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Educação da Mulher na Sociedade Portuguesa


Educação da Mulher na Sociedade Portuguesa

Educação da Mulher na Sociedade Portuguesa

A educação da mulher na sociedade portuguesa a excluia da vida pública , da literatura , da política , enfim de quase tudo , e pelos hábitos ou pelas leis , tinham direito a um pequeno mundo: a família e a toillette ; Sendo assim as conversas das senhoras giravam em torno de apenas dois assuntos: vestidos e namoros. As leituras feitas pelas mulheres da sociedade da época eram produzidas por homens que instituiam a idealização de modelos heróicos que refletiam os desejos dos autores de como gostariam de ser vistos e amados por essas mulheres.

O crime do padre Amaro

Esse romance introduz o realismo em Portugal, a obra preocupa-se em retratar a vida provinciana ; É malicioso , cheio de observações agudas e belos quadros psicológicos. Retrata o celibato clerical. A história passa-se em Leiria. Sacerdote jovem e pouco seguro de sua vocação , Amaro apaixona-se por Amélia , moça ingênua , sonhadora e educada em moldes religiosos e supersticiosos. Estimulada pela relação ilícita entre sua mãe , senhora Joaneira e o cônego Dias , aceita a corte de Amaro e repudia seu noivo José Eduardo. Tudo ocorre bem até que Amélia descobre que está grávida. Para evitar escândalo , procura uma “fazedora de anjos”. Um deslize , no entanto , provoca-lhe a morte e o romance chega ao fim.

O primo Basílio
O enredo gira em torno de Luísa , uma lisboeta fútil , casada com Jorge , um engenheiro de profissão. Tendo que viajar para o Alentejo a trabalho , Jorge deixa a mulher entregue a um grande tédio , este só é cortado com o surgimento de Basílio , primo e antigo namorado de Luísa , recém–chegado do Brasil. Tornam-se amantes , mas a criada intercepta algumas cartas amorosas da patroa. Passa a exercer domínio vingativo sobre ela que acaba adoecendo. Seu marido regressa , sabe do ocorrido e perdoa , mas é tarde demais, Luísa morre. Basílio por sua vez , impune é inconseqüente prossegue sua “carreira” de conquistador barato.

A cidade e as serras
A narrativa gira em torno de Jacinto , fidalgo português , que leva uma vida feliz em Paris , porém impregnado de um tédio irremediável. Resolve certo dia em companhia de seu amigo Zé Fernandes fazer uma visita a sua província natal , o Minho. Anti o dissabor de ver sua bagagem extraviada , chegada ao seu destino e deixa contagiar-se da placidez campestre , que aos poucos vai curando seu espírito da velha neurose urbana. O amor de Joaninha , simples e imaculada completa o quadro de sua felicidade. Só lhe resta um caminho: abandonar Paris , a existência vegetativa e fútil que levava e entregar-se à campesina.

Amélia - moça ingênua e sonhadora , educada em moldes religiosos , em meio à devotas supersticiosas , padres deformados , onde a única norma de moralidade era o medo do vigário geral o do escândalo. Em razão da sua educação nesse ambiente , ela não diferia fantasia da realidade , haja visto seu envolvimento com o padre Amaro.

Luísa - educada à forma da média burguesia , tudo que lhe ensinaram e que aprendeu em suas leituras , foi partindo de uma visão do amor romântico ; Ela vai ao encontro da ficção romântica , e assim como Amélia não destingue a fantasia da realidade e essa é uma das causas do adultério.

Joaninha – uma camponesa simples e imaculada , de grande beleza , uma “mulher anjo” , se funde com a beleza do campo e juntas estabelecem a felicidade completa. Ela simboliza o que seria uma sociedade correta , sem indivíduos hipócritas ; em contrapartida , Luísa e Amélia espelham uma sociedade doente , na qual eram vítimas da falsidade , de uma educação falha e cheias de princípios fúteis.

Agronomia ou Ciências Agrícolas

Agronomia ou Ciências Agrícolas

Agronomia ou Ciências Agrícolas

Ciências Agrícolas, ou Agronomia, são um campo multidisciplinar que inclui sub-áreas aplicadas das ciências naturais, exatas, sociais e econômicas que visam melhorar a prática e aumentar a compreensão da agricultura. A Ciência Veterinária geralmente é excluida desta definição. Nesta acepção, Agricultura é a atividade econômica humana que visa a produção de produtos animais e vegetais para uso humano através da transformação tecnificada do ambiente pela utilização de técnicas criadas pela Ciências Agrícolas.

As Ciências Agrícolas produzem as pesquisas e desenvolvem as técnicas que melhoram os resultados da agricultura como, por exemplo, manejo de irrigação, quantidade ótima de fertilizantes, maximização da produção em termos de quantidade, melhoria da qualidade do produto, seleção de variedades resistentes a seca, doenças e pragas, desenvolvimento de novos agrotóxicos, modelos de simulação de crescimento de colheita, técnicas de cultura de células in vitro. Elas estudam também a transformação de produtos primários em produtos finais de consumo como por exemplo a produção, preservação e embalagem de produtos lácteos e a prevenção e correção de efeitos adversos ao ambiente (e g., degradação do solo e da água).


As pesquisas agronômicas, mais que as de outros campos, estão fortemente relacionadas ao local em que são realizadas. Fato semelhante ocorre com as técnicas derivadas dessas pesquisas.

Assim, esse campo pode ser considerado uma ciência de eco-regiões porque está ligado a características locais de solo e clima que nunca são exatamente iguais nos diferentes lugares geográficos. Os sistemas agrícolas de produção devem levar em conta características como clima, local, solo e variedades de plantas e animais de produção que precisam ser estudados a nível local. Outros sentem que é necessário entender os sistemas de produção de uma forma generalizada de maneira que o conhecimento obtido possa ser aplicado ao maior número de locais possíveis.

Atualmente, as Ciências Agrícolas são muito diferentes das de antes de 1950. A intensificação da agricultura que desde a década de 1960 vem sendo realizada por muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento é frequentemente denominada Revolução Verde.

Esta intensificação tem-se baseado na seleção genética de variedades de plantas e e de animais capazes de alta produtividade e no uso de insumos artificiais como fertilizantes e produtos que visam aumentar a produção através do aumento da sanidade dos vegetais e animais utilizados. Por outro lado, o dano ambiental que esta intensificação da agricultura vem causando (associado ao dano que o desenvolvimento industrial e o crescimento populacional que essa intensificação permite) estão levando muitos cientistas a criar novas técnicas como o manejo integrado de doenças e de pestes, técnicas de tratamento de dejetos, técnicas de minimização de desperdício, arquitetura da paisagem.

Além disso, campos como os da Biotecnologia e da Ciência da Computação (processamento e armazenagem de dados) estão tornando possível o progresso e o desenvolvimento de novos campos de pesquisa, como a engenharia genética e a agricultura de precisão.

Desta maneira, atualmente os pesquisadores que trabalham em Ciências Agrícolas e nas ciências a ela associadas equacionam o problema de alimentar a população do mundo ao mesmo tempo em que previnem a ocorrência de problemas de biossegurança que possam afetar a saúde humana e o ambiente. Este é o motivo pelo qual eles buscam promover um melhor manejo de recursos naturais e do respeito ao ambiente.

Os aspectos sociais, econômicos e ambientais são temas que estão em debate atualmente. Crises recentes, como a Doença da vaca Louca (Encefalopatia Espongiforme Bovina) e o debate sobre o uso de organismos geneticamente modificados ilustram a complexidade e importância deste debate.

Campos relacionados com as Ciências Agrícolas
Nutrição vegetal e fertilização artificial de plantas de interesse econômico
Zoologia e Saúde animal
Engenharia de Sistemas Biológicos
Ciência de água
Agrofloresta
Biotecnologia ou engenharia genética
Proteçãoda Saúde Humana
Equipamentos usados em Agricultura
Microbiologia
Economia Ambiental, Engenharia Ambiental e Ciência Ambiental
Manejo de Dejetos e Ambiente


Cientistas agrícolas famosos
Gregor Mendel
Louis Pasteur

Descrição, Diferenças Entre Descrição, Narração e Dissertação

Descrição, Diferenças Entre Descrição, Narração e Dissertação

Descrição, Diferenças Entre Descrição, Narração e Dissertação
Vivemos em dois mundos: o dos acontecimentos que nos chega através dos sentidos (mundo real) e o das informações que nos chegam indiretamente através dos meios de comunicação (mundo verbal). A relação entre esses mundos é a mesma relação que existe entre o território e o mapa que o representa. O mesmo acontece com a linguagem. Por meio de relatos imaginários, podemos inventar realidades que nada têm a ver com o mundo concreto, isto é, a linguagem representa a realidade, mas não é a própria realidade.

Descrever é representar, por meio de palavras, as características de seres e objetos percebidos através dos sentidos. O objetivo da descrição é transmitir ao leitor uma imagem daquilo que observamos. É como compor um retrato por meio de palavras, fazendo com que o leitor perceba as características marcantes do ser que estamos descrevendo e de modo a não confundi-lo com nenhum outro.

Ao observarmos um objeto e a descrição do mesmo, percebemos que a imagem transmitida pelo desenho é imediata e global, enquanto que na descrição, somente após a leitura total do texto é que se tem a idéia global do objeto.

Se tivermos em nossa frente duas cadeiras diferentes, poderemos identificá-las através de um só substantivo: cadeira. Essa palavra apenas identifica o objeto, mas não o descreve, pois a descrição consiste na enumeração de caracteres próprios dos seres animados ou inanimados, coisas, cenários, ambientes, costumes sociais, ruídos, odores, sabores ou impressões táteis.

A descrição não se confunde com a definição. A definição é uma forma verbal através da qual se exprime a essência de uma coisa. As coisas, individualmente não admitem definição. Quando definimos, estando tratando de classes, espécies. Quando descrevemos, detalhamos indivíduos de uma mesma espécie. Portanto, a definição é generalizante e a descrição, particularizante.

                DEFINIÇÃO
              DESCRIÇÃO
Cadeira - peça de mobiliário que consiste num assento com costas, e, às vezes, com braços, dobrável ou não, para uma pessoa.
Cadeira - De imbuia, com assento estofado, quatro pernas, duas travessas nas costas e envernizada.
Navio - embarcação de grande porte.
Navio - tinha o casco preto, era baixo, um ar de navio fantasma, muito vagaroso.
Mulher - pessoas do sexo feminino, após a puberdade.
Mulher - Não era bonita, loira, nariz arrebitado, não muito alta, gorda.
Todos os seres existentes no universo físico, psicológico ou imaginário podem ser descritos.

- mundo físico - Kika era uma simpática dash-hound, de olhos castanhos e pelo brilhante.

- mundo psicológico - A bondade era morna e leve, cheirava a carne crua guardada há muito tempo. (Clarice Lispector)

- mundo imaginário - Eu sou a Moça Fantasma que espera na rua do Chumbo o carro da madrugada.

Eu sou branca e longa e fria, a minha carne é um suspiro na madrugada da serra.(C D de Andrade)

Desse modo também é possível descrever pessoas e personagens, física e psicologicamente:

- Física  - fornece características exteriores, ligadas aos traços físicos do personagem: altura, cor dos olhos, cabelo, forma do rosto, do nariz, da boca, porte, trajes. Exemplo: Sua pele era muito branca, os olhos azuis, bochechas rosadas. Estatura mediana, magra. Parecia um anjo. (pessoa)

Nina era uma cachorra beagle, com as três cores básicas da raça: preto, amarelo e branco. Orelhas compridas, pelo curto, rabo com a ponta branca, patas brancas e grandes olhos castanhos. (animal)

Aquele era o carro dos seus sonhos: conversível, prateado, rodas de magnésio, vidros ray-ban, rádio, direção esportiva, bancos de couro. (ser inanimado)

- Psicológica - Apresenta o modo de ser do personagem, seus hábitos, atitudes e personalidade, características interiores.  Exemplo: Era sonhadora. Desejava sempre o impossível e recusava-se a ver a realidade. (pessoa)

Nina era meio invocada. Não gostava nada de estranhos, latia feita louca para os pardais e não gostava nada que lhe ficassem apertando. Era meio fleugmática, não negando sua raça inglesa. (animal)

O carro era como seu dono: arrojado, destemido, bonito, não tinha medo das curvas, muito menos das retas. (ser inanimado)

Conforme o grau de profundidade, os personagens podem ser agrupados em duas classes:

1 - personagens esféricas - são aqueles cujo comportamento e atitudes vão evoluindo no decorrer da narrativa. São mais comuns em romances.

2 - personagens planas - apresentam comportamento linear, isto é, sem alterações do início ao fim da narrativa. Possuem uma única qualidade ou um único defeito. São encontradas em contos e novelas. O tipo origina-se a partir da personagem plana; possui uma ou mais características marcantes que levam o leitor a identificá-la imediatamente. Um exagero em suas características torna o tipo uma caricatura.

O autor de uma descrição é um indivíduo que observa qualquer segmento da realidade e tenta reproduzi-lo através de suas palavras. O ponto de vista pode ser filtrado de acordo com o autor e o enfoque pode ser objetivo (denotativo) ou subjetivo (conotativo).

- enfoque objetivo  - Na descrição objetiva, o autor reproduz a realidade como a vê. Detém-se na forma, no volume, na dimensão, no tamanho, na cor, no cheiro.  Exemplo: Ele tem uma estrutura de madeira, recoberta de espuma. Sobre a espuma há um tecido grosso. Têm assento para quatro pessoas, encosto e dois braços. É o sofá da minha sala.

- enfoque subjetivo - A realidade descrita não é apenas observada pelo autor, é também sentida. O objeto descrito apresenta-se transfigurado de acordo com a sensibilidade de quem o descreve. O autor procura transmitir a impressão, a emoção que a realidade lhe causa. São suas características:

a- visão parcial, subjetiva e qualitativa da realidade;

b- perspectiva artística, literária;

c- linguagem figurada (conotativa);

d- substantivos abstratos e adjetivos antepostos.

Exemplo: O sujeitão, que parecia um carro de boi cruzando com trem de ferro, já entrou soltando fogo pela folga do dente de ouro.(José Cândido de Carvalho)

Stela era espigada, dum moreno fechado, muito fina de corpo. Tinha as pernas e os braços muito longos e uma voz ligeiramente rouca. (Marques Rebelo)

Existe um tipo especial de descrição objetiva: a descrição técnica, que recria um objeto utilizando uma linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é utilizado para descrever aparelhos, peças que compõem aparelhos, funcionamento de experiências, mecanismos. Destaca não só os elementos essenciais do objeto de modo a não confundi-lo com outro, como também suas funções mais importantes. Devem ser usadas palavras que não apresentem dúvidas de interpretação e frases que transmitam de modo inequívoco, as informações desejadas. Exemplo:

Descrição técnica de óculos: instrumento com lentes que ampliam os objetos distantes ou perto do observador e que lhes permitem uma visão nítida dos mesmos. (Douglas Tufano)

Há também a descrição técnica de processo, a exposição narrativa, cujo objetivo é mostrar os passos de um procedimento ou o funcionamento de um aparelho e apresenta as seguintes características principais:

1- exposição em ordem cronológica

2- objetividade

3- detalhamento das ações

4- indicação clara das diferentes fases do processo

5- ausência de suspense ou expectativa

6- predominância de orações coordenadas

7- impessoalidade na exposição

Esse tipo de descrição, que envolve também pontos de narração, exige do seu autor um conhecimento aprofundado do assunto e observação apurada. Às vezes é acompanhada de desenhos, mapas, fotos, diagramas, para evitar faltas ou excessos. Descrição de experiências e receitas encaixam-se nesse tipo de produção de texto.

1- Exemplo: Torta Corrupta

Ingredientes

3 xícaras de chá de caixa dois

1 copo americanos de desvio de verbas

3 colheres de sopa de por fora

1 colher de sobremesa de suborno

1 bom punhado de tráfico de influência

Modo de fazer

Misturar muito bem todos os ingredientes, sovando bem, de modo a obter uma massa lisa e homogênea. Abrir a massa com o rolo da irregularidade dividi-la em duas partes. Coloque uma delas num pirex bem untado com ganância. Rechear com uma boa camada de safadeza, regada com muito cinismo. Cobrir com a outra metade da massa e decorar com os dizeres da Lei de Gérson. Servir com pizzas de todos os tamanhos.

2- Exemplo - Como ir para a praia El Agua em Islã Margarita : tome o carro e vá diretamente à Avenida Bolivar. Ao adentrar nela, siga as placas com a indicação de “Isla Bonita”. Você vai passar pelo Hotel Hilton, que deverá ser o seu ponto de referência para a volta. Ande alguns quilômetros e vai chegar até a cidadezinha de Pampatar. Passe por ela ainda seguindo as indicações de “Isla Bonita”. Ande mais alguns quilômetros e vai chegar à capital da Ilha, na cidadezinha de Assuncion. Atravesse-a e continue pela estrada por mais alguns quilômetros. Logo você vai encontrar uma placa informando: Praia El Água. Não entre nesse primeiro contorno. Ande mais uns dois quilômetros e vai encontrar um outro contorno, com a mesma indicação. Entre aí. Esse é o melhor trecho da praia.

Cada autor, ao descrever, tem um objetivo próprio: representar de maneira científica, com maior exatidão possível ou provocar a emoção no leitor. Por exemplo: uma pessoa quer vender a sua casa. Diz que a casa fica num lugar sossegado, rodeada por altas árvores, muita grama, o preço é baixíssimo. Na cabeça do vendedor (emissor) está a sua casa real, que não é a mesma que está na cabeça do comprador (receptor). O emissor até modifica o ser, com a finalidade de valorizá-lo.

Há também que se levar em conta na descrição, o tipo de receptor a quem se dirige: criança, adulto e por isso, a linguagem dos textos difere bastante. Veja estes dois exemplos:

1- Cacareco tem uma cara de velho muito feia. Até parece um monstro pré-histórico, tem dois chifres, feitos de pêlos colados bem juntinhos, com os quais defende seu território. Suas orelhonas percebem todos os sons, seu narigão sente todos os cheiros. Mas os olhos, pequenininhos, enxergam muito mal. (FransHopp).

2 - Grande mamífero selvagem, da ordem dos ungulados, com um chifre ou dois no focinho. (Aurélio B.Holanda).

Os objetos impressionam nossos sentidos com maior intensidade, provocando sensações visuais, auditivas, táteis, olfativas e gustativas, conforme a situação.

- sensações visuais - Domingo festivo. Céu azul, temperatura alta, calor tropical. Grande movimentação, agitação.  Crachás.  TVs, jornais, revistas, fotógrafos, repórteres, comentaristas, cinegrafistas, cabo-men, correspondentes  estrangeiros.  Corre-corre, passa-passa.

- sensações auditivas - Barulho infernal. Motores roncando. A torcida vibrando, pneus cantando, câmbio engatando, carro voando, o tempo se esgotando.  A torcida delirando, a equipe comemorando.  Podium. Hino.

- sensações táteis - Ao passar a mão pelo cabelo, sentiu uma coisa viscosa, mole. Tinha sido premiada!

- sensações olfativas - Cheiros variados:  perfumes importados, combustível, cachorro-quente, hambúrguer, batata frita e pipoca.

- sensações gustativas  - O ron-ponche tem um sabor adocicado. Percebe-se um gostinho de laranja, abacaxi e no fundo, um toque de rum.

Certas descrições obedecem a um plano pré-determinado:

- do geral para o particular - A casa ficava situada perto de uma praia. Era cercada de muros altos, um grande jardim, piscina, vários quartos, salas. Tudo para dar conforto à família.

- de cima para baixo - O coqueiro possuía folhas em forma de leque, cocos ainda verdes em cachos, tronco alto oco e raízes profundas.

- de baixo para cima - Seus pés eram pequenos, proporcionais ao corpo. Braços delgados, rosto oval, cabelos grisalhos.

- de dentro para fora - O armário possuía várias prateleiras, nas quais havia copos e xícaras antigos. As portas eram guarnecidas por vidros trabalhados e o seu corpo era da mais pura cerejeira.

- de fora para dentro - Era uma caminhonete prata, rodas largas, faróis de milha, traseira rebaixada, bancos reclináveis, som estéreo, direção esportiva.

Estes planos não esgotam todas as possibilidades.

Na descrição de ambientes, o autor volta-se para as características do lugar, aonde, os acontecimentos vão se desenrolar. Descrever um lugar é detalhar as características e isso pode ser feito focalizando-se vários aspectos:

- quadro parado: “Caminhões e caminhões enfileirados na madrugada, as luzes das ruas ainda acesas, um frio que não era mais de inverno mas de fim de noite, um frio orvalhado misturava-se no ar.”(Lucília Junqueira de Almeida Prado).

- quadro em movimento: “Da mata vinham trinados de pássaros nas madrugadas de sol. Voavam sobre as árvores as andorinhas de verão. E os bandos de macacos corriam numa doida corrida de “galho em galho”.

- ambiente externo - “Nos dias de enchente, quando a maré crescia, nas luas novas, a água verde subia até a figueira gigante“.

- ambiente interno - “Uma sala repleta de móveis sobre o piso de linóleo, móveis pesados, de feitio antigo: o enorme console, a mesa negra, a cristaleira, o relógio de pêndulo, alto como um armário, as poltronas fundas. 

Descrição - Narração - Dissertação




DESCRIÇÃO
NARRAÇÃO
DISSERTAÇÃO
Conteúdo específico
Retrato verbal: imagem: aspectos que caracterizam, singularizam o ser ou objeto descrito.
Fatos - pessoas e ações que geram o fato e as circunstâncias em que este ocorre: tempo, lugar, causa,conseqüência, etc.
Idéias - exposição, debate, interpretação, avaliação - explicar, discutir, interpretar, avaliar idéias. 
Faculdade humana
Observação-percepção-relativismo desta percepção
Imaginação (fatos fictícios) -pesquisa-observação(fatos reais)
Predomínio da razão - reflexão - raciocínio-argumentação. 
Trabalho de Composição
.Coleta de dados -. .Seleção de imagens, aspectos - os mais singularizantes.
.Classificação - enumeração das imagens e/ou aspectos selecionados
.Levantamento (criação ou pesquisa) dos fatos
. Organização dos elementos narrativos (fatos, personagens, ambiente, tempo e outras circunstâncias).
.Classificação-sucessão
. Levantamento das idéias
.Definição do ponto de vista dissertativo: exposição, discussão, interpretação.
Formas
Descrição subjetiva: criação, estrutura mais livre.
Descrição objetiva: precisão, descrição e modo científico.
Narração artística: subjetividade, criação, fatos fictícios.
Narração objetiva: fatos reais, fidelidade.
Dissertação científica – objetividade, coerência, solidez na argumentação, ausência de intervenções pessoais, emocionais, análise de idéias.
Dissertação literária - criatividade e argumentação.
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Método Fácil Para Elaborar uma Redação

Método Fácil Para Elaborar uma Redação

Método Fácil Para Elaborar uma Redação
Um dos métodos mais fáceis de se elaborar dissertação. Tente produzir um texto, da maneira como veremos aqui.

Dissertar é o ato de discorrer sobre determinado assunto, buscando sempre argumentações que levem a alguma conclusão.

Para elaborar uma dissertação de vestibular, o aluno deve, antes de começar a escrever, planejar cuidadosamente o texto. O planejamento da dissertação deve seguir rigorosamente os seguintes aspectos:

1) Ler atentamente o tema;

2) Reler o tema, anotando as palavras-chave (palavra que encerra o significado global de um contexto, ou que o explica e identifica-o);

3) Interpretar o tema denotativamente: definir o sentido do tema, ou seja, alcançar com a inteligência a intenção do autor, partindo das palavras-chave, elaborando perguntas relacionadas ao tema;

4) Interpretar, se necessário, conotativamente o tema: compreender o significado das palavras usadas em sentido figurado;

5) Delimitar a ideia apresentada pelo tema: reestruturar o tema com suas próprias palavras, de acordo com a interpretação feita anteriormente.

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Pedagogia | O Que é Pedagogia?

Pedagogia | O Que é Pedagogia?

Pedagogia | O Que é Pedagogia?

Inicialmente, tomemos conhecimento da etimologia da palavra pedagogia que vem de paidós (criança) e agodé (condução), assim paidagogos era o escravo responsável por conduzir a criança até o conhecimento – a escola. Os primeiros estudos acerca da pedagogia questionaram “como e o que é melhor ensinar?”, considerando que o homem passa a ser visto como um agente de transformação, livre para pensar, assim como a reflexão e o pensamento crítico passam a embasar os estudos inerentes à educação.

No que tange a tradição grega, temos quatro tipos de educação, a saber: homéricaque prezava a família, a moral e cívica e a formação cortês do nobre; espartanaque visava formar soldados e cidadãos leais; ateniense que considerava importante a família, o Estado, a escola e, sobretudo, a formação intelectual; e por fim a helenística que defendia a universalização da cultura, os aspectos intelectuais e a memorização.

Os principais educadores gregos foram Sócrates,considerado o grande educador da história, Platão e Aristóteles.O primeiro, respectivamente, era um filósofo ateniense que reunia as pessoas em praça pública informalmente. Já o segundo, Platão, foi discípulo de Sócrates e propôs uma reflexão pedagógica vinculada à política, ocupando-se de temas como ética, metafísica, Teoria do Conhecimento e Política. Este filósofo ministrava suas aulas em ginásios, chamados de Academia. Por último, Aristóteles, discípulo de Platão, ministrava suas aulas no Liceu e tinha uma teoria pedagógica mais voltada para a realidade, o devir e as causas, ao contrário de seu mestre que era muito idealista. 

É necessário compreender os primeiros estudos referentes às práticas educativas para então refletir sobre as práticas atuais. “A história [da Pedagogia e da Educação] não é portanto um simples olhar deitado sobre o passado; pode ser uma das ferramentas poderosas da compreensão do presente e pertence deste modo de direito à família das ciências da educação.” (MIALARET, Gaston, As ciências da educação, Lisboa, Moraes Editores, 1976).

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Estética de Uma Redação


Estética de Uma Redação

Estética de Uma Redação

A Estética de Uma Redação
No nosso primeiro contato com a redação, podemos achar que é muito fácil mas, na realidade, surge algo que torna importante o nosso ato de escrever que se mantém na forma de passar a mensagem ao nosso leitor e a estética do trabalho redacional, que mostra o quanto estamos interessados em que nosso pensamento seja bem compreensível com lógica e clareza.

Surge então a busca por um trabalho mais limpo e com estética para a estrutura. Observando os exemplos de redações da dica passada, podemos notar que a estética não é tão ordenada, por isso a sequência lógica se perde no meio do caminho e fica sem sentido no que diz respeito ao desenvolvimento de seus argumentos centrais e finais para uma conclusão mais segura e estruturada.

Lembre-se sempre que, ao formar um Plano de Trabalho para escrever sua redação, você deve visualizar também a sua ESTÉTICA:

· Nunca comece uma redação com períodos longos. Basta fazer uma frase-núcleo que será a sua idéia geral a ser desenvolvida nos parágrafos que se seguirão;

· Nunca coloque uma expressão que desconheça, pois o erro de ortografia e acentuação é o que mais tira pontos em uma redação;

· Nunca coloque hífen onde não é necessário como em penta-campeão ou separação de sílabas erroneamente como ca-rro (isto só acontece em espanhol e estamos escrevendo na língua portuguesa);

· Nunca use gírias na redação pois a dissertação é a explicação racional do que vai ser desenvolvido e uma gíria pode cortar totalmente a sequência do que vai ser desenvolvido além de ofender a norma culta da Língua Portuguesa;

· Nunca esqueça dos pingos nos "is" pois bolinha não vale;

· Nunca coloque vírgulas onde não são necessárias (o que tem de erro de pontuação !);

· Nunca entregue uma redação sem verificar a separação silábica das palavras;

· Nunca comece a escrever sem estruturar o que vai passar para o papel;

· Tenha calma na hora de dissertar e sempre volte à frase-núcleo para orientar seus argumentos;

· Verifique sempre a ESTÉTICA: Parágrafo, acentuação, vocabulário, separação silábica e principalmente a PONTUAÇÃO que é a maior dificuldade de quem escreve e a maioria acha que é tão fácil pontuar !

· Respeite as margens do papel e procure sempre fazer uma letra constante sem diminuir a letra no final da redação para ganhar mais espaço ou aumentar para preencher espaço;

· A letra tem que ser visível e compreensível para quem lê;

· Prepare sempre um esquema lógico em cima da estrutura intrínseca e extrínseca;

· Não inicie nem termine uma redação com expressões do tipo: "... Eu acho... Parece ser... Acredito mesmo... Quem sabe..." mostra dúvidas em seus argumentos anteriores;

· Cuidado com "superlativos criativos" do tipo: "... mesmamente... apenasmente." . E de "neologismos incultos" do tipo: "...imexível... inconstitucionalizável...".

Se você prestou atenção nas redações da dica anterior, percebeu que elas estavam seguindo a estrutura redacional intrínseca (interior) quanto a INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO E CONCLUSÃO, mas não obedeciam a parte extrínseca (exterior) que é a apresentação da Redação, ou melhor, a aparência da escrita mostrando um conteúdo limpo e claro.

O que notamos é que nas redações faltaram parágrafos e respeito às margens (estética do trabalho) e a DISSERTAÇÃO do estudante que colocou várias idéias na introdução sem definir uma geral e tornou odesenvolvimento confuso, pois faltou dissertar sobre as tais conveniências comerciais do ovo de páscoa da introdução e centrou muito na História da Figura do Cordeiro sem explicar o que a ver a malhação de Judas e o Domingo de Páscoa. A conclusão começa a ficar em apuros e o fechamento das idéias da introdução e do desenvolvimento terminam prejudicadas. Nosso desafio é escrever esta dissertação usando todas as dicas para uma redação boa.

Como disse meu colega, o Professor Rogério: "A melhor dica para Redação: é Pensar. Penso logo escrevo" O segredo é simples: EU ESCRITOR TAMBÉM SOU LEITOR . ( Tudo que estou escrevendo vem do que penso e preciso montar um bom plano para entender o que escrevo e deixar minha leitura mais compreensível para os demais leitores )

A LÓGICA ESTRUTURAL: FRASE-NÚCLEO
Observe o texto dissertativo e analise a sua parte lógica na introdução, desenvolvimento e conclusão:

A PÁSCOA CRISTÃ
A Páscoa é uma festa cristã. Nela celebramos a Libertação dos Hebreus por Móises e Javé (Jeová -verbo hebraico para Ser) como também a Ressurreição de Cristo.

A Bíblia relata no Velho Testamento a saída do povo hebreu perseguido pelo Faraó e libertos pelo Senhor na passagem do Mar Vermelho, mas no Novo Testamento a Ressurreição abre uma idéia de salvação, de vida nova, de libertação do corpo pela vida eterna após a morte e eleva o sonho de um mundo novo: A Nova Jerusalem. Por estes eventos comemoramos a Páscoa.

Em todo mundo cristão comemora-se a Páscoa como a festividade mais significativa de libertação e ressurreição por dois momentos bíblicos que marcam a mesma esperança de encontrar a Nova Jerusalém.

Nota-se claramente que além da estética exterior e da simples idéia de seguir a estrutura interna, o escritor prezou pela lógica de sua redação e não só pelo segmento da introdução, desenvolvimento e conclusão mas nota-se uma definição muito clara de uma idéia geral (central) na introdução que fortaleceu o encadeamento das idéias e protegeu o sentido argumentativo do contexto e fechou a conclusão trazendo ao leitor a visão do que o tema pediu a Páscoa Cristã e que foi mencionada no núcleo frasal: "... A Páscoa é uma festa cristã...".

Veja o esquema lógico montado em cima da estrutura redacional: TEMA: A Páscoa Cristã; Núcleo ou Tópico-frasal: A Páscoa é uma festa cristã (idéia geral) Desenvolvimento (idéias encadeadas ou periféricas que sustentam a idéia central)

Saída do povo hebreu (EXODUS)

Ressurreição de Cristo (PROMESSA DE DEUS)

Promessa de Vida Eterna (NOVA JERUSALEM) Conclusão (Conversão das idéias proclamadas na redação)

"... todo mundo cristão..." "... festividade significativa..."(puxa a idéia central da introdução)

"...dois momentos bíblicos..." "... Nova Jerusalem..." (puxa o argumento do desenvolvimento)

O que ocorreu na dissertação anterior a esta foi a confusão de idéias e isto complicou a estrutura então podemos dizer que dentro da introdução surge a primeira idéia a ser construída na redação e a conclusão termina a montagem de nosso pensamento escrito. E como fica o desenvolvimento ? Isto vamos mostrar em suas formas de ordenações que é o mais simples de se fazer dentro de um tópico frasal bem estruturado e vamos mostrar todas as formas de ordenações do desenvolvimento. Não percam! Montamos em nossa tela mental o que vamos fazer no papel:

TEMA: Os brasis do Brasil Frase-núcleo: O Brasil por suas variadas diversidades possui vários brasis que se moldam no território nacional e determinam algo que vai além de suas fronteiras regionais.

Desenvolvimento:
A divisão territorial;
A formação regional;
Os diferentes brasis.
Conclusão:

Cada região territorial é um Brasil diferente não só por sua divisão fronteiriça mas por sua diversidade cultural, geográfica e muito mais política fortalecendo o Brasil como Nação e Governo.
Temos um Brasil que se forma de diversas maneiras em cada região e possui uma forma diferente de observar o País como meio de sobrevivência de um povo ou de fortalecimento político das massas emergentes em suas áreas de atuações territoriais, regionais, culturais e políticas.

Quase preparamos a redação só na esquematização da lógica inicial da introdução.

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Vingança | Vengeance


Vingança | Vengeance

Vingança | Vengeance
VINGANÇA
Ato de punir uma ofensa. “A mim me pertence a vingança...” (Dt 32:35; Rm 12:19; Hb 10:30). O dia da vingança do Senhor...” (Is 34:8)”;...a vingança vem, a retribuição de Deus...” (Is 35:4); “... pôs sobre si a vestidura da vingança...”, (Is 59:17)”; O dia da vingança me estava no coração...” (Is 63:4).

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