Galáxias e a Via Láctea

Galáxias e a Via Láctea

Galáxias e a Via Láctea

As Galáxias são formadas por estrelas, planetas, nebulosas e poeira cósmica agrupados em torno de um mesmo centro, e são classificadas em elípticas, espirais ou irregulares. Calcula-se que existam aproximadamente 100 bilhões delas, das quais apenas alguns milhares estão catalogados pela ciência.

Em 2000, saem os primeiros resultados de uma pesquisa internacional, o Sloan Digital Survey, que, em alguns anos, pretende determinar a posição e a distância exatas de 250 mil galáxias. Essa investigação deve aumentar imensamente a precisão dos conhecimentos astronômicos. Em 2001, astrônomos da ESO (sigla em inglês para Observatório Meridional Europeu) detectam a maior estrutura cósmica já encontrada – um agrupamento de galáxias e quasares (galáxias muito jovens e distantes). O conjunto inteiro teria um diâmetro de 650 milhões de anos-luz (1 ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros), o que corresponde a quarenta avos do diâmetro do cosmo inteiro. Essa massa gigantesca estaria entre a Terra e os limites do Universo – 6,5 bilhões de anos-luz.

As fotos do telescópio espacial Hubble mostrando milhares de galáxias – as mais antigas e distantes já vistas – também têm revelado pistas importantes sobre o início do Universo. Esses agrupamentos de estrelas se encontram tão longe que sua luz levou quase 10 bilhões de anos para chegar à Terra. Assim, apresentam-se tal como eram na época em que o Universo tinha apenas 3 bilhões de anos. O estudo dessas informações pode ajudar a determinar se as estrelas surgiram primeiro, e depois foram agrupadas em galáxias, ou se estas, no princípio, eram gigantescos redemoinhos de partículas que aos poucos se agregaram.

A comprovação de que as galáxias são conjuntos de estrelas é feita em 1924 pelo astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1889-1953), com o auxílio do telescópio do Observatório Monte Wilson, Washington (EUA). Até então, alguns cientistas imaginavam que elas eram nuvens de gás. No ano seguinte, Hubble demonstra que elas se afastam umas das outras em um movimento constante de expansão que teria começado com o Big Bang. O estudo das galáxias – iniciado por Hubble – tem originado a maior parte das descobertas e teorias sobre a estrutura e a origem do Universo.

Demorou meio século até que os astrônomos pudessem confirmar que as galáxias do chamado "sexteto de Seyfert" estão em colisão entre si. Uma imagem espetacular do Telescópio Espacial Hubble mostrou que há apenas cinco galáxias nesse importante agrupamento cósmico. Pensava-se que havia uma sexta, mas ela não pertence de fato ao sexteto; está na mesma linha de visada, só que muito mais longe da Terra. Além disso, uma das cinco galáxias restantes foi praticamente destruída pelas colisões, restando só apenas uma "poeira" de estrelas espalhada pelo vazio. Segundo a equipe do Hubble, o grupo todo está a mais de 100 000 anos-luz daqui (1 ano-luz mede 9,5 trilhões de quilômetros).

Via Láctea – A galáxia onde está o Sistema Solar é chamada de Via Láctea. De tipo espiral, ela tem diâmetro de 100 anos-luz e contém cerca de 200 bilhões de estrelas. A partir da Terra três galáxias são visíveis a olho nu: a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães, galáxias-satélites da Via Láctea, e Andrômeda, situada a 2 milhões de anos-luz da Terra. A galáxia mais distante conhecida, a 13 bilhões de anos-luz, é descoberta em 1997 pelo astrônomo holandês Marijn Franx e sua equipe.

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