Folguedo | Pastoril


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O tema desse auto de Natal, originário da Europa medieval, é o aviso do anjo aos pastores sobre o nascimento do menino Jesus. Os participantes do folguedo percorrem as ruas da cidade cantando e dançando. Sempre que param, fazem a encenação. Seus personagens principais são as pastoras, geralmente meninas e adolescentes, divididas em dois cordões, o azul e o encarnado (vermelho). Outros personagens freqüentes do folguedo são a estrela, os anjos, os reis magos e, ainda, pequenos animais, como a borboleta. As pastoras tocam pandeiros enfeitados com fitas, acompanhadas por uma pequena orquestra com instrumentos, como surdo, caixa, violão, sanfona, cavaquinho, clarineta e trombone. É encenado principalmente no Nordeste.

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Pré-Modernismo


Pré-Modernismo

Pré-ModernismoO que se convencionou chamar de Pré-Modernismo, no Brasil, não constitui uma "escola literária", ou seja, não temos um grupo de autores afinados em torno de um mesmo ideário, seguindo determinadas características. Na realidade, Pré-Modernismo é um termo genérico que designa uma vasta produção literária que abrangeria os primeiros 20 anos deste século. Aí vamos encontrar as mais variadas tendências e estilos literários, desde os poetas parnasianos e simbolistas, que continuavam a produzir, até os escritores que começavam a desenvolver um novo regionalismo, além de outros mais preocupados com uma literatura política e outros, ainda, com propostas realmente inovadoras. Por apresentarem uma obra significativa para uma nova interpretação da realidade brasileira e por seu valor estilístico, limitaremos o Pré-Modernismo ao estudo de Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos. Assim, abordaremos o período que se inicia em 1902 com a publicação de dois importantes livros - Os sertões, de Euclides da Cunha, e Canaã, de Graça Aranha - e se estende até o ano de 1922, com a realização da Semana de Arte Moderna.

A literatura brasileira atravessa um período de transição nas primeiras décadas do século XX. De um lado, ainda há a influência das tendências artísticas da segunda metade do século XIX; de outro, já começa a ser preparada a grande renovação modernista, que se inicia em 1922, com a Semana de Arte Moderna. A esse período de transição, que não chegou a constituir um movimento literário, chamou-se Pré-Modernismo.

Nas duas primeiras décadas do século, nosso país passou por várias transformações que apontavam para uma modernização de nossa vida política, social e cultural. Politicamente, vivia-se o período de estabilização do regime republicano e a chamada "política do café-com-leite", com a hegemonia de dois Estados da federação: São Paulo, em razão de seu poder econômico, e Minas Gerais, por possuir o maior colégio eleitoral do país. Embora não tivesse absorvido toda a mão-de-obra negra disponível desde a Abolição, o país recebeu nesse período um grande contingente de imigrantes para trabalhar na lavoura do café e na indústria.

Os imigrantes italianos, que se concentraram na indústria paulista, trouxeram consigo idéias anarquistas e socialistas, que ocasionaram o aparecimento de greves, de crises políticas e a formação de sindicatos.

Do ponto de vista cultural, o período foi marcado pela convivência entre várias tendências artísticas ainda não totalmente superadas e algumas novidades de linguagem e de ideologia. Esse período, que representou um verdadeiro cruzamento de idéias e formas literárias, é chamado de Pré-Modernismo. Embora os autores pré-modernistas ainda estivessem presos aos modelos do romance realista-naturalista e da poesia simbolista, ao menos duas novidades essenciais podem ser observadas em suas obras: Interesse pela realidade brasileira: os modelos literários realistas-naturalistas eram essencialmente universalizantes. Tanto na prosa de Machado de Assis e Aluísio Azevedo quanto na poesia dos parnasianos e simbolistas, não havia interesse em analisar a realidade brasileira. A preocupação central desses autores era abordar o homem universal, sua condição e seus anseios. Aos escritores pré-modernistas, ao contrário, interessavam assuntos do dia-a-dia dos brasileiros, originando-se, assim, obras de nítido caráter social. Graça Aranha, por exemplo, retrata em seu romance Canaã a imigração alemã no Espírito Santo; Euclides da Cunha, em Os sertões, aborda o tema da guerra e do fanatismo religioso em Canudos, no sertão da Bahia; Lima Barreto detém-se na análise das populações suburbanas do Rio de Janeiro; e Monteiro Lobato descreve a miséria do caboclo na região decadente do Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo. A exceção está na poesia de Augusto dos Anjos, que foge a esse interesse social.

a busca de uma linguagem mais simples e coloquial. embora não se verifique essa preocupação na obra de todos os pré-modernistas, ela é explícita na prosa de Lima Barreto e representa um importante passo para a renovação modernista de 1922. Lima Barreto procurou "escrever brasileiro", com simplicidade. Para isso, teve de ignorar muitas vezes as normas gramaticais e de estilo, provocando a ira dos meios acadêmicos conservadores e parnasianos.

Contexto histórico
Enquanto a Europa se prepara para a Primeira Guerra Mundial, o Brasil começa a viver, a partir de 1894, um novo período de sua história republicana. Os dois primeiros presidentes do Brasil, após a proclamação da República, eram militares: o marechal Deodoro da Fonseca e o marechal Floriano Peixoto. O primeiro presidente civil, o paulista Prudente de Morais, tomou posse em 1894. Com ele, teve início uma alternância de poder conhecida como "café-com-leite", que se manteve durante as três primeiras décadas do século XX. A expressão designa a política estabelecida, mediante acordo tácito, pelos estados de São Paulo e Minas Gerais. A economia do primeiro baseava-se na cultura e exportação do café; a de Minas Gerais, na produção de café e de laticínios.
O advento da República acentuou ainda mais os contrastes da sociedade brasileira: os negros, recém-libertados, marginalizaram-se; os imigrantes chegavam em razoável quantidade para substituir a mão-de-obra escrava,- surgia uma nova classe social: o proletariado, camada social formada pelos assalariados.

Resumindo: de um lado, ex-escravos, imigrantes e proletariado nascente; de outro, uma classe conservadora, detentora do dinheiro e do poder. Mas toda essa prosperidade vem acentuar cada vez mais os fortes contrastes da realidade brasileira.

Da tensão entre esses dois pólos sociais resultou, direta ou indiretamente, um panorama nada tranqüilo, época de agitações sociais. Do abandonado Nordeste partem os primeiros gritos de revolta: no final do século XIX, na Bahia, ocorre a Revolta de Canudos, tema de Os sertões, de Euclides da Cunha; nos primeiros anos do século XX, o Ceará é palco de conflitos, tendo como figura central o padre Cícero, o famoso "Padim Ciço"; o sertão vive o tempo do cangaço, com a figura lendária de Lampião.

Em 1904, o Rio de Janeiro assiste a uma rápida mas intensa revolta popular, sob o pretexto aparente de lutar contra a vacinação obrigatória idealizada por Oswaldo Cruz; na realidade, trata-se de uma revolta contra o alto custo de vida, o desemprego e os rumos da República. Em 1910, há outra importante rebelião, dessa vez dos marinheiros, liderados por João Cândido, o "almirante negro", conhecida corno Revolta da Chibata, contra o castigo corporal. Ao mesmo tempo, em São Paulo, as classes trabalhadoras, sob orientação anarquista, iniciam os movimentos grevistas por melhores condições de trabalho.

Embora as tensões sociais explodissem em focos diversos, a riqueza do país aumentava cada vez mais: a economia cafeeira no Sudeste atingia seu período áureo, assim como a cultura e a comercialização da borracha na Amazônia. A rápida urbanização de São Paulo é um índice da riqueza do país, concentrada na mão dos poucos indivíduos que compunham a elite.

Foi nesse contexto, aqui rapidamente delineado, que surgiram mudanças na arte brasileira. Essas agitações são sintomas da crise na "Republica-do café-com-leite", que se tornaria mais evidente na década de 1920, servindo de cenário ideal para os questionamentos da Semana de Arte Moderna.

Características Apesar de o Pré-Modernismo não constituir uma "escola literária", apresentando individualidades muito fortes, com estilos — às vezes antagônicos — como é o caso, por exemplo, de Euclides da Cunha e de Lima Barreto, podemos perceber alguns pontos comuns às principais obras pré-modernistas: Apesar de alguns conservadorismos, o caráter inovador de algumas obras, que representa uma ruptura com o passado, com o academismo; a linguagem de Augusto dos Anjos, ponteada de palavras "não-poéticas", como cuspe, vômito, escarro, vermes, era uma afronta a. poesia parnasiana ainda em vigor. Lima Barreto ironiza tanto os escritores "importantes" que utilizavam uma linguagem pomposa quanto os leitores que se deixavam impressionar: "Quanto mais incompreensível é ela (a linguagem), mais admirado é o escritor que a escreve, por todos que não lhe entenderam o escrito" (Os bruzundangas).

A denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário herdado do Romantismo e do Parnasianismo; o Brasil não-oficial do sertão nordestino, dos caboclos interioranos, dos subúrbios, é o grande tema do Pré-Modernismo. Regionalismo, montando-se um vasto painel brasileiro: o Norte e o Nordeste com Euclides da Cunha; o vale do Paraíba e o interior paulista com Monteiro Lobato; o Espírito Santo com Graça Aranha; o subúrbio carioca com Lima Barreto. Os tipos humanos marginalizados: o sertanejo nordestino, o caipira, os funcionários públicos, os mulatos. Uma ligação com fatos políticos, econômicos o sociais contemporâneos, diminuindo a distância entre a realidade e a ficção. São exemplos: Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto (retrata o governo de Floriano e a Revolta da Armada), Os sertões, de Euclides da Cunha (um relato da Guerra de Canudos), Cidades mortas, de Monteiro Lobato (mostra a passagem do café pelo vale do Paraíba paulista), e Canaã, de Graça Aranha (um documento sobre a imigração alemã no Espírito Santo).

Como se observa, essa "descoberta do Brasil" é a principal herança desses autores para o movimento modernista, iniciado em 1922.

O Pré-Modernismo é uma fase de transição e, por isso, registra:

A permanência de características realistas/naturalistas, na prosa, e a permanência de um poesia de caráter ainda parnasiano ou simbolista.Esse traço renovador — como ocorreu na música — revela-se no interesse com que os novos escritores analisaram a realidade brasileira de sua época: a literatura incorpora as tensões sociais do período. O regionalismo — nascido do Romantismo — persiste nesse momento literário, mas com características diversas daquelas que o animaram durante o Romantismo. Agora o escritor não deseja mais idealizar uma realidade, mas denunciar os desequilíbrios dessa realidade. Esse tom de denúncia é a inovação nessa tentativa de "pintar" um retrato do Brasil. Além disso, dois dos mais importantes escritores da época — Lima Barreto e Monteiro Lobato — deixaram claro sua intenção de escrever numa linguagem mais simples, que se aproximasse do coloquial.

Na maior parte da obras pré-modernistas é imediata a relação entre o assunto e a realidade contemporânea ao escritor:

Em Triste fim de Policarpo Quaresma, romance mais importante de Lima Barreto, o escritor denunciou a burocracia no processo político brasileiro, o preconceito de cor e de classe e incorporou fatos ocorridos durante o governo do Marechal Floriano. Em Os Sertões, Euclides da Cunha fez a narrativa quase documental da Guerra de Canudos. Em Canaã, Graça Aranha analisa minuciosamente os problemas da fixação dos imigrantes em terras brasileiras. Em Urupês e Cidades mortas, Monteiro Lobato destaca a decadência econômica dos vilarejos e da população cabocla do Vale do Paraíba, durante a crise do café. Na poesia, o único poeta importante a romper com o bem-comportado vocabulário parnasiano foi Augusto dos Anjos.

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Poesia


Poesia

Certamente mais antiga que qualquer um dos gêneros literários da prosa, a poesia acumulou, por muito tempo, as funções que mais tarde se dividiram entre o romance, o conto, o drama, a própria poesia e outras formas de expressão verbal. Ligada, na origem, à transmissão oral, seus recursos, antes de reforçarem uma intenção estética, devem ter sido criados com o intuito prático de facilitar a memorização. Poesia é a arte da palavra manifestada numa linguagem em que a sonoridade e o ritmo predominam sobre o conteúdo. A linguagem poética consiste num desvio deliberado da forma da língua corrente que recorre à repetição de uma cadência rítmica, de sons, de rimas e de estruturas sintáticas. A cadência e a medida das palavras determinam a configuração dos diversos tipos de versos ou ritmos empregados na literatura poética de cada língua. O verso, linha constitutiva do poema, e o lirismo, evocação de sentimentos subjetivos, são as características mais tradicionais da linguagem poética. Da primazia dos aspectos formais que se verifica na poesia decorre um de seus traços mais importantes e definidores: a literalidade, ou seja, o fato de que ela deve sempre ser reproduzida da maneira como foi escrita. Uma conversa entre duas pessoas não precisa necessariamente ser reproduzida em seus termos precisos, e o mesmo se pode dizer de um artigo científico, do qual o que importa é a reprodução do conteúdo. Quando se quer transmitir um poema, no entanto, não se pode alterar sua forma, pois essa forma é o que ele tem de mais importante. Isso explica por que a tradução de um artigo técnico ou científico pode ser feita com certa liberdade de interpretação, com a preocupação maior centrada no conteúdo, enquanto na poesia a preocupação maior é a preservação da forma original.

A poesia é um ato criador individual que tem base na tradição poética e na língua empregada para a comunicação geral em cada época. Normalmente, as aproximações e distanciamentos da língua poética em relação à língua comum produzem-se quando se busca confrontá-la com a tradição poética existente, o que caracteriza vários momentos na história da literatura. Assim, por exemplo, enquanto no barroco se dá um distanciamento flagrante, no neoclassicismo, período imediatamente posterior, se propõe um grau maior de aproximação. Assim, pode-se dizer que, num poema, superpõem-se duas linguagens cifradas: a da língua natural e a do código estético. Esta segunda linguagem tem como objetivo pôr em relevo o valor autônomo do signo lingüístico e nela se perde o caráter automático que tem a linguagem da comunicação geral. Ao mesmo tempo, a obra poética se apresenta como uma estrutura funcional, pois tudo nela se inter-relaciona. Seus elementos estão a serviço de uma estrutura, e não podem ser compreendidos fora dela.

O princípio mais importante que afeta o verso é o da repetição, que serve para destacar o signo lingüístico. Esse princípio se evidencia, por exemplo, no ritmo, que é o valor mais importante do verso, e a que se ligam outros elementos formais, como a rima, a aliteração (repetição de um mesmo fonema, como em "rimos dos remos e dos rumos") etc. A maneira de conseguir o efeito rítmico varia de uma literatura para outra e depende das características da língua e da tradição literária. Na fase mais arcaica de muitas literaturas, por exemplo, na poesia germânica primitiva, eram certos tipos de aliteração que marcavam o ritmo. A poesia das línguas clássicas europeias, o latim e o grego, repetia diversos tipos de pés, unidades rítmicas formadas por uma sucessão determinada de sílabas longas e breves.

A rima, coincidência de terminação em dois ou mais versos, é um recurso relativamente recente. Surgiu na Idade Média e formou-se, originalmente, a partir da aliteração. Seu efeito sonoro é, em geral, um tanto pobre e monótono, servindo sobretudo como sinal demarcativo do verso. Outro procedimento usado para estabelecer o ritmo é o de dispor as sílabas acentuadas e não acentuadas de acordo com um esquema fixo. Isso foi muito freqüente no Brasil entre os poetas românticos. No exemplo que se segue, um trecho famoso de Gonçalves Dias, a cada sílaba acentuada seguem-se duas átonas: "Tu choraste em presença da morte? / Na presença de estranhos choraste? / Não descende o cobarde do forte. / Pois choraste, meu filho não és!".

Uma forma especial de construir o ritmo se realiza no verso livre, que o americano Walt Whitman começou a usar em meados do século XIX, e que se caracteriza por não estar submetido às determinações da rima e da métrica da poesia tradicional. Nesse tipo de composição, o ritmo se acentua sobretudo mediante uma repetição muito marcada de estruturas sintáticas, de vocabulário ou de paralelismos, que conferem maior mobilidade ao poema. Em alguns poetas, como o francês Saint-John Perse, o verso, ou o equivalente a suas unidades rítmicas, apresenta-se encadeado em textos que, na aparência imediata, não diferem da prosa.

Outras figuras de retórica não necessariamente ligadas ao fenômeno da repetição cumprem também a função de produzir o distanciamento e, dessa maneira, chamar a atenção para a linguagem em si. É o caso, por exemplo, do hipérbato (inversão da ordem direta das palavras), muito usado em todos os períodos da literatura, e das figuras denominadas tropos, como a metáfora e a metonímia, que permitem mudar ou transfigurar o significado de uma palavra.

O próprio vocabulário serve para provocar o distanciamento. Nos domínios da poesia, é bem conhecida a proliferação de arcaísmos, de sons exóticos e rebuscados, ou do oposto, neologismos e invenções léxicas. Naturalmente, os aspectos formais não representam as únicas possibilidades do trabalho poético. Para criar um poema, é fundamental a inspiração do autor, sua capacidade de expressar suas emoções, sua visão da realidade ou sua postura sob uma forma que busca exteriormente um fim estético. Uma metáfora (substituição de um termo por outro de sentido figurado), ou um epíteto (palavra ou frase que designa indiretamente algo ou alguém), por exemplo, não só produzem o efeito de distanciamento característico da poesia, como também servem ao poeta para expressar ou sugerir sua visão íntima e pessoal das coisas.

Para entender a poesia produzida em cada período da história da literatura, é fundamental conhecer, além de seus componentes formais, a atitude que predominava em relação ao mundo. Assim, na Idade Média, o tema da relação dama-cavaleiro se dava com um caráter quase de vassalagem, da mesma forma que proliferavam temas religiosos e uma grande riqueza simbólica. Assim também a harmonia procurada pelo homem do Renascimento teve conseqüências em sua poesia; já no barroco, ao contrário, encontraram eco o desencanto pela vida e o pessimismo. A fria poesia do neoclassicismo, influenciada pelo Iluminismo, buscava adequar-se ao preceito de que tudo deve subordinar-se à razão. Os poetas românticos, em seguida, expressaram as grandes ânsias de liberdade peculiares a sua época. Na segunda metade do século XIX, dois movimentos tiveram grande importância para o desenvolvimento ulterior da poesia: o parnasianismo, que exacerbou o culto da beleza formal, e o simbolismo, para o qual a natureza oculta das coisas só podia ser revelada por meio de símbolos. No século XX, os movimentos poéticos mais importantes tiveram caráter de vanguarda, como o surrealismo e o dadaísmo. Originados, em grande parte, numa mudança radical da concepção do homem e do universo, para o que contribuíram a nova teoria da relatividade e os trabalhos de Sigmund Freud sobre o inconsciente, algumas correntes vanguardistas procederam à mais drástica experimentação com a forma, que ficou completamente dissociada do conteúdo.

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Teatro

Teatro

Teatro

O realismo no teatro orientou, no final do século XIX, os textos e as montagens no sentido da naturalidade e da reprodução do quotidiano. Henrik Ibsen e August Strindberg na Escandinávia, Anton Tchekhov e Maksim Gorki na Rússia, entre outros, rejeitaram a linguagem poética, a declamação e a dicção artificial e usaram ação e diálogos calcados no comportamento e fala diários. Os cenários retratavam o mais fielmente possível os ambientes.

Naturalismo
O progresso acelerado das ciências naturais, o amadurecimento da ideologia positivista e a culminação do realismo abriram caminho, no final do século XIX, para a afirmação da estética naturalista. Denomina-se naturalismo o movimento artístico que se propõe empreender a representação fiel e não idealizada da realidade, despojada de todo juízo moral, e vê a obra de arte como uma "fatia da vida". O ideólogo da estética naturalista foi o escritor francês Émile Zola, cujo ensaio intitulado "Le Roman expérimental" (1880; "O romance experimental") foi entendido como manifesto literário da escola. Grandes autores do período, como o francês Guy de Maupassant, o dramaturgo alemão Gerhart Hauptmann e Eça de Queirós se basearam nos princípios do naturalismo. A obra literária naturalista adotou teorias científicas, como a da hereditariedade, para explicar os problemas sociais, contemplados com acentuado pessimismo, e a infelicidade dos indivíduos. Os romances naturalistas se destacam, também, pela franqueza sem precedentes com que tratam os problemas sexuais. Na técnica e no estilo, os naturalistas levaram às últimas conseqüências os postulados do realismo. Acima de tudo, buscaram dar o máximo vigor aos métodos de observação e documentação, e tornaram mais precisa a reprodução da língua falada. Na criação do personagem, o naturalismo optou pela generalização de casos excepcionais e escolheu psicopatas e alcoólatras para protagonizar seus romances, marcados por situações extremas de degenerescência e miséria. Na pintura, o naturalismo se manifestou especialmente nas obras de Gustave Courbet, Édouard Manet e outros artistas realistas que evoluiriam, mais tarde, para o impressionismo. "Os comedores de batatas", conhecida tela da Van Gogh de 1885, mostra personagens muito semelhantes aos mineiros oprimidos descritos por Zola no romance Germinal, do mesmo ano. Foi no teatro, entretanto, que a estética naturalista promoveu mudanças definitivas. A busca realista da verossimilhança deu lugar à disposição de encenar a própria vida real, o que teve profunda repercussão sobre as técnicas teatrais. Ao naturalismo o teatro deve a adequação dos cenários, figurinos e objetos de cena ao texto e à atmosfera pretendida pelo encenador, já que até avançado o século XIX, era freqüente que o ator escolhesse seus trajes mais ricos para vir à cena, qualquer que fosse o papel interpretado, e que os mesmos cenários fossem usados em diferentes peças. Cenários e figurinos adquiriram então a função de dar um depoimento visual sobre personagens e situações dramáticas. A iluminação também passou pelo crivo da autenticidade: nenhuma luz que deixasse transparecer a teatralidade era aceitável, como a luz da ribalta, que ilumina a cena de baixo para cima. O tempo teatral passou a identificar-se ao tempo real de transcurso dos acontecimentos. A encenação naturalista incorporou a sonoplastia, à procura do mimetismo perfeito. Finalmente, o teatro naturalista coincidiu com o aparecimento da figura do encenador, ou diretor, e da noção de encenação ou montagem, como uma das inúmeras possibilidades de levar ao palco um mesmo texto dramático.

Simbolismo
No final do século XIX, época em que predominavam as idéias positivistas e mecanicistas a que a humanidade foi levada pelo anseio de objetividade, o simbolismo enfatizou o valor intrínseco do indivíduo e de sua realidade subjetiva. Simbolismo é o nome da tendência literária -- sobretudo poética -- que surgiu na França durante as duas últimas décadas do século XIX, como reação à impassibilidade e à rigidez das fórmulas parnasianas e, secundariamente, à crueza do romance naturalista. No plano social e filosófico, constituiu uma réplica ao positivismo científico-mecanicista e ao realismo objetivo que dominaram a segunda metade do século XIX. Também foi chamado simbolismo o movimento surgido à mesma época na pintura, como reação ao impressionismo e ao naturalismo.

Lei de Política Nacional de Educação Ambiental

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Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Art. 1o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
Art. 2o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.
Art. 3o Como parte do processo educativo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental, incumbindo:
I - ao Poder Público, nos termos dos arts. 205 e 225 da Constituição Federal, definir políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental, promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e o engajamento da sociedade na conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;
II - às instituições educativas, promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem;
III - aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, promover ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;
IV - aos meios de comunicação de massa, colaborar de maneira ativa e permanente na disseminação de informações e práticas educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua programação;
V - às empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas, promover programas destinados à capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre o ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente;
VI - à sociedade como um todo, manter atenção permanente à formação de valores, atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a prevenção, a identificação e a solução de problemas ambientais.
Art. 4o São princípios básicos da educação ambiental:
I - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;
II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;
III - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade;
IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais;
V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;
VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo;
VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais;
VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.
Art. 5o São objetivos fundamentais da educação ambiental:
I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;
II - a garantia de democratização das informações ambientais;
III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social;
IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;
V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;
VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;
VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade.
CAPÍTULO II
DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Seção I
Disposições Gerais
Art. 6o É instituída a Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 7o A Política Nacional de Educação Ambiental envolve em sua esfera de ação, além dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino, os órgãos públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e organizações não-governamentais com atuação em educação ambiental.
Art. 8o As atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental devem ser desenvolvidas na educação em geral e na educação escolar, por meio das seguintes linhas de atuação inter-relacionadas:
I - capacitação de recursos humanos;
II - desenvolvimento de estudos, pesquisas e experimentações;
III - produção e divulgação de material educativo;
IV - acompanhamento e avaliação.
§ 1o Nas atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental serão respeitados os princípios e objetivos fixados por esta Lei.
§ 2o A capacitação de recursos humanos voltar-se-á para:
I - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos educadores de todos os níveis e modalidades de ensino;
II - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos profissionais de todas as áreas;
III - a preparação de profissionais orientados para as atividades de gestão ambiental;
IV - a formação, especialização e atualização de profissionais na área de meio ambiente;
V - o atendimento da demanda dos diversos segmentos da sociedade no que diz respeito à problemática ambiental.
§ 3o As ações de estudos, pesquisas e experimentações voltar-se-ão para:
I - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à incorporação da dimensão ambiental, de forma interdisciplinar, nos diferentes níveis e modalidades de ensino;
II - a difusão de conhecimentos, tecnologias e informações sobre a questão ambiental;
III - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à participação dos interessados na formulação e execução de pesquisas relacionadas à problemática ambiental;
IV - a busca de alternativas curriculares e metodológicas de capacitação na área ambiental;
V - o apoio a iniciativas e experiências locais e regionais, incluindo a produção de material educativo;
VI - a montagem de uma rede de banco de dados e imagens, para apoio às ações enumeradas nos incisos I a V.
Seção II
Da Educação Ambiental no Ensino Formal
Art. 9o Entende-se por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, englobando:
I - educação básica:
a) educação infantil;
b) ensino fundamental e
c) ensino médio;
II - educação superior;
III - educação especial;
IV - educação profissional;
V - educação de jovens e adultos.
Art. 10. A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.
§ 1o A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.
§ 2o Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica.
§ 3o Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas.
Art. 11. A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas.
Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 12. A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos, nas redes pública e privada, observarão o cumprimento do disposto nos arts. 10 e 11 desta Lei.
Seção III
Da Educação Ambiental Não-Formal
Art. 13. Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente.
Parágrafo único. O Poder Público, em níveis federal, estadual e municipal, incentivará:
I - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de programas e campanhas educativas, e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente;
II - a ampla participação da escola, da universidade e de organizações não-governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental não-formal;
III - a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria com a escola, a universidade e as organizações não-governamentais;
IV - a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação;
V - a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de conservação;
VI - a sensibilização ambiental dos agricultores;
VII - o ecoturismo.
CAPÍTULO III
DA EXECUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Art. 14. A coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental ficará a cargo de um órgão gestor, na forma definida pela regulamentação desta Lei.
Art. 15. São atribuições do órgão gestor:
I - definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional;
II - articulação, coordenação e supervisão de planos, programas e projetos na área de educação ambiental, em âmbito nacional;
III - participação na negociação de financiamentos a planos, programas e projetos na área de educação ambiental.
Art. 16. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na esfera de sua competência e nas áreas de sua jurisdição, definirão diretrizes, normas e critérios para a educação ambiental, respeitados os princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 17. A eleição de planos e programas, para fins de alocação de recursos públicos vinculados à Política Nacional de Educação Ambiental, deve ser realizada levando-se em conta os seguintes critérios:
I - conformidade com os princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental;
II - prioridade dos órgãos integrantes do Sisnama e do Sistema Nacional de Educação;
III - economicidade, medida pela relação entre a magnitude dos recursos a alocar e o retorno social propiciado pelo plano ou programa proposto.
Parágrafo único. Na eleição a que se refere o caput deste artigo, devem ser contemplados, de forma eqüitativa, os planos, programas e projetos das diferentes regiões do País.
Art. 18. (VETADO)
Art. 19. Os programas de assistência técnica e financeira relativos a meio ambiente e educação, em níveis federal, estadual e municipal, devem alocar recursos às ações de educação ambiental.
CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 20. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias de sua publicação, ouvidos o Conselho Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Educação.
Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 27 de abril de 1999; 178o da Independência e 111o da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza
José Sarney Filho
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 28.4.1999

Instrumentos Musicais | Percussão


Instrumentos Musicais | Percussão

A musicologia (ciência que estuda assuntos musicais, como acústica, estética, rítmica, métrica, folclore, entre outros) divide os instrumentos de percussão em dois tipos. Os idiófonos são aqueles em que o som é produzido no próprio corpo do instrumento. Nos membranofones, o som é produzido por meio da percussão em membranas esticadas.

Adufe
espécie de pandeiro quadrado, pequeno e oco, de origem portuguesa. Utilizado antigamente na Folia de Reis e nas pastorinhas. Atualmente, o adufe é usado como instrumento de comando de algumas congadas.

Agogô
é formado por duas campânulas (espécie de sino achatado, sem badalo) de ferro, ligadas por uma haste, que soam quando se bate nelas com um pedaço de metal. Muito usado no samba e nos rituais religiosos afro-brasileiros.

Berimbau
esse instrumento de percussão de uma corda só tem forma de arco e uma cabaça ou coité, que funciona comoressoador. É de origem banto, sendo largamente difundido na África meridional. No Brasil, é o instrumento tradicional da capoeira.Os toques executados no berimbau por uma baqueta correspondem a diferentes momentos do jogo da capoeira, que são: Angola,São Bento Grande, São Bento Pequeno, Idalina, Iúna e Cavalaria. Este último era usado para avisar os capoeiras da aproximação da polícia.

Atabaque
espécie de tambor de madeira que pode ser percutido com as mãos ou com varetas. Aparece em tamanhos variados,cada qual produzindo um som diferente, no candomblé, na umbanda e nos cortejos do afoxé. Os rituais de candomblé utilizam trêstipos de atabaque: rum (o maior), rumpi (o médio) e lé (o menor).

Caixa
tambor cilíndrico de duas peles percutido com duas baquetas, pendurado no pescoço ou no ombro do músico. Há duas versões: uma de tamanho menor e de som mais agudo e outra maior, de sonoridade mais grave. Presente em várias danças e folguedos, como as congadas, o maracatu, a marujada e o moçambique.

Ganzá
também chamado de canzá, é um cilindro fechado que contém sementes, pedrinhas ou grãos de chumbo, tocado como um chocalho. É utilizado no samba, na dança do coco, no maracatu rural, entre outros. Em algumas regiões, o ganzá é tratado como mineiro (PE) e, em outras, como reco-reco (MG).

Carimbó
tambor de origem africana feito de tronco escavado, medindo cerca de 1 metro de comprimento por 30 centímetros de largura. O tocador senta-se no próprio instrumento e produz o som com as mãos. Está presente na dança de mesmo nome,principalmente no estado do Pará. Tambores escavados em tronco de árvore são também usados em outros batuques banto-brasileiros, como o jongo do vale-paraibano, o tambor-de-crioula maranhense e o zambê potiguar.

Cuíca
também conhecida como puíta, é um pequeno barril revestido de pele em uma das extremidades, à qual está fixada uma tira de couro ou uma haste de madeira que produz um som rouco quando friccionada com um pano úmido. De origem africana banto, foi trazida para o Brasil pelos escravos do Congo e de Angola. As cuícas agudas têm presença marcante nas baterias das escolas de samba, enquanto as graves aparecem em folguedos, como o bumba-meu-boi do Maranhão.

Ganguê
campânula (espécie de sino com a boca achatada, sem badalo) de metal, medindo de 20 a 30 centímetros de comprimento, que é percutida com um pedaço de ferro ou madeira. Muito presente nos maracatus pernambucanos.MaracáMaracá
chocalho feito de cabaça, coco ou metal, bastante usado pelos índios. Está presente em diversos rituais e no folguedo do bumba-meu-boi do Maranhão.PandeiroPandeiro
instrumento de percussão com um aro de madeira ou metal coberto de pele de animal ou material sintético e circundado por chapinhas de metal denominadas platinelas. Um dos instrumentos mais populares do Brasil, está presente em diversas danças,folguedos e festas.PandeirãoPandeirão
espécie de pandeiro maior, sem as chapinhas de metal, que chega a ter 75 centímetros de diâmetro. O instrumento,presente nos folguedos do boi do Maranhão, deve ser afinado no calor da fogueira.Reco-recoReco-reco
feito de madeira ou bambu, possui talhos transversais que produzem som quando friccionados com uma vareta. Os reco-recos utilizados no samba são de metal com raspador de mola.SurdoSurdo
grande tambor de som grave, utilizado como instrumento de marcação de ritmo nas escolas de samba. Divide-se em surdo de primeira, surdo de segunda e surdo de corte, este último utilizado pelo solista.Tamancos de madeiraTamancos de madeira
são utilizados pelos homens na dança chamada de fandango-tamanco, no litoral paranaense e no interior do estado de São Paulo.XequerêXequerê
cabaça envolta em uma rede de contas, utilizada em rituais religiosos afro-brasileiros, nos afoxés e nos blocos afros da Bahia.
ZabumbaZabumba

espécie de tambor cujos dois lados são revestidos de pele de animal ou material sintético. Ele fica pendurado por uma alça no pescoço do músico. Zabumba é também uma denominação dada a um tipo de grupo instrumental típico da Região Nordeste, formado pela zabumba propriamente dita, caixas, pífanos ou gaitas. Presente em diversos folguedos de todo o Brasil.
www.klimanaturali.org

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Instrumentos Musicais


Instrumentos Musicais

Instrumentos Musicais
São os instrumentos que produzem sons por meio da vibração do ar em uma coluna com orifícios. Popularmente chamados de instrumentos de sopro.


Instrumentos Musicais Flauta
nome dado a vários tipos de instrumento feitos de um tubo dotado de orifícios, soprado perpendicular ou transversalmente.No Brasil, as flautas são conhecidas também como pifes, pífaros ou pífanos. Podem ser feitas de bambu, madeira ou até de canosde PVC ou ferro. São bastante comuns na música brasileira, principalmente na Região Nordeste.
Instrumentos Musicais Sanfona
instrumento de fole com pregas que movimentam o ar quando comprimidas ou distendidas, produzindo som. Também conhecida como acordeão ou gaita no sul do país, ela pode possuir teclados e botões. Aparece em várias tradições musicais, como os bailes gaúchos, as congadas, os reisados nordestinos e as festas juninas.

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lumepa.blogspot.com

Anedota

Anedota
Narrativa geralmente curta, de tom humorístico, cujo objetivo é o divertimento. A pessoa disposta a contá-la deve ter habilidade para apresentar os fatos de forma a criar um suspense que, depois, deve ser quebrado com uma informação imprevisível ou irônica, que leve o ouvinte ao riso. São comuns as anedotas que nascem de realidades socioculturais, como a do "doutor" e do "caipira":

Um advogado parou seu carrão numa estrada de terra do interior e gritou para um caipira: – Ei, abra aquela porteira! O bom caipira se admirou: – Mai quem é mecê pra me mandá desse jeito?! – Ora, eu sou doutor, da Capital. Estudei na universidade, sei tudo. – Ara, pois intão deve de sabê abri a portera tamém, uai.


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