Malásia, Aspectos Gerais da Malásia

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Malásia, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Malásia

MALÁSIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA MALÁSIAGeografia: Área: 329.758 km². Hora local: +11h. Clima: equatorial. Capital: Kuala Lumpur. Cidades: Kuala Lumpur (1.700.000) (aglomeração urbana), Ipoh (630.000), Kelang (590.000), Petaling Jaya (480.000) (2016).

População: 27 milhões (2016); nacionalidade: malaia; composição: malaios 59%, chineses 32%, indianos 9%. Idiomas: malaio (oficial), chinês, tâmil, ibã. Religião: islamismo 47,7%, crenças populares chinesas 24,1%, cristianismo 8,3%, hinduísmo 7,3%, budismo 6,7%, crenças tradicionais 3,4%, outras 2%, sem religião e ateísmo 0,7% - dupla filiação 0,2%. Moeda: ringgit.

Relações Exteriores: Organizações: Apec, Asean, Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 248-5008, fax (61) 248-6307 – Brasília (DF); e-mail: mwbrasilia@persocom.com.br.

Governo: Monarquia parlamentarista. Div. administrativa: 13 estados e 3 territórios federais. Chefe de Estado: rei Syed Sirajuddin Syed Putra Jamallulail (desde 2001). Partidos: coalizão Frente Nacional (BN) (Organização Nacional Malaia Unida, Associação Malaia Chinesa, entre outros), da Ação Democrática, Islâmico da Malásia (PAS). Legislativo: bicameral – Senado, com 70 membros; Casa dos Representantes, com 219 membros. Constituição: 1957.

Localizado no Sudeste Asiático, o país tem o território dividido em duas grandes porções: uma no norte da ilha de Bornéu e outra continental, no sul da península da Malásia. Nesta última se concentra a maioria da população. A Malásia tem clima quente e úmido e seu território é coberto por florestas tropicais, cujos recursos são extensivamente explorados por empresas nacionais e japonesas. Na década de 1990, a economia se moderniza, com destaque para a indústria de componentes eletrônicos. A nação é importante produtora de petróleo, gás, estanho e látex. De seus 13 estados, nove são sultanatos, e a cada cinco anos um dos sultões é escolhido como chefe de Estado. Há severas restrições no país à liberdade de organização e de manifestação.

Bandeira da MalásiaHistória da Malásia

A atual Malásia é herdeira do império marítimo muçulmano estabelecido no início do século XV em substituição a principados sob influência indiana. Portugueses, holandeses e ingleses se estabelecem na região entre o século XVI e o XVIII. No início do século XX, sob dominação inglesa, a península da Malásia torna-se o maior produtor mundial de borracha. O Japão ocupa o território durante a II Guerra Mundial. Com o fim do conflito, os ingleses reassumem o controle. Em 1948 irrompe uma insurreição comunista, derrotada em meados da década de 1950. Em 1957, o país torna-se independente, sob o nome de Federação da Malásia, integrando o norte da ilha de Bornéu. O poder político é dominado, desde então, pela Organização Nacional Malaia Unida, que depois agrega outras organizações políticas sob a coalizão Frente Nacional. Cingapura, no sul da península, abandona a federação em 1965. No início da década de 1970 ocorrem conflitos étnicos causados pelo ressentimento da maioria malaia em relação à minoria chinesa, que domina a economia.

Crescimento - Em 1981, Mahathir bin Mohamad assume o cargo de primeiro-ministro. Sob sua liderança, o país registra altas taxas de crescimento econômico e se torna um dos Tigres Asiáticos (países da região com economia de ponta). A partir de 1987, Mahathir adota um regime repressor, com prisão de opositores políticos, proibição de protestos e controle da imprensa.

Kuala Lumpur, Capital da Malásia
Kuala Lumpur, Capital da Malásia
Crise econômica - Em maio de 1997, a economia do país é abalada pela crise financeira que atinge o Sudeste Asiático. O ministro das Finanças, Anwar Ibrahim, anuncia, em outubro, um programa de austeridade. A moeda nacional, o ringgit, desvaloriza-se e há uma reforma no sistema financeiro. Em 1998, o governo abandona a austeridade, centraliza o câmbio e dificulta a saída de capital estrangeiro. A medida provoca protesto dos investidores internacionais. Anwar é então demitido, e inicia-se uma crise política. Acusado de corrupção e homossexualismo (considerado crime no país), é preso após liderar grande manifestação contra o governo. Levado a julgamento, é condenado, em 1999, a uma pena de seis anos por corrupção. A economia se recupera, graças ao aumento dos gastos públicos com infra-estrutura e à ampliação das exportações. A melhoria na situação econômica leva Mahathir a diminuir as restrições à saída de investimentos estrangeiros. A governista Frente Nacional (BN) vence as eleições parlamentares de 1999, o que garante a Mahathir novo período de cinco anos como primeiro-ministro. Mas o Partido Islâmico da Malásia (PAS) conquista o governo do estado de Terengganu. Em 2000, Anwar é condenado a nove anos de prisão por sodomia, o que amplia sua pena para 15 anos.

Em 2002, a polícia prende e deporta milhares de imigrantes ilegais, principalmente filipinos e indonésios. Passam a vigorar leis rigorosas contra estrangeiros em situação irregular. Mahathir aposenta-se em outubro de 2003, depois de 22 anos à frente do governo, sendo substituído por seu vice, Abdullah Ahmad Badawi. Nas eleições gerais antecipadas de março de 2004, a coalizão governista BN é a grande vitoriosa, ao conquistar 198 das 219 cadeiras em disputa. O Partido da Ação Democrática elege 12 parlamentares. Abdullah inicia novo mandato como premiê. O ex-ministro Anwar Ibrahim é libertado em setembro. Em dezembro, o tsunami atinge o país e causa pelo menos 68 mortes.