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Grécia | Mapas Geográficos da Grécia

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A Grécia é um país no sudeste da Europa, situado no extremo sul da península balcânica. Tem fronteiras com a Albânia, a antiga República Iugoslava da Macedônia e a Bulgária ao norte, e a Turquia a leste. O mar Egeu fica ao leste e ao sul da Grécia continental, enquanto o mar Jônico fica a oeste. Ambas as partes da bacia do Mediterrâneo Oriental apresentam um grande número de ilhas.
A Grécia está na conjuntura da Europa, Ásia e África. É herdeiro das heranças da Grécia antiga, dos impérios romano e bizantino e de quase quatro séculos de domínio otomano. A Grécia é o berço da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da literatura e da historiografia ocidentais, da ciência política, dos principais princípios científicos e matemáticos e do drama ocidental, incluindo a tragédia e a comédia.

Grécia | Mapas Geográficos da Grécia
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Crise Econômica e Política na Grécia

Crise Econômica e Política na Grécia

Crise Econômica e Política na GréciaPolíticos gregos aprova nova série de medidas de austeridade necessárias para obter um pacote de resgate para a economia do país.

As medidas eram exigidas pela "troika" - o grupo de negociadores internacionais formados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Central Europeu (BCE) e União Europeia.

Na madrugada de 21 de fevereiro foi anunciado que o acordo permitirá que o governo grego tenha acesso a 130 bilhões de euros em empréstimos e permitir uma redução de 100 bilhões de euros na dívida que o país tem com bancos privados.

No dia 20 de março, a Grécia precisa pagar uma parcela de 14,5 bilhões de euros.

Entenda, abaixo, como a Grécia chegou nessa situação e quais as medidas em curso para tentar recuperar o país.

Quem está pagando o resgate da Grécia?
Em tese, os governos europeus não estão pagando nada, já que o pacote de 130 bilhões de euros vem na forma de um empréstimo.

O dinheiro será emprestado a uma baixa taxa de juros, mas ainda acima do custo de tomada de empréstimos de países como Alemanha e França.

Ao contrário dos governos europeus, os credores privados - como bancos europeus - vão perder bastante dinheiro.

Pelo acordo, eles vão ter que aceitar uma redução entre 50% e 70% do dinheiro que emprestaram para a Grécia no passado.

O problema é que a economia grega está em estado tão frágil que mesmo esta redução nas dívidas não será suficiente para diminuir o tamanho da dívida grega para que ela possa ser paga no longo prazo.

Por isso, os líderes europeus já estão discutindo novas soluções, como pedir aos bancos privados que aceitem um prejuízo maior ainda, ou sugerindo que bancos centrais (inclusive o Banco Central Europeu) perdoem parte da dívida grega que possuem em títulos.

Outra opção é reduzir a taxa de juros cobrada no pacote de resgate ou reinvestir o lucro dos empréstimos para aumentar os recursos à disposição.

O que são as medidas de austeridade exigidas da Grécia?
Líderes europeus têm se mantido céticos quanto à habilidade da Grécia em implementar cortes de gastos orçamentários. Então, na mais recente rodada de negociações, exigiram que o Parlamento grego aprovasse medidas que pudessem ser tomadas de forma rápida.

A Grécia foi pressionada a aceitar cortes de gastos mais profundos, relativos a 1,5% do seu PIB, além de cortes previdenciários e de empregos, altamente impopulares entre os cidadãos gregos.

A "troika" também quer que a Grécia torne sua economia mais competitiva, eliminando os custos burocráticos e flexibilizando leis trabalhistas. Também pressionou Atenas a reduzir o salário mínimo, diminuir o número de funcionários públicos, efetuar cortes no valor das aposentadorias e a recapitalizar os bancos gregos.

Mas a Grécia já não tinha implementado medidas de austeridade?
Sim, a Grécia já tinha acordado medidas de contenção de despesas e aumentos de impostos que elevarão a arrecadação em 3,38 bilhões de euros em 2013.

No setor público, já haviam sido feitos cortes de salários e de bônus. Cerca de 30 mil funcionários públicos devem ser suspensos, e as pensões que ultrapassarem o teto de 1000 euros sofrerão cortes de 20%.

O governo grego também havia previsto obter 50 bilhões de euros até 2020 com a privatização de ativos estatais - como portos, aeroportos e minas -, mas revisou esse número para baixo por conta da piora recente do cenário econômico.

As medidas vão funcionar?
Essa é a questão de 130 bilhões de euros. O objetivo dos cortes orçamentários é reduzir o deficit grego de 160% de seu PIB para 120% até 2020.

Apesar das medidas de austeridade aplicadas até o momento, o governo grego continua gastando mais do que sua receita em impostos.

Para alguns economistas e para os sindicatos gregos, o plano em curso atualmente está fadado ao fracasso. Eles argumentam que, ao empobrecer a população, as medidas de austeridade vão simplesmente encolher ainda mais a economia do país, reduzir a arrecadação de impostos e aumentar o deficit.

Já líderes da UE dizem que a Grécia não tem escolha - que os gastos estatais precisam cair mesmo que isso signifique danos de curto prazo à economia.

Também argumentam que as medidas, como cortes de salários, farão com que aumente a competitividade grega e atrairão novos negócios ao país.

O que acontece se o plano fracassar?
Nesse caso, a Grécia não terá como pagar seus credores. Bancos e detentores dos títulos gregos perderiam - mas uma grande parcela do dinheiro já foi, de qualquer forma, eliminado da dívida.

O maior risco pode estar nos mercados, já que os investidores podem perder confiança na habilidade da zona do euro em lidar com países endividados.

A Grécia, em si, não conseguiria mais obter dinheiro emprestado em lugar algum, ficando impossibilitada de pagar o que deve a seus próprios bancos. Isso poderia gerar pânico entre correntistas e possíveis quebras de bancos.

O país também poderia ser forçado a deixar a zona do euro.

Por que a Grécia está tão mal?
A Grécia tem gastado mais do que arrecada desde antes de entrar na zona do euro. Após a adoção da moeda comum, os gastos públicos cresceram ainda mais, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.

E ao mesmo tempo em que o dinheiro saía facilmente dos cofres estatais, pouco recursos entravam, já que a evasão fiscal é amplamente praticada na Grécia.

Assim, o país encontrava-se muito mal preparado para lidar com a crise financeira global que estourou em 2008.

Atenas recebeu 110 bilhões de euros em pacotes de resgate financeiro, em maio de 2010, para enfrentar a crise. Depois, em julho de 2011, estabeleceu-se que o país receberia mais 109 bilhões. Mas as quantias foram consideradas insuficientes.

Em outubro de 2011, a zona do euro conseguiu convencer os bancos a "cortar" 50% de seus títulos gregos, além de acordar previamente um pacote de mais 130 bilhões de euros. Os bancos deixariam de receber a metade do valor emprestado originalmente à Grécia ao adquirirem títulos gregos.

Desde então, a situação grega se deteriorou ainda mais, e o acordo agora em debate envolve uma redução ainda maior na dívida grega por parte dos bancos.

Por que a crise não foi resolvida com os pacotes de resgate prévios?
Apesar de o caso da Grécia ser o mais grave, ele é um indicativo de problemas que têm afetado outros países da zona do euro na última década, como altos déficits e crises imobiliárias.

Com a crise, ficou muito mais difícil pagar esses déficits. E os altos níveis salariais desses países os deixa sem competitividade perante outros países. E, por estarem na zona do euro, não têm a opção de desvalorizar sua moeda para deixar suas exportações mais competitivas.

Esses países estão, agora, tendo que levar adiante cortes de gastos dolorosos e aumento de impostos para colocar suas contas em dia. Mas alguns analistas creem que medidas desse tipo acabam por empurrar os países a uma recessão e, em consequência, a uma diminuição da receita obtida com impostos.

Enquanto isso, a UE tenta estabelecer medidas para o caso de mais algum país mostrar-se insolvente. Em outubro, o bloco entrou em acordo quanto ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, com 1 trilhão de euros para enfrentar futuras crises de dívida soberanas. O dinheiro, porém, ainda não foi levantado.

Fonte: www.klimanaturali.org

Grécia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Grécia

Grécia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Grécia

Geografia: Área: 131.957 km². Hora local: +5h. Clima: mediterrâneo. Capital: Atenas. Cidades: Atenas (760.000), Salônica (370.000), Pireu (177.000), Patras (165.000), Héraclion (140.000).

População: 11,3 milhões; nacionalidade: grega; composição: gregos 98%, outros 2%. Idioma: grego (oficial). Religião: cristianismo 94,7% (ortodoxos 93%, outros 3,5% - dupla filiação 1,8%), outras 3,4%, sem religião e ateísmo 1,9%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan, UE. Embaixada: Tel. (61) 443-6573, fax (61) 443-6902 – Brasília (DF); e-mail: emb-grecia@zaz.com.br / info@emb-grecia.org.br, site na internet: www.emb-grecia.org.br.

Governo: República parlamentarista. Div. administrativa: 13 regiões. Presidente: Constantinos Stefanopoulos (desde 1995, reeleito em 2000). Primeiro-ministro: Kostas Karamanlis (ND) (desde 2004). Partidos: Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok), Nova Democracia (ND). Legislativo: unicameral – Parlamento, com 300 membros. Constituição: 1975.

Situada no extremo sul dos Bálcãs, no sudeste da Europa, a Grécia abrange a península montanhosa do Peloponeso e milhares de ilhas nos mares Egeu e Jônico. Berço da civilização ocidental, da filosofia, da literatura, da dramaturgia e da ideia moderna de democracia, o país possui mais monumentos da Antiguidade que qualquer outra nação europeia. Vários são patrimônios da humanidade, como o Sítio Arqueológico de Olímpia, onde nasceram os Jogos Olímpicos, o Oráculo de Delfos, local de culto do deus Apolo, e a Acrópole, em Atenas. A riqueza histórica grega, aliada às praias de águas claras, atrai milhares de visitantes, o que faz do turismo uma das principais fontes de receitas do país. Nas montanhas, de solo pobre e rochoso, predominam plantações de uva e azeitona.

GRÉCIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA GRÉCIA

História da Grécia

Bandeira da GréciaA Grécia Antiga atinge o apogeu no século V a.C., quando Atenas, uma das principais cidades-Estado da região, é governada por Péricles (495 a.C.-429 a.C.). As cidades gregas, divididas por rivalidades, são dominadas por Felipe II da Macedônia, no século IV a.C. Seu filho e sucessor, Alexandre, o Grande, difunde a cultura helênica (grega) pelo Oriente. Em 146 a.C., a região transforma-se em província romana. Com a queda do Império Romano, no século V, a Grécia integra o Império Bizantino, até ser conquistada pelo Império Turco-Otomano, no século XV. Os gregos se rebelam contra o domínio turco entre 1821 e 1822. Um reino grego independente é estabelecido em 1832. O território amplia-se com a anexação de parte da Macedônia e da Trácia, em consequência da derrota turca nas Guerras Balcânicas, em 1913.

Monarquia em crise - Em 1910, o general Eleutherius Venizelos dá um golpe e torna-se primeiro-ministro. Ele promove uma revisão constitucional, instituindo a monarquia parlamentarista, e promove a entrada da Grécia na I Guerra Mundial, em 1917, ao lado dos Aliados. Após uma derrota em ofensiva realizada na Ásia Menor, o rei é obrigado a fugir e Venizelos, a renunciar. Segue-se breve período republicano (1924/1936).

Atenas, Capital da Grécia
Atenas, Capital da Grécia
Guerra civil - Em 1941, durante a II Guerra Mundial, o país é ocupado pelos alemães, e o rei foge. Movimentos guerrilheiros sustentam o combate contra os nazistas até 1944, quando a União Soviética (URSS) expulsa os alemães dos Bálcãs. Em 1946, um plebiscito traz de volta o rei George II. Instaura-se governo de extrema direita, rechaçado pelos comunistas, que haviam lutado ao lado dos monarquistas na resistência aos alemães. Isso dá início a uma guerra civil. Com o apoio dos Estados Unidos (EUA) e a complacência do governo soviético de Stálin, os monarquistas derrotam os comunistas em 1949. A repressão anticomunista a seguir é violenta.

Ditadura militar - A partir de 1955, os governos gregos são marcados pela oposição entre conservadores, liderados por Constantinos Karamanlis, da Nova Democracia (ND), e socialistas, que têm à frente Andreas Papandreou, do Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok). O país mantém disputas com a Turquia pela ilha de Chipre e por direitos territoriais no mar Egeu. Em 1967, um grupo de coronéis, sob a liderança de Georgios Papadopoulos, estabelece uma ditadura militar. A monarquia é formalmente abolida em 1973. No ano seguinte, uma onda de protestos leva os militares a devolver o poder aos civis.

Redemocratização - Karamanlis chefia o governo de transição e convoca eleições parlamentares, nas quais seu partido (ND) obtém expressiva maioria. Os líderes da ditadura são julgados e condenados por crimes praticados durante o regime. A volta da monarquia é rejeitada em plebiscito. Em 1981, a Grécia adere à Comunidade Econômica Europeia, precursora da União Europeia(UE). Nesse mesmo ano, os socialistas do Pasok vencem as eleições parlamentares e chegam pela primeira vez ao poder. Em 1989, a esquerda perde a maioria parlamentar para os conservadores, mas retorna ao poder em 1993. O conflito com a Turquia reacende-se em 1995, quando a Grécia intercepta aviões turcos que sobrevoam a ilha grega de Rodes.

Fim da era Papandreou - Ainda em 1995, aumentam as acusações ao primeiro-ministro Andreas Papandreou de malversação dos bens públicos. Gravemente doente, ele renuncia em 1996, depois de três mandatos alternados no cargo. É substituído por Constantinos Simitis, também do Pasok, que se mantém no cargo, com uma política favorável à UE. A tensão com a Turquia continua, sobretudo por causa da situação de Chipre. Greves e protestos contra as reformas para a adesão ao euro marcam o ano de 1998. Em 1999, a prisão do líder separatista curdo Abdullah Ocalan pela polícia turca, após deixar a embaixada grega no Quênia, causa grave crise no governo, acusado de haver colaborado em sua captura. A crise leva à demissão de vários ministros.

Conflito de Kosovo - Embora seja membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Grécia, ligada à Sérvia por laços históricos e religiosos, recusa-se a participar dos bombardeios contra a Iugoslávia (atual Sérvia e Montenegro) durante o conflito de Kosovo, em 1999, mas oferece apoio logístico à Otan, contrariando a maioria da opinião pública grega. Manifestações de protesto ocorrem nas principais cidades. O conflito prejudica o turismo e abala as finanças do país.

Reaproximação com a Turquia - O envio de ajuda humanitária pelo governo grego às vítimas do terremoto ocorrido em solo turco em agosto de 1999 abranda a tensão com a Turquia, que também auxilia a Grécia quando, no mês seguinte, Atenas é atingida por abalo sísmico. No terremoto grego morrem 143 pessoas e cerca de 100 mil ficam desabrigadas. No fim do ano, a Grécia retira suas restrições à entrada da Turquia na UE. Apesar da reaproximação, permanecem disputas territoriais. Em fevereiro de 2000, o Parlamento reelege o presidente Constantinos Stefanopoulos, primeiro chefe de Estado grego reconduzido ao cargo. De julho a setembro, ocorre a maior onda de incêndios já vista na Grécia, atingindo mais de 150 mil hectares de florestas e matando dezenas de pessoas.

Em 2001, a Grécia torna-se o 12º país a participar da zona do euro, a nova moeda européia. Isso ocorre após as reformas econômicas nos anos anteriores, a redução dos gastos públicos e a aceleração das privatizações. Em 2002, a polícia grega prende vários membros do grupo terrorista 17 de Novembro (N17), acusado de 23 assassinatos e de dezenas de atentados com bombas contra alvos gregos, norte-americanos e britânicos desde 1975. É a primeira vez que são detidos membros do N17, um dos mais antigos grupos extremistas de esquerda da Europa. Em 2003, dezenas de milhares de pessoas saem às ruas, em Atenas, para protestar contra a invasão do Iraque pelos Estados Unidos. O primeiro-ministro Simitis renúncia à liderança do Pasok, em janeiro de 2004, após oito anos no cargo, e chama eleições gerais para março. O partido o substitui pelo ministro das Relações Exteriores, Georgios Papandreou, buscando reagir à queda de popularidade. O Pasok havia governado a Grécia em 20 dos 23 anos anteriores. Mas, em março, o conservador ND sai vitorioso e indica Kostas Karamanlis como primeiro-ministro. Em agosto de 2004, Atenas é, pela segunda vez, a sede dos Jogos Olímpicos da era moderna. A cidade já havia abrigado os primeiros Jogos modernos, em 1896.

Crise Econômica na Grécia

A crise econômica grega (iniciada em 2010, e em andamento) é uma crise nacional que se iniciou através da Crise da dívida pública da Zona Euro, esta última com origens em 2008. A situação se agravou quando descobriu-se que o governo ateniense estava a ocutar dados macroeconômicos, entre eles o verdadeiro valor da dívida nacional.

A Grécia tem enfrentado dificuldades para refinanciar suas dívidas e despertado preocupação entre investidores de todo o mundo sobre sua situação econômica. Mesmo com seguidos pacotes de ajuste e ajuda financeira externa, o futuro da Grécia ainda é incerto. O país tem hoje uma dívida equivalente a cerca de 142% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, a maior relação entre os países da zona do euro. O volume de dívida supera, em muito, o limite de 60% do PIB estabelecido pelo pacto de estabilidade assinado pelo país para fazer parte do euro. A Grécia gastou bem mais do que podia na última década, pedindo empréstimos pesados e deixando sua economia refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos foram às alturas, e os salários do funcionalismo praticamente dobraram.
Povos Aqueus

Povos Aqueus

Os aqueus se espalharam pela Grécia continental e ocuparam Creta, Rodes e outras ilhas menores do Egeu. Esses territórios coincidem com aqueles em que, por volta dos séculos XIV e XIII antes da era cristã, floresceu a civilização micênica. Por isso, alguns pesquisadores identificaram os aqueus aos micênicos. Outras interpretações consideram, ao contrário, que a expansão aqueia se produziu depois das invasões do século XII a.C. Segundo a tradição, o choque entre aqueus e dórios obrigou os primeiros a buscarem apoio e colonizarem territórios na Ásia, formando para isso uma coalizão destinada a conquistar a cidade de Tróia, o que lhes abriria as portas do continente asiático. Esse é o fundamento da narrativa homérica.

Nos relatos homéricos, ao lado de dánaos e argivos, os gregos que mais habitualmente participavam dos episódios heroicos eram aqueus, uma das mais antigas famílias étnicas helênicas.

Estabelecidos no norte do Peloponeso, numa das duas regiões gregas conhecidas como Acaia (a outra era a chamada Acaia ftiótida, na Tessália meridional), entre os séculos V e III a.C. os aqueus conheceram épocas de esplendor dentro da denominada Liga da Acaia, união de 12 cidades constituída para fazer frente aos sucessivos ataques de macedônios e espartanos. Tal coalizão, da qual faziam parte, entre outras, Sicião, Megalópole, Argos, Corinto e Egina, se dissolveu em 146 a.C., embora algumas de suas integrantes tivessem mantido certos vínculos sob o domínio romano.

Zákinthos, Ilha Grega

Zákinthos, Ilha Grega


Zákinthos, Ilha GregaZákinthos é uma ilha que fica localizada a noroeste da Grécia e pertence à mesma. É uma província da Grécia.

População: 32.580
Área: 406 km²
Densidade Demográfica: 80,2 h/km²
Capital: Zákhintos

A ilha Zákinthos fica mais ao sul do Mar Jônico,  de forma triangular. No alto, acima da cidade moderna, com suas belas construções no estilo típico Zakynthos, é o castelo veneziano; igrejas estão por toda parte na cidade de St. Dionysios, santo padroeiro da ilha. Cafés pequenas aldeias pitorescas, encontram-se entre as oliveiras e amendoeiras, ou em torno de campos plantados com vinhas e produtos hortícolas. Zakynthos tem muitas praias de areia fina, com águas calmas e claras. Em algumas delas, o visitante pode conhecer as tartarugas marinhas caretta-caretta.

Agamenon

AgamenonAgamenon, filho de Atreu e Aérope, foi rei de Micenas ou Argos no chamado período heróico da história grega. Ele e seu irmão Menelau esposaram as filhas do rei de Esparta, Clitemnestra e Helena. Quando Páris, filho do rei de Tróia, raptou Helena,  Agamenon recorreu aos príncipes da Grécia para formar uma expedição de vingança contra os troianos, o tema da Ilíada.

Personagem histórica que a tradição cercou de lendas, Agamenon figura na Ilíada, de Homero, como um soldado valoroso, digno e austero.

No porto de Áulis (Áulide), sob a chefia suprema de Agamenon, reuniu-se uma frota de mais de mil navios com enorme exército. No momento de partir, porém, foram impedidos por uma calmaria. Isso se devia à interferência de Ártemis, deusa da caça, enfurecida por Agamenon ter abatido um cervo em um de seus bosques sagrados. A deusa só se aplacaria com o sacrifício de Ifigênia, uma das filhas do violador. Durante o rito, Ártemis aplacou-se e substituiu-a por uma corça, mas levou Ifigênia consigo.

A frota partiu e durante nove anos os gregos sitiaram Tróia, tendo sofrido pesadas baixas. No décimo ano, Agamenon despertou a cólera de Aquiles, rei dos mirmidões, ao tomar-lhe a escrava Briseida. Aquiles retirou-se com seus soldados e, só quando os troianos mataram seu amigo Pátroclo, consentiu em voltar à luta, o que resultou na queda de Troia.

Cassandra, irmã de Páris que coube a Agamenon como presa de guerra, em vão alertou-o para não retornar à Grécia. Em sua ausência, Clitemnestra, inconformada com a perda da filha, tramara sua morte com o amante Egisto. Quando o marido saía do banho, atirou-lhe um manto sobre a cabeça e Egisto assassinou-o. Ambos mataram também seus companheiros e Cassandra. Orestes, filho mais velho de Agamenon, com a ajuda da irmã, Electra, vingou o crime, matando a mãe e Egisto.

Os átridas, como eram chamados os integrantes da família de Agamenon, inspiraram grandes tragédias, desde a Grécia antiga (Ésquilo, a trilogia Oréstia; Sófocles, Electra; Eurípides, Electra) até os tempos contemporâneos (Eugene O'Neill, O luto assenta bem em Electra; Jean-Paul Sartre, As moscas).

Xenófanes de Cólofon

Xenófanes de Cólofon (cerca de 570 a.C. - 460 a.C.) filósofo grego nascido em Cólofon, na Jónia. Cedo deixou sua cidade para levar vida errante na qualidade de rapsodo. Acredita-se que tenha passado algum tempo na Sicília e também em Eléia. Segundo a tradição, Xenófanes teria sido mestre de Parmênides de Eléia. Escreveu unicamente em versos em oposição aos filósofos jônios como Tales de Mileto, Anaximandro de Mileto e Anaxímenes de Mileto.

Da sua obra restaram um centena de versos. A sua concepção filosófica destaca-se pelo combate ao antropomorfismo, afirmando que se os animais tivessem o dom da pintura, representariam os seus deuses em forma de animais, ou seja, à sua própria imagem. As suas críticas à religião não tinham como objetivo um ataque pleno à dita mas, "dar ao divino uma pura e elevada ideia: o verdadeiro deus é único, com poder absoluto, clarividência perfeita, justiça infalível, majestada imóvel; que em pouco se assemelha aos deuses homéricos sempre a deambulante pelo pelo mundo sob o império das paixões", ou seja: só existe um deus único, em nada semelhante aos homens, que é eterno, não-gerado, imóvel e puro.
Apeles

Apeles

Da vida de Apeles sabe-se quase tão pouco quanto de sua arte. Mas há indícios de que, nascido na Jônia, tenha estudado com o pintor Pânfilo de Anfípolis na célebre escola dória de Sícion, no sul da Grécia. Na Olimpíada 112 (332-329 a.C.), segundo Plínio, conheceu Alexandre o Grande, de quem se tornou retratista oficial. Para o templo de Diana, em Éfeso, Apeles pintou o retrato de Alexandre com um raio na mão, à semelhança de Zeus. Igualmente notáveis seriam retratos de cortesãos influentes e as composições alegóricas com personagens e cenas da mitologia, como "Afrodite saindo do mar".

Nenhuma de suas obras foi preservada, mas, a despeito disso, Apeles teve sua celebridade firmada através de referências escritas. Plínio, Estrabão, Luciano, Ovídio, Petrônio e outros autores consideraram-no o mais importante pintor da antiguidade.

Nem por meio de cópias suas obras foram conhecidas. Suas descrições, contudo, asseguraram-lhes influência bem mais tarde, especialmente durante o Renascimento na Itália. Assim é que "Calúnia" de Apeles, descrita por Luciano, inspirou a Boticelli, em 1494, uma pintura de igual título hoje nos Ufizzi, em Florença. O estilo do mestre grego, segundo os autores da antiguidade, caracterizava-se pela suavidade do colorido e a precisão das linhas. Apeles esteve ativo até os últimos anos do século IV a.C., a se deduzir de suas relações com Ptolomeu, Antígono e Protógenes.

Santo AndréSanto André

Natural de Patrai, na Grécia, André (em grego, "viril"), foi discípulo de são João Batista antes de ser chamado, com o irmão, a seguir Jesus, que prometeu fazê-los pescadores de homens. Com Pedro, João e Tiago, André pediu a Jesus, no monte das Oliveiras, que mostrasse os sinais do fim do mundo, o que inspirou o discurso escatológico em Mc 13.

Irmão de são Pedro, André está incluído entre os quatro primeiros na lista dos 12 apóstolos, o que indica ter sido um dos mais íntimos de Jesus.

Tradições antigas dão conta de sua atividade missionária na área do mar Negro. Um relato do século IV fala de sua morte por crucificação, e acréscimos medievais afirmam que a cruz tinha forma de X, o que explica sua representação iconográfica com uma cruz em forma de X, como na bandeira da Escócia. Suas relíquias, segundo são Jerônimo, foram retiradas de Patrai para Constantinopla por ordem do imperador Constâncio II, no ano 357. De lá o corpo foi transferido para a igreja de Santo André em Amalfi, na Itália, em 1208. Seu crânio levado, no século XV, para a igreja de São Pedro no Vaticano, foi devolvido a Patrai em 1964, por Paulo VI, como um gesto de boa vontade para com os cristãos separados da Grécia. Santo padroeiro da Escócia e da Rússia, celebra-se sua festa em 30 de novembro.

Anaxímenes de MiletoAnaxímenes de Mileto

Anaxímenes nasceu e viveu em Mileto no século VI a.C. e, com Tales e Anaximandro, formou o trio de pensadores tradicionalmente considerados os primeiros filósofos do mundo ocidental. De seus tratados só subsistiram citações em obras de autores subsequentes, daí os conflitos na interpretação de suas ideias.

Filósofo grego pré-socrático, Anaxímenes de Mileto considerava o aer o princípio constitutivo de todas as coisas e, com sua teoria sobre condensação e rarefação, contribuiu para o avanço do pensamento científico.

Para ele, o aer (ar) era o elemento primordial, de que todas as coisas resultavam e a que retornavam, por um duplo movimento de condensação e rarefação. Os graus de condensação correspondiam às densidades de diversos tipos de matéria. Quando distribuído mais uniformemente, o aer era o ar atmosférico invisível. Pela condensação, tornava-se visível, a princípio como névoa ou nuvem, em seguida como água e depois como matéria sólida -- terra e pedras. Se fosse mais rarefeito, transformava-se em fogo. As aparentes diferenças qualitativas em substância seriam devidas a meras diferenças quantitativas.

Observador sagaz, descreveu o brilho fosforescente de um remo ao tocar a água e afirmou que o arco-íris não era uma deusa, mas o efeito dos raios de sol sobre um ar mais denso.

Anaximandro de MiletoAnaximandro de Mileto

Nascido em Mileto no ano 610 a.C., foi discípulo de Tales, o fundador da "escola de Mileto". Teria escrito tratados sobre geografia, astronomia e cosmologia, que perduraram por vários séculos. Racionalista que prezava a simetria, utilizou proporções geométricas e matemáticas na tentativa de mapear o céu, abrindo o caminho para astrônomos posteriores.

Filósofo grego pré-socrático, Anaximandro de Mileto é considerado o fundador da astronomia e o primeiro pensador a desenvolver uma cosmologia, ou visão filosófica sistemática do mundo.

Em sua teoria, o mundo derivava de uma substância imponderável, denominada apeiron (ilimitado), matéria eterna e indestrutível, que precedeu a "separação" em contrários, como quente e frio, seco e úmido, representando assim a unidade primordial por trás da aparente diversidade dos fenômenos. Todos os elementos antagônicos estavam contidos no apeiron, que não tinha princípio porque não tinha fim.

São-lhe atribuídas a descoberta da obliquidade da eclíptica, e a invenção do quadrante solar e dos mapas geográficos. Antecipou a teoria evolucionista, com hipóteses sobre a transformação de espécies inferiores em superiores. Afirmava que a Terra permanecia em sua posição sem suporte no centro do universo porque não tinha motivo para se mover em nenhuma direção, mantendo-se em repouso.

De seus numerosos trabalhos, só subsistiu a frase que considera o surgimento de substâncias individuais (água, fogo) como uma "injustiça" para a qual os deuses exigiam uma "reparação"; por isso, nem o frio nem o calor são permanentes. Anaximandro de Mileto teria morrido por volta de 546 a.C.

AnaxágorasAnaxágoras

Nascido em Clazômenas por volta do ano 500 a.C., na juventude Anaxágoras foi para a capital da Ática, onde logo se tornou a figura principal do grupo de intelectuais reunidos em torno de Péricles, governante da cidade. Sua obra, cuja interpretação, em parte por causa da escassez de fragmentos, é muito controvertida, pode ser situada na confluência entre a tradição milésia e o pensamento de Parmênides. Com os filósofos de Mileto, sustentava que a experiência sensorial põe o ser humano em contato com uma realidade cambiante, cuja constituição última ele pretendia encontrar. Com Parmênides, afirmava que só o ser é e o não-ser não é, porque ao ser, enquanto totalidade, não se pode acrescentar nem tirar nada.

Além de ter elaborado teorias de indiscutível profundidade, Anaxágoras exerceu notável influência sobre a filosofia grega posterior a ele, tendo introduzido em Atenas as concepções desenvolvidas pelos pensadores das colônias helênicas.

Considerava, em consequência, que "nada vem à existência nem é destruído, tudo é resultado da mistura e da divisão". A cambiante pluralidade do real é simplesmente o produto de ordenações e reordenações sucessivas, já não dos quatro elementos tradicionais -- água, terra, fogo e ar --, mas sim de "sementes", ou "homeomerias", das quais há tantos tipos quantas classes de coisas existem. Nada pode chegar a ser aquilo que não é ou deixar de ser o que é: "como poderia chegar a ser carne aquilo que não é carne ou pêlo aquilo que não é pêlo?".

Anaxágoras, contudo, defendeu também a ideia de que, junto à matéria, existe um princípio ordenador, um nous ou "inteligência", como causa do movimento. Por isso foi chamado de o primeiro dualista. Platão saudou com entusiasmo essa inovação, mas criticou o filósofo de Clazômenas por fazer uso insuficiente dela. Segundo interpretava Platão, Anaxágoras recorria a essa tese apenas para explicar a origem do movimento no universo, produzido esse movimento, o universo ficava abandonado a forças mecânicas. Não é claro que as coisas se passassem assim, nem se o nous era concebido como algo plenamente imaterial ou se, ao contrário, tinha uma certa materialidade, mesmo que sutil. De fato, as opiniões científicas de Anaxágoras, que se chocaram com as concepções religiosas da época, lhe custaram ser julgado por ateísmo. Graças à ajuda de Péricles, conseguiu refugiar-se em Lâmpsaco, onde morreu por volta de 428 a.C.

AnacreonteAnacreonte

Anacreonte nasceu em Teos, na Jônia, em torno do ano 582 a.C. De sua vida pouco se sabe. Sua carreira esteve associada à corte dos tiranos: primeiro em Samos, sob Polícrates, depois em Atenas, na tirania de Hiparco. De sua obra restam poucos fragmentos, nos quais canta os prazeres do vinho, da mesa e do amor.

As Odes são 62 poemas escritos dentro da métrica e do estilo de Anacreonte. Foram compostas por diversos imitadores em diferentes épocas da "decadência grega" e estão impregnadas pela filosofia hedonista do século I a.C. e do século I da nossa era. O primeiro grupo de odes foi publicado na época bizantina, como apêndice à Anthologia palatina. A esse primeiro núcleo, acrescentaram-se poemas de outros imitadores gregos pós-classicistas.

Para a crítica moderna, os poucos fragmentos conhecidos da obra de Anacreonte revelam "graça, frescor, elegância e rica imaginação". Não foram, porém, essas qualidades que tornaram Anacreonte um dos poetas mais importantes no dialeto jônico, e sim as Odes que mais tarde lhe foram atribuídas.

XenofonteEssa falsa poesia anacreôntica foi descoberta e publicada em 1554 pelo filólogo francês Henri Estienne, e teve grande influência na Renascença francesa: Pierre de Ronsard as traduziu e copiou em 1555, e Rémy Belleau fez o mesmo em 1556. Novos imitadores foram surgindo por toda a Europa até o século XVIII, quando as Odes alcançaram enorme difusão na Europa. Os dois momentos mais significativos da moderna poesia anacreôntica estão na segunda metade do século XVI - na França e na Itália - e na Arcádia do século XVIII, quando se difundiu por toda a arte européia, caracterizada por uma "simplicidade" rebuscada, frívola e voluptuosa. Na língua portuguesa, Antônio Feliciano de Castilho as traduziu e copiou em Amor e melancolia (1828), e Bocage fez uma admirável tradução da ode "Amor mordido por uma abelha".

Depois da morte de Hiparco, Anacreonte foi para a Tessália, onde, segundo a lenda, morreu engasgado com um caroço de uva, por volta de 485 a.C.
Xenofonte (427 a.C. - 355 a.C.) (em grego Ξενοφῶν) foi um cidadão Ateniano, discípulo de Sócrates, apreciador da cultura dórica e conhecido por seus escritos sobre a história e a cultura helênica.

Alexandre o GrandeAlexandre o Grande

Alexandre o Grande nasceu em 356 a.C. no palácio de Pela, Macedônia. Filho do rei Filipe II, cedo se destacou como um rapaz inteligente e intrépido. Quando o príncipe tinha 13 anos, seu pai incumbiu um dos homens mais sábios de sua época, Aristóteles, de educá-lo. Alexandre aprendeu as mais variadas disciplinas: retórica, política, ciências físicas e naturais, medicina e geografia, ao mesmo tempo em que se interessava pela história grega e pela obra de autores como Eurípides e Píndaro. Também se distinguiu nas artes marciais e na doma de cavalos, de tal forma que em poucas horas dominou o Bucéfalo, que viria a ser sua inseparável montaria.

A poderosa figura de Alexandre pertence ao reduzido grupo de homens que definiram o curso da história humana. Seu gênio militar se impôs sobre o império persa e assentou as bases da frutífera civilização helenística.

Na arte da guerra recebeu lições do pai, militar experiente e corajoso, que lhe transmitiu conhecimentos de estratégia e lhe inculcou dotes de comando. O enérgico e bravo jovem teve oportunidade de demonstrar seu valor aos 18 anos, quando, no comando de um esquadrão de cavalaria, venceu o batalhão sagrado de Tebas na batalha de Queroneia (338).

Depois do assassínio de seu pai em 336 a.C., Alexandre subiu ao trono da Macedônia e se dispôs a iniciar a expansão territorial do reino. Para tão árdua empresa contou com poderoso e organizado exército, dividido em infantaria, cuja principal arma era a zarissa (lança de grande comprimento) e cavalaria, que constituía a base do ataque.

Imediatamente depois de subir ao trono, Alexandre enfrentou uma sublevação de várias cidades gregas e as incursões realizadas no norte de seu reino pelos trácios e ilírios, aos quais logo dominou. Em contrapartida, na Grécia, a cidade de Tebas opôs grande resistência, o que o obrigou a um violento ataque no qual morreram milhares de tebanos.

Pacificada a Grécia, o jovem rei elaborou seu mais ambicioso projeto: a conquista do império persa, a mais assombrosa campanha da antiguidade. Em 334 cruzou o Helesponto, e já na Ásia avançou até o rio Granico, onde enfrentou os persas pela primeira vez e alcançou importante vitória. Prosseguiu triunfante, arrebatando cidades aos persas, até chegar a Górdia, onde cortou com a espada o "nó górdio", o que, segundo a lenda, lhe assegurava o domínio da Ásia.

Ante o irresistível avanço de Alexandre, o rei dos persas, Dario III, foi a seu encontro. Na batalha de Isso (333) consumou-se a derrota dos persas e começou o ocaso do grande império. Em seguida, o rei macedônio empreendeu a conquista da Síria (332) e entrou no Egito.

O sonho de Alexandre, de unir a cultura oriental à ocidental, começou a concretizar-se. O rei da Macedônia iniciou um processo pessoal de orientalização ao tomar contato com a civilização egípcia. Respeitou os antigos cultos aos deuses egípcios e até se apresentou no santuário do oásis de Siwa, onde foi reconhecido como filho de Amon e sucessor dos faraós. Em 332 fundou Alexandria, cidade que viria a converter-se num dos grandes focos culturais da antiguidade.

Depois de submeter a Mesopotâmia, Alexandre enfrentou novamente Dario na batalha de Gaugamela (331), cujo resultado determinou a queda definitiva da Pérsia em poder dos macedônios. Morto Dario (330), Alexandre o Grande foi proclamado rei da Ásia e sucessor da dinastia persa. Seu processo de orientalização se acentuou com o uso do selo de Dario, da tiara persa e do cerimonial teocrático da corte oriental. Além disso, no ano 328 contraiu matrimônio com Roxana, filha do sátrapa da Bactriana, com quem teve um filho.

A tendência à fusão das duas culturas gerou desconfianças entre seus lugares-tenentes macedônios e gregos, que temiam um excessivo afastamento dos ideais helênicos por parte de seu monarca.

Nada impediu Alexandre de continuar seu projeto imperialista em direção ao Oriente. Em 327 dirigiu suas tropas para a longínqua Índia, país mítico para os gregos, no qual fundou colônias militares e cidades, entre as quais Nicéia e Bucéfala, esta  erigida em memória de seu cavalo, às margens do rio Hidaspe. Ao chegar ao rio Bias, suas tropas, cansadas de tão dura empresa, se negaram a continuar. Alexandre decidiu regressar à Pérsia, viagem penosa em que foi acometido de febres desconhecidas, que nenhum de seus médicos soube curar.

Alexandre o Grande morreu na Babilônia, a 13 de junho de 323 a.C., com a idade de 33 anos. O império que com tanto esforço edificou, e que produziu a harmoniosa união do Oriente e do Ocidente, começou a desmoronar, já que só um homem com suas qualidades poderia governar território tão amplo e complexo, mescla de povos e culturas muito diferentes. Depois de sua morte prematura, a influência da civilização grega no Oriente e a orientalização do mundo grego alcançaram sua mais alta expressão no que se conhece sob o nome de helenismo, fenômeno cultural, político e religioso que se prolongou até os tempos de Roma.

Alcibíades

Alcibíades nasceu em Atenas por volta de 450 a.C. Dotado de grande beleza e talento, era parente próximo de Péricles e admirador de Sócrates. Apoiou a ruptura da paz com Esparta, o que levou à esmagadora derrota dos atenienses em Mantinéia. Ao comandar a malfadada expedição à Sicília, foi acusado de sacrilégio (mutilação das hermas nas ruas de Atenas e afronta aos mistérios de Elêusis) e condenado à morte. Desertou para Esparta e ofereceu seus serviços ao rei, mas poucos meses depois teve de fugir, porque seduzira a rainha. Refugiou-se na Pérsia e ali conspirou para a retirada da ajuda aos espartanos. No comando da frota ateniense, obteve vitórias que garantiram seu retorno triunfal à cidade em 407. As derrotas subsequentes, porém, levaram a sua destituição e ao exílio, inicialmente na Trácia e depois na Pérsia.

Político ateniense, Alcibíades não tinha escrúpulos em sua ambição de poder, mesmo com o sacrifício dos interesses de sua cidade, o que resultou na derrota final na guerra do Peloponeso.

Alcibíades é citado em As rãs, comédia de Aristófanes, e figura em dois diálogos de Platão: Alcibíades ou Sobre a natureza do homem e O banquete. Foi assassinado na Frígia em 404 por ordem do sátrapa persa Farnabazo, instigado pelos espartanos, e sua morte coincidiu com a derrota final de Atenas, que pôs fim à guerra do Peloponeso.

Zenão de EléiaZenão de Eléia

Zenão de Eléia (cerca de 495 a.C. - 430 a.C.) nasceu em Eléia, hoje Vélia, Itália. Discípulo de Parmênides de Eléia, defendeu de modo apaixonado a filosofia do mestre. Seu método consistia na elaboração de paradoxos. Deste modo, não pretendia refutar diretamente as teses que combatia mas sim mostrar os absurdos daquelas teses (e, portanto, sua falsidade). Acredita-se que Zenão tenha criado cerca de quarenta destes paradoxos, todos contra a multiplicidade, a divisibilidade e o movimento (que nada mais são que ilusões, segundo a escola eleática).

Ao contrário de Heráclito de Éfeso, Zenão exerceu atividade política. Consta que teria participado de uma conspiração contra o tirano local, sendo preso e torturado. Para não revelar os segredos da conspiração e delatar seus aliados, mordeu tão fortemente a língua que a cortou e a cuspiu nos torturadores. Veio a morrer em decorrência das torturas sofridas.

Aristóteles o considera o criador da dialética.

Zenão de CitiumZenão de Citium

Filósofo grego, (334 a.C. - 264 a.C.) e fundador do estoicismo.

Zenão nasceu em Cítio, na ilha de Chipre. Transferiu-se para Atenas por volta de 312 ou 311 a.C., atraído pela filosofia. Em Atenas, ouviu o filósofo cínico Crates e estudou os antigos filósofos (dentre estes, Heráclito de Éfeso muito o influenciou).

Zenão propôs uma tripartição na filosofia: lógica, física e ética. A lógica fornece um critério de verdade. A física constitui um materialismo monista e panteísta. A ética regula as ações humanas, cujo objetivo é a conquista da felicidade e esta deve ser perseguida segundo a natureza.

Tanto Zenão como o estoicismo de modo geral, combatiam fortemente a filosofia de Epicuro de Samos.

Ares, deus GregoAres, deus Grego

Ares era filho de Zeus, deus supremo grego, e de Hera. Sua figura representava o espírito violento e combativo, que só encontra prazer nas batalhas. Embora dotado de força extraordinária, era continuamente enganado por outros deuses que, como Atena -- personificação da sabedoria --, sabiam tirar proveito de sua pouca inteligência. Ares era  representado com couraça, capacete, lança e escudo. No combate, sua presença era anunciada com ferozes gritos de guerra que provocavam pânico. Lutava a pé ou num carro puxado por cavalos, às vezes em companhia dos filhos que teve com Afrodite: Deimos (o Medo) e Fobos (o Terror), e outras vezes com sua irmã Éris (a Discórdia).

Uma das 12 grandes divindades do panteão helênico, Ares, deus da guerra, não era muito apreciado pelos gregos, que davam prioridade aos valores do espírito e à sabedoria.

Segundo a mitologia, foi vencido em várias ocasiões. Os Aloídas o derrotaram e encerraram numa urna de bronze durante 13 meses. Segundo se narra no canto V da Ilíada, o herói Diomedes, ajudado pela astuta Atena, conseguiu ferir Ares, que se refugiou no Olimpo.

Ares manteve constantes aventuras amorosas com mulheres mortais, de que resultaram seus filhos Alcipe, Ascálafo e Flégias, entre outros. Seus amores com Afrodite foram descobertos pelo marido desta, Hefesto, que envolveu astutamente os amantes numa rede para levá-los ante o soberano juízo dos deuses e assim demonstrar a traição. Em Roma, com o nome de Marte, recebeu maior veneração que entre os gregos, sobretudo por parte das legiões romanas.

AdônisAdônis

Embora a lenda seja provavelmente de origem oriental - adon significa "senhor" em fenício --, foi na Grécia antiga que ela adquiriu maior significação. De acordo com a tradição, o nascimento de Adônis foi fruto de relações incestuosas entre Smirna (Mirra) e seu pai Téias, rei da Assíria, que  enganado pela filha, com ela se deitou. Percebendo depois a trama, Téias quis matá-la, e Mirra pediu ajuda aos deuses, que a transformaram então na árvore que tem seu nome. Da casca dessa árvore nasceu Adônis.

A figura de Adônis, estreitamente vinculada a mitos vegetais e agrícolas, aparece também relacionada, desde a antiguidade clássica, ao modelo de beleza masculina.

Maravilhada com a extraordinária beleza do menino, Afrodite (a Vênus dos romanos) tomou-o sob sua proteção e entregou-o a Perséfone (Prosérpina), deusa dos infernos, para que o criasse. Mais tarde as duas deusas passaram a disputar a companhia do menino, e tiveram que submeter-se à sentença de Zeus. Este estipulou que ele passaria um terço do ano com cada uma delas, mas Adônis, que preferia Afrodite, permanecia com ela também o terço restante. Nasce desse mito a idéia do ciclo anual da vegetação, com a semente que permanece sob a terra por quatro meses.

Afrodite e Adônis se apaixonaram, mas a felicidade de ambos foi interrompida quando um javali furioso feriu de morte o rapaz. Sem poder conter a tristeza causada pela perda do amante, a deusa instituiu uma cerimônia de celebração anual para lembrar sua trágica e prematura morte. Em Biblos, e em cidades gregas no Egito, na Assíria, na Pérsia e em Chipre (a partir do século V a.C.) realizavam-se festivais anuais em honra de Adônis.

Durante os rituais fúnebres, as mulheres plantavam sementes de várias plantas floríferas em pequenos recipientes, chamados "jardins de Adônis". Entre as flores mais relacionadas a esse culto estavam as rosas, tingidas de vermelho pelo sangue derramado por Afrodite ao tentar socorrer o amante, e as anêmonas, nascidas do sangue de Adônis. A lenda do belo jovem foi retomada por numerosos escritores e serviu de inspiração a um célebre poema do inglês Percy Bysshe Shelley.

Zeus, Deus Supremo da Mitologia Grega Zeus, Deus Supremo da Mitologia Grega

Zeus é o Senhor dos Céus e Deus Supremo da Mitologia Grega. Filho de Cronos, Rei dos Titãs, e Rhea(Réia), nascido no Monte Ida, Ilha de Creta. Conhecido pelo nome Romano de Júpiter, tinha como irmãos Poseidon (ou Posídon), Hades, Deméter, Héstia e Hera de quem era tambem marido, e pai de diversos deuses, como Atena, Ártemis e Apolo, e semi-deuses, como Hércules.

Segundo o mito, durante muito tempo quem governou a Terra foi o tirano Urano (o Céu). Até que foi deposto por Cronos, seu filho. Então Urano profetizou que Cronos, também seria destronado por seu próprio filho.

Cronos, temendo a maldição, passou a devorar vivos os próprios filhos, logo que estes nasciam. Vários bebês tiveram esse destino. Sua mulher Réia, porém, nào podia deixar de amar seus filhos. Assim, após dar a luz a um menino, Réia enganou o marido, dando um potro a Cronos. Este ansioso por se proteger da profecia, devorou o potro sem perceber o embuste. Alguns poetas, de forma diferente, dizem que Cronos engoliu um saco de pedras. Reia levou o filho salvo para um local seguro, dando-lhe o nome de Zeus (Tesouro que reluz).

Guerra de Titãs
O garoto cresceu, e sabendo das barbaridades do pai, revoltou-se contra ele, decidindo vingar os irmãos mortos. Conheceu então Poseidon e Hades, seus irmãos, salvos da mesma forma que ele. Zeus e seus irmãos então revoltaram-se contra Cronos e os Titãs, iniciando com eles uma guerra contra Cronos.

Segue-se uma terrível batalha e a profecia se cumpre: Cronos é deposto pelo próprio filho. Alguns autores afirmam que Zeus pode ter retirado os irmãos da barriga do pai, fazendo com que este vomitasse.

Depois da revolta Zeus dividiu os reinos com seus irmãos Posídon e Hades. Zeus ficou com o Céu, Posídon com os Oceanos e Hades com o Reino dos Mortos. Usava como arma os raios e um escudo chamado Égide (feito por seu filho Hefesto).

Zeus, curioso para saber o tamanho de seus domínios, solta duas águias de extremos opostos do mundo. As imensas aves atravessam a Terra e se encontram no vale de Delfos, na encosta Sul do monte Parnaso. Ali foi posta uma pedra chamada "omphalus", simbolizando o umbigo do mundo.


Filhos
Com sua irmã Hera foi pai de Hefesto, deus do fogo; Hebe e Ares, deus da Guerra.

Apesar de casado com Hera, Zeus tinha inúmeras amantes. Usava dos mais diferentes artifícios de sedução, como a metamorfose em animais, sendo dois dos mais famosos o cisne de Leda e o touro de Europa. Assim sendo, teve muitos filhos ilegítimos, como Hércules por exemplo.

AquilesAquiles

Aquiles era filho de Tétis (a ninfa marinha, e não a deusa do oceano) e de Peleu, rei dos mirmidões da Tessália. Ao nascer, a mãe o mergulhou no Estige, o rio infernal, para torná-lo invulnerável. Mas a água não lhe chegou ao calcanhar, pelo qual ela o segurava, e que assim se tornou seu ponto fraco -- o proverbial "calcanhar de Aquiles".

A antiga e rica lenda de Aquiles ilustra a assertiva de que "os eleitos dos deuses morrem jovens", já que o herói preferiu uma vida gloriosa e breve a uma existência longa, mas rotineira e apagada.

A lenda ganhou várias versões. Segundo uma delas, Tétis fez Aquiles ser criado como menina na corte de Licomedes, na ilha de Ciros, para mantê-lo a salvo de uma profecia que o condenava a morrer jovem no campo de batalha. Ulisses, sabedor de que só com sua ajuda venceria a guerra de Troia, recorreu a um ardil para identificá-lo entre as moças.

Aquiles, resoluto, marchou com os gregos sobre Tróia. No décimo ano de luta, capturou a jovem Briseida, que lhe foi tomada por Agamenon, chefe supremo dos gregos. Ofendido, Aquiles retirou-se da guerra. Mas persuadiram-no a ceder a seu amigo Pátroclo a armadura que usava. Pátroclo foi morto por Heitor, filho do rei de Tróia, Príamo.

Sedento de vingança, Aquiles reconciliou-se com Agamenon. De armadura nova, retornou à luta, matou Heitor e arrastou seu cadáver em torno da sepultura de Pátroclo. Pouco depois, Páris, irmão de Heitor, lançou contra Aquiles uma flecha envenenada; dirigida por Apolo, atingiu-lhe o calcanhar e matou-o.

As proezas de Aquiles e muitos temas correlatos foram desenvolvidos na Ilíada, de Homero, que relata a guerra de Tróia. O cadáver de Aquiles, segundo a versão mais comum, foi enterrado no Helesponto junto ao de Pátroclo.

AntígonaAntígona

Antígona nasceu da união incestuosa de Édipo e Jocasta. Após Édipo ter-se cegado -- por descobrir que, sem saber, matara o próprio pai e se casara com a mãe -- Antígona e sua irmã Ismênia serviram-lhe de guias, acompanhando-o no exílio de Tebas até sua morte perto de Atenas, conforme relato de Sófocles em Édipo em Colono.

A primeira das duas personagens da mitologia grega com esse nome eternizou-se como tema trágico, retomado, entre muitos outros, pelo italiano Vittorio Alfieri, no século XVIII, e pelo francês Jean Anouilh, no século XX.

Voltando a Tebas, as duas tentaram reconciliar seus irmãos Etéocles e Polinice, sem sucesso. Polinice, com sete heróis, sitiou a cidade, mas ambos os irmãos morreram nas batalhas que se seguiram. Subiu então ao trono de Tebas seu tio Creonte, que sepultou Etéocles com todas as honras e, sob alegação de traição à pátria, proibiu o sepultamento de Polinice. Antígona, movida pelo amor fraterno e julgando a proibição injusta, enterrou Polinice em segredo. Descoberta a desobediência, Creonte condenou-a a ser murada numa caverna, onde Antígona se enforcou. Seu amado, Hêmon, filho de Creonte, suicidou-se em seguida. Essa é a versão dada por Sófocles na tragédia Antígona; segundo Eurípides, Antígona conseguiu fugir da caverna e viveu feliz com Hêmon durante alguns anos.

A segunda Antígona, irmã de Príamo, rei de Troia, gabou-se a Hera da beleza de seus cabelos, que a deusa transformou em serpentes. Os deuses, apiedados de sua sorte, transformaram-na em cegonha (Ovídio, Metamorfoses).

AmazonaAmazona

Descendentes de Ares, deus da Guerra, e da ninfa Harmonia, as amazonas não compartilhavam sua vida com os homens, a não ser nos inevitáveis momentos da procriação. Os filhos que porventura tivessem eram sacrificados ou mutilados; as filhas, frutos desejados da união com os homens, eram treinadas para a guerra.
As amazonas habitavam o Cáucaso e as fronteiras da Cítia, mas transferiram-se para regiões mais distantes à medida que os gregos se expandiram, através de conquistas, pelo mar Negro. Teriam fundado várias cidades, entre as quais Éfeso, na Anatólia. Conta a lenda que lutaram contra os gregos em Tróia, mas Aquiles matou uma de suas rainhas, Pentesileia. Quando Héracles (Hércules), em um de seus trabalhos, arrebatou o cinturão da rainha Hipólita, e sua irmã Antíope foi raptada por Teseu, as amazonas, em represália, invadiram Atenas, onde foram aniquiladas.

O mito das amazonas, raça composta unicamente por mulheres guerreiras e caçadoras, encontrou sua formulação clássica na antiga Grécia, embora suas origens remontem às etapas primais do matriarcado.

Essa lenda clássica foi revivida no século XVI, quando o explorador espanhol Francisco de Orellana, ao descer pela primeira vez o rio que em território brasileiro se chamaria depois rio "das amazonas", afirmou que combatera uma tribo de mulheres guerreiras. Uma das versões da lenda revivida relata que as amazonas iam apanhar no fundo do rio, para dar a seus noivos, como fetiche, os muiraquitãs ou pedras verdes, como penhor de felicidade eterna.

Em arte, as amazonas são em geral representadas a cavalo, armadas de arco e lança ou com machadinha de dois gumes e escudo.

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Arquitetura Grega

Arquitetura Grega


A arquitetura grega tem no templo sua expressão maior e na coluna sua peculiaridade. A coluna marca a proporção e o estilo dos templos. De início, os gregos conheceram dois tipos de ordem (estilo) de colunas, a dórica e a jônica, e mais tarde acrescentaram a coríntia, derivada da jônica, com o capitel dotado de folhas de acanto.

Na construção de templos e edifícios públicos, os arquitetos gregos não usavam material aglutinante para unir as pedras de que se faziam as colunas: estas eram apenas superpostas, mas, apesar dos poucos meios disponíveis para o corte e polimento, se encaixavam com tal precisão que entre uma e outra não há como inserir uma agulha.

Na arquitetura do período geométrico, entre os anos 900 e 725 a.C., as casas são de plano irregular e os templos têm planta ora longa e estreita, ora quase quadrada, com uma coluna central (ou fila central de colunas) como arrimo. Os modelos de terracota das construções de Argos deixam perceber um par de colunas ante uma pequena câmara retangular, sobre a qual se alteia um telhado pontiagudo. Os materiais de construção preferidos eram o tijolo cru e a madeira, com alguma utilização da pedra.

Arquitetura Grega

A partir do século VI a.C., desenvolveram-se as ordens dórica e jônica, essencialmente gregas. O mais primitivo exemplo da ordem dórica vê-se no templo de Apolo, em Termo, na Etólia, e a ordem jônica nasceu no Egeu oriental, em cidades como Samos e Esmirna. O templo ganhou em amplitude e a utilização da pedra, sobretudo mármore, tornou-se cada vez mais frequente. Relevos escultóricos passaram a adornar as construções, com motivos florais e figurativos, como no templo de Prínias. Durante curto intervalo, praticou-se em Neandria e outros lugares o rebuscado capitel palmiforme de tipo eólico, de origem síria. Em Prínias, Deméter e Selino persiste um modelo de templo destituído de pórtico, que pressupõe origem mais antiga.

Entre os anos 600 e 500 a.C. (período arcaico), os modelos esboçados no período anterior foram ampliados e elaborados com refinamento gradativo das proporções, enquanto os capitéis se tornaram mais elegantes e a ação escultórica dos frontões passou a integrar-se melhor na estrutura arquitetônica. Ao mesmo tempo, a cor foi amplamente utilizada para vivificar o ornamento em pedra, geralmente mármore.

O típico templo grego passou a obedecer então a um plano em que se sucedem um pórtico de acesso, a câmara principal com a imagem da divindade e, com freqüência, um aposento aos fundos. Uma colunata (peristilo) circunda o conjunto, coberto por um telhado reclinado. Duas filas de colunas dividem, às vezes, a cella (câmara reservada à divindade) numa nave central e duas alas laterais. Exemplos marcantes de templos dóricos arcaicos acham-se em Corfu, Termo, Selino, Sele, Pesto, Atenas, Cirene, Corinto, Súnio, Asso e Delfos. Entre os mais importantes templos jônicos do período citam-se os de Éfeso e Samos, ambos dípteros, ou seja, dotados de dupla colunata.

Período clássico

Toda a arquitetura clássica (produzida entre os anos 500 e 300 a.C.) caracteriza-se por um senso absoluto de organicidade e equilíbrio, subordinando-se suas proporções à ordem matemática. Nessa época, que se estende do término do templo dos Alcmeônidas, em Delfos, ao início do "século de Péricles", quando se empreendeu o embelezamento da acrópole de Atenas, os esforços dos arquitetos concentraram-se particularmente no aperfeiçoamento da ordem dórica. As cidades e ilhas jônicas caíram em poder dos persas, o que talvez explique a raridade dos templos jônicos na época. Em contraposição, os arquitetos esforçaram-se para harmonizar as relações entre os diversos elementos arquitetônicos e determinar módulos para a ordem dórica.

A primeira grande construção dórica do período foi o templo de Zeus, em Olímpia, erguido segundo risco de Libão em 456 a.C. Quando Atenas foi reconstruída, no governo de Péricles, concentraram-se na colina da Acrópole vários templos dóricos, dos quais o mais importante -- que, na verdade, marcou o apogeu do estilo clássico -- é o Pártenon, construído por Ictino e Calícrates e decorado com esculturas concebidas por Fídias. A partir de então, essa obra, com oito colunas de frente e 17 de cada lado, influenciou toda a arte e toda a arquitetura da Grécia, fornecendo-lhe um padrão em que se unem a concepção ideal da forma e das proporções humanas e um enfoque emocional sereno e despojado. Os templos jônicos do período clássico, se perderam em amplitude quando comparados aos da época arcaica, superaram-nos em graça e pureza.

As ordens dórica e jônica lançavam mão de motivos abstratos ou semi-abstratos para simbolizar a vida orgânica. Os arquitetos do período clássico tardio, ao contrário, preferiram traduzi-la mais literalmente e para tal fizeram uso de ornamentos inspirados no acanto e outras plantas. Surgiu assim a última ordem da arquitetura grega, a coríntia, anunciada no templo de Apolo, em Bassas, e que se fez popular a partir de 334 a.C.

Em seguida, o estilo coríntio combinou-se ao dórico em muitos edifícios: aquele reservado para o interior, este para a fachada (templos de Atena, em Tégea, por Escopas). O fim do período clássico presenciou uma revitalização do estilo jônico, por influência do arquiteto Píteas (túmulo de Mausolo, em Halicarnasso), que abandonou a busca do refinamento em troca da monumentalidade.

Período helenístico

Até a fase clássica, os arquitetos gregos encaravam cada construção como uma unidade completa em si mesma e, como tal, destacada das demais. No período helenístico (entre os anos 300 e 100 a.C.), tal tendência desapareceu e os arquitetos, acostumados a projetar novas cidades, buscaram o complexo arquitetônico, que realizaram em sítios como Cós, Pérgamo, Antioquia, Selêucia e Magnésia. Foi a época do desenvolvimento do urbanismo: os pórticos multiplicaram-se e as ruas cruzaram-se em ângulo reto, frequentemente flanqueadas por colunatas. O plano das ágoras (praças) tornou-se regular, com construções consagradas às reuniões populares.

Também nessa época o conjunto passou a ofuscar o detalhe, como se observa nos templos elaborados por Cossúcio (o de Zeus, em Atenas) e Hermógenes (o de Ártemis, na Magnésia), ou no grande altar de Pérgamo. O interesse deslocou-se para os edifícios seculares ou semi-seculares, como deambulatórios (colunatas de Priene, Pérgamo e Atenas), assembleias (Mileto) ou bibliotecas (Pérgamo), sem falar nos palácios, vilas e residências. As residências do período helenístico são de proporções modestas, mas a partir do século III a.C. tornaram-se luxuosas. As peças são dispostas em torno de um pátio central com peristilo dórico, e decoração em pintura, estuque e mosaico. A construção dos teatros modificou-se: desapareceu o coro e o proscênio aumentou com uma parede de fundo decorada.

O contato com as arquiteturas não-helênicas (do Egito, Síria, Mesopotâmia) levou à produção de novos tipos arquitetônicos, com o que se enriqueceu o repertório ornamental. As ordens gregas atingiram a Pérsia e mesmo a Índia, fundindo-se em muitas ocasiões aos estilos locais. À ornamentação de cunho vegetal juntou-se, por necessidade rítmica, a de base animal, e não raro os ornamentos foram concebidos como réplicas realistas de objetos do culto (guirlandas, peças rituais).

Na era cristã, a basílica helenística foi a mais usada até o século V. No início do século VI surgiu a igreja de cúpula e planta grega. Antes livre, a planta cruciforme passou a ser inserida em paredes retangulares, com muros externos octogonais. Seu apogeu verificou-se nos séculos XI e XII, com o uso de quatro cúpulas, uma em cada braço da cruz.

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Arte Grega Antiga

Arte Grega Antiga

A arte grega antiga remonta ao segundo milênio antes da era cristã e originou-se na ilha de Creta, próspero núcleo comercial, famoso pela decoração suntuosa de palácios como Cnossos e Festo. No continente, a civilização micênica criou uma arte própria que deixou traços profundos na cultura helênica. No primeiro milênio a.C. produziu-se a arte grega propriamente dita, que nos séculos IV e III a.C., por intermédio de Alexandre o Grande e seus sucessores, propagou-se para além do Egeu e do Mediterrâneo e chegou até a Índia.

A síntese de realismo e idealismo, que consiste em harmonizar as formas da natureza com as formas ditadas pelo espírito, percorre toda a arte produzida na Grécia antiga e constitui um princípio básico da estética ocidental, especialmente em seus momentos de recuperação dos valores clássicos.

Arte Grega Antiga

Período protogeométrico (1000-900 a.C.)

Com a invasão dórica, por volta de 1000 a.C., surgiu o estilo de pintura de vasos de cerâmica denominado protogeométrico. Enquanto a decoração da cerâmica minóica e micênica consistia num traçado livre, de padrões pouco ordenados, a protogeométrica usava linhas pretas e brancas paralelas, de traçado rígido. As faixas brancas às vezes exibiam semicírculos concêntricos traçados a compasso. O novo estilo apresentava também maior sentido de composição dos diversos elementos ornamentais e uma adequação mais perfeita entre a forma do vaso e seus motivos decorativos. Os diversos tipos de cerâmica mostravam na forma seu uso principal: servir vinho, carregar água ou armazenar cereais, perfumes e ungüentos. Atenas foi o maior centro produtor da cerâmica protogeométrica, que, no entanto, se elaborava em toda a Grécia e mesmo na Anatólia.

Período geométrico (900-700 a.C)
Ainda no período subseqüente à invasão dos povos do mar que desarticulou a florescente sociedade micênica, conhecido como Idade das Trevas (séculos XII a VIII a.C.), o estilo protogeométrico evoluiu para a ornamentação cerâmica da fase geométrica. Combinações de retas, labirintos denominados "gregas", triângulos e ziguezagues sublinhavam as formas do vaso, do gargalo ao pedestal. Os melhores exemplos são as urnas funerárias de fundo geralmente castanho, com as silhuetas em negro, encontradas num cemitério junto à porta Dípilo em Atenas. Nessa mesma época surgiram as figuras humanas na decoração dos vasos, estilizadas geometricamente, que ainda não levavam em conta a proporção.

A partir do século VII, a escultura de terracota e bronze tornou-se abundante. De dimensões reduzidas, mostrava a mesma tendência a subordinar as formas naturais a um severo esquema geométrico. O modo como as partes desses objetos se relacionam entre si e com o todo a que pertencem revela com nitidez o amor grego à proporção.

Período orientalizante (700-600 a.C)

Os motivos orientais começam a aparecer na arte grega com as conquistas de Alexandre o Grande e com a expansão comercial que levou a Grécia a ter contato cada vez maior com o Egito, a Anatólia e o Oriente Médio. A partir do século VIII a.C., os tradicionais padrões geométricos dos vasos de cerâmica foram substituídos por temas típicos do Oriente como a rosácea, a palmeta, o grifo, a esfinge e a sereia.

O centro artístico da Grécia se deslocou de Atenas para Rodes e, sobretudo, Corinto. O produto estético mais representativo do período é a cerâmica protocoríntia (725-650 a.C.) e coríntia (650-550 a.C.). A cerâmica protocoríntia tinha como motivos ornamentais básicos os frisos com animais e cenas bélicas, em escala reduzida, apta a decorar pequenos vasos como aríbalos e píxides. As figuras eram em geral pintadas em preto sobre fundo branco, com detalhes incisos sobre os quais se adicionava o vermelho. O estilo coríntio apresentava figuras maiores, de desenho um pouco mais tosco. Embora ainda bidimensionais, as figuras transmitiam um sentido de realidade física pelas formas exuberantes, cheias de detalhes ornamentais e vazadas em meio a uma policromia simbólica.

Durante o século VII a.C., começou a desenvolver-se em Atenas o estilo proto-ático de cerâmica, com figuras mais dimensionadas, todas esboçadas linearmente. O repertório formal para a decoração da cerâmica foi fornecido pela mitologia grega, mas também trazia representações de monstros e animais. A escultura continuava a empregar terracota e bronze, dentro da tradição estilística conhecida como dedálica, preocupada sobretudo com a forma humana. Por volta de 650 a.C., surgiu, nas ilhas do mar Egeu, a escultura em pedra, de grandes proporções. É visível a influência da escultura egípcia, com a qual os gregos entraram em contato em Náucratis, sua colônia no delta do Nilo. A mais antiga escultura grega dentre as que revelam a influência egípcia é possivelmente a estátua dedicada por Nicandro a Ártemis, em Delos (c. 650 a.C.), hoje no Museu Nacional de Atenas. Do ponto de vista estilístico, no entanto, a escultura é considerada dedálica.

Os principais centros de produção de escultura metálica, por volta do século VII a.C., foram Olímpia e Dreros, na ilha de Creta. Por volta do ano 680 a.C. foram cunhadas em Mileto as primeiras moedas gregas, seguidas, no continente, pelas moedas de Egina. Ambas apresentavam, em linhas gerais, as características de estilo presentes nas demais manifestações artísticas da época.

Ainda no século VII a.C., destaca-se a inclusão de elementos esculturais decorativos na arquitetura, com o surgimento dos primeiros relevos a acompanhar os estilos dórico e jônico.

Período arcaico (600-500 a.C.)

O estilo orientalizante evoluiu para o arcaico, sem rompimento dos vínculos culturais, mas pela gradativa assimilação dos elementos alienígenas no repertório artístico nacional grego, já perfeitamente articulado no fim do século VII. Tiveram início então a grande estatuária e os baixos-relevos de características monumentais. Surgiram ainda o koúros (termo genérico para a estátua masculina, de pé) e a kóre (donzela de túnica), ainda de influência egípcia pela rigidez e ausência de movimento. Destacam-se as formas atléticas do koúros de Anaviso (c. 650 a.C), as figuras aristocráticas de meados do século (koúroi de Milo e de Tênea) e o monumentalismo do grupo de Súnio (600 a.C.). A escultura arquitetônica chegou ao apogeu na decoração dos frontões do templo de Aféia, em Egina (c. 490 a.C.), que resolveu problemas de composição insolúveis um século antes, e dos frontões do templo de Ártemis, em Corfu.

No fim do século VII a.C., Atenas voltou a ser o principal centro de cerâmica pintada (estilo de figuras negras). A acrópole era o centro da atividade artística, com templos, capelas, mercados e tesouros. Em meados do século VI a.C., Exéquias foi o artista que representou o ponto alto da produção de cerâmica (como em "Aquiles e Ajax", ânfora dos Museus do Vaticano).

Por volta de 525 a.C., entrou em cena um novo estilo: o das figuras vermelhas, deixadas na cor natural da argila para contrastar com o fundo pintado de negro. O novo estilo permitia ao artista desenhar, em vez de grafar, detalhes naturalistas, dentro da tendência geral observada na pintura mural e de cavalete. Os motivos decorativos eram numerosos e incluíam cenas cotidianas ao lado de representações heroicas.

Período clássico (500-300 a.C.)

No início do século V a.C. a arte grega subtraiu-se à influência jônica, proveniente das ilhas do mar Egeu e cidades litorâneas da Anatólia, o que deu lugar a uma reação dórica, mais evidente após o começo das guerras greco-pérsicas. A vitória sobre os persas transmitiu aos gregos uma noção de segurança e independência que se transmitiu a sua arte, livrando-a de todo remanescente oriental.

Na segunda metade do século V, a arte clássica grega atingiu o apogeu, superando inteiramente os traços arcaicos e dirigindo-se rapidamente para o realismo idealizado e para o rigoroso equilíbrio que se revelou no estilo "severo" não só na escultura, como nas demais artes e na arquitetura. Nasceu então uma concepção tipicamente grega do universo, totalmente desligada de tradições culturais ou intelectuais herdadas do mundo antigo. O novo conceito helênico da ordem universal e a vocação heróica influenciaram toda a produção artística grega. O ideal puramente helênico se manifestou em grupos escultóricos como "Os tiranicidas" de Crítio e Nesíotes, e "Auriga de Delfos", de autor ignorado, e culminou por volta de 457 a.C. nos frontões do templo de Zeus, em Olímpia.

Entre as esculturas de Míron (c. 480-c. 445 a.C.), cuja obra sobreviveu graças a cópias romanas, é famoso o "Discóbolo", obra-prima na qual o artista procurou representar o máximo da tensão que antecede o movimento, ideal do período clássico. Pitágoras de Samos (primeira metade do século V a.C.), considerado introdutor do realismo na arte grega, foi o primeiro escultor a realçar a importância do ritmo e da simetria.

Do início do período clássico há registros de dois grandes pintores: Polignoto de Tasos, criador do idealismo clássico, que aperfeiçoou a "técnica das quatro cores" (vermelho, negro, amarelo e branco) e introduziu os primeiros rudimentos da composição espacial tridimensional; e seu contemporâneo Mícon. Infelizmente, suas obras se perderam. Nesse período, a pintura em cerâmica entrou em declínio e não mais se recuperou.

Tal como Míron e Pitágoras de Samos reformularam a  escultura, no começo da fase clássica, Fídias e Policleto representaram sua fase áurea e abriram caminho para a arte posterior. Em quase todas suas obras, entre elas "Doríforo" e "Diadúmero", Policleto de Argos (ativo entre 450-405 a.C.) procurou definir a postura que melhor valorizasse o equilíbrio sutil e vigoroso do corpo masculino em repouso mas pronto à ação. Fídias, de Atenas, escultor, ourives, arquiteto e pintor, restabeleceu a serenidade e a calma olímpica que encarnam o primeiro período clássico. Entre suas obras, são notáveis as colossais estátuas criselefantinas (marfim e ouro) de Atena e Zeus.

A arte grega atingiu seu ponto mais alto com o Pártenon (447-432 a.C.), templo que é, em si mesmo, uma obra-prima da arquitetura helênica, e cuja decoração, a cargo de Fídias, corporifica os mais altos ideais da sensibilidade nacional, num conjunto extraordinariamente harmônico de forma e estrutura. Toda a arte grega subseqüente foi influenciada pelo exemplo do Pártenon e mostrou a mesma concepção idealizada da forma humana e de suas proporções.

No século IV, os escultores Timóteo, Escopas, Praxíteles e Lisipo acrescentam à tradição a dimensão emotiva. No estilo de Praxíteles, a constante foi a nota introspectiva. Lisipo estabeleceu novas proporções e uma certa tendência realista que já indicava a aproximação do período helenístico. O século IV presenciou também a atividade de um bom número de grandes pintores, como Zêuxis, Parrásio, Eufranor e Apeles, que se beneficiaram das lições de Apolodoro de Atenas (século V a.C.).
Surgiu ainda nessa época uma nova forma de expressão artística, o mosaico, que começou no fim do século V a.C. em Olinto e Corinto e atingiu alto nível nas figurações murais de Pela, na Macedônia (século IV a.C.). Jóias gravadas, moedas e mobiliário acompanharam passo a passo a evolução estilística observada no período.

Período helenístico (300-100 a.C.)

A Grécia continental passou a segundo plano quando, após a morte de Alexandre o Grande (323 a.C.), foram criados reinos independentes na costa da Anatólia e no Egito. O centro da produção artística do mundo helênico se deslocou para cidades como Rodes, Alexandria, Antioquia e Pérgamo. Deu-se a esse período o nome de helenístico, para diferenciá-lo do helênico. De modo geral, foram paulatinamente abandonados os princípios clássicos da harmonia rigorosamente orgânica e do movimento em potência, para representar o movimento desencadeado, de influência asiática.

Gradualmente, a arte deixou de satisfazer as necessidades estéticas das comunidades para preencher as dos indivíduos. Teve início o gosto pelo colossal, a estética do dramático, a representação da velhice, da fealdade e da infância e a multiplicação dos retratos individuais. Na arquitetura, a ordem dórica cedeu lugar ao estilo coríntio, de decoração profusa, como no templo de Zeus em Atenas. A cidade de Pérgamo destacou-se pelo altar de Zeus, com friso expressionista. Em Alexandria, ergueu-se o famoso farol, uma das sete maravilhas do mundo antigo.

A escultura foi a arte helenística por excelência. Lisipo, escultor oficial de Alexandre e autor do "Apoxiomenos" (cópia romana no Museu do Vaticano), introduziu uma nova concepção de realismo e foi imitado por Eutíquides e Fânias. Em Pérgamo, em meados do século III, um grupo de escultores assimilou as características da escola de Lisipo e do estilo mais tradicional em vigor em Atenas, ao qual, no entanto, adicionou elevado senso dramático, como no "Gaulês moribundo" (cópia romana no Museu Nacional de Roma). A dramaticidade da escola de Pérgamo teve, porém, sua maior expressão na escultura em relevo do grande altar do templo de Zeus, hoje em Berlim.

Alexandria e Rodes foram também centros notáveis de escultura helenística. A escola de Rodes produziu o famoso "Colosso" (de Cares, seguidor de Lisipo), o grupo "Laocoonte" (Museu do Vaticano) e a "Vitória de Samotrácia" (Museu do Louvre). A "Vênus de Milo" (Museu do Louvre), cópia da escultura atribuída a Agesandro, atesta a vitalidade da arte do século II a.C. O contraste entre a sombra do manto e a suavidade do corpo lembra a escultura de Pérgamo, da mesma época.

No fim do período helenístico ocorreu em Atenas uma reação classicizante, responsável pelo surgimento do estilo denominado neo-ático, especializado no retrato e na reprodução de originais de épocas anteriores, que teve em Roma seu maior mercado.

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