Astronomia | Ciência que Estuda o Universo

Astronomia | Ciência que Estuda o Universo

Astronomia, Ciência que Estuda o Universo

A astronomia é a ciência que tem por objetivo o estudo do universo como um todo, e também dos diferentes corpos que o compõem. Seus integrantes se agrupam em estruturas progressivamente crescentes: estrelas de diversas magnitudes, com seus planetas e satélites, que, acrescidos à matéria interestelar, formam as galáxias; estas, por sua vez, se agrupam em aglomerados e superaglomerados de galáxias. O astrônomo descreve todos esses corpos celestes, estuda sua composição e analisa tanto as relações que mantêm entre si quanto sua evolução no tempo.

Embora vinculada, em suas primeiras etapas, à religião e à magia, a astronomia -- a mais antiga das ciências -- nunca deixou de apresentar, em maior ou menor grau, um caráter científico, já que seus resultados se baseavam em observações e eram explicados por modelos teóricos.

Ramos da astronomia

Os avanços alcançados com a aplicação da física moderna ao estudo dos astros deram origem a duas especialidades bem diferenciadas da ciência astronômica: a astronomia clássica e a astrofísica. O fato de ser aquele primeiro ramo mais antigo não significa que tenha deixado de ser importante.

A astronomia clássica, por sua vez, subdivide-se em astrometria e mecânica celeste. A primeira é responsável pela localização dos astros, mediante os sistemas de coordenadas de espaço e tempo e com a utilização de instrumentos ou técnicas de medida cada vez mais precisos. Já a mecânica celeste estuda a movimentação dos planetas, satélites e outros astros, segundo a lei da gravitação universal de Newton. Seus objetivos são o cálculo de órbitas, a elaboração dos anuários astronômicos e das efemérides (mapas das coordenadas astrais em função do tempo).

A astrofísica aplica ao estudo dos astros as teorias e técnicas que revolucionaram a física desde o início do século XX. Sobressaem, entre tais técnicas, a fotometria, a espectroscopia e a análise das ondas de rádio emitidas pelos corpos celestes, ou radioastronomia. Além disso, fazem parte da astrofísica a física das estrelas, que tem como objeto de estudo a estrutura e composição desses astros; a cosmogonia, que trata da origem e evolução de todos os objetos celestes; e a cosmologia, que se volta para a estrutura e a evolução do universo como um todo.

Movimentos da Terra e movimentos aparentes dos astros

Movimentos da Terra e movimentos aparentes dos astros

O movimento da Terra em relação ao Sol é particularmente importante por duas razões. Primeiro, porque a Terra é tomada como origem de coordenadas em quase todos os sistemas astronômicos de referência, uma vez que a maioria das medições é realizada a partir dela. Segundo, porque possibilita explicar o deslocamento dos astros tal como ele é observado a partir da superfície terrestre, o que faz com que tal movimento seja chamado de aparente, para distingui-lo daquele que tem como referência outros sistemas.

Universo

Rotação

A rotação da Terra ao redor de seu eixo é a causa do aparente deslocamento diário dos astros de leste para oeste. Os únicos pontos de abóbada celeste que não participam dessa trajetória são os prolongamentos do eixo de rotação do planeta sobre a esfera celeste conhecidos como polos norte e sul celestes. A altura, isto é, o ângulo formado pelo horizonte e a linha visual que se dirige para o polo celeste, é a latitude do lugar. Uma linha traçada verticalmente sobre esse ponto corta a esfera celeste em dois pontos, denominados zênite (o superior), e nadir (o inferior), diametralmente oposto. Por outro lado, o círculo máximo delimitado pelo zênite, pelo nadir e pelos polos celestes é o meridiano do ponto considerado e corta o horizonte de norte a sul.

Devido à rotação terrestre, os astros descrevem círculos ao redor dos polos. As estrelas cuja distância angular em relação ao polo celeste é inferior à sua latitude nunca se põem abaixo do horizonte e são chamadas circumpolares. A mais próxima do polo norte é a estrela polar, que dista do polo apenas 0,9o e descreve um círculo praticamente imperceptível. Os astros alcançam uma altura máxima ou mínima sobre o horizonte quando cruzam o meridiano do lugar. No hemisfério norte, a direção norte é a única em que se pode apreciar as estrelas circumpolares ao polo norte. O contrário ocorre ao hemisfério sul. Nos polos, todas as estrelas são circumpolares; sobre a linha do equador, nenhuma o é.

Revolução da Terra ao redor do Sol
Revolução da Terra ao redor do Sol

Anualmente, a Terra descreve em torno do Sol uma órbita cujo plano forma um ângulo de 23o27'. De maneira análoga, para um observador situado na Terra, o Sol, em vez de descrever uma circunferência em torno dos polos celestes, como as outras estrelas, parece efetuar um movimento helicoidal. Seu deslocamento diário descreve aproximadamente um círculo, mas cada dia culmina sobre o horizonte com uma altura diferente. Independente de seu movimento diário, o Sol descreve uma órbita aparente, com a duração de um ano, ao redor da Terra. Esta órbita se chama eclíptica e se assinala, na esfera celeste, com as 12 constelações do zodíaco: Capricórnio, Aquário, Peixes, Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário.

Ao longo de um ano, o Sol oculta essas constelações sucessivamente e, quanto à declinação -- ângulo formado pela linha imaginária que une uma estrela ao plano equatorial --, varia entre + 2327' e - 2327'para os solstícios de inverno (por volta do dia 21 de junho) e de verão (por volta do dia 22 de dezembro), respectivamente, no hemisfério sul. Essa declinação é nula quando o Sol se encontra nos pontos de intersecção entre sua órbita e o equador celeste, por volta dos dias 21 de março e 23 de setembro. Esses pontos, por sua vez, são denominados equinócio de outono ou ponto vernal (ou primeiro ponto Áries) e equinócio de primavera (ou primeiro ponto Libra).

O movimento de translação da Terra ao redor do Sol e a inclinação da eclíptica em relação ao equador celeste têm consequências como a existência das quatro estações do ano e a variação observada na duração dos dias e das noites. O tempo D transcorrido entre o nascer e o pôr-do-sol pode ser calculado através da fórmula trigonométrica em que   é a inclinação do Sol e   a latitude do lugar. A partir dessa fórmula, é possível obter-se o tempo D  em graus. Para convertê-lo em horas, basta lembrar que 360 equivalem a 24 horas.

A órbita terrestre em torno do Sol é uma elipse. No ponto mais afastado do Sol (afélio) a distância entre os dois astros é de 152,1 milhões de quilômetros. Ocorre em todo início de julho. Já o ponto mais próximo do Sol (periélio), que ocorre todo início de janeiro, equivale a uma distância de 147,1 milhões de quilômetros.

Precessão e mutação

Quando, sobre um pião atuam duas forças distintas, o eixo de seu giro reage, deslocando-se a si próprio perpendicularmente e efetuando uma forma peculiar de rotação, denominada precessão.

Por não ser a Terra uma esfera perfeita, e por causa da inclinação do plano equatorial terrestre com relação à eclíptica, as forças de atração que atuam no eixo de rotação do planeta provocam um movimento de precessão em torno de um eixo perpendicular à eclíptica. Para um observador na Terra, o resultado desse deslocamento é um giro dos polos celestes em torno dos polos da eclíptica. Assim, na década de 1980, o polo norte se encontrava a 0,9 da estrela polar, aproximando-se cada vez mais até o ano 2012. Dentro de 14.000 anos, porém, será a estrela Vega, da constelação de Lira, que marcará a posição do polo norte na abóbada celeste.

Outra consequência significativa do movimento de precessão é o deslocamento do equinócio de primavera em direção contrária à da órbita solar. O ponto vernal percorre a eclíptica a cada 25.700 anos, correspondentes ao período do movimento de precessão, de modo que, ao longo de um ano, esse ponto avança 50'37". Assim, uma vez que o sistema de coordenadas  das estrelas se refere a esse ponto, registram-se variações do movimento de precessão. Por isso é necessário indicar a que anos se referem.

Além disso, o eixo terrestre efetua um movimento de vai-e-vem ou balanço denominado nutação. O período desse movimento, provocado pela atração que o Sol e a Lua exercem sobre o equador terrestre, é de 18,6 anos.

Medidas de distâncias astronômicas

Para calcular a distância entre a Terra e um planeta ou uma estrela, podem ser utilizadas diversas técnicas, em função da magnitude da distância. De modo geral, quanto maior a distância, menor a confiabilidade da medida. Os procedimentos mais utilizados são os seguintes:

Triangulação ou método das paralaxes. Observando-se uma mudança na posição de um astro ao ser efetuada uma medição a partir de dois pontos diferentes da superfície terrestre, essa diferença (ou paralaxe) diurna permite calcular a distância em que esse astro se encontra. Podem-se medir, desse modo, as distâncias da Terra à Lua ou a planetas mais próximos.

Esse método, contudo, não é válido para calcular a distância de uma determinada estrela, porque a separação entre os dois pontos de observação é insignificante quando comparada à distância em que se encontram as estrelas mais próximas. Nesse caso, é possível medir-se a chamada paralaxe anual, isto é, o deslocamento da estrela quando sua posição é registrada a partir de pontos opostos da órbita terrestre. Esse procedimento alternativo, no entanto, só permite proceder à localização de estrelas situadas a cerca de cem anos-luz de distância.

Método das estrelas variáveis cefeidas

A distância também pode ser determinada a partir da relação entre a luminosidade intrínseca da estrela e a observada da Terra. Esse procedimento requer o conhecimento da luminosidade absoluta, o que só é possível para as estrelas denominadas variáveis cefeidas, que apresentam a peculiaridade de um brilho que oscila periodicamente. Assim, estabeleceu-se experimentalmente a relação entre o período e o brilho para algumas cefeidas cuja distância da Terra era conhecida. A partir dessa relação, conhecidos o período da estrela e seu brilho aparente, pode-se calcular sua magnitude absoluta e, consequentemente, sua distância.

Deslocamento para o vermelho

Na década de 1920, observou-se que as raias do espectro que gerava a luz proveniente de galáxias distantes encontram-se deslocadas para a parte vermelha do espectro, isto é, para a zona de menores frequências. Isso se explica pelo fato de que devido à expansão geral do universo, as galáxias se afastam da Terra com uma velocidade proporcional à sua distância. O retrocesso, em razão do efeito chamado Doppler, produz um deslocamento das linhas espectrais para o vermelho (se o movimento fosse de aproximação, o deslocamento produzido seria para o azul). A relação entre a velocidade de afastamento e a distância oferecida pela constante de Hubble, cujo valor é de aproximadamente 75km/s por megaparsec de distância (um megaparsec = 3,26 x 106 anos-luz).

Medidas com radar e laser

A avaliação da distância de corpos celestes próximos à Terra, como a Lua por exemplo, pode ser feita através da emissão de ondas de rádio, as quais, após se refletirem na superfície do astro, são recebidas novamente pela Terra. Dessa forma, obtém-se a distância com grande precisão (com uma margem de erro da ordem de um quilômetro).

Ainda maior precisão pode ser obtida com o emprego do raio laser, que é devolvido pela superfície lunar por meio de um refletor lá instalado pelos astronautas da nave Apolo XI, em 1969.

UnidadesDentro do sistema solar, toma-se como unidade de medida a distância média entre a Terra e o Sol, conhecida como unidade astronômica (U.A.) e cujo valor, fixado em 1976 pela União Astronômica Internacional, é de 149.597.870km.

Para distâncias maiores, utiliza-se o ano-luz (al) ou o parsec (pc). Um ano-luz corresponde à distância percorrida pela luz em um ano, enquanto um parsec equivale à distância em que se encontra uma estrela que apresenta um paralaxe anual de 1". A relação entre essas unidades é a seguinte:

                                     1 al = 9,4653 x 1012km
                                            = 0,3066 parsec
                                            = 63.240 U.A.

                                    1 pc = 30,857 x 1012km
                                            = 3,262 al
                                            = 206.265 U.A.

Também se utilizam os múltiplos quiloparsec (1Kpc = 103pc) e megaparsec (1Mpc = 106pc). A estrela mais perto do sistema solar é a Proxima Centauri, situada a 1,31 parsec ou 4,3 anos-luz da Terra.

Mecânica celeste. A mecânica celeste tem como objeto de estudo o movimento dos planetas, satélites e outros astros. Como todos se movimentam graças à ação de forças gravitacionais, a observação desses movimentos permitiu a elaboração de uma teoria geral da gravitação que se aplica ao cálculo das órbitas e de sua resolução no tempo.

As leis que regem o movimento planetário foram enunciadas no início do século XVII por Johannes Kepler e são as seguintes:

(1) Os planetas giram em torno do Sol em órbitas elípticas e o Sol ocupa um dos focos.

(2) No movimento de cada planeta as áreas varridas pelo raio vetor que une o planeta ao Sol são proporcionais ao tempo gasto para percorrê-las.

(3) Os quadrados dos tempos das revoluções siderais dos planetas são proporcionais aos cubos dos grandes eixos de suas órbitas.

As leis de Kepler, no entanto, foram determinadas empiricamente, sem se referirem ao tipo de interação que se dá entre o Sol e os planetas. Deve-se a Newton a descoberta de que a mesma força que a Terra exerce sobre os corpos, e que chamamos de peso, é também responsável pelos movimentos planetários. Essa força, denominada gravidade, é definida pela lei da gravitação universal: dois corpos se atraem com uma força (F), diretamente proporcional ao produto de suas massas (m1, m2), e inversamente proporcional ao quadrado da distância (r), que os separa. Essa relação é matematicamente expressa por:

Medidas com radar e laser

  onde G é a constante gravitacional, que equivale a 6,67 x 10-8 cm3/g.s2.
G=6,67.1011N.m2kg2


É possível demonstrar que todo corpo, sob a atração gravitacional de outro, descreve uma órbita que pode ser uma seção cônica ou elíptica, parabólica ou hiperbólica, conforme a energia total em causa.

Há ainda outro aspecto em que a lei de Newton generaliza as de Kepler. Como essa lei é universal, não se aplica apenas ao movimento planetário, mas também a qualquer outro sistema de corpos que se movam sob a ação da gravidade, tais como satélites, ou sistemas binários de estrelas (duas estrelas que giram uma em redor da outra, sob a ação da força gravitacional). Embora a lei da gravitação de Newton tenha sido corrigida pela teoria do campo gravitacional  de Einstein (teoria da relatividade geral), é suficientemente precisa para a imensa maioria dos cálculos de órbitas. Somente no caso de deslocamentos realizados na presença de campos gravitacionais muito intensos observou-se que a teoria de Einstein é mais precisa.

Assim, por exemplo, os dados fornecidos pelas duas teorias para a órbita de Mercúrio dão resultados diferentes e confirma-se nesse caso, através dos parâmetros experimentais, a maior precisão da teoria relativista.

Por meio da lei de Newton, é possível determinar a posição de um planeta em função do tempo. Para tal é necessário calcular todos os dados de sua órbita, o tamanho da elipse, a posição do plano da elipse com relação à eclíptica e a orientação da elipse nesse plano, além da posição do planeta sobre a elipse em um dado momento. O problema é que não se trata de dois corpos que interagem um com o outro, como o Sol e um planeta, mas também dos efeitos da ação exercida pelos demais planetas e que deve ser levada em conta. O procedimento baseia-se no cálculo prévio da órbita como se não passasse de um problema de dois astros, e na análise posterior dos efeitos de outros planetas. Tais efeitos, chamados perturbações, são classificados como periódicos, quando oscilam em torno de um valor médio, e seculares, quando variam crescentemente com o tempo. Observou-se que o tamanho da órbita dos planetas e sua inclinação sofrem somente perturbações periódicas.

Medidas com radar e laser
Zênite

Em astronomia, zênite é o ponto superior da esfera celeste, segundo a perspectiva de um observador na superfície do astro onde se encontra. É o marco referencial de localização de posições de objetos celestes.

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Áustria | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Áustria

Áustria | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Áustria

Áustria | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Áustria

Geografia: Área: 83.859 km². Hora local: +4h. Clima: temperado continental (maior parte), de montanha (SO). Capital: Viena. Cidades: Viena (1.550.123), Graz (226.244), Linz (183.504), Salzburgo (142.662), Innsbruck (113.392).

População: 8 milhões; nacionalidade: austríaca; composição: austríacos 93,4%, iugoslavos 2,5%, turcos 1,5%, alemães 0,7%, outros 1,9%. Idiomas: alemão (oficial), esloveno. Religião: cristianismo 89,8% (católicos 75,5%, outros 14,2%), sem religião 6,8%, outras 2,5%, ateísmo 0,8%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, UE. Embaixada: Tel. (61) 443-3111, fax (61) 443-5233 – Brasília (DF); e-mail: emb.austria@zaz.com.br.

Governo: República parlamentarista. Div. administrativa: 9 províncias. Partidos: Popular Austríaco (ÖVP), Social-Democrata da Áustria (SPÖ), da Liberdade da Áustria (FPÖ), Verdes (GA). Legislativo: bicameral – Conselho Nacional, com 183 membros; Conselho Federal, com 62 membros. Constituição: 1920.

A Áustria situa-se no centro da Europa, sem saída para o mar. Com mais de dois terços do território tomados pela cordilheira dos Alpes, o país conta com numerosas estações de esqui em Vorarlberg e no Tirol. No norte está o vale do rio Danúbio, onde se desenvolve a agricultura. A importância estratégica dessa região, que funciona há milênios como corredor entre o leste e o oeste do continente, explica a existência ali de centenas de fortes, castelos e mosteiros. A capital, Viena, reúne museus e construções barrocas, testemunhas do poder do Império Austríaco, que, sob a liderança dos Habsburgo, floresceu na Europa até o início do século XX. A cidade foi o centro mundial da música erudita nos séculos XVIII e XIX, graças à presença de compositores como Mozart. Com o fim da II Guerra Mundial, a Áustria transforma-se em fronteira entre o bloco soviético e o mundo capitalista. Destacando-se pelo alto padrão de vida e desenvolvimento, o país adere, em 1995, à União Europeia (UE), rompendo 40 anos de não-alinhamento. A perspectiva de uma imigração em massa – principalmente do Leste Europeu – leva a extrema direita ao poder, em 1999, gerando conflitos com a comunidade judaica e com governos europeus.

Hallstatt

História da Áustria

Ocupada na Antiguidade por celtas, que chegam aos Alpes orientais por volta de 400 a.C., a região é conquistada pelos romanos em torno do ano 15 a.C. Com a desintegração do Império Romano, no século V, o território é invadido sucessivamente por povos germânicos: bávaros, godos, hunos, lombardos e ávaros. Depois de breve estabilidade sob o imperador franco Carlos Magno, a disputa entre nobres germânicos leva à criação do ducado da Áustria, em 1156. No século XVI, sob Carlos V, os Habsburgo atingem o auge como monarcas do Sacro Império Romano-Germânico, tendo a Áustria como centro. Viena barra o avanço do Império Turco-Otomano na Europa, no século XVII. Os domínios austríacos expandem-se até o século seguinte. As guerras com a França revolucionária, entre 1791 e 1814, provocam perda de territórios e selam o fim do Sacro Império.

BANDEIRA DA ÁUSTRIAImpério Austro-Húngaro – A restauração conservadora na França contribui para o fortalecimento do Império Austríaco. Ao lado da Prússia, o país torna-se a maior potência da Confederação Germânica. Com o chanceler Klemens Metternich (1809-1848), alcança o desenvolvimento industrial. Em 1848, a onda revolucionária liberal e nacionalista derruba Metternich. Sob domínio do imperador Francisco José I (1848-1916), a Áustria é expulsa da Confederação Germânica. A unificação da Itália e da Alemanha enfraquece a Áustria, que, em 1867, se une à Hungria para formar o Império Austro-Húngaro, com política interna autônoma, mas com soberano e políticas externa, financeira e militar comuns. O império reúne um mosaico de povos – alemães, húngaros, tchecos, italianos, eslovenos, poloneses, lituanos, sérvios e croatas, entre outros.

Congresso de Viena

Congresso de Viena

Ao longo da Era Napoleônica, a Europa passou por significativas mudanças políticas, uma vez que o império de Napoleão Bonaparte compreendia a maior parte do continente europeu. Após sua prisão e o restabelecimento da monarquia na França, as grandes potências europeias se reuniram no chamado Congresso de Viena, ocorrido entre setembro de 1814 e junho de 1815, para discutir como iria ficar o novo mapa político da Europa.

Tal convenção foi encabeçada por Inglaterra, Prússia, Rússia e Áustria. A primeira e mais óbvia alternativa era a de cada país anexar uma parte da França. Entretanto, o ministro francês Talleyrand propôs o Princípio de Legitimidade, o qual sugeria que as nações retomassem apenas os territórios perdidos para o império napoleônico, de forma que a França não fosse prejudicada, o que foi aceito.

Mesmo assim, a nova divisão favoreceu as nações mais fortes. A Inglaterra, por exemplo, ganhou pontos de acesso à Índia e às Antilhas. Já a Rússia incorporou a Finlândia e a Polônia. Outro importante fator relacionado ao Congresso de Viena foi a formação da Santa Aliança. Tal organização, proposta pelo czar russo Alexandre I, era formada por Prússia, Áustria e França. Seu objetivo principal era a manutenção das monarquias e a luta em conjunto contra toda espécie de movimento de caráter liberal e nacionalista que surgisse.

No entanto, a Santa Aliança não pôde frear o avanço das ideias iluministas, que nesse momento já haviam sido disseminadas por toda a Europa e até mesmo pela América. Além disso, a Inglaterra não via a organização com bons olhos, uma vez que quanto mais países independentes, maior seria seu número de clientes.

República – Em 28 de junho de 1914, o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono austríaco, é assassinado por um estudante sérvio, fato que dá início à I Guerra Mundial. Com as alianças militares que se formam, Áustria, Alemanha e Turquia (Potências Centrais) enfrentam Rússia, França e Inglaterra (Aliados) e, depois, Estados Unidos (EUA). A derrota das Potências Centrais, em 1918, leva à dissolução do império dos Habsburgo e à proclamação da República. Tratados de paz impõem cessão de territórios à Itália, reconhecimento da independência da Hungria, Tchecoslováquia, Polônia e do Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (futura Iugoslávia), além da proibição da união da Áustria com a Alemanha. Em 1934, o chanceler conservador Engelbert Dollfuss é assassinado numa tentativa de golpe de Estado dos nazistas austríacos. Em 1938, Adolf Hitler (nascido na Áustria) anexa o país à Alemanha, decisão aprovada pelos austríacos em plebiscito.

VIENA, CAPITAL DA ÁUSTRIA
Viena
Pós-guerra – Com a derrota nazista na II Guerra Mundial, a nação é dividida em quatro zonas: norte-americana, britânica, francesa e soviética. As forças de ocupação retiram-se dez anos depois, e a Áustria se torna um Estado neutro. Nos anos seguintes, o país vive grande crescimento econômico. Em 1966, a vitória do Partido Popular Austríaco (ÖVP), conservador, põe fim a 20 anos de governo social-democrata. As feridas da II Guerra Mundial são reabertas em 1986, com a revelação de que o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e candidato presidencial Kurt Waldheim havia participado de atrocidades nos Bálcãs como oficial nazista. Mesmo assim, Waldheim é eleito. Um plebiscito realizado em 1994 aprova a adesão da Áustria à União Europeia, que ocorre em 1995. Nesse ano, após vencerem as eleições legislativas, o ÖVP e o Partido Social-Democrata da Áustria (SPÖ) formam um governo de coalizão.

Extrema direita – Em outubro de 1999, o SPÖ vence as eleições parlamentares, com 33,2% dos votos. O temor de uma onda de imigrantes, atraídos pela prosperidade do país, dá eco ao discurso xenófobo do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), do líder de extrema direita Jörg Haider. Conhecido por ter defendido a política trabalhista de Hitler e elogiado veteranos da SS, a tropa de elite nazista, Haider obtém 26,9% dos votos, e seu partido se torna a segunda força política nacional. O ÖVP, que também conquista votação de 26,9%, alia-se ao partido de Haider, em fevereiro de 2000, para formar o novo governo. O líder do ÖVP, Wolfgang Schüssel, assume o posto de chanceler (chefe de governo) e o FPÖ obtém metade dos ministérios, mas Haider fica de fora. É a primeira vez que a extrema direita chega ao poder na Europa desde o fim da II Guerra. O novo governo é motivo de protestos no país e no exterior. Na tentativa de conter a pressão externa, Haider renuncia, ainda em fevereiro, à chefia do FPÖ. A UE adota sanções diplomáticas contra a Áustria, mas conclui que as medidas são contraproducentes e as suspende em setembro, mantendo o país sob "vigilância".

Comunidade judaica – O governo cede às pressões das lideranças judaicas e dos EUA e anuncia, em julho de 2000, a criação de fundo de 438 milhões de euros destinado a indenizar cerca de 150 mil sobreviventes do Holocausto que trabalharam como escravos do regime nazista. Outro acordo prevê o pagamento de 500 milhões de dólares em indenizações por propriedades confiscadas de judeus.

As divergências entre Haider e outros membros do FPÖ levam à renúncia de quatro ministros do partido, em setembro de 2002. A situação obriga Schüssel a dissolver a coalizão governamental. Nas eleições gerais, antecipadas para novembro, o FPÖ é o principal derrotado, recebendo somente 10% dos votos. O ÖVP, apesar da votação de 42,3%, tem necessidade de alianças para montar o governo. O SPÖ obtém 36,5%. Em fevereiro de 2003, Schüssel alia-se novamente ao FPÖ na formação do gabinete, concedendo três ministérios ao partido.

Novo presidente – Em maio ocorre a primeira greve geral no país em mais de cinco décadas, contra o projeto do governo de reforma da Previdência, que eleva a idade mínima de aposentadoria e reduz o valor de pensões. Uma nova legislação sobre direito de asilo, aprovada em outubro, é considerada das mais restritivas da Europa. Em abril de 2004, o social-democrata Heinz Fischer vence as eleições presidenciais, com 52,4% dos votos, derrotando a candidata governista Benita Ferrero-Waldner (ÖVP). Em 6 de julho, dois dias antes da posse de Fischer, morre o então presidente Thomas Klestil (ÖVP).
Anton von Webern

Anton von Webern

Anton Friedrich Ernst von Webern nasceu em 3 de dezembro de 1883 em Viena, Áustria. De família nobre, recebeu da mãe as primeiras lições de música. Prosseguiu os estudos em Klagenfurt e, em 1902, entrou para a Universidade de Viena, onde estudou musicologia e composição. De 1904 a 1908, foi aluno particular de Schoenberg. Trabalhou como ensaiador e regente e, até 1913, esteve em Viena, Ischl, Innsbruck, Teplitz, Dantzig (posterior Gdansk) e Stettin. Ansioso por dedicar-se livremente à criação, não permanecia muito tempo em cada teatro. Após servir na primeira guerra mundial, estabeleceu-se em Mödling como professor particular e supervisor da fundação musical criada por Schoenberg.

Com Alban Berg e Schoenberg, Webern dedicou-se ao atonalismo e tornou-se um dos mais destacados nomes da escola dodecafônica. No início da década de 1950, sua música foi aclamada por compositores da nova geração, como Boulez, Stockhausen e Stravinski.

Em 1924, com Drei geistlivhr Volkslieder (Três canções populares), Webern adotou o método dodecafônico ou serial de composição, de Schoenberg. Conservou-o nas obras posteriores e desenvolveu uma linguagem musical austera e concisa. Seu trabalho foi prejudicado, na década de 1930, pela ascensão do nazismo que declarou a música dodecafônica "bolchevismo musical" e "arte degenerada". Isolado após a ida de Schoenberg para os Estados Unidos em 1933 e da morte de Berg, dois anos depois, Webern caiu na penúria após a anexação da Áustria, em 1938. Quando as tropas russas se aproximaram de Viena, Webern e a mulher reuniram-se às três filhas em Mittersill, perto de Salzburgo. Datam dessa época obras importantes, entre as quais as cantatas para soprano, coro e orquestra, op. 29 e 31 (1940-1943), com textos de Hildegard Jones. Webern morreu em Mittersill, em 15 de setembro de 1945, vítima de um tiro acidental disparado por um soldado americano das forças de ocupação.
Anton Bruckner

Anton Bruckner

Josef Anton Bruckner nasceu em Ansfelden, Áustria, em 4 de setembro de 1824. A instância do pai, organista e mestre-escola, estudou música e orientou-se para o magistério, profissão que abandonou quando obteve em 1856, o posto de organista da catedral de Linz. Ali estudou contraponto e começou a compor. Merecem destaque três missas (1864-1868) e a sinfonia em ré menor (1864-1869), que refletem sua admiração pela estética e pelos processos criativos de Wagner.

A popularidade de Anton Bruckner só ocasionalmente transcendeu as fronteiras austríacas e alemãs, pois suas obras, de proporções monumentais e profunda espiritualidade, são bem próprias da cultura germânica.

Em 1867 Bruckner pleiteou a cátedra de música da Universidade de Viena e o posto de organista da Hofkapelle, cargos que só viria a ocupar em 1875 e 1877, respectivamente. Essa demora decorreu em parte de sua devoção a Wagner, o que lhe valeu a hostilidade do crítico vienense Eduard Hanslick, decano do conservatório e fervoroso adepto de Brahms.

Bruckner, por tradição, é considerado discípulo de Wagner, mas essa relação é mais aparente que profunda. Se o mestre alemão, romântico pela sua geração e modo de sentir, criou as formas novas de que necessitava para expressar-se, Bruckner nunca deixou de observar respeitosamente as regras sinfônicas européias tradicionais, embora as tenha empregado com certa liberdade, adaptando-as a suas convicções pessoais. Essa concepção e o misticismo e espiritualidade de sua obra fizeram com que Bruckner só viesse a lograr maior reconhecimento por parte do público pouco antes de sua morte.

Em seus últimos anos de vida, em Viena, com breves visitas à França e à Inglaterra, dedicou-se a compor suas obras mais importantes, as sinfonias. A primeira decerto remontava a seus anos de Linz. As oito restantes, compostas entre 1871 e 1896, são obras monumentais e sólidas em sua estrutura e ricas em seus recursos harmônicos. Bruckner morreu em Viena a 11 de outubro de 1896.

Alfred AdlerAlfred Adler

Alfred Adler nasceu em Penzing, na Áustria, em 7 de fevereiro de 1870. Formou-se em medicina na Universidade de Viena, dedicando-se à neuropsiquiatria. Em 1901 conheceu Freud e, impressionado com sua nova teoria e seus trabalhos à frente da Sociedade Psicanalítica de Viena, passou a integrar o grupo. Já em sua primeira obra, Studie über Minderwertigkeit von Organe und die seelische Kompensation (1970; Estudo sobre a inferioridade dos órgãos e sua compensação psíquica) afirmou sua concepção original: muitos comportamentos normais e patológicos seriam tentativas, com êxito ou inadequadas, de resolver as frustrações desencadeadas por inferioridades físicas, que impedem a pessoa de alcançar suas finalidades.

Adler foi um dos primeiros soldados do "bravo exército", na expressão do próprio Freud, de integrantes da Sociedade Psicanalítica de Viena, mas também o primeiro a provocar sua divisão, por desejar conferir à psicanálise uma maior preocupação com temas sociais.

Em 1911, no Congresso de Weimar, Adler rompeu definitivamente com Freud e seus seguidores, fundando a Sociedade de Psicanálise Livre. Sobrevindo a primeira guerra mundial, entrou para o exército austríaco como médico e, terminada a guerra, voltou-se principalmente para os problemas da criança, organizando em Viena as primeiras clínicas dessa especialidade. A partir de Über den nervösen Character: Grundzüge einer vergleichenden Individualpsychologie und Psychotherapie (1912; O temperamento nervoso: estudo comparado da psicologia individual e da psicoterapia), definiu claramente sua própria teoria psicológica, que desenvolveu e completou em sua obra mais conhecida, Menschenkenntnis (1927; Conhecimento do caráter humano).

Na concepção de Adler, a questão da neurose deve ser tratada no âmbito estrito da "psicologia individual", isto é, das reações de cada pessoa, especialmente na infância, às circunstâncias familiares e sociais que ela tenta dominar. Como o conflito com as pressões externas, em grande parte dos casos, não permite à criança o domínio ou controle da situação, ela é tomada pelo "sentimento de inferioridade", que representaria o lado feminino da pessoa humana. Ao esforço em sentido contrário chamou de "protesto masculino" ou, em termos nietzschianos, a "vontade de poder", sendo seu principal resultado a "supercompensação". A incapacidade de chegar a esse ponto transformou o "sentimento de inferioridade" em "complexo de inferioridade", estado psíquico de desequilíbrio, neurose, tendendo a se expressar, cada vez mais, pela agressividade.

Deixando de lado o inconsciente, as funções da libido e outros componentes fundamentais da visão freudiana, Adler concebia a saúde emocional como um ajustamento da personalidade ao "interesse social". Morreu em Aberdeen, na Escócia, em 28 de maio de 1937.
Alban Berg

Alban Berg

Alban Berg nasceu em 9 de fevereiro de 1885, em Viena, de família próspera e voltada para a música. Aos 18 anos, devido a uma decepção amorosa, tentou o suicídio. No ano seguinte, conheceu Schoenberg, com quem estudou até 1910. Em 1914 viveu outra experiência decisiva: assistiu a uma representação do drama de Georg Büchner, Wozzeck, em que um soldado meio louco e humilhado por todos é traído pela mulher e acaba por matá-la. Impressionado, Berg dedicou-se durante anos à ópera Wozzeck, sobre o texto de Büchner. Com somente algumas passagens dodecafônicas, e as outras atonais, a música vale-se de antigas formas da polifonia barroca e envolve em atmosfera expressionista o texto de componentes folclóricos e sentido revolucionário. Encenada em Berlim em 1925, a obra foi mal aceita pelo público, embora se impusesse, mais tarde, como a única ópera moderna cada vez mais presente no repertório.

Para Stravinski, Alban Berg "superou até seu modelo",  Arnold Schoenberg. Com sua ópera Wozzeck, de pungente realismo social, Berg tornou-se o integrante mais conhecido da demolidora escola de Viena e criou música dramática de rigorosa modernidade.

A música de câmara mereceu atenção ainda mais constante do compositor, sobretudo a partir de 1910, ano do quarteto de cordas opus 3. Consagradas como obras-primas de pureza instrumental são as quatro peças para clarinete e piano opus 5, de 1913. O concerto de câmara para violino, piano e 13 instrumentos de sopro, e sobretudo a Suíte lírica para quarteto de cordas, de 1926, já inteiramente dodecafônicos, figuram entre as obras mais importantes de Berg.

Em 1929 Berg compôs Der Wein (O vinho), ária de concerto para soprano e orquestra sobre três poemas de Baudelaire traduzidos por Stefan George, quando já trabalhava em sua segunda ópera, Lulu, de um realismo erótico chocante para seu tempo, mas que não chegou a concluir. O último trabalho de Berg foi o concerto para violino ("À memória de um anjo"), dedicado à filha de Alma Mahler: dodecafônico-serial, transfigura em variações de inspiração visionária o coral da cantata nº 60 de Bach, Ó eternidade, terrível palavra.

A arte de Berg é menos intransigente que a de Schoenberg e menos absoluta que a de Webern; dos três, ele é o mais expressionista, ainda com vestígios de romantismo. De saúde frágil, Alban Berg morreu em Viena, em 24 de dezembro de 1935, devido a um tumor provocado, aparentemente, pela picada de um inseto.

Sigmund Freud, Neuropsiquiatria Austríaco Nascido em Freiburg

Sigmund Freud, Neuropsiquiatria Austríaco Nascido em Freiburg

Neuropsiquiatra austríaco nascido em Freiberg, na Morávia, hoje Príbor, na República Tcheca, fundador da psicanálise, desenvolvedor dos estudos da mente inconsciente e criador da teoria da importância da experiência sexual infantil. Levado para Viena, onde ele passou a maior parte da vida., ingressou na Universidade de Viena (1873) para estudar medicina e sofreu restrições devido a sua condição de judeu. Trabalhou no laboratório de fisiologia com Ernst Wilhelm von Brücke (1876-1882) e concentrou-se em pesquisas sobre a histologia do sistema nervoso.

Dedicou-se à clínica psiquiátrica a partir de então (1882), em intensa colaboração com Josef Breuer, que criara o método catártico e descobrira a íntima relação existente entre os sintomas histéricos e certos traumas de infância (1882-1896). Sentindo as limitações de Viena no tocante às possibilidades de aperfeiçoamento, planejou uma viagem a Paris a fim de assistir aos cursos proferidos por Jean-Martin Charcot. Para tanto, dispôs-se a obter o mestrado em neuropatologia e ganhou bolsa para um período de especialização em Paris (1885).

Ainda em Paris, concebeu o plano de um trabalho destinado a estabelecer uma distinção entre as paralisias orgânicas e as paralisias histéricas. Desenvolveu também profundos estudos sobre sintomas de histeria e, publicou no período, em colaboração, dois trabalhos, dos quais o mais célebre é Studien über Hysterie (1895), que marca o início de suas investigações psicanalíticas. Após romper com Breuer, substituiu a hipnose pelo processo da livre associação de ideias, o que lhe permitiu isolar e estudar os fenômenos de resistência e de transferência. A tese de Charcot, de que a histeria não era uma doença mental exclusiva da mulher, foi inteiramente absorvida por ele, o que lhe valeu violentas críticas dos meios acadêmicos de Viena, tão logo a expôs por ocasião de seu regresso.

Suas teorias inicialmente não foram bem recebidas, porém se tornaram profundamente influentes a partir do século vinte. Passou a observar a natureza sexual dos traumas infantis causadores das neuroses (1897) e começou a delinear a teoria do chamado complexo de Édipo, segundo o qual seria parte da estrutura mental dos homens o amor físico pela mãe e o ímpeto de assassinar o pai. O médico vienense tornou o ano inicial do século o ano oficial do lançamento de sua primeira obra psicanalítica propriamente dita, Die traumdeutung (1900), de fato lançada um ano antes.

Fundou a Sociedade Psicanalítica de Viena (1908), realizou o primeiro congresso de psicanálise em Salzburg, onde se decidiu a publicação de um anuário dirigido por ele e Bleuler, cujo redator-chefe era Jung. Pronunciou um ciclo de conferências nos Estados Unidos (1909), a convite da Clark University, em Worcester, fato que representou a primeira aceitação oficial da psicanálise, participou por ocasião do segundo congresso internacional de psicanálise, realizado em Nuremberg (1910), da fundação da Associação Psicanalítica Internacional, que congregou os psicanalistas de todo o mundo.

Com o agravamento da pressão nazista e com à ajuda financeira de Marie Bonaparte, mudou-se para Londres, onde ficou até sua morte. Trabalhava a esse tempo, em colaboração com sua filha Anna, na redação de uma obra dedicada à análise da personalidade de Hitler. Outras de suas obras destaque são Die Traumdeutung (1900), Zur Psychopathologie des Alltagslebens (1904) e Drei Abhandlungen zur Sexualtheorie (1905), Totem und Tabu (1913), Das Unbehagen in der Kultur (1930), e Der Mann Moses und die monotheistiche Religion (1939).

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Israel | Mapas Geográficos de Israel

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Israel, oficialmente o Estado de Israel, é um país da Ásia Ocidental localizado no extremo leste do Mar Mediterrâneo. Faz fronteira com o Líbano no norte, a Síria e a Jordânia no leste, e o Egito no sudoeste, e contém características geograficamente diversas dentro de sua área relativamente pequena. A Cisjordânia e a Faixa de Gaza, que são parcialmente administradas pela Autoridade Nacional Palestina, também são adjacentes. Com uma população de cerca de 7,2 milhões, a maioria dos quais são judeus, Israel é o único estado judeu do mundo. É também o lar de muçulmanos árabes, cristãos e drusos, assim como outros grupos religiosos e minorias étnicas.

Israel está localizado no extremo leste do Mar Mediterrâneo, limitado pelo Líbano ao norte, Síria e Jordânia a leste, e Egito ao sudoeste. O território soberano de Israel, excluindo todos os territórios capturados por Israel durante a Guerra dos Seis Dias de 1967, é de aproximadamente 20.770 quilômetros quadrados (8.019 sq mi) em área, dos quais dois por cento é água. A área total sob a lei israelense, incluindo Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã, é 22.072 quilômetros quadrados (8.522 sq mi). A área total sob controle israelense, incluindo o território controlado pelos militares e parcialmente controlado pelos palestinos da Cisjordânia, é de 27.799 quilômetros quadrados (10.733 mi).

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Japão | Mapas Geográficos do Japão

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O Japão é um país insular no leste da Ásia. Localizada no Oceano Pacífico, fica a leste da China, Coréia e Rússia, estendendo-se desde o Mar de Okhotsk, no norte, até o Mar da China Oriental, no sul. Os caracteres que compõem o nome do Japão significam "origem do sol", razão pela qual o Japão é às vezes identificado como "Terra do Sol Nascente".

O Japão compreende mais de 3.000 ilhas, das quais as maiores são Honshū, Hokkaidō, Kyushu e Shikoku, juntas representando 97% da massa de terra do Japão. A maioria das ilhas é montanhosa, muitas vulcânicas; por exemplo, o pico mais alto do Japão, o Monte Fuji, é um vulcão. O Japão tem a décima maior população do mundo, com cerca de 128 milhões de pessoas. A área da Grande Tóquio, que inclui a capital de Tóquio e várias prefeituras vizinhas, é a maior área metropolitana do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes.

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Jordânia | Mapas Geográficos da Jordânia

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A Jordânia, oficialmente o Reino Hachemita da Jordânia, é um país do mundo árabe na Ásia ocidental, fronteira com a Síria ao norte, o Iraque a nordeste, Israel e a Cisjordânia a oeste, e a Arábia Saudita a leste e sul. Compartilha com Israel as costas do Mar Morto e o Golfo de Aqaba com Israel, Arábia Saudita e Egito.

A Jordânia é um país do Oriente Médio, limitado pela Síria ao norte, Iraque ao nordeste, Arábia Saudita ao leste e sul e Israel e a Cisjordânia a oeste. Todas essas linhas de fronteira somam 1.619 km (1.006 mi). O Golfo de Aqaba e o Mar Morto também tocam o país e, assim, a Jordânia tem uma costa de 26 km.

A Jordânia é constituída por um árido planalto desértico no leste, irrigado pelo oásis e pelo fluxo sazonal de água, com a área das Terras Altas a oeste das terras aráveis ​​e o bosque sempre verde do Mediterrâneo. O Grande Vale do Rift do rio Jordão separa a Jordânia, a margem ocidental e Israel. O ponto mais alto do país é Jabal Ram, é de 1.734 m acima do nível do mar, enquanto o mais baixo é o Mar Morto de -420 m (-1.378 pés). A Jordânia faz parte de uma região considerada "o berço da civilização", a região do Levante do Fértil Cresent.
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