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Geografia do Estado do Ceará

Geografia do Estado do Ceará

Geografia do Estado do Ceará
Localizado ao norte da região Nordeste do Brasil, o Estado do Ceará ocupa área de 146.817 km² (a área acrescida da massa de água passa para 148.016 km²), limitando-se a leste com os Estados do Rio Grande do Norte e Paraíba, ao sul com o Estado de Pernambuco e a oeste com o Estado do Piauí. Ao norte é banhado pelo oceano Atlântico numa extensão de 573 km, com litoral pouco recortado, onde aparecem planícies costeiras e praias cobertas por dunas de beleza singular. Junto ao litoral, as altitudes não ultrapassam 100 metros. Em direção ao interior, no entanto, o terreno passa a ter características de planalto, alcançando altitudes médias de 400 a 500 metros. Trata-se de parcela do Planalto Nordestino, uma das unidades do Planalto Atlântico, cuja monotonia é quebrada em certos pontos, por blocos elevados de rochas mais resistentes, entre os quais se destaca a Serra de Baturité, com altitudes que chegam a mais de 1.000 metros. Esse complexo inclui a Serra Grande ou Chapada do Ibiapaba, a oeste; a Chapada do Araripe, ao sul; e a Chapada do Apodi, a leste. A região meridional e centro-oriental é drenada pelo rio Jaguaribe, o maior do Estado, que corre numa extensão de 800 metros. Ao norte, destaca-se o rio Acaraú e a oeste o rio Poti, que após atravessar o boqueirão existente na Chapada do Ibiapaba, junta-se ao rio Parnaíba, já em território do Estado do Piauí. Encontram-se ainda entre os mais importantes do Estado, os rios Salgado, Conceição, Acaraú, Banabuiú, Trussu, Pacoti e Piranji. Com excessão do trecho ao longo da costa e das chapadas e pequenas serras, o clima em boa parte do território do Estado do Ceará é semi-árido, com médias pluviométricas inferiores a 600 mm e irregularidade nas precipitações, o que ocasiona secas periódicas. Em conseqüência desse fenômeno, os cursos d’água são temporários, permanecendo secos ao longo de todo o verão, e a vegetação dominante é a das caatingas, com sua paisagem típica, de pequenas árvores retorcidas. A área ocupada por caatingas no Ceará atinge 129.162,7 km², o que corresponde a 88 % da área total do Estado. As temperaturas médias são elevadas, oscilando entre 24º e 30º C. Existem 701 açudes no Estado, com capacidade para 10 bilhões e 610 milhões de m3  de água. A existência de tais reservatórios hídricos permite o desenvolvimento agrícola e a criação pecuária nas regiões semi-áridas, onde a escassez de água é freqüente.

A população do Estado do Ceará, segundo o IBGE, é de 9.860.900 habitantes, distribuídos entre 184 municípios. A cidade mais populosa é a capital, Fortaleza, com 1.768.637 habitantes. Na região metropolitana de Fortaleza vivem 2.307.017 pessoas, distribuídas entre as cidades de Caucaia, com 165.099 habitantes, Maracanaú (157.151 habitantes) e Maranguape (71.705 habitantes). Entre os municípios de maior população nas demais regiões do Estado, estão Juazeiro do Norte, com 173.566 habitantes, Sobral (127.489 habitantes), Crato (90.519 habitantes), Itapipoca (77.263 habitantes), Iguatu (75.649 habitantes) e Quixadá, com 72.224 habitantes. A densidade demográfica é de 43,36 habitantes por km2.

A população na faixa etária de 0 a 14 anos representa 38,7 % do total, enquanto o grupo entre 15 e 59 anos representa 53,6 %, e a população de 60 anos ou mais não ultrapassa 7,7 % do total. Nas zonas urbanas encontram-se 65,67 % da população, enquanto na área rural vivem 34,67 %. As mulheres são maioria no Estado, somando 51,47 % do total de habitantes, enquanto os homens não ultrapassam 48,53 % do total. O índice de mortalidade infantil indica um total de 65 óbitos por mil crianças nascidas vivas.

O chefe do Poder Executivo do Estado do Ceará é o Governador, eleito para um mandato de quatro anos. O atual Governador do Estado, Senhor Tasso Jereissati, foi eleito em 3 de outubro de 1994, representando o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o mesmo ao qual pertence o Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Este é o terceiro mandato de Governador do PSDB no Estado. Ciro Gomes, que sucedeu a Tasso Gereissati, em seu primeiro mandato, também pertence ao PSDB. O Ceará está representado no Congresso Nacional em Brasília, capital do País, por três Senadores e 22 Deputados Federais. A Assembléia Legislativa do Estado compõe-se de 46 Deputados Estaduais, para um total de 4.006.533 eleitores.

Em 1995, existiam 16.741 escolas de ensino básico no Estado do Ceará; 493 escolas de ensino médio; e nove escolas de nível superior. O índice de analfabetismo no Estado, em 1994, era de 30,2 % (pessoas com mais de 15 anos), segundo dados da Secretaria de Educação e Cultura do Estado.

A economia do Ceará está estruturada sobre a produção agroindustrial e o comércio. A característica marcante da agropecuária cearense é a competitividade das espécies nativas, com destaque para o caju, algodão, lagosta, camarão e mandioca, entre outros. Na agricultura é também expressiva a importância do arroz, feijão, cana-de-açúcar, milho, mamona, tomate, banana, laranja, coco-da-baía e
melão. Face as características de forte insolação durante o ano todo, os frutos tropicais como acerola, caju, manga, melão, mamão, banana e uva entre outros, apresentam excepcional qualidade organoléptica, concentrando alto teor de sólidos solúveis e vitaminas.

O rebanho do Estado era composto em 1994, de 2,18 milhões de cabeças de bovinos, 1,19 milhões de suínos, 1,08 milhões de caprinos, 1,33 milhões de ovinos e 19,68 milhões de aves. A avicultura é atualmente a atividade mais organizada e dinâmica, com crescimento contínuo nos últimos 15 anos. Mais recentemente, iniciou-se no Ceará, a criação de lagosta em cativeiro, uma atividade que deverá receber novos adeptos. A produção de pescado correspondeu a 6.023 toneladas de lagosta, 1.702 toneladas de camarão, 16.022 toneladas de peixe do mar e 1.862 toneladas de peixe de açude, no mesmo ano.

No setor industrial destacam-se as transformações de fibras têxteis, confecções, calçados, alimentos, metalurgia e química. Dos produtos industriais, os têxteis e confecções apresentam maior dinamismo e atração de novos investimentos no Estado. Na pauta de exportações, destacam-se a amêndoa da castanha-de-caju, lagosta, pargo, camarão, melão, produtos têxteis e confecções. Castanha-de-Caju - Além das qualidades nutritivas e medicinais contidas na castanha originária do caju, seu sabor exótico tornou-a popular ao longo dos anos. É largamente apreciada em todos os países do mundo, para o acompanhamento de drinks ou na composição de aperitivos sofisticados. Pode ser processada para a elaboração de sucos, mel, vinho e licor, além de ser também utilizada industrialmente para a produção de doces, sorvetes, chocolates etc. O cajueiro é uma árvore nativa do Nordeste brasileiro, introduzida em outros países como a Índia e Moçambique, pelos colonizadores portugueses. Esses dois países, juntamente com o Brasil, são responsáveis por 80 % da produção mundial de castanha-de-caju. O Brasil participa com 35 % desse total e exporta 90 % de sua produção. A Região Nordeste é responsável por 99 % da produção nacional de castanha-de caju, que chega a 1,2 milhões de toneladas por ano, e o Estado do Ceará responde por 48 % desse total.

O Ceará dispõe de fontes de água mineral, jazidas de ferro, calcário, argila, berilo, magnésio, granito, petróleo, gás natural, fosfato e urânio. Tendo em vista a posição geográfica favorável e o clima, relevo e ambiente natural, o Governo do Ceará vem investindo na melhoria das condições de infra-estrutura, para facilitar o desenvolvimento do turismo.

Geografia do Estado do CearáFormação Histórica
A história do Ceará tem início com a criação da "Capitania do Siará", doada em 1535 a Antonio Cardoso de Barros. Em 1603, uma expedição comandada pelo açoriano Pêro Coelho de Souza fundou na região, a colônia denominada Nova Luzitânia. Juntamente com o grupo, chegou também um rapaz de 17 anos, Martim Soares Moreno, considerado o verdadeiro fundador do Ceará. Conhecedor da língua e dos costumes indígenas, mantinha amizade fraternal com os nativos, o que lhe valeu fundamental apoio para a derrocada dos franceses e holandeses que também pretendiam colonizar a região. Em 1619, depois de muitas lutas contra invasores estrangeiros, naufrágios e prisões, Soares Moreno obteve uma carta régia que lhe dava o título de Senhor da Capitania do Ceará, lá se fixando por muitos anos. Seu romance com a índia Iracema foi imortalizado pelo escritor brasileiro José de Alencar, em seu livro intitulado "Iracema".

O Ceará fez parte do Estado do Maranhão e Grão-Pará em 1621. Foi ainda invadido duas vezes, em 1637 e 1649, pelos holandeses que ocupavam a região onde hoje se encontra o Estado de Pernambuco, mantendo-se a ele subordinado até conquistar sua autonomia, em 1799. O desenvolvimento da pecuária em Pernambuco e na Bahia levou criadores a ocuparem o interior do Ceará. As vilas foram se formando junto às grandes fazendas ou nos pontos de descanso das tropas vindas do sul.

Em 1824, o Ceará participou da Confederação do Equador, juntamente com os Estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. O Estado começou a se desenvolver na segunda metade do século XIX, com a chegada da navegação a vapor, das estradas de ferro, da iluminação a gás e do telefone. Foi a primeira província brasileira a libertar os escravos, em 1884, e também uma das primeiras a aderir à República.

Fortaleza ocupa uma área de 336 km2, a capital do Estado do Ceará encontra-se localizada no litoral da costa atlântico-norte brasileira, a uma altitude de apenas 27 metros, distante 2.285 km de Brasília, a capital federal. Sua população compõe-se de 53,65 % de mulheres e 46,35 % de homens, ocupados primordialmente na indústria têxtil, de calçados, de couro e de transformação de produtos vegetais, como a castanha-de-caju. É significativo também o volume de mão-de-obra empregado no comércio e no setor de serviços, especialmente o turismo.

A cidade de Fortaleza foi fundada em 1810 e é hoje a quinta maior cidade brasileira em número de habitantes. Constitui-se importante centro turístico, com praias constantemente procuradas por turistas brasileiros e do exterior. Entre os principais pontos turísticos da cidade, destacam-se o Museu de Arte e Cultura Populares, localizado no mesmo local onde funciona a sede da EMCETUR, prédio da antiga cadeia local, onde também podem ser encontradas mais de 100 pequenas lojas que comercializam produtos artesanais da região; o Mercado Central, com mais de 600 boxes de vendas dos mais variados artigos, desde produtos artesanais, bordados e redes, a ervas medicinais e artigos de utilidade doméstica; o teatro José de Alencar, que possui estrutura de ferro em estilo art-nouveau, construído em 1910 e restaurado em 1991; o Museu Histórico e Antropológico do Ceará; o Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará; e o Centro de Preservação da História Ferroviária do Ceará.

As praias constituem atração especial na região de Fortaleza. No centro da cidade encontram-se as praias de Iracema, Formosa, do Ideal, do Diário, do Meireles e do Mucuripe, atraentes por sua paisagem e oportunidades de lazer em sua orla, como restaurantes, bares e pistas para caminhadas e ciclismo. A paisagem da praia do Mucuripe, com suas jangadas chegando e saindo para a pesca, é muito apreciada por turistas, que podem ainda alugar saveiros para explorar locais do litoral, impossíveis de serem apreciados por terra. Ainda próxima ao centro da cidade de Fortaleza, encontra-se a praia do Futuro, com grandes dunas de areia e águas límpidas, próprias para o banho de mar.

Lindas praias cobertas de dunas e coqueiros podem ainda ser encontradas nas proximidades da cidade de Fortaleza. A noroeste, destacam-se as praias de Icaraí e Cumbuco, a sudeste encontra-se o balneário de Porto das Dunas, com o Beach Park e Aqua Park, onde podem ser alugados buggies, barcos e equipamentos diversos para a prática de esportes aquáticos.

Geografia do Estado do Ceará

Outros atrativos turísticos:
Aquiraz - Primeira capital do Estado do Ceará, antes que esta fosse transferida para Fortaleza, a cidade de Aquiraz, com 45.000 habitantes, encontra-se próxima ao Porto das Dunas, 31 km a sudeste de Fortaleza. Com arquitetura colonial preservada ao longo do tempo, destacam-se como atrações da cidade as ruínas do colégio dos Jesuítas e dois edifícios situados na Praça Cônego Araripe, que abrigam a igreja de São José Ribamar, construída em 1756, e o Museu de Arte Sacra, cuja construção remonta também ao século XVIII.

Beberibe - Nas redondezas de Beberibe, 78 km a sudeste de Fortaleza, encontramse praias classificadas entre as mais bonitas do Nordeste brasileiro como Morro Branco e Fontes, onde cascatas de água límpida descem das colinas para o mar, e onde também pode ser encontrada (em Fontes) uma pequena gruta de rocha, que emerge da água nas ocorrências de maré baixa. Outras praias de rara beleza da região incluem as de Marambaia, Barra da Sucatinga e Pirajuru.

Baturité - Localizada 92 km a sudoeste de Fortaleza, encontra-se na serra de Baturité um dos pontos mais altos do Estado do Ceará, o Pico Alto, com 1.114 metros de altura. A região oferece diversos atrativos naturais aos visitantes, como cachoeiras e vegetação exuberante, além da beleza da arquitetura colonial do século XVIII.

Juazeiro do Norte - Localizada 520 km ao sul do Estado do Ceará, é a maior cidade do Estado. Como principal ponto turístico da cidade, destaca-se o monumento ao Padre Cícero, com 27 metros de altura (terceira maior estátua do mundo), responsável pela maior romaria do norte e nordeste do País. Destaca-se também o rico artesanato em madeira, palha, couro e sisal da região, assim como trabalhos realizados em ouro.

Crato - Situada a 542 km de Fortaleza, a cidade foi criada no século XVII. A região oferece diversos atrativos naturais aos visitantes, além de balneários que se formam ao Sopé da Chapada do Araripe, com suas Estâncias Hidrominerais e Clubes de Veraneio.

Parque Nacional Ubajara - Fundado em 1959, com área de 563 hectares, está situado na região noroeste do Estado, 350 km a leste de Fortaleza. No interior do parque encontra-se estreita faixa da Chapada de Ibiapaba, que forma a divisa entre os Estados do Ceará e Piauí. Trata-se de região acidentada, com altitudes significativas para a área, e diferentes tipos de rochas, que formam grutas de vários tamanhos. A vegetação predominante é de palmas de carnaúba, juazeiros e cactus. A fauna inclui raposas selvagens, macacos, marsupiais, porcos-espinhos e várias espécies de pássaros. O parque possui ainda grande quantidade de cursos d’água, cachoeiras e um pequeno lago. Sua maior atração, no entanto, é a Gruta de Ubajara, uma caverna situada a 535 metros de altitude, com formações de stalactite e diversas câmaras nomeadas em função de suas formações rochosas: "Sala da
Rosa", "Sala do Cavalo", "Oratório" etc. Na entrada da gruta encontra-se o "Sino de Pedra", uma rocha que ecoa como o som de um sino, quando golpeada.

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Alguns Projetos do Governo do Estado
SANEAR - O Programa de Infra-Estrutura Básica e Saneamento de Fortaleza (SANEAR) foi instituído pelo Governo estadual com o objetivo de melhorar a qualidade ambiental da cidade e elevar o padrão de vida da população urbana, através de obras de esgotamento sanitário, drenagem pluvial e coleta e disposição dos resíduos sólidos. Trata-se de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que colocou o Estado do Ceará em sua pauta de prioridades, em razão da credibilidade administrativa alcançada por sucessivos Governos do Estado e a eficiência na solução dos problemas públicos. O SANEAR divide-se em três sub-programas: Drenagem Urbana, Esgotamento Sanitário e Limpeza Pública. Além de reforçar as instituições ou organismos estaduais e municipais encarregados da operação e manutenção dos vários serviços prestados, o Programa inclui a implantação de um projeto de educação sanitária e a instalação de equipamentos de macro e micro medidores de água no município de Fortaleza. Entre os benefícios imediatos trazidos pelo Programa, encontra-se a geração de empregos diretos e indiretos; a geração de renda; a preservação e conservação do meio-ambiente; a melhoria da qualidade de vida da população; e o controle ambiental das fontes potencialmente poluidoras na Região Metropolitana de Fortaleza.

Projeto Habitar - Destinado a melhorar o padrão de moradia nas periferias urbanas do Estado, o Projeto Habitar engloba uma visão abrangente do espaço de convivência humana, pois inclui, além da construção da moradia, o fornecimento de saneamento básico, acesso a serviços urbanos e aos equipamentos sociais, bem como a preservação ambiental. Os núcleos beneficiados representam micro-áreas que se encontram social e economicamente segregadas da cidade, seja pela ausência de infra-estrutura, ou pela ocupação indevida. As famílias que ocupam tais áreas de risco são reassentadas em terrenos próximos, providos de toda infraestrutura. As casas são construídas em regime de mutirão, administrado por uma Sociedade Habitacional legalmente constituída pelos beneficiários, cabendo ao Poder Público o fornecimento do material de construção e a orientação técnica, além do terreno. Contando exclusivamente com recursos do Governo do Estado, aplicados pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, este projeto vem se desenvolvendo desde julho de 1991 e abrange sete municípios, beneficiando um total de 12.850 famílias.

PROURB - O Projeto de Desenvolvimento Urbano do Estado do Ceará (PROURB) visa à melhoria da infra-estrutura urbana e ao gerenciamento dos recursos hídricos do Estado. O Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) financia 62 % dos US$ 242,7 milhões previstos para os investimentos programados, num prazo de cinco anos. As ações do PROURB/CE incluem a ampliação do Projeto Habitar, com o aumento da oferta e distribuição de água em áreas prioritárias, apoiado em eficiente sistema de gestão. A implementação desse projeto implica a ação dos setores públicos envolvidos, especialmente as Prefeituras Municipais. A Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente coordena o Projeto com apoio da Secretaria de Recursos Hídricos e do Banco do Estado do Ceará, gestor dos Fundos de Financiamento do PROURB/CE. PAPP/São José - Tem como objetivo financiar investimentos e/ou empreendimentos em comunidades rurais no Estado, com a meta de financiar 4 mil projetos (produtivos, infra-estrutura e sociais) e atender a 120 mil famílias. A execução do projeto está a cargo da Secretaria de Planejamento (SEPLAN) e o público-alvo são pequenos produtores rurais, pescadores, artesãos, donas-de-casa, mães e pais de jovens e grupos similares, que pretendam incrementar ou estabelecer pequenos negócios. O projeto abrange todos os municípios, com exceção daqueles que integram a Região Metropolitana de Fortaleza.

PRODETUR - O Programa de Ação para o Desenvolvimento do Turismo no Nordeste compõe-se de múltiplas ações que visam à implantação de infra-estrutura favorável para a atividade turística no Ceará. Visa, também, a incentivar investimentos na indústria do turismo, na agroindústria e em serviços complementares às atividades de turismo e, por conseqüência, reduzir os efeitos de encadeamentos indiretos sobre o emprego e a renda. Nesse sentido, coloca-se como instrumento de orientação e parceria em investimentos das inciativas pública e privada. Ao governo cabem as ações de infra-estrutura básica, fortalecimento institucional local, conservação ou recuperação do meio-ambiente e de orientação de investimentos. Cabe à iniciativa privada a implementação de investimentos em projetos de prestação de serviços e de atividades produtivas, que assegurem odesenvolvimento econômico da região.

Porto do Pecém - O projeto objetiva desafogar o Porto do Mucuripe e criar uma infra-estrutura para viabilizar outros projetos do Estado, voltados à interiorização econômica. O empreendimento terá acesso facilitado pela rodovia translitorânea, que está sendo implantada através do PRODETUR. O porto tem as seguintes características:

. Tipo "off-shore";
. Dois piers de atracação;
. Quebramar de proteção de 1.700 metros de comprimento;
. Calado de 15 metros a 16,5 metros.

PROARES - O Programa de Apoio às Reformas Sociais está centrado na melhoria de vida de crianças e adolescentes que se encontram fora da escola e em situações de risco pessoal e social. Tem três componentes básicos: (1) capacitação de beneficiários e entidades não-governamentais; (2) fortalecimento institucional dos órgãos participantes; e (3) investimentos em experiências exemplares. O PROARES pretende potencializar os programas sociais exitosos e atuar de forma criativa e integrada no combate às causas da pobreza de crianças e adolescentes.

Ceará | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado do Ceará

Ceará | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado do Ceará


Geografia – Área: 148.825,6 km². Relevo: planalto, planícies e várzeas (leste e oeste). Ponto mais elevado: pico Serra Branca, na serra do Olho d'Água (1.154 m). Rios principais: Acaraú, Banabuiú, Jaguaribe, Salgado. Vegetação: caatinga em quase todo o território, vegetação de restinga e salinas em estreita faixa litorânea. Clima: tropical. Municípios mais populosos: Fortaleza (2.800.600), Caucaia (341.200), Juazeiro do Norte (270.920), Maracanaú (205.300), Sobral (180.500), Crato (130.800), Itapipoca (116.100), Maranguape (103.500), Iguatu (97.700), Quixadá (77.800). Hora local: a mesma. Habitante: cearense.

População – 8.800.000

Capital – Fortaleza. Habitante: fortalezense. População: 2.800.600.

Com litoral de 573 quilômetros, o Ceará (CE) é um dos centros turísticos mais procurados do Brasil. São famosas suas praias e a culinária local, em que se destacam a lagosta, os frutos do mar e o baião-de-dois (arroz e feijão-fradinho). O território cearense abrange grandes extensões de serras e de sertões. Ao sul do estado situa-se a Floresta Nacional do Araripe, onde está a maior concentração mundial de fósseis do Período Cretáceo. Na divisa com o Piauí existe uma área de cerca de 3 mil quilômetros quadrados que não faz parte, oficialmente, de nenhum dos dois estados. Tecnicamente, a região é classificada como área de litígio, mas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não há disputa pela terra, cuja importância econômica é ínfima.

Economia – O setor industrial responde por 36,8% do Produto Interno Bruto (PIB) cearense, o de serviços e comércio por 57% e a agropecuária, por 6,1%. Nos últimos anos, mais de 1.100 empresas nacionais e estrangeiras instalam-se no estado, atraídas pelos incentivos que o governo oferece e pela mão-de-obra barata. Os principais setores são calçadista, metal-mecânico, siderúrgico, têxtil, de confecções e eletroeletrônico. Um polo de floricultura no interior do estado fez do Ceará o segundo maior exportador de flores frescas cortadas do Brasil, atrás apenas de São Paulo. A produção de frutas também apresenta crescimento, com destaque para a banana, o abacaxi e o melão.

CEARÁ, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO CEARÁ

Índices sociais – O Ceará historicamente enfrenta problemas de escassez de água. Castigada pela seca e pela situação de desigualdade social, a população sofre com a desnutrição. No decorrer da década de 1990, programas de saúde familiar desenvolvidos pelo governo do estado e pela Pastoral da Criança, com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), conseguem reduzir a mortalidade infantil. Em 1990, entre crianças de até 1 ano, o número de mortes era de 72,5 em cada mil nascidas vivas. Em 2010, passa para 24,1 em mil. O resultado é obtido graças a medidas como ampliação da cobertura de vacinação, combate à desnutrição infantil e estímulo à amamentação.

Capital – A região metropolitana de Fortaleza possui uma costa urbanizada, com boa rede hoteleira, restaurantes, casas de espetáculos, bares, museus e parques temáticos. Os 90 quilômetros de praias atraem turistas de todo o Brasil. Fortaleza, no entanto, enfrenta o problema crescente da violência, como as demais grandes cidades do país.

História do Ceará

Colonos portugueses apoiados por expedições militares começam a ocupar o Ceará por volta de 1610. O objetivo é defender a capitania, criada em 1534, dos ataques de franceses, holandeses e ingleses, que se aliavam a tribos locais. O povoamento do interior e o desenvolvimento da agropecuária são incrementados quando proprietários de Pernambuco, da Paraíba e de Alagoas chegam à região, fugindo dos holandeses instalados no litoral nordestino no século XVII.
Os cearenses participam da Revolta Pernambucana, em 1817, das lutas de independência, enfrentando as forças portuguesas aquarteladas no Piauí, e da Confederação do Equador, de 1824, também liderada por Pernambuco. Durante o Império, o estado se envolve na campanha abolicionista e na republicana. Ceará e Amazonas são as primeiras províncias a declarar oficialmente extinta a escravidão, em 1884. Nas últimas décadas do século XIX, a seca faz dezenas de milhares de cearenses abandonar a região. A maior parte vai para a região Amazônica, a fim de trabalhar nos seringais.

Fortaleza, Capital do Ceará
Fortaleza, Capital do Ceará
A República contribui para fortalecer o poder dos grandes fazendeiros, os coronéis. Liderados pelo clã dos Acioli, eles controlam todo o estado por meio dos "currais eleitorais" (prática na qual os eleitores trocam o voto por dinheiro ou por outro benefício). O governo federal resolve intervir na poderosa oligarquia cearense e indica Marcos Franco Rabelo para governar o estado. Mas os coronéis reagem brutalmente, com o apoio do Padre Cícero, na Revolta do Juazeiro. As obras contra a seca se intensificam a partir dos anos 1940 e 1950, quando o governo federal aumenta os recursos aplicados no estado pelo Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), criado em 1943. Dezenas de açudes são construídos, alguns de grande capacidade, como os de Orós, Banabuiú e Araras, localizados, respectivamente, no sudeste, centro e noroeste do Ceará. Os recursos da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a partir dos anos 1960, e os incentivos fiscais da década de 1970 fazem crescer principalmente os setores alimentício e têxtil. Este último se desenvolve graças às condições favoráveis ao plantio de algodão. Indústrias de transformação e de alimentos, entre outras, surgem apoiadas no aumento da produção de cana-de-açúcar e dos óleos de carnaúba, mamona e oiticica.

Aracati

Aracati

Aracati situa-se no extremo nordeste do Ceará, a 142km de Fortaleza e noventa quilômetros de Mossoró (RN). O município é cortado de sul a norte pelo Jaguaribe, o maior rio periódico do Brasil, e junto de sua embocadura fica a cidade. A população é de aproximadamente 75 mil habitantes em 2016.

Cidade histórica, palco de choques armados entre imperialistas e republicanos por ocasião da Confederação do Equador, em 1824, Aracati é o mais importante município da região do baixo e médio Jaguaribe.

Data de 10 de agosto de 1603 a fundação da cidade, pelo capitão-mor Pero Coelho de Sousa, que ali mandou erguer um fortim, a que deu o nome de São Lourenço. O povoado chamou-se sucessivamente São José do Porto dos Barcos, Cruz das Almas e Santa Cruz do Aracati, e em 1747 transformou-se em vila, uma das mais importantes do Ceará Grande em fins do século XVIII. Em 25 de outubro de 1842, a vila foi elevada à condição de cidade.

Aracati tem no turismo importante fonte de renda. São pontos de atração a praia de Canoa Quebrada, por suas dunas, a feira de artesanato (labirintos) e uma regata de jangadas, na segunda quinzena de outubro. A cidade conta ainda com indústrias de cerâmica e tecidos, agricultura (caju) e extrativismo (carnaúba, sal).

www.klimanaturali.org
www.geografiatotal.com.br

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