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Asfixia, Estado Físico de Interrupção da Atividade Cerebral

Asfixia, Estado Físico de Interrupção da Atividade Cerebral

#Asfixia, Estado Físico de Interrupção da Atividade CerebralO termo asfixia define um estado físico que determina a interrupção da atividade cerebral por anoxia, isto é, pela carência de oxigênio. Outra de suas causas é a retenção do dióxido de carbono no sangue, fenômeno denominado hipercapnia.

As lesões provocadas pela asfixia quase sempre resultam em seqüelas e no surgimento de disfunções nervosas, já que o cérebro não dispõe da mesma capacidade de regeneração que os demais órgãos do corpo humano.

Cabe ressaltar que a asfixia só é causada por agentes mecânicos, responsáveis pela suspensão da atividade respiratória, tais como estrangulamento ou imersão prolongada, já que a inalação de gases tóxicos, embora passível de provocar anoxia, não resulta em hipercapnia.

O conceito de asfixia mecânica é amplamente utilizado em medicina legal, uma vez que pode ser conseqüência de ação violenta. Pode ser causada por enforcamento, estrangulamento, sufocação ou imersão, embora possa também ser resultado de causas clínicas, tais como edema da glote, em processos alérgicos; formação de membranas diftéricas; ou ainda acidentes fortuitos como ingestão de corpos estranhos ou impacto direto sobre a garganta.

Manifestação peculiar registrada com relativa freqüência é a denominada asfixia neonatal, na qual o recém-nascido não inicia o processo respiratório, seja devido à atelectasia (achatamento dos alvéolos pulmonares), seja por ingestão de líquido amniótico ou qualquer outro corpo estranho.

As medidas a serem postas em prática em caso de asfixia variam, devido à multiplicidade dos possíveis fatores causais, mas todas têm de ser aplicadas com urgência. O princípio básico do tratamento da asfixia é a reativação da função respiratória ou, no caso de recém-nascidos, o início da ventilação pulmonar. O método mais simples é a respiração boca a boca, o qual, não obstante, apresenta inconvenientes como a falta de assepsia. Existem equipamentos de emergência, entre eles as máscaras faciais, os tubos orais ou orofaríngeos e as bolsas infláveis com máscaras e válvulas, que evitam a respiração repetida de um mesmo volume de ar. Outro recurso empregado em situações de máxima urgência, devido à obstrução das vias respiratórias, é a incisão praticada diretamente na traquéia, técnica conhecida como traqueotomia.

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Medicina Legal

Medicina Legal

Medicina Legal

Medicina legal, jurisprudência médica ou medicina judicial é a disciplina que se incumbe de aplicar os conhecimentos médicos e biológicos ao exercício da justiça. Como apresenta uma função normativa, transcende os limites da medicina privada ou clínica e constitui-se, como o sanitarismo e a higiene, em medicina pública ou política, voltada para problemas da comunidade, nesse caso específico em conexão com questões legais.

À medicina compete, além de estudar as doenças e instituir processos terapêuticos, prevenir os danos à saúde individual e coletiva. A medicina legal se enquadra entre as atividades médicas de prevenção, pois sua função é evitar as agressões à integridade física do indivíduo e, principalmente, da sociedade em seu conjunto.

Evolução histórica Na antiguidade, era comum que se recorresse a práticas mágicas para demonstrar a inocência ou culpabilidade de um réu. O ordálio era uma delas: era habitual o recurso ao ordálio, ou seja, à "justiça de Deus" como, por exemplo, no caso em que um réu demonstrava sua inocência se sobrevivesse à travessia de um rio tendo os pés e mãos atados; e a legitimidade de um nascimento podia ser constatada se o recém-nascido flutuasse ao ser posto na água por um sacerdote.

Com o estabelecimento do princípio experimental de Galeno, no século II, e a recompilação dos conhecimentos médicos gregos, começou-se a demonstrar a utilidade do trabalho do médico no auxílio à justiça. Assim, a medicina legal progressivamente acumulou técnicas e delimitou especialidades. No século XVI, a obra de Andreas Vesalius estabeleceu as bases da moderna anatomia, ao criar uma série de técnicas de dissecção e análise, de ampla aplicação na medicina forense. A microscopia, além de outras disciplinas, desempenhou papel determinante na delimitação dessa ciência. Em outro contexto, os estudos dos italianos Enrico Ferri e Cesare Lombroso levaram ao nascimento, no século XIX, da criminologia, ciência que se aplica a diversos aspectos relacionados às atividades delituosas.

Perícia Alguns fatos que devem ser apreciados pela autoridade judiciária não podem ser suficientemente comprovados por testemunhos ou documentos, nem mesmo pelo juiz, já que demandam conhecimentos específicos. Entre esses fatos citam-se a alienação mental do réu, ou lesões corporais produzidas na vítima. Nesses casos, se requer o concurso de técnicos habilitados, ou peritos de diversas áreas, inclusive a médica. Define-se perícia médica como o procedimento policial ou judiciário do qual faz parte exame que deve ser efetuado por médico.

Na base do ato pericial está a identificação e suas técnicas específicas, inclusive o levantamento dos caracteres anatômicos e fisiológicos da pessoa, inclusive impressões digitais, traços fisionômicos e sinais congênitos ou adquiridos. As fotografias fornecem importantes dados para a identificação. Semelhanças marcantes entre duas pessoas (sósias), ou mudanças na mesma pessoa, induzidas pelo tempo ou por intervenção de cirurgia plástica, pelo contrário, são fatos que dificultam a identificação. Técnicas como a microcristalografia e a espectrografia permitem identificar manchas de sangue e excluir ou afirmar a paternidade pela tipagem sanguínea.

A ampliação e complexidade dos campos de aplicação da medicina legal levaram a uma notável diferenciação de disciplinas subordinadas a ela, como, por exemplo, a jurisprudência clínica, à qual compete o estabelecimento das normas que regulam as provas periciais; os estudos de identidade, voltados para a identificação de cadáveres; a tanatologia, cuja área de aplicação compreende todos os aspectos da morte e suas causas; a toxicologia, que estuda as substâncias capazes de provocar envenenamento ou intoxicação; a asfixiologia, que estuda o conjunto de técnicas e efeitos relacionados com a suspensão da função respiratória; a lesionologia, ramo especializado na análise das feridas, contusões e traumatismos causados pela violência; e a afrodisiologia, que se ocupa das características dos delitos sexuais, entre outros.

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Medicina Preventiva

Medicina Preventiva

Medicina PreventivaMedicina preventiva ou profilaxia é o conjunto de práticas destinadas a evitar o aparecimento e disseminação das doenças, em escala individual ou coletiva, e corrigir deficiências sanitárias que possam influir negativamente na saúde pública. Ao contrário da higiene, que compete a médicos e à população em geral, a medicina preventiva é função exclusiva dos médicos e agentes de saúde que atuam diretamente para garantir a boa saúde de uma pessoa ou comunidade.

Com o progresso da medicina, doenças que antes assolavam grandes áreas foram erradicadas ou controladas, o saneamento público avançou notavelmente e a detecção precoce de numerosas doenças possibilitou a intervenção rápida e eficaz para deter sua evolução. Grande parte do êxito da medicina deve-se ao desenvolvimento e à consolidação de processos clínicos preventivos.

Campos de aplicação As principais tarefas da medicina preventiva são: (1) melhoria das condições sanitárias gerais de uma população, em tudo o que diz respeito à salubridade -- saneamento de residências e lugares públicos, controle de qualidade dos alimentos etc.; (2) pesquisa e previsão de epidemias; (3) prevenção de doenças infecciosas; (4) imunização preventiva e vacinação da população. Também fazem parte da medicina preventiva a luta para impedir a propagação de parasitos; o controle das doenças degenerativas, intoxicações, toxicomanias e doenças ocasionadas pelo trabalho; o estudo da incidência de agentes contaminadores de ar, água e solo sobre a saúde coletiva; detecção das alterações genéticas e da transmissão de doenças hereditárias etc.

Áreas de estudoSão numerosos e diversos os campos da medicina preventiva. Higiene, epidemiologia, parasitologia, saúde pública, toxicologia, ecologia humana, medicina social (inclusive medicina do trabalho, rural, escolar etc.) e educação sanitária são ramos estreitamente vinculados à medicina preventiva.

O progresso da medicina preventiva acelerou-se a partir do século XIX, com os avanços da bacteriologia e da microbiologia, que isolaram microrganismos patogênicos responsáveis por doenças como raiva, tifo e tuberculose. Destacam-se também os progressos em higiene e saúde pública. Pouco a pouco, os métodos de desinfecção, assepsia e esterilização descobertos pelos bacteriologistas passaram a ser aplicados a instalações sanitárias, hospitais e lugares públicos, o que permitiu prevenir a ocorrência de epidemias e a propagação de doenças.

Ao longo do século XX, a racionalização na distribuição de recursos humanos e materiais, a melhoria dos sistemas de gestão, a ampliação da rede hospitalar e de saúde pública, a instituição da previdência social e os progressos da medicina e da assistência social configuraram, principalmente nos países industrializados, sistemas eficazes de saúde pública. Erradicaram-se assim doenças endêmicas e focos permanentes de insalubridade etc.

O diagnóstico precoce e preciso de processos patológicos infecciosos, sobretudo os de maior incidência social por suas características e tipo de propagação, como é o caso das doenças sexualmente transmissíveis, degenerativas, câncer etc., converteu-se numa das armas mais eficazes da medicina preventiva. Exames periódicos permitem, hoje, um controle sanitário e preventivo muito mais rigoroso que no passado, uma vez que os recursos técnicos da medicina são muito maiores.

A prescrição de dietas saudáveis, que ganhou importância nos países desenvolvidos, onde se arraigaram maus hábitos alimentares, é uma das áreas mais ativas da medicina preventiva, sobretudo em relação à obesidade, diabetes, hipertensão arterial, doenças vasculares etc. Também derivam em grande parte de regime alimentar inadequado os problemas que ocupam a odontologia sanitária preventiva, cuja ação é fundamental para prevenir o surgimento de cáries e outros processos patológicos que destroem os dentes e prejudicam a saúde geral do corpo.

A proteção contra doenças e acidentes de trabalho é também parte da medicina preventiva. Doenças decorrentes da inalação de matérias pulverulentas como sílica (silicose), carvão (antracose), amianto (asbestose), alumínio (aluminose), assim como pela respiração de vapores e gases tóxicos ou a intoxicação por metais (mercúrio, chumbo, arsênico, alumínio etc.), podem ser prevenidas, parcial ou totalmente, pela verificação das condições sanitárias dos locais de trabalho, pelo exame sistemático e periódico dos trabalhadores e a adoção de medidas de proteção. Deve-se também utilizar mecanismos semelhantes para prevenir de forma efetiva os acidentes, tanto de trabalho, como os que são consequência do trânsito, do trabalho doméstico etc.

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Medula Óssea - (Tecido Mielóide)

Medula Óssea - (Tecido Mielóide)

Medula Óssea - (Tecido Mielóide)

Medula óssea é o tecido (tecido mielóide) gelatinoso e macio que existe nas cavidades ósseas dos animais superiores. Pode ser vermelha ou amarela, dependendo da preponderância de tecido vascular ou gorduroso. No homem, a medula vermelha é um tecido fibroso, delicado e altamente vascularizado, que forma todas as células sangüíneas, com exceção dos linfócitos, que amadurecem nos órgãos linfóides, depois de produzidos na medula.

Vários tipos de imunodeficiências podem ser tratadas com sucesso por meio de transplantes da medula óssea, responsável pela produção das células sangüíneas do organismo, entre as quais as que atuam no combate aos agentes causadores de infecções.

Devido à grande necessidade de formar sangue novo na infância, a medula humana é inteiramente vermelha até os sete anos. Substituída progressivamente por tecido gorduroso, ainda pode ser encontrada na idade adulta nas vértebras, nos ossos da bacia e do peito, nas costelas, no crânio e nas extremidades dos ossos longos de pernas e braços. A medula amarela, cuja principal função é armazenar gordura, está presente nas cavidades centrais dos ossos longos e em ossos esponjosos ou cartilaginosos.

As células reticulares da medula vermelha - eritroblastos, mieloblastos e megacariócitos - formam vários tipos de células sangüíneas, que se precipitam nos sinusóides, veias de paredes finas localizadas no interior de canais existentes nos ossos. No homem, as células sangüíneas e plaquetas param de se desenvolver após deixarem a medula.

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Medicina Nuclear

Medicina Nuclear

Medicina NuclearMedicina nuclear é a especialidade médica que emprega isótopos radioativos para diagnóstico e tratamento de doenças. Baseia-se no princípio segundo o qual o isótopo radioativo de certos elementos, isoladamente ou associado a outras substâncias, pode ser conduzido ao órgão que se deseja estudar ou tratar. Assim, o isótopo radioativo do iodo 131, administrado por via oral em pequenas quantidades, se emprega para diagnosticar disfunções tireoideanas e, em doses terapêuticas, para destruir tecido canceroso na tireóide ou parte da glândula hiperfuncionante.

Lesões de tecidos internos do corpo humano, sobretudo tumores, podem ser detectadas precocemente pelo emprego dos métodos de diagnóstico por imagem, como o exame cintilográfico e a captação de iodo pela tireóide.

No exame de rastreamento de isótopos denominado cintilografia injeta-se no corpo do paciente, por via intravenosa, um isótopo radioativo emissor de radiação gama de meia-vida muito curta, como o tecnécio 99 ou índio 113, denominado traçador. De acordo com a substância a ele associada o traçador se fixa preferentemente num ou noutro órgão. Para que se fixe no fígado, por exemplo, o isótopo é associado a uma proteína. Efetua-se a seguir o mapeamento: uma câmara gama, ou cintilógrafo, capta a radiação emitida pelo isótopo e transfere para o papel ou placa emulsionada os impulsos que acionam seu percutor, desenhando um mapa do órgão que permite avaliar seu tamanho e condições de funcionamento. A maior ou menor concentração do traçador em certas áreas do órgão, mostrada no cintilograma, informa sobre a localização e proporções da eventual lesão. A substância radioativa se desintegra completamente antes que possa causar dano ao organismo do paciente.

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Cardiologia, História e Principais Doenças Cardíacas

Cardiologia, História e Principais Doenças Cardíacas

#Cardiologia
Cardiologia é o ramo da medicina que estuda o funcionamento, a anatomia e as doenças do coração, das artérias, das veias e, em geral, de todos os componentes do sistema cardiovascular.

A doença coronariana e outras cardiopatias constituem a principal causa de mortalidade no mundo ocidental. Basta esse fato para destacar a importância médica e social da cardiologia.

Histórico - Embora o atual conceito de cardiologia possa ser considerado de recente formulação, o estudo da circulação sangüínea e do coração é muito antigo. No século IV a.C., Herófilo de Calcedônia foi o primeiro a distinguir entre artérias e veias, tendo ainda observado que somente as primeiras pulsavam. Seu contemporâneo Erasístrato de Quio traçou o percurso de artérias e veias observáveis a olho nu, mas acreditou que por meio delas circulava ar. Já no século II da era cristã, Galeno demonstrou que as artérias continham sangue e estudou a circulação sangüínea. Contudo, sua interpretação era errônea, pois considerava que o coração era o responsável pela respiração e que o sangue atravessava o septo muscular intracardíaco.

No século XVI, Miguel Servet sugeriu, pela primeira vez na idade moderna, a existência da circulação menor, e Andreas Vesalius demonstrou a impermeabilidade da membrana intracardíaca ou septum (septo) ao sangue. Em 1620, o médico inglês William Harvey tornou possível o verdadeiro conhecimento da circulação, por formular uma hipótese segundo a qual as válvulas das veias só se abrem em direção ao coração. Desde que Harvey expôs sua teoria, o estudo do coração e do aparelho circulatório progrediu consideravelmente, em função do estudo e da pesquisa, assim como da necessidade de curar as doenças cardíacas, cada vez mais freqüentes.

Diagnóstico. Assim como nos outros ramos da medicina, em cardiologia é fundamental o estabelecimento de um diagnóstico correto graças ao qual se possa escolher o tratamento adequado. O cardiologista estuda todos os sintomas apresentados pelo paciente e, sobretudo, os habitualmente mais relacionados com as enfermidades cardíacas, como a taquicardia, a fadiga, as dores torácicas ou o intumescimento dos membros inferiores. Também examina os eventuais sintomas relacionados a lesões de certas partes do coração ou do aparelho circulatório, mediante o exame do paciente.

É possível ainda observar alterações do tecido muscular, do pericárdio (membrana que rodeia externamente o coração), das fibras especializadas em transmitir o impulso nervoso adequado que determina a contração cardíaca (sistema de Purkinje) ou das válvulas cardíacas e dos grandes vasos.

#Cardiologia

As alterações do sistema cardiovascular podem resultar de diferentes causas, de origem congênita ou decorrente de causas adquiridas. São motivos comuns de afecção cardíaca as febres reumáticas, a insuficiente irrigação sangüínea do músculo cardíaco pelas artérias coronárias, as infecções, a tensão emocional, o tabagismo, a vida excessivamente sedentária ou uma dieta inadequada.

O diagnóstico das cardiopatias tornou-se progressivamente mais simples e correto graças ao emprego de técnicas de exame muito sensíveis e submetidas a contínuo aperfeiçoamento. Os diferentes métodos utilizados no exame cardiológico se diferenciam entre os invasivos e os não-invasivos. Os primeiros pressupõem a penetração do instrumental de observação no sistema cardiovascular do paciente, o que não se faz nos últimos.

Um dos métodos não-invasivos mais comumente utilizados na exploração cardíaca é a auscultação da batida cardíaca. Realiza-se mediante um estetoscópio, aparelho que permite escutar o ruído causado pelo fluxo sangüíneo nas cavidades auriculares e ventriculares do coração. Identificam-se assim as fases do ciclo cardíaco e, portanto, suas possíveis anomalias. Se o ritmo detectado for galopante (semelhante ao galope de um cavalo), o coração está dilatado e existe a possibilidade de produzir-se um iminente colapso cardíaco. Os murmúrios de fundo são provocados por problemas das válvulas. Pode-se também observar estenose, isto é, estreitamento nos orifícios cardíacos, e regurgitação ou fechamento incompleto de uma válvula.

Outro método que não requer invasão do sistema cardiovascular é o exame radiológico, mediante o qual se detectam aumentos das dimensões do coração, freqüentemente devidos a esforço excessivo. Empregando as técnicas radiológicas também se podem identificar possíveis depósitos calcificados em certas partes do coração. O emprego da chamada fluoroscopia parece especialmente indicado para a detecção desses depósitos, assim como de partes afetadas por infartos. Com ela é possível avaliar o coração em movimento, pela projeção de sua imagem numa tela fluorescente.

Técnicas especializadas. A contração cardíaca vem acompanhada de uma atividade de natureza elétrica, que se inicia na aurícula direita e se propaga pelo miocárdio e por todo o organismo até a superfície do corpo. Em conseqüência disso, é possível registrar os impulsos elétricos relacionados com a atividade cardíaca mediante a colocação de eletrodos em duas zonas da pele. As mudanças observadas nos impulsos elétricos são detectadas pelo eletrocardiógrafo, cujo registro gráfico é o eletrocardiograma.

Essa técnica permite detectar infarto do miocárdio, bloqueio cardíaco, taquicardia paroxística etc. Mediante a prova de esforço, na qual se submete o paciente a um exercício físico intenso enquanto se registra seu eletrocardiograma e se mede sua pressão sangüínea, é possível conhecer o rendimento do coração e descobrir um eventual risco de insuficiência cardíaca.

Quando se dirigem para um objeto ondas sonoras de alta freqüência, estas geram um eco que indica seu tempo de retorno à fonte de emissão. Regulando-se devidamente esse fenômeno, pode-se obter uma imagem fiel do objeto em questão. Se as ondas forem dirigidas ao coração, consegue-se informações sobre o movimento das válvulas e das paredes do órgão.

Para estabelecer um diagnóstico correto, às vezes é preciso recorrer a técnicas que requerem a invasão do sistema circulatório do paciente. As mais freqüentes são o cateterismo e a angiografia. No primeiro caso, introduz-se um tubo delgado e muito longo, geralmente em uma veia, até o coração. Se o que se pretende é medir a pressão cardíaca, introduz-se no cateter um líquido de tal forma que, quando a pressão aumenta no coração, o líquido retrocede. Tais retrocessos são detectados por um medidor de pressão situado na extremidade externa do cateter e indicam a pressão intracardíaca. Colocando-se uma microcâmara na ponta do cateter, pode-se visualizar o interior do coração e, dessa forma, as possíveis obstruções ou outras anomalias.

A angiografia tem como objetivo o acompanhamento do percurso do sangue por meio dos vasos sangüíneos e do coração, com visualização do circuito mediante a injeção de substâncias radioativas que possam ser observadas radiologicamente.

Principais doenças cardíacas. As doenças que afetam os órgãos integrantes do sistema cardiovascular apresentam considerável diferenciação e grande diversidade em suas manifestações. Graças ao incremento da higiene e das medidas terapêuticas, os índices de expectativa de vida crescem de modo constante, mas quanto maior a idade da população, mais cresce a incidência de doenças cardíacas.

Distinguem-se na cardiologia duas grandes áreas. A primeira compreende as afecções específicas do coração e a segunda engloba as enfermidades que se registram nas artérias, nas veias e nos vasos linfáticos. Esse último grupo define uma subdisciplina da cardiologia, a angiologia.

Entre os processos patológicos próprios do coração cabe citar como mais importantes, por sua elevada incidência, a angina do peito e o infarto do miocárdio. A primeira dessas afecções provoca um paroxismo violento de dor nos que sofrem de doença coronariana. A dor começa quase sempre ao nível da zona correspondente ao coração e se irradia, através do tórax em várias direções, inclusive para o braço esquerdo. Além da dor, o paciente acusa sensação de constrição, sufocação e morte iminente, fica pálido, com pele fria e pulso fraco. A crise raramente excede três minutos, ocorrendo em geral após esforço. A angina de peito pode ser fatal na primeira crise. É rara em jovens, sendo mais frequente no sexo masculino.

Por sua vez, o infarto do miocárdio, também de prognóstico letal em muitos casos, se deve a uma súbita interrupção da irrigação sangüínea do coração, provocada pela obstrução de um vaso.

A parada cardíaca, isto é, a ausência temporária ou permanente da contração do músculo do coração, pode ser produzida pela atuação de agentes externos, como uma forte descarga elétrica, ou por diversas enfermidades cardíacas. Entre as mais freqüentes incluem-se as inflamações das membranas interna, média e externa que recobrem as paredes do músculo cardíaco. Tais processos são, respectivamente, as endocardites, as miocardites e as pericardites.

No âmbito da angiologia, registram-se manifestações que também apresentam altos níveis de incidência. Entre as que afetam as artérias, uma das mais generalizadas é a arteriosclerose. Trata-se de um conjunto de transtornos circulatórios produzidos pelo endurecimento das paredes arteriais, o qual, por sua vez, é conseqüência das inflamações prolongadas.

O estado geral dos órgãos também condiciona a pressão da circulação sangüínea no interior das artérias. Assim, diferentes tipos de disfunções -- pulmonares, renais ou de outra natureza -- geram o processo denominado hipertensão arterial, que, definido como aumento da tensão sangüínea, é outra das doenças cardiovasculares mais difundidas.

Embora o espectro patológico do coração e dos vasos sangüíneos compreenda muitas outras doenças e eventuais complicações, cabe citar, como última angiopatia de incidência significativa, a tromboflebite. Trata-se de uma inflamação prolongada ou crônica da membrana medular (denominada túnica íntima) dos vasos venosos.

Tratamento. Em muitos casos é possível prevenir as cardiopatias ou, se já tiverem ocorrido e não forem excessivamente intensas, evitar que se acentuem. As medidas preventivas de caráter geral, que todos os cardiologistas adotam, tendem a desaconselhar uma vida muito sedentária, a evitar o aumento de peso e o tabagismo, a controlar a ingestão de gorduras de origem animal e a reduzir na medida do possível as alterações nervosas e qualquer tipo de estado de ansiedade ou de instabilidade emocional. Também é contra-indicada a ingestão de bebidas alcoólicas e se recomenda controlar com freqüência a pressão arterial, sobretudo se houver tendência à hipertensão.

Quando a cardiopatia já se manifestou e as medidas acima expostas se revelam insuficientes para controlar a lesão, o cardiologista recorre à aplicação de tratamento médico ou cirúrgico, segundo a gravidade ou a origem da doença.

Existem diferentes classes de medicamentos utilizados no tratamento de doenças cardíacas. Assim, por exemplo, os cardiocinéticos aumentam a força das contrações cardíacas, sem desacelerar a freqüência e a condução do estímulo das aurículas aos ventrículos. Desse grupo fazem parte a digitalina e o estrofanto. Por sua vez, os cardiotônicos, como a adrenalina e a coramina, estimulam a função cardíaca deprimida e atuam sobre os centros nervosos, dos quais depende a pulsação do coração. Outras drogas são empregadas para regular o ritmo cardíaco ou para tornar mais lenta a freqüência de contração do coração.

Quando se registra insuficiência cardíaca, é necessário estimular eletricamente o coração. Para isso empregam-se dispositivos denominados marca-passos, que podem ser implantados sob a pele do tórax ou na axila. Os marca-passos constam de uma bateria     que pode ser substituída quando necessário, conectada a eletrodos que se dirigem ao coração.

A cirurgia cardiovascular implica vários problemas, dada a singularidade do órgão que se deve operar. Em primeiro lugar, quando a cavidade torácica é aberta, qualquer estímulo que se produza perto do coração pode acarretar a parada do músculo cardíaco. Além disso, o coração está permanentemente cheio de sangue e, portanto, a abertura de qualquer de suas cavidades pode gerar intensa hemorragia. As primeiras cirurgias cardiológicas praticadas com segurança remontam à década de 1940.

Posteriormente surgiram meios que facilitaram as operações do coração. Assim, os cirurgiões dispõem de fibriladores, capazes de normalizar o ritmo cardíaco mediante descargas elétricas muito breves. Além disso, o emprego das máquinas denominadas coração-pulmão permite evitar o perigo de hemorragia. Nesses dispositivos, o sangue passa para o aparelho, que se encarrega de oxigená-lo e restituí-lo ao canal de fluxo.

Um dos grandes avanços da cirurgia nesse setor é a realização de transplantes de coração, cujo pioneiro foi o sul-africano Christiaan Barnard. Tais intervenções trouxeram grande esperança para os doentes cardíacos irrecuperáveis e seu índice de resultados satisfatórios experimentou notável incremento a partir da década de 1970. Na década seguinte, por outro lado, iniciou-se o processo de implantação de "corações artificiais", dispositivos mecânicos que substituem as funções do coração.

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Otorrinolaringologia, O Que é e o Que Faz o Otorrinolaringologista?

Otorrinolaringologia, O Que é e o Que Faz o Otorrinolaringologista?

#Otorrinolaringologia, O Que é e o Que Faz o Otorrinolaringologista?Otorrinolaringologia é a especialidade médico-cirúrgica que estuda as doenças do ouvido, nariz, seios paranasais e garganta (faringe e laringe). Geralmente considerada de forma unitária, essa disciplina médica é muitas vezes separada em otologia (que estuda as doenças do ouvido), rinologia (que trata das afecções do nariz e dos seios nasais) e laringologia (que se ocupa do tratamento das doenças da laringe, da faringe e da boca).

A unificação do estudo e do tratamento das doenças que afetam o nariz, o ouvido e a garganta numa única especialidade médica, a otorrinolaringologia, decorre, entre outros fatores, da correlação entre esses órgãos e da probabilidade que o acometimento de um deles venha a afetar os demais.

Histórico. Tradicionalmente, o tratamento médico das doenças do ouvido esteve vinculado ao das afecções visuais. Com os progressos da laringologia a partir do final do século XIX, descobriu-se a conexão entre ouvido e garganta e ambos os órgãos passaram a ser tratados em conjunto.

O estudo das doenças auditivas não teve base científica sólida até meados do século XIX, quando Jean-Marc-Gaspard Itard e Prosper Ménière pesquisaram sistematicamente a fisiologia do ouvido. A especialidade foi delineada por William Wilde, que publicou, em 1853, Practical Observations on Aural Surgery, and the Nature and Treatment of Diseases of the Ear (Observações práticas sobre cirurgia auricular e a natureza e o tratamento das doenças do ouvido). A invenção do otoscópio, instrumento que permitiu examinar visualmente o tímpano, determinou novos avanços na otologia.

As pesquisas sobre a laringe e suas doenças ganharam um precioso auxiliar com o laringoscópio, aparelho inventado em 1855 pelo espanhol Manuel García, professor de canto. O laringoscópio foi adotado por Ludwig Türck e Jan Czermak em estudos detalhados sobre a patologia da laringe. Czermak descobriu uma nova utilidade para o laringoscópio, ao virar para cima o espelho do aparelho, o que lhe permitiu investigar a fisiologia da cavidade nasofaríngea. Estabeleceu-se assim um vínculo essencial entre laringologia e rinologia. Um dos assistentes de Czermak, Friedrich Voltolini, aperfeiçoou o sistema de iluminação do aparelho e adaptou-o para uso com o otoscópio.

Em 1921, Carl Nylen empregou pela primeira vez um microscópio binocular de alta potência numa cirurgia de ouvido. O microscópio cirúrgico inaugurou uma série de novos procedimentos corretivos nas delicadas estruturas do ouvido. Outra importante conquista do século XX foi a invenção, na década de 1930, do audiômetro elétrico, aparelho usado para medir a acuidade auditiva.

Doenças nasais. Uma das patologias mais frequentes do nariz e das fossas nasais é a epistaxe, hemorragia de causas variadas, entre as quais a secura da mucosa nasal, com a conseqüente ruptura dos vasos sangüíneos, e os estados febris. A facilidade com que ocorrem hemorragias nasais deve-se à superficialidade dos vasos sangüíneos. A epistaxe pode estar associada a doenças sistêmicas, como anemia perniciosa, leucemia ou distúrbios da coagulação. O tratamento consiste no combate local da hemorragia e de sua causa.

É também frequente a incidência de furúnculos nasais, pequenos abscessos superficiais de origem infecciosa. O grande perigo dessas infecções é a possibilidade de propagação através de vasos venosos para o seio cavernoso, com conseqüente infecção intracraniana. O tratamento dos abscessos, que jamais devem ser espremidos ou manipulados, se baseia na aplicação de calor local e na administração de antibióticos. Principalmente em crianças pequenas, que muitas vezes apresentam motivação compulsória de colocar sementes, contas e outros objetos na cavidade nasal, a remoção de eventuais corpos estranhos se faz geralmente sem anestesia.

A alergia pode ser considerada uma hipersensibilidade patológica do indivíduo a certas substâncias ou condições. A reação alérgica está associada à formação de anticorpos pelo indivíduo alérgico, em resposta a determinados estímulos antigênicos. Esses anticorpos podem circular no plasma ou estar fixos na célula. O diagnóstico da alergia baseia-se na anamnese cuidadosa e completa, assim como no exame físico detalhado, em que se levam em consideração, entre outros fatores, a história familiar da alergia, episódios alérgicos anteriores e ataques recorrentes ou estacionais da doença. Nesse contexto, merece especial atenção a doença conhecida como febre do feno, provocada por uma reação alérgica ao pólen de diversos vegetais. É caracterizada por espirros, rinite aquosa, obstrução nasal e coceira no nariz, olhos e garganta.

Inflamação da mucosa que recobre as fossas nasais, a rinite tem grande variedade de formas, em função do agente causador. Há as rinites alérgicas, por hipersensibilidade a algumas substâncias; a rinite vasomotora persistente, que se caracteriza por obstrução nasal decorrente de anormalidade na regulação vasomotora do nariz; a rinite crônica, geralmente associada a processos alérgicos ou sinusite de evolução lenta; a rinite hiperplástica, caracterizada por espessamento e alterações edematosas na membrana mucosa e no periósteo; e a rinite atrófica crônica (ozena), atrofia osteomucosa da parede externa das fossas nasais, com formação de crostas sem ulceração da mucosa subjacente e fetidez característica.

A rinite alérgica persistente diferencia-se da febre do feno pela ausência de periodicidade, com sintomatologia presente durante quase todo o ano, enquanto na outra afecção a sintomatologia ocorre em consonância com as estações. Na rinite, os alérgenos mais freqüentes são o pó, agentes infecciosos, alimentos e substâncias químicas.

Juntamente com a rinite, a doença nasal mais freqüente é a sinusite, inflamação dos seios paranasais. A etiologia das infecções sinusais, no que diz respeito aos agentes patogênicos, é a mesma que a das vias aéreas superiores. Não existem microrganismos que demonstrem especificidade para as cavidades sinusais. Geralmente os seios paranasais acompanham as infecções das vias respiratórias altas. A presença de pólipos nasais, que causam a obstrução dos orifícios de drenagem, é, porém, causa freqüente de infecções.

Quando relacionadas às sinusites, as dores de cabeça são tratadas por otorrinolaringologistas. Nesse caso, a dor está associada a uma infecção aguda dos seios frontais ou maxilares. A dor associada a uma infecção aguda dos seios etmoidais e esfenoidais é de localização mais posterior e se projeta entre os olhos ou no vértice da cabeça.

Doenças frequentes como a gripe e o resfriado, que afetam as vias respiratórias superiores, são também tratadas pela otorrinolaringologia, uma vez que a maior parte dos sintomas de ambos os processos centram-se nas fossas nasais e na garganta. A gripe é uma doença infecciosa das vias respiratórias cujos sintomas são febre, cefaléia e dor muscular. O processo, na maior parte das vezes, afeta ainda os seios paranasais, o ouvido médio, os brônquios e os pulmões. O tratamento, que tem por base o repouso, é específico segundo o sintoma predominante. Já o resfriado comum é causado por vírus - os paragripais, ECHO e outros - e produz congestão nasal, secreção aquosa e perda da capacidade olfativa, além de outros sintomas.

Doenças da faringe, amígdalas e laringe. A otorrinolaringologia se ocupa também do estudo da faringe, da laringe e das amígdalas (órgão par, de forma ovóide, cuja função é defender a garganta contra os processos infecciosos).

Entre as doenças da faringe, a de maior incidência é a faringite, quadro inflamatório que pode apresentar ou não natureza infecciosa e que pertence a diferentes categorias, de acordo com os sintomas que produza: faringite não bacteriana; faringite aguda; faringite crônica (ou granulosa); agranulocitose, angina ulcerativa e gangrenosa da orofaringe e de outras superfícies mucosas; leucemia; leucoplasia; monilíase e aftas.

Muito comuns são as doenças de natureza virótica, bacteriana e micótica que afetam as amígdalas. O tratamento nesses casos é essencialmente etiológico, visando ao combate do agente causador. Os surtos repetidos de infecções agudas podem dar origem à hiperplasia das amígdalas, cujo tratamento indicado é geralmente a extirpação cirúrgica.

A laringe pode sediar inúmeros processos patológicos, decorrentes de malformações, infecções agudas e crônicas, além de processos infiltrativos, traumáticos e tumorais. As doenças da laringe, em vista de sua fisiologia e de sua disposição anatômica, podem levar a obstruções das vias respiratórias, algumas vezes graves, até com a morte do paciente por sufocação. Como a laringe é o principal órgão da fonação, pequenas lesões podem ser acompanhadas de profundas alterações da voz. Os tumores da laringe podem ser de natureza benigna ou maligna, sendo que estes últimos têm caráter infiltrativo, pois invadem as regiões vizinhas e emitem metástases, principalmente nos gânglios linfáticos regionais.

A laringe é sede também de doenças infecciosas, como a difteria, causada pela bactéria Corynebacterium diphteriae. A doença se caracteriza pela formação de pseudomembranas de fibrina, que recobrem a região inflamada. À medida que a infecção avança, há dificuldade de deglutição e toxemia, acompanhadas de prostração intensa. O edema da laringe pode produzir dificuldade respiratória e, nos casos avançados, asfixia. A profilaxia se faz com uma vacina que proporciona alto grau de imunização, e o tratamento consiste na aplicação de antibióticos.

Doenças do ouvido. A distinção anatômica e fisiológica entre ouvido externo, médio e interno é também válida para efeitos clínicos: distinguem-se, dessa forma, os processos patológicos gerais daqueles que são específicos de cada parte do ouvido. Entre os gerais, são muito comuns as otites, inflamações agudas ou crônicas que afetam a pele do conduto auditivo externo, médio ou interno (também chamadas labirintites).

Entre as doenças que afetam especificamente o ouvido externo, estão a obstrução do canal auditivo externo por cerume e as lesões causadas pela introdução de corpos estranhos. Alterações da aeração e da drenagem do ouvido médio provocam a disfunção da trompa de Eustáquio. Ainda no ouvido médio, as alterações ou lesões do tímpano se corrigem geralmente mediante técnicas cirúrgicas, entre as quais a timpanoplastia (operação destinada a erradicar a doença do ouvido médio e reconstruir o mecanismo da audição) e a miringoplastia (restauração da membrana timpânica perfurada).

No ouvido interno, diferenciam-se várias doenças cujo traço mais característico é a modificação do sentido de equilíbrio, o que produz vertigens. Essas afecções podem acarretar também redução ou perda total da audição. É o caso da labirintite, classificada como circunscrita ou difusa, aguda ou crônica, supurativa ou seqüestrativa; da neuronite vestibular, forma de neurite epidêmica que afeta o nervo vestibular e se caracteriza por vertigens intensas, vômitos e nistagmo espontâneo; e da síndrome de Ménière, doença de causa desconhecida que afeta a fisiologia dos líquidos do ouvido interno, mais precisamente da endolinfa, e se caracteriza pela ocorrência de crises periódicas, iniciadas com o aumento da pressão intra-auricular e seguidas de vertigem e zumbido.

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