Avesta | Livro Sagrado Redigido Por Zoroastro

Avesta | Livro Sagrado Redigido Por Zoroastro

#Avesta | Livro Sagrado Redigido Por Zoroastro

Segundo a tradição, o Avesta foi redigido, ao menos em parte, pelo próprio Zoroastro (Zaratustra), nos séculos VII e VI a.C., e foi destruído no grande incêndio de Persépolis, ordenado por Alexandre o Grande. Acredita-se que o documento tenha sido reconstituído de memória no início do período sassânida (224-651) e se perpetuou entre as populações de Gabar na Pérsia e os parses de Bombaim. Desses últimos, o francês Abraham-Hyacinte Anquetil-Duperron tirou o material para a primeira versão do texto sagrado em uma língua européia: Zend-Avesta, ouvrage de Zoroastre (Paris, 1771).

A influência da religião persa - masdeísmo ou zoroastrismo - em muitos cultos de mistério que vieram depois foi constatada graças à conservação de seu livro sagrado, o Avesta.

O Avesta, termo que significa "o estabelecido" ou "texto fundamental", compõe-se de cinco partes. O Yasna é um livro litúrgico que deve ser recitado nos sacrifícios. Nele se acham preservados os gathas, hinos de estilo arcaico, nos quais acredita-se estarem reproduzidas as palavras de Zoroastro.

O Vispered contém outros textos litúrgicos, enquanto o Vendidad refere-se às leis rituais e civis. Já os Yasht constituem hinos dedicados a heróis e espíritos benignos, sendo o Jorda Avesta uma coletânea de textos menores. A denominação Zend-Avesta, popularizada no Ocidente pela tradução de Anquetil, procede de um erro, uma vez que significa "interpretação do Avesta", fazendo referência à tradução do texto e à literatura exegética sobre ele no idioma pahlavi ou persa médio.

A linguagem do Avesta, chamada de avéstico, é de origem indo-europeia. Possui grande semelhança com o sânscrito védico e graças a essa afinidade foi possível interpretar seus textos mais arcaicos. Em sua forma simplificada, usada na maior parte do texto, o avéstico teria desaparecido como língua viva por volta de 400 a.C., conservando-se apenas seu uso religioso.

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