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Diferença entre Homem e Animal


Diferença entre Homem e Animal

Diferença entre Homem e Animal

Qual a diferença entre o homem e o animal?

O homem, apesar de ser racional, age de uma forma bem diferente do animal, destacando a sua inteligência e a forma do seu comportamento. O homem tem inteligência, consciência e capacidade para analisar seus atos, executar suas tarefas, planejar suas atividades e colocá-las em prática. O homem através de sua inteligência e capacitação, chega a atingir as coisas sensíveis e corporais e também as realidades imateriais e incorporais. Como por exemplo: a verdade, o tempo, o espaço, o bem, a virtude etc. O homem, através das suas diferenças defronta-se com seu comportamento, pois o homem é um ser surpreendente; sua mudança é constante, seus hábitos, costumes, crenças e culturas. A palavra “razão”é o que predomina em seu vocabulário. Hoje é lamentável a forma em que o homem vive, ele se destrói a cada minuto, tanto de uma forma carnal, como espiritual. Hoje, nós podemos dizer que o homem luta contra si mesmo. Ele mesmo fabrica armas contra si, bombas atômicas, não respeita nem seu corpo, nem sua própria vida, ele, tão ganancioso, que pode um dia chegar ao ponto de se destruir totalmente, como já fez com várias espécies animais, com as florestas, e como ela, a fauna. Ele, na realidade, é o maior inimigo da natureza. Os animais, considerados como um ser irracional, por mais que possamos pensar que ele é um ser livre, realiza seus atos impelido pelas suas sensações, pelos apetites e pelo instinto natural, para um fim de que ele mesmo ignora e cujas conseqüências não consegue nunca prever. Os animais também são seres inteligentes, mas sempre se reduz à sensibilidade, é um ser que age de acordo com seu instinto, porém seus sentimentos são fortes e puros em relação ao homem. Os animais não visam um conhecimento para o futuro, mas vivem a realidade do momento, se expressam de uma maneira natural para a vida. Os animais são na verdade seres organizados, dotados de um sentimento profundo e expressam essa forma de vida aos olhos dos homens que não entendem, nem compreendem e nem respeitam um ser que é tão lindo e natural, independente de sua espécie.

O homem domina todo espaço que encontra, ele infelizmente interfere até no espaço animal. O homem sempre visa o seu objetivo, sem se importar se irá destruir outras vidas, o homem ao mesmo tempo que constrói, destrói tudo num simples piscar de olhos, o homem fez deste mundo um barril de pólvora que a qualquer momento pode explodir. O homem é um ser que tem atitudes que muitas vezes deixam a desejar, nos deixam entristecidos e com os corações feridos. Um dia tudo isso terá um fim, o Criador de todas estas coisas irá nos perguntar: o porque de tanta maldade, de tanta violência, de tanta desordem e também, falta de humanidade.

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Peixe-Gato (Selene vomer)

 Peixe-Gato (Selene vomer)

 Peixe-Gato (Selene vomer)
O Peixe-Gato (Selene vomer Linnaeus, 1758) pertence à classe dos Actinopterygii, os peixes com raios nas barbatanas, à ordem dos Perciformes e à família dos Carangidae, que conta 30 gêneros e cerca de 150 espécies.

O nome do gênero, "selene", significa na lua grega, com referência às suas reflexões prateadas.

O nome da espécie, "vômer", significa em arado latino.

Por uma vez, portanto, a etimologia é clara: é um peixe chato, com a forma de um arado, brilhando como a lua.

Zoogeografia
Está em casa no Atlântico Ocidental. Apenas para se ter uma ideia de sua distribuição, encontramos da Flórida e do Golfo do México até o Mar do Caribe e o Brasil. Está, portanto, presente na parte sul dos EUA, no México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil, para não esquecer muitas ilhas, como a Bahamas, Cuba, Porto Rico, Trinidad e Tobago.

Ecologia e Habitat
Ele vive principalmente em pequenas águas costeiras rasas no fundo arenoso e lamacento, mas também em águas salobras e, no mar, até cerca de 50 m de profundidade. Os juvenis freqüentemente frequentam nas escolas os estuários, encontrando abrigo nas pradarias submersas e nos portos, enquanto os adultos nadam sozinhos, em pares ou em pequenos grupos.

 Peixe-Gato (Selene vomer)

Morfofisiologia
Mesmo que geralmente mede 35-40 cm, a vigia pode se aproximar dos 50 cm e exceder os 2 kg. O corpo, plano e alto, tem um perfil inconfundível. Desce quase verticalmente ao longo da cabeça, a boca abaixo, enquanto a parte terminal do peixe, mesmo que curta, está mais alinhada com os cânones da família dos carangídeos. As barbatanas dorsais são duas. O primeiro conta com 8 raios espinhosos, o segundo, em forma de foice e enormemente esticado na primeira parte, possui um raio espinhoso e 23 raios moles; os ventrais, quase especulares, 3 raios espinhosos (2 são absorvidos quando o peixe cresce) e 18 desarmados. As grandes barbatanas peitorais são falciformes, a ventral quase inexistente e a caudal é bifurcada.

A cor lunar, com reflexos metálicos iridescentes, é produzida por cristais microscópicos que decompõem a luz de acordo com a inclinação, em tons de dourado, verde ou azul, para confundir seus predadores e desaparecer de vista, aproveitando-se em mar aberto, como acontece com Selar crumenophthalmus, dos efeitos da luz polarizada.

Etologia e Biologia Reprodutiva
Nutre principalmente animais bentônicos, como caranguejos, camarões e anelídeos, mas também frequentemente peixes.

Caça principalmente nas horas do entardecer, nadando lentamente, mas se descobrir uma presa ou estiver em perigo, poderá executar sprints espetaculares. Os adultos, quando seriamente ameaçados, podem emitir grunhidos fortes por meio da bexiga natatória.

Sabemos que os ovos são criados no mar, no fundo.

 Peixe-Gato (Selene vomer)

As larvas planctônicas chegam rapidamente à superfície e vivem por algum tempo abrigadas por objetos ou algas flutuantes, como o sargassos, nutrindo crustáceos plantônicos. Após a metamorfose, que ocorre com cerca de 12 mm de comprimento, os juvenis atingem o tamanho de uma moeda, exibem barbatanas ventrais largas, muito maiores e diferentes das dos adultos, e dois filamentos muito longos transportados do segundo e terceiro raios da primeira barbatana dorsal. Eles terão a aparência de adulto apenas a partir do tamanho de 10 a 12 cm.

É um peixe espetacular, sem dúvida, quase sempre presente nos aquários públicos e tendencialmente chique para os domésticos, visto que recentemente eles conseguiram reproduzi-lo em cativeiro. Portanto, não é ameaçado pelo mercado de aquários, mas pela pesca. De fato, sua carne é excelente e procurada, apesar do risco de contrair uma intoxicação alimentar grave, chamada ciguatera, quando antecede peixes herbívoros que nutrem algas marinhas venenosas. Quando as populações são dizimadas pelos eventos, elas podem dobrar o número em 1,4-4,4 anos e, portanto, a espécie possui um índice de vulnerabilidade relativamente modesto, de 31 em uma escala de 100.

Sinônimos

Zeus vomer Linnaeus, 1758.

 Peixe-Gato (Selene vomer)

Belos Pássaros

Leopardo | Panthera pardus

Leopardo |Panthera pardus 

Leopardo | Panthera pardus

O Leopardo "Panthera pardus" (Linnaeus, 1758) é uma espécie de felídeo da subfamília das panteras. No passado, também era conhecido pelo nome de pardo ou, especialmente no que diz respeito à população asiática, pantera. Este felino tem uma pelagem castanha pontilhada de rosetas, semelhantes às da onça-pintada, mas menor e com uma distribuição mais densa. Existe também uma forma melânica, conhecida como pantera negra. Um excelente alpinista e saltador, o leopardo tem a particularidade de içar suas presas no garfo de uma árvore para colocá-las fora do alcance de outros predadores.

Um felino solitário e oportunista, o leopardo está espalhado na África e no sudeste da Ásia em vários tipos de habitats. O tamanho da população, no entanto, é considerado diminuído pela União Internacional para a Conservação da Natureza, que classifica as espécies como vulneráveis. Cinco subespécies são consideradas ameaçadas ou criticamente ameaçadas: o leopardo da Arábia, o leopardo de Amur, o leopardo de Java, o leopardo do Ceilão e o leopardo persa.

Leopardo | Panthera pardus

O leopardo tem um corpo longo e musculoso, bem proporcionado, com pernas grandes. Os músculos peitorais são desenvolvidos para permitir que eles subam em árvores. A cauda longa é curvada para cima quando o animal caminha e age como uma barra enquanto se move pelas árvores. O peso médio do leopardo é de 58 kg nos machos e 37 kg nas fêmeas. Os maiores espécimes podem chegar a 90 kg e são encontrados principalmente na Ásia Central e no Irã, em algumas florestas indianas onde o tigre está ausente e no Sri Lanka, assim como em certas partes da África, como a África do Sul, os vales das montanhas do Quênia. , as florestas tropicais da África Ocidental (Congo, Gabão, Camarões) e, nos tempos antigos, a Argélia. Em todas essas áreas, o leopardo desempenha o papel de super-predador. O tamanho da mulher é cerca de dois terços do tamanho do homem . O comprimento do corpo é de 1-1,9 metros nos machos e 0,95-1,25 metros nas fêmeas, com uma cauda de 52 a 90 cm. A altura na cernelha varia de 45 a 78 cm. As garras do leopardo (que podem atingir 2,5 cm de comprimento) são as mais afiadas de todos os felinos (necessários para escalar). Caninos podem atingir 6 cm de comprimento.

Leopardo | Panthera pardus

O manto é marcado por manchas em um fundo de cor variável, do amarelo pálido ao marrom camurça. A garganta, o peito, a barriga, a face interna das pernas e a cauda são brancas. As orelhas arredondadas têm um dorso preto e uma mancha branca no interior. Nas laterais, nas costas e na parte superior das pernas, as manchas formam rosetas do interior marrom que às vezes também apresentam uma mancha preta, como as da onça-pintada. A cabeça, pernas e cauda têm manchas pretas sólidas. Na cauda, ​​as manchas podem formar anéis. O arranjo e a forma dos pontos variam muito de um indivíduo para outro. Nas regiões tropicais, a pele tende a ser curta, escura e brilhante, enquanto nas regiões frias é mais longa, sedosa e clara. O leopardo de Amur é a subespécie que tem rosetas mais espaçadas e uma pelagem mais clara. O leopardo da Arábia tem uma cor clara e é caracterizado por seu tamanho pequeno.

O leopardo preto, vulgarmente conhecido como "pantera negra", apresenta uma variação de cores devido a uma mutação genética chamada melanismo: o pelo mantém suas manchas, mas são visíveis apenas de certos ângulos de luz. Essa mutação, que não é exclusiva de uma única subespécie, é mais frequente nas florestas úmidas e densas de Bengala e Java, onde a coloração é uma camuflagem eficaz.

Leopardo | Panthera pardus
Leopardo | Panthera pardus
Leopardo | Panthera pardus

Zoonose | Doenças de Animais Transmissíveis ao Homem

Zoonose | Doenças de Animais Transmissíveis ao Homem

Zoonose | Doenças de Animais Transmissíveis ao Homem
A abertura de estradas através da floresta e a construção de novas cidades no interior leva o homem a invadir o ambiente natural de numerosas zoonoses, como a leishmaniose e a febre amarela silvestre. A intromissão tem como conseqüência a inclusão do homem no ciclo de desenvolvimento da doença.

Zoonoses são doenças de animais transmissíveis ao homem. Os agentes que desencadeiam essas afecções podem ser microrganismos diversos, como bactérias, fungos, vírus, helmintos e rickéttsias. O termo antropozoonose se aplica a doenças em que a participação humana no ciclo do parasito é apenas acidental, ou secundária, como ocorre na hidatidose. Nessa parasitose, o ciclo se completa entre cães, que hospedam a forma adulta do parasito, e carneiros, que abrigam a forma larvária. O homem, ao ingerir os ovos provenientes do cão, passa a comportar-se como hospedeiro intermediário, no qual só se desenvolve a forma larvária. O termo zooantroponose se aplica a parasitoses próprias do homem, que acidentalmente podem transferir-se para animais. É o exemplo da amebíase causada pela Entamoeba histolytica, que acidentalmente pode manifestar-se em cães.

Existem, no entanto, muitos parasitos que não causam doenças em animais, mas que, transmitidos ao homem, encontram nesse novo hospedeiro melhores condições de desenvolvimento e multiplicam-se ativamente, aproveitando-se das insuficiências defensivas desse último e acarretando graves lesões. As variantes dessa situação, envolvendo o homem, o agente etiológico e os animais reservatórios, são muito freqüentes na natureza.

Nas comunidades selvagens, o parasito ocupa seu lugar hospedado em animais e transmitido por artrópodes hematófagos. A esse ambiente dá-se o nome de nicho ecológico da doença. A leishmaniose cutâneo-mucosa, doença causada por um protozoário, a Leishmania braziliensis, tem seu ciclo de desenvolvimento entre os roedores (hospedeiros), a Leishmania (parasito) e os flebótomos (transmissores), pequenos insetos hematófagos que vivem na copa das árvores. A doença se mantém dessa forma na natureza até a chegada do homem que, para construir estradas, derruba árvores e permite que o flebótomo possa alcançá-lo e lhe transmita o parasito.


Aves | Ilustração

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes
Peixe, qualquer uma das mais de 30.000 espécies de animais vertebrados (filo Chordata) encontrados nas águas doces e salgadas do mundo. As espécies vivas vão desde as lampreias e gaivotas primitivas e sem mandíbula, passando pelos tubarões, patins e raias cartilaginosos até os abundantes e diversos peixes ósseos. A maioria das espécies de peixes é de sangue frio; no entanto, uma espécie, a opah (Lampris guttatus), é de sangue quente.

O termo peixe é aplicado a uma variedade de vertebrados de várias linhas evolutivas. Descreve uma forma de vida e não um grupo taxonômico. Como membros do filo Chordata, os peixes compartilham certas características com outros vertebrados. Essas características são fendas branquiais em algum momento do ciclo de vida, uma notocorda ou haste de apoio esquelética, um cordão nervoso dorsal oco e uma cauda. Os peixes vivos representam cinco classes, que são tão distintas uma da outra quanto as quatro classes de animais que respiram ar - anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos. Por exemplo, os peixes sem mandíbula (Agnatha) têm brânquias em bolsas e não possuem cintas dos membros. Os agnathans existentes são as lampreias e os hagfishes. Como o nome indica, os esqueletos de peixes da classe Chondrichthyes (de chondr, “cartilagem” e ichthyes, “peixe”) são feitos inteiramente de cartilagem. Peixes modernos dessa classe não têm bexiga natatória, e suas escamas e dentes são feitos do mesmo material placoide. Tubarões, patins e raios são exemplos de peixes cartilaginosos. Os peixes ósseos são de longe a maior classe. Os exemplos vão desde o minúsculo cavalo-marinho até o marlim-azul de 450 kg (1.000 libras), das solas achatadas e solhas aos puffers quadrados e aos peixes-lua marinhos. Ao contrário das escamas dos peixes cartilaginosos, os peixes ósseos, quando presentes, crescem ao longo da vida e são constituídos por finas placas sobrepostas de osso. Os peixes ósseos também têm um opérculo que cobre as fendas branquiais.


Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Os peixes existem há mais de 450 milhões de anos, durante os quais evoluíram repetidamente para se adaptarem a quase todos os tipos de habitats aquáticos. Em certo sentido, os vertebrados terrestres são simplesmente peixes altamente modificados: quando os peixes colonizaram o habitat da terra, eles se tornaram vertebrados terrestres tetrápodes (quadrúpedes). A concepção popular de um peixe como um animal aquático escorregadio e aerodinâmico que possui barbatanas e respirações por brânquias se aplica a muitos peixes, mas muito mais peixes se desviam dessa concepção do que se conformam a ela. Por exemplo, o corpo é alongado em muitas formas e grandemente encurtado em outras; o corpo é achatado em alguns (principalmente em peixes de fundo) e comprimido lateralmente em muitos outros; as barbatanas podem ser elaboradamente estendidas, formando formas complexas, ou podem ser reduzidas ou mesmo perdidas; e as posições da boca, olhos, narinas e aberturas de guelras variam muito. Respiradores de ar apareceram em várias linhas evolutivas.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

O estudo dos peixes é a ciência da ictiologia, é de grande importância. Os peixes são de interesse para os seres humanos por muitas razões, sendo a mais importante a sua relação com a dependência do ambiente. Uma razão mais óbvia para o interesse em peixes é seu papel como uma parte moderada, mas importante, do suprimento mundial de alimentos. Esse recurso, outrora considerado ilimitado, agora é percebido como finito e em delicado equilíbrio com os fatores biológicos, químicos e físicos do ambiente aquático. A sobrepesca, a poluição e a alteração do meio ambiente são os principais inimigos do manejo adequado da pesca, tanto em águas doces quanto no oceano. (Para uma discussão detalhada da tecnologia e economia da pesca, veja a pesca comercial.) Outra razão prática para o estudo de peixes é seu uso no controle de doenças. Como predadores de larvas de mosquitos, eles ajudam a combater a malária e outras doenças transmitidas por mosquitos.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Os peixes são valiosos animais para estudo de laboratório em muitos aspectos da pesquisa médica e biológica. Por exemplo, a prontidão de muitos peixes para se adaptarem ao cativeiro permitiu que os biólogos estudassem o comportamento, a fisiologia e até mesmo a ecologia sob condições relativamente naturais. Os peixes têm sido especialmente importantes no estudo do comportamento animal, onde a pesquisa sobre peixes forneceu uma ampla base para a compreensão do comportamento mais flexível dos vertebrados superiores. O peixe-zebra é usado como modelo em estudos de expressão gênica.

Há razões estéticas e recreativas para um interesse em peixes. Milhões de pessoas mantêm peixes vivos em aquários domésticos pelo simples prazer de observar a beleza e o comportamento de animais que de outra forma não lhes eram familiares. Os peixes de aquário são um desafio pessoal para muitos aquaristas, permitindo que eles testem sua capacidade de manter uma pequena parte do ambiente natural em suas casas. A pesca esportiva é outra maneira de desfrutar do ambiente natural, também aproveitado por milhões de pessoas todos os anos. O interesse em peixes de aquário e pesca esportiva apoia indústrias multimilionárias em todo o mundo.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Muitos peixes são coloridos e formados de forma enigmática, combinando com seus respectivos ambientes; outros estão entre os mais brilhantemente coloridos de todos os organismos, com uma ampla gama de matizes, geralmente de intensidade impressionante, em um único indivíduo. O brilho dos pigmentos pode ser melhorado pela estrutura da superfície do peixe, de modo que quase parece brilhar. Um número de peixes não aparentados possui órgãos produtores de luz. Muitos peixes são capazes de alterar sua coloração - alguns para camuflagem, outros para o aprimoramento de sinais comportamentais.

Os peixes variam em comprimento adulto de menos de 10 mm (0,4 polegadas) a mais de 20 metros (60 pés) e em peso de cerca de 1,5 gramas (menos de 0,06 onças) a muitos milhares de quilos. Alguns vivem em fontes termais rasas a temperaturas ligeiramente superiores a 42 ° C (100 ° F), outros em mares árticos frios alguns graus abaixo de 0 ° C (32 ° F) ou em águas profundas frias mais de 4.000 metros (13.100 pés) abaixo a superfície do oceano. As adaptações estruturais e, principalmente, fisiológicas para a vida nesses extremos são relativamente pouco conhecidas e proporcionam aos cientistas curiosos com grande incentivo ao estudo.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Distribuição e abundância
Quase todos os corpos naturais de água têm vida de peixes, com exceção de lagos térmicos muito quentes e lagos extremamente salgados e alcalinos, como o Mar Morto na Ásia e o Grande Lago Salgado na América do Norte. A distribuição atual de peixes é um resultado da história geológica e do desenvolvimento da Terra, bem como a capacidade dos peixes de sofrer mudanças evolutivas e de se adaptarem aos habitats disponíveis. Os peixes podem ser vistos como distribuídos de acordo com o habitat e de acordo com a área geográfica. As principais diferenças de habitat são marinhas e de água doce. Na maior parte, os peixes em um habitat marinho diferem daqueles em um habitat de água doce, mesmo em áreas adjacentes, mas alguns, como o salmão, migram de um para o outro. Os habitats de água doce podem ser vistos de vários tipos. Peixes encontrados em torrentes de montanhas, lagos do Ártico, lagos tropicais, córregos temperados e rios tropicais serão todos diferentes, tanto na estrutura bruta óbvia quanto nos atributos fisiológicos. Mesmo em habitats próximos, onde, por exemplo, uma torrente de montanha tropical entra em um riacho de várzea, a fauna de peixes será diferente. Os habitats marinhos podem ser divididos em profundos oceanos (bentônico), médio-oceânico (batipelágico), superficial oceânico (pelágico), costa rochosa, costa arenosa, encostas lamacentas, baías, estuários e outros. Além disso, por exemplo, as costas costeiras rochosas em regiões tropicais e temperadas terão diferentes faunas de peixes, mesmo quando tais habitats ocorrem ao longo da mesma costa.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Todos os aspectos da vida de um peixe estão intimamente correlacionados com a adaptação ao ambiente total, físico, químico e biológico. Em estudos, todos os aspectos interdependentes do peixe, como comportamento, locomoção, reprodução e características físicas e fisiológicas, devem ser levados em consideração.

Correlacionado com a sua adaptação a uma variedade extremamente ampla de habitats está a variedade extremamente grande de ciclos de vida que os peixes exibem. A grande maioria eclode de ovos relativamente pequenos, alguns dias a várias semanas ou mais, depois que os ovos são espalhados na água. Jovens recém-nascidos ainda são parcialmente subdesenvolvidos e são chamados de larvas até que estruturas do corpo como barbatanas, esqueleto e alguns órgãos estejam completamente formados. A vida das larvas é muitas vezes muito curta, geralmente menos de algumas semanas, mas pode ser muito longa, algumas lampreias continuam como larvas por pelo menos cinco anos. Os peixes jovens e larvais, antes de atingirem a maturidade sexual, devem crescer consideravelmente, e seu pequeno tamanho e outros fatores frequentemente ditam que eles vivem em um habitat diferente daquele dos adultos. Por exemplo, a maioria dos peixes marinhos tropicais tem larvas pelágicas. O alimento larval também é diferente, e os peixes larvais geralmente vivem em águas rasas, onde podem estar menos expostos a predadores.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes

Depois que um peixe atinge o tamanho adulto, a duração de sua vida está sujeita a muitos fatores, como taxas inatas de envelhecimento, pressão de predação e a natureza do clima local. A longevidade de uma espécie no ambiente protegido de um aquário pode não ter nada a ver com o tempo que os membros dessa espécie vivem na natureza. Muitos pequenos peixes vivem apenas um a três anos no máximo. Em algumas espécies, no entanto, os indivíduos podem viver até 10, 20 ou até 100 anos.

Peixe | Aspectos Biológicos dos Peixes
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Origem dos Seres Vivos

Origem dos Seres Vivos


Acredita-se que o planeta Terra tenha se formado há aproximadamente 4,6 bilhões de anos, e que naquela época a Terra não tinha condições de abrigar nenhum tipo de ser vivo.

À medida que o tempo foi passando, o planeta foi passando por várias transformações e criando condições para o surgimento da vida, mas a pergunta que é feita desde a Antiguidade é: “Qual a origem dos seres vivos?”.

Muitas pessoas acreditavam que um “princípio ativo” ou “vital” teria a capacidade de transformar matéria bruta em seres vivos, e a partir dessa interpretação eles elaboraram a Teoria da geração espontânea, também chamada de Teoria da abiogênese, na qual todos os seres vivos originavam-se espontaneamente da matéria bruta.

Origem dos Seres Vivos

Essa teoria foi contestada por muitos cientistas, que através de experimentos comprovaram que um ser vivo só se origina de outro ser vivo pré-existente, nascendo então a Teoria da biogênese. Assim, surgiram vários questionamentos de como teria surgido o primeiro ser vivo. Muitas são as teorias e as hipóteses sobre esse assunto, mas as principais teorias modernas sobre a origem do primeiro organismo vivo são a Panspermia e a Evolução química.

A panspermia defende que o surgimento da vida na Terra teve início a partir de seres vivos ou substâncias precursoras da vida, provenientes de outros locais do universo. Em outras palavras, a vida teria se originado em outros planetas e foram trazidas para a Terra através de esporos ou formas de vida resistentes, aderidas a meteoritos que caíram sobre a Terra e que ainda continuam caindo. Nos meteoritos que caem sobre a Terra foram encontradas algumas moléculas orgânicas, indicando que a formação dessas moléculas é comum no Universo, e levando a crer que realmente há vida em outros planetas e que o espaço interestelar não é um ambiente tão hostil à vida como pensávamos.

Outra teoria muito defendida por cientistas é a Teoria da evolução química ou Teoria da evolução molecular, proposta inicialmente pelo biólogo inglês Thomas Huxley e aprofundada anos depois pelo também biólogo inglês John Burdon S. Haldane e pelo bioquímico russo Aleksandr I. Oparin. Segundo essa teoria, a vida teria surgido a partir de um processo de evolução química, onde compostos inorgânicos combinaram-se originando moléculas orgânicas simples (açúcares, aminoácidos, bases nitrogenadas, ácidos graxos etc.), que se combinaram produzindo moléculas mais complexas como proteínas, lipídeos, ácidos nucleicos etc., que deram origem a estruturas com capacidade de autoduplicação e metabolismo, dando origem aos primeiros seres vivos.

As duas teorias não entram em conflito, pois tanto os defensores da panspermia quanto os da evolução química concordam que, onde quer que a vida tenha se originado, o processo deve ter ocorrido por evolução molecular. Outro ponto que os defensores de ambas as teorias concordam é que para que tenha surgido vida na Terra, as condições ambientais foram fundamentais, como água em estado líquido, moléculas orgânicas e fonte de energia para as reações químicas.

Hipótese de Oparin e Haldane

Hipótese de Oparin e Haldane

Hipótese de Oparin e Haldane
Em 1920, os cientistas Oparin e Haldane, desenvolvendo paralelamente trabalhos correlacionados, propuseram a hipótese sobre o surgimento da vida na Terra. Apesar das diferenças, em síntese, concordavam que esse fenômeno teria iniciado a partir de moléculas orgânicas presentes na atmosfera primitiva, posteriormente percoladas ao oceano, combinando-se a substâncias inorgânicas.

Segundo eles, ocorriam na Terra primitiva, intensos processos vulcânicos, emitindo grande quantidade de gases (moléculas): metano – CH4, amônia – NH3, gás hidrogênio – H2 e água H2O. Suspensos na atmosfera, por ação da força gravitacional, aumentavam proporcionalmente a concentração, conforme as frequentes erupções que ocorriam.

Acredita-se que o ambiente era bastante redutor, consequente da inexistência ou baixa concentração do gás oxigênio (O2).

Após as constantes oscilações térmicas, passou a Terra por estágio de resfriamento ocasionando as precipitações (chuvas), acumulando água nas depressões da crosta terrestre, surgindo os quentes e rasos mares primitivos.

A atmosfera do planeta, desprovida de camada de ozônio (O3), era constantemente bombardeada com radiação ultravioleta (UV) e descargas elétricas. Essas condições intempestivas propiciaram agitação e energia suficiente para as moléculas suspensas, iniciarem arranjos mais complexos.

Pela ação da chuva, as moléculas orgânicas eram então arrastadas para os mares, que pela ação do tempo, transformou-se em uma imensa “sopa nutritiva”, rica em compostos orgânicos, eventualmente formando os coacervados (junção de moléculas circundadas por água).

Os coacervados, sistemas semi-isolados, além das reações químicas em seus interiores, intercambiavam substâncias com o meio. A hipótese de Oparin e Haldane equipou o surgimento de sistemas semelhantes aos coacervados, evolutivamente mais elaborados, provavelmente constituídos por lipídios, proteínas e ácido nucleico.

Investigação Científica em Biologia

Investigação Científica em Biologia

Investigação Científica em Biologia

A Investigação Científica em Biologia é uma ciência que busca explicações para os fenômenos da natureza, estabelecendo relações entre os fatos observados.

A observação é o primeiro passo para as investigações e é a partir dela que o cientista buscará respostas a perguntas como “porque tal fenômeno ocorre?” ou “que relação este fenômeno tem com aquele?”. Para estas perguntas, o estudioso da ciência deverá formular possíveis respostas, as chamadas hipóteses. Estas últimas deverão estar baseadas em diversas informações já conhecidas e, para tal, uma boa pesquisa é imprescindível.

Estas suposições devem ser testáveis e, a partir delas, são feitas deduções, que preveem o que pode acontecer se a hipótese estiver correta. Assim, testes experimentais e/ou novas observações são feitas para testar as hipóteses e averiguar se as deduções podem ser confirmadas ou refutadas.

Uma vez que uma hipótese é aceita, esta é divulgada, auxiliando em trabalhos posteriores de outros cientistas. Geralmente, essa divulgação se dá por meio de publicações, apresentações em eventos, como congressos e, inclusive, comunicações pessoais.

Uma hipótese confirmada por inúmeras experimentações, por muito tempo irrefutável, pode-se tornar uma teoria - conjunto de leis, conceitos e modelos - que busca explicar diversos fenômenos. Entretanto, mesmo uma teoria bem consolidada, como a Teoria da Evolução ou a Teoria da Gravitação Universal são passíveis de mudanças, na medida em que novas teorias e observações são realizadas, de modo que haja possibilidades de novas descobertas.

A Origem da Vida

A Origem da Vida

A Origem da Vida

A origem da vida, também denominados evolução química, constituem um ramo pluridisciplinar da ciência, que envolve, além da Química e da Biologia, conhecimentos de Física, Astronomia e Geologia. Seu objeto de interesse são os processos que teriam permitido aos elementos químicos que compõem os organismos atingirem o grau de organização estrutural e funcional que caracteriza a matéria viva. O fato de que estes processos requerem condições determinadas, que só podem ocorrer em locais específicos do universo, conecta o estudo da origem da vida à Astrobiologia.

Quem somos, de onde viemos, a que viemos e para onde vamos são questionamentos que permeiam a nossa espécie desde os tempos mais remotos, sendo retratados, inclusive, em pinturas rupestres e mitos bem antigos. 

Muitos filósofos e cientistas dedicaram suas vidas a estudos que buscavam compreender algumas dessas questões ou, pelo menos, trazer respostas mais adequadas e que melhor confortassem nossas mentes.

Atualmente, a teoria do Big Bang é a que melhor contempla, na ciência, essas nossas indagações sobre a origem do universo. Ela postula que o universo foi formado a partir da explosão de um grão primordial muito denso e quente e que permanece em constante expansão desde que tal evento ocorreu.

Quanto à origem da vida, há muito tempo acreditava-se que todos os seres vivos surgiam por abiogênese, ou seja: a partir da matéria bruta. Essa teoria, chamada de abiogênese, possuía muitos adeptos, como Aristóteles, mas deixou de ser aceita em meados do século 19, graças a experimentos como o de Redi, Joblot, Neddham, Spallanzani e Pasteur.

Com a derrubada da abiogênese, surgiram duas novas explicações para o surgimento da vida em nosso planeta, sendo que, para muitos cientistas, elas se complementam. Uma delas, chamada de Teoria da Panspermia Cósmica, diz que a vida teve origem a partir de seres vivos e/ou substâncias precursoras da vida, oriundos de outras regiões do universo. A outra é a Teoria da Evolução Química ou Molecular, que postula que a vida surgiu a partir do processo de evolução química de compostos inorgânicos, dando origem a moléculas orgânicas e, depois, às primeiras e mais simples formas de vida.

Atualmente, a hipótese melhor aceita é a de que os primeiros seres vivos eram autotróficos e não heterotróficos. Isso porque, para diversos estudiosos, não havia moléculas orgânicas em quantidade suficiente para que os primeiros seres vivos tivessem condições de sobreviver até que surgisse a autotrofia. Assim, estes seriam quimiolotoautotróficos, tal como algumas archeas, retirando seu alimento a partir da energia liberada em reações químicas entre compostos inorgânicos. Hoje, acredita-se que todos os seres vivos surgiram por meio de processos evolutivos, a partir de espécies preexistentes, e continuam sujeitos a transformações. 

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

As plantas necessitam de alguns nutrientes inorgânicos essenciais, produzindo energia química a partir de energia luminosa e convertem CO2 em compostos orgânicos no processo de fotossíntese. Apesar de produzirem seu próprio alimento, as plantas necessitam de nutrientes, que devem ser obtidos do ambiente em que vivem. Entre as substâncias que as plantas necessitam, podemos citar a água e alguns elementos químicos. Essas substâncias são necessárias para o crescimento e o metabolismo das plantas, sendo, portanto, essenciais para o desenvolvimento do vegetal.

Nutrientes Inorgânicos Essenciais
Os nutrientes inorgânicos essenciais são aqueles fundamentais para que uma planta cresça. Sem esses nutrientes, a planta desenvolve-se mal e com anormalidades, além de não se reproduzir de forma adequada. Alguns autores consideram um elemento como essencial para a planta quando ele obedece a três critérios básicos: participa do metabolismo da planta, é necessário para a planta completar seu ciclo de vida e possui função específica e única no organismo vegetal.

Classificação dos Nutrientes Inorgânicos Essenciais
Os nutrientes essenciais podem ser classificados em dois grupos com base na concentração usual nas plantas: macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes são aqueles que são necessários em grande quantidade para a planta, e os micronutrientes são necessários em quantidades inferiores. As plantas possuem necessidades nutricionais distintas, sendo assim, alguns elementos estão em grandes quantidades em um organismo e em quantidades menores em outros. Podemos afirmar ainda que alguns elementos são essenciais para um grupo de vegetais, mas não para outros. Hopkins e Hüner, em seu livro Introduction to plant physiology, consideram como macronutrientes o hidrogênio, carbono, oxigênio, nitrogênio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo e enxofre. Como micronutrientes, os autores citam o cloro, boro, ferro, manganês, zinco, cobre, níquel e molibdênio.

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

Funções de alguns nutrientes inorgânicos essenciais
Veja a seguir algumas das funções dos nutrientes encontrados nas plantas:

Macronutrientes
Carbono, oxigênio e hidrogênio: Componentes de compostos orgânicos.

Nitrogênio: Componente de proteínas, ácidos nucleicos, coenzimas e da clorofila.

Potássio: Relaciona-se com o processo de abertura e fechamento estomático e com a ativação de enzimas.

Cálcio: Participa, entre outras importantes funções, da regulação da membrana e de atividades enzimáticas.

Magnésio: Forma a molécula de clorofila.

Fósforo: Componente de compostos que armazenam energia (ATP e ADP) e dos ácidos nucleicos.

Enxofre: Componente de proteínas e da coenzima A.

Micronutrientes
Cloro: Participa de processos de osmose e balanço iônico.

Boro: Relaciona-se com a síntese de ácido nucleicos.

Ferro: Fundamental para a produção de clorofila.

Manganês: Fundamental para manter a integridade da membrana do cloroplasto e para liberar oxigênio no processo de fotossíntese.

Zinco: Componente de algumas enzimas.

Cobre: Componente de algumas enzimas.

Molibdênio: Utilizado pelo vegetal para a fixação do nitrogênio e a redução do nitrato.

Clonagem de Seres Humanos e Ética na Ciência

Clonagem de Seres Humanos e Ética na Ciência

Clonagem de Seres Humanos e Ética na Ciência
A clonagem de seres humanos deve ser proibida?
Como se costuma acontecer com os dilemas éticos, é muito difícil emitir uma resposta taxativa. A História mostra que o homem usa tudo o que inventa ou descobre, por pior que seja. O grande e terrível exemplo é o da descoberta da maravilhosa energia do átomo, que levou a construção da bomba atômica. Nenhum cientista de renome defendeu, até agora, a clonagem de seres humanos, mas quem estuda a história da ciência sabe que cedo ou tarde um xerox de carne e osso brotará num laboratório.

Já existe uma empresa que cadastra interessados em ter um clone para um futuro transplante de rim

"É ridículo pensar que não é possível clonar seres humanos", afirma o americano Don Wolf, dedicado a pesquisas de clonagem no Centro de Primatas do Oregon. "Se é que já não foi feito", disse Wolf ao jornal O Globo. A rigor, já foi feito, não com a cenografia espetacular da ovelha Dolly, mas com o recato de uma experiência até hoje confinada no laboratório. Em 1992, dois biólogos da Universidade George Washington, Jerry Hall e Robert Stillman, clonaram 48 embriões humanos, mas lhes deram apenas seis dias de vida. Ou seja, os criadores exterminaram a criatura antes que ela se tornasse um feto.

O feito de Hall e Stillman parece ter sido o limite aceito pela Comissão Nacional de Bioética dos Estados Unidos, criada pelo presidente Bill Clinton para apresentar sugestões sobre os dilemas suscitados pela técnica da clonagem. Instruído pela Comissão, Clinton mandou um projeto de lei ao Congresso autorizando a clonagem de embriões, tal como fizeram Hall e Stillman, mas proibindo a implantação os embriões em mulheres. "Não há nada de imoral em usar a clonagem em benefício da humanidade, mas é inconcebível cogitar o nascimento de crianças clonadas", disse Clinton.

Na prática, o governo americano quer considerar ilegal a clonagem de humanos. O projeto de Clinton, que está em debate no Congresso, nega verbas para as pesquisas e propõe multa de 250 000 dólares para o cientista que empreender a experiência. No Brasil, um projeto um projeto de clonagem só poderia ser feito com a autorização da Comissão de Biossegurança.

Até agora falamos de cientistas que, bem ou mal, podem ser controlados. Mas um dos efeitos negativos de Dolly foi despertar o Dr. Maluco. Ele responde pelo nome de Marc Riyard, é biólogo e vive em Montreal, no Canadá, onde integra o Movimento Religioso Raelian. O pessoal do Raelian fundou uma empresa com sede nas Bahamas, paraíso fiscal em vias de tornar-se também paraíso genético. A empresa oferece um serviço chamado Clonaid, capaz de satisfazer fantasias derivadas de Dolly - dos pais que pensariam em clonar um filho em coma ao milionário que gostaria de ter um clone no congelador para abastecer-se quando precisasse de um rim.

Segundo a Clonaid, milhares de pessoas já se inscreveram para obter um clone. O preço: cerca de 200.000 dólares.

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Insulina | Descoberta e Caracterização da Insulina

Insulina | Descoberta e Caracterização da Insulina

Insulina | Descoberta e Caracterização da Insulina

Insulina
Insulina é o hormônio responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover o ingresso de glicose nas células. Ela também é essencial no consumo de carboidratos, na síntese de proteínas e na armazenagem de lipídios (gorduras).

É produzida nas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas endócrino. Ela age em uma grande parte das células do organismo, como as células presentes em músculos e no tecido adiposo, apesar de não agir em células particulares como as células nervosas.

Quando a produção de insulina é deficiente, a glicose se acumula no sangue e na urina, matando as células de fome: é a diabetes mellitus. Para pacientes nessa condição, a insulina é provida através de injeções, ou bombas de insulina.

A insulina é uma proteína de estrutura química plenamente conhecida, e pode ser sintetizada a partir de diversos animais. Mais recentemente, surgiram os medicamentos análogos de insulina, que não são propriamente a insulina em si, mas moléculas de insulina modificadas em laboratório.

O controle na produção de insulina pelo corpo é um exemplo de sistema de feedback.

Descoberta e caracterização
Em 1905, Paul Langerhans, um estudante de medicina em Berlin, estava estudando a estrutura do pâncreas através de um microscópio quando percebeu células antes desconhecidas espalhadas pelo tecido exócrino. A função da "pequena porção de células", mais tarde denominada como ilhotas de Langerhans, era desconhecida, mas Edouard Laguesse posteriormente sugeriu que tais células poderiam produzir algum tipo de secreção que participasse no processo de digestão.

Em 1889, o médico teuto-polonês Oscar Minkowski em colaboração com Joseph von Mehring removeu o pâncreas de um cão saudável para demonstrar o papel do órgão na digestão de alimentos. Vários dias após a remoção do pâncreas, o guarda do cão percebeu muitas moscas alimentando-se da urina do animal. Verificou-se com o teste da urina do cão que havia açúcar nela, o que demonstrou pela primeira vez a relação entre o pâncreas e a diabetes. Em 1901, outro passo importante foi alcançado por Eugene Opie, quando ele estebeleceu claramente a ligação entre as ilhotas de Langerhans e a diabetes: "Diabetes mellitus... é causada pela destruição das ilhotas de Langerhans e ocorre apenas quando tais células são em parte ou totalmente destruídas".

Durante as duas décadas seguintes foram feitas várias tentativas de isolamento da secreção das ilhotas como um tratamento potencial de diabetes. Em 1906, Georg Ludwig Zuelzer foi parciamente feliz no tratamento de cães com extrato pancreático, mas teve que interromper seus trabalhos. Entre 1911 e 1912, E. L. Scott da Universidade de Chicago usou extratos pancreáticos aquosos e notou uma leve diminuição da glicosúria, mas não conseguiu convencer o diretor da instituição e a pesquisa teve de ser encerrada. Israel Kleiner demonstrou efeitos similares na Rockfeller University em 1919, mas seu trabalho foi interrompido pela Primeira Guerra Mundial. Nicolae Paulescu, um professor de fisiologia da Escola Romena de Medicina, publicou um trabalho parecido em 1921 que foi realizado na França e patenteado na Romênia, e discute-se desde então se Paulescu não tenha sido o verdadeiro descobridor da insulina.

Entretanto, o comitê do Prêmio Nobel em 1923 creditou a extração prática da insulina a uma equipe da Universidade de Toronto. Em outubro de 1920, Frederick Banting lia um dos artigos de Minkowski e concluiu que Minkowski estava mesmo é estudando secreções digestivas originalmente, e por isso não se conseguia extrair a insulina com sucesso. Ele redigiu uma nota para si mesmo: "Ligar duto pancreático do cão. Manter cães vivos até que acinos se degenerem, sobrando ilhotas. Tentar isolar secreção interna delas e aliviar glicosúria".

Ele viajou a Toronto para encontrar-se com J. J. R. Macleod, que não se impressionou plenamente com a ideia. De qualquer forma, Macleod deixou à disposição de Banting um laboratório da universidade, e um assistente, Charles Best, e dez cães enquanto saía de férias no verão de 1921. O método de Banting e Best era amarrar uma ligadura ao redor do duto pancreático e, várias semanas depois, examinar que as células digestivas pancreáticas tinham morrido e sido absorvidas pelo sistema imune, deixando milhares de ilhotas. Isolava-se a proteína dessas ilhotas para produzir o que vinham chamando de isletina. Banting e Best mantiveram um cão pancreatectomizado vivo durante todo o verão.

Macleod viu o valor da pesquisa na sua volta da Europa, mas pediu uma contraprova para saber se o método realmente funcionava. Várias semanas depois ficou claro que o segundo ensaio tinha sido um sucesso, e ajudou a publicar os resultados em novembro daquele ano. Porém, precisavam de seis semanas para extrair a isletina, o que tornava o ensaio dramaticamente moroso. Banting sugeriu que tentassem usar o pâncreas de feto de bezerro, que ainda não teria desenvolvido glândulas digestivas, e ficou alivado pelo sucesso da empreitada. Com a solução para a fonte de isletina, faltava agora purificar a proteína. Em dezembro de 1921, Macleod convidou o brilhante bioquímico James Collip para ajudar na tarefa, e em um mês aprontaram-se para um teste.

Em 11 de janeiro de 1922, Leonard Thompson, um diabético de quatorze anos, recebeu a primeira injeção de insulina. Infelizmente, o extrato estava tão impuro que ele acabou sofrendo uma reação alérgica severa, e injeções adicionais foram canceladas. Durante os doze dias seguintes, Collip trabalhou dia e noite para melhorar o extrato, e uma segunda dose foi injetada no dia 23. Desta vez foi um sucesso, não apenas em não apresentar efeitos colaterais, mas também por eliminar completamente os sintomas de diabetes. Entretanto, Banting e Best não se davam bem com Collip, porque aparentemente viam nele um intruso, e então Collip logo os deixou.

Durante a primavera de 1922, Best conseguiu melhorar as técnicas de preparo a ponto de poder extrair grandes quantidades de insulina, embora o extrato ainda permanecesse impuro. Contudo, eles receberam uma oferta de ajuda da Eli Lilly logo depois de suas publicações em 1921, e aceitaram-na em abril. Em novembro, a Lilly conseguiu a façanha de produzir grandes quantidades de insulina bastante pura. Depois disso, a insulina logo foi lançada no mercado.

Por esta descoberta marcante, Macleod e Banting foram agraciados com o Prêmio Nobel em Fisiologia em 1923. Banting, aparentemente insultado porque Best não fora mencionado, dividiu seu prêmio com ele, e Macleod imediatamente dividiu o seu com Collip. A patente da insulina foi vendida à Universidade de Toronto por um dólar.

A sequência exata de aminoácidos contida na molécula de insulina, a chamada estrutura primária, foi determinada pelo biólogo britânico Frederick Sanger. Foi a primeira vez que a estrutura de uma proteína fora completamente determinada. Por isso, ele recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1958. Em 1967, após décadas de trabalho, Dorothy Crowfoot Hodgkin determinou a conformação espacial da molécula mediante estudos de difração de raios X. Ela também recebeu um Prêmio Nobel.

Estrutura e produção
A insulina é sintetizada nos humanos e em outros mamíferos dentro das células-beta das ilhotas de Langerhans, no pâncreas. Um a três milhões de ilhotas de Langerhans formam a parte endócrina do pâncreas, que é principalmente uma glândula exócrina. A parte endócrina totaliza apenas 2% da massa total do órgão. Dentro das ilhotas de Langerhans, as células-beta constituem 60-80% do todo.

A insulina é sintetizada a partir da molécula precursora proinsulina pela ação de enzimas proteolíticas conhecidas como prohormônio convertases (PC1 e PC2). A insulina ativa tem 51 aminoácidos e é uma das menores proteínas conhecidas. A insulina bovina difere da humana em três resíduos de aminoácidos enquanto que a suína, em um resíduo. A insulina de peixes também é muito próxima à humana. Em humanos, a insulina tem um peso molecular de 5808. Ela é formada por duas cadeias de polipeptídeos ligadas por duas pontes dissulfídicas (veja a figura), com uma ligação dissulfídica adicional na cadeia A (não mostrada). A cadeia A consiste de 21, e a cadeia B, de 30 aminoácidos. A insulina é produzida como uma molécula de prohormônio - proinsulina - que é mais tarde transformada, por ação proteolítica, em hormônio ativo.

A parte restante da molécula de proinsulina é chamada de peptídeo C. Este polipeptídeo é liberado no sangue em quantidades iguais à da insulina. Como insulinas exógenas não contêm peptídeo C, o nível em plasma desse peptídeo é um bom indicador de produção endógena de insulina. Recentemente, descobriu-se que esse peptídeo C também possui atividade biológica, que está aparentemente restrita a um efeito na camada muscular das artérias.

Ação a nível celular e metabólico
As ações da insulina no metabolismo humano como um todo incluem:

Controle da quantidade de certas substâncias que entra nas células, principalmente glicose nos tecidos muscular e adiposo (que são aproximadamente 2/3 das células do organismo);

Aumento da replicação de DNA e de síntese de proteínas via o controle de fornecimento de aminoácidos;

Modificação da atividade de inúmeras enzimas (controle alostérico)

As ações nas células incluem:
Aumento da síntese de glicogênio: a insulina induz à armazenagem de glicose nas células do fígado (e dos músculos) na forma de glicogênio; a diminuição dos níveis de insulina ocasiona a conversão do glicogênio de volta a glicose pelas células do fígado e a excreção da substância no sangue. É a ação clínica da insulina que reduz os níveis altos de glicemia diagnosticados na diabetes.

Aumento da síntese de ácidos graxos: a insulina induz à transformação de glicose em triglicerídeos pela células adiposas; a falta de insulina reverte o processo.

Aumento da esterificação de ácidos graxos: estimula o tecido adiposo a compor triglicerídeos a partir de ésteres de ácidos graxos; a falta de insulina reverte o processo.

Redução da proteinólise: estimula a diminuição da degradação proteica; a falta de insulina aumenta a proteinólise.

Redução da lipólise: estimula a diminuição da conversão de suprimento de lipídeos contido nas células adiposas em ácidos graxos sanguíneos; a falta de insulina reverte o processo.

Redução da gliconeogênese: reduz a produção de glicose em vários substratos do fígado; a falta de insulina induz à produção de glicose no fígado e em outros locais do corpo.

Aumento do consumo de aminoácidos: induz células a absorver aminoácidos circulantes; a falta de insulina inibe a absorção;

Aumento do consumo de potássio: induz células a absorver potássio plasmático; a falta de insulina inibe a absorção;

Tônus dos músculos arteriais: induz a musculatura das paredes arteriais ao relaxamento, o que aumenta o fluxo sanguíneo especialmente em microartérias; a falta de insulina reduz o fluxo por permitir a contração desses músculos.

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Caju | Características Aromáticas do Caju

Caju | Características Aromáticas do Caju

Caju | Características Aromáticas do Caju

O caju não é uma fruta, mas o pedúnculo sumarento do verdadeiro fruto do cajueiro: a castanha. De cor amarelada ou vermelha (ou em matizes dessas duas cores) e em forma de pera, o caju pode atingir nove centímetros de comprimento, caracterizando-se por seu riquíssimo teor de vitamina C.

Aromático e saboroso, apesar de adstringente, o caju é consumido, de preferência, em forma de doce. De seu sumo, com a adição de água e açúcar, faz-se um refresco, a cajuada. Por meio de processos de fermentação, obtêm-se diversas bebidas alcoólicas, como vinhos, licores e aguardentes.

Nativo do Brasil e típico do litoral nordestino, o cajueiro (Anacardium occidentale) é uma árvore da família das anacardiáceas, a mesma da mangueira. De caule em geral tortuoso e galhos muito contorcidos, pode chegar a 15m de altura, embora seja comum tornar-se esgalhado e baixo. Desde o século XVI, o cajueiro foi difundido por missionários portugueses na África oriental e na Índia, sendo hoje bastante cultivado em todo o cinturão tropical da Terra.


Toda a planta constitui verdadeira panaceia na medicina popular e seu uso pelos índios, como remédio, é anterior aos tempos do Brasil-colônia. As flores contêm anacardina e, como as castanhas, saborosas depois de torradas, passam por tônicas e até afrodisíacas. As folhas novas, em decoção, são tidas como embriagantes, mesmo em pequena quantidade. Do cajueiro aproveitam-se ainda a madeira, de colorido róseo; a casca, recomendada contra aftas e infecções na garganta; a goma que exsuda, um sucedâneo da goma-arábica; e os frutos ainda novos, com que se fazem diversos pratos da cozinha brasileira.

O maior cajueiro do Mundo
O maior cajueiro do mundo, também conhecido como cajueiro de Pirangi, é uma árvore gigante localizada na praia de Pirangi do Norte no município de Parnamirim, a doze quilômetros ao sul de Natal, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Norte.

A árvore cobre uma área de aproximadamente 8500 m², com um perímetro de aproximadamente 500 m e produz cerca de 70 a 80 mil cajus na safra, o equivalente a 2,5 toneladas. E seu tamanho é o equivalente a 70 cajueiros. O cajueiro teria sido plantado em 1888 por um pescador chamado Luís Inácio de Oliveira; o pescador morreu, com 93 anos de idade, sob as sombras do cajueiro.

O maior cajueiro do Mundo
O maior cajueiro do Mundo

Angiospermas | Características das Plantas Angiospermas

Angiospermas | Características das Plantas Angiospermas

Angiospermas | Características das Plantas AngiospermasAs angiospermas constituem uma das duas grandes divisões em que se repartem as plantas superiores (com flores e sementes) e se denominam fanerógamas; a outra divisão é a das gimnospermas, cujas sementes estão contidas numa escama e não em ovário. Essas árvores, como os abetos e ciprestes, são pouco comuns no Brasil.

A maior parte das espécies de plantas superiores enquadra-se na divisão das angiospermas, que engloba uma imensa diversidade de formas vegetais, desde árvores de grande porte, como os baobás e eucaliptos, até as ervas mais comuns nos campos e no solo das matas. Algumas espécies, como as orquídeas, ostentam flores soberbas, enquanto outras, como os cereais, as hortaliças, os tubérculos e as árvores frutíferas, são básicas para a alimentação humana.

Características gerais
A principal característica das angiospermas é a presença de uma série de peças, não raro muito vistosas, que compõem a corola e o cálice (o chamado perianto) e circundam os órgãos reprodutores propriamente ditos. Além disso, os óvulos ou células femininas não se encontram a descoberto, tal como ocorre nas coníferas e demais gimnospermas, mas acham-se protegidos pelos chamados carpelos, folhas modificadas que se fecham sobre si mesmas para guardar as células incumbidas da reprodução. As angiospermas compreendem grande diversidade de árvores, arbustos e espécies herbáceas, rasteiras e aquáticas. Distribuem-se por todo o mundo e ocupam os habitats mais distintos, do Ártico aos trópicos, passando por matas, desertos, estepes, montanhas, ilhas, águas continentais e oceânicas. Sua importância econômica é fundamental, já que as angiospermas incluem a maioria das espécies arbóreas utilizadas pelo homem, todas as plantas hortícolas, as ervas produtoras de essências, especiarias e extratos medicinais, as flores, os cereais e uma grande quantidade de espécies das quais são obtidos numerosos produtos de interesse industrial.

A forma e a vistosa aparência das flores variam enormemente de uma espécie a outra. As plantas anemófilas, cuja polinização se efetua pela ação do vento, apresentam flores simples, sem perianto (corola e cálice) vistoso, e sementes providas de asas. As plantas que praticam a polinização entomófila, intermediada por insetos, têm flores vistosas, muitas de grande beleza, como as orquídeas, rosas e dálias, acompanhadas às vezes dos chamados nectários, órgãos produtores de essências que as dotam de delicados aromas.

As angiospermas subdividem-se em dois grupos: dicotiledôneas e monocotiledôneas. As primeiras se caracterizam por apresentarem um embrião com dois cotilédones ou folículos. Nas dicotiledôneas desenvolvidas, o caule experimenta crescimento em grossura, existe uma raiz principal, da qual partem ramificações secundárias, e a nervação das folhas apresenta-se também ramificada, a partir de uma via central. Por sua vez, as monocotiledôneas, como seu nome indica, têm um único cotilédone no embrião. Nos espécimes desenvolvidos não existe crescimento em grossura (crescimento experimentado contudo, mas de modo diferente do que ocorre nas dicotiledôneas, por algumas espécies que têm porte arbóreo), as raízes se apresentam em feixes da mesma extensão e grossura e as folhas estão sulcadas por nervuras paralelas.

A origem das angiospermas parece residir em algumas ordens de gimnospermas arcaicas, como as das cicadales e cordaitales. Seus representantes mais antigos procedem do período jurássico, na era mesozoica.
Dicotiledôneas. As dicotiledôneas formam o grupo mais numeroso das angiospermas, no qual se destacam, pelo interesse das plantas que as integram, as seguintes ordens: fagales, salicales, urticales, magnoliales, ranunculales, papaverales, cariofilales, capparales, cactales, cucurbitales, rosales, fabales, mirtales, cornales, ramnales, scrofulariales, lamiales e asterales.

A ordem das fagales inclui espécies arbóreas de notável desenvolvimento, em especial nas regiões temperadas. Algumas, como a faia e o castanheiro, são típicas de zonas climáticas frias e úmidas; outras, em contrapartida, vegetam em zonas bem mais secas, como acontece com o carvalho e o sobreiro.

Na ordem das salicales encontram-se árvores caracterizadas por uma ampla área de dispersão e nítida preferência por terrenos úmidos, como o chorão e o choupo.

A ordem das urticales é composta tanto por árvores, como a amoreira, a figueira e o olmo, quanto por espécies de crescimento herbáceo, entre as quais a urtiga e o lúpulo.

A ordem das magnoliales reúne espécies arbóreas ou arbustivas que constituem a base morfológica a partir da qual se desenvolveram as demais angiospermas. Acham-se entre elas a magnólia, a canela e o boldo.

Na ordem das ranunculales destacam-se algumas espécies herbáceas conhecidas pelos princípios tóxicos que contêm, como o ranúnculo, o acônito e o heléboro, e espécies floríferas de pequeno porte como a anêmona e o delfínio ou esporinhas.

São também herbáceas muitas das integrantes da ordem das papaverales, como as papoulas silvestres, fornecedoras de matéria-prima para a extração do ópio e seus derivados. Na mesma ordem há árvores como o pau-d'alho, arbustos que fornecem condimentos, como a alcaparra, e espécies ornamentais odoríferas, como o resedá.

Na ordem das cariofilales agrupam-se muitas espécies herbáceas que também têm interesse do ponto de vista ornamental, como o cravo, ou alimentício, como a acelga, o espinafre e a beterraba.

Importantes para a alimentação humana são ainda certas espécies da ordem das capparales, como a couve, o rabanete, o nabo e a mostarda.

As cactales congregam a importante família dos cactos, plantas adaptadas aos climas desérticos e que acumulam água em seus tecidos. Já na ordem das cucurbitales estão contidas importantes espécies hortícolas, como a abóbora, o melão, a melancia e o pepino.

Da ordem das rosales fazem parte as roseiras, o morangueiro e as árvores frutíferas de ocorrência mais comum nas regiões temperadas, como a macieira, a pereira, a cerejeira, o marmeleiro, o pessegueiro e o damasqueiro. A ordem das fabales, identificada antes com a das rosales, pelas afinidades que as ligam, é composta por espécies como o trevo e a alfafa, além de outras destinadas à alimentação humana, como o feijão, a ervilha, a fava, o grão-de-bico e o alcaçuz.

Entre as mirtales incluem-se os eucaliptos, grandes árvores nativas da Austrália que se dispersaram por todo o mundo graças à rapidez com que crescem, facilitando assim a extração de madeira. Na ordem das ramnales, cabe mencionar, por sua importância para o homem, a videira, planta de que foram obtidas inúmeras variedades e de cujos frutos fermentados se obtém o vinho.

A ordem das scrofulariales compreende a família das solanáceas, na qual há várias espécies alimentícias, como a batata, o tomate, a beringela, e outras de grande importância econômica, como o fumo, ou medicinal, como a beladona e o meimendro.

Entre as lamiales há plantas herbáceas de ampla área de dispersão, como a digital ou dedaleira, da qual se extrai um princípio ativo muito tóxico, usado no tratamento de doenças cardíacas. Na mesma ordem estão ainda agrupadas plantas aromáticas como a menta, a sálvia, o tomilho e o orégano.

A ordem das asterales conta por sua vez com a grande família das compostas, integrada por espécies como o cardo, a artemísia, a margarida, o crisântemo, a calêndula e o girassol.

Monocotiledôneas
No grupo das monocotiledôneas, é menor o número de ordens, convindo mencionar entre elas, pelo interesse das espécies que englobam, as seguintes: liliales, iridales, orquidales, bromeliales, poales e arecales.

A primeira delas inclui plantas aquáticas, como os juncos, e plantas bulbosas, quer comestíveis como o alho e a cebola, quer ornamentais pela beleza das flores, como a açucena, o narciso e a tulipa. Na ordem das iridales há igualmente diversas plantas ornamentais, como o gladíolo e a íris.

Entre as orquidales ressalta a família das orquídeas, nativas em sua maioria dos trópicos e apreciadas pela beleza invulgar de suas flores. Algumas espécies, como a baunilha americana, assumiram grande importância econômica.

Também a ordem das poales inclui espécies de importância fundamental para o homem: as da família das gramíneas, entre as quais se destacam os cereais mais comuns na alimentação.

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