Espectro Eletromagnético | Física

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Espectro Eletromagnético | Física

Espectro Eletromagnético | Física

Entende-se por espectro eletromagnético o conjunto das várias radiações de natureza elétrica e magnética, com diferentes comprimentos de onda, desde 107 metros até 10-14 metros.

A luz visível ou espectro solar, capaz de impressionar a retina e de gerar imagens no cérebro, constitui apenas uma parte do total das radiações eletromagnéticas. À medida que o instrumental científico ganhou mais precisão, o homem teve acesso a um universo novo, em que descobriu fenômenos até então ignorados, como os raios X, a radiação ultravioleta, as ondas de rádio e de televisão ou os raios cósmicos.

Os fenômenos ondulatórios se produzem quando uma determinada partícula vibra ou oscila a partir de uma posição de equilíbrio e seu movimento se transmite pelo espaço em um meio apropriado. Uma característica desse movimento é o comprimento de onda, espaço compreendido entre dois máximos ou mínimos da onda. O comprimento de onda mede, pois, uma oscilação completa, enquanto a frequência, número de oscilações por unidade de tempo, expressa o "ritmo", ou rapidez, em que se produz a vibração. Essas duas grandezas são inversamente proporcionais entre si.

De ambos os lados do espectro da luz visível, formado por radiações de diferentes comprimentos de onda que originam as cores (vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul, roxo e violeta) registra-se uma série de fenômenos eletromagnéticos não captados pelos sentidos. Abaixo do vermelho, com comprimentos de onda progressivamente crescentes, estão: os raios infravermelhos, as ondas de radar e as microondas, as ondas de televisão e as de rádio. Acima do violeta, com comprimentos de onda cada vez menores e frequências crescentes estão: a radiação ultravioleta, os raios X, os raios gama e a radiação cósmica.

A maior parte dessas radiações tem múltiplas aplicações nos mais diversos campos e são o fundamento de  grande número de aparelhos e invenções tecnológicas, desde a televisão e o rádio até o radar e os sistemas baseados no infravermelho, além de constituírem ferramenta imprescindível na análise química (espectrógrafos), na investigação astronômica (espectrometria, radioastronomia etc.) ou na pesquisa médica (radiologia) e análise de materiais. Essas duas últimas aplicações utilizam a propriedade que têm os raios X de penetrar corpos opacos e impressionar chapas fotográficas.

Algumas dessas radiações, como a ultravioleta, afetam especialmente os seres vivos. Devido a sua alta frequência, interagem com a matéria biológica e nela podem acarretar alterações graves. Grande parte dos raios ultravioleta são filtrados pela camada de ozônio que circunda a Terra, evitando em grande medida seus efeitos prejudiciais.

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