Djibouti | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Djibouti

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Djibouti | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Djibouti


Geografia: Área: 23.200 km². Hora local: +6h. Clima: árido tropical. Capital: Djibouti. Cidades: Djibouti (580.100), 'Ali Sabîh (12.000), Tadjoura (10.000), Dikhil (6.960).

População: 830 mil; nacionalidade: djiboutiano; composição: issas 60%, afars 35%, outros 5%. Idiomas: árabe, francês (oficiais), somali, afar. Religião: islamismo 94,1%, outras 4,6%, sem religião 1,3%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, UA. Embaixada: 1156, 15th Street NW, suite 515, Washington D.C. 20005, EUA.

Governo: República com forma mista de governo. Div. administrativa: 5 distritos. Partidos: coalizão União pela Maioria Presidencial (UMP) (União Popular pelo Progresso – RPP, Frente pela Restauração da Unidade e da Democracia – Frud, entre outros), coalizão União pela Alternância Democrática (UAD) (Aliança Republicana pela Democracia – ARD, da Renovação Democrática – PRD, entre outros). Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional, com 65 membros. Constituição: 1992.

Última colônia francesa a conquistar a independência na África, Djibouti é abalado por conflitos entre seus dois principais grupos étnicos: os afars, do norte e do oeste, ligados à população etíope, e os issas, de origem somali, no sul. Localizado na região chamada de Chifre da África, o país é um dos mais quentes e áridos do planeta. Seus desertos são pontilhados por lagos salgados, e há poucas áreas para a agricultura. Quase todos os alimentos são importados. A nação vive da atividade do porto de Djibouti, a capital, que reúne mais da metade da população e se situa em posição estratégica, na entrada do mar Vermelho.

Djibouti | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Djibouti

História do Djibouti

Bandeira do DjibutiHabitada por tribos nômades convertidas ao islamismo no século IX, a região é transformada em colônia da França, a Somália Francesa, em 1862. Em 1967 passa a se chamar Território dos Afars e Issas. A independência ocorre em 1977, e o novo país é chamado Djibouti, aderindo à Liga Árabe. Hassan Gouled Aptidon, da etnia issa, é eleito presidente em 1981 e reeleito em 1987. Na Guerra do Golfo, em 1991, Djibouti é usado como base para as operações bélicas da França. Nesse ano, surge a Frente pela Restauração da Unidade e da Democracia (Frud), formada por grupos rebeldes afars, que lidera insurreição armada e ocupa o norte do país. Em 1994, a Frud se divide. Uma facção negocia com o governo, enquanto outro setor mantém a guerra civil. Em 1996, a maior parte da Frud vira partido político e, em 1997, concorre às eleições parlamentares em aliança com a governista União Popular pelo Progresso (RPP). A aliança obtém as 65 cadeiras do Parlamento. Nas eleições presidenciais de 1999, é eleito Ismael Omar Guelleh (RPP), sobrinho de Gouled. A facção guerrilheira da Frud depõe as armas em 2000, ano em que o general Yacin Yabeh Galab, chefe da polícia, tenta um golpe de Estado ao ser demitido. Ele é preso, julgado e condenado a 15 anos de prisão.

Em 2002, o país transforma-se em base de ações internacionais contra o terrorismo. Nas eleições de 2003, a coalizão governista recebe 62,7% dos votos e elege os 65 parlamentares. Sob pressão migratória crescente, o governo decide expulsar do país os 100 mil imigrantes ilegais. Em março de 2004, o presidente da Alemanha, Johannes Rau, cancelada visita ao Djibouti alegando que havia "ameaça concreta" de atentado contra ele. Em abril, chuvas torrenciais inundam a capital, deixam milhares de desabrigados e matam mais de 50 pessoas.

Djibuti, Capital do Djibuti
Djibouti, Capital do Djibouti
Cultura do Djibouti: Os trajes tradicionais Djiboutianos são próprios para o clima quente e árido, típico do país. Os homens vestem uma roupa vagamente embrulhada que vai até os joelhos, junto a um roupão de algodão ao longo dos ombros, similar a uma toga romana. As mulheres vestem saias longas, tipicamente tingidas de marrom. Mulheres casadas vestem um pano sobre a cabeça, às vezes também abrangendo a parte de cima de seus corpos. Mulheres que não são casadas não são obrigadas a cobrir a cabeça. O vestido tradicional árabe é usado estritamente durante festivais religiosos, especialmente na preparação do hajj. Para algumas ocasiões, as mulheres também podem se adornar com joias.

A tradição cultural é, na maioria das vezes transmitida oralmente, principalmente em músicas. Usando sua linguagem nativa, essas pessoas podem cantar ou dançar falando de uma história. Muitos exemplos da influência árabe e francesa pode ser notada nos edifícios.

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