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Haiti | Mapas Geográficos do Haiti

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Haiti, oficialmente a República do Haiti (República de Haiti, Repiblik de Ayiti), é um país latino-americano de língua francesa e crioula localizado na ilha caribeña de Hispaniola, que compartilha com a República Dominicana, no arquipélago das Antilhas Maiores. Ayiti (Land of Mountains) era o nome indígena Taíno ou nome ameríndio para a ilha. O ponto mais alto do país é Pic la Selle, a 2.680 metros (8.793 pés). A área total do Haiti é 27.750 quilômetros quadrados (10.714 milhas quadradas) e sua capital é Porto Príncipe (Port-au-Prince em francês).

Haiti | Mapas Geográficos do Haiti
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Haiti | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Haiti

Haiti | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Haiti

O Haiti é um país do Caribe que ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola, possuindo uma das duas fronteiras terrestres do Caribe, a fronteira que faz com a República Dominicana, a leste. Além desta fronteira, os territórios mais próximos são as Bahamas e Cuba a noroeste, Turks e Caicos a norte, e Navassa a sudoeste. Capital: Porto Príncipe. No século XVIII, o Haiti, então chamado de Saint-Domingue, e governado pelos franceses, era a mais próspera colônia no Novo Mundo. Seu solo enormemente fértil produzia uma grande abundância de colheitas e atraiu milhares de colonizadores franceses. Desde o período de colonização o Haiti possui uma economia primária. Produzia açúcar de excelente qualidade, que concorreu com o açúcar brasileiro no século XVII e junto com toda produção das Antilhas serviu para a desvalorização do açúcar brasileiro na Europa. Após vários regimes ditatoriais, hoje em dia seu principal produto de exportação ainda continua sendo o açúcar, além de outros produtos como banana, manga, milho, batata-doce, legumes, tubérculos e muito mais. 
Geografia: Área: 27.400 km². Hora local: -2h. Clima: tropical. Capital: Porto Príncipe. Cidades: Porto Príncipe (2.000.000) (aglomeração urbana), Carrefour (320.000), Delmas (260.000), Cap-Haïtien (112.000). Moeda: gourde

População: 8,8 milhões (2016); nacionalidade: haitiana; composição: afro-americanos e eurafricanos 96%, europeus meridionais 3%, outros 1% . Idiomas: crioulo, francês (oficiais). Religião: cristianismo 95,8% (católicos 79,3%, protestantes 17,5%, outros 10% - dupla filiação 11%), outras 2,7%, sem religião 1,4%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, Caricom, FMI, OEA, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 248-6860, fax (61) 248-7472 – Brasília (DF).

Governo: República com forma mista de governo. Div. administrativa: 9 departamentos subdivididos em distritos e comunas. Partidos: Família Lavalas (FL), coalizão Convergência Democrática (CD) (Partido Nacional Progressista Revolucionário, entre outros). Legislativo: bicameral – Senado, com 27 membros; Câmara dos Deputados, com 83 membros. Constituição: 1987.

O Haiti ocupa o oeste da ilha de Hispaniola, no mar do Caribe (no leste fica a República Dominicana). É a nação mais pobre das Américas. Seu território, montanhoso, apresenta duas grandes cordilheiras, que se estendem de leste a oeste. O litoral é recortado pelo golfo de Gonâve. A maior parte da população trabalha na agricultura. O país sente os efeitos de sanções econômicas sofridas na década de 1990 e, desde a queda de Jean-Bertrand Aristide, em fevereiro de 2004, está sob intervenção de forças militares patrocinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Primeira colônia da América a libertar os escravos, o Haiti possui população predominantemente negra, com um pequeno grupo de mulatos – mestiços de africanos e europeus – que forma a elite do país. A influência africana é marcante em práticas religiosas, como o vodu, semelhante ao candomblé. Apesar de o francês ser um dos idiomas oficiais, é falado por menos de 20% dos haitianos. A grande maioria usa o crioulo, língua que mistura elementos de espanhol, inglês, francês e dialetos africanos.

HAITI, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO HAITI

História do Haiti

Bandeira do HaitiCristóvão Colombo chega à ilha em 1492. Os espanhóis, que a batizam de Hispaniola, ocupam apenas o lado oriental e escravizam os índios arauaques. No fim do século XVI, estão quase todos dizimados. Em 1697, a parte ocidental da ilha, onde fica o Haiti, é cedida à França. Renomeada Saint Domingue, torna-se a mais importante possessão francesa nas Américas, produzindo cana-de-açúcar com mão-de-obra escrava africana. Influenciados pela Revolução Francesa, os escravos – maioria da população – rebelam-se em 1791, liderados pelo ex-escravo Toussaint L’Ouverture.

Independência - Em 1794, os rebeldes conseguem a abolição da escravidão. Em 1801, Toussaint é nomeado governador vitalício e promulga uma Constituição. Preso por uma expedição francesa encarregada de reconquistar a ilha, é enviado à França, onde morre, em 1803. Jean-Jacques Dessalines, antigo escravo, dá continuidade à guerra. O país conquista a independência em janeiro de 1804 e passa a se chamar Haiti, como primeira república negra das Américas. Em outubro, Dessalines autoproclama-se imperador, o que desagrada à elite mulata. Essa toma o poder em 1806, após o assassinato do imperador. A parte oriental (atual República Dominicana) é retomada pela Espanha em 1814. Em defesa de seus interesses comerciais, os Estados Unidos (EUA) ocupam o Haiti entre 1915 e 1934.

Porto Príncipe, Capital do Haiti
Porto Príncipe, Capital do Haiti
Duvalierismo - A eleição do médico negro François "Papa Doc" Duvalier para presidente, em 1957, inaugura um regime ditatorial, baseado no terror de sua guarda pessoal, os tontons macoutes (bichos-papões). Presidente vitalício a partir de 1964, Papa Doc extermina a oposição e persegue a Igreja Católica. Sua morte, em 1971, conduz à Presidência seu filho Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc. Após 15 anos de governo autoritário e corrupto, intensificam-se os protestos populares. Baby Doc foge para a França, em 1986, deixando no poder uma junta chefiada pelo general Henri Namphy.

Aristide deposto - Sob nova Constituição, realizam-se eleições presidenciais livres em 1990, vencidas pelo padre esquerdista Jean-Bertrand Aristide. Empossado em 1991, Aristide é deposto no mesmo ano por um golpe liderado pelo general Raoul Cédras. A Organização das Nações Unidas (ONU) e os EUA impõem sanções econômicas ao Haiti para forçar a volta de Aristide. Em 1994, o Conselho de Segurança da ONU decreta bloqueio geral do comércio internacional com o país. Pressionados, os militares acertam com os EUA a entrega do poder em troca da anistia. O Haiti é ocupado por uma força multinacional, e Aristide reassume a Presidência.

Perseguições políticas - Em 1995, o comando das tropas de ocupação é transferido para a ONU, e o Exército haitiano é dissolvido. O Movimento Lavalas – coalizão de três partidos ligados a Aristide – vence as eleições legislativas de 1995 e elege para presidente René Préval. A taxa de desemprego se aproxima de 70%, e a fome se alastra. No ano seguinte, Aristide deixa a coalizão governista e funda o partido Família Lavalas (FL). A eleição presidencial de 2000 realiza-se em clima de desconfiança, boicotada pelos partidos minoritários. Aristide obtém 92% dos votos para a Presidência e a FL conquista quase todas as cadeiras em disputa, numa votação questionada pela oposição.

Em 2002 ocorrem os primeiros grandes protestos populares contra Aristide desde sua eleição. A crise se agrava no início de 2004, quando o mandato dos deputados e senadores se encerra sem a convocação de eleições. Aristide passa a governar por decreto. A campanha por sua renúncia ganha corpo, com manifestações de protesto marcadas pela violência. Em fevereiro eclode uma rebelião armada contra o governo. Forças oposicionistas assumem o controle de Goinaives – a quarta maior cidade haitiana –, enquanto um grupo de ex-militares ingressa no país, vindo da República Dominicana, e se junta à insurreição. Os rebeldes tomam Cap-Haitien e avançam em direção a Porto Príncipe, a capital. Aristide é pressionado pela França e pelos EUA a deixar o governo. Em 29 de fevereiro renuncia e sai do país, exilando-se depois na África do Sul. No mesmo dia, a ONU aprova o envio de uma força internacional para controlar a situação, com 3,5 mil soldados dos EUA, da França, do Chile e do Canadá.

Novo governo - O presidente da Corte Suprema, Boniface Alexandre, assume a Presidência, em caráter provisório, e nomeia Gerard Latortue primeiro-ministro. Latortue compõe um governo com tecnocratas e personalidades independentes. Mas a violência prossegue, com a ação de grupos armados que exigem o retorno de Aristide ao poder. Em junho chegam os primeiros militares da força de paz da ONU, chefiada pelo Brasil. Um furacão assola o país, em setembro, matando 1,8 mil pessoas e deixando milhares de desabrigados. A ajuda financeira internacional ao Haiti em 2004 supera 1 bilhão de dólares.

O Brasil lidera missão militar da ONU no país

Com cerca de 1,2 mil soldados num total de 4.790, o Brasil contribui com a maior parcela da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), aprovada em abril de 2004. A tarefa desse contingente militar, chefiado pelo general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro Pereira, é colaborar com as forças policiais na manutenção da ordem e no desarmamento dos grupos armados que atuam no país. Além dos brasileiros, que chegam ao Haiti em junho, participam da missão soldados da Argentina, do Uruguai e do Chile. Embora a resolução da ONU tenha aprovado um contingente de 6,7 mil soldados, só a metade foi enviada pelos países que se comprometeram a participar da ação. E a força policial internacional só tem 450 dos 1,6 mil integrantes previstos. Para contribuir para uma imagem positiva das tropas brasileiras entre a população, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita, em agosto, o Haiti, onde assiste a uma partida de futebol entre as seleções dos dois países. A presença militar do Brasil está prevista para durar até julho de 2005, mas o governo de Brasília defende a prorrogação do prazo de permanência. Primeira ação militar brasileira nas Américas desde a participação na invasão da República Dominicana pelos EUA, em 1965, o envio de tropas ao Haiti é interpretado como um meio de fortalecer a campanha para que o Brasil seja aceito como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Até janeiro de 2005, as forças brasileiras não registravam nenhuma morte entre seus integrantes.

Terremoto em 2010 no  Haiti

Terremoto em 2010 no  Haiti

O abalo sísmico ocorrido no Haiti em 2010 foi um terremoto catastrófico que teve seu epicentro na parte oriental da península de Tiburon, a cerca de 25 km da capital haitiana, Porto Príncipe, e foi registrado às 16h53m10s do horário local (21h53m10s UTC), na terça-feira, 12 de janeiro de 2010. O abalo alcançou a magnitude 7,0 Mw e ocorreu a uma profundidade de 10 km (6,2 mi). O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou uma série de pelo menos 33 réplicas sismológicas, 14 das quais eram de de magnitude 5,0Mw a 5,9Mw. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha estima que cerca de três milhões de pessoas foram afetadas pelo sismo; o Ministro do Interior do Haiti, Paul Antoine Bien-Aimé, antecipou em 15 de janeiro que o desastre teria tido como consequência a morte de 100 000 a 200 000 pessoas.

O terremoto causou grandes danos a Port-au-Prince, Jacmel e outros locais da região. Milhares de edifícios, incluindo os elementos mais significativos do patrimônio da capital, como o Palácio Presidencial, o edifício do Parlamento, a Catedral de Notre-Dame de Port-au-Prince, a principal prisão do país e todos os hospitais, foram destruídas ou gravemente danificadas. A Organização das Nações Unidas informou que a sede da Missão das Nações Unidas para a estabilização no Haiti (MINUSTAH), localizada na capital, desabou e que um grande número de funcionários da ONU havia desaparecido. A morte do Chefe da Missão, Hédi Annabi, foi confirmada em 13 de janeiro pelo presidente René Préval.
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