Doping ou Dopagem

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Doping ou Dopagem

Doping ou Dopagem

Doping, ou dopagem, é a utilização de substâncias químicas ou quaisquer outros meios que aumentem artificialmente o rendimento físico de atletas ou de cavalos de corrida, antes ou durante a competição. A prática do doping começou a ser adotada pelos ciclistas franceses, e a partir de 1955, por outros atletas em todo o mundo. Pressões de entidades médicas e desportivas levaram à promulgação, em 1965, da primeira legislação anti-doping, que discrimina os métodos para detectá-la e fixa as penalidades para os atletas dopados e para quem lhes tenham fornecido os meios ou substâncias.

Nas Olimpíadas de Seul, em 1988, o canadense Ben Johnson venceu a prova dos 100m com excelente tempo. Como o teste de sangue, obrigatório para os ganhadores de medalhas, revelou que usara um asteróide proibido, teve a vitória e o recorde impugnados pelo Comitê Olímpico Internacional.

O principal argumento contra o doping é o risco que ele acarreta para a saúde e até a vida dos atletas. Se é quase sempre difícil, senão impossível, comprovar a eficácia real de uma substância dopante, muito fácil é demonstrar que a principal finalidade da dopagem é mascarar os sinais naturais de fadiga, provocados pelas atividades físicas. Tais sinais levam o competidor a diminuir o esforço ou até mesmo a parar. O doping evita que perceba esses sinais e assim ultrapasse seus limites fisiológicos. Por menos que a substância empregada seja capaz de perturbar o equilíbrio nervoso do indivíduo, o efeito tóxico da droga potencializará os efeitos tóxicos da fadiga.

Existem três categorias de dopantes: substâncias químicas, substâncias hormonais e autotransfusões. As substâncias químicas proibidas agrupam-se em nove categorias: as três primeiras compreendem os produtos a base de aminas simpatomiméticas à ação psicoestimulante, quimicamente derivadas da anfetamina ou a ela relacionadas, quer pela estrutura química, quer pela atividade farmacológica; os dois grupos seguintes englobam os alcalóides estimulantes, sobretudo aqueles a base de estricnina; o sexto grupo é representado pela efedrina e derivados; o sétimo e oitavo pelos tônicos cardíacos e estimulantes vasculares; e o último pelos anabolizantes. A dopagem hormonal engloba os glicocorticóides, principalmente o cortisol, que são os hormônios do desgaste, do catabolismo. A dopagem por autotransfusão consiste em retirar o sangue do atleta, recuperar os glóbulos e reinjetá-lo, para criar uma sobrecarga globular instantânea e aumentar assim a fixação do oxigênio. Testes científicos demonstraram que tal prática, além de ineficaz, acarreta risco de trombose vascular.

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