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Iraque | Mapas Geográficos do Iraque

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O Iraque, oficialmente a República do Iraque, ocupa uma área territorial conhecida na antiguidade como Mesopotâmia, é um país do Oriente Médio que abrange a maior parte do extremo noroeste da cordilheira de Zagros, a parte oriental do deserto da Síria e a parte norte do deserto da Arábia. Faz fronteira com o Kuwait e a Arábia Saudita ao sul, a Jordânia a oeste, a Síria a noroeste, a Turquia ao norte e o Irã a leste. Tem uma seção muito estreita do litoral em Umm Qasr no Golfo Pérsico. Existem dois grandes rios que fluem: o Tigre e o Eufrates. Estes fornecem ao Iraque terras agricolamente capazes e contrastam com a paisagem do deserto que cobre a maior parte do Oriente Médio.

A capital, Bagdá, fica no centro-leste. A rica história do Iraque remonta à antiga Mesopotâmia. A região entre os rios Tigre e Eufrates é identificada como o Crescente Fértil - o berço da civilização - e o berço da escrita. Durante sua longa história, o Iraque tem sido o centro dos impérios acadiano, assírio, babilônico e abássida, e parte dos impérios aquemênida, macedônio, parta, sassânida, omíada, otomana e britânica.

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Iraque | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Iraque

Iraque | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Iraque


Geografia: Área: 434.128 km². Hora local: +6h. Clima: tropical árido. Capital: Bagdá. Cidades: Bagdá (5.200.000) (aglomeração urbana), Mosul (1.210.000) (aglomeração urbana), Irbil (600.000), Kirkuk (5000.000), Basra (470.000).

População: 27 milhões; nacionalidade: iraquiana; composição: árabes iraquianos 80%, curdos 15%, turcomanos, sabeus, iezites e marches 5%. Idiomas: árabe (oficial), curdo. Religião: islamismo 96%, outras 3,3%, sem religião e ateísmo 0,7%. Moeda: dinar iraquiano.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU, Opep. Embaixada: Tel. (61) 346-2822, fax (61) 346-7034 – Brasília (DF)

Governo: País sob ocupação militar estrangeira e um governo provisório instaurado em 28 de junho de 2004, Div. administrativa: 18 governadorias (incluindo 3 regiões autônomas). Partidos: em processo de formação. Legislativo: Assembleia transitória, a ser formada em eleições marcadas para 30 de janeiro de 2005. Constituição: provisória, chamada Lei Transitória Administrativa, em vigor desde março de 2004.

O Iraque foi devastado por três guerras em pouco mais de duas décadas e por um prolongado embargo econômico, o Iraque inicia 2005 como um país sem soberania. Desde a derrubada do regime de Saddam Hussein por forças militares dos Estados Unidos (EUA) e do Reino Unido, em abril de 2003, o poder político real está nas mãos das tropas de ocupação, sob o comando norte-americano, que sustentam o governo provisório, empossado em 2004. Os EUA mantêm no país 140 mil soldados. A eles se somam 22 mil militares de outros países, entre os quais o maior contingente é de britânicos. As exportações de petróleo, a principal riqueza iraquiana, são controladas pelos EUA, que usam a receita para custear parcialmente as despesas de reconstrução. O controle das forças de ocupação e do governo provisório sobre a vida nacional enfrenta a resistência de guerrilhas e atentados terroristas. A maior parte do território fica nos vales dos rios Tigre e Eufrates, os principais do Oriente Médio. Na Antiguidade, a região era chamada de Mesopotâmia – "entre rios" em grego. O Iraque guarda um dos mais ricos patrimônios arqueológicos do mundo.

IRAQUE, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO IRAQUE

História do Iraque

Bandeira do IraqueA antiga Mesopotâmia abriga várias civilizações a partir de 3000 a.C.: os sumérios, os acádios, os babilônios e os assírios. Conquistada por persas, gregos e romanos, torna-se o centro do Império Árabe nos séculos VIII e IX. Os árabes fundam Bagdá em 762 e introduzem ali a religião islâmica. Seguem-se invasões dos mongóis e dos turcos. De 1638 até a I Guerra Mundial, o território é incorporado ao Império Turco-Otomano. O Iraque moderno nasce em 1920, quando esse império é dividido. A Liga das Nações põe o novo país sob a tutela do Reino Unido, que instala no trono, em 1921, um monarca árabe da dinastia hachemita, Faisal Hussein. Em 1932, o Iraque entra para a Liga das Nações como Estado independente, mas os britânicos controlam seu governo, com direitos exclusivos de exploração do petróleo.

Nacionalismo - Em 1958, a monarquia iraquiana é derrubada por um golpe militar liderado pelo general ‘Abd al-Karim Qasim, que instala um regime nacionalista. Há várias tentativas de golpe, lideradas principalmente pelo Partido Socialista Árabe Baath ("renascimento", em árabe). Qasim é fuzilado em 1963, num golpe militar com participação do Baath. Sucedem-se diversos governos instáveis, até que, em 1968, o Baath sobe ao poder e se torna partido único. Em 1972, o petróleo é nacionalizado. Uma rebelião da minoria curda no norte do país é reprimida, com milhares de mortos, entre 1974 e 1975.

Bagdá, Capital do Iraque
Bagdá, Capital do Iraque
Guerra Irã-Iraque - O vice-presidente Saddam Hussein amplia sua influência nos anos 1970, até dar um golpe e assumir a Presidência, em 1979. Em 1980, o Iraque invade o Irã, iniciando uma guerra que dura até 1988. O país tem o apoio dos Estados Unidos (EUA), de Israel, da União Soviética (URSS) e de regimes árabes conservadores, entre eles Arábia Saudita e Egito, temerosos de que a Revolução Islâmica iraniana se expandisse por outras nações. O conflito mata 300 mil iraquianos e 400 mil iranianos, devasta os dois países e termina sem vencedor. Guerrilheiros separatistas curdos atacam militares iraquianos a partir de 1985. Em 1988, as Forças Armadas do Iraque usam armas químicas contra a aldeia curda de Halabja, matando 5 mil civis.
Guerra do Golfo - O Iraque provoca um conflito internacional ao invadir o Kuweit, em agosto de 1990. Saddam culpa o país vizinho pela baixa no preço do petróleo, por vender mais do que a cota estipulada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A Organização das Nações Unidas (ONU) condena o ataque ao Kuweit – aliado do Ocidente – e decreta embargo comercial ao Iraque. Saddam anexa o Kuweit. Fracassam as tentativas diplomáticas, e, em 16 de janeiro de 1991, forças coligadas de cerca de 30 nações, lideradas pelos EUA, bombardeiam o Iraque, na Operação Tempestade no Deserto. Em 24 de fevereiro, a coalizão ataca por terra e põe fim à ocupação do Kuweit. Em 28 de fevereiro é assinado o cessar-fogo. Morrem 100 mil soldados e 7 mil civis iraquianos, 30 mil kuweitianos e 510 homens da coalizão.

Rebeliões - No fim da guerra eclodem revoltas contra o regime de Saddam. No sul, a comunidade xiita toma várias cidades. No norte, separatistas curdos ocupam territórios. A repressão do governo é violenta. Pressionado pela ONU, Saddam suspende as ações militares, e uma zona de exclusão para vôos iraquianos é imposta no norte e no sul do país. O governo negocia com dirigentes curdos um projeto de autonomia para o Curdistão.

Embargo comercial - Os problemas com os EUA e seus aliados prosseguem, por causa das violações ao acordo de cessar-fogo. O Iraque se comprometera, entre outras coisas, a permitir a inspeção e a destruição de suas armas químicas, biológicas e nucleares, mas deixa de cooperar com os inspetores da ONU. As forças norte-americanas respondem com bombardeios ao Iraque. O primeiro ocorre em 1993, depois que inspetores de armamentos da Comissão Especial das Nações Unidas (Unscom) são impedidos de entrar no país. Sob o risco de nova ação militar, o Iraque retira tropas próximas à fronteira do Kuweit em 1994 e reconhece a soberania do vizinho. Em 1997, após acordo com a ONU, o Iraque volta a vender petróleo apenas em troca de comida e medicamentos para a população, seriamente atingida pelo embargo. Em dezembro de 1998, o Iraque volta a suspender a cooperação com a Unscom e torna-se alvo de novos bombardeios dos EUA e do Reino Unido. No fim de 1999, a ONU cria um novo corpo de inspeção dos armamentos iraquianos, a Unmovic.

Em 2002, EUA e Reino Unido acusam Saddam Hussein de acumular armas de destruição em massa. O governo de George W. Bush começa os preparativos para a guerra. As autoridades iraquianas negam as acusações e aceitam a volta das inspeções de armas da ONU.

Queda de Saddam - No início de 2003, EUA e Reino Unido pressionam o Conselho de Segurança (CS) da ONU a aprovar o uso da força para desarmar o Iraque, mas enfrentam a resistência de países liderados pela França. Norte-americanos e britânicos decidem então atacar o Iraque, e, em 19 de março, iniciam a guerra. Os iraquianos são facilmente derrotados, e, em 9 de abril, os norte-americanos conquistam Bagdá, instalando um governo de ocupação, chefiado pelo diplomata norte-americano Paul Bremer. Os protestos contra o domínio estrangeiro surgem em seguida. Os religiosos xiitas, perseguidos pelo regime deposto, reúnem milhares em atos pela devolução do poder aos iraquianos. As forças de ocupação tornam-se alvo de atentados e ataques. Em julho de 2003, as autoridades de ocupação formam um Conselho de Governo, constituído por iraquianos de vários grupos étnicos e religiosos. Em 21 de agosto, um caminhão-bomba explode no quartel-general da ONU em Bagdá, matando 22 pessoas, entre as quais o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Saddam é capturado em dezembro pelas tropas norte-americanas. Saddam foi julgado por genocídio contra curdos iraquianos, cometido em 1980 e também pela morte de 148 camponeses xiítas de Dujail em 1982. Foi enforcado aos 69 anos no início do dia 30 de dezembro de 2006,  em Bagdá e foi sepultado no dia seguinte próximo de sua cidade natal, Tikrit.

Saddam morreu no dia do início da Aid al-Adha, festa muçulmana do sacrifício, e alguns já o consideram um “mártir”, em contrapartida, os xiítas antes da execução de Saddam, gritavam o nome do líder xiita Al-Sadr, filho do aiatolá iraquiano Mohammad al Sadr assasinado por Saddam em 1999, coisa não muito bem aceita por outras facções iraquianas. Mais confusão armada para o oriente médio.

Intensificação da insurgência - As ações contra as forças dos EUA intensificam-se em 2004. Os ataques, bem organizados, ocorrem em todo o país, causando grande númerode mortes. Os insurgentes ampliam sua lista de alvos, incluindo os iraquianos que se alistam na polícia e no exército do governo provisório e os civis estrangeiros das empresas contratadas para reconstruir a nação. Muitos estrangeiros são seqüestrados e assassinados. Entre os insurgentes há sunitas e xiitas, além de fundamentalistas de outros países árabes sob o comando do jordaniano Abu Misab al-Zarqawi, ligado à organização terrorista Al Qaeda. Em março, o Conselho de Governo assina a Constituição Provisória que regerá o país até outubro de 2005, quando o Legislativo eleito em janeiro de 2005 deve promulgar uma nova Carta. O aiatolá Ali al-Sistani, o mais importante líder religioso xiita, aceita a Constituição, com críticas. No mês seguinte, ações militares norte-americanas provocam rebeliões em Fallujah, no centro do país, habitada por sunitas, e em importantes centros urbanos xiitas, no sul. Em Fallujah, o ataque dos EUA é uma reação ao linchamento de quatro agentes de segurança norte-americanos, que, depois de mortos, têm o corpo mutilado e exibido publicamente. A cidade é bombardeada nos meses seguintes, provocando a fuga de 250 mil de seus 300 mil habitantes. Em paralelo, os EUA tentam desmantelar as milícias do líder religioso xiita Muqtada al-Sadr.

Soberania parcial - A rede de TV CBS divulga, nos EUA, fotos da prisão iraquiana de Abu Ghraib que mostram guardas norte-americanos cometendo atos de violência e humilhação sexual contra prisioneiros. Em 28 de junho, Bremer transfere a soberania para um governo provisório. O poder formal passa ao xiita Iyad Allawi, novo primeiro-ministro, que, durante o regime de Saddam, liderava um grupo oposicionista patrocinado pela CIA, serviço secreto dos EUA. O governo dos EUA e o do Reino Unido reconhecem que Saddam não tinha armas de destruição em massa. Em agosto, as tropas de ocupação atacam as milícias de al-Sadr entrincheiradas em Najaf, num lugar sagrado para os xiitas, o templo do imã Ali, cunhado de Maomé. O aiatolá al-Sistani negocia uma trégua. Os partidários de al-Sadr deixam as cidades que ocupavam, desarmados, e representantes de al-Sistani assumem o controle do templo. Em novembro, em seguida à reeleição de Bush, os EUA lançam uma grande ofensiva contra a resistência sunita em Fallujah e tomam a cidade.

Um quebra-cabeça vai às urnas
A reconstrução do Iraque como país soberano dependerá da resolução de um complicado quebra-cabeça que envolve, além da disputa pelo poder, uma explosiva mistura de grupos religiosos, étnicos e políticos. A resistência à ocupação estrangeira torna mais complexo esse quadro de fragmentação, ao mesmo tempo em que aproxima facções opostas e fortalece o sentimento nacional. Os xiitas, grupo religioso majoritário (60% da população), ganham espaço político com a queda de Saddam Hussein, um sunita. Em dezembro de 2004, uma coalizão de 22 grupos e partidos xiitas forma uma chapa unificada para disputar a eleição – a Aliança Iraquiana Unida. Sua lista de candidatos é encabeçada por Abdul Aziz al-Hakim, líder do Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque. Trata-se de uma organização fundada no Irã, onde al-Hakim esteve exilado. Ele é acusado de manter vínculos com o serviço secreto iraniano e sua candidatura suscita o temor dos EUA em relação a um Iraque ligado ao Irã, país sob um regime teocrático xiita. Mas a coligação não conta com o apoio do líder religioso radical Muqtada al-Sadr, cujos partidários defendem o boicote eleitoral. Já os sunitas vêem sua influência encolher desde a invasão do país. São quase todos sunitas os milhares de integrantes do Baath – o partido de Saddam, oficialmente dissolvido – demitidos de seus postos nas Forças Armadas e na administração pública. Muitos deles estão engajados na luta armada contra a ocupação.

Os curdos – único grupo étnico claramente favorável à presença militar estrangeira – estão, atualmente, mais interessados em preservar a autonomia que possuem no norte do país desde o início da década de 1990. Os resultados preliminares indicam comparecimento de 60% nas eleições de janeiro de 2005. O índice é considerado alto, diante das ameaças de atentados de grupos contrários ao pleito. Líderes sunitas, que boicotaram as eleições, questionam sua legitimidade.

al-Khwarizmi

al-KhwarizmiMohamed ibn Musa al-Khwarizmi nasceu em Bagdá, por volta do ano 780 da era cristã. Ali viveu, sob os califados de al-Mamun e al-Mutasim, durante a primeira época áurea da ciência islâmica.

Matemático e astrônomo muçulmano, al-Khwarizmi foi o introdutor dos numerais indo-arábicos e dos conceitos da álgebra na matemática europeia. De seu nome deriva a palavra "algarismo".

Seu trabalho sobre matemática elementar, Kitab al-jabr wa al-muqabalah (Livro de integração e equação), foi traduzido no século XII para o latim e deu origem ao termo álgebra. Trata-se de uma compilação de regras para solução aritmética de equações lineares e de segundo grau, para geometria elementar e distribuição proporcional de dinheiro entre herdeiros. O trabalho baseia-se em tradição da matemática babilônica do segundo milênio a.C., presente em tratados helenísticos, hebraicos e hindus. A natureza elementar e prática da obra contribuiu para garantir sua sobrevivência, enquanto outros textos sobre o mesmo assunto se perderam.

Outro trabalho, sobre numerais indo-arábicos, foi preservado numa tradução latina, Algoritmi de numero Indorum (Livro de Al-Khwarizmi sobre a arte hindu de calcular) e originou o termo algoritmo. Al-Khwarizmi compilou tabelas astronômicas, baseadas no Sind-hind, versão árabe do original sânscrito Brahma-siddhanta (século VII da era cristã). Morreu por volta do ano 850.

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