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A Origem da Vida

A Origem da Vida

A Origem da Vida

A origem da vida, também denominados evolução química, constituem um ramo pluridisciplinar da ciência, que envolve, além da Química e da Biologia, conhecimentos de Física, Astronomia e Geologia. Seu objeto de interesse são os processos que teriam permitido aos elementos químicos que compõem os organismos atingirem o grau de organização estrutural e funcional que caracteriza a matéria viva. O fato de que estes processos requerem condições determinadas, que só podem ocorrer em locais específicos do universo, conecta o estudo da origem da vida à Astrobiologia.

Quem somos, de onde viemos, a que viemos e para onde vamos são questionamentos que permeiam a nossa espécie desde os tempos mais remotos, sendo retratados, inclusive, em pinturas rupestres e mitos bem antigos. 

Muitos filósofos e cientistas dedicaram suas vidas a estudos que buscavam compreender algumas dessas questões ou, pelo menos, trazer respostas mais adequadas e que melhor confortassem nossas mentes.

Atualmente, a teoria do Big Bang é a que melhor contempla, na ciência, essas nossas indagações sobre a origem do universo. Ela postula que o universo foi formado a partir da explosão de um grão primordial muito denso e quente e que permanece em constante expansão desde que tal evento ocorreu.

Quanto à origem da vida, há muito tempo acreditava-se que todos os seres vivos surgiam por abiogênese, ou seja: a partir da matéria bruta. Essa teoria, chamada de abiogênese, possuía muitos adeptos, como Aristóteles, mas deixou de ser aceita em meados do século 19, graças a experimentos como o de Redi, Joblot, Neddham, Spallanzani e Pasteur.

Com a derrubada da abiogênese, surgiram duas novas explicações para o surgimento da vida em nosso planeta, sendo que, para muitos cientistas, elas se complementam. Uma delas, chamada de Teoria da Panspermia Cósmica, diz que a vida teve origem a partir de seres vivos e/ou substâncias precursoras da vida, oriundos de outras regiões do universo. A outra é a Teoria da Evolução Química ou Molecular, que postula que a vida surgiu a partir do processo de evolução química de compostos inorgânicos, dando origem a moléculas orgânicas e, depois, às primeiras e mais simples formas de vida.

Atualmente, a hipótese melhor aceita é a de que os primeiros seres vivos eram autotróficos e não heterotróficos. Isso porque, para diversos estudiosos, não havia moléculas orgânicas em quantidade suficiente para que os primeiros seres vivos tivessem condições de sobreviver até que surgisse a autotrofia. Assim, estes seriam quimiolotoautotróficos, tal como algumas archeas, retirando seu alimento a partir da energia liberada em reações químicas entre compostos inorgânicos. Hoje, acredita-se que todos os seres vivos surgiram por meio de processos evolutivos, a partir de espécies preexistentes, e continuam sujeitos a transformações. 

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

As plantas necessitam de alguns nutrientes inorgânicos essenciais, produzindo energia química a partir de energia luminosa e convertem CO2 em compostos orgânicos no processo de fotossíntese. Apesar de produzirem seu próprio alimento, as plantas necessitam de nutrientes, que devem ser obtidos do ambiente em que vivem. Entre as substâncias que as plantas necessitam, podemos citar a água e alguns elementos químicos. Essas substâncias são necessárias para o crescimento e o metabolismo das plantas, sendo, portanto, essenciais para o desenvolvimento do vegetal.

Nutrientes Inorgânicos Essenciais
Os nutrientes inorgânicos essenciais são aqueles fundamentais para que uma planta cresça. Sem esses nutrientes, a planta desenvolve-se mal e com anormalidades, além de não se reproduzir de forma adequada. Alguns autores consideram um elemento como essencial para a planta quando ele obedece a três critérios básicos: participa do metabolismo da planta, é necessário para a planta completar seu ciclo de vida e possui função específica e única no organismo vegetal.

Classificação dos Nutrientes Inorgânicos Essenciais
Os nutrientes essenciais podem ser classificados em dois grupos com base na concentração usual nas plantas: macronutrientes e micronutrientes. Os macronutrientes são aqueles que são necessários em grande quantidade para a planta, e os micronutrientes são necessários em quantidades inferiores. As plantas possuem necessidades nutricionais distintas, sendo assim, alguns elementos estão em grandes quantidades em um organismo e em quantidades menores em outros. Podemos afirmar ainda que alguns elementos são essenciais para um grupo de vegetais, mas não para outros. Hopkins e Hüner, em seu livro Introduction to plant physiology, consideram como macronutrientes o hidrogênio, carbono, oxigênio, nitrogênio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo e enxofre. Como micronutrientes, os autores citam o cloro, boro, ferro, manganês, zinco, cobre, níquel e molibdênio.

Nutrientes Inorgânicos Essenciais das Plantas

Funções de alguns nutrientes inorgânicos essenciais
Veja a seguir algumas das funções dos nutrientes encontrados nas plantas:

Macronutrientes
Carbono, oxigênio e hidrogênio: Componentes de compostos orgânicos.

Nitrogênio: Componente de proteínas, ácidos nucleicos, coenzimas e da clorofila.

Potássio: Relaciona-se com o processo de abertura e fechamento estomático e com a ativação de enzimas.

Cálcio: Participa, entre outras importantes funções, da regulação da membrana e de atividades enzimáticas.

Magnésio: Forma a molécula de clorofila.

Fósforo: Componente de compostos que armazenam energia (ATP e ADP) e dos ácidos nucleicos.

Enxofre: Componente de proteínas e da coenzima A.

Micronutrientes
Cloro: Participa de processos de osmose e balanço iônico.

Boro: Relaciona-se com a síntese de ácido nucleicos.

Ferro: Fundamental para a produção de clorofila.

Manganês: Fundamental para manter a integridade da membrana do cloroplasto e para liberar oxigênio no processo de fotossíntese.

Zinco: Componente de algumas enzimas.

Cobre: Componente de algumas enzimas.

Molibdênio: Utilizado pelo vegetal para a fixação do nitrogênio e a redução do nitrato.

Clonagem de Seres Humanos e Ética na Ciência

Clonagem de Seres Humanos e Ética na Ciência

Clonagem de Seres Humanos e Ética na Ciência
A clonagem de seres humanos deve ser proibida?
Como se costuma acontecer com os dilemas éticos, é muito difícil emitir uma resposta taxativa. A História mostra que o homem usa tudo o que inventa ou descobre, por pior que seja. O grande e terrível exemplo é o da descoberta da maravilhosa energia do átomo, que levou a construção da bomba atômica. Nenhum cientista de renome defendeu, até agora, a clonagem de seres humanos, mas quem estuda a história da ciência sabe que cedo ou tarde um xerox de carne e osso brotará num laboratório.

Já existe uma empresa que cadastra interessados em ter um clone para um futuro transplante de rim

"É ridículo pensar que não é possível clonar seres humanos", afirma o americano Don Wolf, dedicado a pesquisas de clonagem no Centro de Primatas do Oregon. "Se é que já não foi feito", disse Wolf ao jornal O Globo. A rigor, já foi feito, não com a cenografia espetacular da ovelha Dolly, mas com o recato de uma experiência até hoje confinada no laboratório. Em 1992, dois biólogos da Universidade George Washington, Jerry Hall e Robert Stillman, clonaram 48 embriões humanos, mas lhes deram apenas seis dias de vida. Ou seja, os criadores exterminaram a criatura antes que ela se tornasse um feto.

O feito de Hall e Stillman parece ter sido o limite aceito pela Comissão Nacional de Bioética dos Estados Unidos, criada pelo presidente Bill Clinton para apresentar sugestões sobre os dilemas suscitados pela técnica da clonagem. Instruído pela Comissão, Clinton mandou um projeto de lei ao Congresso autorizando a clonagem de embriões, tal como fizeram Hall e Stillman, mas proibindo a implantação os embriões em mulheres. "Não há nada de imoral em usar a clonagem em benefício da humanidade, mas é inconcebível cogitar o nascimento de crianças clonadas", disse Clinton.

Na prática, o governo americano quer considerar ilegal a clonagem de humanos. O projeto de Clinton, que está em debate no Congresso, nega verbas para as pesquisas e propõe multa de 250 000 dólares para o cientista que empreender a experiência. No Brasil, um projeto um projeto de clonagem só poderia ser feito com a autorização da Comissão de Biossegurança.

Até agora falamos de cientistas que, bem ou mal, podem ser controlados. Mas um dos efeitos negativos de Dolly foi despertar o Dr. Maluco. Ele responde pelo nome de Marc Riyard, é biólogo e vive em Montreal, no Canadá, onde integra o Movimento Religioso Raelian. O pessoal do Raelian fundou uma empresa com sede nas Bahamas, paraíso fiscal em vias de tornar-se também paraíso genético. A empresa oferece um serviço chamado Clonaid, capaz de satisfazer fantasias derivadas de Dolly - dos pais que pensariam em clonar um filho em coma ao milionário que gostaria de ter um clone no congelador para abastecer-se quando precisasse de um rim.

Segundo a Clonaid, milhares de pessoas já se inscreveram para obter um clone. O preço: cerca de 200.000 dólares.

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Insulina | Descoberta e Caracterização da Insulina

Insulina | Descoberta e Caracterização da Insulina

Insulina | Descoberta e Caracterização da Insulina

Insulina
Insulina é o hormônio responsável pela redução da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover o ingresso de glicose nas células. Ela também é essencial no consumo de carboidratos, na síntese de proteínas e na armazenagem de lipídios (gorduras).

É produzida nas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas endócrino. Ela age em uma grande parte das células do organismo, como as células presentes em músculos e no tecido adiposo, apesar de não agir em células particulares como as células nervosas.

Quando a produção de insulina é deficiente, a glicose se acumula no sangue e na urina, matando as células de fome: é a diabetes mellitus. Para pacientes nessa condição, a insulina é provida através de injeções, ou bombas de insulina.

A insulina é uma proteína de estrutura química plenamente conhecida, e pode ser sintetizada a partir de diversos animais. Mais recentemente, surgiram os medicamentos análogos de insulina, que não são propriamente a insulina em si, mas moléculas de insulina modificadas em laboratório.

O controle na produção de insulina pelo corpo é um exemplo de sistema de feedback.

Descoberta e caracterização
Em 1905, Paul Langerhans, um estudante de medicina em Berlin, estava estudando a estrutura do pâncreas através de um microscópio quando percebeu células antes desconhecidas espalhadas pelo tecido exócrino. A função da "pequena porção de células", mais tarde denominada como ilhotas de Langerhans, era desconhecida, mas Edouard Laguesse posteriormente sugeriu que tais células poderiam produzir algum tipo de secreção que participasse no processo de digestão.

Em 1889, o médico teuto-polonês Oscar Minkowski em colaboração com Joseph von Mehring removeu o pâncreas de um cão saudável para demonstrar o papel do órgão na digestão de alimentos. Vários dias após a remoção do pâncreas, o guarda do cão percebeu muitas moscas alimentando-se da urina do animal. Verificou-se com o teste da urina do cão que havia açúcar nela, o que demonstrou pela primeira vez a relação entre o pâncreas e a diabetes. Em 1901, outro passo importante foi alcançado por Eugene Opie, quando ele estebeleceu claramente a ligação entre as ilhotas de Langerhans e a diabetes: "Diabetes mellitus... é causada pela destruição das ilhotas de Langerhans e ocorre apenas quando tais células são em parte ou totalmente destruídas".

Durante as duas décadas seguintes foram feitas várias tentativas de isolamento da secreção das ilhotas como um tratamento potencial de diabetes. Em 1906, Georg Ludwig Zuelzer foi parciamente feliz no tratamento de cães com extrato pancreático, mas teve que interromper seus trabalhos. Entre 1911 e 1912, E. L. Scott da Universidade de Chicago usou extratos pancreáticos aquosos e notou uma leve diminuição da glicosúria, mas não conseguiu convencer o diretor da instituição e a pesquisa teve de ser encerrada. Israel Kleiner demonstrou efeitos similares na Rockfeller University em 1919, mas seu trabalho foi interrompido pela Primeira Guerra Mundial. Nicolae Paulescu, um professor de fisiologia da Escola Romena de Medicina, publicou um trabalho parecido em 1921 que foi realizado na França e patenteado na Romênia, e discute-se desde então se Paulescu não tenha sido o verdadeiro descobridor da insulina.

Entretanto, o comitê do Prêmio Nobel em 1923 creditou a extração prática da insulina a uma equipe da Universidade de Toronto. Em outubro de 1920, Frederick Banting lia um dos artigos de Minkowski e concluiu que Minkowski estava mesmo é estudando secreções digestivas originalmente, e por isso não se conseguia extrair a insulina com sucesso. Ele redigiu uma nota para si mesmo: "Ligar duto pancreático do cão. Manter cães vivos até que acinos se degenerem, sobrando ilhotas. Tentar isolar secreção interna delas e aliviar glicosúria".

Ele viajou a Toronto para encontrar-se com J. J. R. Macleod, que não se impressionou plenamente com a ideia. De qualquer forma, Macleod deixou à disposição de Banting um laboratório da universidade, e um assistente, Charles Best, e dez cães enquanto saía de férias no verão de 1921. O método de Banting e Best era amarrar uma ligadura ao redor do duto pancreático e, várias semanas depois, examinar que as células digestivas pancreáticas tinham morrido e sido absorvidas pelo sistema imune, deixando milhares de ilhotas. Isolava-se a proteína dessas ilhotas para produzir o que vinham chamando de isletina. Banting e Best mantiveram um cão pancreatectomizado vivo durante todo o verão.

Macleod viu o valor da pesquisa na sua volta da Europa, mas pediu uma contraprova para saber se o método realmente funcionava. Várias semanas depois ficou claro que o segundo ensaio tinha sido um sucesso, e ajudou a publicar os resultados em novembro daquele ano. Porém, precisavam de seis semanas para extrair a isletina, o que tornava o ensaio dramaticamente moroso. Banting sugeriu que tentassem usar o pâncreas de feto de bezerro, que ainda não teria desenvolvido glândulas digestivas, e ficou alivado pelo sucesso da empreitada. Com a solução para a fonte de isletina, faltava agora purificar a proteína. Em dezembro de 1921, Macleod convidou o brilhante bioquímico James Collip para ajudar na tarefa, e em um mês aprontaram-se para um teste.

Em 11 de janeiro de 1922, Leonard Thompson, um diabético de quatorze anos, recebeu a primeira injeção de insulina. Infelizmente, o extrato estava tão impuro que ele acabou sofrendo uma reação alérgica severa, e injeções adicionais foram canceladas. Durante os doze dias seguintes, Collip trabalhou dia e noite para melhorar o extrato, e uma segunda dose foi injetada no dia 23. Desta vez foi um sucesso, não apenas em não apresentar efeitos colaterais, mas também por eliminar completamente os sintomas de diabetes. Entretanto, Banting e Best não se davam bem com Collip, porque aparentemente viam nele um intruso, e então Collip logo os deixou.

Durante a primavera de 1922, Best conseguiu melhorar as técnicas de preparo a ponto de poder extrair grandes quantidades de insulina, embora o extrato ainda permanecesse impuro. Contudo, eles receberam uma oferta de ajuda da Eli Lilly logo depois de suas publicações em 1921, e aceitaram-na em abril. Em novembro, a Lilly conseguiu a façanha de produzir grandes quantidades de insulina bastante pura. Depois disso, a insulina logo foi lançada no mercado.

Por esta descoberta marcante, Macleod e Banting foram agraciados com o Prêmio Nobel em Fisiologia em 1923. Banting, aparentemente insultado porque Best não fora mencionado, dividiu seu prêmio com ele, e Macleod imediatamente dividiu o seu com Collip. A patente da insulina foi vendida à Universidade de Toronto por um dólar.

A sequência exata de aminoácidos contida na molécula de insulina, a chamada estrutura primária, foi determinada pelo biólogo britânico Frederick Sanger. Foi a primeira vez que a estrutura de uma proteína fora completamente determinada. Por isso, ele recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1958. Em 1967, após décadas de trabalho, Dorothy Crowfoot Hodgkin determinou a conformação espacial da molécula mediante estudos de difração de raios X. Ela também recebeu um Prêmio Nobel.

Estrutura e produção
A insulina é sintetizada nos humanos e em outros mamíferos dentro das células-beta das ilhotas de Langerhans, no pâncreas. Um a três milhões de ilhotas de Langerhans formam a parte endócrina do pâncreas, que é principalmente uma glândula exócrina. A parte endócrina totaliza apenas 2% da massa total do órgão. Dentro das ilhotas de Langerhans, as células-beta constituem 60-80% do todo.

A insulina é sintetizada a partir da molécula precursora proinsulina pela ação de enzimas proteolíticas conhecidas como prohormônio convertases (PC1 e PC2). A insulina ativa tem 51 aminoácidos e é uma das menores proteínas conhecidas. A insulina bovina difere da humana em três resíduos de aminoácidos enquanto que a suína, em um resíduo. A insulina de peixes também é muito próxima à humana. Em humanos, a insulina tem um peso molecular de 5808. Ela é formada por duas cadeias de polipeptídeos ligadas por duas pontes dissulfídicas (veja a figura), com uma ligação dissulfídica adicional na cadeia A (não mostrada). A cadeia A consiste de 21, e a cadeia B, de 30 aminoácidos. A insulina é produzida como uma molécula de prohormônio - proinsulina - que é mais tarde transformada, por ação proteolítica, em hormônio ativo.

A parte restante da molécula de proinsulina é chamada de peptídeo C. Este polipeptídeo é liberado no sangue em quantidades iguais à da insulina. Como insulinas exógenas não contêm peptídeo C, o nível em plasma desse peptídeo é um bom indicador de produção endógena de insulina. Recentemente, descobriu-se que esse peptídeo C também possui atividade biológica, que está aparentemente restrita a um efeito na camada muscular das artérias.

Ação a nível celular e metabólico
As ações da insulina no metabolismo humano como um todo incluem:

Controle da quantidade de certas substâncias que entra nas células, principalmente glicose nos tecidos muscular e adiposo (que são aproximadamente 2/3 das células do organismo);

Aumento da replicação de DNA e de síntese de proteínas via o controle de fornecimento de aminoácidos;

Modificação da atividade de inúmeras enzimas (controle alostérico)

As ações nas células incluem:
Aumento da síntese de glicogênio: a insulina induz à armazenagem de glicose nas células do fígado (e dos músculos) na forma de glicogênio; a diminuição dos níveis de insulina ocasiona a conversão do glicogênio de volta a glicose pelas células do fígado e a excreção da substância no sangue. É a ação clínica da insulina que reduz os níveis altos de glicemia diagnosticados na diabetes.

Aumento da síntese de ácidos graxos: a insulina induz à transformação de glicose em triglicerídeos pela células adiposas; a falta de insulina reverte o processo.

Aumento da esterificação de ácidos graxos: estimula o tecido adiposo a compor triglicerídeos a partir de ésteres de ácidos graxos; a falta de insulina reverte o processo.

Redução da proteinólise: estimula a diminuição da degradação proteica; a falta de insulina aumenta a proteinólise.

Redução da lipólise: estimula a diminuição da conversão de suprimento de lipídeos contido nas células adiposas em ácidos graxos sanguíneos; a falta de insulina reverte o processo.

Redução da gliconeogênese: reduz a produção de glicose em vários substratos do fígado; a falta de insulina induz à produção de glicose no fígado e em outros locais do corpo.

Aumento do consumo de aminoácidos: induz células a absorver aminoácidos circulantes; a falta de insulina inibe a absorção;

Aumento do consumo de potássio: induz células a absorver potássio plasmático; a falta de insulina inibe a absorção;

Tônus dos músculos arteriais: induz a musculatura das paredes arteriais ao relaxamento, o que aumenta o fluxo sanguíneo especialmente em microartérias; a falta de insulina reduz o fluxo por permitir a contração desses músculos.

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Caju | Características Aromáticas do Caju

Caju | Características Aromáticas do Caju

Caju | Características Aromáticas do Caju

O caju não é uma fruta, mas o pedúnculo sumarento do verdadeiro fruto do cajueiro: a castanha. De cor amarelada ou vermelha (ou em matizes dessas duas cores) e em forma de pera, o caju pode atingir nove centímetros de comprimento, caracterizando-se por seu riquíssimo teor de vitamina C.

Aromático e saboroso, apesar de adstringente, o caju é consumido, de preferência, em forma de doce. De seu sumo, com a adição de água e açúcar, faz-se um refresco, a cajuada. Por meio de processos de fermentação, obtêm-se diversas bebidas alcoólicas, como vinhos, licores e aguardentes.

Nativo do Brasil e típico do litoral nordestino, o cajueiro (Anacardium occidentale) é uma árvore da família das anacardiáceas, a mesma da mangueira. De caule em geral tortuoso e galhos muito contorcidos, pode chegar a 15m de altura, embora seja comum tornar-se esgalhado e baixo. Desde o século XVI, o cajueiro foi difundido por missionários portugueses na África oriental e na Índia, sendo hoje bastante cultivado em todo o cinturão tropical da Terra.


Toda a planta constitui verdadeira panaceia na medicina popular e seu uso pelos índios, como remédio, é anterior aos tempos do Brasil-colônia. As flores contêm anacardina e, como as castanhas, saborosas depois de torradas, passam por tônicas e até afrodisíacas. As folhas novas, em decoção, são tidas como embriagantes, mesmo em pequena quantidade. Do cajueiro aproveitam-se ainda a madeira, de colorido róseo; a casca, recomendada contra aftas e infecções na garganta; a goma que exsuda, um sucedâneo da goma-arábica; e os frutos ainda novos, com que se fazem diversos pratos da cozinha brasileira.

O maior cajueiro do Mundo
O maior cajueiro do mundo, também conhecido como cajueiro de Pirangi, é uma árvore gigante localizada na praia de Pirangi do Norte no município de Parnamirim, a doze quilômetros ao sul de Natal, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Norte.

A árvore cobre uma área de aproximadamente 8500 m², com um perímetro de aproximadamente 500 m e produz cerca de 70 a 80 mil cajus na safra, o equivalente a 2,5 toneladas. E seu tamanho é o equivalente a 70 cajueiros. O cajueiro teria sido plantado em 1888 por um pescador chamado Luís Inácio de Oliveira; o pescador morreu, com 93 anos de idade, sob as sombras do cajueiro.

O maior cajueiro do Mundo
O maior cajueiro do Mundo

Angiospermas | Características das Plantas Angiospermas

Angiospermas | Características das Plantas Angiospermas

Angiospermas | Características das Plantas AngiospermasAs angiospermas constituem uma das duas grandes divisões em que se repartem as plantas superiores (com flores e sementes) e se denominam fanerógamas; a outra divisão é a das gimnospermas, cujas sementes estão contidas numa escama e não em ovário. Essas árvores, como os abetos e ciprestes, são pouco comuns no Brasil.

A maior parte das espécies de plantas superiores enquadra-se na divisão das angiospermas, que engloba uma imensa diversidade de formas vegetais, desde árvores de grande porte, como os baobás e eucaliptos, até as ervas mais comuns nos campos e no solo das matas. Algumas espécies, como as orquídeas, ostentam flores soberbas, enquanto outras, como os cereais, as hortaliças, os tubérculos e as árvores frutíferas, são básicas para a alimentação humana.

Características gerais
A principal característica das angiospermas é a presença de uma série de peças, não raro muito vistosas, que compõem a corola e o cálice (o chamado perianto) e circundam os órgãos reprodutores propriamente ditos. Além disso, os óvulos ou células femininas não se encontram a descoberto, tal como ocorre nas coníferas e demais gimnospermas, mas acham-se protegidos pelos chamados carpelos, folhas modificadas que se fecham sobre si mesmas para guardar as células incumbidas da reprodução. As angiospermas compreendem grande diversidade de árvores, arbustos e espécies herbáceas, rasteiras e aquáticas. Distribuem-se por todo o mundo e ocupam os habitats mais distintos, do Ártico aos trópicos, passando por matas, desertos, estepes, montanhas, ilhas, águas continentais e oceânicas. Sua importância econômica é fundamental, já que as angiospermas incluem a maioria das espécies arbóreas utilizadas pelo homem, todas as plantas hortícolas, as ervas produtoras de essências, especiarias e extratos medicinais, as flores, os cereais e uma grande quantidade de espécies das quais são obtidos numerosos produtos de interesse industrial.

A forma e a vistosa aparência das flores variam enormemente de uma espécie a outra. As plantas anemófilas, cuja polinização se efetua pela ação do vento, apresentam flores simples, sem perianto (corola e cálice) vistoso, e sementes providas de asas. As plantas que praticam a polinização entomófila, intermediada por insetos, têm flores vistosas, muitas de grande beleza, como as orquídeas, rosas e dálias, acompanhadas às vezes dos chamados nectários, órgãos produtores de essências que as dotam de delicados aromas.

As angiospermas subdividem-se em dois grupos: dicotiledôneas e monocotiledôneas. As primeiras se caracterizam por apresentarem um embrião com dois cotilédones ou folículos. Nas dicotiledôneas desenvolvidas, o caule experimenta crescimento em grossura, existe uma raiz principal, da qual partem ramificações secundárias, e a nervação das folhas apresenta-se também ramificada, a partir de uma via central. Por sua vez, as monocotiledôneas, como seu nome indica, têm um único cotilédone no embrião. Nos espécimes desenvolvidos não existe crescimento em grossura (crescimento experimentado contudo, mas de modo diferente do que ocorre nas dicotiledôneas, por algumas espécies que têm porte arbóreo), as raízes se apresentam em feixes da mesma extensão e grossura e as folhas estão sulcadas por nervuras paralelas.

A origem das angiospermas parece residir em algumas ordens de gimnospermas arcaicas, como as das cicadales e cordaitales. Seus representantes mais antigos procedem do período jurássico, na era mesozoica.
Dicotiledôneas. As dicotiledôneas formam o grupo mais numeroso das angiospermas, no qual se destacam, pelo interesse das plantas que as integram, as seguintes ordens: fagales, salicales, urticales, magnoliales, ranunculales, papaverales, cariofilales, capparales, cactales, cucurbitales, rosales, fabales, mirtales, cornales, ramnales, scrofulariales, lamiales e asterales.

A ordem das fagales inclui espécies arbóreas de notável desenvolvimento, em especial nas regiões temperadas. Algumas, como a faia e o castanheiro, são típicas de zonas climáticas frias e úmidas; outras, em contrapartida, vegetam em zonas bem mais secas, como acontece com o carvalho e o sobreiro.

Na ordem das salicales encontram-se árvores caracterizadas por uma ampla área de dispersão e nítida preferência por terrenos úmidos, como o chorão e o choupo.

A ordem das urticales é composta tanto por árvores, como a amoreira, a figueira e o olmo, quanto por espécies de crescimento herbáceo, entre as quais a urtiga e o lúpulo.

A ordem das magnoliales reúne espécies arbóreas ou arbustivas que constituem a base morfológica a partir da qual se desenvolveram as demais angiospermas. Acham-se entre elas a magnólia, a canela e o boldo.

Na ordem das ranunculales destacam-se algumas espécies herbáceas conhecidas pelos princípios tóxicos que contêm, como o ranúnculo, o acônito e o heléboro, e espécies floríferas de pequeno porte como a anêmona e o delfínio ou esporinhas.

São também herbáceas muitas das integrantes da ordem das papaverales, como as papoulas silvestres, fornecedoras de matéria-prima para a extração do ópio e seus derivados. Na mesma ordem há árvores como o pau-d'alho, arbustos que fornecem condimentos, como a alcaparra, e espécies ornamentais odoríferas, como o resedá.

Na ordem das cariofilales agrupam-se muitas espécies herbáceas que também têm interesse do ponto de vista ornamental, como o cravo, ou alimentício, como a acelga, o espinafre e a beterraba.

Importantes para a alimentação humana são ainda certas espécies da ordem das capparales, como a couve, o rabanete, o nabo e a mostarda.

As cactales congregam a importante família dos cactos, plantas adaptadas aos climas desérticos e que acumulam água em seus tecidos. Já na ordem das cucurbitales estão contidas importantes espécies hortícolas, como a abóbora, o melão, a melancia e o pepino.

Da ordem das rosales fazem parte as roseiras, o morangueiro e as árvores frutíferas de ocorrência mais comum nas regiões temperadas, como a macieira, a pereira, a cerejeira, o marmeleiro, o pessegueiro e o damasqueiro. A ordem das fabales, identificada antes com a das rosales, pelas afinidades que as ligam, é composta por espécies como o trevo e a alfafa, além de outras destinadas à alimentação humana, como o feijão, a ervilha, a fava, o grão-de-bico e o alcaçuz.

Entre as mirtales incluem-se os eucaliptos, grandes árvores nativas da Austrália que se dispersaram por todo o mundo graças à rapidez com que crescem, facilitando assim a extração de madeira. Na ordem das ramnales, cabe mencionar, por sua importância para o homem, a videira, planta de que foram obtidas inúmeras variedades e de cujos frutos fermentados se obtém o vinho.

A ordem das scrofulariales compreende a família das solanáceas, na qual há várias espécies alimentícias, como a batata, o tomate, a beringela, e outras de grande importância econômica, como o fumo, ou medicinal, como a beladona e o meimendro.

Entre as lamiales há plantas herbáceas de ampla área de dispersão, como a digital ou dedaleira, da qual se extrai um princípio ativo muito tóxico, usado no tratamento de doenças cardíacas. Na mesma ordem estão ainda agrupadas plantas aromáticas como a menta, a sálvia, o tomilho e o orégano.

A ordem das asterales conta por sua vez com a grande família das compostas, integrada por espécies como o cardo, a artemísia, a margarida, o crisântemo, a calêndula e o girassol.

Monocotiledôneas
No grupo das monocotiledôneas, é menor o número de ordens, convindo mencionar entre elas, pelo interesse das espécies que englobam, as seguintes: liliales, iridales, orquidales, bromeliales, poales e arecales.

A primeira delas inclui plantas aquáticas, como os juncos, e plantas bulbosas, quer comestíveis como o alho e a cebola, quer ornamentais pela beleza das flores, como a açucena, o narciso e a tulipa. Na ordem das iridales há igualmente diversas plantas ornamentais, como o gladíolo e a íris.

Entre as orquidales ressalta a família das orquídeas, nativas em sua maioria dos trópicos e apreciadas pela beleza invulgar de suas flores. Algumas espécies, como a baunilha americana, assumiram grande importância econômica.

Também a ordem das poales inclui espécies de importância fundamental para o homem: as da família das gramíneas, entre as quais se destacam os cereais mais comuns na alimentação.

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Tecido Cartilaginoso e Cartilagem

Tecido Cartilaginoso e Cartilagem

#Cartilagem

O Tecido Cartilaginoso e a Cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo que se destaca por ser rígido, mas flexível. O Tecido Cartilaginoso e a Cartilagem é encontrado em várias regiões do corpo, tais como nariz, orelhas e na superfície de órgãos.

Características gerais do tecido cartilaginoso

Cartilagem é um tipo de tecido conjuntivo e, portanto, apresenta células espalhadas em um material intercelular abundante (a matriz). As células do tecido cartilaginoso são chamadas de condrócitos e estão localizadas em cavidades no interior da matriz denominadas de lacunas. A matriz do tecido cartilaginoso é relativamente rígida e é formada por colágeno ou por colágeno com elastina, além de glicoproteínas, proteoglicanas e ácido hialurônico.

Tecido Cartilaginoso não possuem vasos sanguíneos e, por isso, sua nutrição é feita por vasos sanguíneos presentes no pericôndrio, tecido conjuntivo que envolve a cartilagem. Vale destacar que o tecido cartilaginoso também pode receber nutrição por meio do líquido sinovial presente nas cavidades das articulações. Além de não possuir vasos sanguíneos, a cartilagem não apresenta nervos e vasos linfáticos.

Tipos de cartilagem

O tecido cartilaginoso pode ser classificado em três tipos básicos: cartilagem hialina, cartilagem elástica e cartilagem fibrosa. Observe as características principais de cada um desses tipos:

Cartilagem hialina: Cartilagem que apresenta matriz formada principalmente por fibrilas de colágeno tipo II e é circundada pelo pericôndrio. Essa é a cartilagem que forma o esqueleto do feto, esqueleto esse que é posteriormente substituído por ossos em um processo denominado de ossificação endocondral. A cartilagem hialina pode ser observada também no nariz, traqueia e brônquios.

Cartilagem elástica: Cartilagem que se destaca por apresentar grande quantidade de fibras elásticas e poucas fibrilas de colágeno, além de ser revestida por pericôndrio. Em virtude da presença de fibras elásticas, essa cartilagem possui grande elasticidade. Ela é encontrada no pavilhão auditivo, na laringe e na epiglote.

Cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem: Cartilagem que apresenta quantidade relativamente grande de fibras de colágeno tipo I. Diferentemente das outras cartilagens, esta não apresenta pericôndrio. A cartilagem fibrosa pode ser observada nos discos intervertebrais, nos discos articulares das articulações dos joelhos e na ligação entre tendões e ossos.

Funções da cartilagem no organismo: As cartilagens estão relacionadas com uma série de importantes funções. Entre as principais funções estabelecidas por esse tecido, podemos citar:

Sustentação de tecidos moles;

Atuação na formação e crescimento de ossos;

Revestimento de superfícies articulares, facilitando o deslizamento dos ossos;

Absorção de impactos.

Clonagem, O Que é Clonagem?

Clonagem, O Que é Clonagem?

Clonagem, O Que é Clonagem?
A primeira clonagem bem-sucedida de um animal adulto é realizada, em 1996, pelo embriologista escocês Ian Wilmut, do Instituto Roslin, na Escócia. Da experiência nasce a ovelha Dolly. Deste ano em diante, outros animais, como camundongos, macacos, bois, porcos e gatos, foram clonados. Apesar de declarações polêmicas do médico italiano Severino Antinori, até hoje não há um caso comprovado de clonagem humana. Oficialmente, em 2001, a empresa norte-americana Advanced Cell Technology conseguiu clonar um embrião que morreu quando tinha apenas seis células. Em 2004, cientistas da Coreia do Sul anunciaram sucesso na clonagem de 30 embriões humanos, que se desenvolvem até o tamanho de 100 células, para obtenção de células-tronco. A longo prazo, os cientistas esperam obter tecidos para transplantes que não ofereçam nenhum tipo de rejeição.

A clonagem é um método artificial de reprodução que emprega células somáticas, como as que formam os órgãos, os ossos ou a pele, no lugar de células sexuais, como o óvulo e o espermatozoide. Na natureza, os organismos se reproduzem por meio das células sexuais. As exceções são os vírus, as bactérias e outros seres unicelulares. Há também certos vegetais que, mesmo tendo células sexuais, geram novas mudas das células somáticas. Isso pode ser observado nas plantas que se multiplicam de um ramo do vegetal adulto.

Clonagem, O Que é Clonagem?A técnica da clonagem – A experiência da clonagem ainda não foi compreendida perfeitamente do ponto de vista teórico. Em princípio, não seria possível forçar uma célula somática a se multiplicar, já que nela quase todos os genes estão desligados. Dolly, no entanto, nasce de células mamárias tiradas de uma ovelha adulta. Dessas células, quase toda a massa celular interna, chamada citoplasma, foi descartada. Apenas os núcleos, onde estão os genes, sem os quais não é possível gerar um embrião, foram guardados. Em seguida, os núcleos das células da mama foram colocados dentro de óvulos não-fertilizados de outra ovelha, dos quais haviam sido extirpados os núcleos. Assim, Wilmut construiu células artificiais, usando núcleos de células mamárias dentro do citoplasma de óvulos. As novas células foram colocadas num caldo muito pobre em nutrientes e entraram numa espécie de dormência, interrompendo todas as suas atividades químicas. Então, com um choque elétrico, o cientista as despertou, voltando a alimentá-las bem. Os genes voltaram à ação e as células se transformaram em embriões. Colocados no útero da ovelha que fornecera os óvulos, a imensa maioria não conseguiu se desenvolver, mas um deles deu origem a Dolly.

Foram necessários quase 100 anos de pesquisa até que se chegasse a uma clonagem bem-sucedida. No início do século, diversas experiências com rãs apresentaram resultados controversos. Em todas elas pairou a dúvida de que algumas células sexuais teriam se infiltrado entre as somáticas. Mesmo a experiência com Dolly foi questionada e só recebeu o aval da comunidade científica quando todos os procedimentos foram checados por uma comissão de especialistas.

Partenogênese – Outra técnica desenvolvida recentemente visa obter a reprodução a partir dos próprios óvulos da fêmea sem a contribuição do macho. Denominada partenogênese, essa técnica foi aplicada com sucesso por cientistas coreanos e japoneses em maio de 2004. Eles anunciaram o nascimento da fêmea do camundongo Kaguya, o primeiro mamífero nascido apenas de óvulos, sem nenhuma participação de espermatozoides. Normalmente, quando um ovo (a união de um óvulo com um espermatozoide) se desenvolve, um dos conjuntos do DNA é cedido pelo pai e o outro pela mãe. Nesse caso, foi preciso "apagar" alguns genes de um dos óvulos para que ele "parecesse" com o DNA paterno e combiná-lo com o outro óvulo, que permaneceu inalterado. Foi uma maneira de enganar a natureza, de modo a que uma das mães fizesse o papel do pai biológico. A técnica ainda está em estágio inicial e a taxa de sucesso é muito pequena. Os pesquisadores começaram a pesquisa com 457 óvulos, dos quais 371 foram implantados em 24 fêmeas de camundongo. Desses, 28 alcançaram um estágio fetal avançado, mas 18 nasceram mortos. Oito sobreviveram por 15 minutos após o parto e dois nasceram saudáveis, mas um teve de ser sacrificado para estudos. Sobrou apenas Kaguya, que cresceu e já teve os próprios filhotes pelo método convencional.

Pesquisas sobre envelhecimento – A técnica que deu origem a Dolly vem permitindo a Wilmut estudar como fica nos clones o chamado telômero – pedaço dos cromossomos responsável pelas divisões das células durante a gestação e no decorrer de toda a vida de um animal ou de um ser humano. A cada divisão celular, o telômero se desgasta, sofrendo pequenas mutações. Depois que seus defeitos se acumulam bastante, o organismo ao qual ele pertence morre. A medição do número de mudanças ocorridas no telômero permite estimar a idade de um indivíduo.

No caso de Dolly, como sua mãe tinha 6 anos, a célula que virou embrião e deu origem ao clone também tinha essa idade. Mas, apesar de adulta, a célula começou a funcionar de novo, e nesse momento todos os seus genes voltaram à idade zero. Nessa etapa havia a possibilidade de que os defeitos de seus cromossomos tivessem sido corrigidos. Isso não aconteceu. Segundo Wilmut, todos os genes rejuvenesceram, menos os do telômero. As pesquisas continuam sem resposta. Dolly teve de ser sacrificada em fevereiro de 2003, após ser constatada uma doença pulmonar progressiva. Ela tinha a metade da idade normal em que morrem as ovelhas (12 a 13 anos) quando adquiriu a doença, comum em animais mais velhos. Além disso, Dolly já havia desenvolvido artrite – doença incomum em ovelhas de sua idade. No entanto, o Instituto Roslin nega que o problema da ovelha fosse velhice precoce. Para os cientistas do instituto, Dolly tinha um sistema imunológico deficiente e portanto era mais frágil que as ovelhas comuns.

Clones brasileiros – O Brasil também entrou na era da clonagem de animais. O primeiro clone bovino da América Latina, criado pela Embrapa, foi a vaca Vitória, nascida em 2001, a partir de células de um embrião de cinco dias. Ela cedeu a célula que resultou no nascimento de Vitoriosa, o primeiro clone de clone brasileiro, nascida em fevereiro de 2004, mas morta em 30 de maio por causa de problemas de coração causados por hipertensão arterial. Antes disso, em maio de 2003, houve outra tentativa de clonar filhos de Vitória. Duas bezerras foram gestadas por esse método, mas uma morreu no oitavo mês de gestação e a outra sobreviveu apenas três dias. O segundo clone brasileiro, o novilho Marcolino, nasceu um mês depois de Vitória. Seus criadores, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, esperavam uma fêmea, mas nasceu um macho, que segundo os pesquisadores foi em decorrência de um erro gerado em laboratório. Penta, nascida na Unesp de Jaboticabal em julho de 2002, foi o primeiro clone gerado de células de uma vaca adulta. Ela resistiu apenas um mês, vítima de infecções. Lenda, nascida em setembro de 2003, foi clonada de uma vaca morta em acidente. Ela ainda vive. Em dezembro, a USP anunciou o nascimento de Bela, também a partir de células de uma vaca adulta premiada e ainda viva. O objetivo dos pesquisadores brasileiros é recuperar animais de alto valor reprodutivo, como touros premiados e vacas leiteiras.

Clonagem humana - Polêmica, proibida e perigosa, a clonagem humana nunca foi comprovada. Em 2004, o médico italiano Severino Antinori anunciou que pelo menos três clones humanos teriam nascido em experiências reprodutivas com as quais colaborou. Ele não apresentou provas científicas de suas afirmações. Disse apenas que havia utilizado uma técnica de clonagem na qual o material genético de uma célula adulta é transferido para um óvulo vazio – semelhante à que deu origem à ovelha Dolly. Antinori ganhou notoriedade em 1993 quando ajudou uma mulher de 62 anos a engravidar utilizando um óvulo doado. Mais polêmico, o movimento raeliano – uma seita que acredita que a vida na Terra foi criada por visitantes do espaço – afirma, em 2003, que produziu o primeiro clone humano do mundo, mas também não demonstrou evidências científicas do feito.

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Semelhança Entre o Homem e o Chimpanzé

Semelhança Entre o Homem e o Chimpanzé

Semelhança Entre o Homem e o ChimpanzéA descoberta, em julho de 1999, de que os chimpanzés desenvolvem cultura própria reforça a tese de proximidade com o homem. Uma equipe liderada pelo primatologista Andrew Whiten, da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, demonstrou que diferentes grupos do animal africano adotam estilos de vida diversos, com hábitos aprendidos e não apenas herdados. Entre os avanços alcançados estão técnicas e ferramentas para caçar insetos, abrir nozes, misturar alimentos e se comunicar. Eles repetem padrões sociais – como laços afetivos e hierárquicos e o uso de plantas como medicamentos – que os antropólogos imaginam ter sido adotados pelas primitivas tribos humanas.

A busca de semelhanças entre seres humanos e chimpanzés existe há várias décadas. Ambas as espécies pertencem ao mesmo ramo evolutivo e, apesar de se ter separado cerca de 4 milhões de anos atrás, guardam cerca de 5% de diferença genética – ou seja, 95% dos genes dos dois são idênticos. Até setembro do ano passado acreditava-se que a diferença era menor, de apenas 2%, mas estudo do Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA) revelou que a semelhança havia sido superestimada. Mesmo assim, o chimpanzé ainda é macaco mais próximo do homem. Alguns pesquisadores consideram que esses primatas têm a capacidade mental de uma criança de 4 anos de idade. Várias experiências demonstram que são capazes de raciocínio lógico e de aprender a se comunicar por sinais, símbolos gráficos e de computador.

Recentemente, o psicólogo Roger Fouts, da Universidade Central de Washington, nos Estados Unidos, ensinou cinco animais a trocar ideias por meio de gestos. Eles compreendem, em média, 240 termos (um homem adulto utiliza um vocabulário de cerca de 4 mil palavras) e podem combinar sinais para criar novas expressões.

Entre os especialistas, no entanto, a concepção de que chimpanzés são tão parecidos com os humanos é polêmica. Alguns pesquisadores afirmam que a evolução lhes bloqueou o desenvolvimento da inteligência num momento muito anterior à criação de uma linguagem. Para eles, ao repetir gestos ou escolher símbolos, os macacos apenas copiam um comportamento, sem lhe associar nenhum significado.

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Vitaminas, Tipos e Funções das Vitaminas

Vitaminas, Tipos e Funções das Vitaminas

Vitaminas, Tipos e Funções das Vitaminas

As vitaminas são fundamentais para a manutenção dos processos biológicos vitais, as vitaminas só começaram a ser estudadas no início do século XX. Já bem antes, porém, sabia-se ser necessário incluir certos alimentos na dieta, para evitar algumas doenças.

Vitamina é um composto orgânico biologicamente ativo, necessário ao organismo em quantidades muito reduzidas para manter os processos vitais. Como as enzimas, representa um autêntico biocatalizador, que intervém em funções básicas dos seres vivos, como o metabolismo, o equilíbrio mineral do organismo e a conservação de certas estruturas e tecidos.

Características gerais. Nos séculos XVIII e XIX, várias observações empíricas demonstraram que existiam nos alimentos algumas substâncias que evitavam doenças como o beribéri e o escorbuto. Até o início do século XX, no entanto, não se comprovara a importância efetiva de tais compostos, a que em 1912 o químico polonês Casimir Funk chamou vitaminas. As vitaminas diferem entre si consideravelmente quanto a estrutura, propriedades químicas e biológicas e atuação no organismo.

A carência de vitaminas na dieta produz doenças graves, as avitaminoses, como o raquitismo, a nictalopia (cegueira noturna), a pelagra, diversas alterações no processo de coagulação do sangue e a esterilidade. Também a ingestão excessiva de vitaminas pode causar perturbações orgânicas, as hipervitaminoses.

As necessidades vitamínicas de um indivíduo variam de acordo com fatores como idade, clima, atividade que desenvolve e estresse a que é submetido. A quantidade de vitaminas presente nos alimentos também não é constante. Varia de acordo com a estação do ano em que a planta foi cultivada, o tipo de solo ou a forma de cozimento do alimento (a maior parte das vitaminas se altera quando submetida ao calor, à luz, ao passar pela água ou quando na presença de certas substâncias conservantes ou saporíferas).

As vitaminas receberam nomes científicos, mas são vulgarmente conhecidas por letras maiúsculas ou por um termo associado à doença produzida pela carência da vitamina no organismo. A vitamina A ou retinol, por exemplo, é chamada também antixeroftálmica. A classificação geral das vitaminas é feita de acordo com sua solubilidade em água ou gordura. As vitaminas hidrossolúveis são as que compõem o complexo vitamínico B (B1, B2, B6 e B12) e a vitamina C. As lipossolúveis compreendem as vitaminas A, D, E e K.

Vitaminas hidrossolúveis. As vitaminas solúveis em água são absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório até os tecidos em que serão utilizadas. O grau de solubilidade varia de acordo com cada vitamina e influi no caminho que essa substância percorre no organismo. Quando ingeridas em excesso, as vitaminas hidrossolúveis são armazenadas até uma quantidade limitada nos tecidos orgânicos, mas a maior parte é secretada na urina.

A tiamina ou vitamina B1 é importante no metabolismo de alguns ácidos orgânicos. Sua carência provoca uma doença nervosa caracterizada por paralisia e insensibilidade, o beribéri. A B1 é encontrada em diversos alimentos, principalmente na casca do arroz. A vitamina B2, ou riboflavina, cumpre importante papel na chamada cadeia transportadora de elétrons, processo básico na respiração celular e na obtenção de energia por parte da célula. É abundante na levedura, nos ovos e no leite. Sua deficiência produz distúrbios visuais, fissuras nos lábios e inflamação da língua. A vitamina B6 intervêm no metabolismo dos aminoácidos e sua deficiência provoca insônia, irritabilidade, fraqueza, dor abdominal, dificuldade de andar e convulsões. São ricos em vitamina B6 (pirodoxina, piridoxamina e piridoxal) alimentos como cereais integrais, legumes e leite.

A cobalamina (vitamina B12), presente principalmente na carne de fígado, está associada à maturação dos glóbulos vermelhos no sangue. A carência dessa vitamina se traduz em anemia pronunciada, a chamada anemia perniciosa. A vitamina PP, também chamada niacina ou ácido nicotínico, também é um dos elementos do complexo B. Sua carência causa a pelagra, doença que se caracteriza por erupções na pele, além de distúrbios neurológicos e gastrintestinais.

A vitamina C ou ácido ascórbico é abundante nas frutas cítricas e vegetais verdes. Suas funções no organismo são múltiplas: participa da síntese do colágeno (proteína importante na formação da pele saudável, tendões, ossos e tecidos de sustentação e na cicatrização de feridas); da manutenção das paredes dos vasos sanguíneos; do metabolismo de alguns aminoácidos; e da síntese ou liberação de hormônios da glândula supra-renal. Sua deficiência produz o escorbuto, doença caracterizada por lesões nas gengivas, queda de dentes e hemorragias por todo o corpo, que podem levar à morte. A hipótese de que a vitamina C ajuda a prevenir ou mesmo curar certas doenças (como o resfriado comum ou algumas doenças malignas e infecciosas) continua a ser pesquisada, mas sem nenhum dado científico que a comprove.

Vitaminas lipossolúveis. As vitaminas solúveis em gorduras são absorvidas no intestino humano com a ajuda de sais biliares segregados pelo fígado. O sistema linfático as transporta a diferentes partes do organismo. O corpo pode armazenar uma quantidade maior de vitaminas lipossolúveis do que de hidrossolúveis. As vitaminas A e D são armazenadas sobretudo no fígado e a E nos tecidos gordurosos e, em menor escala, nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade de vitamina K. Ingeridas em excesso, algumas vitaminas hidrossolúveis podem alcançar níveis tóxicos no interior do organismo.

A vitamina A é encontrada na gema do ovo, na manteiga e nas carnes de fígado e de peixes. Não está presente nas plantas, mas muitas verduras e frutas contêm alguns tipos de pigmentos (como o betacaroteno), que o organismo pode converter em vitamina A. A cenoura, por exemplo, é excelente fonte de betacaroteno. A vitamina A é fundamental para a visão e sua carência produz, entre outras doenças, o ressecamento da córnea e da conjuntiva do olho (xeroftalmia) e a ceratomalacia (amolecimento da córnea, com infiltração e ulceração), além de sérios problemas gastrintestinais.

A hipervitaminose A é caracterizada por diversos sintomas, como náusea, alterações do cabelo (que ficam ásperos e caem facilmente), ressecamento e escamação da pele, dor nos ossos, fadiga e sonolência. Também são comuns problemas de visão, dores de cabeça, distúrbios de crescimento e aumento do fígado.

A vitamina D pode ser obtida do óleo de fígado de bacalhau e também pela ação da luz ultravioleta sobre alguns esteróis. Os mais importantes desses esteróis são o 7-diidrocolesterol, formado por processos metabólicos animais, e o ergosterol (presente em óleos vegetais). A ação da luz solar converte essas duas substâncias em colecalciferol (vitamina D3) e ergocalciferol (vitamina D2), respectivamente. As duas participam dos processos de absorção do cálcio na corrente sanguínea e de formação dos ossos. Sua carência causa o raquitismo, em crianças, e a osteomalácia, em adultos, principalmente mulheres. A hipervitaminose D pode provocar fraqueza, fadiga, perda de apetite, náusea e vômitos.

Chamada também tocoferol, a vitamina E ocorre no gérmen de trigo, na gema de ovo, em verduras e legumes. Atua no organismo como um inibidor dos processos de oxidação em tecidos orgânicos. Protege as gorduras insaturadas da oxidação por peróxidos ou outros radicais livres.

A vitamina K é a naftoquinona encontrada nas folhas das plantas. Suas fontes mais abundantes são o óleo de soja, o espinafre e a couve. É necessária na síntese orgânica de quatro fatores de coagulação do sangue: protrombina e fatores VII, IX e X. A deficiência de vitamina K no organismo prolonga o tempo de coagulação do sangue e pode causar hemorragias internas.

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Vírus, Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Vírus

Vírus, Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Vírus

Vírus, Tudo Que Você Precisa Saber Sobre Vírus
Características Gerais e Classificação- Se bem que doenças de animais e plantas, causadas por vírus, sejam tão velhas quanto a existência do homem sobre a face da terra, seu reconhecimento etiológico só começou a ser feito no último decênio do século passado, quando Iwanowski, trabalhando em Mosaico do Fumo, provou que suco de plantas doentes permanecia inefectivo depois da passagem pelo filtro bacteriológico. Essa descoberta foi logo seguida por caraterização idêntica de várias doenças como a febre aftosa, a poliomielite e a varíola. Até por volta de 1920, entretanto, devido ao fato de sua diferenciação com microrganismos patogênicos residir tão somente em sua filtrabilidade através do filtro bacteriológico e sua invisibilidade ao microscópio composto, foi dado ênfase em estudos clínicos, patológicos e epidemiológicos dessas doenças que, apesar de serem, obviamente, ocasionadas por agentes infeciosos transmissíveis, não podiam ser atribuídas a microrganismos visíveis. A partir de então, estudos bioquímicos, sorológicos, eletromicroscópicos, etc., permitiram compreender melhor a natureza do vírus, um importante grupo de agentes produtores de doenças, responsável por grandes problemas patológicos no homem nos animais e nas plantas.

Características
Filtrabilidade:
Essa característica, que serviu de base para a descoberta do vírus, originou a denominação vulgar de "vírus filtrável", termo que teve de ser abandonado pelo fato de, posteriormente, se descobrir que existem bactérias filtráveis, como certos espiroquetas, e vírus não filtráveis, como o vírus do Mosaico Comum do feijoeiro e o do "Crinkle Mosaic" da batatinha. A filtrabilidade do vírus não é uma pura consequência de seu diminuto tamanho. Tipo de filtro, temperatura, ph, carga elétrica do vírus e do filtro, quantidade de pressão exercida sobre o filtro, natureza do fluído da suspensão e duração da filtração, são fatores que devem ser levados em consideração ao se determinar a filtrabilidade do vírus. Atualmente se dispõe de filtros de colódio, as Membranas de Gradocol, em que o tamanho dos poros é muito mais importante do que nos filtros bacteriológicos de porcelana.

Natureza Corpuscular
Desde 1898 se suspeita da natureza corpuscular do vírus, com a teoria do "contagium vivum fluidum", denominação que Beijerink emprestou de Fracastorius (1546) para caracterizar o filtrado infectivo do suco de fumo com mosaico. A guisa de esclarecimento, contagiam era uma substância derivada do corpo do doente e que, passando de um indivíduo para outro, transmitia a doença e a teoria do contagiam vivum foi criada por Fracastorius, quando postulou a ideia de que o contagiam fosse devido a agentes vivos (seminaria). Entretanto, por muitos anos, essa característica foi um ponto altamente controvertido pois a ciência ainda não estava preparada para comprová-la. Apesar disso, mesmo antes da descoberta de microscópio eletrônico, em 1938, Wendell Stanley (1935) já mostrava evidências irrefutáveis sobre a natureza corpuscular do vírus ao cristalizar o vírus do Mosaico do Fumo. Hoje, acostumamos com representações esquemáticas e eletromicrográficos dos vírus, dificilmente imaginamos que essa característica tivesse sido um pomo de discórdia no passado.

Dimensões do vírus
As dimensões dos vírus, evidenciadas por estudos eletromicroscópicos, de ultrafiltração e ultracentrifugação, variam de 10 a 350 milimicra de diâmetro; o comprimento chega até 2.000 milindrica (vírus da Tristeza do Citrus). A guisa de comparação, os glóbulos vermelhos do sangue humano têm 7.500 milimicra de diâmetro e, dentro de uma célula bacteriana, podem caber mais de 1 milhão de partículas de vírus.

Morfologia, composição e estrutura
O microscópio eletrônico permite visualizar diretamente as características morfológicas dos vírus que podem ser: esféricos, como os vírus da influenza e da encefalite japonesa; cilíndricos, com a maioria dos vírus de plantas; cúbicas, como o vírus da vaccinia; e espermatozoidal, (imagem)como os bacteriófagos.

A organização estrutural das partículas de vírus, evidenciada pela técnica da difração de raio X e complementada por outros métodos físicos e químicos, mostra configurações estridimensionais que admitem os seguintes tipos de simetria: cúbica, helicoidal e binária.

Um vírus é composto de ácido nucleico ( DNA ou RNA) e uma parede de proteína. Os ácidos nucleicos se localizam no interior das proteínas. As envoltório proteico se dá o nome de capsídeo, o qual, por sua vez, é formado pelos capsômeros, unidades estruturais simétricas dispostas em ordem determinada. O capasídeo mais o ácido nucleico é o nucleocapsídeo. Virion é a partícula madura do vírus e pode ser sinônimo de nucleocapsídeo ou nucleocapsídeo dentro de um invólucro. Invólucro é uma membrana de origem celular que pode envolver o capsídeo. O termo vírus se aplica num sentido mais amplo, incluindo os diferentes estágios do seu desenvolvimento.

O material genético DNA ou RNA. nunca se encontram simultaneamente no mesmo vírus, o que constitui uma característica singular quando comparados com as células de outros organismos vivos. O DNA é o portador de informação genética em todos os organismos vivos. Em alguns vírus, o material genético é o DNA e, em outros, o RNA. Os vírus diferem no seu conteúdo de DNA ou RNA. Os vírus de plantas contêm RNA, exclusivamente; os vírus de animais, DNA ou RNA e os vírus de bactérias (bacteriófagos) DNA, comumente. Os vírus mais complexos contêm, além das nucleoproteínas, outros compostos como lipídeos, carboidratos, vitaminas e vestígios de metais.

Transmissibilidade
A transmissibilidade é uma característica fundamental dos vírus, como também o é para outros agentes causadores de doenças. É interessante citar que, já em 1901, nos primórdios da Virologia, se chegava à conclusão de que a Febre Amarela não era transmitida pelo contato físico de pessoas doentes e sadias havendo necessidade do concurso de um mosquito vetor na cadeia de transmissão de homem a homem. Por muitos anos, a transmissibilidade do vírus foi a única evidência experimental de sua existência como uma entidade independente. Os conhecimentos sobre a transmissibilidade são essenciais para se tentar prevenir ou circunscrever a transmissão natural. 

O vírus de plantas são transmitidos, na natureza, principalmente por meio de enxertia, insetos vetores e contato membrânico. Existem casos de transmissão pelo grão de pólen por fungos do solo, por nematóides e por ácaros, mas são raros. Entretanto, para fins de considerações que os vírus podem ser disseminados a longas distâncias por meio de sementes (Mosaico Comum do Feijoeiro), Mosaico da Alface, TWV em tomateiro e órgãos de propagação vegetativa (mosaico e raquitismo da cana-de-açúcar, enrolamento da batatinha, etc.)

A transmissão por enxertia é o método mais universalmente aplicável, requerendo somente que o vírus se torne sistêmico. Assim se transmitem, nas condições naturais, por exemplo, os vírus da Tristeza, Sacarose, Exocorte e Xiloporose do Citrus. Experimentalmente, vírus comum a duas espécies vegetais que não se enxertam podem ser transmitidos por enxerto de Cuscuta sp., fanerógamo parasita.

A transmissão por contato mecânico, muito usado em estudos de inoculação artificial, é um método muito importante para vírus como o TWV e o Mosaico das Cucurbitáceas que pelo simples contato do lavrador de uma planta doente para a sadia pode transmitir o vírus.

A transmissão por insetos vetores é o método mais comum na natureza. Dentre os insetos vetores os Afídeos constituem o grupo mais numeroso, sendo responsável pela transmissão de mais ou menos 90 vírus diferentes. Dentre os afídeos sabe-se que o Myzus persicae é transmissor de mais de 50 vírus diferentes. Há determinados vírus que são transmitidos por vários insetos, como por exemplo o vírus do mosaico do pepino que é transmitido por algumas dezenas de insetos. Também existem vírus transmissíveis por apenas um inseto, como no caso do vírus da beterraba açucareira transmitida por Circulifer tenellus. Os trips se caracterizam por transmitir somente uma espécie de vírus de planta, como, por exemplo, no caso de Frankliniella paucispinosa que transmite somente o vírus do vira-cabeça.

A transmissão do vírus pelos insetos pode Ter um caráter persistentes ou não persistentes. Diz-se que o vírus é persistente quando, após um longo período mínimo de alimentação em plantas doentes, para aquisição e após um longo período de retenção no inseto, geralmente por toda a vida. Por exemplo, vírus do enrolamento das folhas da batatinha se multiplica com maior eficiência no inseto vetor Myzus persicae com maior período de alimentação; apresenta um período latente de 24 horas e, o pulgão guarda o vírus não persistentes são adquiridos pelo vetor num curto período de alimentação (10 horas no máximo) e são retidos por um período máximo de 24 horas. Por exemplo, o vírus do mosaico da beterraba é adquirido por Myzus persicae em 2 horas e é retido por apenas 3 horas. 

Parasitismo celular obrigatório
A mais importante característica dos vírus é o parasitismo celular obrigatório. Se bem que partículas individuais dos vírus sobrevivam por períodos variáveis em ambientes extracelulares, a sobrevivência da espécie depende inteiramente de multiplicação intracelular e, portanto, de sucessivos ciclos de associação com organismos hospedeiros mais evoluídos (bactérias, plantas e metazoários). Com efeito, todas a tentativas de cultivá-los em meio de cultura inanimado fracassaram. Dessa características resulta toda a importância dos vírus pois, frequentemente, ao parasitismo obrigatório se associa a patogênese.

Do parasitismo obrigatório decorrem ainda duas importantes consequências: a formação de inclusões intracelulares e o desenvolvimento de técnicas especiais de cultura artificial do vírus. Inclusões intracelulares (protoplásmicas e ou intranucleares) já são conhecidas em várias viroses, tanto vegetais como animais. Tais inclusões são interpretadas, atualmente, como colônias intracelulares do vírus. Ex. inclusões cristalinas hexagonais como em TWV, inclusões em massa compacta como em Tristeza do Citrus, inclusões cilíndrico-lamelares como no Mosaico Comum do feijoeiro, inclusões nucleares como no vírus da Gomphrena, etc.

Em todas as técnicas especiais de cultura artificial dos vírus é imprescindível a presença de células vivas. Os métodos mais usados para o cultivo de vírus de interesse médico são a cultura de tecido e a cultura do ovo embrionado. O vírus de interesse fitopatológico não são muito estudados sobre esse aspecto.

Infecção e multiplicação
Os vírus se aderem à parede celular, penetram, se multiplicam, amadurecem e, finalmente, se liberam. Nos vírus de plantas, aparentemente, não existe a capacidade de penetração, havendo necessidade de colocar a partícula do vírus em contato direto com o ambiente intracelular.

Nos vírus de plantas, a primeira fase do processo de infecção é a adsorsão. O vírus deve ser introduzido na célula, injuriada mas não morta, entrando em contato íntimo e se unindo com a substância viva da célula. Essa união é instantânea de modo que a lavagem imediata do tecido inoculado com água não reduz a infecção. Comprovou-se, experimentalmente, que a imersão de folhas de Nicotiana glutinosa, logo após inoculação como RNA do TWV, em uma solução de RNA se, suficiente para destruir o RNA não reduz o número de lesões locais.

Aparentemente, os vírus de plantas, logo após a adsorsão, de desfazem da parte proteica liberando o RNA. Segue-se um período de latência ou de eclipse durante o qual o vírus não pode ser detectado. A duração desse período depende da temperatura, do conteúdo de vírus no inoculo e da sensibilidade do método. Depois dessa fase o vírus se torna detectável e o seu conteúdo nos extratos sucessivos aumenta rapidamente.

O fenômeno dominante da infecção por vírus é a replicação intracelular. Sabe-se, hoje, que os vírus de plantas consistem de dois componentes químicos, RNA infeccioso e a proteína do vírus. Essa proteína não exibe nenhuma atividade enzimática conhecida, não podendo iniciar por si a infeção e, aparentemente, servindo somente como capa protetora para o RNA. (nos bacteriófagos a capa proteica exibe atividade enzimática e a penetração assume um caráter ativo). O RNA, por seu lado, possui a capacidade de causar infeção que resulta na formação de partículas típicas do vírus. Parece, portanto, carregar a informação genética para reproduzir não somente a si próprio mas também a parte proteica do vírus.

Especificidade de Hospedeiros e Tecidos
Os vírus, tanto de plantas como de animais, apresentam uma gama determinada de hospedeiros. Assim, o vírus da febre amarela urbana tem como hospedeiros somente o homem (transmissor: mosquito do gênero Aedes); o da febre amarela silvestre, o macaco e o homem (transmissor Haemogogus); o da Tristeza do Citrus, somente plantas cítricas; TWV pelo menos 74 espécies vegetais distribuídas em 14 famílias. Em vírus animais e especificidade vai até o nível histológico, servindo de base para classifica-los em vírus: vírus dermotrópicos (varíola, varicela, sarampo, rubéola, etc.), vírus pneumotrópicos (gripe, resfriado, etc.) vírus neurotrópicos (raiva, poliomielite, encefalites, etc.), vírus hepatotrópicos (febre-amarela, hepatite) e vírus linfo e glandulotrópicos (caxumba, linfogranuloma inguinal).

NATUREZA ANTIGÊNICA
Muito antes da descoberta dos vírus, já se sabia que doenças hoje conhecidas eram causadas por vírus, como por exemplo a varíola, conferiam resistência contra incidências subsequentes. A vacina contra a varíola se baseia, ainda hoje, na descobertas de Jenner (1798) de que o vírus do "cow-pox"(varíola bovina) imuniza contra o "small-pox"(varíola humana).

Proteínas introduzidas no corpo animal, por via parenteral, sendo elas estranhas ao corpo do animal, induz a formação de substância que reagem especificamente com as proteínas injetadas. Estas proteínas estranhas constituem os antígenos e as substâncias induzidas, os anticorpos. Sendo os vírus de natureza nucleoproteica tem essa propriedade antigêno que serve de base para os métodos sorológicos usados em Virologia. Especula-se, atualmente, se as plantas possuem essa capacidade de formação de anticorpos, comprova somente em animais. Estirpes fracas do vírus da tristeza dos citros conferem resistência às estirpes mais severas do mesmo vírus. A natureza desse fenômeno, entretanto, não esta esclarecida.

VARIABILIDADE
A variabilidade em vírus é reconhecida há muito tempo mas só recentemente tem sido possível apreciar a sua extensão e especular as possíveis causas. Essa variabilidade foi inicialmente observada em relação à patogenicidade e gama de hospedeiros mas, atualmente, se conhecem evidência de variabilidade em certos vírus para quase todas as características examinadas: constituição de aminoácidos, capacidade de forma particular nucleoproteína típica, capacidade de ser transmitida por determinado vetor, forma cristalina, resistência a tratamento inativantes, etc. Evidentemente, variações em patogenicidade são as que despertam maior interesse. Por exemplo, acontece, frequentemente, com vírus de animais que, sendo inoculados em série no organismo de certos hospedeiros ou após repetidas subculturas em meio artificial, modificam pouco a pouco a sua virulência original até certo limite que se mantém estável. E essa perda de virulência é irreversível. Por exemplo, o vírus da raiva colhido diretamente do cão (vírus da ruas), passado varias vezes em coelhos, transforma-se no chamado vírus fixo. Desse fenômeno se tira excelente proveito no preparo de vacinas.

CONCEITO DE VÍRUS
Vírus são partículas infecciosas, de natureza nucleoproteica, de dimensões geralmente inferiores a 0,2 micra e, consequentemente, geralmente filtráveis em filtros bacteriológicos e visíveis somente ao microscópio eletrônico. São parasitas intracelulares obrigatórios, formando geralmente só em presença de células vivas e dão facilmente lugar a mutações. Induz a célula parasita a formar réplicas, tanto do ácido nucleico como da capa proteica.

CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA
A classificação e a nomenclatura de vírus é, ainda hoje, um ponto controvertido. Inicialmente, os vírus foram denominados de acordo com o nome da doença que ocasionavam e, apesar de muitas tentativas de introduzir novas nomenclaturas científicas, é, ainda, a mais universalmente adotada entre os fitopatologistas. Assim se conhecem, por exemplo, o vírus do mosaico do fumo (VMF ou TMV), o vírus da vira cabeça do tomateiro, o vírus da tristeza do Citrus, o vírus do mosaico comum do feijoeiro, etc. Evidentemente, tal nomenclatura foge à regra geral de denominação de outros agentes causadores de doenças e pode-se considerá-la comum ou vulgar (nome comum do citros). Como se pode observar, essas denominações comuns se baseiam principalmente em sintomatologia das doenças ocasionadas e sendo a sintomatologia um caráter variável, de acordo com o ambiente e com hospedeiro, levou a muitas confusões, um mesmo vírus (como o TMV e o vírus do mosaico das cucurbitáceas) sendo identificada várias vezes como vírus novos.

Johnson (1927), observando que sintomas, quando apropriadamente interpretadas em estudos comparativos, tinham características diagnosticas de algum valor para classificar os vírus do fumo mas que era difícil dar um nome descritivo para todos os vírus que ocorrem num determinado hospedeiro, sugeriu uma nomenclatura baseada em hospedeiro e prioridade de constatação. No seu sistema o vírus do mosaico do fumo (VMF) se denominaria Tabaco vírus 1 e os outros vírus do fumo receberia um número em ordem de sua descoberta, Tal sistema não tem, atualmente, nenhum valor, pois um número nada caracteriza e o grande número de vírus de um determinado hospedeiro dificulta a associação com características importantes dos vírus.

Smith (1937) propôs a latinização do sistema de Johnson e , assim, o VMF se denominaria Nicotiana vírus 1 , mantendo-se, ainda, as mesmas desvantagens do sistema de Johnson.

Bennett (1939) sugeriu a substituição dos números por um termo que caracterizasse uma propriedade importante do vírus e o VMF se chamaria Tobacco vírus altathermus ou Nicotiana vírus altathermus (elevado ponto térmico de inativação). Se em investigações subsequentes se provasse que o vírus fossem organismos vivos, adotar-se-ia a denominação binomial Paracrystalis altathermus ; se, pelo contrário, se provasse serem os vírus compostos químicos, o VMF, por exemplo, se denominaria Altathermovir.

Holmes (1939) sugeriu a nomenclatura binomial - trinomial latinizada pela qual o VMF se denominaria Marmor tabaci e suas linhagens M. tabaci var. vulgare, M. tabaci var. aucuba, M. tabaci var. deformans, etc. Holmes propunha ainda a criação do reino Vira , incluindo todos os vírus, com duas divisões: Zoophagi , para os vírus de animais e Phytophagin , para os vírus de plantas.

Os Phytophagi foram subdivididos em duas classes: Schyzophyto phagi (bactériofagos) Spermatophytophagi (vírus de plantas superiores). Estes admitiam as seguintes famílias e gêneros: Chlorogenaceae (gen. Chlorogenus), Marmoraceae (gen. Marmor), Annilaceae (gen. Annulus), Gallaceae (gen. Galla), Acrogenaceae (gen. Acrogenus), Rugaceae (gen. Ruga), Coriaceae (gen. Corium), Nanaceae(gen. Nanus), Savoiaceae (gen. Savoia) e Lethaceae (gen. Lethum). Segundo Holmes, tal sistema de classificação tem as vantagens de agrupar os vírus de acordo com similaridades fundamentais como testes sorológicos, e imunológicos e tipos de doença.

Fawcett (1940), propôs a nomenclatura binomial em que o nome genérico era obtido do hospedeiro mais o sufixo vir e o nome específico de alguma característica da virose ou do vírus.

Assim, o vírus da sacarose do Citrus foi denominado de Citrivir psorosis, o vírus do vira-cabeça da beterraba Betavir eutetticola etc.

Além dessas nomenclaturas foram sugeridas muitas outras mas nenhuma conseguiu aceitação geral, estando, ainda hoje, a taxonomia de vírus num verdadeiro caos. Entretanto, já há um esforço, em âmbito internacional, visando padronizar a nomenclatura e a classificação dos vírus. Nesse sentido, o Comitê Provisório de Nomenclatura de vírus (P.C.N.V.) da Associação Internacional das Sociedades Microbiológicas (1965) recomendou a adoção provisória do sistema de classificação de Lwoff, Horne e Tournier (L.H.T.), por ser, no momento, aparentemente, o mais adequado.

O sistema L.H.T., caracteriza os vírus como entidades que exibem durante o seu "ciclo vital" uma partícula infecciosa contendo apenas um tipo de ácido nucleico. Baseia-se, principalmente, em natureza do ácido nucleico, morfologia, estrutura e simetria das partículas de vírus. Primeiramente, os vírus são em dois grupos: D- (deoxyvira), contendo DNA e R- (ribovira), contendo RNA. Esses grupos são subdivididos, de acôrdo com sua simetria, em H- com simetria helicoidal (classes Deoxyhelica e ribohelica). C- com simetria cúbica (classe Deoxybinala). Todos os virions pertencem a uma das duas categorias: N- capsídeo sem envólucro e, capsídeo com envólucro. Os grupos são posteriormente subdivididos, de acordo com o número de capsômeros, para os virions RCN, 32c. O quadro abaixo mostra o sistema L.H.T. sugerindo pelo P.C.N.V.

A nomenclatura proposta por PCNV baseia-se nomes latinos ou gregos-latinizados, escolhendo-se uma espécie típica para cada gênero. A espécie típica dá o nome à família. Os nomes genéricos terminam em vírus. Exp. Protovirus tabaci (TMV).

Os nomes das famílias, derivadas dos nomes genéricos, terminam em VIRIDAE. EXP. FAM. Protoviridae (T.M.V.).

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Vermes, Bactérias, Vírus e Doenças Infecto Contagiosas

Vermes, Bactérias, Vírus e Doenças Infecto Contagiosas

Vermes, Bactérias, Vírus e Doenças Infecto ContagiosasNome popular dos seres vivos pluricelulares pertencentes aos filos platelmintos e nematelmintos do reino Metazoa. Apresentam corpos tubulares alongados, que podem ser achatados (platelmintos) ou cilíndricos (nematelmintos). Alguns têm vida livre e vivem no mar, rios ou ambientes terrestres, e outros são parasitas, ou seja, vivem às custas dos animais hospedeiros. Os parasitas causam doenças infecciosas e parasitárias como ascaridíase, amarelão, cisticercose, esquistossomose e teníase ou solitária.

Platelmintos – Dividem-se em três classes – tuberlários, trematódeos e cestódeos – de acordo com o modo de vida (livre ou parasitária). Os tuberlários, como a planária (Dugesia tigrina), são seres de vida livre. Os trematódeos podem ser ectoparasitas (vivem externamente ao hospedeiro), como o Gyrodactylus, que habita as brânquias de certos peixes, ou endoparasitas (vivem e reproduzem-se no interior do hospedeiro). Exemplos de endoparasitas são a Fasciola hepatica, que habita o fígado do carneiro, e o Schistosoma mansoni, que causa a esquistossomose. No ciclo de vida de um trematódeo, os vermes adultos produzem ovos que são eliminados do hospedeiro definitivo (homem) e originam vários estágios larvais relacionados ao hospedeiro intermediário (molusco aquático). Os cestódeos são todos endoparasitas, como as tênias. As formas adultas da tênia produzem a teníase no hospedeiro definitivo (o homem) e as formas larvais são responsáveis pela cisticercose, na qual o homem serve como hospedeiro intermediário.

Nematelmintos – Os nematelmintos podem ter vida livre ou ser parasitas de plantas e animais. Neste caso, os vermes adultos habitam a cavidade intestinal do hospedeiro e produzem ovos, que eliminados pelas fezes contaminam a água e os alimentos. Em seu ciclo de vida não há hospedeiro intermediário. O nematelminto parasita mais conhecido é o Ascaris lumbricoides, a lombriga, que provoca a ascaridíase. Outros exemplos de nematelmintos são o Necator americanus e o Ancylostoma duodenale, que habitam o intestino humano e provocam a doença conhecida como amarelão.

Doenças infecciosas
Processos infecciosos causados por diferentes microrganismos – bactérias , fungos, protozoários , vermes e vírus – que penetram, se desenvolvem e se multiplicam no organismo humano. Quando o agente causador é um protozoário ou um verme, a doença infecciosa é chamada de parasitária.

Segundo seu aparecimento e evolução, as doenças infecciosas podem ser epidêmicas, endêmicas e pandêmicas. As doenças epidêmicas são aquelas com ocorrência de muitos casos num dado período e com tendência a desaparecer, como o dengue e a cólera. As endêmicas apresentam quantidade significativa de casos em certas regiões, como a malária na Amazônia. E as pandêmicas são as que têm muitos casos espalhados pelo planeta ou continente, como a Aids .

Uma parte das doenças infecciosas pode ser evitada com vacinas específicas e medidas de educação sanitária, como beber água fervida ou clorada e só comer verduras e legumes crus bem lavados.

Segundo o Ministério da Saúde, as doenças infecciosas e parasitárias foram responsáveis por 39.548 óbitos no país em 1995, o correspondente a 5,3% do total de mortes no ano.

Formas de contágio – As doenças infecciosas podem ser transmitidas por contato direto, indireto, por uma fonte comum contaminada ou por vetores (agentes que transmitem os microrganismos). Formas de contato direto são, por exemplo, muco ou gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou falar. O contato indireto dá-se por vias como o uso compartilhado de determinados objetos. Fontes comuns contaminadas podem ser sangue (no caso de uma transfusão sanguínea), água e alimentos. Exemplos de vetores são mosquitos e caramujos. Várias doenças infecciosas têm mais de uma forma de contágio.

Parasitismo – Relação temporária entre seres de espécies diferentes, na qual um deles, o parasita, vive às custas do outro, o hospedeiro. Nessa associação, o parasita obtém alimento através do hospedeiro, que é prejudicado de alguma forma. Os parasitas mais comuns são os protozoários e os vermes. O parasitismo pode ser externo (ectoparasitismo), como piolhos, pulgas e carrapatos, ou interno (endoparasitismo), como protozoários e vermes.

Bactéria
Ser vivo unicelular e microscópico, pertencente ao Reino Monera. Assim como todos os seres deste grupo, é formada por uma célula procarionte (desprovida de membrana nuclear). Por não apresentar o envoltório protetor do núcleo, o material genético (cromatina), constituído por uma única molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico), encontra-se disperso no citoplasma. Apresenta membrana plasmática recoberta e protegida pela parede celular, de consistência gelatinosa. As bactérias causam várias doenças infecciosas . A transmissão pode ser feita pelo ar ou por contato direto (gotículas de saliva ou muco) ou indireto.

As bactérias podem ser classificadas segundo a forma. As esféricas são chamadas cocos; as alongadas em forma de bastão são os bacilos; as espiriladas, espirilos; e as em formato de meia-espiral denominam-se vibriões. Algumas espécies, para melhor desenvolverem as funções de nutrição e proteção, podem apresentar-se em agrupamentos celulares (colônias). Os agrupamentos podem ser aos pares (diplococos), em forma de colar (estreptococos) ou de cacho de uva (estafilococos). Muito resistentes a variações de temperatura e também a agentes químicos, algumas bactérias apresentam filamentos móveis chamados flagelos, para a locomoção. A maioria das doenças causadas por bactérias é tratada com antibióticos, substância produzida por microrganismos (os mais comuns são os fungos) ou sintetizada em laboratório, capazes de impedir o crescimento ou mesmo destruir as bactérias. Porém, o tratamento nem sempre é eficaz, pois elas desenvolvem resistência contra determinados medicamentos, que perdem seu efeito.

Algumas espécies de bactérias podem provocar doenças fatais. É o caso da Staphylococcus aureus (causa infecções de pele) e da Streptococcus beta hemolíticos (causadora da escarlatina), que estimulam a superativação dos linfócitos , os glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo. Ao produzirem grande quantidade de citosinas e óxido nítrico, causam um grave desequilíbrio na composição e circulação sanguínea , que pode resultar na morte do paciente. Este quadro clínico é conhecido como Síndrome da Reação Inflamatória Sistêmica (SIRS). Outros tipos, como a Escherichia coli (causadora de diarreia) e a Salmonella typhi (causadora da febre tifoide), que se alojam na região intestinal, podem atingir a circulação sanguínea e provocar uma infecção generalizada, que também pode levar à morte. Mas a maior parte das espécies de bactéria é benéfica ao homem. Elas são responsáveis, por exemplo, pela fixação do nitrogênio da atmosfera no solo, fundamental para o desenvolvimento das plantas. Também realizam a fermentação necessária para a fabricação de produtos como vinagres e queijos.

Vírus
Ser vivo microscópico e acelular (não é composto por células) formado por uma molécula de ácido nucleico (DNA ou RNA), envolta por uma cápsula proteica. Apresenta-se sob diferentes formas: oval, esférica, cilíndrica, poliédrica ou de bastonete. Por ser incapaz de realizar todas as funções vitais, é sempre um parasita celular, ou seja, necessita de um animal, planta ou bactéria para multiplicar-se e desenvolver-se. Ao se reproduzir dentro de uma célula, acaba por lesá-la. Na reprodução, qualquer modificação no DNA provoca uma mutação, gerando novos tipos de vírus.

Grande parte das doenças infecciosas e parasitárias é causada por vírus, como a Aids , a catapora, a dengue, a rubéola e o sarampo. A transmissão pode ser feita pelo ar, por contato direto (gotículas de saliva ou muco) e indireto (utensílios, água e alimentos contaminados ou picada de animais). O tratamento de uma infecção viral geralmente é restrito apenas ao alívio dos sintomas, com o uso de analgésicos e antitérmicos para diminuir a dor de cabeça e reduzir a febre. Há poucas drogas que podem ser usadas no combate de uma infecção viral, pois ao destruírem o vírus acabam por destruir também a célula. Quase todas as doenças causadas por vírus podem ser prevenidas com vacinas.

A febre é um sintoma comum a todas as infecções virais. Outros sinais característicos presentes na maioria das infecções são dor de garganta, fadiga, calafrio, dor de cabeça e perda de apetite. Mas grande parte das doenças apresenta uma sintomatologia própria. Por exemplo, a manifestação de pequenas elevações eruptivas avermelhadas na pele caracteriza a rubéola e a catapora ou varicela. No sarampo, são comuns erupções na mucosa bucal e o surgimento de manchas avermelhadas na pele. A inflamação e o inchaço das glândulas salivares são sintomas específicos da caxumba. Na poliomielite ocorre rigidez da nuca e perturbações físicas que podem causar paralisia e atrofia de certas partes do corpo. Na febre amarela e na hepatite infecciosa viral há náuseas e vômitos.

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