Planeta Júpiter

Planeta Júpiter

Planeta Júpiter
O Planeta Júpiter é o quinto planeta em distância do Sol e o segundo maior corpo do Sistema Solar. Foi o primeiro planeta explorado por telescópio, em 1610, pelo físico e matemático florentino Galileu Galilei (1564-1642), que acabara de inventar a luneta. De densidade muito baixa, ele é constituído basicamente de gases: há 87% de hidrogênio e hélio na maior parte restante. Como a temperatura e a pressão são muito altas, não há limite definido entre as partes gasosa e líquida do planeta. Há ainda um tênue sistema de anéis em torno dele, que gravita a uma distância entre 100 mil km e 200 mil km de seu núcleo. Eles são constituídos de grãos de poeira, provavelmente arrancados pela queda de meteoritos sobre os satélites mais próximos. Júpiter pode ser observado a olho nu, distinguindo-se pelo seu brilho, menor apenas que o de Vênus, o da Lua e o do Sol.Em julho de 1994, o campo gravitacional de Júpiter desvia a órbita do cometa Shoemaker-Levy-9, quebra seu núcleo e atrai seus 21 fragmentos. A série de choques é fotografada pela nave Galileu, que havia sido lançada em 1989. Ela se aproxima do planeta em 1995 e lança uma sonda-filhote que, sustentada por para-quedas, desce, em 58 minutos, 150 km dos 11 mil km de espessura das nuvens jupiterianas. Antes de ser estraçalhada pela pressão da atmosfera, seus instrumentos medem a velocidade dos ventos, a temperatura, a densidade dos gases e analisam sua composição química. Entre os principais resultados do levantamento detectam-se ventos de 650 km/h e um céu mais seco, mais claro e com menos descargas elétricas que o esperado. Os técnicos não descartam a hipótese de que a sonda tenha penetrado numa região especialmente limpa por entre as nuvens. Depois de lançar a sonda-filhote, a Galileu permanece em órbita do planeta estudando seus quatro satélites maiores e mais próximos – Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Em 2000, a Nasa decide usar a Galileu durante mais um ano, mas depois lançá-la sobre Júpiter, para evitar que caia em Europa, onde pode haver microrganismos. Uma possível queda prejudicaria o estudo científico desse habitat extraterrestre, contaminando-o com micróbios da Terra que tenham ido como clandestinos na nave. Em 2001, astrônomos descobriram 11 luas novas orbitando o planeta gigante. Oficialmente, Júpiter tem 39 luas - o planeta com o maior número de satélites do Sistema Solar. Muitas das luas provavelmente são asteroides capturados pelo campo gravitacional do planeta. Levando tudo isso em conta, estima-se, em 2003, que o total de satélites jupiterianos pode ser de 61 — um sistema planetário em miniatura.Vistas de perto, as luas jupiterianas revelam surpresas. Io é o corpo de maior atividade vulcânica do Sistema Solar. Em 1997, a Galileu testemunhou a erupção de um vulcão que lançou cinzas e enxofre a 140 km de altura. A lava expelida pelas chaminés chega a 1.700 graus Celsius. Europa tem a superfície recoberta por uma camada de gelo de 160 km de espessura. Os geólogos planetários desconfiam que por baixo desse envelope enregelado haja mais água, em estado líquido, do que em todos os mares terrestres juntos. Eternamente revolvida pela força gravitacional de Júpiter, a água em estado líquido move-se em ondas que trincam o gelo. A cor escurecida das fissuras demonstra a presença de materiais orgânicos. Os pesquisadores acreditam que com esses ingredientes - água e compostos carbônicos - Europa é uma candidata virtual ao surgimento de vida. Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar, é apenas um corpo rochoso. Seu revelo, no entanto, parece indicar erupções vulcânicas de água que deixaram marcas de canais por toda a superfície. Maior que o planeta Mercúrio, é o único satélite com campo magnético - o que faz os astrônomos crer que Ganimedes tenha um núcleo de ferro derretido. O relevo erodido de Calisto também pode esconder mares subterrâneos salgados. A superfície recoberta por uma poeira fina leva os pesquisadores a acreditar que o gelo que um dia recobriu o satélite tenha escapado para o espaço na forma de gás. Um dos mistérios escondidos por essa lua jupiteriana é o pequeno número de crateras criadas pela queda de meteoritos e cometas, em comparação com seu vizinho Ganimedes.