveu uma sociedade agrícola bem estruturada, no período Yayoi, do século III a.C. ao século III da era cristã.

Da fase a que se deu o nome de Tumular ou Kofun (século III ao século VI), datam imensas catacumbas principescas onde se encontraram peças de argila (haniwa) em que se vêem representados modelos arquitetônicos mais antigos porém tipicamente japoneses, ao lado dos santuários xintoístas de Ise e Izumo. Caracterizam-se pelo uso da madeira, telhado de sapé ou ripas, piso elevado, plano assimétrico e adaptação às condições naturais.


Períodos Asuka e Nara (552-794)
O budismo, introduzido no país em 552, revolucionou vários planos da vida cultural japonesa, inclusive o da arquitetura e sobretudo no século VIII, época de forte influência da China, que, através da Coréia, fez-se sentir, por exemplo, na adoção do plano simétrico na construção dos templos, erguidos sobre bases de pedra, rodeados de areia e com generoso emprego da cor, nos moldes dos palácios chineses.

Os melhores exemplos da arquitetura budista do período Asuka podem ser apreciados em Nara: são os pagodes de Hokki-ji, do ano 706, e de Horyu-ji, de 607 (reconstruído em 711), talvez as mais antigas estruturas de madeira preservadas em todo o mundo.   Com a mudança da capital para Nara (Heijo-kio), a primeira cidade japonesa planificada, as atividades aumentaram. Até então, a sede da corte era transferida sempre que um soberano morria, com o que se procurava evitar, segundo o preceito xintoísta, a poluição da morte.

O plano original da cidade de Nara obedecia ao da capital chinesa, Changan: o palácio imperial situava-se ao norte, com as ruas e avenidas entrelaçando-se a sua frente. Ao contrário de Changan, no entanto, Nara não era uma cidade murada, nem possuía uma reserva de caça para o soberano.

A arquitetura japonesa do período é definida como uma versão mais complexa da chinesa do período Tang: os templos e seus anexos são mais amplos e a fragilidade estrutural da arquitetura Asuka é substituída por um sistema de modilhões (ornatos de sustentação dos tetos das cornijas, em forma de S com voltas desiguais, por onde escorriam as águas da chuva) colocados nos quatro cantos dos beirais, capaz de suportar maiores tensões (como no pagode oriental de Yakushi-ji, erguido em Nara no ano 718).

Entretanto, o melhor exemplo da arquitetura de Nara é o Saguão Dourado do Todai-ji, na própria cidade, que em sua mais recente forma data de 1705, mas que já no século VIII era suficientemente alto para abrigar uma estátua de Buda com cerca de 16 metros de altura.

Período Heian (794-1185)
Frustrada a tentativa de instalar em Nagaoka a nova capital do país, em 794 ela se fixou em Heian-kio, atual Quioto, traçada com plano semelhante ao de Nara. O budismo esotérico serviu de base e inspiração às maiores construções do período: os templos Enryaku-ji, no monte Hiei, e Kongobuji, no monte Koya, perto de Osaka. Para dificultar o acesso aos membros leigos do budismo não-esotérico, os templos esotéricos, de dimensões consideravelmente menores e de plano assimétrico, situam-se fora da cidade, geralmente em encostas e montanhas ou em meio a florestas, com as quais se harmonizam (pagode de Muro-ji, do século IX).

Essa mesma harmonia entre a natureza e a arquitetura caracteriza a fase final do período Heian, durante o qual ressurge a influência de antiqüíssimos elementos nativos, como a utilização da madeira não pintada e o teto de ripas do palácio imperial de Quioto, lado a lado com a influência budista (santuário de Itsuku-shima). Nasce então o estilo de arquitetura doméstica que corresponde verdadeiramente ao gosto japonês -- shinden --, de que nenhum exemplo subsistiu. Os edifícios ocupavam cenários de jardins com lagos artificiais e eram dispostos em pavilhões interligados por galerias e corredores cobertos.

Período Kamakura (1192-1333)
Ao supervisionar a reconstrução dos dois grandes templos de Todai-ji e Kofuku-ji, em Nara, destruídos em 1180, o sacerdote Chogen introduziu novo estilo arquitetônico de origem chinesa, erroneamente conhecido no Japão por tenjikuyo ("estilo da índia"). Suas características, porém, não vingaram, dada a enorme quantidade de madeira necessária a suas construções, simples e destituídas de ornatos, como o Amida-do, de Jodo-ji, erguido em 1192 pelo próprio sacerdote Chogen.

Melhor sorte teve o Karayo ("estilo da China"), popularizado com ajuda do zen-budismo. Mais elegante e decorativo, o Karayo teve um exemplo típico no templo Kencho-ji, erguido em Kamakura em 1253.

Período Muromachi (1338-1573)
Ainda que continuasse popular o estilo Karayo, a concentração de todo o poder político em mãos de algumas famílias guerreiras gerou novas formas arquitetônicas, com a divisão das espaçosas salas da arquitetura doméstica de estilo shinden em aposentos menores. Pela mesma época fez sua aparição o estilo shoin. A unidade básica da casa passou a ser o shoin, formado por uma alcova (tokonoma), prateleiras decorativas e um vão dotado de janela, com uma escrivaninha (Togudo de Jisho-ji, de 1486, em Quioto).

Alguns dos mais belos jardins japoneses, cujo surgimento ocorreu no período Heian tardio, datam do período Muromachi. Tratava-se de reproduzir, em escala reduzida, a natureza, integrada ao complexo arquitetônico doméstico. Outro tipo de jardim é de origem zen: não utiliza a água e representa simbolicamente o mundo de acordo com o ponto de vista zen. Muso Soseki foi um dos maiores paisagistas zen. Seus jardins "secos" de Saihoji e Daiseinin, em Quioto, são o que de melhor existiu no gênero.

Período Momoyama (1573-1603)
A introdução das armas de fogo no país, em meados do século XVI, revolucionou a arquitetura militar e incentivou a arquitetura secular com a construção de numerosos palácios e castelos -- como o de Momoyama, que deu nome ao período -- pesadamente fortificados (castelo Azuchi, edificado em 1576). O estilo shoin foi reelaborado em obras como as câmaras de hóspedes do Kojoin, um subtemplo do Onjo-ji, em Quioto (construído em 1601). Enquanto isso, apareceu nova forma arquitetônica relacionada com a cerimônia do chá: uma pequena sala, ou sukiya, de que é exemplo a sala Taian do Myoki-an de Quioto, construída no fim do século XVI.

Período Edo e Tokugawa (1603-1868)
Embora a arquitetura religiosa houvesse decaído no Japão, a ornamentação arquitetônica floresceu, ao mesmo tempo em que a arquitetura militar e a doméstica tornavam-se mais requintadas. Um novo conceito de jardinaria é representado pelos jardins do palácio de Shugakuin, em que a vista das montanhas circunvizinhas funciona como elemento estético.

Período moderno (a partir de 1868)
Com a modernização do país e a introdução de novos materiais de construção, a arquitetura japonesa orientou-se para novos rumos. Os edifícios públicos sentiram o impacto da influência ocidental, mas as edificações residenciais mantiveram-se fiéis à tradição e aperfeiçoaram-na, principalmente no que diz respeito aos materiais leves, ao sentido de espaço e ao uso flexível das áreas internas.

A arquitetura moderna ocidental, com suas linhas simples, encontrou no Japão um terreno propício. O concreto armado foi logo introduzido, principalmente após o grande terremoto de Tóquio, em 1923, e Walter Gropius, Le Corbusier, Mies van der Rohe e outros grandes arquitetos ocidentais marcaram a formação dos jovens arquitetos japoneses no século XX, Após a segunda guerra mundial, Tange Kenzo, talvez o mais conhecido arquiteto japonês na segunda metade do século, Sakasura Junzo, Kosaka Hideo, Maekawa Kunio, Sato Takeo e outros, ora retomando a tradição nacional, ora adotando o estilo em vigor no Ocidente, criaram novas estruturas que repercutiram até mesmo em países ocidentais.

Sakasura Junzo, aluno de Le Corbusier, construiu diversos edifícios de nota, como o Museu de Arte Moderna de Kamakura (1951) e uma estação-magazine em Tóquio (1967). Maekawa Kunio, também aluno de Le Corbusier, projetou os pavilhões japoneses da Exposição Mundial de Bruxelas (1958) e da Feira Mundial de Nova York (1964-1965). No Centro Cultural de Saitama (1966), abriu perspectivas inteiramente novas para o projeto de centros comunitários.

Shoguns Shoguns

Os Shoguns ou Xóguns eram simultaneamente governadores e líderes militar.

Apesar do Japão poder afirmar que os registos dos seus imperadores datam do ano 600 a.C., esses imperadores tiveram muito pouco poder no país desde a Idade Média, porque de 1192 a 1867 este seria exercido na prática pelos xóguns, um título que significa «comandante supremo».

Os primeiros xóguns foram nomeados para submeter os Ainos, no Norte do Japão, cerca do ano 720. Em 1192 Minamoto Yoritomo recebeu o título de xógum com autoridade sobre todas as famílias militares do Japão. À medida que crescia o poder dessas famílias, também crescia o do xógum. Com efeito, o xogunato era uma ditadura militar de tipo hereditário.

O posto de xógun foi herdado pelos membros da família Minamoto até aos anos 1300, quando governou até aos anos 1600, altura em que o cargo passaria para os Tokugawa. Em 1868, o último xógum Tokugawa foi forçado, por uma revolta da corte, a devolver os seus poderes ao imperador.

Xintoísmo, Religião Tradicional do Japão Xintoísmo, Religião Tradicional do Japão

O xintoísmo é a religião tradicional japonesa, estreitamente ligada à cultura e modo de vida japoneses. Shintou (神道) em japonês, o primeiro kanji é shin (神), o mesmo kanji para kami. O segundo kanji é tô (道), que significa caminho e é o mesmo kanji usado no final de palavras como: judô, aikidô e sadô (cerimônia do chá).

Põe pouca ou nenhuma ênfase na teologia, preferindo se dedicar a encorajar respeito e gratidão aos ancestrais, a prática de bons hábitos de relacionamento familiar e social e a higiene pessoal.

Não tem um correspondente exato para o conceito ocidental de Deus, embora geralmente se traduza "Kami" por "Deuses". Os Kami, no entanto, são conceituados de uma forma muito mais ampla; espíritos da natureza e guardiões ancestrais também são Kami.

O Xinto não se propagou de forma significativa para fora do território japonês, talvez porque é uma religião nacionalista por excelência. No entanto, influenciou fortemente praticamente todas as religiões que já chegaram ao Japão, inclusive algumas que se popularizaram depois em outros países, como por exemplo a Igreja Messiânica, o Budismo Terra Pura e o movimento Seicho-No-Ie.

 Xogunato Kamakura Xogunato Kamakura

Xogunato iniciado em 1185 e extinto em 1333. Após a derrota do clâ Taira pelos Minamoto na guerra de Genpei, inicia-se o período conhecido como `Kamakura` o primeiro dos três grandes períodos do xogunato japonês (xogun = general). O imperador assume função decorativa (em Quioto), cabendo ao xogun toda a administrção do país, baseado em um sistema feudal, com a capital na cidade de Kamakura. Em 1192, o xogun Minamoto Ioritomo é nomeado pelo imperador ´seitai-xogun´ (generalíssimo combatente dos bárbaros) e os seus descendentes seriam alçados ao posto de xogun, num regime conhecido como bakufu (governo da tenda). A partir desse período, todos os xogun são considerados descendentes dos príncipes do clâ Minamoto, filhos do imperador Seiwa, sendo título hereditário.

Xogunato Tokugawa Xogunato Tokugawa

O Xogunato Tokugawa bakufu (徳川幕府) (conhecido também como Edo bakufu) foi uma ditadura militar feudal estabelecida no Japão em 1603 por Tokugawa Ieyasu e governado pelos xoguns da família Tokugawa até 1868. Esse período foi conhecido como Período Edo, que pegou seu nome emprestado da capital do Xogunato Tokugawa, Edo, hoje Tókio. O Xogunato Tokugawa reinou do Castelo de Edo até a Restauração Meiji. Seguindo o Período Sengoku Jidai de guerras civil, o governo central foi largamente restabelecido por Oda Nobunaga e Toytomi Hideyoshi durante o Período Azuchi-Momoyama. Após a Batalha de Sekigahara em 1600, a autoridade central foi concedida a Tokugawa Ieyasu, que completa o processo de centralização e recebe o título de Xogun em 1603. Seus descendentes controlaram o poder, e o título de autoridade central que veio junto, até o século XIX.

Formação do Xogunato

Durante o período conhecido como Sengoku jidai (do século XV ao XVII), o Japão se encontrava em uma grande instabilidade política. As disputas de poder e de terras entre os senhores feudais (futuros daimyos), ocasionou uma onda sangrenta de guerras-civis. Essas guerras contribuíram para desestruturar o poder central do Xogunato Muromachi, deixando o país à mercê da lei do mais forte e das constantes tentativas dos daimyos de unificar o Japão sobre seu controle, resultando sempre em fracassos.

A reunificação do Japão só começou a ganhar forma, com a campanha do daimyo Oda Nobunaga. Ele consegue o controle da província de Owari em 1559 e logo depois tomou a capital Kyoto em 1568, restaurando o poder da corte real (meramente uma posição simbólica). Se estabelecendo na capital, Nobunaga continua a eliminação de seus adversários, entre eles a seita Budista Ikko, destruindo o monastério Enryakuji em 1575. Utilizando-se da nova tecnologia da arma de fogo, Nobunaga consegue rechaçar clãs inimigos como, por exemplo, o clã Takeda.

Em 1582, Nobunaga é assassinado por um de seus vassalos, Akechi, que aproveita a situação e toma o poder de seu mestre. Então, o general Toyotomi Hideyoshi que lutava ao lado de Nobunaga agindo rapidamente, consegue destruir as forcas de Akechi, assumindo assim o controle. Tendo o apoio dos seguidores de Nobunaga e forjando alianças com vários daimyos importantes, Hideyoshi continua com a campanha de reunificação, conquistando as províncias de Shikoku e Kyushu. Finalmente com um exercito de mais de 200.000 homens, Hideyoshi derrotou a ultima resistência, a família Hojo que controlava Kanto, região leste de Honshu. A unificação militar do Japão estava completa.

Após a morte de Hideyoshi, muitos daimyos ganharam poder, entre eles, o que mais se destacou, foi Tokugawa Ieyasu. Tokugawa foi um dos partidários de Nobunaga durante o inicio da reunificação. Usando de seu poderio político e militar, quebrou suas promessas traindo o sucessor de Hideyoshi, seu filho, Hideyori e iniciou uma batalha pelo poder do Japão. Destruindo as forcas que apoiavam Hideyori, na Batalha de Sekigahara, Tokugawa, sem rivais para competir, consegue todo o controle do Japão, sendo em 1603 nomeado pelo Imperador com o titulo de xogun, estabelecendo o assim Xogunato Tokugawa.

Xogunato Tokugawa tardio
O Xogunato Tokugawa tardio ou Último Shogun (幕末; Bakumatsu) foi o período entre 1853 à 1867 durante o qual o Japão acabou com sua política isolacionista estrangeira chamada sakoku e modernizou-se de um xogunato feudal para o Governo Meiji. Este período se situa no final da Era Edo, precedendo a Era Meiji. As principais facções ideológicas/políticas durante o período se dividiram em pro-imperialistas Ishin Shishi (patriotas nacionalistas) e as forças do xogunato, incluindo a elite Shinsengumi (corpo do exército recentemente selecionado) de espadachins. Embora os dois grupos fossem os de maior força visível, muitas outras facções tentaram usar o caos do Bakufu numa tentativa de ganhar poder pessoal.

Yen, Moeda JaponesaYen, Moeda Japonesa

O Yen ou iene é a moeda usada no Japão. Em japonês geralmente é pronunciado apenas "en", mas a pronúncia "yen" é comum em outros idiomas, como o português. Os códigos para a moeda em ISO 4217 são JPY e 392. O símbolo latinizado é o ¥, enquanto que em japonês é escrito como 円, no alfabeto Kanji.

O yen foi introduzido no governo Meiji como um sistema lembrando aqueles na Europa, trocando o antigo sistema monetário do Período Edo. O Ato da Nova Moeda de 1871 estipulou a adoção de um sistema de contagem de décimos de yen (1, 圓), sen (1/100, 錢) e rin (1/1000, 厘), com as moedas sendo redondas como no Ocidente. (O sen e o rin foram tirados de circulação em 1954). O yen foi legalmente definido como 26.956 gramas de prata, uma definição que ainda é coberta pela lei hoje em dia.

Atualmente, as seguintes moedas e notas do yen estão em circulação: moeda de 1 yen, moeda de 5 yen, moeda de 10 yen, moeda de 50 yen, moeda de 100 yen, moeda de 500 yen, nota de 1000 yen, nota de 2000 yen, nota de 5000 yen e nota de 10000 yen. As moedas de 500 yen são provavelmente as moedas mais valiosas em uso regular no mundo. Em várias ocasiões, moedas especiais são feitas usando ouro e prata, com vários valores. Apesar de poderem ser usadas, elas são tratadas como objeto de colecionador.

Em 22 de junho de 2005, R$ 1,00 (um real) vale 45 yen e € 1,00 (um euro) vale 131 yen.

Yokohama Landmark Tower Yokohama Landmark Tower

Yokohama Landmark Tower é um arranha-céu, atualmente é o 30º arranha-céu mais alto do mundo, com 296 metros (972ft). Edificado na cidade de Yokohama, Japão, foi concluído em 1993 com 70 andares.

Akutagawa Ryunosuke

Akutagawa Ryunosuke nasceu em Tóquio, em 1o de março de 1892 e estudou literatura inglesa na Universidade Imperial. A publicação do conto "Rashomon", em 1915, atraiu a admiração dos intelectuais e converteu-o num dos protegidos do influente romancista Natsume Soseki. Nos anos seguintes, Akutagawa escreveu contos inspirados na história e nas lendas tradicionais de seu país, através dos quais transmitiu uma fina ironia psicológica em linguagem apurada e elegante, influenciada, segundo o próprio autor, por Anatole France.

Akutagawa RyunosukeTido como o primeiro escritor japonês a atrair a atenção da crítica e dos leitores ocidentais, Akutagawa foi também pioneiro na introdução do estilo europeu na literatura japonesa.

Entre suas narrativas destacam-se "Hana" (1916; "O nariz"), "Tabako to akuma" (1917; "O tabaco e o demônio"), ambientado no século XVI durante o chamado "período cristão", e "Yubu no naka" (1921; "Na floresta"). O último desses textos revela a progressiva inclinação do autor para o macabro e constituiu, juntamente com "Rashomon", o núcleo do filme realizado com esse mesmo nome por Akira Kurosawa em 1951.

O pessimismo mórbido de Akutagawa, devido em parte ao temor de herdar a doença mental que acometera sua mãe, acentuou-se a partir de 1922. Prova disso deram as cartas e textos autobiográficos, em que confessava uma profunda depressão, e a extraordinária sátira "Kappa" (1927; "O tritão"), uma cruel paródia do mundo, na qual um doente viaja em sonhos ao país dos espíritos marinhos. Akutagawa suicidou-se em 24 de julho de 1927, na cidade onde nasceu, quando se encontrava no auge do prestígio.

AkihitoAkihito

Tsugu Akihito nasceu em 23 de dezembro de 1933 em Tóquio. Filho mais velho do imperador Hirohito e da princesa Nagako, passou os últimos anos da segunda guerra mundial fora de Tóquio. Findo o conflito, estudou política e economia na Universidade de Gakushuin. Como seu pai, tornou-se um estudioso de biologia marinha.

Com a debilitação do poder exercido por políticos, burocratas e empresários a partir do pós-guerra, o imperador Akihito procurou ter uma atuação mais ativa na sociedade japonesa.

Em 1952, Akihito foi investido como herdeiro do trono japonês e, sete anos mais tarde, quebrando uma tradição milenar, casou-se com uma plebéia, Shoda Michiko, filha de um rico industrial. O casal teve três filhos: o príncipe Naruhito, nascido em 1960; o príncipe Akishino, nascido em 1965; e a princesa Nori, nascida em 1969. Com a morte do pai, Akihito tornou-se o 125º imperador do Japão em 1989, sendo formalmente entronizado em 12 de novembro de 1990.

Yoko Ono, Compositora Japonesa Casada com John LennonYoko Ono, Compositora Japonesa Casada com John Lennon

Compositora, casada com John Lennon e também famosa por ter sido uma das fortes responsáveis pela dissolução dos Beatles, além dos escândalos sobre o amor livre na época "hippie"; seu nome significa "Filha do Oceano".

Nascimento: 18/2/1933, Japão
Filiação: Eisuke Ono e Isoko Yasuda

Basho Basho

Matsuo Munefusa, conhecido pelo pseudônimo de Basho (bananeira), nasceu em Ueno, Iga, em 1644. De família de agricultores, deixou o campo aos 23 anos para se dedicar à literatura. Estudou com Kitamura Kigin, que já iniciara a transformação do haicai -- um terceto com versos de cinco, sete e cinco sílabas -- do qual Basho viria a ser o maior mestre. Elaborou sua própria filosofia em contato com o zen-budismo de Zengin, seu segundo mestre. Com a morte deste, viajou para Quioto e em 1672 para Yedo, hoje Tóquio. Uma típica poesia da estrada. Assim é a de Basho, que ia de cidade em cidade, sem domicílio fixo, recitando para quem o quisesse ouvir. Sua obra é em síntese o registro dessas andanças e conferiu-lhe lugar de primeiro plano na literatura do Japão.

No mesmo ano da chegada a Yedo publicou seu primeiro trabalho, Kaioi, uma coleção de poemas, que logo lhe valeu reputação nacional. As escolas de poesia existentes, Kofu e Danrin, estavam decadentes, e Basho criou escola própria, chamada Shofu. Pouco a pouco, jovens poetas admiradores de sua poesia e de sua vida contemplativa se reuniram em torno dele.

Depois de inúmeras viagens fixou-se numa cabana em Fukagawa. Em seu retiro aperfeiçoava-se no conhecimento e na prática do zen-budismo. Em 1684 tornou-se de novo peregrino. De suas viagens em 1684 e 1685 escreveu um relato de peregrinação. Da viagem ao norte do Japão, em 1689, deixou seu diário mais conhecido, Oku no hosomichi (A senda estreita do fim do mundo). Continuou vida errante até ser forçado, por doença, a radicar-se em Osaka, onde morreu em 28 de novembro de 1694. Foi enterrado no templo Yoshinakadera.

Zeami Motokiyo, Dramaturgo Japonês Criador do Gênero Noh Zeami Motokiyo, Dramaturgo Japonês Criador do Gênero Noh

Zeami Motokiyo (c.1363– c.1443), também chamado Kanze Motokiyo, foi um ator e dramaturgo Japonês. Para além de ter escrito cerca de duzentas peças Noh (gênero teatral que logrou estabelecer como forma artística prestigiada) deixou um conjunto de instruções escritas para actores, de forma a transmitir a sua própria concepção da sua arte dramática. Os seus textos são vistos por muitos japoneses como uma base fundamental das ideias nacionais sobre estética e cultura.

O seu pai, Kan'ami, também foi actor e educou Zeami. Os dois são, sem dúvida, os maiores responsáveis pelo estabelecimento do gênero dramático Noh no Japão e da importância que lhe é hoje concedido.

Quando a companhia de Kan'ami's atuou para Ashikaga Yoshimitsu, o Xogum do Japão, este implorou a Zeami que o ensinasse esta arte. Depois de Zeami suceder ao seu pai, continuou a atuar e a adaptar o seu estilo até, sensivelmente, à forma que o teatro Noh tem atualmente.
Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br/

JORDÂNIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA JORDÂNIA

JORDÂNIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA JORDÂNIA

Jordânia, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Jordânia

Geografia: Área: 97.740 km². Hora local: +5h. Clima: árido subtropical. Capital: Amã. Cidades: Amã (1.000.000), Az-Zarqa (455.000), Irbid (265.000), Ar-Rusayfah (250.000) (aglomerações urbanas) (2016).

População: 6 milhões (2016); nacionalidade: jordaniana; composição: árabes palestinos 56%, árabes jordanianos 42,2%, árabes beduínos 0,8%, circassianos 0,5%, chechênios 0,3%, armênios 0,2%. Idioma: árabe (oficial). Religião: islamismo 93,5%, outras 4,4%, sem religião e ateísmo 2,1%. Moeda: dinar jordaniano.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 248-5407, fax (61) 248-1698 – Brasília (DF); e-mail: emb.jordania@apis.com.br.

Governo: Monarquia parlamentarista. Div. administrativa: 5 províncias. Chefe de Estado: rei Abdullah Ibn al-Hussein (coroado em 1999). Partidos: Frente de Ação Islâmica, Nacional Constitucional. Legislativo: bicameral – Senado, com 40 membros; Casa dos Representantes, com 110 membros. Constituição: 1952.

A Jordânia é um dos país mais ocidentalizados do Oriente Médio. A assinatura de acordo de paz com Israel, nos anos 1990, contribuiu para a aproximação com o Ocidente. O sucessor do rei Hussein, que morreu em 1999, depois de quase 47 anos de poder, é seu filho Abdullah. Ele enfrenta o desafio de controlar o fundamentalismo islâmico e manter o equilíbrio entre a maioria palestina e as tribos beduínas naturais do país. A Jordânia tem poucos recursos hídricos e enfrenta altas taxas de desemprego. A nação abriga o sítio arqueológico de Petra, onde se encontram construções monumentais escavadas pelo povo nabateu nas rochas de um grande cânion.

Bandeira da JordâniaHistória da Jordânia

A região que corresponde à atual Jordânia é habitada desde o segundo milênio a.C. por diversos povos, com destaque para os amonitas, amorreus, moabitas e edomitas. A partir do século VII a.C., a presença mais expressiva é dos nabateus, povo nômade que constrói uma próspera civilização, beneficiando-se do controle de rotas de caravanas. Babilônios, persas e gregos impõem domínios à região, conquistada pelos romanos em 64 a.C. e anexada à província da Síria. Segue-se longo período de submissão ao Império Bizantino.

Domínio do Islã - A conquista árabe é marcada pela tomada de Damasco, em 635, e pela ocupação de Jerusalém, em 638. O idioma árabe e a religião islâmica passam a predominar na região. No século XVI, o território torna-se parte do Império Turco-Otomano. Com a derrota dos turcos na I Guerra Mundial, a área a leste do rio Jordão, que corresponde ao atual território jordaniano, é incorporada à administração britânica da Palestina. Em 1920, a região, transformada em emirado sob o nome de Transjordânia, é oferecida pelos britânicos ao príncipe Abdullah bin Hussein. Ele proclama a independência da Transjordânia, já formalmente separada da Palestina, em maio de 1923. O governo é reconhecido em 1928 pelo Reino Unido, que mantém o controle sobre as finanças, o Exército e as relações externas. A independência completa só é admitida em 1946. Proclamado rei, Abdullah funda a dinastia Hachemita.

 Amã, Capital da Jordânia
 Amã, Capital da Jordânia
Conflitos com Israel - O destino do país muda com a criação do Estado de Israel, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1947. O mundo árabe não reconhece a partilha da Palestina em dois Estados – um árabe e um judeu. Em maio de 1948, com o fim do mandato britânico na Palestina, forças militares de cinco países árabes, incluindo a Transjordânia, invadem Israel, dando início à guerra que vai até 1949. Israel vence e amplia seu território, ocupando partes do Estado árabe previsto pela ONU.

Novo nome - A Transjordânia também alarga seus domínios com a conquista de uma área palestina a oeste do rio Jordão, a Cisjordânia. A cidade de Jerusalém é dividida entre Israel e Transjordânia. Em 1949, o país adota o nome de Jordânia. Em 1951, o rei Abdullah é assassinado por um radical palestino em Jerusalém. Seu filho Talal o sucede, mas é deposto um ano depois. Hussein, filho de Talal, é coroado em 1953, com 17 anos.

O jovem rei inicia aproximação política com o Iraque – na época outra monarquia Hachemita. Em fevereiro de 1958, a Jordânia e o Iraque unificam-se e formam a Federação Árabe – dissolvida cinco meses depois pelo golpe militar que proclama a república no Iraque. A Jordânia reforça os vínculos com o Ocidente e torna-se um dos principais aliados dos Estados Unidos (EUA) no Oriente Médio. Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, os israelenses derrotam as forças egípcias, sírias, iraquianas e jordanianas. A Jordânia perde a Cisjordânia e Jerusalém Oriental.

Questão Palestina - Após o conflito, o país recebe grande número de refugiados palestinos, o que coloca em risco a própria monarquia Hachemita. A instabilidade aumenta com as organizações guerrilheiras palestinas, que formam um poder paralelo. O rei Hussein reage: em 1970, seu exército massacra milhares de palestinos, no episódio conhecido como Setembro Negro. Os sobreviventes são expulsos para o Líbano. A partir de 1973, as relações com os palestinos começam a se normalizar, e o país reconhece a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como única representante do povo palestino. Em 1988, o rei renuncia à soberania sobre a Cisjordânia para facilitar a instalação de um Estado palestino no território ocupado por Israel. Interesses econômicos e pressões internas induzem Hussein a apoiar a invasão iraquiana do Kuweit, em 1990, na crise que resulta na Guerra do Golfo. Cessa a ajuda econômica ocidental à Jordânia, e o país recebe 300 mil palestinos repatriados pelo Kuweit.

Tratado de paz - Em 1993, o país realiza as primeiras eleições multipartidárias. Em outubro de 1994, tratado de paz com Israel acaba com 46 anos de beligerância. No ano seguinte, a Jordânia rompe com o Iraque e aproxima-se mais do Ocidente. Os nove principais partidos de oposição boicotam as eleições parlamentares de 1997, e os candidatos independentes favoráveis ao governo conquistam maioria no Parlamento.

Morte de Hussein - Hussein morre de câncer, em fevereiro de 1999. Mais de 50 chefes de Estado e de governo comparecem ao funeral, em Amã. Em janeiro, ele havia definido como sucessor seu filho mais velho, Abdullah, no lugar de seu irmão Hassan, indicado anteriormente.

Novo rei - Militar de carreira e sem experiência política, Abdullah é coroado com o compromisso de levar adiante as diretrizes políticas do pai. Sua mulher, a palestina Rania Yassin, é a nova rainha da Jordânia. Em 1999, Abdullah inicia ofensiva diplomática na região e reata relações com o Kuweit. Ao lançar campanha contra grupos extremistas, amplia sua credibilidade no Ocidente. Fecha os escritórios da organização Hamas em Amã, prende 24 militantes e os envia ao Catar. Semanas depois, detém 13 supostos terroristas que retornavam do Afeganistão, acusados de integrar a organização terrorista de Osama bin Laden. O rei muda mais uma vez o ministério em 2000, eliminando remanescentes do governo de seu pai. O novo primeiro-ministro é Ali Abu al-Rageb.

O conflito entre os EUA e o terrorismo islâmico chega à Jordânia com o assassinato de um diplomata norte-americano em Amã, em outubro de 2002. O rei Abdullah adota atitude cautelosa diante da decisão dos EUA de atacar e ocupar o Iraque, em 2003. Defende uma solução diplomática para o conflito, mas libera o espaço aéreo do país para os norte-americanos. Em agosto, o governo jordaniano concede asilo diplomático às duas filhas de Saddam Hussein, Raghd e Rana. Em junho de 2003, nas primeiras eleições parlamentares sob o rei Abdullah, candidatos favoráveis ao monarca conquistam dois terços das cadeiras no Parlamento. Em abril de 2004, oito militantes islâmicos são condenados à morte pelo assassinato do diplomata dos EUA dois anos antes. No mesmo mês, a polícia encontra 16 carros carregados de explosivos, em Amã, e prende diversos acusados de ligação com o grupo terrorista Al Qaeda.

O aqueduto da paz

As querelas políticas e religiosas entre Jordânia e Israel são deixadas de lado com o anúncio, em setembro de 2002, da construção de um aqueduto destinado a bombear água do mar Vermelho para o mar Morto – que está secando. Compartilhado pelos dois países, o mar Morto é um grande lago. Ponto de menor altitude do planeta, 365 metros abaixo do nível do mar, suas águas têm enorme concentração de sal. Essa característica torna quase impossível a vida no interior do lago, daí seu nome. A salinidade facilita, também, que os banhistas bóiem em suas águas, o que atrai muitos turistas à região. Sem saída, é abastecido pelo rio Jordão, que corta Israel e Jordânia. Nas últimas décadas, entretanto, as águas do rio vêm sendo desviadas para projetos de irrigação. Se nada for feito, o mar Morto pode deixar de existir até 2050.

al-Mansural-Mansur

Segundo califa abássida, geralmente considerado o verdadeiro fundador dessa dinastia, al-Mansur mandou construir a cidade de Bagdá para substituir Damasco como capital do Islã.

Abu Jafar al-Mansur, também conhecido como al-Mansur al-Abbasi, nasceu entre 709 e 714, em al-Humaymah, na atual Jordânia. Quando seu irmão Ibrahim, chefe dos abássidas, foi morto, no início da revolta que derrubou a dinastia dos omíadas, Al-Mansur refugiou-se em Kufah, no Iraque. Após a vitória, seu irmão al-Saffah assumiu o poder, mas morreu cinco anos depois, em 754. Al-Mansur ascendeu ao califado e procurou garantir as bases da dinastia abássida.

Enfrentou depois várias revoltas, mas conseguiu pacificar o império, com exceção da Espanha. Em 762 construiu Bagdá, onde passou a residir em 766. A decisão de criar uma nova capital decorreu não só da necessidade de alojar uma burocracia cada vez mais desenvolvida mas também da nova orientação política, com influência crescente da Pérsia na vida muçulmana. Al-Mansur morreu em 775, quando peregrinava a Meca.

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br/

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