Turquia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Turquia

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Turquia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Turquia

Geografia – Área: 779.452 km². Hora local: +5h. Clima: mediterrâneo (litoral e S) e temperado continental (N). Capital: Ancara. Cidades: Istambul (9.200.000), Ancara (3.390.000) (aglomeração urbana), Izmir (2.390.000), Bursa (1.270.000), Adana (1.200.000) (2018).

População – 77 milhões (2018); nacionalidade: turca; composição: turcos 80%, curdos 18%, árabes 1,5%, outros 0,5% . Idiomas: turco (oficial), curdo. Religião: islamismo 97,2%, sem religião 2%, outras 0,7%, ateísmo 0,1%. Moeda: lira turca.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan. Embaixada: Tel. (61) 242-1850, fax (61) 242-1448 – Brasília (DF); e-mail: emb.turquia@conectanet.net.br.

Governo – República parlamentarista. Div. administrativa: 81 províncias. Partidos: da Justiça e Desenvolvimento (AK), Republicano do Povo (CHP), da Ação Nacionalista (MHP), Caminho Verdadeiro (DYP). Legislativo: unicameral – Grande Assembleia Nacional Turca, com 550 membros. Constituição: 1982.

O mais ocidentalizado dos países de população muçulmana, a Turquia procura estreitar laços com a Europa. Sua adesão à União Européia (UE), porém, vem sendo adiada pelo bloco há duas décadas. Entre os obstáculos estão situações internas de violação aos direitos humanos, o conflito com a Grécia na ilha de Chipre e a intensa repressão aos separatistas do Curdistão, que já deixou cerca de 30 mil mortos desde os anos 1980. O território turco espalha-se por dois continentes: Europa e Ásia. A porção européia – apenas 3% da área – separa-se da asiática pelo estreito de Bósforo. A estratégica passagem entre o mar Negro e o mar Egeu divide Istambul (antiga Constantinopla) em duas. Metrópole cultural do país e ponto de contato entre o Ocidente e o Oriente Médio, a cidade conserva as marcas das civilizações que a ocuparam. Templos de divindades greco-romanas convivem com a arte bizantina e o estilo islâmico, com destaque para a antiga Catedral de Santa Sofia e a Mesquita Azul. As montanhas irregulares com seus cumes cobertos de neve e as praias ensolaradas estimulam o turismo.
TURQUIA - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DA TURQUIA

História da Turquia

Na Antiguidade, diversos povos ocupam a região da Anatólia, atual Turquia. A cidade de Bizâncio, fundada pelos gregos no século VIII a.C., é conquistada pelos romanos no fim do século I da Era Cristã. Em homenagem ao imperador Constantino, a cidade passa a se chamar Constantinopla e vem a ser a sede do Império Bizantino entre 395 e 1453. Nesse ano, é conquistada pelos turcos, que dão a ela o nome de Istambul. O domínio turco marca a queda do Império Bizantino. Originários provavelmente do norte da China, os turcos convertem-se ao islamismo no século XI e criam, posteriormente, o Império Turco-Otomano, que se estende do rio Indo ao mar Mediterrâneo e dura do fim do século XIII ao início do XX. Seu nome faz referência a Otman I, que, por volta de 1300, amplia o domínio da fé islâmica com a desintegração das fronteiras do Império Bizantino. Sob o domínio turco-otomano, Istambul torna-se a capital do mundo.

Apogeu do Império – O apogeu do Império se dá no reinado de Solimão I, o Magnífico. Ele sobe ao poder em 1520 e leva o domínio turco às portas de Viena, na Áustria, depois de chegar aos Bálcãs, alcançar a região da Criméia, o mar Negro, algumas ilhas gregas e o Oriente Médio. No fim do século XVII, tem início a decadência. No decorrer do século XIX, o Império começa a se desintegrar. A repressão a reivindicações autonomistas – como o genocídio de 600 mil a 1,5 milhão de armênios em 1915 – não evita seu progressivo desmembramento. A derrota na I Guerra Mundial leva à perda das possessões no Oriente Médio e na África.

Bandeira da TurquiaOcidentalização – Após o armistício, cresce o movimento nacionalista liderado por Mustafa Kemal, militar reformista que adota o codinome Atatürk (pai dos turcos). Em 1920, ele derrota os gregos que haviam invadido o país e modifica o Tratado de Sèvres, que impõe restrições à soberania turca. Em outubro de 1922, o sultanato é abolido, e, no ano seguinte, a República é proclamada. Atatürk elege-se presidente e governa ditatorialmente até a morte, em 1938. Suas medidas favorecem a modernização e a ocidentalização do país: abolição da poligamia, substituição do direito islâmico por legislação de feitio ocidental, imposição do casamento civil, adoção do alfabeto romano e anulação, em 1928, do artigo constitucional que declarava ser o islamismo a religião do Estado. Ismet Inönü, colaborador de Atatürk, sucede-o na Presidência até 1950. Nesse ano, a primeira eleição livre realizada no país é vencida pela oposição.

Golpes militares – Em 1974, um golpe liderado por oficiais gregos na ilha de Chipre leva a Turquia a intervir no país sob o pretexto de proteger os interesses da população de origem turca. Chipre ainda está dividido em duas zonas: greco-cipriota e turco-cipriota. Nos anos 1970 e 1980, o processo democrático na Turquia é interrompido por golpes militares. Realizam-se eleições em 1983, mas prosseguem as violações à democracia.

 Istambul
 Istambul
Islamismo e democracia – Em 1996, o Partido do Bem-Estar (RP) – fundamentalista islâmico – é o mais votado nas eleições parlamentares e forma um governo liderado por Necmettin Erbakan. Pressionado pelos militares, que fazem campanha contra a interferência da religião nos assuntos de Estado, em 1997, Erbakan renuncia. No mesmo ano, a Turquia tem seu pedido de entrada na União Européia (UE) recusado por desrespeito aos direitos humanos e à democracia. Em fevereiro de 1998, o Tribunal Constitucional torna ilegal o RP e suspende os direitos políticos de Erbakan por cinco anos, sob a acusação de romper a laicidade do Estado.

Reformas econômicas – Eleições parlamentares em abril de 1999 dão a vitória ao Partido da Esquerda Democrática, de Bulent Ecevit, que governa com o apoio dos conservadores. Ecevit prossegue com as reformas econômicas para capacitar o país a ingressar na UE. Os planos do governo são abalados por um terremoto, em agosto, com epicentro em Izmit (nordeste), que mata cerca de 14 mil pessoas. Em 2000, o Parlamento elege o novo presidente, Ahmet Necdet Sezer, independente e defensor do Estado laico.

Uma investigação do governo sobre fraude em dez bancos expõe a vulnerabilidade do setor financeiro turco e é o ponto de partida para uma crise financeira internacional em 2001. A lira turca perde valor, os preços sobem e investidores retiram capital do país. O Fundo Monetário Internacional (FMI) lança um pacote de ajuda de 10 bilhões de dólares.

União Europeia – Ainda em 2001, o Parlamento aprova 34 mudanças na Constituição, entre as quais a abolição da pena de morte e a flexibilização em relação ao uso do idioma curdo, para aumentar a chance de a Turquia tornar-se membro da UE. O Código Civil é alterado, para que os direitos das mulheres sejam equiparados aos dos homens. A UE não inclui, no entanto, a Turquia na lista dos países que integram o bloco em 2004, por não cumprir todos os requisitos.

Vitória islâmica – Numa ofensiva contra os fundamentalistas, a Corte Constitucional bane, em 2001, o Partido da Virtude, acusado de minar o Estado não-religioso. Parte de seus 102 deputados, a maior bancada da oposição na Grande Assembléia Nacional Turca, funda o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AK). Em 2002, oito ministros renunciam para forçar o primeiro-ministro, Ecevit, a convocar eleições antecipadas. Nas eleições, o AK obtém 363 das 550 cadeiras do Parlamento, embora seu líder, Recep Tayyip Erdogan, tivesse sido proibido de exercer cargos públicos, acusado de ameaçar o secularismo. Erdogan afirma que, apesar da orientação islâmica de seu partido, não haverá mudança de rumo nas reformas pró-ocidentais e pró-mercado. Ele indica o vice-presidente do AK, Abdullah Gul, como primeiro-ministro. Um mês depois, o Parlamento devolve a Erdogan plenos direitos políticos. No início de 2003, uma eleição local para substituição de um deputado conduz Erdogan de volta ao Parlamento. Dois dias depois, Gul renuncia ao cargo de primeiro-ministro para que Erdogan possa assumi-lo.

Guerra e terrorismo – No início do governo de Erdogan, o Parlamento se recusa a permitir que os Estados Unidos (EUA) instalem no país 62 mil soldados como parte dos preparativos para a invasão do Iraque. O primeiro-ministro apóia a vinda das tropas, mas seu pedido é rejeitado pelos deputados. Como represália, os EUA cancelam um pacote de ajuda de 30 bilhões de dólares. O Parlamento então acaba permitindo a passagem de aviões militares norte-americanos pelo país. Os EUA elogiam a medida e liberam um pacote de 9,4 bilhões de dólares. Em novembro de 2003, o país é vítima do terrorismo islâmico. No dia 15, 25 pessoas morrem em ataques suicidas, reivindicados pela rede terrorista Al Qaeda, contra duas sinagogas em Istambul. Cinco dias depois, dois veículos-bomba são lançados contra alvos britânicos na cidade. As explosões matam o cônsul britânico e mais 27 pessoas. O governo turco, aliado dos EUA e de Israel, diz que seguirá combatendo o terrorismo.

Terremoto – em outubro de 2011 (23) um forte terremoto de 7,2 na escala Richter atingiu o leste da Turquia, deixando centenas de vítimas fatais. As cidades mais atingidas foram Van e Erse.

Aproximação com a UE – Em 2004, os atentados não cessam totalmente, mas a Turquia avança em sua aproximação com a União Européia. Em janeiro, o país assina protocolo rejeitando a pena de morte em qualquer circunstância. Reforma também sua moeda, implantando a nova lira, ao cortar seis zeros da lira turca. A economia apresenta bom desempenho. O espaço para os direitos dos curdos se amplia em junho, quando a TV estatal faz as primeiras transmissões na língua curda e quatro ativistas curdos são soltos. Em setembro, um novo código penal é aprovado, permitindo um combate mais efetivo à violência contra as mulheres e a tortura, queixa sistemática da UE. Em outubro de 2004, a Comissão Européia aprova o início das conversações com a Turquia para sua entrada na comunidade, decisão que ainda teria de ser submetida à cúpula da UE.

Turquia faz concessões aos curdos

Maior etnia sem Estado do mundo, com 26 milhões de pessoas, os curdos habitam uma vasta região, que extrapola as fronteiras da Turquia, denominada por eles de Curdistão, abrangendo também áreas no Iraque, Síria, Irã, Armênia e Azerbaidjão. São majoritariamente muçulmanos sunitas, organizam-se em clãs e, em algumas regiões, falam o idioma curdo. A partir de meados do século XX ocorrem rebeliões na Turquia e no Iraque e surge o projeto de um Estado curdo na região. O governo dos dois países reprime com violência os separatistas.

Curdistão turco – O principal grupo separatista, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), dá início, em 1984, à luta armada contra o governo turco — que não reconhece a existência da etnia curda e proíbe o uso de seu idioma. O líder máximo do PKK, Abdullah Öcalan, é preso por forças especiais da Turquia em 1999 e condenado à morte. Mas a decisão gera protestos em vários países. O governo turco, pressionado pela União Européia, atende a uma reivindicação histórica dos curdos ao liberar parcialmente o ensino da língua curda, em 2001. Em 2002, em conseqüência da abolição da pena de morte na Turquia, a pena de Öcalan muda para prisão perpétua. O ataque militar dos EUA ao Iraque, em 2003, reacende o temor da Turquia de que os curdos iraquianos criem um Estado independente após o fim do regime de Saddam Hussein. Tropas turcas são deslocadas para a região. Mas o comando norte-americano, cumprindo promessa feita ao governo turco, impede que as milícias curdas do Iraque assumam o controle político da região.

Guerras Russo-turcasGuerras Russo-turcas

Guerras russo-turcas é o termo empregado para designar a série de conflitos entre a Rússia e o império otomano durante o período que vai do fim do século XVII ao século XIX e que tiveram como conseqüência a expansão das fronteiras russas na Europa e na Ásia. Entre 1676 e 1878 ocorreram 12 conflitos.

Com o declínio do império otomano, os czares procuraram ampliar as fronteiras da Rússia à custa da Turquia e avançar em direção a Constantinopla, capital imperial, apesar dos esforços da diplomacia européia.

Travadas em geral nas regiões dos Balcãs, da Criméia e do Cáucaso, as primeiras guerras foram provocadas por rivalidades estritamente russo-turcas. No século XIX, no entanto, os conflitos passaram a atrair cada vez mais o interesse das potências européias, que neles intervieram de várias formas. Chegaram a participar da guerra da Criméia (1853-1856) ao lado do império otomano e exerceram pressões diplomáticas tão fortes sobre a Rússia depois da guerra de 1877-1878 que as conquistas militares russas foram consideravelmente reduzidas.

Apesar disso, como resultado geral das guerras russo-turcas, a Rússia estendeu suas fronteiras até o mar Negro e o rio Prut, na Europa, e para além das montanhas do Cáucaso, na Ásia. Ao terminar a guerra de 1877-1878, a Rússia havia contribuído significativamente para a independência da Sérvia e da Romênia, então sob o jugo do império otomano, e tornara-se um importante competidor na disputa pelo domínio político desses países, bem como pelo que restava dos Balcãs otomanos.

Guerras Greco-turcasGuerras Greco-turcas

Denominam-se guerras greco-turcas dois conflitos entre a Grécia e a Turquia, ocorridos em 1897 e em 1921-1922. A primeira guerra greco-turca, também chamada guerra dos trinta dias, originou-se da interferência da Grécia nos conflitos entre cristãos e muçulmanos da ilha de Creta, então sob domínio turco. Em 1896 irrompeu uma rebelião em Creta, fomentada em parte por uma sociedade nacionalista secreta grega chamada Ethniki Etairia. Tropas gregas desembarcaram para auxiliar os rebeldes e a Grécia valeu-se da oportunidade para anexar a ilha.

A antiga rivalidade entre Grécia e Turquia sempre constituiu fator de tensão na já explosiva região dos Balcãs, o que levou as potências européias a interferirem energicamente nesses conflitos.

As grandes potências, contudo, apoiavam a autonomia de Creta. Tropas gregas, comandadas pelo príncipe Constantino, atacaram a Turquia em abril de 1897, o que provocou uma contra-ofensiva e a pronta ocupação de Larissa, na Tessália. O governo de Atenas submeteu-se às grandes potências, retirou suas tropas de Creta e, pelo tratado de paz de 1897, indenizou a Turquia e aceitou uma retificação na fronteira norte em benefício do adversário. Depois de muitos distúrbios, os turcos retiraram-se de Creta, em 1898, e os gregos da ilha aceitaram a autonomia.

Guerra de 1921-1922

A origem da segunda guerra greco-turca foi o Tratado de Sèvres, em 1920, que entregou à Grécia a Trácia oriental. Os turcos, liderados por Kemal Ataturk, recusaram-se a ratificar o acordo. A situação complicou-se com a morte do rei Alexandre e a volta ao trono de seu pai, rei Constantino, que fora forçado a renunciar pelos aliados, em virtude de sua política pró-germânica.

Em 1921, forças gregas mal equipadas lançaram uma ofensiva na Anatólia, mas tiveram de recuar ante poderosa contra-ofensiva turca, que obteve expressiva vitória às margens do rio Sakarya. Seguiram-se, em 1922, os grandes triunfos turcos de Afyon e Esmirna. O armistício de Mudania, em 1922, estabeleceu as bases para as conversações de paz de Lausanne.

Em conseqüência da guerra, o rei grego Constantino foi deposto e vários de seus ministros executados. Pelo Tratado de Lausanne, em 1923, a Grécia perdeu a Trácia oriental e aceitou o rio Maritsa como fronteira oriental. As minorias grega e turca foram transferidas para seus países de origem e teve início o governo de Kemal Ataturk, na Turquia, após a abolição do sultanato.

Ankara, Capital da Turquia

Ankara, Capital da Turquia

Ankara situa-se no noroeste da península de Anatólia, junto à confluência dos rios Hatip, Ince Su e Çubek, sobre uma colina escarpada de mais de 1.100m de altitude. De clima seco, a cidade apresenta duas partes bem diferenciadas, a antiga, ao norte, menos povoada, e a moderna, ao sul, de moldes ocidentais.

Foi aos habitantes da Ankyra dos gregos, ocupada por diferentes povos e civilizações desde a pré-história, que o apóstolo Paulo dirigiu a Epístola aos Gálatas.

Provavelmente fundada pelos hititas, Ankara foi frígia e persa, sendo em 334 a.C. conquistada por Alexandre o Grande. Entre o século III a.C. e I da era cristã era terra dos gálatas, sendo visitada pelo apóstolo Paulo. Incorporada por Augusto ao Império Romano, fez também parte dos impérios bizantino, turco seldjúcida e otomano. Da antiga cidadela restam um forte e uma torre branca. Entre as ruínas importantes estão o templo de Augusto (século II a.C.), as termas romanas (século III), a coluna bizantina de Juliano (século IV), a mesquita de Arslanhane ou Aladim (1290) e outras dos séculos XIV e XVI. No museu arqueológico há relíquias hititas preciosas.

Ankara tem indústria e comércio intensos, inclusive do pêlo de cabra chamado angorá, nome que se estendeu aos gatos da região e assemelhados. O pai da Turquia moderna, Mustafá Kemal Atatürk, em 1923 tornou-a capital do país.

Antioquia, Antiga Cidade Helenística da Turquia

A antiga cidade helenística, romana e bizantina de Antioquia, onde os cristãos receberam pela primeira vez seu nome, é hoje a aprazível Antakya, cidade da província de Hatay, no sul da Turquia.

Seleuco I fundou Antioquia a vinte quilômetros da costa mediterrânea, no fértil vale do rio Orontes, por volta do ano 300 a.C. Num primeiro momento, principalmente gregos e macedônios povoaram a cidade. Capital da Síria selêucida até o ano 86, quando os armênios a conquistaram, pouco depois foi incorporada ao Império Romano, de cuja província da Síria se tornou capital em 64.

Antioquia, Antiga Cidade Helenística da Turquia

Sob o domínio romano, a cidade alcançou grande importância, chegando a contar com 200.000 habitantes, e se embelezou com notáveis construções. Vários terremotos e o saque a que foi submetida pelos persas no ano 266 diminuíram seu esplendor. Logo se concentraram seguidores de Cristo em Antioquia, onde começaram a ser chamados cristãos. A importância da cidade para a religião nascente foi enorme, tanto pelos diversos sínodos e concílios que nela se celebraram como por sua famosa escola teológica. O Concílio de Nicéia a proclamou sede do patriarcado do Oriente, o terceiro depois dos de Roma e de Alexandria.

No ano 637, Antioquia caiu sob o domínio dos muçulmanos. Em 969 voltou ao poder dos bizantinos, e entre 1084 e 1098 esteve nas mãos dos turcos seldjúcidas. Os cruzados a conquistaram, erigindo-a capital do principado do mesmo nome, até que, em 1268, foi tomada pelos mamelucos. Finalmente, em 1517, passou a fazer parte do império turco otomano. Depois da primeira guerra mundial, a cidade foi incorporada ao protetorado francês da Síria, sendo devolvida à Turquia em 1939.

A atual Antakya conserva numerosos vestígios de seu antigo resplendor nas épocas romana e bizantina, entre eles a cidadela fortificada, construída no tempo de Teodósio e reformada por Justiniano, os restos do palácio imperial romano, o estádio e o teatro. No museu arqueológico existe uma importante coleção de mosaicos e sarcófagos romanos.

Esmirna ou Izmir, Cidade Histórica Turca

Esmirna ou Izmir, Cidade Histórica Turca
Esmirna ou Izmir, Cidade Histórica Turca

Esmirna (Izmir em turco) é uma cidade da Turquia, na costa do mar Egeu. Tem cerca de 2.54 milhões de habitantes.

História

A cidade de 5.000 anos, é uma das cidades mais velhas da bacia de Mediterrâneo. A cidade original foi estabelecida no terceiro milênio antes de Cristo (no dia presente Bayrakl ı), em que tempo ele compartilhou com Tróia a cultura mais promovida em Anatolia. Por 1500 antes de Cristo ele tinha caído embaixo da influência do Império Hittite Anatólio Central. Segundo o historiador grego famoso Herodotus (de Halicarnassus, Bodrum dos nossos dias) a cidade foi primeiro estabelecida pelo Aeolians, mas logo depois disso agarrada pelo Ionians quem o desenvolveu em um dos maiores centros culturais e comerciais do mundo disto periodIn o primeiro milênio antes de Cristo o Izmir, então conhecido como Smyrna, colocado como uma das cidades mais importantes da Federação Ionian. Durante este período, uma da cidade a mais brilhante, acreditam-lhe que Homer residiu aqui. A conquista de Lydian da cidade aproximadamente 600 antes de Cristo, trouxe este período a um fim. O Smyrna permaneceu um pouco mais que uma aldeia em todas as partes do Lydian e o sexto século subseqüente antes de Cristo regra persa. Antes do quarto século antes de Cristo uma nova cidade foi construída nas encostas de Mt. Pagos (Kadifekale) durante o reino de Alexander o Grande. O período romano de Smyrna, que começa antes do primeiro século antes de Cristo, foi a sua segunda grande era. Smyrna depois ficou conhecido como uma das Sete Igrejas da Ásia, à qual o Livro da Revelação foi enviado por John o Apóstolo. A regra bizantina seguida antes do quarto século e durou até a conquista Seljuk antes do 11o século. Em 1415, embaixo do Sultão Mehmed Çelebi, Smyrna ficou a parte do Império de Otomano. A cidade ganhou a sua fama como uma das cidades de porto mais importantes do mundo durante os 17os 19os séculos, enquanto os comerciantes de várias origens (especialmente francês, italiano, holandês, armênio, Sephardi judaico, e grego) transformaram a cidade em um portal cosmopolita do comércio. Durante este período, a cidade foi famosa da sua própria marca da música (Smyrneika) bem como a sua larga variedade de produtos que ele exportou à Europa (passas de Smyrna/Sultana, figos secados, carpetes, etc.) Desde 1961 para 1963, Çiğli Base Aérea perto do Izmir, apresentou quinze Júpiter de Estados Unidos móvel IRBM mísseis armados nucleares. Os quinze mísseis foram extensos entre cinco sítios de lançamento nas montanhas perto do Izmir, a Turquia. A Força Aérea Turca enfim controlou os mísseis, mas o pessoal de Força Aérea de Estados Unidos teve o controle do armamento das ogivas nucleares. O desdobramento desses mísseis na Turquia incitou a Crise de Míssil Cubana no Outubro de 1962. Como a parte do acordo da crise, eles foram retirados no Abril de 1963. As posições exatas dos cinco sítios com três mísseis cada um, é ainda secreto mais de 40 anos depois. A cidade usada para ser uma da maior parte de cidades cosmopolitas no mundo, com uma grande população de Gregos, Judeus, Armênios, e Levantines (Italianos genoveses, Italianos Venezianos, franceses e católicos gregos das ilhas egéias). Depois da Guerra de Independência Turca a população grega moveu-se à Grécia. A população atual é dominantemente turca.

O Izmir moderno

A torre de relógio no Quadrado Konak de Izmir Hoje, o Izmir é a terceira maior cidade de Turquia e é o "Izmir Ocidental alcunhado" ou "a pérola do Egeu". É largamente considerado, se com admiração ou ódio, como a cidade mais Ocidentalizada de Turquia quanto a valores, ideologia, estilo de vida, e papéis de gênero. Ele é um lugar seguro de CHP. A cidade apresenta um festival de artes internacional durante o Junho/Julho, e uma feira internacional durante o Agosto/Setembro cada ano. O Izmir moderno também incorpora cidades antigas mundialmente famosas como Ephesus, Pergamon, e Sardis. O fenômeno de Internet turco Mahir Cagri é residente. O Izmir apresentará o Universiade de Verão em 2005.

Anatólia ou ásia Menor

Também chamada Ásia Menor, a península da Anatólia constitui hoje a porção asiática da Turquia. Cruzamento de rotas utilizadas por diferentes povos em suas migrações e conquistas através da Europa e da Ásia, foi desde os mais remotos tempos campo de batalha entre o Oriente e o Ocidente.
O platô central, que não tem rios navegáveis e possui poucos acessos naturais, é uma continuação da Ásia central. A costa oeste, com seus vales férteis e clima agradável, assemelha-se mais à Europa.

Consta que em 1950 a.C. a parte oeste da Anatólia teria sido tomada pela primeira dinastia dos hititas. Dois séculos depois, tribos arianas parecem ter invadido o país e imposto sua língua aos hititas. No século XVII a.C. estes construíram um império poderoso, reconquistando a Anatólia. Após diversas invasões de cimérios, frígios, lídios e gregos, a Anatólia foi dominada por Ciro II o Grande da Pérsia (546 a.C.) e posteriormente dividida em quatro satrapias. As guerras greco-persas, que começaram com a tentativa de Dario de conquistar europeus e asiáticos, terminaram em 334 a.C., quando a Anatólia foi invadida por Alexandre o Grande. Depois de sua morte, vários reis estabeleceram domínios sobre partes da península.

Anatólia ou ásia Menor

Com a derrota de Antíoco o Grande, na Magnésia, em 190 a.C., a Anatólia caiu em poder dos romanos. Mas apenas em 133 a.C. formaram sua primeira província, a Ásia, que incluía a Anatólia. Os romanos dividiram a península em várias províncias, ligas e principados quase independentes e, sob seu domínio, a Anatólia se desenvolveu e prosperou. No fim do século III da era cristã, Diocleciano, ao reorganizar o império, acabou com os grandes comandos militares e uniu as províncias em grupos chamados dioceses. Seguiram-se grandes mudanças, com a introdução do cristianismo, que se espalhou pela região. As sete igrejas cristãs da Ásia Menor foram organizadas nesse período. Quando o império foi dividido em dois em 395, a Anatólia ficou submetida ao Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla. As línguas nativas e as antigas religiões quase desapareceram e o país sofreu profunda helenização.

No fim do século VI a Anatólia era muito rica, mas séculos de paz e centralização excessiva produziram um estado de coisas que é expresso no termo "bizantino". Após a invasão do rei persa Khrosrow II e a retomada do poder bizantino por Heráclio, os árabes invadiram a Anatólia no ano 668 e estabeleceram um cerco a Constantinopla. Nos três séculos seguintes, Bizâncio e os califas de Bagdá tentaram estabelecer cabeças de ponte no Eufrates e no leste da Cilícia. Um inimigo mais poderoso, porém, apareceria do Oriente. Os turcos arrasaram a Cilícia e a Capadócia em 1067, derrotaram e capturaram o imperador romano Diógenes em 1071 e tomaram Nicéia em 1080. Sua dominação durou até que os mongóis tomassem a região em 1243. A partir de então, os turcos otomanos detiveram o poder na península, e em 1451 a Anatólia foi anexada definitivamente ao Império Otomano.

Após diferentes ondas de devastações dos invasores, a Anatólia recuperou-se lentamente nos tempos modernos, mas a construção de estradas de ferro e o crescimento do comércio foram seriamente interrompidos pela primeira guerra mundial, em cujo final os ingleses haviam ocupado todas as terras de língua árabe na Anatólia. O Tratado de Sévres reduziu a Anatólia aos limites étnicos e geográficos da dominação turca. Já ao sul e sudeste, a Anatólia foi dividida pelo Reino Unido, França e Itália em esferas de influência. Posteriormente, os nacionalistas expulsaram os invasores e, após a supressão do sultanato em 1923, seguida do califado, a Turquia se declarou uma república, com capital em Ancara.
Cerca de um milhão de gregos remanescentes na região foram transferidos para a Grécia e a Macedônia sob os auspícios dos aliados e garantia do Tratado de Lausanne.

Zazaki é a língua do povo ZazaZazaki é a língua do povo Zaza

Zazaki é a língua do povo Zaza, uma minoria étnica que habita no leste da Turquia. A linguagem é muito semelhante à falada pelos Curdos, pelo que os Zaza são frequentemente considerados um subgrupo curdo, o que é fortemente contestado pelos Zaza.
André de Chénier

André de Chénier

André-Marie de Chénier nasceu em Istambul, Turquia, em 30 de outubro de 1762. A ascendência grega de sua mãe e a educação recebida pelo futuro poeta no Collège de Navarre, na França, despertaram nele uma profunda admiração pela literatura clássica. De 1787 a 1790, Chénier foi secretário da embaixada francesa em Londres. Sua insatisfação com esse trabalho e a insegurança em relação a si mesmo o impediram de concluir os textos literários sobre temas épicos que, naquele momento, eram sua obsessão. A deflagração da revolução francesa veio pôr fim a esse conflito pessoal. Embora admirasse a nova ideologia, Chénier não vacilou em denunciar os abusos e desmandos do regime do terror, o que lhe valeu a inimizade dos jacobinos. Foi preso em março de 1794 e guilhotinado em Paris, em 25 de julho do mesmo ano.

A obra de Chénier, impregnada do classicismo mais puro na forma e no conteúdo, constitui uma das maiores manifestações poéticas da literatura francesa do século XVIII.

Depois da publicação de sua obra, em 1819, Chénier tornou-se símbolo da poesia tradicional e se consagrou com as Bucoliques, também chamadas Idylles, composições juvenis inspiradas na mitologia grega; os poemas amorosos Élégies; as Épîtres (Epístolas); o poema didático L'Hermès e os poemas escritos na prisão, em apaixonada defesa da liberdade e da justiça.

Zoé de Bizâncio Zoé de Bizâncio

Zoé Porphyrogenita (978-1050) é uma imperatriz bizantina que governou de 1028 até 1050. Zoe obteve este título através do casamento com suposto herdeiro Romano III, tendo ganho, porém, a reputação de o ter envenenado em 1034, de modo a poder casar com o seu amante Miguel.

Incomodado com a perspectiva de associar outro homem ao trono imperial, Constantino VIII impedira as suas filhas de se casarem até ao final da sua vida. Antes de falecer, Constantino casara Zoé com o seu herdeiro designado Romano III Argiro, prefeito (eparca) de Constantinopla, a 21 de novembro de 1028. Por esta altura Zoé tinha 50 anos de idade e, apesar de diversas tentativas, não conseguira gerar um herdeiro para o trono. Romano III sucedeu no trono apenas três dias depois do seu casamento, e a questão sucessória aprofundou as divergências entre o casal. Romano dificultou ainda mais a conviência ingonrando a sua esposa e impondo-lhe cortes nas despesas, ao passo que Zoé se apaixonava pelo cortesão Miguel.

A 11 de abril de 1034 Romano III foi encontrado morto no banho, e correram rumores de que fora ou envenenado ou afogado a mando de Zoé e de Miguel. Zoé casou-se com o seu amante nesse mesmo dia e este reinou como Miguel IV até à sua morte em 1041. Embora Miguel fosse um marido mais atencioso que Romano, Zoé continuou excluída da política pelo monopólio imposto pelo irmão de Miguel, João, o Eunuco. A imperatriz chegou mesmo a conspirar contra o cunhado em 1037 ou 1038.

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