BURKINA FASSO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE BURKINA FASSO

BURKINA FASSO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE BURKINA FASSOBurkina Fasso, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Burkina Fasso

Geografia: Área: 274.200 km². Hora local: +3h. Clima: tropical. Capital: Uagadougu. Cidades: Uagadougu (730.730), Bobo Dioulasso (325.700), Koudougou (74.450), Ouahigouya (55.200), Banfora (50.700) (2016).

População: 15 milhões (2016); nacionalidade: burquinense; composição: grupos étnicos autóctones 97,2% (principais: mossis 30%, mandingas 8,8%, peules 8,3%, lobis 6,9%, bobos 6,8%, senufos 5,3%, grússis 5,1%, gurmanches 4,8%, fulanis 3,3%), outros 2,8%. Idiomas: francês (oficial), línguas regionais (principal: mossi). Religião: islamismo 48,6%, crenças tradicionais 34,1%, cristianismo 16,7% (católicos 9,5%, outros 7,2%), sem religião 0,7%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, UA. Embaixada: 2340, Massachusetts Avenue NW, Washington D.C. 20008, EUA; e-mail: bf@burkinaembassy-usa.org, site na internet: www.burkinaembassy-usa.org.

Governo: República com forma mista de governo. Div. administrativa: 45 províncias. Partidos: Congresso pela Democracia e Progresso (CDP), Aliança pela Democracia e a Federação-União Democrática Africana (ADF-RDA), pela Democracia e o Progresso (PDP). Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional, com 111 membros. Constituição: 1991.

A maior parte do território de Burkina Fasso situa-se numa região árida à beira do deserto do Sahara, no oeste da África. Sem saída para o mar, o país é cortado pelos afluentes do alto rio Volta. Burkina Fasso tem o terceiro mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo. A agricultura é a base da economia, mas longos períodos de seca fazem com que grande parte dos alimentos venha de fora. O país abriga parques nacionais com bom potencial turístico.
Uagadougu, Capital de Burkina Fasso
Uagadougu, Capital de Burkina Fasso

Bandeira de Burkina FassoHistória de Burkina Fasso

Uagadougu, atual capital do país, é, a partir do século XI, a sede do Império Mossi. Em 1896, a região é ocupada pela França. Inicialmente anexado à colônia Alto Senal-Níger, o território torna-se colônia separada em 1919, com o nome de Alto Volta. Em 1947 é transformado em território francês. Em 1958 passa a ser uma república, membro da Comunidade Francesa, e obtém a independência em 5 de agosto de 1960. O primeiro presidente, Maurice Yaméogo, governa até 1966, quando é deposto pelo tenente-coronel Sangoulé Lamizana. Em 1977, Lamizana reinstaura o governo civil, que é derrubado por um golpe militar, liderado por Sage Zerbo, que cai em 1982, também em razão de um golpe, e Jean-Baptiste Oudraogo sobe ao poder. Em 1983, o capitão Thomas Sankara depõe Oudraogo e instaura regime sob controle de oficiais de esquerda. No ano seguinte, o país passa a se chamar Burkina Fasso, que significa "terra dos homens honestos". Em 1987, Sankara é destituído e assassinado depois de novo golpe de Estado, liderado pelo capitão Blaise Compaoré. Em 1991, o regime aprova uma Constituição em plebiscito e organiza eleições, boicotadas pela oposição. Compaoré é confirmado presidente e reelege-se em 1998.

Crise política - O assassinato do jornalista Norbert Zongo provoca protestos no país em 1999. No ano seguinte, o chefe da guarda presidencial, Marcel Kafando, é condenado a 20 anos de prisão pelo crime investigado por Zongo.

Em 2002, o Congresso pela Democracia e o Progresso (CDP), partido de Compaoré, obtém 57 das 111 cadeiras da Assembléia Nacional. No mesmo ano, Burkina Fasso é acusada pela Costa do Marfim de apoiar os rebeldes no norte do país. A fronteira entre as nações fica fechada durante um ano. Em outubro de 2003, oficiais do Exército tentam depor o presidente, mas o golpe falha. No julgamento, em abril de 2004, o capitão Luther Ouali é condenado a dez anos de prisão. Ele afirma que teve apoio do governo da Costa do Marfim.

BURUNDI, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO BURUNDI

BURUNDI, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO BURUNDIBurundi, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Burundi

Geografia: Área: 27.834 km². Hora local: +5h. Clima: tropical. Capital: Bujumbura. Cidades: Bujumbura (320.000), Gitega (111.800), Bururi (17.800), Ngozi (15.500) (2016).

População: 8 milhões (2016); nacionalidade: burundinesa; composição: hutus 85%, tutsis 14%, pigmeus 1%. Idiomas: francês, quirundi (oficiais), suaíle. Religião: cristianismo 91,7% (católicos 57,2%, sem filiação 14,7%, protestantes 12%, outros 7,8%), crenças tradicionais 6,7%, outras 1,6%, sem religião 0,1%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, UA. Embaixada: 2233, Wisconsin Avenue NW, suite 212, Washington D.C. 20007, EUA.

Governo - República presidencialista (governo de transição desde 2001). Div. administrativa: 15 províncias subdivididas em distritos. Partidos: Frente para a Democracia de Burundi (Frodebu), União para o Progresso Nacional (Uprona). Legislativo: bicameral – Assembleia Nacional, com 121 membros; Senado, com 51 membros. Constituição: 2001 (transitória).

Sem saída para o mar, o Burundi está situado no Centro-leste da África, na região dos Grandes Lagos. Desde a independência, na década de 1960, é palco de violentos combates que envolvem tutsis e hutus – etnias também em conflito na vizinha Ruanda –, com centenas de milhares de mortos e refugiados. Com altas taxas de e densidade demográfica, o país detém o quinto menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Mais da metade da população, predominantemente rural, é analfabeta.Baseada no cultivo de café e chá, a agricultura emprega a maioria da força de trabalho e responde por cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB). A indústria se restringe à capital, Bujumbura, onde existe um pequeno setor de manufaturas. A guerra civil afeta seriamente a economia, fazendo com que o país dependa da ajuda externa, em especial de Bélgica, França e Alemanha.

Bandeira do BurundiHistória do Burundi

O Reino do Burundi existe desde o século XVII e antecede a Colonização Europeia. A região dos atuais Burundi e Ruanda é marcada pela presença das etnias hutu (maioria) e tutsi (minoria dominante). Na década de 1890, o atual Burundi é incorporado às terras coloniais alemãs. Após a derrota da Alemanha na I Guerra Mundial, a região fica sob tutela da Bélgica, que explora as tensões tribais para assentar sua dominação. Em 1946, a tutela passa para a ONU.

Independência - Em 1962, o país torna-se independente, sob uma monarquia tutsi. Com a retirada da força militar belga, a luta pelo poder transforma-se em conflito étnico. Os ressentimentos acumulados desde o período colonial explodem em 1965, quando uma rebelião hutu é esmagada pelo governo. No ano seguinte, a monarquia é derrubada por um golpe de Estado liderado pelo primeiro-ministro, o tutsi Michel Micombero, que proclama a república e assume a Presidência. As décadas seguintes são marcadas por diversos golpes de Estado. Os conflitos matam dezenas de milhares de pessoas.

Bujumbura, Capital do Burundi
Bujumbura, Capital do Burundi
Massacres - Uma das piores matanças da história do Burundi tem início em outubro de 1993, quando oficiais tutsis matam o primeiro presidente eleito, o oposicionista hutu Melchior Ndadaye, no cargo havia quatro meses. Os hutus reagem e sua ação desencadeia a guerra civil, que dura até hoje, com mais de 200 mil mortos e1 milhão de refugiados, que se deslocam para Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo (RDC). Em fevereiro de 1994, o hutu Cyprien Ntaryamira é escolhido para a Presidência. Dois meses depois, Ntaryamira e o presidente de Ruanda, o também hutu Juvénal Habyarimana, são mortos num atentado que derruba o avião no qual viajavam. É o estopim para uma nova fase de violência no Burundi e sobretudo em Ruanda, onde há um genocídio contra os tutsis.

Golpe militar - Em 1996, o Exército, dominado por tutsis, dá outro golpe de Estado e coloca na Presidência o major Pierre Buyoya. As nações vizinhas impõem sanções econômicas e isolam o Burundi. Piora a situação do país, cuja base econômica, a agricultura, encontra-se arrasada pela guerra. Em 1998 começam conversações com a oposição para pacificar o país. O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela assume a coordenação das negociações de paz no Burundi e reúne, em 2000, representantes do governo, da Assembleia Nacional e dos principais partidos. Sob intensa pressão de Mandela e dos Estados Unidos, é feita a tentativa de um acordo de paz. O impasse é a resistência dos hutus à continuidade de Buyoya na Presidência.

A guerra civil prossegue em 2001, com ataques dos dois principais grupos rebeldes hutus: Frente de Libertação Nacional (FNL) e Forças em Defesa da Democracia (FDD). Uma nova rodada de negociações sem os dois grupos forma um governo provisório de três anos, encabeçado inicialmente por Buyoya e, no período final, pelo hutu Domitien Ndayizeye, líder da Frente para a Democracia de Burundi (Frodebu).

Tropas da ONU - Em abril de 2003, Ndayizeye assume a Presidência. Em novembro, o governo e a FDD fecham um acordo: o grupo obtém quatro ministérios e 40% dos oficiais do Exército. Em maio de 2004, o Conselho de Segurança da ONU decide enviar uma força internacional para o Burundi. No começo de agosto, um novo acordo é assinado pelo governo, pelo Exército e por 20 partidos e grupos, para balancear a presença de hutus e tutsis nas instituições de Estado. Mas a tensão interna volta a se agravar, dias depois, quando os hutus da FNL chacinam 160 tutsis congoleses (chamados de banyamulenges) em um campo de refugiados. Nas semanas seguintes, o Exército ataca posições da FNL.

Nova Constituição - Em outubro, o presidente Ndayizeye apresenta e o Parlamento aprova uma nova Constituição provisória. Ela estende o mandato do governo e marca as eleições presidenciais para abril de 2005, quando haverá um plebiscito sobre a nova Constituição. Em janeiro de 2005, o presidente forma o novo Exército nacional, incorporando às Forças Armadas todos os grupos hutus, salvo a FNL. O processo de integração é gradativo e pode durar até quatro anos.

BUTÃO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO BUTÃO

BUTÃO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO BUTÃOButão, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Butão

Geografia: Área: 47.000 km². Hora local: +8h30. Clima: de montanha. Capital: Timfu. Cidades: Timfu (45.000), Phuntsholing (45.000) (2016).

População: 650 mil (2016); nacionalidade: butanesa; composição: butaneses 60%, nepaleses 25%, charchopes 15%. Idioma: zoncá (oficial). Religião: budismo 74%, hinduísmo 20,5%, crenças tradicionais 3,8%, outras 1,5%, sem religião 0,2%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU. Embaixada: Missão Permanente do Butão junto às Nações Unidas. 2, United Nations Plaza, 27th Floor, New York, NY 10017, EUA; e-mail: bhutan@un.int.

Governo - Monarquia. Div. administrativa: 20 distritos. Chefe de Estado: rei Jigme Singye Wangchuk (desde 1972, coroado em 1974). Primeiro-ministro: Lyonpo Yeshey Zimba (desde 2004; cargo rotativo com mandato de um ano no Conselho de Ministros). Partidos: não há. Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional, com 150 membros. Constituição: não há.

Situado na cordilheira do Himalaia, entre a China e a Índia, o Butão mantém, no decorrer dos séculos, grande isolamento. Até 1974 esteve fechado aos estrangeiros, e a entrada de turistas ainda é controlada de forma rigorosa. Isso contribui para a preservação do meio ambiente. O primeiro canal de TV é inaugurado em 1999, juntamente com o acesso à internet. O telefone celular chega em 2003. A agricultura, essencialmente de subsistência, emprega a maioria da população. A Índia acolhe mais de 90% das exportações do país, em particular de eletricidade, pois o Butão consome apenas pequena parte da energia elétrica que produz. A religião predominante, da doutrina drukpa, é uma derivação do budismo tibetano. Em 2002, o governo lança uma proposta preliminar de Constituição. No ano seguinte, porém, o projeto é modificado e sua apresentação final foi adiada e aprovada em 2005.

Bandeira do ButãoHistória do Butão

Dominado pelos tibetanos no século XVII, o Butão passa, no século XIX, para o controle britânico, cujo domínio colonial já era sólido na Índia. A administração britânica preserva o sistema de governo butanês, uma monarquia teocrática em que o poder é exercido pela seita budista drukpa. Em 1907, esse sistema é substituído por uma monarquia hereditária encabeçada por sir Ugyen Wangchuk. Em 1949, o país obtém a independência. O governo da Índia, porém, exerce influência oficial sobre sua defesa e relações externas até 1983, substituindo os britânicos nesse papel. Quando a China ocupa o Tibet, nos anos 1950, reivindica também o Butão, o que acirra os ânimos com a Índia. O reinado de Jigme Dorji Wangchuk, entre 1952 e 1972, introduz eleições parlamentares. O rei, entretanto, acumula o cargo de primeiro-ministro. Em 1971, a nação é admitida na Organização das Nações Unidas (ONU). Com a morte do rei, em 1972, assume o trono seu filho Jigme Singye.

Thimph, Capital do Butão
Thimphu, Capital do Butão
Conflitos étnicos - Em 1990 eclodem conflitos étnicos no sul do país, onde os habitantes de origem nepalesa, um quarto da população, exigem igualdade de direitos. O governo reage com prisões e imposição da cultura butanesa, e cerca de 100 mil pessoas refugiam-se no Nepal. O plano de desenvolvimento iniciado em 1997 prevê a expansão do setor privado da economia, sem, contudo, colocar em risco as tradições nem a cultura do país. Um decreto do rei Jigme Singye transfere, em 1998, a chefia de governo para um primeiro-ministro, eleito pelo Conselho de Ministros. No ano seguinte, são libertados 40 presos políticos, dentre os quais Teknath Rizal, líder de origem nepalesa encarcerado havia dez anos.

Grupos internacionais de defesa dos direitos humanos condenam o Butão, em junho de 2003, por dificultar o retorno dos butaneses que se exilaram no Nepal. Em outubro, os dois países anunciam acordo para permitir a volta dos refugiados, mas até setembro de 2004 a situação não se modifica. Entre dezembro de 2003 e janeiro de 2004, o Exército ataca três grupos separatistas indianos instalados no sul do Butão. Segundo o governo, os campos rebeldes são totalmente desmantelados. Não há informação sobre mortos e feridos.

DIFERENÇAS ENTRE ESTADO, PAÍS, NAÇÃO E TERRITÓRIO

DIFERENÇAS ENTRE ESTADO, PAÍS, NAÇÃO E TERRITÓRIODiferenças entre Estado, País, Nação e Território

As diferenças entre Estado, País, Nação e Território, apesar de se apresentarem em um mesmo contexto, existem várias diferenças entre os conceitos de cada um.

Para melhor compreendermos algumas noções geográficas, geopolíticas e sociais do mundo que nos envolve, muitas vezes precisamos compreender corretamente alguns conceitos que nos servem de base para estudar e analisar a realidade. Dentre esses conceitos, podemos citar os de Estado, país, nação e território, termos diferentes entre si, mas que costumam se inserir em um mesmo contexto discursivo.

É importante, primeiramente, definir o que é Território. Na Geografia, assim como ocorre com a maioria dos conceitos básicos de todas as ciências humanas, não há um consenso exato sobre o que seja, simplificadamente, o território. Mas, aqui, podemos compreender esse termo como sendo o espaço geográfico apropriado e delimitado por relações de soberania e poder. Em alguns casos, o território possui fronteiras fixas e muito bem delimitadas (a exemplo do território brasileiro); em outros, seus limites não são muito claros (como o território delimitado por algum grupo terrorista ou por um consórcio de grandes empresas).

Portanto, quando falamos, por exemplo, em “território brasileiro”, não estamos falando do Brasil propriamente dito, mas do seu espaço delimitado correspondente, delimitação essa exercida por meio de um domínio que é reconhecido internacionalmente, o qual chamamos de soberania. Por assim dizer, podemos entender que o Brasil é soberano sobre o seu território, exercendo sobre ele a sua vontade, ou seja, os interesses de seus habitantes.

Assim sendo, a soberania territorial é exercida pelo Estado brasileiro. Perceba que esse termo, com “E” maiúsculo, difere-se do estado (com “e” minúsculo), que é apenas uma unidade federativa ou uma província do país. O Estado é, portanto, um conjunto de instituições públicas que administra um território, procurando atender os anseios e interesses de sua população. Dentre essas instituições, podemos citar as escolas, os hospitais públicos, os departamentos de política, o governo e muitas outras.

É necessário, contudo, estabelecer a diferença entre Estado e País. Enquanto o primeiro é uma instituição formada por povo, território e governo, o segundo é um conceito genérico referente a tudo o que se encontra no território dominado por um Estado e apresenta características físicas, naturais, econômicas, sociais, culturais e outras. No nosso caso, o Brasil é o país e a República Federativa do Brasil é o Estado.

Por outro lado, o conceito de Nação, por sua vez, também possui suas diferenças e particularidades em relação aos demais termos supracitados. Nação significa uma união entre um mesmo povo com um sentimento de pertencimento e de união entre si, compartilhando, muitas vezes, um conjunto mais ou menos definido de culturas, práticas sociais, idiomas, entre outros. Assim sendo, nem sempre uma nação equivale a um Estado, ou a um país ou, até mesmo, a um território, havendo, dessa forma, muitas nações sem território e sem uma soberania territorial constituída.

A Espanha é um exemplo clássico de Estado multinacional, ou seja, com um grande número de nações vivendo em seu território. Existem os espanhóis, mas também existem os catalães, uma nação atualmente sem um Estado soberano e, portanto, sem um território político definido, além dos bascos, navarros e alguns outros. A maior parte dessas nações reivindica, inclusive, a criação de seus Estados independentes, com a delimitação de seus respectivos territórios, algo que ainda não foi conseguido.

Outro exemplo de nação sem território são os Curdos, conhecidos por serem a maior de todas as nações sem um Estado correspondente, de forma que seu povo habita vários países situados ao longo do Oriente Médio, no continente asiático. Essa nação vem solicitando a vários países e instituições internacionais a criação de seu país, que se chamaria Curdistão.

Muitos Estados, para garantirem o exercício de suas soberanias em seus territórios, tentam criar entre os seus habitantes um sentimento nacional, ou seja, a ideia de que aquele país equivale a uma nação geral, o que costuma ser chamado de nacionalismo. O estímulo ao nacionalismo é visto com bons olhos por muitas pessoas no sentido de essas valorizarem os seus territórios e suas populações, mas é preciso ter cuidado, pois os fatos históricos já demonstraram que um nacionalismo extremo pode provocar uma onda de fascismo. Nesse caso, o governo e até as pessoas passam a considerar que a sua nação (ou “raça”) é naturalmente superior às demais, justificando ações bélicas e formas de preconceito diversas, tal qual foi o caso do Nazismo na Alemanha em meados do século XX.

CABO VERDE, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE CABO VERDE

Cabo Verde, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Cabo VerdeCabo Verde, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Cabo Verde

Geografia: Área: 4.033 km². Hora local: +1h. Clima: tropical. Capital: Cidade de Praia. Cidades: Cidade de Praia (97.700), Mindelo (63.900), São Felipe (5.900) (2016).

População: 530 mil (2016); nacionalidade: cabo-verdiana; composição: crioulos 71%, grupos étnicos autóctones 28%, europeus ibéricos 1%. Idiomas: português (oficial), crioulo. Religião: cristianismo 95,1% (católicos 97,4%, outros 7,7% - dupla filiação 10%), outras 4,1%, sem religião 0,8%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU, UA. Embaixada: Tel. (61) 248-0543, fax (61) 346-4059 – Brasília (DF); e-mail: embcaboverde@rudah.com.br.

Governo: República parlamentarista. Div. administrativa: 9 ilhas e 14 condados. Partidos: Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Movimento para a Democracia (MPD), Aliança Democrática para a Mudança (ADM). Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional, com 72 membros. Constituição: 1992.

Situado na zona equatorial do oceano Atlântico, na África, a 500 quilômetros da costa do Senegal, Cabo Verde é um arquipélago formado por dez ilhas de origem vulcânica. São Tiago, a maior, concentra 50% da população. Seu território é árido e as secas são duradouras, o que prejudica a agricultura. No decorrer do século XX, a falta de comida causou a morte de 200 mil pessoas. Atualmente, o Cabo Verde importa cerca de 85% dos alimentos que consome. O país depende de ajuda econômica externa e do envio de dinheiro dos emigrantes aos familiares. Existem mais cabo-verdianos vivendo no exterior do que no arquipélago. Para estimular o turismo, prevê-se para 2005 a inauguração de um aeroporto internacional em Cidade de Praia, a capital.

Bandeira de Cabo VerdeHistória de Cabo Verde

Desabitado até o século XV, Cabo Verde é colonizado a partir de 1462 por Portugal, que se vale da localização da ilha para utilizá-la como escala na viagem para a América. No século XX, com o surgimento dos movimentos de libertação nacional na África, o país vincula-se à luta pela independência da Guiné Portuguesa, atual Guiné-Bissau. Em 1956 forma-se o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), marxista, liderado por Amílcar Cabral. A independência é declarada em 5 de julho de 1975 como consequência da Revolução dos Cravos, que derrubou a ditadura em Portugal. Cabo Verde e Guiné-Bissau formam Estados separados, sob a direção do mesmo partido, o PAIGC. Aristides Pereira é o primeiro presidente cabo-verdiano. A unificação é interrompida em 1980, pelo golpe de Estado na Guiné-Bissau, que depõe o presidente, Luis Cabral – irmão de Amílcar. A ala cabo-verdiana do PAIGC passa a se chamar Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV). Em 1990 acaba o regime de partido único. Em 1992 é aprovada nova Constituição.

Cidade de Praia, Capital de Cabo Verde
Cidade de Praia, Capital de Cabo Verde
Nas eleições parlamentares de 2001, o PAICV ganha 40 das 72 cadeiras do Parlamento, contra 30 do MPD. José Maria Neves é o primeiro-ministro. Na disputa presidencial, Pedro Pires (PAICV) derrota Carlos Veiga (MPD), em segundo turno, por 17 votos, num total de mais de 151 mil votantes. Em 2004, o Fundo Monetário Internacional (FMI) libera créditos ao país que totalizam 9 milhões de dólares, de um total de 13 milhões concedidos no âmbito do Programa de Redução da Pobreza. A porcentagem da população abaixo da linha de pobreza, porém, vem crescendo. Passou de 14% em 1989 para 20% em 2002.

CAMARÕES, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE CAMARÕES

CAMARÕES, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE CAMARÕESCamarões, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Camarões

Geografia: Área: 475.442 km². Hora local: +4h. Clima: tropical (N) e equatorial (S). Capital: Yaoundê. Cidades: Douala (1.700.000), Iaundê (1.500.000), Bafousam (208.000), Garoua (140.000), Maroua (86.000) (2016).

População: 18,5 milhões (2016); nacionalidade: camaronesa; composição: camarões 31%, bantos 19%, quirdis 11%, fulanis 10%, outros grupos étnicos autóctones 29% . Idiomas: francês, inglês (oficiais), línguas regionais (principais: fang, bamilequê, duala). Religião: cristianismo 54,2% (católicos 26,5%, protestantes 20,7%, outros 7%), crenças tradicionais 23,7%, islamismo 21,2%, sem religião e ateísmo 0,4%, bahaísmo 0,4%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, UA. Embaixada: Tel. (61) 248-5403, fax (61) 248-0443 – Brasília (DF); e-mail: ambacam@ig.com.br, site na internet: www.embcameroun.org.br.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 10 províncias. Partidos: União Democrática do Povo Camaronês (RDPC), Frente Social-Democrática (SDF), União Nacional pela Democracia e Progresso (UNDP), União Democrática de Camarões (UDC). Legislativo: unicameral – Assembléia Nacional, com 180 membros. Constituição: 1972.

Localizada na costa oeste da África e banhada pelo golfo da Guiné, a República de Camarões é uma das nações de maior diversidade cultural no continente: abriga 230 grupos étnicos, que falam 250 línguas e dialetos nativos. Mais de 40% do território é coberto por florestas tropicais. No norte, onde predominam as savanas, o clima tropical é seco, tornando-se árido nas proximidades do lago Chade. No oeste, há formações montanhosas de origem vulcânica, cujo ápice é o monte Camarões (4,1 mil metros), um dos mais altos da África Central. O petróleo, descoberto em 1976, é importante fonte de divisas. O país exporta ainda madeira e cacau. A disputa com a Nigéria pela península de Bakassi gera conflitos de fronteira desde os anos 1990.

Bandeira de CamarõesHistória de Camarões

O território onde fica Camarões é ocupado no século II a.C. por tribos de língua banto, que praticam o pastoreio e a agricultura. Em 1472 chega à região o navegador português Fernando Pó, que batiza um rio que encontra de Camarões, o que dá origem ao nome do país. A partir do século XVI, espanhóis, alemães, ingleses, franceses e norte-americanos praticam o comércio costeiro na região. Em 1884, os alemães estabelecem ali um protetorado. Durante a I Guerra Mundial, o território é ocupado por tropas da França e do Reino Unido e depois repartido entre esses dois países. Em 1948 é fundada a União Popular de Camarões (UPC), que organiza a luta pela independência. O partido é posto na ilegalidade em 1956, e, de fora do país, seus dirigentes organizam a luta armada. Independência Sob pressão da UPC, a parte francesa do território torna-se independente, em 1960, batizada de República dos Camarões. Ahmadou Ahidjo assume a Presidência e instaura o regime de partido único, a União Nacional Camaronesa (UNC), liderada por políticos de orientação islâmica. No ano seguinte, a Organização das Nações Unidas (ONU) promove plebiscitos nas duas áreas controladas pelos britânicos: a região norte prefere unir-se à Nigéria e a do sul vota pela fusão com a área francesa, originando a República Federativa dos Camarões, que une os Camarões Ocidental e Oriental. Em 1972, Ahidjo unifica os dois Camarões. Sem oposição legal, o presidente permanece no poder até 1982, quando é substituído pelo primeiro-ministro Paul Biya, da União Democrática do Povo Camaronês (RDPC), ex-UPC.

Oposição - Pressionado por manifestações populares, o governo instaura o pluripartidarismo em 1990. As eleições de 1992 são vencidas, sob acusações de fraude, pelo partido governista. Nas eleições municipais de 1996, a oposição vence em 13 cidades. O governo nega-se a empossar os eleitos e os substitui por nomes de sua confiança. Nos violentos protestos que se seguem, há grande número de mortos.

Yaoundê, Capital de Camarões
Yaoundê, Capital de Camarões
Separatismo - Em 1997, Biya é reeleito, com mais de 90% dos votos. Em maio de 1999, Camarões e Nigéria iniciam conversações para um acordo sobre a península de Bakassi, onde se supõe haver petróleo. Diante do impasse, a Nigéria admite submeter o litígio à Corte Internacional de Justiça (CIJ), o que já fora pedido por Camarões. Em dezembro de 1999, o Conselho Nacional de Camarões do Sul (CNCS) anuncia a independência unilateral das áreas de língua inglesa e proclama a República Federal de Camarões do Sul, mas não obtém reconhecimento internacional. O grupo vinha pedindo ajuda à ONU, desde 1996, para formar um país independente. Sua alegação é que o princípio de isonomia entre os camaroneses de língua inglesa e francesa, estabelecido no plebiscito de 1961, não vem sendo cumprido.Em 2000, a tensão interna cresce com diversos ataques a diplomatas estrangeiros, incluindo o embaixador dos Estados Unidos (EUA), John Yates, ferido na cabeça. A crise leva à substituição de 14 ministros e seis secretários de Estado – todos envolvidos com a segurança pública.

A governista RDPC vence as eleições legislativas de 2002, conquistando 149 das 180 cadeiras do Parlamento. Em 2003 é inaugurada no país a primeira Bolsa de Valores da África Central, em Douala. Começa também a funcionar o oleoduto que sai da zona petrolífera no sul do Chade, atravessa Camarões e chega a seu litoral, o que amplia as receitas do país.

Península de Bakassi - O julgamento da soberania sobre a península de Bakassi começa em fevereiro de 2002. Em outubro, a CIJ dá ganho de causa a Camarões. A Nigéria, que ocupa militarmente a península, não aceita o resultado. Meses depois, os governos reabrem negociação e fixa-se o prazo de 15 de setembro de 2004 para o cumprimento da decisão da corte. Na data acertada, a Nigéria não entrega a península a Camarões, alegando "dificuldades técnicas". Moradores locais defendem um plebiscito, afirmando que a maioria dos 300 mil moradores prefere integrar a Nigéria. Em outubro de 2004, Paul Biya é reeleito presidente por mais sete anos, com mais de 70% dos votos.

Yaoundé, Capital de Camarões

Yaoundê, Capital de Camarões
Yaoundê, Capital de Camarões
Yaoundê, Capital de Camarões

 Yaoundé ou Iaundé é a capital dos Camarões. Situa-se no centro do país, a cerca de 700 metros de altitude. Tem cerca de 1,7 milhões habitantes. Foi fundada em 1888 por comerciantes alemães.


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