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Ouro (Au) | Ocorrência e Obtenção de Ouro

Ouro (Au) | Ocorrência e Obtenção de Ouro

Ouro (Au) | Ocorrência e Obtenção de Ouro

O Ouro (Au), elemento químico de símbolo Au, é um metal de cor amarela, denso e brilhante. Graças a essas características, bem como a sua inalterabilidade e raridade, é o metal precioso por excelência. Apresenta certas propriedades físicas e químicas singulares: tem grande ductilidade, isto é, pode ser facilmente reduzido a fios sem se romper; sua maleabilidade é tão elevada que pode ser batido até alcançar uma espessura da ordem de 0,0001mm, em folhas translúcidas; e tem pouca dureza, pelo que é frequentemente usado em ligas com cobre e prata. Bom condutor de calor e eletricidade, o ouro não se altera em contato com o ar e a água, mas é atacado pelo cloro e dissolve-se no mercúrio. Não é atacável por ácidos isolados, mas somente por ação da água-régia, mistura dos ácidos clorídrico e nítrico.

Símbolo de riqueza e importante fator econômico em todas as épocas, a ponto de ter servido de padrão internacional de conversão de moedas por mais de um século, o ouro encontrou novas aplicações, no fim do século XX, nas indústrias eletrônica e espacial.

Mineral nativo, o ouro cristaliza-se no sistema cúbico (monométrico, isométrico ou regular), e são raros os cristais distintos e perfeitos. Ocorre comumente em formas arborescentes alongadas e não tem clivagem, ou seja, fragmentação em planos.

Ouro (Au) Ocorrência e obtençãoO ouro está amplamente distribuído na natureza, embora em concentrações escassas. Normalmente encontrado em rochas magmáticas, na forma de partículas de várias dimensões, o ouro também ocorre em rochas sedimentares e frequentemente em conexão com rochas metamórficas. Encontra-se, mais frequentemente e em quantidades apreciáveis, em depósitos sedimentares clásticos denominados placers.

Quando associado ao quartzo, o ouro é encontrado de maneira irregular: em pequenas lâminas (frequentemente invisíveis a olho nu), cordões e mesmo massas de cristais. Os minerais que comumente acompanham o ouro são: pirita, calcopirita, galena, esfalerita, arsenopirita, tetradimita, minerais de telúrio, bismuto nativo, arsênico nativo, estibinita, cinábrio, magnetita, hematita, barita, xilita, apatita, fluorita, siderita e crisocola.

Durante muito tempo o ouro foi obtido não diretamente dos veios de quartzo, mas de depósitos secundários encontrados nos vales, nas encostas de montanhas ou colinas e no leito dos rios. O ouro aí encontrado apresenta-se usualmente puro, em massas denominadas pepitas quando atingem certas dimensões. Atualmente são mais raros os depósitos sedimentares, e o ouro é obtido diretamente da rocha matriz.

Ouro (Au) - GoldEncontra-se ouro em quase todas as regiões da Terra, sob as mais diversas condições de ocorrência. No Brasil, durante muito tempo os depósitos mais importantes estiveram ao longo da serra do Espinhaço, em Minas Gerais, e a mina de Ouro Velho, nas proximidades de Belo Horizonte, é uma das mais profundas do mundo. Entretanto, na segunda metade do século XX a principal área de extração passou a ser a Amazônia, com destaque para os seguintes garimpos: Serra Pelada, rio Tapajós, rio Amana, rio Parauari, rio Madeira.

Sob o ponto de vista da extração, as minas de ouro pertencem a dois tipos. No primeiro tipo, as minas de rochas auríferas, geralmente localizadas em filões, o teor do minério é da ordem de 6 a 12 gramas de ouro puro por tonelada de terra e rocha. A exploração desse tipo de mina pode ser feita a mais de três mil metros de profundidade. O segundo tipo, as minas de depósitos aluvionais auríferos, é de exploração bem mais fácil. O trabalho se faz por meio de dragas, e os teores minerais são mais baixos que nas minas do primeiro tipo.

Na exploração de veios subterrâneos (filões), o metal é triturado, lavado e submetido à amalgamação, processo que consiste na mistura dos grânulos de ouro com mercúrio em placas de cobre, para separá-los da ganga. O metal puro é obtido por destilação do amálgama. Em outros casos, essa última fase é substituída pela reação do ouro com cianureto de sódio, com posterior precipitação do metal puro por reação com zinco ou alumínio.

#Ouro - Gold

O tratamento do ouro encontrado nas areias de aluvião é bem mais simples. A massa arenosa fina passa por calhas transportadoras equipadas de desbastadores e chega a coadores com fundo revestido de veludo filetado. Também se podem utilizar as mesas de balanço e eventualmente a flotação. O ciclo da extração, quase sempre finalizado com a amalgamação, inclui ainda a refinação, quando o ouro contém impurezas, que podem ser eliminadas por copelação, por via química (pela ação do cloro ou do ácido sulfúrico) ou por eletrólise.

Aplicações Por ser encontrado em forma relativamente pura na natureza, e pela singularidade de suas propriedades físicas, o ouro tornou-se o mais apreciado dos metais, muito utilizado desde a antiguidade em joalheria, ourivesaria e decoração. Artesãos egípcios, minoicos, assírios e etruscos criaram belos e elaborados trabalhos de arte em ouro, material que era aceito na troca por bens e serviços.

Em joalheria, o ouro é geralmente empregado em liga com prata e cobre (ouro amarelo), com níquel (ouro branco), paládio ou platina. O ouro puro diz-se ouro fino; e a liga com menor teor de ouro é chamada de ouro baixo. O ouro é classificado por quilate, que é cada uma das partes em peso de ouro puro contidas em 24 partes do metal usado para a liga. Uma liga de 12 quilates contém cinquenta por cento de ouro, enquanto o de 24 quilates é ouro em estado puro. Quando os quilates são estipulados por lei, diz-se que o ouro é de lei.

Por sua elevada condutibilidade elétrica e resistência a agentes corrosivos, o ouro é empregado na indústria elétrica e eletrônica, no revestimento de circuitos impressos, contatos, terminais e sistemas semicondutores. Películas muito finas de ouro, que refletem mais de 98% da radiação infravermelha incidente, são usadas em satélites artificiais para controle de temperatura e nos visores dos trajes espaciais, como proteção. Da mesma forma, essas películas, aplicadas às janelas dos grandes edifícios comerciais, reduzem a necessidade de ar-condicionado e conferem maior beleza às fachadas. Na área de saúde, o ouro tem aplicação na odontologia, para obturação, e o ouro radioativo se usa na cintilografia do fígado.

Mais de metade da produção mundial de ouro é adquirida pelos bancos centrais de todos os países para constituir reserva monetária. Além disso, como garantia do papel moeda em circulação, o ouro pode ser utilizado para cobrir diferenças nas balanças de pagamentos dos diferentes países.

A adoção do ouro como unidade de conta pelos diferentes sistemas monetários conduziu ao estabelecimento do padrão-ouro, posto em vigor pela primeira vez no Reino Unido em 1821. Tal padrão estipulava relações fixas pelas quais qualquer moeda poderia ser convertida em seu valor em ouro. Depois da primeira guerra mundial, no entanto, o número de países que garantiam a conversão de sua moeda em ouro passou a ser cada vez menor, e a prática foi totalmente extinta após ter sido abandonada pelos Estados Unidos, último país a adotá-la.

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Química | Gif Slow Motion

Bromo | Br

Bromo | Br

O Bromo (Br) é um elemento químico de símbolo Br, o bromo enquadra-se no grupo VIIa da tabela periódica, que reúne os chamados halogênios, elementos não-metálicos que apresentam grande afinidade por outros corpos e que, assim, tendem à formação de sais. O bromo não é encontrado em estado elementar na natureza, mas existe em abundância na forma de sais de bromo na água do mar e dela é obtido em reação com cloro. Apresenta-se como uma mescla de dois isótopos principais (variedades de um mesmo elemento com número de nêutrons diferente), Br79 e Br81, com a presença de traços de isótopos diferentes, com propriedades radioativas.

Em 1826, Antoine-Jérôme Balard isolou, a partir da concentração residual da água das salinas, uma substância líquida avermelhada e de odor penetrante, que seria chamada bromo (do grego bromos, "aroma").

Bromo | BrComo os demais halogênios, o bromo caracteriza-se por sua elevada capacidade de oxidação, responsável pela facilidade para se combinar com outros elementos e dissolver-se em numerosos compostos orgânicos, como o álcool, o clorofórmio e o tetracloreto de carbono. A propriedade oxidante do bromo é também responsável pela liberação de uma elevada quantidade de calor em reações com determinados elementos, como o fósforo e o alumínio, com risco de explosões.

Além disso, a multiplicidade de estados de oxidação dos halogênios dá lugar a numerosas substâncias iônicas, o que implica uma diversidade de combinações. Assim, aos estados de oxidação +1, +3, +5 e +7 correspondem os íons BrO- (hipobromito), BrO-2 (bromito); BrO-3 (bromato) e BrO-4 (perbromato).

Entre seus compostos químicos destaca-se, pela importância industrial, o ácido bromídrico, HBr. Trata-se de um gás incolor, solúvel em água, muito utilizado em diversos processos tecnológicos e em pesquisas químicas, como catalisador de reações orgânicas (isto é, acelera esse processo sem intervir neles). Cabe mencionar também o dibromoetano, líquido empregado como aditivo antidetonante na gasolina, para eliminar os resíduos de chumbo do cilindro nos motores a explosão; o brometo de prata (AgBr), sensível à luz, utilizado nas emulsões fotográficas; e o bromofórmio (CHBr3), solvente orgânico utilizado em muitos processos químicos de extração.

Separação de Misturas Químicas

Separação de Misturas Químicas

Separação de Misturas Químicas

Entre os principais métodos de separação de misturas estão: destilação, filtração, decantação, levigação, entre outros.

A maioria dos materiais encontrados na natureza não é substância pura, ou seja, não é constituída de um único tipo de partículas ou moléculas; mas, na verdade, trata-se de misturas compostas de duas ou mais substâncias diferentes. 

Mas a separação dos componentes dessas misturas ou o fracionamento delas (ou ainda sua análise imediata) são importantes para vários aspectos de nossa vida, como para separar os poluentes da água e torná-la própria para consumo, na produção de metais e de componentes especiais que são usados para produzir medicamentos, alimentos, bebidas, produtos de higiene e limpeza; na obtenção do sal de cozinha, na análise dos componentes do sangue nos laboratórios, para separar os componentes do lixo e destiná-los ao tratamento correto ou para reciclagem e assim por diante.

No entanto, visto que as composições variam, para realizar a separação de misturas, é necessário aplicar técnicas ou métodos especiais para cada caso. As técnicas podem ser físicas ou químicas, pois o princípio fundamental é usar as propriedades dos componentes das misturas para separá-las. Essas propriedades podem ser o ponto de fusão, o ponto de ebulição, a solubilidade, a densidade, entre outros.

Conhecendo bem essas propriedades, é possível então determinar se será necessário aplicar somente um dos métodos de separação de misturas ou se será preciso aplicar vários.

Conheça agora os principais processos de separação de misturas homogêneas e heterogêneas:

Catação: Método manual de separação, como quando escolhemos os feijões para cozinhar;

Ventilação: Arraste por corrente de ar de um dos componentes da mistura que seja bem leve. Exemplos: separação das cascas de grãos de café, cereais e amendoim torrado;

Levigação: Arraste de sólidos de baixa densidade por meio de correntes de água, permanecendo no recipiente os sólidos de densidade maior. Isso é feito pelos garimpeiros para separar a areia (menos densa) do ouro (mais denso);

Peneiração ou tamisação: É usada para separar sólidos de diferentes tamanhos, geralmente passando por uma peneira, sendo que os sólidos menores passam por sua malha, sendo separados dos maiores. É muito usada em construções para separar a areia do cascalho e na cozinha quando se quer separar impurezas na farinha de trigo;

Extração por solventes: Usa-se algum líquido para extrair um ou mais componentes da mistura. Por exemplo, se adicionarmos uma solução aquosa de cloreto de sódio em uma mistura de gasolina e álcool, agitarmos e depois colocarmos em repouso, veremos que a água separará o etanol da gasolina. Isso se baseia na diferença de polaridade e no tipo de forças intermoleculares.

O etanol possui uma parte polar e outra apolar, sendo que sua parte apolar é atraída pelas moléculas da gasolina, que também são apolares, pela força de dipolo induzido. Mas a sua parte polar, caracterizada pela presença do grupo OH, é atraída pelas moléculas de água, que também são polares, realizando ligações de hidrogênio que são bem mais fortes que as ligações do tipo dipolo induzido.

Flotação: A flotação consiste em adicionar bolhas de ar em uma suspensão coloidal, que, por sua vez, é classificada como uma mistura formada por partículas suspensas em um líquido, sendo que essas partículas possuem tamanho entre 1 e 1000 nm. Por exemplo, na mineração e extração do cobre a partir da calcopirita (CuFeS2), esta é pulverizada e combinada com óleo, água e detergente. Depois de injetar ar através da mistura, o sulfeto mineral revestido de óleo é atraído pelas bolhas de ar e é arrastado para a superfície com a espuma. O resíduo não desejado, que é denominado de ganga, deposita-se na parte inferior.

Filtração: É um método de separação de misturas heterogêneas sólido-líquido ou gases-sólidos que se baseia na passagem da mistura por um filtro. Existem dois tipos de filtração: a comum e a vácuo. A filtração comum é a simples passagem da mistura por um funil com papel de filtro a vácuo onde os sólidos ficam retidos. Já a filtração a vácuo é feita usando-se um funil de Buchner acoplado a um kitassato, que, por sua vez, está acoplado a uma trompa de água que arrasta o ar de dentro do kitassato, causando uma região de pressão baixa. Essa diferença de pressão leva à sucção do líquido da mistura e acelera o processo de filtração.

Decantação, sedimentação, sifonação e centrifugação: Esses processos baseiam-se em um único princípio: a diferença de densidade entre os componentes da mistura. Eles costumam ser usados em conjunto para separar misturas heterogêneas de dois tipos: líquido + sólido e líquidos imiscíveis.

Esse tipo de separação inicia-se na sedimentação. A mistura é deixada em repouso para que, depois de um tempo, as partículas do sólido em suspensão no líquido ou o líquido mais denso, por ação da gravidade, depositem-se no fundo do recipiente. Esse processo de sedimentação pode ser acelerado pela realização de uma centrifugação, no caso de misturas do tipo líquido + sólido. A mistura é colocada em um tubo de ensaio dentro de uma centrífuga, que rotaciona em alta velocidade e, por inércia, faz com que as partículas de maior densidade depositem-se no fundo do tubo.

A decantação ocorre quando se inclina o recipiente que contém a mistura, derramando em outro recipiente o líquido menos denso, que ficou na parte de cima. Isso pode ser feito também por sifonação, que é a transferência do líquido por meio de um sifão ou uma mangueira plástica, iniciando-se o fluxo por sucção.

Separação magnética: É a aproximação de um ímã magnético de uma mistura que contém alguma substância que é atraída pelo ímã, como limalhas de ferro, para separá-la dos outros componentes.

Evaporação: Essa técnica é baseada na diferença de pontos de ebulição entre os componentes da mistura. As misturas homogêneas sólido-líquido, isto é, as soluções químicas verdadeiras, são deixadas em repouso ou aquecidas para que o líquido evapore, permanecendo o sólido que possui o ponto de ebulição muito maior. Essa técnica é usada na obtenção de sal de cozinha a partir da água do mar.

No entanto, por meio desse método de separação de misturas, um dos componentes é perdido. E se quisermos obter ambos os componentes? Nesse caso, usamos a destilação, explicada a seguir:

Destilação: É usada para separar cada um dos componentes de misturas sólido-líquido ou líquido-líquido miscíveis. Existem dois tipos: a destilação simples e a destilação fracionada. A destilação simples é usada principalmente para misturas sólido-líquido e consiste em aquecer a mistura em um balão de fundo redondo acoplado a um condensador. O líquido de menor ponto de ebulição evapora e chega ao condensador, onde retorna ao estado líquido e é coletado em outro recipiente.

Já a destilação fracionada é usada para misturas líquido-líquido miscíveis. A única diferença é que, antes do condensador, há uma coluna de fracionamento, em que há uma barreira, pois esse condensador possui bolinhas ou cacos de vidro ou de porcelana.

Assim, somente o líquido que tiver menor ponto de ebulição conseguirá passar pela coluna de fracionamento, enquanto o outro sofrerá condensação e voltará para o balão de destilação.

Cristalização fracionada: É usada quando há vários sólidos dissolvidos em um solvente, sendo que se evapora o solvente ou a temperatura é diminuída. Um dos componentes começa a cristalizar, enquanto os outros estão dissolvidos. Ele é retirado, e o próximo componente cristaliza-se e assim por diante.

Liquefação fracionada: É usada para separar componentes gasosos através da diminuição da temperatura ou elevação da pressão. Um dos gases torna-se líquido primeiro, passando por posterior destilação fracionada. É uma técnica empregada para separar os componentes do ar.

Adsorção: São usadas substâncias que retêm em suas superfícies determinadas substâncias gasosas. Por exemplo, as máscaras contra gases venenosos possuem carvão ativo que adsorve os gases poluentes.

Dissolução fracionada: Usada para separar misturas do tipo sólido-sólido em que um dos sólidos mistura-se em determinado solvente e o outro não. Por exemplo, se tivermos uma mistura de sal e areia, podemos adicionar água para que o sal misture-se nela e separe-se da areia. Podem ser usados outros processos depois, como a filtração para separar a areia, a destilação para separar a água e o sal, ou a evaporação para obter somente o sal.

Fusão fracionada: Método aplicado para separar misturas do tipo sólido-sólido que possuam pontos de fusão diferentes. A mistura é aquecida e um dos sólidos funde-se primeiro.

Nomenclatura Química

Nomenclatura Química

#Nomenclatura Química

Nomenclatura Química é o sistema de denominação dos compostos conforme regras e recomendações adotadas pela comunidade científica internacional com o objetivo de unificar critérios e facilitar a troca de informações entre grupos de trabalho de diferentes regiões e áreas de pesquisa.

O nascimento da química moderna, tradicionalmente identificado com os trabalhos do cientista francês Lavoisier, no século XVIII, foi acompanhado da primeira nomenclatura química. Nomes como óleo de vitríolo e espírito de Vênus, da alquimia, foram substituídos por outros menos poéticos e mais rigorosos, como ácido sulfúrico e ácido acético concentrado.

HistóriaAté as pesquisas efetuadas no século XVIII por Carl Wilhelm Scheele, Joseph Priestley, Henry Cavendish e, principalmente, Lavoisier, os princípios que governavam os fenômenos químicos conhecidos eram herdados da alquimia que, embora acumulasse grande quantidade de dados, não havia empreendido uma classificação metódica. Com base nas descobertas e teorias de Lavoisier, um grupo de químicos franceses publicou um livro de grande influência no meio científico, Méthode de nomenclature chimique (1787), que classificava e dava nomes aos elementos químicos e compostos conhecidos. Gradualmente, as doutrinas de Lavoisier, sistematizadas em seu livro Traité élémentaire de chimie (1789), passaram a ser aceitas universalmente. No século XX, o organismo denominado International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) assumiu a tarefa de elaborar e atualizar periodicamente as normas universais de nomenclatura química.

Compostos inorgânicosDo ponto de vista químico, consideram-se compostos inorgânicos aqueles em cuja estrutura estão presentes elementos metálicos e não-metálicos, e que não apresentam longas cadeias de carbono unidas a átomos de hidrogênio, oxigênio ou nitrogênio. Distinguem-se vários grupos de compostos com propriedades gerais semelhantes: hidretos, sais binários, óxidos, ácidos oxigenados, sais oxiácidos e bases. Os três primeiros grupos são compostos binários (de dois elementos), e os demais são combinações triplas de elementos.

Hidretos Compostos binários em que um dos elementos é o hidrogênio, os hidretos podem ser iônicos e moleculares. Os hidretos iônicos resultam da combinação de hidrogênio com elementos metálicos (sódio, cálcio, ferro, ouro etc.), que se caracterizam pela acentuada tendência a ceder elétrons (partículas de carga elétrica negativa) de seus átomos. Os hidretos moleculares são produto da combinação do hidrogênio com elementos não-metálicos (oxigênio, nitrogênio, enxofre, halogênios), dotados de alta eletronegatividade, ou poder de captar elétrons.

A proporção de hidrogênio nos hidretos é regida pelas leis da troca eletrônica. Como o átomo de hidrogênio contém apenas um elétron, atua sempre com número de oxidação (número de elétrons cedidos ou adquiridos para formar um íon, um radical ou uma molécula) igual a 1 -- positivo, se o elétron for cedido, ou negativo, se o elétron for absorvido -- para alcançar sua estabilidade energética. Os metais possuem, em geral, números de oxidação positivos, enquanto os elementos não-metálicos podem tê-lo positivo ou negativo, conforme a eletronegatividade dos outros elementos do composto.

Para designar um hidreto metálico usa-se a palavra hidreto seguida do nome do metal que participa do composto, como hidreto de sódio (NaH), hidreto de cálcio (CaH2) etc. Quando o metal tem vários números de oxidação possíveis, expressa-se o número utilizado em cada situação: hidreto de ferro II (FeH2), ou ferroso, e hidreto de ferro III (FeH3), ou férrico. Os critérios de nomenclatura dos hidretos não-metálicos coincidem com os anteriores, com a ressalva de que seus números são negativos e únicos: hidreto de cloro, hidreto de enxofre etc.

As soluções de hidretos de elementos não-metálicos em água, porém, apresenta alto grau de acidez e, por isso, se designam com outros nomes, de maior aceitação geral: ácido clorídrico, ácido sulfídrico etc. Muitos hidretos são conhecidos por denominações generalizadas mas não sistemáticas. É o caso da água (hidreto de oxigênio), do amoníaco (hidreto de nitrogênio), dos silanos (hidreto de silício) e dos boranos (hidretos de boro).

Demais compostos bináriosPara designar os sais binários, resultantes da combinação de um elemento metálico e um não-metálico, acrescenta-se o sufixo-eto ao nome do não-metal e, no caso de ser possível mais de um desses compostos, o número de oxidação do metal: cloreto de sódio (NaCl), sulfeto de níquel II (NiS), sulfeto de níquel III (Ni2S3). Empregam-se critérios análogos na denominação dos compostos binários de metais com oxigênio, chamados óxidos metálicos: óxido de potássio (K2O), óxido de ferro II (FeO) etc.

A nomenclatura dos compostos binários aos quais não se aplicam as normas anteriores, pelo fato de seus dois elementos serem não-metálicos, se rege por duas regras fundamentais: (1) os números de oxidação se antepõem como prefixo aos nomes dos elementos, de forma invertida, e (2) em primeiro lugar se cita o elemento mais eletronegativo com o sufixo -eto, exceto nos óxidos. Assim, o trissulfeto de dinitrogênio (S2N3) procede da combinação do enxofre, de número de oxidação 2, com o nitrogênio, 3.

As bases são combinações de metais com o íon hidroxila (OH) de carga elétrica negativa. São designadas pelo termo hidróxido seguido do nome do metal e, eventualmente, de seu número de oxidação. Dois exemplos são o hidróxido de potássio, de fórmula KOH, e o hidróxido de mercúrio II, de fórmula Hg(OH)2.

As tentativas de modernizar os nomes dos ácidos e sais oxiácidos, na maior parte dos casos, não conseguiram se sobrepor à popularidade das denominações do século XIX. Caracterizados pelo número de oxidação positivo de seu elemento não-metálico presente no composto, os ácidos são designados com os sufixos -oso e -ico e os prefixos hipo- e per-. Assim, os ácidos derivados do cloro, em ordem crescente de número de oxidação, são o ácido hipocloroso (HClO), o cloroso (HClO2), o clórico (HClO3) e o perclórico (HClO4). Os sais oxiácidos resultantes da substituição do hidrogênio desses ácidos por um metal recebem os nomes respectivos de hipoclorito, clorito, clorato e perclorato do elemento metálico em questão. Tem-se, assim, o nitrito de potássio (KNO3), o sulfato de ferro II (FeSO4) etc. A substituição do hidrogênio dos ácidos oxiácidos pode ser parcial, com formação de sais hidrogenados constituídos de quatro elementos distintos.

Compostos orgânicosAlém da nomenclatura da IUPAC, os compostos orgânicos recebem uma denominação usual ou comum e, no caso de algumas substâncias, comercial. As regras da IUPAC para a nomenclatura desses compostos prescrevem: (1) o uso de um prefixo para indicar o número de átomos de carbono na mólecula (met-, et-, prop-, but-, pent-, hex-, hept-, oct-, non- e deca-); (2) a indicação da presença de ligações simples, duplas ou triplas entre átomos de carbono (os infixos -an-, para simples, -en-, para dupla, e -in-, para tripla); e (3) a associação de um sufixo para cada função orgânica.

Nos hidrocarbonetos, formados exclusivamente por carbonos e hidrogênios, o sufixo associado é -o. As classes de hidrocarbonetos são os alcanos, alcenos, alcinos, ciclanos e hidrocarbonetos aromáticos. As regras de nomenclatura são semelhantes para os três primeiros grupos, com variação apenas do infixo.

Radicais são átomos ou grupos de átomos com uma ou mais valências livres. Nos hidrocarbonetos, chamam-se radicais alquila e são designados pelo nome do hidrocarboneto de que derivam seguido do sufixo -il, como o metil (CH3), derivado do metano (CH4) com uma ligação livre.

Para obter o nome de compostos orgânicos, em primeiro lugar identifica-se a cadeia principal, que é a de maior número de carbonos, e os radicais alquila ligados a ela. A seguir, numera-se a cadeia principal de forma que os radicais recebam os menores números, ou seja, a numeração deve começar na extremidade da cadeia que estiver mais próxima de um radical. Escreve-se, então, os nomes dos radicais alquila (a partir daquele que tem o maior número de carbonos), precedidos do número do átomo da cadeia principal ao qual estão ligados e seguidos do nome do hidrocarboneto da cadeia principal. Quando há radicais iguais usam-se os prefixos di-, tri-, tetra- etc. Por exemplo, o composto orgânico de fórmula recebe o nome 2-metil-3-etil-pentano.

A designação dos hidrocarbonetos cíclicos é feita pelo acréscimo do prefixo ciclo- antes do nome do hidrocarboneto (ciclopropano, ciclopenteno etc.). No caso de hidrocarbonetos cíclicos ramificados, deve-se numerar o anel a partir da ramificação mais simples, no sentido horário ou anti-horário, de forma que os outros radicais recebam os menores números. Quando o anel apresentar uma dupla ligação, a cadeia deve começar pelo carbono que contém essa ligação, e os radicais devem receber os menores números possíveis. A nomenclatura dos compostos aromáticos, considerados derivados do benzeno, segue a dos hidrocarbonetos cíclicos. O benzeno é o hidrocarboneto aromático mais simples e seu nome oficial é ciclohexatrieno-1,3,5.

A designação dos ácidos carboxílicos, das cetonas e dos aldeídos se faz pela substituição da terminação -o do hidrocarboneto correspondente por um sufixo associado à função: -óico para os ácidos, -ona para as cetonas e -al para os aldeídos. A numeração da cadeia se faz a partir da extremidade que contém o grupamento ou que está mais próxima dele, no caso das cetonas.

Os ésteres, derivados de ácidos carboxílicos, recebem o mesmo nome dos ácidos, mas com a terminação -ato em lugar de -óico, seguido do nome do radical ligado ao oxigênio acrescido da letra a: etanoato de metila, etanoato de etila etc. Os éteres, que têm o átomo de oxigênio ligado a dois radicais, usam a seguinte nomenclatura: radical menor acrescido do sufixo -óxi seguido do radical maior. Outra forma possível é acrescentar à palavra éter o radical menor e o radical maior seguido do sufixo -ílico. Alguns exemplos são o metóxi-metano (ou éter dimetílico) e o metóxi-butano (ou éter metil-butílico).

Os compostos nitrogenados, caracterizados pela presença de átomos de nitrogênio na molécula orgânica, podem ser classificados em aminas (que apresentam o radical NH2), amidas (derivadas de ácidos carboxílicos, CONH2), nitrilas (CN) e nitrocompostos (NOO). A designação das aminas e amidas é feita pelo acréscimo do nome do radical derivado do hidrocarboneto acrescido das terminações -amina ou -amida: metilamina, etanamida etc. Nas nitrilas, pospõe-se o sufixo -nitrila ao nome do hidrocarboneto (etanonitrila, propanonitrila etc.), e nos nitrocompostos antepõe-se o prefixo nitro- ao nome do hidrocarboneto: nitro-etano, nitrobenzeno etc.

Finalmente, nos haletos orgânicos, derivados dos hidrocarbonetos a partir da substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por átomos de halogênios, a IUPAC toma os átomos de halogênio como ramificações da cadeia carbônica principal. Assim, o nome do radical orgânico é precedido do nome do haleto: cloreto de etila, brometo de metila etc.

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Perfumes e Fragrâncias

Perfumes e Fragrâncias

#Perfumes e Fragrâncias

Perfume é todo produto aromático resultante de uma complexa mistura de substâncias odoríferas, na maioria das vezes de origem vegetal, embora não sejam negligenciáveis as de origem animal e as sintéticas, estas produzidas pela indústria química. O termo é derivado do latim per fumum ("por meio da fumaça"), uma referência aos vapores aromáticos obtidos pela combustão de determinados vegetais. A indústria da perfumaria dedica-se à produção de uma grande variedade de preparados de odor agradável para uso pessoal e doméstico. Por serem comumente produzidos nos mesmos estabelecimentos industriais, são incluídos na classificação de perfumaria os cosméticos, sabonetes, sais e diversos outros artigos de higiene e embelezamento.

Perfumes e FragrânciasHistória do Perfume - Os perfumes estão presentes no cotidiano do homem desde a Pré-História. Sabe-se que o homem primitivo já utilizava madeiras e resinas para melhorar o cheiro dos alimentos. No Egito Antigo, foram desenvolvidas diversas substâncias aromatizantes de uso religioso, como incensos e óleos perfumantes. Na própria Bíblia Sagrada, há uma passagem em que Deus manda Moisés fazer um incenso perfumado.

Após a contribuição das primeiras civilizações, os gregos tiveram um papel fundamental, pois passaram a trazer perfumes de diversas partes do mundo em suas expedições para o uso medicinal. Os árabes também foram essenciais na evolução do perfume, pois foram eles os criadores do alambique, tornando possível destilar as matérias-primas. No século XII, por meio das Cruzadas, o perfume penetrou na Europa, passando a ser usado exclusivamente na higiene pessoal e nos banhos públicos. Em 1370, o primeiro perfume à base de álcool foi feito especialmente para a rainha da Hungria, Elizabeth.

A partir do século XVII, o perfume se tornou objeto de requinte na Europa, destinado unicamente à nobreza, pois somente os reis, rainhas e altos funcionários podiam o utilizar. Posteriormente, com o progresso da química, o que permitiu a reprodução artificial de cheiros encontrados na natureza, o perfume ficou mais acessível e deixou de ser um objeto das elites. Hoje em dia, o mesmo é um produto essencial até mesmo para aqueles que não são tão vaidosos, tendo se tornado um símbolo de bom gosto, autoestima e sociabilidade.

Na antiguidade, os egípcios empregavam grande quantidade de perfumes no culto aos deuses e na conservação de cadáveres. A arte da perfumaria era conhecida também dos chineses, indianos, cartagineses, árabes, gregos e romanos. Há referências na Bíblia (Gênesis e Êxodo) ao uso dos perfumes entre os judeus e à composição do perfume a ser usado no culto.

Os perfumistas, profissionais responsáveis pela obtenção de novos perfumes, mantêm na memória olfativa o registro de centenas de compostos e com a mistura destes criam fragrâncias originais. Para conquistar boa aceitação no mercado, os perfumes precisam também ter elevado grau de estabilidade, algo bastante difícil de ser alcançado, pois em geral se compõem de substâncias voláteis, que evaporam com facilidade. As substâncias que se combinam para a composição de um perfume podem ser assim classificadas: (1) óleos de flores, que se obtêm por meio de destilação com vapor d'água ou por extração com solventes; (2) óleos essenciais, em geral obtidos por destilação de raízes, folhas ou frutos; (3) extratos, que consistem em compostos químicos de origem natural, isolados dos óleos essenciais; (4) substâncias odoríferas produzidas sinteticamente; (5) compostos de origem animal; e (6) resinas.

Entre os materiais de origem vegetal mais utilizados na produção de óleos essenciais destacam-se a rosa, jasmim, gerânio, sândalo, canela, lírio, gardênia, cravo, vetiver, lavanda e cítricos em geral. As matérias-primas artificiais foram muito aprimoradas com os progressos ocorridos na indústria química e em especial na petroquímica. Já os produtos de origem animal são de importância fundamental para a fixação do aroma. Entre eles se destacam o almíscar, extraído de uma variedade de cervídeo, o âmbar, proveniente do intestino do cachalote, e o castóreo, secretado em cavidades do ventre do castor.

De maneira geral, a indústria dos perfumes apresenta seus produtos em soluções alcoólicas. Os extratos contêm de 10 a 25% de concentrado perfumado; as águas de colônia, de dois a seis por cento; e as loções após barba, de meio a dois por cento. Quanto à composição, há perfumes que contêm mais de cem ingredientes.

Utilizam-se perfumes industriais para encobrir odores desagradáveis de produtos como tintas e materiais de limpeza. Também se empregam esses perfumes para imprimir fragrâncias naturais em produtos de origem sintética, como na adição de couro a plásticos usados para estofar móveis.

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Azoderivados

Azoderivados

#Azoderivados
Azoderivados são compostos químicos que possuem, como grupo básico, dois átomos de nitrogênio unidos a radicais orgânicos. O principal método para a formação de azóicos, entre eles os diazoaminoderivados, é a copulação dos sais de diazônio com as aminas (primárias, secundárias ou terciárias), com os fenóis e com os éteres fenólicos.

Os azoderivados constituem o principal insumo para a fabricação de corantes azóicos, utilizados no tingimento das fibras celulósicas. São mais empregados nas cores vermelho-brilhante, escarlate e laranja.

Os compostos denominados diazoaminoderivados apresentam propriedades fracamente básicas. Podem, como as bases, produzir sais metálicos por substituição do hidrogênio que se encontra ligado ao átomo de nitrogênio por metais. Entretanto, a propriedade mais importante dos diazoaminoderivados é sua transposição em aminoazoderivados, num processo através do qual são facilmente obtidos, quase em número inesgotável, os corantes aminozóicos, insolúveis em água e que se sintetizam sobre a fibra.

Os corantes azóicos podem ser subdivididos em diversos grupos, de acordo com as características que apresentam. Assim, entre os corantes azóicos básicos estão o para-aminoazobenzol ou amarelo de anilina, usado como matéria-prima de outros corantes; a crisoidina, que tinge o algodão mordentado (tratado com mordente ou fixador) com tanino em vermelho pardo; e o pardo de Bismarck, empregado para tingir couros e para a síntese de outros corantes poliazóicos. Entre os corantes azóicos ácidos pode-se citar o alaranjado de B-naftol, um dos corantes ácidos mais freqüentemente usados para tingir lã e seda; o vermelho sólido B ou vermelho de Bordéus B, que tinge de cor vermelho-azulada, e o vermelho Ponceau 2R, corante de cor vermelho-escarlate que serve como substituto dos corantes de cochinilha.

Existem ainda os corantes sobre mordente e corantes ao cromo, como o amarelo de alizarina R, que tinge sobre mordente em amarelo, e o negro-diamante PV, que tinge em azul-negro depois de cromado; e os corantes substantivos, que tingem diretamente o algodão. Cabe citar nesse último grupo o vermelho-congo, que tinge diretamente o algodão em vermelho, e a benzopurpurina 4B, um dos corantes vermelhos mais importantes para o algodão.

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