Botswana | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Botswana

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Botswana | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Botswana

Botswana | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Botswana
Geografia: Área: 581.730 km². Hora local: +5h. Clima: tropical de altitude. Capital: Gaborone. Cidades: Gaborone (186.007), Francistown (83.023), Malepolole (54.561), Selebi Phikwe (49.849) (2019).

População: 2 milhões (2019); nacionalidade: betchwana; composição: tswanas 95%, calangas, basuaras e galagadás 4%, europeus 1%. Idiomas: inglês (oficial), setsuana (nacional). Religião: cristianismo 59,9% (independentes 30,7%, sem filiação 13,6%, protestantes 11%, outros 4,7%), crenças tradicionais 38,8%, sem religião 0,1%, outras 1,1%.

Bandeira de BotswanaRelações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, SADC, UA. Embaixada: 1531-3, New Hampshire Avenue NW, Washington D.C. 20036, EUA.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 11 distritos. Partidos: Democrático de Botswana (BDP), Frente Nacional de Botswana (BNF). Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional, com 57 membros. Constituição: 1966.

Sem saída para o mar, Botswana fica em uma região semi-árida no sul da África. Cerca de 85% do território se localiza no deserto de Kalahari, sujeito a secas que podem durar anos. Essa questão marca tanto o país que o nome da moeda nacional, pula, significa chuva em língua setswana. A abundância de animais selvagens e a boa infra-estrutura dos parques nacionais impulsionam o turismo. A nação é grande produtora mundial de diamante e tem jazidas de níquel e cobre. Na área da saúde, enfrenta uma catástrofe: segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), de cada dez adultos, quase quatro são portadores do vírus da aids, o mais alto índice de contaminação no mundo.

Gaborone, Capital de Botswana

História de Botswana

Marcada pelas condições desérticas, a área é ocupada pelos povos tswana desde pelo menos o século XVIII. Nas primeiras décadas do século XIX, recebe uma missão britânica (1813) e acolhe bôeres e zulus, que, em razão de conflitos com os britânicos, saem da região da atual África do Sul. Protetorado britânico desde 1885 com o nome de Bechuanalândia, em 1966 a região alcança a independência e passa a se chamar Botswana. Realiza eleições regulares desde então e é considerado exemplo de estabilidade política no continente.Até o fim dos anos 1980, como um dos países que se opunham ao regime de segregação racial na África do Sul, era alvo de incursões do Exército sul-africano, sob a acusação de abrigar guerrilheiros do Congresso Nacional Africano. Com o fim do apartheid, as relações bilaterais melhoram. Na década de 1980, o Produto Interno Bruto (PIB) cresce mais de 10% ao ano, em virtude da produção de diamantes. A seca e a recessão mundial no início dos anos 1990 levam o país à depressão econômica e revelam sua dependência da mineração. Em 1998, após quatro mandatos, o presidente, Ketumile Masire, do Partido Democrático de Botswana (BDP), retira-se da política e é substituído pelo vice, Festus Mogae. O BDP vence as eleições parlamentares de 1999, e Mogae é eleito presidente pela Assembleia Nacional.

A partir de 2001, cresce a resistência do povo nômade "bushmen" à tentativa do governo de expulsá-los das terras de caça nas quais vivem há milênios para procurar jazidas de diamante. Em 2003, o governo acerta um programa de privatizações com o Banco Mundial que inclui a venda parcial da Air Botswana, além de estatais de telecomunicações, habitação e água.

Gaborone, Capital de Botswana

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