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Grécia Antiga | História da Civilização Grega

Grécia Antiga | História da Civilização Grega

Grécia Antiga, História da Civilização GregaA Civilização surge entre os mares Jônico, Egeu e Mediterrâneo, por volta de 2000 a.C. É formada pela migração de povos nômades de origem indo-europeia, como os aqueus, os jônios, os eólios e os dórios. As cidades-estados (pólis), forma política que marca a vida grega, aparecem no século VIII a.C. As duas mais importantes são Esparta (oligárquica e agrícola) e Atenas (democrática e comercial).

A Civilização Grega compreendia uma área de 77.000 km², abrangendo três regiões: Grécia Asiática, localizada numa estreita faixa na Ásia Menor, Grécia Insular, nas ilhas dos mares Jônio e Egeu, e Grécia Continental, ao sul da Península Balcânica. A maior parte do relevo dessas regiões era montanhoso, com um solo impróprio para o desenvolvimento da agricultura, realidade que levou os gregos a fazerem do comércio marítimo sua principal atividade. Além disso, este foi um dos fatores que resultaram no surgimento de cidades-estados independentes e afastadas umas das outras. Povoada por aqueus, jônios, eólios e dórios, a Grécia Antiga é considerada o berço da civilização ocidental.

A história da civilização grega é dividida em quatro fases:

Período Homérico

Grécia Antiga | História da Civilização GregaTal período, que vai do século XII ao VIII a.C, é marcado pela sociedade dividida em génos, grandes grupos familiares que tinham um descendente em comum.

Cada grupo era chefiado pelo patriarca, detentor do poder político, econômico, jurídico e religioso. Além disso, as propriedades de terras eram coletivas e havia uma economia de subsistência. Contudo, aos poucos certos membros dos génos começaram a reivindicar porções de terra conforme o seu maior grau de parentesco com o patriarca.

Assim, surgia a propriedade privada e as classes sociais.

Período Arcaico

Entre os séculos VIII ao VI a.C, os génos começaram a se unir, com o fim de proteger seus interesses. A união de dois génos deu origem às fratrias, que se agruparam e formaram as tribos. Aos poucos, esse processo de unificação entre várias tribos deu origem às polis, isto é, às cidades-estados: Atenas, Esparta, Tebas, Corinto, Mileto, entre outras. Outro fato importante no Período Arcaico foi a expansão colonial grega em virtude da procura por novas terras e alimentos fora da Grécia, o que resultou na fundação de diversas colônias na costa dos mares Mediterrâneo, Egeu e Negro.

Período Clássico

No Período Clássico (século VI ao IV a.C.) a Grécia conheceu seu apogeu, entretanto, envolveu-se em inúmeras guerras. As Guerras Médicas foram resultado do conflito entre gregos e persas pela supremacia marítima do Mundo Antigo. A Guerra do Peloponeso foi outra importante guerra entre a Confederação de Delos, liderada por Atenas, e a Liga do Peloponeso, liderada por Esparta.

Período Helenístico

Após a Guerra do Peloponeso, a Grécia se enfraqueceu, se tornando um alvo fácil para Felipe II, rei dos macedônios em 338 a.C. Seu filho, Alexandre Magno, assumiu o poder e adotou uma política expansionista, conquistando diversas regiões e provocando a fusão da cultura grega com a cultura oriental. Também foi neste período que as ciências tiveram seu primeiro e grande desenvolvimento.

Religião Grega

Religião Grega

Os gregos eram povos politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A principal divindade era Zeus, símbolo da justiça, razão e autoridade. Os deuses gregos eram muito semelhantes aos homens: se casavam, tinham filhos, sentiam amor e ódio. Além dos deuses, havia os semideuses, heróis e muitas lendas. O conjunto destas crenças é chamado de mitologia.

Cultura Grega Cultura Grega 

Os gregos tiveram grande importância no desenvolvimento da ciência, das artes e da filosofia, uma vez que a Grécia é considerada o berço da civilização ocidental. O clima de liberdade das cidades favoreceu o surgimento dos primeiros filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles. Nas artes, os gregos tiveram destaque na escultura (Fídias, Míron e Praxíteles) e arquitetura (estilo dórico, jônico e coríntio). Alguns dramaturgos, como Ésquilo, Spofocles, Eurípedes e Aristóteles foram muito importantes. Grandes obras da Idade Média, como o Colosso de Rodes e o Farol de Alexandria foram inspiradas na arte helenística.

Os gregos foram povos que contribuíram grandemente para o desenvolvimento da cultura e da ciência. A filosofia foi o grande legado do pensamento grego. Os primeiros filósofos buscavam entender os fenômenos da natureza por meio de explicações racionais e organizadas, fugindo das justificativas mitológicas. Aliás, a própria mitologia foi outra grande contribuição grega: até hoje, vários filmes, séries e histórias são baseados na mitologia e nos deuses da Grécia, vistos como seres superiores, embora tivessem sentimentos iguais aos dos homens.

Os gregos apreciavam muito o teatro. As peças aconteciam em grandes anfiteatros ao ar livre; as filas começavam a se formar um dia antes das apresentações. Em relação ao teatro, é válido citar os mais importantes escritores de peças da Grécia Antiga, Ésquilo e Sófocles. A arte grega, que tanto influenciou a arte romana e a renascentista, buscava retratar corpos com o máximo de perfeição, exaltando a beleza estética.

Ainda podemos citar outras fantásticas contribuições dos gregos, como o desenvolvimento dos Jogos Olímpicos, criados em homenagem a Zeus, o principal dos deuses, e o desenvolvimento da democracia.
Rivalidade Entre Esparta e Atenas

Rivalidade Entre Esparta e Atenas

Esparta e Atenas, ao mesmo em que foram as principais cidades gregas, também representaram uma das maiores antíteses de toda a Idade Antiga. As duas cidades eram totalmente diferentes em vários pontos: a maneira de fazer política, a importância da guerra, das artes e da cultura, entre outros aspectos.

Esparta fora uma cidade fundada pelos dórios durante o século IX a.C. totalmente diferente de todas as cidades da época. Na verdade, Esparta parecia mais um acampamento militar do que uma cidade propriamente dita. Essa era a principal característica dos espartanos: o seu caráter essencialmente militar.

Para se ter uma ideia, os mesmos eram educados segundo uma rigorosa disciplina; o objetivo da educação espartana era transformar seus cidadãos em guerreiros fortes, obedientes e competentes. Fora por meio da guerra que Esparta conquistou  diversas cidades. A sociedade  era dividida em espartanos, descendentes dos dórios e únicos a ter direitos políticos, periecos, descendente dos aqueus que exerciam atividades ligadas ao comércio e artesanato, e os hilotas, escravos de guerra.

A começar pela sua fundação, Atenas já se diferenciava de Esparta, tendo sido fundada pelos jônios. Os atenienses sobreviviam principalmente da agricultura, da pesca e do comércio marítimo. A sociedade ateniense era dividida em eupátridas (grandes proprietários de terra), georgóis (pequenos proprietários), dimiurgos (artesões especializados) e escravos.

Diferentemente de Esparta, que focava na guerra, Atenas valorizava a educação de seu povo. Isso fez com que a cidade tenha se transformado no centro cultural e intelectual do Ocidente. É em Atenas que surge a filosofia e a democracia, isto é, a cidade foi o berço de todo o Mundo Ocidental.

Expansão – Entre os séculos VII a.C e V a.C. ocorrem migrações de populações gregas a vários pontos do Mediterrâneo, como resultado do crescimento da população, das brigas internas e da necessidade de novas terras cultiváveis. Os gregos fundam colônias na Trácia (na costa da Macedônia e ao norte do mar Egeu), no sul da península Itálica e na Ásia Menor (atual Turquia). O conflito entre as colônias da Ásia Menor e o Império Persa resulta nas Guerras Médicas (492 a.C.-448 a.C.), vencidas pelos gregos. A rivalidade político-econômica entre Atenas e Esparta dá origem à Guerra do Peloponeso (431 a.C. a 404 a.C.), vencida por Esparta. Em 359 a.C., as cidades-estados são submetidas ao Império Macedônico.

Sociedade
– Os gregos cultivam oliveiras, trigo e vinhedos. Seu artesanato, especialmente a cerâmica, tem ampla difusão pelo Mediterrâneo. O comércio marítimo é a principal atividade econômica, que impulsiona o aparecimento de padrões monetários e moeda de metal. A mão-de-obra escrava é utilizada em todos os setores da economia. Cada pólis tem a própria instituição política, organização social e divindade protetora. Os gregos criam as Olimpíadas, desenvolvem a narrativa mitológica, a filosofia, a dramaturgia, a poesia, a história, as Artes plásticas e a arquitetura. Dedicam-se também ao estudo das ciências, como astronomia, física, química, medicina, mecânica, matemática e geometria. Na sua religião politeísta, Zeus é o deus principal.

Política – A pólis de Esparta é o maior exemplo de estrutura oligárquica da Grécia. O comando cabe à classe dos espartiatas (ou esparciatas), que formam a minoria da população. Essa elite mantém o poder por meio do militarismo. Ao contrário de Esparta, Atenas é o exemplo de uma pólis que troca o governo oligárquico pelo democrático. A democracia ateniense se estabelece a partir de 510 a.C., com as reformas implantadas pelo legislador Clístenes. No século V a.C., considerado o século de ouro de Atenas, os cidadãos decidiam o destino da pólis por votação direta, na ágora, a praça pública. O sistema entra em decadência com a derrota de Atenas por Esparta, na Guerra do Peloponeso (de 431 a.C. a 404 a.C.).

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Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e Religião

Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e Religião

Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e ReligiãoA palavra Mesopotâmia é de origem grega e significa "entre rios". Esta é justamente uma das principais características da região, localizada no Oriente Médio, entre os vales dos rios Tigre e Eufrates.

Por volta do VI milênio a.C. surgiram as primeiras cidades mesopotâmica: Lagash, Uma, Kish, Ur, Uruk e Gatium. Vale ressaltar que as mesmas não tinham uma unidade política; cada cidade-estado era dotada de autonomia política e econômica. Cada uma pertencia a um deus, representado pela figura divina do rei.

A principal atividade econômica da Mesopotâmia era a agricultura: trigo, cevada, linho, gergelim, entre outros gêneros. Os mesopotâmicos também sempre mantiveram contato com os povos vizinhos, desenvolvendo um comércio à base de trocas, uma vez que a moeda ainda não era utilizada. Estes povos eram politeístas, ou seja, acreditavam em muitos deuses: seres mais fortes, poderosos, superiores e imortais.

De fato, vários povos habitaram a região da Mesopotâmia. Os sumérios ficaram conhecidos por terem desenvolvido a escrita cuneiforme e criado grandes sistemas de irrigação e drenagem. Os babilônios criaram o primeiro código de leis da história, o Código de Hamurábi. Além disso, foram responsáveis pela construção dos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Já os assírios eram povos extremamente militares e cruéis com os povos dominados, fato que os levaram a conquistar diversos territórios.
Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e ReligiãoCultura e Religião
Mesopotâmia é uma palavra de origem grega que significa “entre rios”. Na Antiguidade, deu-se o nome de Mesopotâmia à região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates, que nascem nas montanhas da Turquia e desembocam no Golfo Pérsico. De maneira geral, a antiga Mesopotâmia corresponde ao atual Iraque.

A Mesopotâmia apresentava duas regiões bastantes diferenciadas: uma montanhosa e árida localizada no norte, e outra localizada no sul, onde as cheias periódicas dos rios Tigre e Eufrates fertilizavam os vales, possibilitando o desenvolvimento da agricultura.

Na Mesopotâmia estabeleceram-se vários povos que deram origem a grandes civilizações: sumérios, amoritas, assírios e caldeus.

Civilizações da Mesopotâmia | História Cultura e Religião

Sumérios

Os criadores da primeira grande Civilização Mesopotâmica foram os sumérios.

Provavelmente originaram a Ásia central, os sumérios, por volta do ano 3500 a.C., fixaram-se ao sul da Mesopotâmia, na região em que os rios Tigres e Eufrates desembocam no Golfo Pérsico. Aí estabelecidos, desenvolveram técnicas hidráulicas para armazenar a água que seria usada nos períodos de seca e para controlar as cheias dos dois grandes rios, evitando a destruição das plantações.

Os sumérios desenvolveram um sistema de leis baseados nos costumes, foram habilíssimos nas práticas comerciais e criaram o sistema de escrita cuneiforme, assim chamado porque escreviam em plaquetas de argila com um estilete em forma de cunha.

Os sumérios organizavam-se politicamente em cidades-Estados como Ur, Nipur e Lagash. Cidade-Estado é a comunidade urbana soberana, ou seja, uma unidade política com características de Estado soberano.

Cada uma dessas cidades era independente e governada por um patesi, que exercia as funções de primeiro-sacerdote do deus local, governador, chefe militar e supervisor das obras hidráulicas.

Depois de longo tempo de autonomia, as cidades sumerianas se enfraqueceram, devido às lutas pela hegemonia política. O enfraquecimento possibilitou as invasões de vários povos semitas.

Amoritas: O Primeiro Império BabilônicoAmoritas: O Primeiro Império Babilônico

Entre os invasores estavam os amoritas, que se estabeleceram na cidade de Babilônia, Na Média Mesopotâmia.

Hamurábi, o mais importante rei da Babilônia, tornou-se famoso por ter elaborado o primeiro código de leis escritas de que se tem notícia. As punições previstas pelos Código de Hamurábi variavam de acordo com condição social da vítima e do infrator. Dele se extraiu a Lei de Talião: “Olho por olho, dente por dente...”

Sob o comando de Hamurábi os babilônios conquistaram toda a Mesopotâmia e criaram um Estado unificado. Nascia então o primeiro Império Babilônico. Cada cidade passava a ser governada por homens escolhidos pelo imperador.

AssíriosAssírios

Depois da morte de Hamurábi, o esplendor da Babilônia não durou muito. Anos mais tarde toda a Mesopotâmia foi conquistada pelos assírios, povo que vivia nas regiões áridas e inférteis do norte mesopotâmico, em cidades como Nínive e Assur.

A crueldade era uma das principais características dos guerreiros assírios. Para eles a guerra era essencial, pois viviam do saque, da escravidão e dos impostos e tributos pagos pelos povos que submetiam.

O império assírio foi destruído em 612 a.C. pelos caldeus.

Caldeus: O Novo Império BabilônicoCaldeus: O Novo Império Babilônico

Com os caldeus, A Babilônia recuperou seu resplendor. No reinado de Nabucodonosor, o Novo Império Babilônico atingiu seu apogeu. Suas terras se estendiam por quase todo o Oriente Médio, limitando-se com o Egito.

A Babilônia enriqueceu-se e embelezou-se com grandes obras publicas, como os até hoje famosos jardins suspensos construídos por Nabucodonosor, tornando-se a mais notável cidade do Oriente .

Em 539 a.C. a Babilônia foi conquistado pelos exércitos dos persas. A vitória foi facilitada pelo apoio dos sacerdotes e comerciantes babilônicos, que se aliaram aos invasores em troca da manutenção de seus privilégios.

Sociedade e Economia na Mesopotâmia

Sociedade e Economia na Mesopotâmia

Independentemente dos povos que ocuparam a Mesopotâmia, podemos generalizar e dividir a sociedade, nos diferentes, em: classes privilegiadas (sacerdotes, nobres, militares e comerciantes) e não-privilegiadas (artesãos, camponeses e escravos).

No topo dessa organização social estava o rei, considerado como representante de um determinado deus na Terra.

As classes privilegiadas os altos cargos públicos e monopolizavam o poder, a riqueza e o saber. Viviam ricamente da exploração do trabalho das massas não-privilegiadas.

Na Mesopotâmia as terras cultiváveis pertenciam aos deuses; por isso a maior parte delas era propriedade dos templos e dos governantes.

Essas terras eram entregue aos camponeses para o cultivo de cevada, trigo, legumes, árvores frutíferas como a macieira, o pessegueiro, a ameixeira, a pereira e, principalmente, a tamareira. Pelo direito de cultivar o solo os camponeses eram obrigados a entregar aos sacerdotes parte do que produziam.

Como grandes proprietários e grandes exploradores do trabalho dos camponeses, artesãos e escravos, os sacerdotes acumulavam grandes fortunas.

Além de serem explorados em sua mão-de-obra pela elite latifundiária, os camponeses e os escravos eram obrigados a trabalhar coletivamente na construção de obras hidráulicas e de obras públicas.

Religião da MesopotâmiaReligião da Mesopotâmia

A religião da Mesopotâmia era politeísta e antropomórfica. Cada cidade tinha seu deus, cultuando como todo poderoso e imortal. Os principais deuses eram: Anu, deus do céu; Shamash, deus do Sol e da justiça; Ishtar, deusa do amor; e Marduk, criador do céu, da Terra, dos rios e dos homens.

Além de politeístas, os mesopotâmicos acreditavam e gênios, demônios, adivinhações e magias. Procuravam viver intensamente, pois achavam que os mortos permaneciam num mundo subterrâneo e sem esperanças de uma nova vida. Para eles a vida cotidiana e o futuro das pessoas podiam ser determinados pela posição dos astros no céu. Os sacerdotes se aproveitaram das crendices para divulgar a astrologia, elaborar os horóscopos e monopolizar as previsões diárias através da leitura dos astros.

Artes, Escrita e Ciências da MesopotâmiaArtes, Escrita e Ciências da Mesopotâmia

A principal arte da antiga Mesopotâmia foi, sem dúvida, a arquitetura, principalmente voltada para a construção de templos e palácios.

Os templos, chamados zigurates, possuíam na parte superior uma torre piramidal de base retangular, composta de vários pisos superiores. Provavelmente só os sacerdotes tinham acesso à torre, que tanto podia ser um santuário como um local de observação de astros.

A pintura e a escultura eram artes decorativas. Retratavam principalmente temas religiosos e guerreiros e embelezavam o interior dos templos e palácios, com destaque para baixos-relevos para assírios.

Os Povos mesopotâmicos utilizavam a escrita cuneiforme criada pelos sumérios. Essa escrita, como as demais, é uma extraordinária fonte histórica, pois, através da leitura das plaquetas que chegaram até nós, podemos conhecer parte das leis, da literatura, das criações científicas, das práticas comerciais e religiosas e do comportamento social dos povos que viveram entre os rios Tigre e Eufrates.

Os babilônicos acreditavam na existência de uma relação entre os astros e o destino dos homens, e, por isso mesmo, a astronomia era sua ciência predileta. Eles foram os primeiros a fazer a distinção entre planetas e estrelas, a observar várias fases da Lua, os eclipses e etc. Criaram os signos do zodíaco, dividiram o ano em 12 meses, a semana em 7 dias e o dia em 12 horas duplas. Foram também os principais responsáveis pelo desenvolvimento da matemática.

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Revolução Industrial e Mecanização Industrial (XVIII)

Revolução Industrial e Mecanização Industrial (XVIII)

Revolução Industrial e Mecanização Industrial (XVIII)
A Revolução Industrial foi conjunto de mudanças ocorridas na segunda metade do século XVIII, as quais marcaram o início da mecanização industrial. De fato, as mudanças sócio-políticas ocorridas nos século anteriores foram essenciais para o desencadeamento da Revolução Industrial e da modernização dos meios de produção.

A constante ascensão da burguesia, que sempre ansiava maiores lucros e menores custos, foi um destes fatores. Também podemos ressaltar o aumento populacional na Europa e a ampliação da demanda dos mercados consumidores. Diante destas situações, se iniciou na Inglaterra um processo marcado por significativos avanços tecnológicos.

O pioneirismo inglês pode ser explicado a partir de muitos fatores. O primeiro deles é a enorme acumulação de recursos durante o capitalismo comercial. A presença abundante de carvão mineral em seu subsolo também foi algo decisivo, uma vez que esta era a principal fonte de energia na época. Além disso, também podemos citar a grande quantidade de mão-de-obra disponível na Inglaterra, fato provocado pelas políticas dos cercamentos.

Entre alguns exemplos de avanços tecnológicos registrados nesta época, podemos citar a máquina de fiar, o tear mecânico e hidráulico, o barco e a locomotiva a vapor. Embora a Revolução Industrial tenha dado maior velocidade ao processo de transformações da matéria-prima e aberto portas para o desenvolvimento do capitalismo, também resultou na ocorrência de sérios problemas sociais.

Com o êxodo rural provocado pelos cercamentos, havia mão-de-obra em abundância nas cidades, o que levou à desvalorização do trabalho realizado nas fábricas. Para se ter uma ideia, os empregados tinham que trabalhar 18 horas por dia em péssimos ambientes de trabalho para receber um mísero salário ao fim do mês. Tal realidade foi motivo para diversas manifestações e a criação dos primeiros sindicatos.

Posteriormente, o capitalismo industrial ganhou outras feições, o que muitos chamam de outras “fases” da Revolução Industrial. Na segunda metade do século XIX, surgiu a eletricidade, a ferrovia, o telégrafo e o motor a combustão (Segunda Revolução Industrial). Já na segunda metade do século XX, ocorreram novos e significativos avanços tecnológicos nas áreas da microeletrônica, robótica industrial, computadorização e biotecnologia, o que é chamado de Terceira Revolução Industrial.

Processo de mudança de uma economia agrária e baseada no trabalho manual para uma dominada pela indústria mecanizada. Tem início na Inglaterra por volta de 1760 e alastra-se para o resto do mundo. Caracteriza-se pelo uso de novas fontes de energia, pela invenção de máquinas que aumentam a produção, pela divisão e especialização do trabalho, pelo desenvolvimento do transporte e da comunicação e pela aplicação da ciência na indústria. Provoca profundas transformações na sociedade: o declínio da terra como fonte de riqueza, o direcionamento da produção em larga escala para o mercado internacional, a afirmação do poder econômico da burguesia, o surgimento do operariado e a consolidação do capitalismo como sistema dominante na sociedade.

I Revolução Industrial

I Revolução Industrial – O pioneirismo inglês, no século XVIII, deve-se ao acúmulo de capital – em razão da rápida expansão do comércio ultramarino e continental –, às reservas de carvão e ferro, à grande quantidade de mão-de-obra, ao avanço tecnológico e à existência de mercados consumidores. Em sua origem está a Revolução Gloriosa (1688), que assinala o final do absolutismo inglês e coloca a burguesia no controle do Estado. A disponibilidade de capital e o sistema financeiro eficiente facilitam os investimentos dos empresários, que constroem ferrovias, estradas, portos e sistemas de comunicação, favorecendo o comércio. Os campos são apropriados pela burguesia, no processo chamado de cercamento, originando extensas propriedades rurais. Com isso, os camponeses são expulsos das terras, migram para as cidades e tornam-se mão-de-obra à disposição. Por outro lado aumenta a produção de alimentos, contribuindo para o crescimento populacional.

Avanços técnicos – O desenvolvimento de máquinas – como a máquina a vapor e o tear mecânico – permite o crescimento da produtividade e a racionalização do trabalho. Com a aplicação da força a vapor às máquinas fabris, a mecanização difunde-se na indústria têxtil. Para melhorar a resistência delas, o metal substitui a madeira, estimulando a siderurgia e o surgimento da indústria pesada de máquinas. A invenção da locomotiva e do navio a vapor acelera a circulação das mercadorias.

Oferta de mão-de-obra – O novo sistema industrial institui duas novas classes opostas: os empresários, donos do capital, dos modos e bens de produção, e os operários, que vendem sua força de trabalho em troca de salário. A Revolução Industrial concentra os empregados em fábricas e muda radicalmente o caráter do trabalho. Para aumentar o desempenho dos operários, a produção é dividida em várias etapas. O trabalhador executa uma única tarefa, sempre do mesmo modo. Com a mecanização, o trabalho desqualifica-se, o que reduz os salários. No início, os empresários impõem duras condições aos operários para ampliar a produção e garantir margem de lucro crescente. Estes, então, se organizam em associações para reivindicar melhores condições de trabalho, dando origem aos sindicatos.

II Revolução Industrial

II Revolução Industrial – Inicia-se a partir de 1870, com a industrialização da França, da Alemanha, da Itália, dos Estados Unidos da América e do Japão, entre outros. Novas fontes de energia (eletricidade e petróleo) e produtos químicos, como o plástico, são desenvolvidos, e o ferro é substituído pelo aço. Surgem máquinas e ferramentas mais modernas. Em 1909, Henry Ford cria a linha de montagem e a produção em série. Na segunda metade do século XX, quase todas as indústrias já estão mecanizadas e a automação alcança todos os setores das fábricas. As inovações técnicas aumentam a capacidade produtiva das indústrias e o acúmulo de capital. As potências industriais passam a buscar outros mercados consumidores.

III Revolução Industrial
III Revolução Industrial
III Revolução Industrial
III Revolução Industrial – No período pós-II Guerra Mundial a partir da década de 1950, surgem complexos industriais e empresas multinacionais. As indústrias química e eletrônica crescem. Os avanços da automação, da informática e da engenharia genética são incorporados ao processo produtivo, que depende cada vez mais de alta tecnologia e de mão-de-obra especializada. A informatização substitui, em alguns casos, a mão-de-obra humana, contribuindo para a eliminação de inúmeros postos de trabalho.

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Império Napoleônico na França (1804 - 1815)

Império Napoleônico na França (1804 - 1815)

Império Napoleônico na França (1804 - 1815)

Império estabelecido por Napoleão Bonaparte na França, entre 1804 e 1815. Resultado da Revolução Francesa, dissemina os ideais da burguesia em ascensão pela Europa. Com política expansionista, o Império estende-se por todo o continente em seu apogeu, por volta de 1810. Chega ao fim com a derrota francesa na Batalha de Waterloo.

Antecedentes – Líder militar de sucesso, Napoleão ganha prestígio e apoio popular nas guerras da França contra a Itália e a Áustria (1796-1797) e contra o Egito (1798). Por isso é escolhido pela burguesia francesa para solucionar a grave crise que se havia instalado no governo revolucionário. Em 1799, Napoleão dá um golpe de Estado, conhecido como Golpe do 18 Brumário (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de novembro do calendário gregoriano). A Constituição republicana é suprimida e substituída por outra, autoritária, concentrando todo o poder nas mãos do primeiro-cônsul, cargo que ele passa a ocupar. Nesse período, chamado de Consulado (1799-1804), Napoleão realiza obras de pacificação e de organização dos territórios franceses. Participa da redação do Código Civil, que confirma a vitória da revolução burguesa e influencia a legislação de todos os países europeus no século XIX. Institui os princípios de igualdade, de propriedade das terras, das heranças, a tolerância religiosa e o divórcio. No exterior assina tratados de paz com a Áustria (1801) e com a Inglaterra (1802).

O Império – O Império Napoleônico nasce de forma oficial em 1804, quando um plebiscito referenda o primeiro-cônsul como imperador da França. Napoleão é sagrado pelo papa Pio VII na Catedral de Notre Dame, em dezembro do mesmo ano. Coroado sob o nome de Napoleão I, preocupa-se em consolidar seu poder, modernizar a França e retomar a tradição do despotismo esclarecido.

Império Napoleônico na França (1804 - 1815)
A convivência com as potências europeias torna-se insustentável por causa da política de guerra permanente do Império, que leva à formação de coalizões contra os franceses. Napoleão I tenta invadir a Inglaterra, mas é derrotado. Volta-se, então, para a Europa Central. Vence a Áustria na Batalha de Austerlitz. Por meio de guerras e acordos, domina a Itália, a Holanda (Países Baixos) e boa parte da Alemanha. Após invadir a Prússia oriental e a Polônia (1806), Napoleão obriga a Rússia a aliar-se à França contra os ingleses e estabelece um bloqueio continental que impede o comércio de mercadorias inglesas na Europa.

O expansionismo gera novas dificuldades. Em 1809, o Exército imperial enfrenta rebeliões militares na Espanha e assiste à formação de uma nova coalizão contra o Império. No mesmo ano, Napoleão derrota novamente a Áustria e assina a Paz de Viena. A aproximação dos dois Estados é reforçada pelo casamento do imperador com a arquiduquesa Maria Luísa da Áustria. Em 1810, o Império Napoleônico atinge o máximo de seu poder, com a anexação da Holanda e do litoral alemão. Nessa época, o Império tem 71 milhões de habitantes, dos quais apenas 27 milhões são franceses.

Decadência – Em 1812, a aliança franco-russa é quebrada pelo czar Alexandre, que rompe o bloqueio contra os ingleses. Napoleão empreende então a campanha contra a Rússia. Entra em Moscou e, durante a retirada, o frio e a fome dizimam grande parte do Exército francês. Enquanto isso, na França, o general Malet, apoiado por setores descontentes da burguesia e da antiga nobreza francesas, arma uma conspiração para dar um golpe de Estado contra o imperador. Napoleão retorna imediatamente a Paris e controla a situação. Mas, no exterior, o Império começa a decair. Tem início então a luta da coalizão europeia contra a França. Com a capitulação de Paris, o imperador é obrigado a abdicar. O Tratado de Fontainebleau, de 1814, exila Napoleão na ilha de Elba, de onde foge no ano seguinte. Desembarca na França com um Exército e reconquista o poder. Inicia então o Governo dos Cem Dias. A Europa coligada retoma sua luta contra o Exército francês. Napoleão entra na Bélgica em junho de 1815, mas é derrotado pelos ingleses na Batalha de Waterloo e abdica pela segunda vez, pondo fim ao Império Napoleônico. Após a derrota de Napoleão, o Congresso de Viena (1815) reúne as potências vitoriosas com o objetivo de reorganizar o mapa político da Europa. Sob a liderança de Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia são restauradas dinastias e fronteiras alteradas pelas guerras napoleônicas. A Santa Aliança, organização política internacional, é criada para impedir novos movimentos revolucionários.

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Império Mongol na Ásia Central

Império Mongol na Ásia Central

Império Mongol na Ásia Central
O Império Mongol foi originado pela unificação das tribos mongóis, situadas na Ásia Central (atual Mongólia), que se estende do início do século XIII até a metade do século XIV. Em 1206, Temüjin (1154?-1227), um chefe de clã, é eleito Gêngis Khan (supremo soberano) e conquista a China entre 1211 e 1215. Volta-se para o oeste, atravessa a Pérsia em 1221 e, ao final do governo, amplia seus domínios do Adriático ao Pacífico. Esses avanços são consolidados pelo neto Kublai Klan (1215-1294). Por volta de 1240, ele alcança o rio Danúbio, exercendo influência em grande parte dos continentes asiático e europeu. Na China, Kublai funda a dinastia estrangeira Yuan, de 1280 a 1368, e transforma Pequim em um dos mais importantes centros mundiais. Impulsiona o comércio de caravanas, promovendo o intercâmbio entre Ocidente e Oriente.

Em 1278, Marco Polo chega à China, abrindo caminho a outros viajantes. Os europeus começam então a importar seda e porcelana do país, além de conhecimentos técnicos, como a produção de explosivos à base de pólvora. Mas, em 1368, os mongóis são expulsos do território pela dinastia Ming, que fecha a rota da seda e o acesso chinês ao mundo mediterrâneo. Com a desagregação do Império no século XIV, a população divide-se em tribos nômades, inimigas entre si, favorecendo o controle dos chineses, que as submetem até 1691.

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União Ibérica (Espanha e Portugal - 1580 a 1640)

União Ibérica (Espanha e Portugal - 1580 a 1640)

União Ibérica (Espanha e Portugal - 1580 a 1640)Período também chamado de Domínio Espanhol, em que Portugal fica submetido à Espanha entre 1580 e 1640, em razão da crise sucessória da monarquia portuguesa e do expansionismo da dinastia dos Habsburgos. A união das coroas ibéricas, que equivale na verdade à anexação de Portugal pela Espanha, tem grande repercussão no Brasil, ao favorecer a expansão de seu território e ao provocar invasões de países inimigos da Espanha. Em 1578, o rei dom Sebastião morre na batalha de Alcácer-Quibir, durante uma cruzada ao Marrocos, e o reino de Portugal fica sem herdeiro e sucessor direto. O cardeal dom Henrique, tio de dom Sebastião, assume o trono e morre dois anos depois. Com ele acaba a dinastia de Avis e se inicia uma crise de sucessão dinástica. O principal pretendente é o rei Felipe II, um neto de dom Manuel I, o Venturoso (1495-1521), em cujo reinado foi descoberto o Brasil. Felipe II , da casa Habsburgo, além da Espanha, reinava sobre o Sacro Império Romano-Germânico e os Países Baixos. Felipe II impõe sua aceitação como rei de Portugal. É assinado o Tratado da União Ibérica entre as duas Coroas, que formalmente mantêm a autonomia dos reinos, mas na prática submete Portugal à Espanha. O tratado vigora até 1640, quando Portugal recupera plena autonomia graças ao movimento da Restauração, liderado por dom João IV, com apoio da Holanda e da Inglaterra. A guerra contra a Espanha, porém, perdura até 1661.

Consequências para o Brasil

O acordo da União Ibérica traz duas conseqüências importantes para o Brasil. Uma delas é a livre movimentação entre os domínios portugueses e espanhóis na América, o que facilita e estimula a penetração dos luso-brasileiros no interior do território, ultrapassando a demarcação estabelecida no tratado de Tordesilhas. A outra é a retaliação sofrida pela colônia por parte de nações estrangeiras inimigas da Espanha, como nas invasões francesas e nas invasões holandesas. Neste último caso, o apoio da Holanda à Restauração obriga Portugal a manter-se afastado da guerra no Nordeste e até, durante alguns anos, a recusar apoio direto aos luso-brasileiros que lutavam pela expulsão dos holandeses.
União Ibérica (Espanha e Portugal - 1580 a 1640)

Após a morte do rei português D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, um grande conflito travado entre os portugueses e um grande exército marroquino liderado pelo Sultão de Marrocos Mulei Moluco, em 1578, a dinastia filipina viveu uma crise sucessória sem fim, uma vez que D. Sebastião não deixara herdeiros.


Embora posteriormente seu tio-avô, Cardeal-Rei D. Henrique, tenha assumido o trono, logo morreu dois anos depois, em 1580. Sendo assim, Felipe II, rei da Espanha e neto do falecido rei português D. Manuel I, foi reconhecido rei de Portugal, sob as promessas de respeitar os costumes e privilégios dos portugueses.


A União Ibérica se tornou um dos maiores impérios da história. Detentora de toda a tecnologia existente na época, tal associação dominou territórios em praticamente todas as partes do mundo.


Para o Brasil, a formação da União Ibérica resultou em significativas mudanças. Uma delas foi a extinção da linha imaginária do Tratado de Tordesilhas, o que permitiu uma expansão para o oeste e para o interior do continente. As entradas, expedições exploratórias realizadas pela Coroa com o fim de encontrar riquezas e capturar índios, resultaram em uma efetiva expansão territorial.


Além disso, a União Ibérica abriu precedentes para que os inimigos da Espanha atacassem territórios portugueses para, de forma indireta, afetar os espanhóis. O Brasil foi exemplo claro disto: durante esse período, ingleses, holandeses e franceses tentaram se fixar no Brasil. Entre estas agressões, podemos ressaltar a invasão holandesa em Pernambuco, a qual alcançou o monopólio da atividade açucareira na região e durou cerca de 25 anos (1630 -1654).


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Nazismo e o Reich do Führer Adolf Hitler

Nazismo e o Reich do Führer Adolf Hitler

Nazismo e o Reich do Führer Adolf Hitler
O Reich do Führer
Chamou-se III Reich porque havia o I Reich (O Sacro Império Romano Germânico que Oton I fundou em 962 e durou até 1806); e o II Reich, nascido em 1871 sob Guilherme I, com a unificação alemã. Adolf Hitler suprimiu o Estado federalista. Os Estados receberam chefes Por ele indicados. Dissolveu a Assembleia do Reino. O país adotou a bandeira do Partido Nazista, com a suástica. Os membros do partido ocuparam todos os cargos da administração e a vida política reduziu-se a manifestações anuais do nazismo - os congressos realizados em Nuremberg. O Parlamento, todo nazista, reunia-se conforme a vontade de Adolf Hitler de ser aclamado.

Os judeus, duramente perseguidos, foram excluídos da administração, ensino, jornalismo, atividades artísticas e literárias. Passaram à condição de súditos; perderam os direitos civis, o acesso a lugares públicos; casamento de “ariano” com judeu passou a ser punido como crime de profanação racial. A partir de 1938, a violência cresceu: espancamentos, destruição de sinagogas e casas, uso de sinais identificadores e proibição de deixar o país. Mesmo assim, Einstein, Thomas Mann e muitos outros conseguiram fugir. Milhares de obras foram excluídas dos museus ou destruídas, como arte degenerada: abstracionismo, impressionismo, cubismo.

O Estado intervinha moderadamente na economia. Procurava controlar o mundo do trabalho e orientar a produção sem alterar basicamente a estrutura capitalista. Integrou as atividades de modo a harmonizar a produção. O Estado fixava a jornada de trabalho, os salários e os lucros, mas tembém velava pela formação profissional e pelo lazer. Suprimiu as liberdades sindicais e o direito de greve. No campo, o Estado nacional-socialista criou o Erbhof, domínio familiar de menos de 125 acres (menos de 21 alqueires), inalienável, indivisível e transmissível somente a um só herdeiro.

Realizou-se uma frente de trabalhadores, operários e camponeses e uma frente de patrões, em estilo corporativo, tudo supervisionado pelo Führer. As grandes empresas foram protegidas; impôs-se a formação de cartéis e acelerou-se a concentração industrial.

O novo Reich buscou o desenvolvimento com base em planos quadrienais. No primeiro Plano, iniciado em 1933, realizaram-se obras públicas para absorver desempregados: aeroportos, estradas, ferrovias, tudo com finalidade estratégica. O desemprego desapareceu em 1937. Mas o grande trunfo estava no desenvolvimento secreto da indústria bélica, que provocou a retomada industrial.

A falta de recursos monetários levou Schacht, ministro da economia de 1934 a 1937, a obrigar o pagamento de importações com produtos da indústria alemã. Isto correspondia às necessidades dos países da Europa central, exportadores de produtos primários. O Segundo Plano quadrienal, a partir de 1936, agora sob a direção do marechal Goering, tinha Por finalidade libertar a Alemanha de matérias-primas importadas. Retomou-se a exploração de minérios, avançou-se na pesquisa têxtil e na produção de borracha, carburantes e petróleo.

Em 1939, a indústria alemã é a segunda do mundo. Mas faltam minérios para a siderurgia. A agricultura fornece 75% do que o país precisa. A indústria bélica exige mais e mais matéria prima. A indústria de bens de consumo ficou prejudicada, tal como o comércio exterior, reduzido à metade. Havia limites para essa autarquia - essa auto-suficiência econômica. A acumulação de estoques levaria necessariamente à tese expansionista, à busca do espaço vital, sobretudo na Europa central. Essa necessidade vinha a calhar para a propaganda nazista em torno da questão nacional.

Hitler e o nazismo

Hitler e o nazismo

Adolf Hitler nasceu em 1888 em Brunau, na Áustria, filho de um empregado de alfândega. Aos 21 anos, mudou-se para Viena e tentou sem sucesso entrar na Academia de Belas-Artes para estudar pintura e arquitetura.

Vivia de expedientes, como pintar cartões postais. Perambulava pelos bares, lia jornais e livros, pernoitava em asilos. Autodidata, assimilava mal as leituras. Desprezava judeus, marxistas e as massas, todas incapazes, segundo ele, do sentimento nacional - ideias apreendidas da pequena burguesia vienense. Em 1913, com 25 anos, mudou-se para Munique. Lutou na Grande Guerra com bravura. Ferido duas vezes, foi condecorado com a Cruz de Ferro. No hospital, remoía a derrota, que atribuía não à eficiência do inimigo, mas à traição de grupos políticos radicais dentro da própria Alemanha. Voltou a Munique e passou a trabalhar na sessão de imprensa e propaganda do Quarto Comando das Forças Armadas, a Reichswerth.

Em setembro de 1919, Hitler aderiu a um grupo pomposamente chamado de Partido Trabalhista Alemão, fundado por um mecânico ferroviário. Seu programa falava em bem-estar do povo, igualdade perante o estado, anulação dos tratados de paz, exclusão dos judeus da comunidade.

Hitler pôs sua capacidade oratória a serviço do grupo e contribuiu para a mudança de nome para Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães - Nazi (abreviado do alemão Nationalsozialist). O símbolo era a bandeira vermelha com a cruz gamada. Possuíam um jornalzinho. O capitão Roehm incorporou uma organização paramilitar, as SA (Seções de Assalto), encarregadas de perturbar as reuniões dos adversários. O confuso programa denunciava judeus, marxistas e estrangeiros; prometia trabalho e a supressão das regras citadas em Versalhes.

Em 1921, aos 33 anos de idade, Hitler tornou-se chefe do Partido, que tinha apenas 3.000 filiados.

Depois de fracassar na tentativa de golpe em Munique (1923), Hitler foi condenado a cinco anos de prisão. Cumpriu oito meses, que aproveitou para escrever a primeira parte de seu livro Mein Kampf (Minha Luta).

Inspirando-se no bolchevismo, reorganizou seu partido, dando-lhe mais eficiência e disciplina, dotando-o de estruturas administrativas e hierárquicas regionais, de um jornal e de formações paramilitares: além da SA, as SS, brigadas de segurança. Organizou a juventude hitlerista e atraiu sindicatos, associações de médicos, professores, juristas, funcionários e outros profissionais.

Fundamentos e ideologia do Nazismo

A ideologia Nazista incorporou velhos princípios, com significado novo. Subsídios importantes foram fornecidos Por escritores e pensadores: o anti-semitismo, de teorias racistas de Gobineau, Chamberlain e Wagner; o pangermanismo, de Wagner; o neopaganismo, de Rosemberg; o Estado forte e a regeneração nacional, de Spengler; a idéia do Terceiro Reich, de Van der Bruck; o nacionalismo exaltado, de Jüger e Von Solomon. O programa do Partido Trabalhista (1920) e os textos de Hitler sintetizavam sua proposta ideológica.

Racismo, ponto fundamental do nazismo. O povo alemão pertenceria a uma raça ariana superior. Sua missão será dominar o mundo sem se contaminar Por raças ou elementos “inferiores”: franco maçonaria, liberalismo, marxismo, igreja católica e os judeus, cujo espírito liberal crítico os transformava e no principal elemento de dissolução da “pureza da raça”.

Totalitarismo, desdobramento do racismo. O indivíduo pertenceria ao Estado: seria um instrumento da comunidade racial. Assim, o Estado não poderia ser liberal e nem parlamentar, pois não poderia dividir-se em função de interesses sociais. Como o fascismo, o nazismo era antiparlamentar, antiliberal e antidemocrático. Da mesma forma, deveria ter um único chefe, o Führer. Ele simbolizaria a Alemanha e teria toda a responsabilidade das decisões, embora pudesse submetê-las a plebiscitos. Esses princípios podiam ser resumidos assim: um povo (Volk), um império (Reich) e um chefe (Führer).

Antimarxismo e anticapitalismo, desdobramentos do princípios fundamentais também. O marxismo era produto do pensamento judaico (Karl Marx), que propunha a luta de classes; o capitalismo seria danoso ao agravar as desigualdades e atentar contra a unidade do Estado. Hitler passou a destinguir o capital nacional, útil à comunidade, do capital internacional, impregnado de judaísmo.

Unipartidarismo, decorrencia do conjunto.. Hitler pregava que a nova ordem seria atingida nos quadros de um Estado totalitário, fundado sobre o fanatismo nacional e fervor racista; vanguarda seria o Partido Nacional-Socialista, partido único, hierarquizado e dirigido segundo o principio da chefia absoluta. O chefe supremo era ele, que tinha como suplente Rudolf Hess, substituído após 1941 Por Martins Bormann. As forças paramilitares das Waffen SS, comandadas por Himmler, chegaram a ter 500.000 homens; eram tropas de elite, ligadas ao exército. Himmler assumiu o controle da polícia política, a Gestapo.

Nacionalismo reinvidicativo, para o nazismo, era preciso destruir as “humilhações” do Tratado de Versalhes e integrar as comunidades germânicas da Europa (Áustria, Sudetos, Dantzig). Em suma, conquistar para a Alemanha, na Polônia e na Ucrânia, em espaço vital, o que implicava ajustar contas primeiro com os franceses, aliados dos eslavos.

O partido único controlava toda a a população, pela fiscalização das informações e da propaganda, conduzida Por um ministro especialista nisso: Goebbels. Ele supervisionava imprensa, literatura, cinema, rádio - este, a grande arma da comunicação com as massas.

Tiveram grande importância o lazer dos jovens e dos trabalhadores e a educação da juventude nazista, uma elite fanatizada, obrigada a trabalhar a a partir de 1935.

A Tomada do poder na Alemanha

Com a crise de 1929, os nazistas passaram a fazer proclamações, gigantescas paradas e desfile das SA e SS. Hitler surgia como o campeão da luta contra o bolchevismo. Empresas capitalistas passaram a dar-lhe apoio financeiro a partir de 1932. Reunindo descontentes de todo lado, especialmente na classe média e no campo, o partido saltou dos 400.000 membros em 1928 para 1,5 milhão em 1930; e dos 2,3% de votos para 18,3%. Fez 107 deputados, contra 77 comunistas.

Em 1932, Hindemburg encarregou o católico Brüning de combater o comunismo. A violência nazista obrigou a dissolver as SA e SS. A crise o obrigou também a tomar medidas socializantes: controle de mercado, socialização de bancos. O velho marechal Hindemburg foi reeleito com 19 milhões de votos, mas Hitler obteve 13 milhões.

Brüning projetou colonizar as grandes propriedades e os latifundiários pressionaram Hindemburg. O chanceler Von Pappen dissolveu o parlamento e convocou eleições. Os nazistas tiveram 37,3% dos votos e fizeram 230 deputados, graças ao apoio maciço da burguesia, proletarizada pela crise. Hindemburg recusou-se a fazer de Hitler chanceler e, convocadas novas eleições, permaneceu a vantagem dos nazistas.

O novo chanceler, o general Von Schleiter, queria quebrar a força de nazistas e comunistas organizando uma ditadura corporativa ao modelo italiano; pretendia fazer reformas sociais com o apoio dos sindicatos. Mas o que conseguiu foi atrair a ira dos grandes capitalistas. Von Pappen, ligado a eles, aproximou-se de Hitler; propôs a ele diminuir a agressão verbal contra os capitalistas. E Hitler foi nomeado chanceler em 30 de janeiro de 1933.
O empresariado e os conservadores monarquistas achavam que iam manobrá-lo. Os comunistas poderiam ter evitado a chegada de Hitler ao poder caso tivessem apoiado o centro, dando-lhe maioria no Parlamento. Mas também achavam que Hitler cairia logo.

Terror e ditadura
Em apenas 23 meses, numa sucessão de golpes de força. ilegalidades e assassinatos, Hitler implantaria sua ditadura pessoal. Com autorização de Hindemburg, dissolveu o Parlamento e encarregou Goering de preparar as novas eleições. Este chamou as SA e SS, sob o pretexto de que as tropas regulares eram insuficientes para garantir a ordem.

A campanha eleitoral foi um terror. Reuniões invadidas, jornais depredados, líderes rivais assassinados. Em 27 de fevereiro de 1933, os nazistas incendiaram o Parlamento e culparam os comunistas, que foram presos junto com os socialistas e liberais. Restabeleceu-se a pena de morte e suspenderam-se as garantias individuais e civis.

A alegada conspiração comunista fez com que os nazistas tivessem 44% dos votos; os 81 comunistas eleitos foram excluídos do Parlamento e os nazistas ficaram em maioria absoluta. Em 23 de março, Hitler obteve o voto de plenos poderes, com apoio dos católicos, que acreditavam numa concordata, como havia acontecido na Itália de Mussolini.

Hitler começou a aplicar o programa nazista. Suspendeu os partidos políticos, menos o nazista, extinguiu os sindicatos, diminuiu os privilégios dos Estados em favor do poder central e tomou medidas anti-semitas.

A principal oposição surgiu dentro do próprio partido: Roehm, chefe das SA, aproximou-se do general Von Schleiter e planejou um golpe, com apoio dos 3 milhões de homens de sua força paramilitar, constituída basicamente de desempregados. Em 30 de junho de 1934, centenas de oponentes foram massacrados, entre ele Schleiter; adeptos de Roehm foram metralhados de surpresa em uma reunião. Foi a Noite dos Longos Punhais. Em toda a Alemanha, foram 3.000 assassinatos. Muitos outros foram juntar-se a comunistas e judeus nos campos de concentração, recém abertos, como Dachau e Buchenwald. Os generais, que viam na SA uma perigosa concorrente, felicitaram Hitler.

O regime definiu as relações com a Igreja. Concordata assinada com o Papa Pio XI impunha aos bispos o dever de prestar juramento ao chanceler. O Papa protestou, não contra a ditadura, mas contra o paganismo nazista. A tentativa de unificar a Igreja Luterana em torno do dr. Müller, bispo do Reich, provocou a reação de mais de 500 pastores, remetidos imediatamente aos campos de concentração.

Hindemburg morreu no fim de 1934. Hitler acumulou as funções de chanceler e presidente. Todos os funcionários oficiais e das forças armadas deveriam prestar-lhe juramento pessoal de fidelidade.

Totalitarismo na Europa

Totalitarismo na EuropaDe forma bastante simples, podemos definir totalitarismo como um regime no qual um único indivíduo domina todo o Estado, tomando para si todos os tipos de poderes existentes. O totalitarismo foi algo presente no contexto do pós-guerra, tendo como suas expressões máximas o Nazismo de Adolf Hitler, na Alemanha, o Fascismo de Mussolini, na Itália, e o Stalinismo de Josef Stalin, na União Soviética.

A principal característica de um regime totalitarista é a eliminação de toda e qualquer oposição política. Desta forma, para os totalitaristas, a existência de múltiplas organizações partidárias prejudicaria o empenho de toda a nação em direção a um único caminho. Por isso, há a adoção de um sistema unipartidário.

No contexto econômico, a intervenção do Estado é algo de fácil conclusão. Nesse sentido, o governo procurava se enriquecer mais e mais, colocando o fator mercado em segundo plano. Assim, o Estado assumia o controle de todos os bens e fontes de recursos existentes por meio da administração de empresas estatais. Podemos destacar também a ênfase dada pelos regimes totalitaristas na indústria de base, bélica e de tecnologia, setores estratégicos em casos de uma eventual guerra.

Outra característica marcante do totalitarismo é a existência de uma política de intolerância a quaisquer manifestações contrárias às suas formas de atuar. Desta forma, muitos cidadãos eram presos, torturados, exilados ou até mesmo mortos por causa de suas ideologias políticas contrárias ao regime instalado.

Os regimes totalitaristas utilizavam a propaganda como principal instrumento de domínio ideológico da população. Assim, faziam uso da história da nação e das imagens de heróis nacionais para despertar na população um sentimento de patriotismo e orgulho.

É importante ressaltar que cada regime totalitarista teve certas características peculiares. Além disso, podemos afirmar que, embora o totalitarismo seja algo difícil de ser aceito no mundo atual, predominantemente democrático, é possível localizarmos traços do regime em políticas adotadas por muitos países.

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