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Gana | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Gana

Gana | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Gana


Geografia: Área: 238.538 km². Hora local: +3h. Clima: equatorial. Capital: Acra. Cidades: Acra (2.500.000) (aglomeração urbana), Kumasi (480.000), Tamale (188.100), Tema (150.000), Sekondi-Takoradi (135.600).

População: 25 milhões; nacionalidade: ganense; composição: acãs 44%, móssi-dagombas 16%, euês 13%, gás 8%, outros 19%. Idiomas: inglês (oficial), línguas regionais. Religião: cristianismo 55,4% (sem filiação 12,5%, protestantes 16,6%, independentes 14,5%, outros 11,7%), crenças tradicionais 24,4%, islamismo 19,7%, sem religião 0,3%, outras 0,2%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, UA. Embaixada: Tel. (61) 248-6047, fax (61) 248-7913 – Brasília (DF); e-mail: ghaembra@zaz.com.br.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 10 regiões subdivididas em distritos. Partidos: Novo Patriótico (NPP), Congresso Nacional Democrático (NDC). Legislativo: unicameral – Parlamento, com 230 membros. Constituição: 1992.

País da África Ocidental, banhado pelo golfo da Guiné, no oceano Atlântico, Gana serviu como porto de embarque de grande parte dos escravos levados para a América entre os séculos XVI e XIX. Na época da colonização portuguesa, era chamado de Costa do Ouro, por possuir grande quantidade de jazidas do metal. Testemunham esse passado os fortes e os castelos em sua área costeira, densamente povoada. A economia, uma das mais estáveis do continente, enfrenta dificuldade nos últimos anos com a queda de preço do cacau – cultivado nas regiões centro e sul – e do ouro, do qual o país é um dos maiores produtores mundiais. Gana explora ainda manganês, bauxita e diamante. A indústria beneficia-se da hidrelétrica de Akosombo, cuja barragem forma o mais extenso lago artificial do mundo, o Volta.

Gana, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Gana

História de Gana

Bandeira de GanaAntes da chegada dos portugueses, em 1471, o atual território de Gana era ocupado, na costa, pelo Império negro de Denkiera, que praticava o comércio de ouro com os árabes por meio de rotas pelo Saara. No interior, vivia o povo ashanti, que chegou à região no século XIV. O comércio aurífero é suplantado no século XVII pelo tráfico de escravos, quando os ashanti passam a capturar outros nativos da região e a vendê-los a mercadores estrangeiros em troca de tecidos e de outros bens. Em 1850, o comércio de escravos é abolido pelo Reino Unido, que transforma o território em colônia da Coroa, em 1874, e introduz a cultura do cacau. Em 1946, os britânicos promulgam uma Constituição pela qual os africanos obtêm a maioria das cadeiras no Legislativo. Após a II Guerra Mundial, Kwame Nkrumah cria o Partido da Convenção Popular (CPC), reivindicando imediata autonomia do país. Nkrumah torna-se primeiro-ministro em 1952.
Acra, Capital de Gana
Acra, Capital de Gana
Golpes militares - Gana é a primeira colônia da África Ocidental a tornar-se independente, em 1957, reunindo os antigos territórios britânicos da Costa do Ouro e de Togolândia. Em 1960 torna-se uma república. Nkrumah, eleito presidente, reprime opositores, inicia a reforma agrária e começa a industrializar o país, com a ajuda das nações comunistas. O regime é de partido único. Em 1966, Nkrumah é deposto pelas Forças Armadas. Segue-se período de instabilidade, em que golpes militares se intercalam com breves governos civis. A política iniciada por Nkumah é abandonada em prol das elites agrárias ligadas ao cacau. Em 1979, um golpe de Estado leva ao poder o tenente Jerry John Rawlings, que mantém as eleições previamente convocadas. Hilla Limann é eleito presidente e Rawlings retira-se, mas retoma o cargo com outro golpe, em 1981, quando instala um governo alinhado ao bloco comunista.

Governo Rawlings - Em 1992 é aprovada em plebiscito nova Constituição e são legalizados os partidos de oposição. No mesmo ano, Rawlings vence as eleições para presidente. Os oposicionistas apontam irregularidades no pleito, aprovado, entretanto por observadores internacionais. O plano econômico implantado em 1993, sob exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI), derruba a inflação, mas o desemprego atinge quase um terço da população economicamente ativa. Em 1996, Rawlings é reeleito. O FMI concede crédito de 1,6 bilhão de dólares para o biênio 1997/1999, mas, ao fim desse período, o país não atinge o crescimento econômico esperado. Em 1999, manifestações estudantis transformam-se em confrontos com a polícia e levam o governo a fechar temporariamente as cinco universidades do país. Nas eleições presidenciais de 2000, o candidato de oposição, John Kufuor, do Partido Novo Patriótico (NPP), derrota John Evans Atta, do Congresso Nacional Democrático (NDC), vice-presidente de Rawlings. O resultado é atribuído aos efeitos da crise econômica e a suspeitas de corrupção no governo. Nas eleições legislativas, o NPP conquista 100 cadeiras e o NDC, 92, do total de 200.

A posse de Kufuor, em janeiro de 2001, marca a primeira transferência democrática de poder em 43 anos de independência. Em 2002, o país fecha acordo com o FMI e o Banco Mundial, obtendo a redução da dívida externa. No ano seguinte, o FMI aprova novo acordo com Gana, dessa vez por três anos, com um plano para reduzir a pobreza, dando apoio ao programa de ajuste econômico do governo de 2003 a 2005.
Mortos e torturados - Em maio de 2002 é constituída a Comissão Nacional de Reconciliação, para investigar torturas e assassinatos sob o regime de Rawlings. Os reclamantes podem pedir indenização, mas não abrir processos criminais contra os acusados. A comissão recebe centenas de acusações para investigar. Em 2003 começa a ouvir testemunhas. Em fevereiro de 2004, o próprio ex-presidente Rawlings é levado a depor. Em agosto, o relatório final é entregue ao presidente. Dois meses depois, o governo prende um grupo de militares da ativa e da reserva, acusando-os de planejar desestabilizar o governo antes das eleições presidenciais. Nas eleições, em dezembro de 2004, o presidente Kufuor é reeleito com 53% dos votos, derrotando novamente Atta. Seu partido, o NPP, obtém 129 das 230 cadeiras do Parlamento.

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