Hipertensão Arterial

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Hipertensão Arterial

Hipertensão Arterial

Hipertensão Arterial é a condição em que a força exercida pelo sangue contra as paredes dos vasos sanguíneos (pressão sanguínea) ultrapassa o padrão aceito como normal. Os valores da pressão arterial equivalem à pressão exercida por uma coluna de mercúrio durante a sístole (contração do coração) e durante a diástole (relaxamento do músculo cardíaco). A medida da pressão arterial se faz com um aparelho denominado esfigmomanômetro, que toma separadamente a pressão sistólica e a diastólica, ou com aparelhos automáticos para medição contínua durante 24 horas, úteis para determinar as variações da pressão no tempo.

Isolada ou em associação com outras doenças, como o tabagismo e o diabetes, a hipertensão é um importante fator causal evitável das doenças cardiovasculares, como insuficiência coronariana, infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca; das doenças cerebrovasculares, como isquemia, infarto e hemorragia cerebral; da doença hipertensiva renal, da dissecção da aorta e das complicações ateroscleróticas.

A hipertensão se classifica em primária ou essencial, de origem desconhecida, que se verifica em 95% dos casos; e secundária, que resulta de doença ou perturbação específica. Os fatores que predispõem à hipertensão primária são de natureza genética (família de hipertensos), ambiental (ingestão exagerada de sal), obesidade, tabagismo etc. A hipertensão secundária pode ser causada por uso de contraceptivos orais, caso em que é reversível com a suspensão do medicamento; doenças renais, como pielonefrite crônica e rins policísticos; doenças endócrinas, como síndrome de Cushing e distúrbios da tireoide e paratireoide; hipertensão da gravidez etc.

Tratamento Para a maior parte dos hipertensos, os mecanismos que mantêm elevada a pressão sanguínea são ignorados. O tratamento se determina de modo empírico, por tentativa e erro. Distinguem-se no tratamento e abordagem farmacológica e não farmacológica. No primeiro caso, a hipertensão é combatida com as seguintes categorias de drogas, administradas isolada ou combinadamente:

(1) Diuréticos, que diminuem o volume de água no sangue e ajudam a eliminar sódio, além de reduzir a resistência periférica ao fluxo sanguíneo.

(2) Bloqueadores do sistema simpático, que incluem os bloqueadores ditos centrais, que atuam no sistema nervoso central, e os betabloqueadores, que provocam redução da pressão arterial ao diminuírem o ritmo cardíaco e a saída de sangue do coração.

(3) Inibidores da enzima de conversão da angiotensina, de ação múltipla e complexa, muito usados por produzirem poucos efeitos colaterais.

(4) Bloqueadores dos canais de cálcio, que atuam causando vasodilatação periférica.

(5) Vasodilatadores diretos, usados geralmente em associação com outros medicamentos, já que produzem indesejados efeitos colaterais.

O tratamento não farmacológico consiste de uma proposta de modificação de estilo de vida, que idealmente deve ser definitivo. Prescreve-se redução de peso, diminuição do consumo de álcool e de sal, abandono do tabagismo, aumento da atividade física para os sedentários e redução dos fatores de estresse.

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