A Serpente de Bronze | Humberto de Campos

A Serpente de Bronze | Humberto de Campos

A Serpente de Bronze | Humberto de CamposTítulo: A Serpente de Bronze
Autor: Humberto de Campos
Gênero: Romance
Categoria: Literatura Brasileira
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Tornaram logo os israelitas a murmurar, pelo que mandou o Senhor contra eles serpentes venenosas, cuja mordedura queimava como fogo. E morrendo muitos com dores atrocíssimas, veio o povo ter com Moisés, e disse: "Pecamos contra o Senhor e contra ti; roga-lhe que nos livre destas serpentes". Anuiu Moisés ao pedido, e o senhor lhe deu a seguinte ordem: - "Faze uma serpente de bronze, e arvora-a no alto de um poste; e todo o que, sendo mordido, olhar para ela, será salvo". Obedeceu Moisés, e todos aqueles que tinham sido feridos, e olharam para a serpente de bronze, ficaram curados." - D. Antônio de Macedo Costa, Resumo da História Bíblica p. 39, pag. 71.

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A Velha Izerguil | Máximo Gorki

A Velha Izerguil | Máximo Gorki

A Velha Izerguil | Máximo GorkiTítulo: A Velha Izerguil
Autor: Máximo Gorki
Gênero: Contos
Categoria: Literatura Russa
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Ouvi estes relatos perto de Akkerman, na Bessarábia, à beira-mar. Uma noite, terminada a vindima quotidiana, o grupo de moldavos com quem eu trabalhava foi até à praia. A velha Izerguil e eu ficámos, deitados no chão, na sombra espessa das cepas, vendo em silêncio os vultos dos que iam para o lado do mar diluírem-se na névoa profunda da noite. Caminhavam, cantavam, riam; os homens, morenos, com fartos bigodes pretos e caracóis espessos que lhes caíam para os ombros, com camisas russas e amplas bombachas cossacas; as mulheres e as raparigas alegres e vivas, bronzeadas como eles e de olhos azul-escuros. Tinham os cabelos negros e sedosos, desfeitos, e o vento, morno e suave, brincava fazendo tilintar as moedas neles entrançadas. A brisa soprava numa onda larga e regular, mas às vezes parecia saltar por cima de um obstáculo invisível, lançava uma rajada mais forte e fazia ondular os cabelos das mulheres como crinas fantásticas por cima das cabeças. Isso dava-lhes um ar estranho e fabuloso. E à medida que se iam afastando, a noite e a imaginação tornavam-nas cada vez mais belas. Alguém tocava violino; uma das raparigas cantava com uma voz suave de contralto e chegava até nós o som dos risos.

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O Juiz de Paz da Roça | Martins Pena

O Juiz de Paz da Roça | Martins Pena

O Juiz de Paz da Roça | Martins PenaTítulo: O Juiz de Paz da Roça
Autor: Martins Pena
Gênero: Teatro
Categoria: Literatura Brasileira
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Enredo
A peça passa-se na roça e aborda com humor o jeito particular de ser da gente roceira do Brasil do século XIX, focando as cenas em torno de uma família da roça e do cotidiano de um juiz de paz neste ambiente e explorando uma série de situações em que transbordam a simplicidade e inocência daquelas pessoas.

Na comédia, o juiz de paz é um pequeno corrupto que usa a autoridade e inteligência para lidar (e suportar) com a absurda inocência dos roceiros, que lhe trazem os mais cômicos casos. O escrivão aparece como servo mais próximo do juiz e viabiliza suas ordens; no entanto, não é intencionalmente corrupto e chega a surpreender-se com algumas decisões de seu superior. A família de Manoel João (incluindo o negro Agostinho) mais José da Fonseca formam o núcleo mais importante da peça. Os outros personagens são roceiros que servem para apresentar ao juiz de paz as esdrúxulas situações que ele deve resolver.

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A Morenhinha | Joaquim Manuel de Macedo

A Morenhinha | Joaquim Manuel de Macedo

A Morenhinha | Joaquim Manuel de MacedoTítulo: A Morenhinha
Autor: Joaquim Manuel de Macedo
Gênero: Romance
Categoria: Literatura Brasileira
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A história conta sobre Augusto, rapaz que aposta com amigos ( incluso Felipe ) que não ficaria apaixonado por mais de 15 dias por mulher alguma, sua pena ( em caso de perda) será a de escrever um romance para estes amigos.

O romance A moreninha é o fruto desta aposta (há aqui um exercício de metalinguagem)

Augusto é estudante e colega de Felipe, cuja irmã é Carolina.

ugusto quando criança jurou amar eternamente uma menina cujo nome ignora e fica inconstante em seus amores, até que conhece Carolina, pela qual se apaixona e persegue.

Quando no final ficam noivos, ela primeiro manda-o casar-se com sua amada de infância e depois revela ela ser esta amada.

O livro é um exemplo clássico do Romantismo, tendo sido seu primeiro exemplo brasileiro.

Ele gira em torno de sua heroína perfeita e seu herói que luta para ter o amor desta e os obstáculos para sua realização, no caso a promessa infantil.

Também são bem representados os costumes do Rio de Janeiro da década de 1840 e a classe dos estudantes, da qual Macedo fazia parte na época da escrita do livro.

A obra de Macedo apresenta todo o esquema e desenvolvimento dos romances românticos iniciais: descrição dos costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, estilo fluente e leve, linguagem simples, que beira o desleixo, tramas fáceis, pequenas intrigas de amor e mistério, final feliz, com a vitória do amor.

Com esta receita, Macedo consegue ser o autor mais lido do Brasil em seu tempo.

Macedo foi, por excelência, o escritor da classe média carioca, em oposiçào à aristocracia rural.

Sua pena tinha o gosto burguês; seus romances eram povoados de jovens estudantes idealizados, moçoilas casadoiras, ingênuas e puras e demais tipos que perambulavam pela agitada cidade do Rio de Janeiro.

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Encarnação | José de Alencar

Encarnação | José de Alencar

Encarnação | José de AlencarTítulo: Encarnação
Autor: José de Alencar
Gênero: Romance
Categoria: Literatura Brasileira
Arquivo: PDF
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O livro Encarnação, de José de Alencar, só foi publicado em 1877, postumamente. É o último dos romances urbanos do autor. As personagens femininas de Alencar propõem-se, inicialmente, como retratos emoldurados pela marca da firmeza, da inteligência e do espírito crítico. À medida que a narrativa se desenvolve revelam-se como duplos da personagem masculina e confirmação do seu desejo.

A personagem feminina, criada no registro masculino, não coincide com a mulher real do cotidiano. No espaço da ficção, nasce a heroína literária romântica sempre pronta a ser o desejo do seu herói. No texto, surge uma miragem de mulher, tornando-se um modelo a seguir.

Encarnação é o elogio da submissão.No início do romance, Amália é aquela que zomba do amor romântico, do homem ideal ? Fênix dos maridos. Entretanto, ela mesma torna-se a Fênix de um desejo alucinado. Quando Hermano fica viúvo, ela procura a todo custo conquistar o seu amor. Bem narcisista, ela vê em Hermano a possibilidade de realização de um sonho, de preenchimento do seu tédio, de esperança de plenitude. A diferença é que Amália morre enquanto Amália, mas Hermano permanece o mesmo. O processo de conquista implicará a transformação de Amália em Julieta, por meio de um jogo de gestos, penteados e hábitos da esposa morta, até que Hermano, confundindo as duas mulheres, acabará por apaixonar-se por Amália e realizar-se no imaginário desse amor de conjunção total. Com esse jogo, Amália perde sua identidade. Hermano se apaixona por um ideal. Amália pode ser considerada o protótipo da submissão a um modelo patriarcal, por legitimar o narcisismo de Hermano. Ideal masculino, submissa, por isso é heroína.
No título Encarnação está implícita a atitude de Amália ao assumir a identidade de Julieta para conquistar o amor de Hermano.

Os espaços principais no romance são: o cotidiano da vida cortesã no Rio de Janeiro, segunda metade do século XIX, casa do Sr. Veiga (pai de Amália), casa de Hermano (ao lado), quarto de Julieta (cristalização de um passado), casa em ruína (libertação da imagem de Julieta morta, da obsessão).

O olhar sustenta a ficção. No romance, Amália cria sua ficção e faz dela a sua vida. A curiosidade e o olhar para as casas vizinhas estruturam o enredo e permitem o conhecimento e o contato entre os protagonistas.

As manifestações lúdico-musicais (ópera, teatro, piano, canto, sarau) comparecem nos romances urbanos de Alencar como ingredientes da ?escolhida sociedade? da corte. Os eventos servem de aproximação e definição do par amoroso. O canto funciona como uma chave que abre a passagem entre o mundo da fantasia e o mundo da realidade, entre a mulher imaginada e a mulher com quem depara. Depois quebra a indiferença inicial entre Hermano e Amália. Esta percebe o sentido simbólico da ópera Lúcia de Lammermoor e a executa, com a intenção de atrair sua atenção.

São, ainda características marcantes na obra: foco narrativo entre primeira e terceira pessoas, metalinguagem, linguagem rica e minuciosa, enredo perfeito, grande suspense Vale a pena conferir a incapacidade de lidar com o passado de Hermano e a curiosidade e compulsão de olhar da personagem Amália.

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O Lapso | Machado de Assis

O Lapso | Machado de Assis

O Lapso | Machado de AssisTítulo: O Lapso
Autor: Machado de Assis
Gênero: Contos
Categoria: Literatura Brasileira
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Não me perguntem pela família do Dr. Jeremias Halma, nem o que é que ele veio fazer ao Rio de Janeiro, naquele ano de 1768, governando o conde de Azambuja, que a princípio se disse o mandara buscar; esta versão durou pouco. Veio, ficou e morreu com o século. Posso afirmar que era médico e holandês. Viajara muito, sabia toda a química do tempo, e mais alguma; falava correntemente cinco ou seis línguas vivas e duas mortas. Era tão universal e inventivo, que dotou a poesia malaia com um novo metro, e engendrou uma teoria da formação dos diamantes. Não conto os melhoramentos terapêuticos e outras muitas coisas, que o recomendam à nossa admiração. Tudo isso, sem ser casmurro, nem orgulhoso. Ao contrário, a vida e a pessoa dele eram como a casa que um patrício lhe arranjou na rua do Piolho, casa singelíssima, onde ele morreu pelo natal de 1799. Sim, o Dr. Jeremias era simples, lhano, modesto, tão modesto que... Mas isto seria transtornar a ordem de um conto. Vamos ao princípio.

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Sonetos | Luís de Camões

Sonetos | Luís de Camões

Sonetos | Luís de CamõesTítulo: Sonetos
Autor: Luís de Camões
Gênero: Poesia
Categoria: Literatura Portuguesa
Arquivo: PDF
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Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

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Versos Inscritos numa Taça de um Crânio | Lord Byron

Versos Inscritos numa Taça de um Crânio | Lord Byron

Versos Inscritos numa Taça de um Crânio | Lord ByronTítulo: Versos Inscritos numa Taça de um Crânio
Autor: Lord Byron
Gênero: Poesia
Categoria: Literatura Britânica
Arquivo: Doc
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Não, não te assustes: não fugiu o meu espírito
Vê em mim um crânio, o único que existe
Do qual, muito ao contrário de uma fronte viva,
Tudo aquilo que flui jamais é triste.

Vivi, amei, bebi, tal como tu; morri;
Que renuncie e terra aos ossos meus
Enche! Não podes injuriar-me; tem o verme
Lábios mais repugnantes do que os teus.

Onde outrora brilhou, talvez, minha razão,
Para ajudar os outros brilhe agora e;
Substituto haverá mais nobre que o vinho
Se o nosso cérebro já se perdeu?

Bebe enquanto puderes; quando tu e os teus
Já tiverdes partido, uma outra gente
Possa te redimir da terra que abraçar-te,
E festeje com o morto e a própria rima tente.

E por que não? Se as fontes geram tal tristeza
Através da existência -curto dia-,
Redimidas dos vermes e da argila
Ao menos possam ter alguma serventia.

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