Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais (Pré-História)

Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais (Pré-História)

Paleolítico (2,7 Milhões A.C a 12.000 A.C.)

Paleolítico (2,7 Milhões A.C a 12.000 A.C.)

O Paleolítico compreende o período da história que vai de 2,7 milhões de anos até cerca de 12000 a.C. Nesta fase, o homem passou a utilizar a pedra lascada como instrumento principal. Isso foi de suma importância, pois é a partir desse momento que o mesmo passa a se diferenciar dos outros animais, usando sua capacidade racional para produzir suas próprias ferramentas.

Outro fator que marcou o período foi o domínio do fogo. Se não fosse o calor gerado pela combustão, o homem não sobreviveria a um clima tão frio, já que o Paleolítico foi marcado por intensas glaciações. Além do mais, o domínio do fogo permitiu um maior controle sobre os animais e uma significativa melhoria da qualidade de vida, uma vez que se tornou possível cozinhar os alimentos e iluminar o interior das cavernas.

Os homens  desta época eram nômades e viviam em bandos. Tinham uma economia  de subsistência, isto é, caçavam, coletavam e pescavam para sobreviver. Havia certa organização e divisão de trabalho entre homens e mulheres: estas eram responsáveis por atividades mais leves, como a coleta, e aqueles caçavam.

O homem do Paleolítico não acreditava em deuses, mas sim, em forças da natureza. Existem indícios de rituais funerários nesse período. No final do Paleolítico, o homem já morava efetivamente em cavernas e caçava animais de grande porte, como mamutes e renas.
Neolítico (12000 a.C. e 4000 a.C)

Neolítico (12000 a.C. e 4000 a.C)

O Neolítico, também denominado Idade da Pedra Polida, é um período da Pré-História que compreende o espaço de tempo entre 12000 a.C. e 4000 a.C. Tal nome foi dado em referência ao fato de que, nesta fase, o homem aprendeu a polir as pedras e a fabricar instrumentos mais eficientes, como machados, lâminas de corte, serras, entre outros.

Neste período, o homem pré-histórico deu um dos passos mais importantes para seu desenvolvimento ao descobrir a agricultura. Assim, encontrou uma nova forma diferente e relativamente não esgotável de obtenção de alimentos, deixando de ser nômade para ser sedentário, isto é, passando a ter um habitat fixo. Os primeiros grupos e aldeias foram criados nas proximidades dos rios, visto que as terras dessas regiões eram mais férteis.

O clima da Terra no Neolítico era bastante diferente do Paleolítico. De fato, a crosta terrestre se aqueceu, findando a Era Glacial. Isso permitiu a formação de rios e desertos. Foi nessa fase que se iniciou a divisão do trabalho e a diferenciação social. Os homens  se dedicavam à caça e as mulheres à agricultura e à educação das crianças. Surge também o comércio.

O homem do Neolítico utilizava os métodos de trocas, uma vez que a moeda ainda não havia sido criada. Além disso, desenvolveu técnicas de tecelagem e moagem, a roda e a tração animal, inovações que facilitaram bastante sua vida. Uma vantagem destes avanços tecnológicos foi a utilização de roupas de lã negra e de pele de cabra.
Idade dos Metais (3.500 a.C.)

Idade dos Metais (3.500 a.C.)

A Idade dos Metais é o último período da Pré-História. Tal fase compreende os dois últimos milênios antes do surgimento da escrita, em 3.500 a.C. A Idade dos Metais é majoritariamente caracterizada pela substituição das ferramentas de pedra por aquelas de metal. O primeiro metal utilizado foi o cobre; posteriormente, através da mistura do mesmo com o estanho, o homem obteve o bronze, utilizado para fazer armas mais poderosas. Finalmente, passou-se a utilizar o ferro em 1500 a.C.

O uso dos metais representou um grande avanço para o homem daquela época. As novas e mais eficientes ferramentas permitiram o desenvolvimento da agricultura e da criação de animais. Com essa melhoria, o homem começou a se deparar com o excedente, isto é, a quantidade de alimentos que era produzida além da necessidade. Foi assim, em função da disputa por esses excedentes produtivos, que se iniciaram os primeiros conflitos entre os indivíduos.

Aqueles que venciam tal disputa passaram a impor seu domínio para com os outros, nascendo assim, a figura da propriedade privada e da desigualdade social. Assim, a partir deste momento, também surgia a necessidade de um agente regulador das relações entre os homens: o Estado.

O surgimento de conceitos, problemas e realidades presentes até nos dias de hoje é prova incontestável da importância deste período. Além disso, pode-se dizer que o uso dos metais alterou completamente a qualidade de vida do homem pré-histórico, ao ponto de influenciar tanto na expansão, como na extinção de civilizações inteiras.

Homem de Neandertal

Homem de NeandertalHomem de Neandertal é o nome pelo qual se conhece a subespécie Homo neandertalensis, que viveu em certas áreas da Europa, do Oriente Médio e da África entre 115.000 e 35.000 anos atrás e que, a seguir, desapareceu abruptamente. O nome Neandertal -- ou vale do Neander, perto de Düsseldorf, na Alemanha, onde se encontraram os primeiros fósseis -- foi atribuído ao conjunto da subespécie, da qual mais tarde se identificaram vestígios semelhantes em outras regiões da Europa, assim como na Ásia, no Oriente Médio e no norte da África.

A descoberta, em 1856, de fósseis do chamado homem de Neandertal suscitou controvérsias em torno de sua classificação. Alguns fósseis desses hominídeos assemelham-se menos ao Homo erectus, seu predecessor, que ao atual H. sapiens. Por isso alguns preferem considerá-lo uma subespécie do homem atual, chamando-a H. sapiens neandertalensis.

Os precursores do homem de Neandertal europeu talvez remontem ao período glacial Riss (150.000 a 100.000 anos atrás). Os mais recentes, de que existe maior número de vestígios, datam do período glacial Würm (85.000 a 35.000 anos atrás). O homem de Neandertal é o precursor do homem de Cro-Magnon, representante do H. sapiens pré-histórico. As características da espécie variam segundo a região de onde provêm os fósseis. Em geral, os homens de Neandertal eram atarracados, de pequena estatura e forte compleição, com membros superiores e inferiores encurvados, o que lhes dava uma postura bípede ainda imperfeita. Tinham caixa craniana baixa, alongada e volumosa. O rosto, também grande mas sem queixo, apresentava enormes arcadas superciliares e ossos malares reduzidos.

Viviam de preferência em cavernas, cujas entradas protegiam com pedras, mas em alguns locais construíam abrigos ao ar livre. Conheciam o fogo e eram bons caçadores de animais herbívoros e carnívoros. Às vezes também pescavam e alimentavam-se de moluscos. Fabricavam instrumentos de pedra, madeira e osso. Tudo indica que praticavam o canibalismo. Enterravam seus mortos individualmente ou em grupos e certos indícios de tratamento ritualístico de animais, de que se encontraram restos junto a esqueletos humanos, sugerem a existência, já então, de uma religião primitiva.

O homem de Neandertal extinguiu-se em época que a ciência não conseguiu fixar com exatidão. Alguns estudiosos atribuem seu desaparecimento à dificuldade de sobreviver aos rigores de um novo período glacial.

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