Literatura Latina


Literatura Latina

Literatura Latina

Latina, Literatura, literatura da Roma antiga e de grande parte da Europa Ocidental durante a idade média e o renascimento, escrita em latim.

A tradição latina A literatura romana se desenvolveu a partir da literatura grega e se iniciou com Lívio Andrônico, que escreveu os primeiros dramas em latim. O primeiro escritor romano nativo foi Gneo Nevio, ainda que Ênio Quinto, famoso por seus Anais, tenha sido o primeiro importante. O primeiro gênio verdadeiro da literatura romana foi o autor de comédias Plauto. As obras do segundo gênio romano cômico, Terêncio, são mais tranqüilas e engraçadas. O político Catão o Velho foi o primeiro mestre da prosa romana, e o escritor mais importante de sátiras, gênero supostamente inventado por Ennio, foi Caio Lucílio.

A idade de ouro: poesia O precursor da idade de ouro da poesia romana foi Lucrécio, que tratou de liberar as pessoas da superstição e do medo da morte. Catulo foi o primeiro grande poeta lírico, embora o maior de todos tenha sido Virgílio. Cada época encontrou em Eneida a mensagem que mais lhe convinha. A tradição lírica continuou com Horácio — mestre da ode — e os grandes autores de elegias: Catulo, Sexto Propercio, Ovídio, Alíbio Tibulo e Sulpicia, cujos poemas são os únicos que se conservam de uma mulher romana.

A idade de ouro: prosa Os autores de prosa mais destacados desta época foram Cícero, Júlio César e o principal historiador romano, Tito Lívio, enquanto que a chamada idade de prata pertencem Lucano, Publio Papinio Estacio e Sêneca, filósofo estóico e autor de terríveis tragédias. O escritor mais original da época foi talvez Petrônio, porém sobressai também por suas sátiras em verso Pérsio e o amargo — mas divertido — Juvenal. A mais curta das formas poéticas, o epigrama, foi aperfeiçoada por Marcial. A prosa do século I d.C. inclui a obra de vários escritores didáticos notáveis como o prolífico Plínio o Velho, autor da História Natural, o retórico Quintiliano e o historiador Cornélio Tácito. Suetônio é famoso por suas animadas biografías dos césares. Durante os séculos seguintes, a literatura romana declinou ao mesmo tempo que a fortuna política do Império, porém destacaram-se umas poucas figuras: Lúcio Apuleio por sua Metamorfosis e o sábio e perspicaz Ambrósio Teodósio Macróbio, que escreveu uma espécie de sumário da antiga cultura em sua Saturnália. Os primeiros escritores cristãos importantes foram Tertuliano, um mestre da prosa, santo Ambrósio e Aurélio Clemente Prudêncio, que inaugurou uma nova tradição na poesia cristã. A prosa cristã foi dominada por dois padres da Igreja: são Jerônimo, tradutor da Bíblia (Vulgata), e santo Agostinho, um dos pensadores europeos mais influentes. De Nuptiis Philologiae et Mercurii (400?) de Marciano Minneo Félix Capella, e De Consolatione Philosophiae do cônsul Boécio, tiveram uma grande influência no pensamento cristão posterior.

Literatura latina da idade média A literatura latina medieval prossegue a tradição da literatura cristã primitiva com são Isidoro de Sevilha, que reuniu um compêndio da cultura de seu tempo, e Beda o Venerável, que escreveu versos em latim e uma história da Igreja. A obra em prosa mais admirada de sua época foi a biografia autorizada de Carlos Magno escrita pelo erudito franco Einhard. A corte de Carlos Magno reuniu um notável grupo de poetas. Destacam-se entre eles o erudito inglês Alcuíno de york e o sábio arcebispo de Maguncia Rabanus Maurus. Também foi esta uma época de avanços notáveis na poesia litúrgica. A forma connhecida como seqüência — cantos em latim cantados durante a missa — se desenvolveu no século IX e está particularmente associada a Notker Balbulus. Diversos tipos de poemas extensos foram também característicos do primeiro período da idade média. A história de Reynard, a raposa, uma fábula de animais, apareceu em versos latinos no século X. Também se escreveram poemas épicos mais sérios como o poema heróico Waltharius, atribuído ao monge suiço Ekkehard I o Velho. Grande parte da melhor poesia medieval foi anônima, em especial os versos líricos seculares atribuídos aos estudantes vadios (goliardos) que celebram os prazeres da bebida e o amor carnal, e ridicularizam o clero e a poesia religiosa tradicional. Estes poemas se conservam em vários manuscritos, sendo o mais conhecido deles Carmina Burana, reunido na Baviera no século XIII. Enquanto isso, a poesia religiosa continuou a ser escrita, com exemplos de destaque como a sequência comovedora, também usada como hino, ‘Stabat Mater Dolorosa’ de Jacopone da Todi e o poderoso ‘Dies Irae’ do frade italiano Tomás de Celano. Conserva-se um número considerável de obras de teatro religiosas medievais que são antecessoras diretas do drama moderno e incluem as formas conhecidas como mistérios (ver Autos). A monja germana Roswitha adaptou as técnicas dramáticas de Terêncio a temas cristãos. As coleções em prosa do século XIII conhecidas por Gesta Romanorum e a Legenda Aurea, uma coleção de vidas de santos do arcebispo de Gênova Jacobo de Voragine, foram muito populares. Alguns filósofos, como o sábio francês Abelardo, escreveram obras em latim de mérito literário, à semelhança de obras importantes do poeta erudito Alain de Lille, Anticlaudianus e De Planctu Naturae. Apesar dos escritores começarem a empregar cada vez mais as línguas nacionais, os tratados técnicos continuaram sendo escritos em latim. O grande poeta italiano Dante Alighieri empregou a língua latina em suas obras.

A literatura latina do renascimento A última grande época de criatividade em latim, o renascimento, concretizou-se nas obras dos humanistas italianos Petrarca e Poggio. Destacam-se os estudos lingüísticos do humanista italiano Lorenzo Valla, e no campo literário, os escritos filosóficos de Marsilio Ficino e de Pico della Mirandola. Os melhores poetas em latim da época foram Giovanni Pontano, Michael Marullus e Poliziano. A obra de Marco Girolamo Vida inclui um influente tratado em verso sobre a arte da poesia, Ars Poetica. No norte da Europa destacam-se as obras de Erasmo e Tomás More, e o romance em latim mais conhecido do renascimento é Argenis (1621) do poeta e satírico escocês John Barclay. Destacam-se a poesia de Johannes Secundus, holandês, e John Owen, galês, famoso por seus expressivos epigramas latinos. No século XVII, Casimir Sarbiewski de Polonia e Jacob Balde da Alsácia escreveram uma poesia horaciana admirável de tema cristão.

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