Império Persa e a História da Civilização Persa (539 a.C.-331 a.C.)

Império Persa e a História da Civilização Persa (539 a.C.-331 a.C.)

Império Persa e a História da Civilização Persa (539 a.C.-331 a.C.)

Tribos nômades, originárias da Ásia Central e do sul da Rússia, estão na origem étnica do Império Persa (539 a.C.-331 a.C.). Remonta a 6.000 a.C., data presumível da primeira comunidade instalada no planalto iraniano, entre o mar Cáspio e o Golfo Pérsico.

O altiplano iraniano sofre, no decorrer dos milênios, invasões de vários povos, sobrevivendo, portanto, sob a influência de diversos domínios, em que se destacam os assírios e os caldeus. Mas a data da criação do Império é reconhecida como a do ano de 539 a.C., quando o chefe persa Ciro II, o Grande submete as sociedades da Mesopotâmia (caldeus e assírios). Torna-se rei também dos medos, povo que derrotara os assírios, em 612 a.C. Ciro cria a dinastia Aquemênida, assim chamada em homenagem ao pai, Aquemenes. Excelente estrategista militar, consolida a hegemonia no Irã com campanhas exemplares. Conquista a Babilônia, o reino da Lídia e as colônias gregas da Ásia Menor. Trata com respeito os vencidos, poupando seus costumes e sua religião. É chamado de o rei do mundo.

Cambises (529 a.C.-522 a.C.), seu filho e sucessor, estende o Império até o Egito. Morre em 522 a.C. e é substituído por Dario, o Grande, que derrota uma tentativa de usurpação do trono pela casta sacerdotal. É exatamente durante seu reinado que o Império Persa atinge o auge. Dario dá continuidade aos planos de hegemonia universal de Ciro, conquistando a Trácia, a Macedônia e territórios na Índia. Considerado um gênio político da Antiguidade, divide o reino em 20 províncias, as satrapias, para facilitar seu governo. Conjuga a autonomia regional com o poder central irrefutável. Constrói estradas entre as satrapias que permitem o deslocamento rápido de tropas e mercadorias. Incentiva a difusão do zoroastrismo, religião baseada nos ensinamentos de Zoroastro, que tolera as crenças entre os povos, incentivando a prática da sinceridade e a adoção do bem e da verdade contra o mal e a mentira. Mas a extensão do Império, calculada em cerca de 8 milhões de km, coloca em risco sua administração. Torna-se impossível controlar as constantes rebeliões no vasto território.

Xerxes (519 a.C.-465 a.C.) sucede Dario em 486 a.C. e enfrenta lutas no Egito e na Babilônia. Seus herdeiros perdem a supremacia para os gregos durante as Guerras Médicas. O antigo rival grego, agora protagonizado na figura de Alexandre, o Grande, acaba por transformar-se na potência do Mediterrâneo Oriental. Derrota Dario III, último representante da dinastia Aquemênida, na Batalha de Arbela, em 331 a.C., pondo fim ao Império Persa.

História da Civilização Persa

A Pérsia ficava situada ao leste da Mesopotâmia, no extenso planalto do Irã. Ao contrário das regiões vizinhas, possuía poucas áreas férteis. A partir do ano 2000 a.C. a região foi sendo ocupada por pastores e agricultores vindos da Rússia, dos quais se destacavam os medos, que se estabeleceram no norte, e os persas, no sul.

O império persa
Desde o século VIII a.C. os medos tinham estabelecido um exército forte e organizado, submetendo os persas a pagarem altos tributos. Isso durou até quando o príncipe persa Ciro, o Grande, liderou com sucesso uma rebelião contra estes povos. Depois isso, Ciro foi aceito como o único imperador de toda a planície iraniana.

Para obter riquezas e desenvolvimento, o mesmo deu início ao expansionismo persa. Em poucos anos, seu exército se apoderou de uma imensa área. Seus sucessores Cambises e Dário I deram continuidade a tal política, ampliando as fronteiras do território persa, o qual na época já abrangia desde o Egito até o vale do rio Indo.

Naturalmente, ocorriam diversas rebeliões separatistas promovidas pelos povos dominados. Para garantir a unidade do território e a manutenção de seu poder, Dário I dividiu o Império em várias províncias, denominadas satrapias, e nomeou altos funcionários, os sátrapas, para administrá-las.

O declínio do Império
A grande ambição de Dario I era a conquista  da Grécia. Porém em 490 a.C acabou sendo derrotado pelas cidades gregas, as quais se uniram sob a liderança de Atenas. Seu filho Xerxes também realizou diversas tentativas de submeter os gregos. Estas campanhas foram chamadas de Guerras Greco-Pérsicas.

A partir deste momento, com a multiplicação de revoltas, golpes e intrigas políticas, os imperadores persas começaram a ter enormes dificuldades para manter o controle do império. Estes fatores contribuíram para o declínio do mesmo, resultando na sua conquista em 330 a.C, pelo exército de Alexandre, o Grande, da Macedônia.

Economia
Inicialmente, a principal atividade econômica dos persas era a agricultura. De fato, o Império acumulou muitas riquezas. Durante o governo de Dario I foi criada uma moeda-padrão, o dárico. Tal fato, aliado a uma rede de estradas bem conservadas, serviu de estímulo para o comércio, o que também acabou incentivando o artesanato.

Religião
A religião dos persas era o zoroastrismo, uma crença dualista (crença em dois deuses). Ormuz representava o bem e Arimã, o mal. Segundo o zoroastrismo, no dia do juízo final, Ormuz sairia vencedor e lançaria Arimã no abismo. Nesse dia, os mortos ressuscitariam e todos os homens seriam julgados; os justos ganhariam o céu e os injustos, o inferno.

Guerras Médicas ou Pérsicas

Também conhecidas como Guerras Pérsicas, os conflitos resultam dos interesses expansionistas dos povos gregos (aqueus, jônios, dórios e eólios) e medo-persas, em razão do domínio persa sobre a Jônia, na Ásia Menor. As disputas começam em 492 a.C. e duram até 448 a.C. O Tratado de Susa, ou Paz de Kallias, reconhece a hegemonia grega na Ásia Menor e nos mares Egeu e Negro em 448 a.C.

Colonizada pelos gregos, a Jônia é dominada pelos medo-persas e reage ao jugo dos conquistadores, que interferem na política local e colocam tiranos no poder. A maior revolta ocorre na cidade jônia de Mileto, apoiada pela cidade-Estado grega de Atenas. Mileto é arrasada pelos persas, a população é escravizada e deportada para a Mesopotâmia.

I Guerra Médica – Dominadas pelos gregos, a Trácia e a Macedônia são invadidas pelo rei persa Dario, o Grande. A recusa de Atenas e Esparta a se render ao Exército adversário desencadeia em 492 a.C. a I Guerra Médica. Sob o comando de Mardônio (?-479 a.C.), os persas desembarcam em Atenas mas são derrotados por Milcíades (540 a.C.-489 a.C.) e seus hoplitas (soldados da infantaria) na Batalha de Maratona (490 a.C.). Essa vitória converte Atenas na potência hegemônica grega.

II Guerra Médica – Em 480 a.C., Xerxes (519 a.C.-465 a.C.), filho de Dario, avança com 250 mil soldados sobre a Grécia central. Ao mesmo tempo, 1,2 mil navios persas se acercam do litoral grego. Essa movimentação deflagra a II Guerra Médica. Atenas é incendiada, mas os gregos vencem a Batalha de Salamina. Sem abastecimento nem cobertura naval, o Exército persa foge para Plateia, onde é derrotado em 479 a.C. Um ano depois, os gregos criam uma aliança marítima de defesa, a Confederação de Delos. Comandados por Címon (510-450 a.C.), filho de Milcíades, derrotam de vez os persas na foz do rio Erimedonte, em 448 a.C.

Elam, Antiga Região da Pérsia

Elam, Antiga Região da Pérsia


Elam é a antiga região da Pérsia, também denominada Susiana, que equivale à região atualmente denominada Khuzistão, delimitada ao norte pelos montes Zagros. A civilização elamita aglutinou-se em torno da cidade de Susa, a capital, e seus arredores. Na pré-história, os povos elamitas estavam ligados culturalmente à Mesopotâmia. Depois de 2334 a.C., sob domínio da dinastia acádia, adotaram a escrita cuneiforme usada por sumérios e acádios. Finalmente, o Elam caiu em poder dos guti, um povo montanhês, e logo foi submetido pela terceira dinastia de Ur. Só reconquistou a liberdade ao decair o poderio de Ur.

Por volta do terceiro milênio anterior à era cristã, floresceu no sul da região mesopotâmica, no sudoeste do que mais tarde seria o Irã, a civilização elamita.

Durante sua turbulenta história, firmou-se entre os elamitas o sistema de sucessão matrilinear, pelo qual cada novo soberano era necessariamente filho de um membro do sexo feminino da família do governante anterior. Por volta de 1600 a.C., os cassitas invadiram a Mesopotâmia e causaram a ruína da Babilônia e do Elam. Depois disso, quase nada se soube dos elamitas até o século XIII a.C., quando eles ressurgiram como império durante os reinados de Shutruk-Nahhunte e Kutir-Nahhunte. Seus domínios se estenderam, a oeste, até as margens do Tigre, e a leste, até as proximidades de Persépolis. Esse período de glória encerrou-se quando os babilônios capturaram Susa, no final do segundo milênio a.C. Os 300 anos que se seguiram são completamente obscuros no que se refere à história elamita. Em 640 a.C., o rei assírio Assurbanipal saqueou Susa e deportou proeminentes cidadãos do Elam, que foi mais tarde incorporado como satrapia ao império aquemênida.

A atividade cultural dos elamitas foi aparentemente pouco significativa. Pouco se sabe sobre sua língua e crenças religiosas. A arte e a arquitetura elamita derivaram em grande parte da arte babilônica.

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