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Olimpíadas de 1984 em Los Angeles | Estados Unidos

Olimpíadas de 1984 em Los Angeles | Estados Unidos

Olimpíadas de 1984 em Los Angeles | Estados UnidosPoster
Olimpíadas de 1984 em Los Angeles | Estados UnidosCom um homem voador com uma mochila a jato, cerimônia de abertura previa futurismo dos EUA
Olimpíadas de 1984 em Los Angeles | Estados UnidosMedalha

Quando:28/07/1984 a 12/08/1984
Países participantes:140
Total de atletas:6.829 (m: 5.263, f: 1.566)
Participação do Brasil:19º lugar
Total de modalidades:23
Total de medalhas distribuídas: 688

Os XXIII jogos olímpicos tiveram cerca de 7.800 atletas participantes e um número recorde de 140 países. No entanto foram prejudicados pelo boicote soviético, que afastou 15 países socialistas das competições. A URSS alegou que a autoridades norte-americanas estavam fazendo dos jogos uma arena política e não garantiam a segurança dos atletas. Os EUA foram os grandes vencedores, com 174 medalhas, seguidos pela Alemanha ocidental, com 59. O atleta que mais se destacou foi o norte americano Carl Lewis, que ganhou quatro medalhas de ouro. O Brasil conquistou uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze, no judô.

Soviéticos revidam boicote, mas não ofuscam show tecnológico de LA
Depois da debandada de Moscou, foi a vez dos soviéticos revidarem o boicote dos Estados Unidos. Mas nem a ausência da União Soviética e seu bloco de aliados socialistas, como Cuba e a Alemanha Oriental, impediu que Los Angeles obtivesse um número recorde de países participantes: 140. Os Jogos também marcaram a volta da China à competição após 32 anos de ausência. Os Estados Unidos receberam uma Olimpíada depois de 52 anos. Bem-organizados, os Jogos de Los Angeles mostraram um show de tecnologia. Na cerimônia de abertura, o ponto alto foi quando um homem voou sobre o estádio Coliseum com uma mochila a jato. Sem os principais rivais, os norte-americanos lideraram a competição com 174 medalhas, mais do que o triplo da Romênia, segunda colocada com 53. Pela primeira vez, uma edição dos Jogos foi financiada pela iniciativa privada. Tudo foi colocado à venda: desde o percurso de 19 mil quilômetros da tocha olímpica paté a piscina olímpica, construída pela rede de lanchonetes McDonald's.

Joaquim Cruz e a Geração de prata
Após o bom desempenho em Moscou, o Brasil enviou uma delegação ainda maior para Los Angeles. Com 166 atletas, sendo 145 homens e 21 mulheres, o país dobrou o número de medalhas conquistadas, com oito no total, um recorde até então: um ouro, cinco pratas e dois bronzes. O brasiliense Joaquim Cruz foi o único vencedor do país e de quebra estabeleceu novo recorde olímpico nos 800 m rasos, com 1min43s00, que durou até Atlanta-1996. Outra vitória emocionante foi a da seleção masculina de vôlei consagrou sua “Geração de prata”, de William, Bernard, Montanaro e Xandó, que perdeu apenas para os anfitriões e levou a medalha de prata. No futebol, a seleção foi à final pela primeira vez e também foi vice-campeã. Na natação, o então recordista mundial Ricardo Prado estabeleceu recorde sul-americano nos 400 m medley, e levou a medalha de prata, com 4min18s45. O Brasil manteve a tradição de pódios na vela e trouxe mais pratas, com Torben Grael e Daniel Adler, na classe Soling. Outro esporte que rendeu medalhas foi o judô, com a prata de Douglas Vieira na categoria meio-pesado e dois bronzes, de Walter Carmona (médio) e de Luís Onmura (leve). Na primeira competição onde os profissionais puderam atuar (desde que não tivessem participado de Copas do Mundo), o Brasil foi derrotado pela França por 2 a 0. Com base no Internacional, o time teve Dunga, Mauro Galvão e o goleiro Gilmar. O técnico foi Jair Picerni.

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Olimpíadas de 1996 em Atlanta | Estados Unidos

Olimpíadas de 1996 em Atlanta | Estados Unidos

Olimpíadas de 1996 em Atlanta | Estados UnidosPoster
Olimpíadas de 1996 em Atlanta | Estados UnidosExplosão de bomba em parque no centro de Atlanta deixou dois mortos e mais de 100 pessoas feridas
Olimpíadas de 1996 em Atlanta | Estados UnidosMedalha

Quando:19/07/1996 a 04/08/1996
Países participantes:197
Total de atletas:10.318 (m: 6.806, f: 3.512)
Participação do Brasil:25º lugar
Total de modalidades:26
Total de medalhas distribuídas:842

Os 100 anos do Movimento Olímpico não poderiam ter sido comemorados de forma mais contraditória. Embora Atlanta tenha tido o privilégio de sediar as maiores e mais sofisticadas Olimpíadas da história, a submissão dos membros do Comitê Olímpico Internacional à máquina norte-americana da Coca-Cola foi um capítulo nebuloso. Não bastasse isso, os Jogos viveram seu segundo ato de "terrorismo", com a explosão de uma bomba no superlotado Parque Olímpico, que matou duas pessoas e trouxe o medo de volta ao cenário olímpico.

Atlanta ultrapassou a barreira e organizou 17 dias de Jogos, que reuniram o recorde absoluto de 10.750 atletas e 197 países. A previsível vitória norte-americana no quadro geral de medalhas, com 101 de ouro, misturou-se à incrível confusão gerada por falhas constantes em todo o sistema de informática. Pela primeira vez, 52 diferentes nações chegaram à medalha de ouro. Costa Rica, Equador e Síria enfim subiram no lugar mais alto do pódio. Hong Kong faturou sua primeira e última medalha de ouro, já que passou a integrar a China em 97. Não faltaram estrelas e emoções. A final dos 100m foi tão extraordinária que o namíbio Frankie Fredericks, derrotado pelo jamaicano Donovan Bailey, fez um tempo suficiente para levar o ouro em quaisquer outras Olimpíadas.

O mesmo aconteceu nos 800 metros, onde o quarto colocado, o cubano Norberto Tellez, fez tempo superior a todos os antigos campeões olímpicos. No campo dos fenômenos, certamente o velocista norte-americano Michael Johnson conseguiu ser mais rápido do que Donovan Bailey. O jamaicano correu com velocidade média de 36,26 km/h para marcar o novo recorde mundial dos 100 metros, enquanto Johnson chegou à incrível média de 37,23 km/h para vencer os 200.

Johnson tornou-se o primeiro atleta da história a faturar o ouro olímpico nos 200 e 400 metros nos mesmos Jogos. E ainda por cima com recordes mundiais nas duas corridas. Cinco semanas antes de Atlanta, Michael conseguira quebrar o recorde dos 200m do italiano Pietro Menea, o mais antigo do atletismo, ao correr em 19s72. Nas Olimpíadas, cravou 19s66 e deixou adversários boquiabertos. "Eu achava que o homem mais veloz do mundo era o campeão dos 100m, mas hoje acredito que ele está sentado ao meu lado", declarou Ato Boldon, durante a entrevista coletiva.

O atletismo produziu ainda duas estrelas. A francesa Marie-José Pérec, que também faturou o ouro nos 200 e 400 metros, e o veterano Carl Lewis, vencedor do salto aos 35 anos. Foi sua nona vitória olímpica em quatro Olimpíadas consecutivas.

Curiosa façanha veio com a também jamaicana Merlene Ottey. Ao chegar em terceiro no revezamento 4x100, ela se tornou a primeira mulher a ganhar cinco medalhas de bronze (em quatro Jogos). Outra atleta, a nadadora norte-americana Jenny Thompson, somou cinco medalhas de ouro em sua carreira e igualou o feito da esquiadora Bonnie Blair como a atleta dos Estados Unidos com maior número de vitórias olímpicas.

Os Jogos evidenciaram supremacias bem conhecidas. Os oito primeiros colocados nos 10 mil metros masculinos foram africanos. Nada menos que 11 dos 12 medalhistas do tênis de mesa eram asiáticos.

No campo das emoções, nada mais ilustrativo do que o então recordista mundial do salto em extensão, o norte-americano Mike Powell. Ele se contundiu na quinta tentativa e foi para o último salto mancando. Fez um esforço para embalar e caiu de rosto na caixa de areia, entre lágrimas de dor e decepção. "Nunca me senti mais ferido na mente, no corpo e no coração",avaliou ele, que nunca mais competiu. Outra decepção ficou para o britânico Linford Christie, que queimou duas vezes a largada na final dos 100m, acabou eliminado e se recusou a abandonar a raia.

Fora das pistas e quadras, um certo Richard Jewell virou duas vezes notícia. Quando a bomba de fabricação caseira explodiu no Parque Olímpico, resultando na morte de duas pessoas, o policial se transformou numa celebridade por salvar centenas de outras vítimas. Dias depois, Jewell terminou como o vilão da história, responsabilizado por ele próprio ter colocado a bomba.

Para o Brasil, Atlanta só teve boas recordações. Pela primeira vez, a equipe brasileira somou 15 medalhas numa única edição e pela primeira vez saímos com três novos campeões olímpicos. O iatismo confirmou Robert Scheidt e a dupla Torben Grael/Marcelo Ferreira como as melhores do mundo e o estreante vôlei de praia deram uma inédita medalha de ouro para o esporte feminino nacional. Melhor ainda, realizou a primeira final olímpica totalmente verde-e-amarela da história, já que Jacqueline e Sandra venceram na decisão Mônica e Adriana.

A prata coroou as carreiras de Hortência e Paula no basquete, com direito a idolatria até dos norte-americanos. Gustavo Borges também garantiu um segundo lugar nos 200m e, com outro bronze nos 100m, saiu de Atlanta como o atleta nacional que mais subiu ao pódio olímpico em todos os tempos.

O bronze foi uma surpresa para o 4x100m do atletismo, para o judoca Henrique Guimarães e para a equipe de saltos do hipismo. Confirmou, por seu lado, a competência de Lars Grael no iatismo, do judoca Aurélio Miguel, do nadador Fernando Scherer e do ascendente vôlei feminino. Mas não evitou a frustração do futebol masculino, que perdeu talvez a maior chance de conquistar o único triunfo que lhe falta. Na semifinal contra a Nigéria, vencíamos por 3 a 1, antes de ceder o empate e perder a vaga na final na "morte súbita". O tabu fica para ser vencido em Sydney.

Ato terrorista abala comemoração comercial do centenário olímpico
Os Jogos do Centenário das Olimpíadas deveriam ter sido realizados em Atenas, na Grécia. No entanto, acabaram cedidos a Atlanta, na Geórgia, pela pressão exercida pela Coca-Cola, que tem sede na cidade. Com a participação de mais de 10 mil atletas e 197 países, os Jogos deram novo passo ao gigantismo, mas os problemas de segurança deram brecha a um episódio que abalou a competição. Na madrugada do dia 27 de julho, uma explosão no Parque Centenário, no centro da cidade, deixou dois mortos e mais de 100 feridos. O incidente gerou uma onda ainda maior de críticas aos Jogos, já que a presença de 35 mil soldados e o FBI não impediram o ato terrorista. O presidente norte-americano Bill Clinton prometeu tomar todas as medidas necessárias para proteger os atletas. Umas três horas após a explosão, o Comitê Olímpico Internacional reagiu através de seu vice-presidente, o príncipe Alexandre de Merode, que garantiu a continuidade dos Jogos. No dia seguinte, as competições se realizaram normalmente, após um minuto de silêncio em cada uma das instalações. Outros problemas foram o calor intenso de Atlanta e o grande congestionamento.

Vôlei de praia põe mulheres no topo
Com sua maior delegação na história das Olimpíadas, o Brasil conseguiu em Atlanta seu melhor desempenho nos Jogos, desde sua estréia em 1920. Com 225 atletas, o Brasil garantiu 15 medalhas, três ouros, três pratas e nove bronzes. Com direito a final regional, Jacqueline e Sandra, do vôlei de praia, tornaram-se as primeiras brasileiras a ganhar um ouro olímpico. Na decisão, a dupla venceu Mônica e Adriana Samuel, medalhistas de prata. Na quadra, a equipe feminina ficou com o bronze ao derrotar a Rússia. O esporte que mais rendeu pódios foi a vela: Robert Scheidt e Torben Grael levaram ouro nas classes Laser e Star; Lars Grael e Kiko Pellicano terminaram em terceiro lugar na Tornado. Pela terceira edição consecutiva dos Jogos, o judô também fez uma boa participação. Aurélio Miguel, na categoria meio-pesado, e Henrique Guimarães, entre os meio-leves, trouxeram dois bronzes. No futebol, o time de Zagallo tinha Dida, Bebeto, Ronaldo, Aldair, Rivaldo e Roberto Carlos, mas não cumpriu as expectativas. A seleção perdeu para a Nigéria por 4 a 3 nas semifinais, e derrotou Portugal e se contentou com o terceiro lugar. Já a seleção feminina foi a quarta colocada. Outros dois quartetos completaram a lista de medalhas brasileiras. Róbson Caetano, André Domingos, Arnaldo de Oliveira e Édson Luciano puseram o atletismo novamente no topo depois da apagada atuação em 1992, e levaram o bronze no 4 x 100 m rasos. NO hipismo, a equipe formada por Rodrigo Pessoa, Álvaro Affonso de Miranda Neto, André Johannpeter e Luiz Felipe Azevedo também ficou em terceiro lugar nos saltos. Com a desistência de Cuba, o handebol brasileiro também foi a Atlanta, e terminou na 11ª colocação entre os 12 participantes, com apenas uma vitória, sobre o Kuait e um empate contra a Argélia.

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Olimpíadas de 2000 em Sydney | Austrália

Olimpíadas de 2000 em Sydney | Austrália

Olimpíadas de 2000 em Sydney | Austrália
Olimpíadas de 2000 em Sydney | AustráliaÍcone australiana Cathy Freeman, vencedora dos 400 m rasos, acende tocha olímpica em Sydney
MedalhaMedalha

Quando:15/09/2000 a 1º/10/2000
Países participantes:199
Total de atletas:10.651 (m: 6.582, f: 4.069)
Participação do Brasil:52º lugar
Total de modalidades:28
Total de medalhas distribuídas:927

Com obras grandiosas em estilo futurista, a Austrália mostrou que é muito mais do que um lugar exótico e remoto, habitado por surfistas, aborígenes e cangurus. Some-se a isso o esforço do Comitê Olímpico Internacional para apagar da memória o fiasco dos últimos Jogos, em Atlanta, onde os computadores pifaram e a organização virou um caos. Os australianos conseguiram nada menos que a perfeição. Para isso, os australianos começaram cedo. Ao todo foram nove anos de preparação - dois quando Sydney ainda era um das cidades candidatas a sediar os Jogos Olímpicos e mais sete depois que ela venceu a disputa - e um investimento de 3,4 bilhões de dólares.

Diferença de fuso tira o brilho dos Jogos ecológicos de Sydney
A escolha de Sydney como sede dos Jogos de 2000 foi uma grande surpresa. A favorita era Pequim, na China, que tinha vencido a primeira votação com mais da metade dos votos. No segundo turno, a vitória foi da cidade australiana por apenas dois votos de diferença. A Olimpíada australiana pode ser considerada a Olimpíada dos números. Foram batidos os recordes de atletas participantes, países, mulheres, jornalistas, voluntários, esportes, provas, medalhas, direitos de TV e espectadores. Livre de boicote e atentados, o maior problema do evento foi o fuso horário, que prejudicou o maior público mundial, o Ocidente. Os EUA, por exemplo, não transmitiram nenhuma prova ao vivo, muito também pela decisão da NBC, que detinha os direitos de divulgação. O grande momento na cerimônia de abertura foi o desfile das delegações das duas Coréias, unidas sob uma mesma bandeira, e os atletas do Timor Leste, nação recém-desligada da Indonésia, que desfilaram sob a bandeira olímpica. Nos Jogos de Sydney, os organizadores tiveram um cuidado especial com o meio ambiente. Pela primeira vez, grupos ecológicos como o Greenpeace acompanharam a organização. A baía de Homebush, conhecida como o maior esgoto da Austrália, sofreu uma transformação espetacular, convertendo-se em um parque natural. A Vila Olímpica também recebeu energia solar.

Fiasco brasileiro
Pela primeira vez desde os Jogos de Montreal-1976, o Brasil ficou sem medalhas de ouro em uma Olimpíada. Em contrapartida, os atletas brasileiros tiveram a segunda melhor campanha na história no total de medalhas, com 12, seis pratas e seis bronzes, perdendo apenas para Atlanta-1996, com 15. O vôlei de praia foi o esporte que mais conquistou medalhas: prata com Shelda/Adriana Behar, campeãs mundiais, e bronzes com Zé Marco/Ricardo e Sandra Pires/Adriana Samuel. O judô e a vela, esportes em que o Brasil vinha conquistando pódios desde 1968, deram ao país quatro medalhas. Foram duas pratas no judô (Carlos Honorato, na categoria médio, e Tiago Camilo, na leve) e uma prata e outro bronze na vela (Robert Scheidt, segundo na classe Laser, e Torben Grael e Marcelo Ferreira, terceiros na Star). Com a conquista, Torben Grael tornou-se o brasileiro com o maior número de medalhas, ao lado do nadador Gustavo Borges. Torben contabilizou prata em Los Angeles-1984, bronze em Seul-1988 e ouro em Atlanta-1996. Já Borges, que ganhou bronze em Sydney no revezamento 4 x 100 m livre, foi prata em Barcelona-1992, e prata e bronze em Atlanta-1996. No atletismo, o quarteto brasileiro do 4x100 m rasos levou a medalha de prata. O time formado por Vicente Lima, Édson Ribeiro, André Silva e Claudinei Quirino terminou a prova apenas atrás dos norte-americanos. No hipismo, a equipe brasileira de saltos, que teve Álvaro Miranda Neto, André Johannpeter, Luiz Felipe de Azevedo e Rodrigo Pessoa, ficou com bronze. Duas seleções femininas trouxeram bronze: basquete e vôlei. No futebol, o time do técnico Vanderlei Luxemburgo perdeu para Camarões nas quartas e manteve o tabu do ouro olímpico. No feminino, o país ficou em quarto. A ginasta Daniele Hypólito obteve um histórico 20º lugar no individual geral, o melhor do país em uma Olimpíada; Rogério Romero foi o único nadador a ir a uma final nas provas individuais (200 m costas) e Gustavo Kuerten caiu diante do russo Yevgeny Kafelnikov - que levaria o ouro- nas quartas-de-final.

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Olimpíadas de 1924 em Paris | França

Olimpíadas de 1924 em Paris | França

Olimpíadas de 1924 em Paris | FrançaQuando: 04/05/1924 a 27/07/1924
Países participantes: 44
Total de atletas: 3089 (masc: 2954 fem: 135)
Participação do Brasil: sem medalhas
Total de modalidades: 19
Total de medalhas distribuídas: 378

Os VIII jogos olímpicos tiveram 44 países e 3.029 atletas participantes. Dessa vez os franceses deram ao acontecimento o destaque que ele merecia, redimindo-se da má organização de 1.900. Paavo Nurmi voltaria a brilhar nas provas de fundo. John, dito Johnny Weissmuller - que nos anos mais tarde seria, como ator, o mais famoso Tarzan do cinema - ganharia suas 3 primeiras medalhas de ouro na natação. E tanto as competições aquáticas como as náuticas seriam pela primeira vez disputadas em condições técnicas ideais.

Olimpíadas de 1924 em Paris | FrançaParis, que pela segunda vez sediava os Jogos Olímpicos, montou a primeira Vila Olímpica
Olimpíadas de 1924 em Paris | FrançaMedalha

- A olimpíada de Paris foi a primeira que teve vários eventos transmitidos ao vivo por rádios da Europa e EUA.
Pela primeira vez a expressão "Vila Olímpica" é usada para designar os alojamentos construídos para os participantes.
Recordes

Esporte: Atletismo
Atleta: Harold Abrahamor
País: Grã-Bretanha
Prova: 100 m
Tempo: 10 s
Recorde: Olímpico

Comitê Olímpico repete cidade pela primeira vez a pedido de Coubertin
Paris precisou de todo o empenho do Barão de Coubertin para ser escolhida sede dos Jogos Olímpicos. O fracasso da edição de 1900 ainda estava presente na lembrança dos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI), fato que os inclinava a escolher entre Amsterdã e Los Angeles. Porém, a promessa de que as duas cidades seriam as escolhidas para os Jogos seguintes acabou pesando a favor dos parisienses. Os organizadores franceses, no entanto, atrasaram no cumprimento dos prazos, fazendo com que o próprio Coubertin ameaçasse levar o evento para Lyon. Depois disso, Paris acordou e deu início às obras para poder apagar a péssima imagem deixada em 1900. A cidade ofereceu aos mais de três mil atletas instalações funcionais da primeira Vila Olímpica e um estádio de 60 mil lugares, em Colombes, além da primeira verdadeira piscina olímpica, construída em Tourelles, na Porte des Lilás. A piscina tinha 50 m de comprimento, plataformas de largada e linhas de cortiça dividindo as raias. Outra novidade nos Jogos foi o hasteamento durante a cerimônia de abertura de três bandeiras - do COI, da cidade-sede e da cidade designada para organizar os Jogos seguintes. Nos Jogos de Paris, o número de países participantes chegou a 44, recorde até então. Mesmo assim, a política outra vez interferiu no esporte, e o COI não convidou a Alemanha para participar dos Jogos. Além disso, o presidente do conselho, Raymond Poincaré, deu instruções ao consulado da França em Berlim para não conceder visto a atletas alemães que desejassem ir a Paris. Apenas um ano antes do inicio dos Jogos, a França tinha decidido invadir o Vale do Ruhr, região que pertencia à Alemanha. Outro incidente envolvendo política ocorreu quando a equipe italiana de ginástica deixou a competição cantando o hino fascista, uma prévia do que estava por vir. Paris-24 marcou também as primeiras transmissões radiofônicas ao vivo para a Europa. Algumas dessas foram feitas de um balão em pleno ar. O evento contou ainda com a cobertura de aproximadamente mil jornalistas do mundo todo. Os Jogos ocorreram sob calor intenso. Os termômetros chegaram a registrar até 45ºC. Na prova de 10.000 m cross country, o calor fez com que 23 dos 38 atletas desistissem. Ainda assim, o número de espectadores também foi marcante - cerca de 625.000 em toda a competição. Cambistas chegaram a revender os ingressos com lucro de até quatro vezes.

Participação brasileira
O bom desempenho em Antuérpia-20 não foi capaz de empolgar os dirigentes da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Quatro anos depois, a entidade atravessava uma grave crise financeira e praticamente abriu mão da segunda participação brasileira em Olimpíadas. Para Paris-1924, a inscrição brasileira chegou a ser cancelada, mas acabou revalidada dois meses antes do início dos Jogos. Como a Federação Paulista de Atletismo conseguiu recursos na última hora, o Brasil pôde enviar uma pequena delegação para a França. Assim, apenas 11 atletas viajaram à capital francesa. O presidente da Federação Paulista, Américo Neto, que arrecadou o dinheiro, barrou os fluminenses como protesto contra a desafeta CBD. Apesar de todos os problemas, o Brasil quase ganhou uma medalha. Os irmãos Edmundo e Carlos Castelo Branco terminaram na quarta colocação na classe skiff duplo do remo. Os dois remadores se inscreveram por conta própria, o que era permitido na época. Eles não faziam parte da delegação oficial, formada apenas pela equipe do atletismo. No tiro, os medalhistas em 1920, Guilherme Paraense, Afrânio da Costa, Sebastião Wolf, Dario Barbosa e Fernando Soledade não puderam defender suas conquistas. Sem o apoio financeiro da CBD, tiveram que ficar em solo nacional.Olimpíadas de 1924 em Paris | França
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Vôlei | Regras e Origem do Vôlei

Vôlei | Regras e Origem do Vôlei

Vôlei | Regras e Origem do Vôlei
O vôlei é regulamentado pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB), no mundo, e pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), no Brasil. É esporte olímpico desde 1964, em Tóquio. Além dos Jogos Olímpicos, os principais eventos do vôlei são o Campeonato Mundial, disputado a cada quatro anos desde 1949, a Liga Mundial e o Grand Prix, realizados anualmente para homens e mulheres, respectivamente, e a Copa do Mundo, que ocorre a cada quatro anos desde 1965. No Brasil, os principais campeonatos são a Superliga Masculina e a Feminina.

Origens – Considerado um dos esportes que mais exigem do atleta, do ponto de vista físico, o vôlei nasceu nos Estados Unidos, em 1895, como alternativa mais leve para as pessoas que não tinham fôlego para praticar o basquete, criado quatro anos antes. O professor de educação física William G. Morgan, da Associação Cristã de Moços (ACM) de Holyoke, no estado de Massachusetts, é considerado o pai do esporte, que chega ao Brasil em 1915, também pelas mãos de professores da ACM, em São Paulo.

Regras – O jogo é disputado em uma quadra de 9 m de largura por 18 m de comprimento. A rede fica a 2,43 m do chão, para os homens, e a 2,24 m, para as mulheres. A bola tem de 65 cm a 68,5 cm de circunferência e pesa cerca de 300 g. Cada equipe é disposta na quadra em duas linhas de três jogadores: uma, no fundo, de defesa; e outra, a 3 m da rede, de ataque. O objetivo do jogo é, com no máximo três toques, colocar a bola no chão da quadra adversária, ou fazer com que um jogador do time rival a coloque para fora da quadra. Cada vez que isso ocorre, o time ganha um ponto e o direito de colocar a bola em jogo com o saque, que é efetuado detrás da linha de fundo da quadra e a bola pode tocar na rede. O jogo é disputado em melhor de cinco sets – vence quem ganhar três primeiramente. Para vencer os quatro sets iniciais é preciso marcar 25 pontos – se houver empate em 24 a 24, é preciso abrir pelo menos dois pontos de diferença. Se cada time vencer dois sets, o quinto é disputado em sistema de break, até 15 pontos, também com pelo menos dois de diferença. As regras atuais estão em vigor desde 1999. No início da década de 1990, a FIVB alterou várias vezes as leis do jogo, para torná-lo mais rápido e atraente para as transmissões de televisão.

Torneios – A Copa do Mundo é disputada a cada quatro anos, sempre no Japão, na temporada anterior às Olimpíadas, e serve como pré-olímpico. A Copa dos Campeões é jogada a cada quatro anos, no ano seguinte às Olimpíadas, também sempre em território japonês. Seis seleções disputam o torneio.

No Brasil – O vôlei tem competições nacionais desde a década de 1940, mas o primeiro Campeonato Brasileiro ocorre apenas em 1962, só para homens. As mulheres entram na disputa em 1976. Na década de 1980, o esporte ganha impulso, com a conquista das medalhas de prata da seleção masculina no Mundial de 1982, na Argentina, e nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984.Em 1988, a CBV transforma o Campeonato Brasileiro em Liga Nacional. A conquista da medalha de ouro olímpica em Barcelona, em 1992, pelo time liderado por Maurício, Tande e Marcelo Negrão, dá nova injeção de ânimo e dinheiro no vôlei. O vôlei Feminino do Brasil entra para a história ao conquistar o ouro inédito, nas Olimpíadas de Beijing, na China, de 2008. A partir da temporada 1994/1995, a Liga passa a se chamar "Superliga".

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Olimpíadas de 1988 em Seul | Coréia do Sul

Olimpíadas de 1988 em Seul | Coréia do Sul

Olimpíadas de 1988 em  Seul | Coréia do SulQuando:17/09/1988 a 01/10/1988
Países participantes:159
Total de atletas:8.391 (m: 6.197, f: 2.194)
Participação do Brasil:24º lugar
Total de modalidades:25
Total de medalhas distribuídas:739

Os XXIV jogos olímpicos realizaram-se de 17 de setembro a 2 de outubro, e tiveram mais de 9.600 atletas participantes, provenientes da nada menos de 160 países. Em solidariedade à Coréia do Norte, que se afastou dos jogos por não lhe ser permitindo sediar parte deles, Cuba boicotou o evento, enquanto o Nicarágua declinou do convite devido à sua situação política interna. Os países que mais ganharam medalhas foram a URSS, a República Democrática Alemã e os EUA. Ao brasil couberam seis medalhas, sendo uma de ouro, duas de prata e três de bronze. O Brasil conquistou uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze, no judô.


Olimpíadas de 1988 em  Seul | Coréia do SulSeul se livra dos boicotes, mas Jogos sucumbem ao escândalo de doping do velocista Ben Johnson
Olimpíadas de 1988 em  Seul | Coréia do SulMedalha

Na era pós-boicotes, escândalo de doping mancha Jogos de Seul
Depois de três edições tumultuadas, a grande maioria dos países filiados ao Comitê Olímpico Internacional (COI) voltou a participar dos Jogos em Seul. Após os boicotes de africanos em Montreal-1976, norte-americanos em Moscou-1980 e soviéticos em Los Angeles-1984, a Olimpíada enfim foi disputada pelas maiores potências do esporte, com exceção de Cuba. A maior preocupação do COI em relação a Seul era a falta de apoio popular do governo sul-coreano e a constante hostilidade com a vizinha do norte. Sob pressão, os organizadores oficializaram um convite à Coréia do Norte, que preferiu não participar. Na cerimônia de abertura, o vencedor da maratona olímpica de 1936, em Berlim, Song Kee-chung, obrigado, na época, a competir sob a bandeira do Japão, levou a tocha olímpica. Se a organização foi impecável, um escândalo de doping manchou a Olimpíada. O canadense Ben Johnson, vencedor dos 100 m rasos com 9s79, foi desclassificado três dias depois, após um exame apontar o uso de esteróides anabolizantes. A vitória foi para o norte-americano Carl Lewis, que fez a prova em 9s92.

Aurélio Miguel evita 'branco'
O único ouro do Brasil veio no judô com Aurélio Miguel, que venceu cinco combates na categoria meio-pesado. No atletismo, o então recordista olímpico Joaquim Cruz não repetiu o feito de Los Angeles e, com 1min43s90, ficou com a prata. Já Róbson Caetano levou bronze nos 200 m, com o tempo de 20s4. A segunda prata do Brasil veio com a seleção, que repetiu o resultado de quatro anos antes. Sob o comando de Carlos Alberto Silva, o time, que teve Taffarel, André Cruz, Mazinho, Jorginho, Neto, Bebeto, Ricardo Gomes e Valdo perdeu a final para a União Soviética por 2 a 1 na prorrogação. Romário foi o artilheiro do torneio. Na vela, vieram mais dois bronzes, com Torben Grael e Nelson de Barros Falcão, na classe Star, e Lars Grael e Clinio Freitas, na Tornado. No basquete, a equipe masculina liderada por Oscar Schmidt ficou na quinta colocação. Na fase classificatória, contra a Espanha, Oscar marcou 55 pontos, recorde olímpico de pontos em um jogo. No vôlei, o Brasil obteve um quarto lugar no masculino e um sexto, no feminino.

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Tênis | Origem e Regras do Tênis

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Tênis | Origem e Regras do TênisO esporte é regido no mundo pela Federação Internacional de Tênis (ITF). O circuito profissional masculino é organizado pela Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) e, o feminino, pela Associação de Tênis Feminino (WTA). No Brasil, a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) controla o esporte.

Olimpíadas – O tênis é disputado desde a primeira edição das Olimpíadas, mas fica de fora por mais de 60 anos e volta apenas oficialmente em Seul, em 1988, com a participação aberta aos profissionais. A partir de Sydney, em 2000, o torneio olímpico ganha importância porque passa a contar pontos para os rankings mundiais.

Origem – O tênis surge de jogos praticados com as mãos por egípcios e persas na Antiguidade. A raquete passa a ser usada no século XVI. A versão mais próxima do tênis atual é a de 1873, quando o major inglês Walter C. Wingfield traz da Índia o sphairistike (esférico, em grego). Em 1875, o esporte sofre alterações e é chamado de lawn tennis, por ser praticado em campo de grama.

Regras – A quadra tem 23,79 m de comprimento. A largura varia de 8,23 m, para jogos entre duas pessoas (simples), a 10,97 m, para quatro pessoas (duplas). A rede tem 1,06 m de altura nas extremidades e 91 cm no meio. A bola, de borracha forrada com flanela, tem de 6,5 cm a 6,8 cm de diâmetro e pesa 57 g. A raquete tem uma rede de fios de náilon com, no máximo, 81,2 cm de comprimento.O jogo começa com o saque de um dos tenistas. Devolvida a bola, ele prossegue até que um dos tenistas lance a bola na rede ou para fora da quadra. A partida é dividida em games, uma disputa de quatro pontos contados da seguinte forma: 15 no primeiro; 30 no segundo; 40 no terceiro; e game no quarto. No caso de empate em 40, vence quem conquistar dois pontos consecutivos. Os sacadores se alternam a cada game. O vencedor de seis games ganha o set, desde que alcance uma diferença de dois games. Se há empate em 6 a 6, joga-se o tie break: ganha quem marcar sete pontos primeiro, contados de forma normal. O tie break não é usado apenas no set decisivo em jogos por competições importantes – neste caso, o tenista deve vencer o set por dois games de diferença.

Grand Slam – A principal série de torneios de tênis é chamada de Grand Slam. É formada por quatro torneios: Aberto da Austrália, Aberto de Roland Garros, na França, Aberto de Wimbledon, no Reino Unido, e Aberto dos Estados Unidos (US Open).

Ranking – O tênis masculino tem dois rankings. O de entradas computa os melhores resultados do atleta nas últimas 52 semanas. A Corrida dos Campeões leva em conta os
resultados apenas durante o ano. No fim da temporada, os dois rankings são unificados. O ranking feminino considera os principais resultados da tenista no decorrer das últimas 52 semanas.

Copa Davis – Instituída em 1900, a Copa Davis é a mais tradicional competição de tênis por equipe. A chave principal é disputada por 16 seleções. Há torneios de acesso regionalizados em todo o mundo.

Federation Cup – Criada em 1963, é o equivalente feminino da Copa Davis

Resultados do Brasil – Gustavo Kuerten conquista em fevereiro de 2004 o título do Brasil Open, disputado na Costa do Sauípe (BA), com vitória sobre o argentino Agustín Calleri. Guga ganha também o vice-campeonato em Viña del Mar, no Chile, derrotado pelo local Fernando González na final. Depois, volta a sentir dores nos quadris, e é operado em 2002. Em Roland Garros, chega às quartas-de-final, mas é eliminado pelo argentino David Nalbandián. Depois de cair na primeira rodada das Olimpíadas de Atenas, Guga decide passar por nova cirurgia. Em setembro, Ricardo Mello torna-se o primeiro brasileiro em atividade, à exceção de Guga, a conquistar um título da série da ATP, que reúne os principais torneios do mundo. Ele conquista o Torneio de Delray Beach (EUA), ao bater na final o norte-americano Vincent Spadea.

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Olimpíadas de 2004 em Atenas | Grécia

Olimpíadas de 2004 em Atenas | Grécia

Olimpíadas de 2004 em Atenas | GréciaPoster
Olimpíadas de 2004 em Atenas | GréciaVanderlei Cordeiro foi atacado por manifestante durante a maratona, mas voltou à prova e foi bronze
Olimpíadas de 2004 em Atenas | GréciaMedalha
2004 – OLIMPÍADAS DE ATENAS

Quando:13/08/2004 a 29/08/2004
Países participantes:201
Total de atletas:10.625 (m: 6.296, f: 4.329)
Participação do Brasil:16º lugar
Total de modalidades:35
Total de medalhas distribuídas:931

Grécia surpreende pela organização e também pelos casos de doping
Desacreditada e ameaçada pelo Comitê Olímpico Internacional de ter seu direito de sede dos Jogos cassado, Atenas calou os críticos ao conseguir passar os 16 dias sem qualquer incidente na organização. A segurança assustava grande parte das delegações, já que os Jogos de 2004 foram os primeiros após os atentados de 11/09/2001 (em Nova York) e 11/03/2004 (em Madri). Os problemas de atrasos nas entregas das praças olímpicas foram esquecidos na cerimônia de abertura, que remeteu à Antigüidade e explorou ao máximo o fato de os gregos terem criado a Olimpíada. O único revés ocorreu no último dia de competição, durante a maratona, para tristeza dos torcedores brasileiros. À frente na disputa masculina, Vanderlei Cordeiro foi alvo do ataque de um manifestante religioso, o padre irlandês Cornélius Horan, que furou a segurança. Com ajuda de outro espectador da prova, Vanderlei conseguiu voltar à corrida, mas demorou para retomar seu ritmo e ficou com o bronze. O maratonista recebeu também a medalha do Barão de Cobertin, e tornou-se o herói olímpico de Atenas.

O doping também chamou a atenção nos gregos. Logo antes das Olimpíadas, na véspera do dia 13 de agosto, Costas Kenteris e Ekaterina Thanou, duas estrelas do atletismo local, faltaram aos exames antidoping obrigatórios e depois sofreram um misterioso acidente de moto. Ambos não competiram e decepcionaram os fãs. No total, Atenas-2004 registrou 24 casos positivos. Para o Comitê Olímpico, resultado da rígida política de controle. O próprio presidente do COI, Jacques Rogge, já alertava que a edição grega bateria o recorde de registros.

Lei Piva rende pódios ao Brasil
Na primeira Olimpíada em que pôde contar com a injeção mensal de verbas públicas no COB e nas confederações - a Lei Piva, colocada em vigor em fevereiro de 2002, levou a delegação à melhor participação na história em termos de ranking. O Brasil terminou na 16º posição, uma acima do que o país conseguiu em Moscou-1980, quando foi beneficiado pelo boicote dos países ocidentais. Foram cinco ouros: seleção masculina de vôlei, Torben Grael/Marcelo Ferreira (Star) e Robert Scheidt (Laser) na vela, Emanuel e Ricardo no vôlei de praia, e Rodrigo Pessoa no hipismo. Este último de herança, só confirmado após o doping do cavalo campeão. Apesar do recorde, o aproveitamento brasileiro foi o pior desde a entrada de Carlos Arthur Nuzman no Comitê Olímpico Brasileiro, em 1995. Em Atenas, 41 dos 247 brasileiros ganharam medalhas, ou 16,5% da delegação. Em Atlanta-1996, o índice havia sido de 28%, com 63 atletas. Em Sydney-2000, de 22,9%, com 47. As decepções não vieram só nos números. O vôlei feminino, o atletismo e a ginástica artística contrariaram as expectativas. O time de José Roberto Guimarães perdeu a semifinal depois de tomar uma virada incrível no quarto set, quando vencia por 24 a 19 e precisava de um ponto para fechar o jogo contra a Rússia. Daiane dos Santos, na época campeã mundial do solo, ficou sem o pódio após errar na final. Desempenho igualmente frustrante teve Jadel Gregório, quinto no salto triplo, e o revezamento 4 x 100 m rasos, oitavo.

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Rio 2016 | Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro

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AberturaAbertura
Centro EsportivoCentro Esportivo
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Centro EsportivoCentro Esportivo
Rio 2016 Centro Esportivo
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JudôJudô
HipismoHipismo
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Lagoa Rodrigo de FreitasLagoa Rodrigo de Freitas
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Rio de JaneiroRio de Janeiro
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Porto do Rio de JaneiroPorto do Rio de Janeiro
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Centro EsportivoCentro Esportivo
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Vila OlímpicaVila Olímpica
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Rio de JaneiroRio de Janeiro
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Vôlei de PraiaVôlei de Praia

A cidade é mencionada oficialmente pela primeira vez quando a segunda expedição exploratória portuguesa, comandada por Gaspar Lemos, chegou em janeiro de 1502, à baía, que o navegador supôs, ser a foz de um rio e por isso deu o nome da região de Rio de Janeiro.

Em 1530, a corte portuguesa enviou uma expedição para colonizar a área, em vez de continuar usando-a somente como uma parada em suas aventuras marítimas. Os franceses, por outro lado, estiveram no Rio de Janeiro e arredores desde o começo do século e estavam dispostos a lutar pelo domínio da região. Em 1560, depois de uma série de tentativas frustradas, os portugueses expulsaram os franceses.

O começo da cidade como tal foi no Morro de São Januário, mais tarde conhecido como Morro do Castelo, e depois na Praça Quinze, até hoje o centro vital do Rio.

A cidade desenvolveu-se graças à sua vocação natural como porto. Na mesma época em que ouro foi descoberto no Estado de Minas Gerais, no final do século XVII, o Governador do Brasil foi feito vice-rei. Salvador era capital da colônia, mas a importância crescente do porto do Rio garantiu a transferência da sede do poder para o sul, para a cidade que se tornaria, e ainda é, o centro intelectual e cultural do país.

Em 1808, a Família Real Portuguesa veio para o Rio de Janeiro, refúgio escolhido diante da ameaça de invasão napoleônica. Neste período a cidade se desenvolveu bastante, com a criação de novos serviços e construção de grandes edifícios. Quando a Família Real voltou para Portugal e após a independência do Brasil, em 1822, as minas de ouro já haviam sido exauridas e dado lugar a uma outra riqueza: o café.

O crescimento continuou durante quase todo o século XIX, inicialmente na direção norte, para São Cristóvão e Tijuca, e depois na direção da Zona Sul, passando pela Glória, pelo Flamengo e por Botafogo. No entanto, em 1889, a abolição da escravatura e colheitas escassas interromperam o progresso. Esse período de agitação social e política ocasionou à Proclamação da República. Mas o Rio, então chamado Distrito Federal, continuou sendo o centro político e a capital do país.

No começo do século XX surgiram as ruas largas e construções imponentes, a maioria no estilo francês fin-de-siècle. O Rio de Janeiro manteve sua posição até a inauguração de Brasília como capital da república em 1960. Capital do Estado do Rio de Janeiro, a cidade continua sendo o centro social e cultural do país.

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