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Ateísmo | Conceito Filosófico e Religioso

 Ateísmo | Conceito Filosófico e Religioso

Ateísmo na filosofia ocidental
A definição de ateísmo como toda postura teórica ou de vida que negue a existência de Deus parece ter significado preciso. O certo, porém, é que a própria diversidade das concepções humanas sobre Deus envolve sua negação em um manto de inevitável ambiguidade.

Ao longo da história, o qualificativo "ateu" foi com frequência empregado de modo pejorativo contra pessoas ou comunidades que em nada correspondiam ao conceito moderno de ateísmo. Assim, Sócrates, cujas concepções influenciaram decisivamente o desenvolvimento da espiritualidade ocidental, foi acusado de ateu por não acreditar nas divindades atenienses. Sob outra perspectiva, o fato de uma pessoa que não admite a existência de um Deus único, livre e pessoal afirmar sua crença em alguma outra realidade transcendente, Deus ou Ser Supremo, muito possivelmente não abalará, no crente de uma fé monoteísta, a convicção de que essa pessoa é ateia. Portanto, a compreensão do ateísmo exige uma análise do significado histórico do termo, de suas relações com outras posturas - filosóficas ou religiosas - com as quais se identificou ou a que se opôs e, em indissolúvel ligação com isso, das diferentes formas de ateísmo.

Ateísmo na filosofia ocidental

Antiguidade. A dificuldade de se aplicar o conceito atual de ateísmo a pensadores de outras épocas se patenteia já no caso do primeiro filósofo grego conhecido, Tales de Mileto, que identificava o princípio vital com a água; a depender de onde se põe a ênfase - se na noção de princípio ou na da água como entidade física -, tal afirmação pode ser entendida como transcendente ou como meramente materialista. Entre os sofistas, Crítias denunciou as religiões como invenções dos políticos para controlarem o povo e, no século III a.C., Evêmero esboçou uma interpretação racionalista da religião, considerando os deuses como antigos heróis divinizados.

Platão achava que a pior forma de ateísmo é a das pessoas más, que esperam poder propiciar a divindade mediante doações e oferendas que lhes justifiquem os descaminhos. Entre os ateus materialistas da antiguidade, foram particularmente radicais os gregos Demócrito e Epicuro, assim como o romano Lucrécio. De Epicuro é o célebre argumento: se Deus quer suprimir o mal e não pode, é impotente; se pode mas não quer, é invejoso; se não quer nem pode, é invejoso e impotente; se quer e pode, por que não o faz? Para os estoicos, Deus, Razão, Destino e Natureza constituem uma mesma coisa; mas seu panteísmo fundamenta uma calorosa e profunda religiosidade.

Renascimento e racionalismo

Na Idade Média esboçaram-se indícios de algumas posições ateias, mas a organização política e social impediu que ganhassem formulação explícita. Foram as novas concepções do Renascimento, com seus interesses antropocêntricos, sua volta à avaliação de todas as coisas segundo a medida do homem, seu paganismo cultural, sua descoberta da natureza e do método científico, que diluíram a concepção teológica medieval e orientaram numerosos pensadores para o materialismo, o panteísmo ou o deísmo -- e da relação das duas últimas doutrinas com o ateísmo trataremos adiante.

Assim, entre os séculos XV e XVI, o italiano Pietro Pomponazzi negou a imortalidade da alma e, veladamente, a existência de Deus. Seu compatriota Maquiavel separou a política da religião e considerou esta última um instrumento do poder: Roma deve mais a Numa Pompílio, que lhe deu os primeiros regulamentos religiosos, do que a seu próprio fundador, Rômulo. Outro italiano, Giordano Bruno, foi queimado na fogueira em 1600, acusado de ateu por suas teses panteístas, nas quais identificava Deus com a unicidade infinita. No século seguinte, o judeu holandês Baruch de Spinoza foi acusado de ateísmo por assemelhar Deus à substância.

Iluminismo

O movimento cultural do século XVIII conhecido como Iluminismo apresentava-se como continuação do Renascimento em seu racionalismo e antropocentrismo, embora a medida humana já não fosse a do sábio ou a do artista, mas a de todo cidadão, a quem se dirigia a Enciclopédia. Os ingleses adotaram o deísmo -- o Deus da razão meramente humana; David Hume, como empirista, rejeitou toda metafísica e, portanto, as provas racionais da existência de Deus, mas declarou aceitar, como homem, a irracionalidade da fé, gerada pelo medo do desconhecido. Os franceses seguiram duas correntes distintas: a mais radical, a do materialismo ateu, era representada por Denis Diderot, entre outros, e a corrente deísta foi significativamente exposta por Voltaire, para quem Deus era o "Geômetra Eterno". Na Alemanha, Kant negou a possibilidade da prova metafísica da existência de Deus. A religião de Hegel era pura intelectualidade, tendo sido interpretada como teísta, como panteísta e como ateia.

Ateísmo moderno

A partir de meados do século XIX, o ateísmo se tornou mais explícito e militante. O alemão Ludwig Feuerbach subverteu a dialética hegeliana, concedendo primazia à sensação frente à razão. Paralelamente, inverteu a relação Deus-homem. Não foi Deus que criou o homem a sua imagem e semelhança; foi o homem que projetou suas melhores qualidades sobre a tela do conceito de Deus.

Em suas teses sobre Feuerbach, Marx criticou o fato de que a filosofia se tivesse limitado a interpretar o mundo, em vez de tratar de modificá-lo. O estudo da história levou Marx à conclusão de que as estruturas sociais vão sendo construídas como muros protetores para evitar a mudança das relações de produção: a religião é o ópio, o consolo adormecedor do povo.

Nietzsche, sob uma postura mais existencialista, não proclamou a inexistência de Deus, mas sua morte nas mãos dos homens, o que provocaria uma mudança de valores que prepararia a chegada do super-homem.

Já no século XX, o ateísmo seria expressado das mais diversas formas. Para Freud, a religião é uma projeção simbólica do inconsciente, na qual Deus ocupa a imagem paterna. Para o positivismo lógico do círculo de Viena, as proposições "Deus existe" ou "Deus não existe" carecem de sentido e sobre elas não é possível emitir juízo algum. Para Jean-Paul Sartre, o ateísmo é um pressuposto existencial, necessário para preservar a liberdade humana.

Conceito filosófico e religioso

Tipos de ateísmo. Muito concisamente, pode-se dizer que o ateísmo é constituído por todas as doutrinas ou atitudes que negam a existência de Deus. Quando se trata apenas de atitudes, temos um ateísmo prático. Quando se prescinde totalmente de Deus para elaborar uma teoria sobre o homem e o universo, temos um ateísmo teórico negativo. Quando se nega explicitamente sua existência, como fazem os materialistas, trata-se de um ateísmo teórico positivo. Esta última concepção, que nega não só a existência de Deus, mas a de qualquer realidade que não seja a meramente física, é aquela que em geral se associa ao conceito de ateísmo, e portanto constitui a melhor referência para assinalar as diferenças entre essa e outras doutrinas filosóficas.

Ateísmo e outras posturas filosóficas e religiosas

Em primeiro lugar, é preciso distinguir o ateísmo de outras duas doutrinas que frequentemente se confundem com ele: o agnosticismo e o ceticismo. Alguns pensadores não negam nem afirmam a existência de Deus, mas consideram que não é possível chegar a nenhuma conclusão sobre o tema. Esses pensadores são denominados agnósticos, e entre eles se podem incluir os positivistas, que só afirmam aquilo que é objeto da experiência. Outros -- os céticos -- negam a possibilidade de se conhecer qualquer verdade e, por conseguinte, a possibilidade de se conhecer a existência de Deus. Desta forma, o ateu se diferencia do agnóstico no sentido de que não admite sequer a mera possibilidade da existência de Deus, e do cético pelo fato de admitir a possibilidade de conhecimento, embora negue Deus.

Por outro lado, as doutrinas que afirmam a existência de Deus originaram três posturas básicas: o teísmo, característico das religiões monoteístas, afirma a existência de um Deus único, pessoal e transcendente; o panteísmo identifica Deus com o universo; o deísmo crê em um Deus que criou o mundo e lhe deu leis, mas que não intervém nos acontecimentos posteriores à criação, e do qual não é possível conhecer coisa alguma. Panteístas e deístas, contudo, foram frequentemente acusados de ateísmo pelos teístas.

Ateísmo e panteísmo, é certo, compartilham a ideia da inexistência de um Deus transcendente. Mas o panteísmo, em sua variante mais comum, não tende a definir a natureza do universo, nem considera que sua natureza última tenha que ser necessariamente material, e até frequentemente lhe atribui um caráter espiritual. Nesse sentido, portanto, o ateísmo e o panteísmo diferem; mas não é menos certo que, do ponto de vista teísta, a assimilação dos dois se justifica, uma vez que ambos rejeitam a noção de um Deus pessoal criador do mundo. Parece muito menos lógico que possam ser considerados ateus os deístas, que admitem explicitamente a existência de um Deus supremo conhecido pela razão, embora prescindam de qualquer elemento sobrenatural e neguem sua comunicação com os homens.

Possibilidade de um ateísmo religioso

Logo depois da segunda guerra mundial surgiu entre os protestantes um movimento religioso denominado "teólogos da morte de Deus" - ou ainda cristãos ateus - que pretendeu depurar a ideia de Deus daquilo que consideravam aderências culturais espúrias, dos temores que turvavam a busca do verdadeiro Deus. Para esses pensadores, como o suíço Karl Barth, o teísmo corre o risco de crer que apreendeu o infinito, que expressou o inefável; isto é, por pouco deixa de converter Deus em um ídolo. Ao precisar com inflexibilidade lógica sua linguagem sobre Deus, destrói seu mistério, coisifica Deus. O ateísmo, ao contrário, quando rejeita como incompreensível o conceito de infinito, devolve-lhe sua carga de mistério. Dessa forma, seria preciso destruir o Deus metafísico para facilitar a busca do Deus vivo: as atitudes de autêntico amor -- descobertas por alguns deles nos campos de concentração -- são um veículo de comunicação melhor do que os conceitos.

O conceito de ateísmo, em suma, só adquire significado cabal na medida em que é confrontado com uma determinada doutrina e um conceito específico de divindade. Finalmente, ante a impossibilidade de se precisar um conceito da divindade comum a todas as religiões, as posturas não relacionadas estritamente com a existência ou inexistência de uma realidade superior - por exemplo, a descrença na imortalidade pessoal - costumam levar à qualificação de uma pessoa como ateia.

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10 Seitas mais Estranhas do Mundo

10 Seitas mais Estranhas do Mundo

Os sociólogos frequentemente discordam sobre a definição de “seita”. Parte do consenso parece residir no fato de que estes são grupos religiosos com pouco reconhecimento da sociedade. Outros afirmam que uma seita está ligada a um grupo ideológico com um líder carismático e/ou autoritário que priva seus seguidores de boa parte de seu livre-arbítrio exercendo uma grande influência sobre eles. Qualquer que seja a melhor definição aqui nós apresentamos algumas das seitas mais malucas de todos os tempos.

PEOPLES TEMPLE / JONESTOWN
1.PEOPLES TEMPLE / JONESTOWN
O reverendo Jim Jones começou a Peoples Temple (talvez mais conhecida como Jonestown) para ajudar os sem-teto, deempregados e doentes de todas as raças, mas ex-membros afirmaram que abusos eram comuns dentro do grupo. Para remover este grupo do olhar examinador da sociedade, Jim começou uma colônia nas selvas da Guyana, onde esperava construir uma utipia tropical. Quando um congressista visitou a comunidade juntamente com três jornalistas para investigar alegações de abuso eles foram mortos quando tentavam deixar o local. Depois deste tiroteio 913 membros da comunidade beberam cianureto com suco, em um suicídio em massa. Há registros de audio e vídeo do evento e muitas pessoas foram forçadas a beber o veneno, incluindo centenas de crianças.

AUM SHINRIKYO
2.AUM SHINRIKYO
Fundada em algum ponto da década de 1980, Aum Shinrikyo é famosa pelos ataques ao metrô de Tóquio com o gás sarin em 1995, matando 12 e ferindo mais de 5 mil pessoas. As crenças da seita são frequentemente descritas como uma mistura de aspectos destrutivos de várias religiões. Vários seguidores acreditavam que iriam desenvolver super-poderes e outros saboreavam a chande de lutar contra o materialismo japonês.

HEAVEN’S GATE
3.HEAVEN’S GATE
Os seguidores da seita Heaven’s Gate, liderados por Marshall Applewhite, pensavam que a Terra e tudo que há nela seria “reciclado” e acreditavam que poderiam pegar uma carona no cometa Hale-Bopp, em março de 1997, o que os permitiria sobreviver. Os 39 membros, incluindo Marshall, envenenaram a si mesmos em turnos em uma mansão na Califórnia, vestindo tênis da Nule e tarjas ao redor do braço que diziam “Equipe de Desembarque Heaven’s Gate”.

FAMÍLIA MANSON
4.FAMÍLIA MANSON
Charles Manson, que aprendeu a tocar guitarra na prisão, formou a sua “família” de criminosos em 1968. Charles pensavam que uma guerra de raças entre brancos e negros iria eclodir em 1969. Quando isso não ocorreu ele enviou seus seguidores em uma série de assassinatos para “mostrar aos negros como se fazia”, mas as vítimas eram as pessoas que não o haviam ajudado em sua carreira musical.

DAVIDIANOS
5.DAVIDIANOS
Considerada um das maiores dissientes da igreja Adventista do Sétimo Dia, os Davidianos são famosos pela revolta de 1993 no seu complexo Waco, no Texas, EUA, que acabou com a vida de 76 pessoas. O evento resultou mais ou menos no desaparecimento do que muitos consideravam uma seita, que acreditava no apocalipse iminente.

COMUNIDADES DE BHAGWAN SHREE RAJNEESH
6.COMUNIDADES DE BHAGWAN SHREE RAJNEESH
O místico indiano Bhagwan Shree Rajneesh fundou diversas cidades ocultistas no Oregon, EUA, durate os anos 1980, estranhamente cheias de carros da marca Rolls Royce. Bhagwan supostamente envenenou centenas de pessoas em Dalles, Oregon, com a bactérias Salmonella, em 1984, para colocar as eleições locais em favor da seita.

ORDEM DO TEMPLO SOLAR
7.ORDEM DO TEMPLO SOLAR
O grupo foi criado em 1984 por Luc Jouret, um belga e neo-nazista. O grupo seria cristão e também conhecido como a segunda vinda de Cristo e os Cavaleiros Templários. Alega-se que uma criança foi sacrificada por pensarem ser o anticristo em 1994, dias depois ele e dúzias de seguidores cometeram suicídio. Os franceses hoje consideram a organização criminosa.

O CORPO DE CRISTO
8.O CORPO DE CRISTO
Esta seita é um pequeno grupo autoritário que se baseia em “revelação direta” e não na bíblia. Esta pequena seita apareceu nas manchetes por haver levado duas crianças à morte por inanição. Samuel Robidoux, um bebê de dez meses morreu de subnutrição. Ele não foi alimentado porque sua mãe estava esperando por um sinal de Deus para fazê-lo. O filho de Rebecca Corneau, Jeremiah, morreu logo após nascer por falta de cuidados médicos básicos. Um dos antigos membros deixou o grupo depois de dez anos e deu para a polícia um diário que descrevia o que ocorreu com as crianças.

RAELIANOS
9.RAELIANOS
Se você acredita que naves espaciais semearam a maioria das religiões, que transferência mental é possível e clonagem pode levar à reencarnação, então você pode ser um candidato para a igreja Raeliana que começou na França na década de 1970. Uma seguidora da seita apareceu nas manchetes em 2003 por haver afirmado que havia concebido o primeiro clone humano, mas em seguida o evento foi avaliado como um trote.

HO NO HANA
10.HO NO HANA
Ho No Hana Sanpogyo é uma seita japonesa chamada também de “seita da leitura do pé”. É chamada assim porque seu fundador, Hogen Fukunaga, afirma conseguir diagnosticar doenças ao examinar os pés das pessoas. Ele fundou o grupo em 1987 e afirmava ser a reencarnação de Jesus Cristo e Buda. O grupo já afirmou possuir 30 mil membros. Hogen cobrava US$ 900 pelas leituras de pé. Ele foi acusado de fraudar donas de casa e teve que pagar mais de um milhão de dólares em danos. Hoje o nome da seita mudou para “Yorokobi Kazoku no Wa”.

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Bahai | Adeptos da Fé Bahai

Bahai | Adeptos da Fé Bahai

Bahai | Adeptos da Fé Bahai

Casa de Adoração Bahá'í | Nova Delhi, Índia

Os adeptos da fé Bahai, credo de intenção ecumênica, acreditam na fraternidade universal e dedicam-se a abolir os preconceitos de raça, classe e religião.

O movimento Bahai foi fundado em meados do século XIX por Mirza Husayn Ali Nuri, conhecido como Baha Allah (Glória de Deus). Seguidor do Bab, ou Mirza Ali Mohamed de Shiraz, que em 1844 afirmou ser o Bab (Porta) para o imam (encarnação perfeita da fé islâmica), Baha Allah reivindicou a liderança de sua comunidade em 1867 (ou 1863) ao proclamar-se publicamente "aquele através de quem Deus Se manifestaria", o espírito divino profetizado por Bab. Os Bahais consideram Baha Allah a mais recente de uma série de manifestações divinas que incluem Jesus, Maomé, Zoroastro e o Buda.

A fé Bahai baseia-se na convicção de que o Bab e Baha Allah são manifestações de Deus. A terceira figura de importância na fé é Abdul-Baha (Servo da Glória), primogênito de Baha Allah. As palavras, orais e escritas, dessas três figuras formam a literatura sagrada da fé Bahai. O legado de Baha Allah, de mais de uma centena de obras, inclui Kitab i-Aqdas (O mais sagrado dos livros), Ketab-e Iqan (O livro da certeza), As palavras ocultas, Os sete vales e a Epístola ao filho do lobo.

A participação na comunidade Bahai está aberta a todos os que creiam em Baha Allah e lhe aceitem os ensinamentos. Não há cerimônias iniciáticas, sacramentos ou clero. Todo fiel, porém, tem a obrigação de rezar diariamente, jejuar 19 dias por ano, ficando sem comer ou beber do amanhecer até o pôr-do-sol, abster-se completamente de narcóticos, álcool ou qualquer substância que afete a mente, praticar a monogamia, obter o consentimento dos pais para casar-se e participar da festa dos Dezenove Dias no primeiro dia de cada mês do calendário Bahai. Os  crentes procuram criar juntos aos templos instituições assistenciais como um asilo de velhos, um orfanato e um hospital. Não há pregação nos templos, apenas a recitação das escrituras de todas as religiões.

A comunidade Bahai governa-se de acordo com os princípios gerais proclamados por Baha Allah e por meio de instituições criadas por ele e aperfeiçoadas por Abdul-Baha. As assembléias espirituais locais escolhem anualmente delegados que elegem uma assembléia nacional. As assembléias nacionais realizam periodicamente uma convenção internacional que elege o órgão governativo máximo, a Casa Universal de Justiça. Esta tem por incumbência aplicar as leis promulgadas por Baha Allah e legislar sobre assuntos não previstos nos textos sagrados. Sua sede localiza-se em Haifa, Israel, nas cercanias dos túmulos do Bab e Abdul-Baha e do túmulo de Baha Allah, em Bahji, perto de Acre. Os principais templos Bahai encontram-se na Rússia (Isqabad) e nos Estados Unidos (Wilmette, Illinois).

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Barnabitas

Barnabitas 

#Barnabitas

Apesar de relativamente poucos, os barnabitas já deram à Igreja Católica numerosos bispos e cardeais, como também sábios e santos. Dedicam-se especialmente à catequese e a obras de assistência social em hospitais e prisões.

Por barnabitas são conhecidos os membros da Ordem dos Clérigos Regulares de São Paulo, fundada em 1530 por santo Antônio Maria Zacarias. O nome popular advém do fato de seus padres oficiarem na igreja de São Barnabé, em Milão; o nome oficial, da devoção do fundador por São Paulo.

Em 1579, mediante um breve do papa Gregório XIII, foram aprovadas as constituições definitivas da ordem. Apoiando-se nas decisões do Concílio de Trento (1545-1563), os barnabitas dedicaram-se à reforma do clero e dos fiéis em geral, e a partir de 1605 orientaram seus esforços também para a educação de jovens.

Foi ainda no século XVII que a ordem começou a se espalhar por outros países. Os primeiros barnabitas desembarcaram no Brasil em 1903. Entre seus estabelecimentos destacam-se a basílica de Nossa Senhora de Nazaré, no Pará, célebre por seu "círio" ou procissão de velas, e o Colégio Santo Antônio Maria Zacarias, no Rio de Janeiro.

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Maniqueismo

Maniqueismo

#Maniqueísmo

Denomina-se maniqueismo a doutrina religiosa pregada por Maniqueu - também chamado Mani ou Manes - na Pérsia, no século III da era cristã. Sua principal característica é a concepção dualista do mundo como fusão de espírito e matéria, que representam respectivamente o bem e o mal.

Considerado durante muito tempo uma heresia cristã, possivelmente por sua influência sobre algumas delas, o maniqueismo foi uma religião que, pela coerência da doutrina e a rigidez das instituições, manteve firme unidade e identidade ao longo de sua história.

Maniqueu e sua doutrinaManiqueu nasceu em 14 de abril do ano 216, no sul da Babilônia, região atualmente situada no Iraque, e na juventude sentiu-se chamado por um anjo para pregar uma nova religião. Pregou na Índia e em todo o império persa, sob a proteção do soberano sassânida Sapor (Shapur) I. Durante o reinado de Bahram I, porém, foi perseguido pelos sacerdotes do zoroastrismo e morreu em cativeiro entre os anos 274 e 277, na cidade de Gundeshapur.

Maniqueu se acreditava o último de uma longa sucessão de profetas, que começara com Adão e incluía Buda, Zoroastro e Jesus, e portador de uma mensagem universal destinada a substituir todas as religiões. Para garantir a unidade de sua doutrina, registrou-a por escrito e deu-lhe forma canônica. Pretendia fundar uma religião ecumênica e universal, que integrasse as verdades parciais de todas as revelações anteriores, especialmente as do zoroastrismo, budismo e cristianismo.

O maniqueismo é fundamentalmente um tipo de gnosticismo, filosofia dualista segundo a qual a salvação depende do conhecimento (gnose) da verdade espiritual. Como todas as formas de gnosticismo, ensina que a vida terrena é dolorosa e radicalmente perversa. A iluminação interior, ou gnose, revela que a alma, a qual participa da natureza de Deus, desceu ao mundo maligno da matéria e deve ser salva pelo espírito e pela inteligência.

O conhecimento salvador da verdadeira natureza e do destino da humanidade, de Deus e do universo é expresso no maniqueismo por uma mitologia segundo a qual a alma, enredada pela matéria maligna, se liberta pelo espírito. O mito se desdobra em três estágios: o passado, quando estavam radicalmente separadas as duas substâncias, que são espírito e matéria, bem e mal, luz e trevas; um período intermediário (que corresponde ao presente) no qual as duas substâncias se misturam; e um período futuro no qual a dualidade original se restabeleceria. Na morte, a alma do homem que houvesse superado a matéria iria para o paraíso, e a do que continuasse ligado à matéria pelos pecados da carne seria condenada a renascer em novos corpos.

Maniqueismo como religiãoA ética maniqueista justifica a gradação hierárquica da comunidade religiosa, uma vez que varia o grau de compreensão da verdade entre os homens, fato inerente à fase de interpenetração entre luz e trevas. Distinguiam-se os eleitos, ou perfeitos, que levavam vida ascética em conformidade com os mais estritos princípios da doutrina. Os demais fiéis, chamados ouvintes, contribuíam com trabalho e doações. Por rejeitar tudo o que era material, o maniqueismo não admitia nenhum tipo de rito nem símbolos materiais externos. Os elementos essenciais do culto eram o conhecimento, o jejum, a oração, a confissão, os hinos espirituais e a esmola.

Por sua própria concepção da luta entre o bem e o mal e sua vocação universalista, o maniqueismo dedicou-se a intensa atividade missionária. Como religião organizada, expandiu-se rapidamente pelo Império Romano. Do Egito, disseminou-se pelo norte da África, onde atraiu um jovem pagão que mais tarde, convertido ao cristianismo, seria doutor da igreja cristã e inimigo ferrenho da doutrina maniqueista: santo Agostinho. No início do século IV, já havia chegado a Roma.

Enquanto Maniqueu foi vivo, o maniqueismo se expandiu para as províncias ocidentais do império persa. Na Pérsia, apesar da intensa perseguição, a comunidade maniqueista se manteve coesa até a repressão dos muçulmanos, no século X, que levou à transferência da sede do culto para Samarcanda. Missionários maniqueistas chegaram no fim do século VII à China, onde foram reconhecidos oficialmente até o século IX. Depois foram perseguidos, mas persistiram comunidades de adeptos no país até o século XIV. No Turquestão oriental, o maniqueismo foi reconhecido como religião oficial durante o reino Uighur - séculos VIII e IX - e perdurou até a invasão dos mongóis, no século XIII.

Posteridade do maniqueismo Embora não haja dados que permitam estabelecer uma vinculação histórica direta, o pensamento maniqueista inspirou na Europa medieval diversas seitas ou heresias dualistas surgidas no seio do cristianismo. Entre elas, cabe citar a dos bogomilos, na Bulgária (século X) e, sobretudo, a dos cátaros ou albigenses, que se propagou no sul da França no século XII. Este último movimento foi uma das mais poderosas heresias da Europa, sufocada de modo sangrento no início do século seguinte.

Antropomorfismo

Antropomorfismo

Antropomorfismo

Antropomorfismo é a tendência a atribuir ou imprimir propriedades e feições humanas a seres, obras, objetos imaginados ou criados pelo homem. Pode-se dizer que esse ou aquele animal ostenta, ou adquiriu, aparência humana, mas não se poderá dizer, corretamente, que é antropomórfico. Antropomórficos são com toda certeza muitos deuses -- senão todos --, fetiches, imagens, esculturas, representações literárias, casas, veículos e outras máquinas.

Tão antigo quanto o homem e sua criatividade, o antropomorfismo está na história de todas as religiões, das artes e das técnicas, revelando em tudo o que o homem cria o reflexo dele próprio, parcial ou totalmente identificado.

Em sentido estrito, antropomorfismo é questão importante nas teologias judaica e cristã, pelo frequente uso bíblico de representações antropomórficas de Deus (a mão de Deus, o dedo de Deus, a sabedoria divina, sua ira, suas paixões - especialmente no Velho Testamento): para os principais exegetas, com o fim de tornar a divindade mais acessível a seus adoradores. Curiosamente as traduções gregas, de influência filosófica e racionalista, substituíram muitas dessas passagens por perífrases. O antropomorfismo se mostra indissociável do próprio comportamento religioso, como de tudo aquilo em que o homem se afirma e se projeta.

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Mosteiros e Conventos

Mosteiros e Conventos


Genericamente, tanto mosteiro quanto convento são locais que abrigam comunidades religiosas. Em geral, porém, emprega-se o termo mosteiro para o local onde vivem os monges, ou as monjas, das ordens mais antigas e mais fechadas. Os mosteiros são autônomos entre si, estão subordinados ao superior local, e no âmbito de sua comunidade religiosa, gozam de autonomia até em relação ao bispo. Convento designa mais comumente o edifício que abriga as ordens religiosas mais recentes ou as congregações, mais abertas. Os conventos subordinam-se a um superior geral ou provincial.

A fuga para o deserto, atitude tomada nos primeiros séculos da era cristã por penitentes que buscavam a perfeição espiritual e a união com Deus, deu origem a um amplo movimento de vida comunitária religiosa, que séculos mais tarde levou ao surgimento de grandes mosteiros e de ordens religiosas.

CristianismoOs primeiros ascetas cristãos refugiaram-se no deserto do Egito para fugir de perseguições ou para viver num lugar onde pudessem praticar a vida espiritual com total entrega, sem nenhuma concessão aos atrativos ou às preocupações do mundo. A princípio tais pessoas, chamadas eremitas ou anacoretas, tinham vida solitária, porém mais tarde passaram a habitar grutas ou casebres a pouca distância uns dos outros. Em fins do século III, santo Antão Abade orientou e canalizou as aspirações religiosas de muitos daqueles ascetas, que se uniram em certas práticas comuns e formaram comunidades, ou cenóbios. Essa prática de vida ascética comum já tinha sido desenvolvida pelos essênios, membros de uma seita religiosa do judaísmo, como testemunhou o historiador Flávio Josefo e como confirmaram, no século XX, os manuscritos do mar Morto.

São Basílio Magno, bispo de Cesareia de Capadócia, fundou no século IV diversas comunidades na Anatólia e redigiu uma regra na qual recomendou penitência mais moderada e maior ênfase no serviço à comunidade. No Ocidente, santo Agostinho reuniu alguns clérigos sob normas de vida comum, e são Martinho de Tours formou uma grande comunidade em Marmoutier, de onde partiram muitos monges para a Irlanda, onde formaram novas comunidades.

O grande legislador da vida monástica no Ocidente foi são Bento de Núrsia, que traçou para seus monges de Monte Cassino, na Itália, uma norma que se tornou modelo clássico: moderação nas práticas de penitência, oração litúrgica comunitária mediante a recitação  do ofício divino (salmos, hinos, orações) ao longo do dia e da noite; trabalho manual ou estudo na biblioteca do mosteiro, e o compromisso de três votos: de obediência ao abade, permanência no mosteiro e conversão de costumes, que implica os votos de pobreza, castidade e uso do hábito religioso.

Essas comunidades estáveis constituíram um polo de atração para todas as possibilidades latentes na vida rural. As necessidades de aprovisionamento deram origem a um vasto complexo agrícola e pecuário, no qual passaram a trabalhar os servos; a ordem e a perseverança dos monges facilitaram a introdução de novas técnicas, as quais, por sua vez, conduziram a melhores resultados econômicos. A cultura superior dos monges transformou os mosteiros em refúgios e propulsores do saber tradicional. Seu zelo religioso contribuiu para a evangelização da Europa e para a consolidação da autoridade do pontífice romano. Mas essas circunstâncias acabaram por conferir aos mosteiros um influente poder político, com risco justamente da mundanização que os primeiros anacoretas tinham procurado evitar.
A progressiva concentração urbana inerente ao declínio do sistema feudal e ao auge da burguesia teve reflexos também no âmbito religioso, com a decadência dos mosteiros rurais e o surgimento das ordens mendicantes. Essas novas ordens, como as dos franciscanos e dominicanos, suprimiram o voto de permanência no mesmo local e adotaram uma orientação mais pastoral, especialmente dirigida para as missões entre os fiéis ou entre os hereges. Por não terem mais necessidade de auto-abastecer-se, e pela decisão de sair em busca do povo para pregar o evangelho, essas novas ordens abandonaram a ideia do mosteiro rural e passaram a se estabelecer nas cidades, em residências que receberam o nome de conventos.

A Reforma suprimiu os mosteiros que se localizavam nas regiões convertidas ao protestantismo, mas a partir do século XIX eles foram restaurados nas áreas da Igreja Anglicana e da igreja evangélica francesa.

Arquitetura monástica cristã A origem das construções monásticas pode ser encontrada nas comunidades primitivas, que ergueram cercas defensivas a sua volta. Posteriormente, as celas passaram a ser apoiadas nesse muro, o que deixou um amplo espaço central para a igreja, o poço e alguma sala de uso comum, como o refeitório. Este foi o típico mosteiro grego que se difundiu pelo Oriente até o século XVIII. Nesse tipo de construção, a importância dos locais de uso comum contrasta com a simplicidade das celas individuais.

O Ocidente seguiu o tipo de mosteiro aprovado por são Bento. O centro coordenador do mosteiro beneditino era o claustro, galeria existente em torno do pátio central, cercada de arcos, que estabelecia a ligação entre as diversas dependências e era usada pelos monges para meditação e orações. No centro do pátio costumava haver uma fonte, ou poço, rodeado de vegetação. Abriam-se para o claustro as portas da igreja, da sala capitular, do refeitório e da biblioteca, onde os monges estudavam e copiavam textos. O dormitório foi construído inicialmente sobre o refeitório, primeiro como peça única, de uso comum; depois surgiram as celas individuais.

A entrada do mosteiro era feita por uma porta única, aberta no muro externo, junto à qual se encontravam a cela do porteiro, o parlatório para as visitas, e a hospedaria. Algumas vezes, em uma  segunda construção eram instalados os quartos do abade ou do prior e, mais afastadas, as acomodações dos noviços e a enfermaria, esta geralmente dotada de jardim de plantas medicinais. Seguiam-se a despensa, as oficinas para trabalhos manuais e o cemitério.

AbadiasA abadia é um grande mosteiro, às vezes berço ou patrocinador de outros, sob a autoridade eclesiástica de um abade, ao qual são concedidas determinadas prerrogativas. O tipo de construção da abadia até o século VII ficou documentado na planta da de Saint-Gall, na Suíça. Exemplos de construções de épocas posteriores são os mosteiros espanhóis de Silos ou de Poblet.

As abadias visigodas espanholas seguiram as regras de santo Isidoro e são Frutuoso. As primeiras se encontravam em núcleos urbanos e obedeciam a uma estrutura bem organizada; as erigidas por são Frutuoso tinham feição rural e agrupavam-se em torno da igreja, com organização mais simples.

No século X, a abadia de Cluny, na França, estendeu sua influência por toda a Europa, e chegou a ter grande número de mosteiros sob sua autoridade. Cluny foi de extrema importância para a evolução da arte medieval. No século XII fundaram-se na Europa numerosos mosteiros da reforma cisterciense. Apesar dos desejos de austeridade e pobreza dos cistercienses, os mosteiros foram enriquecidos com servos e com novas terras, e voltaram a ser centros do poder político.

A decadência dos mosteiros era já patente no século XVI. Mesmo assim foram construídos, nessa época e mais tarde, mosteiros de grande porte, entre os quais o Escorial, nas imediações de Madri. A partir do Renascimento, os conventos passaram a ter maior importância cultural e artística, sem jamais alcançarem o esplendor das abadias e dos mosteiros medievais.

A política de submeter as propriedades eclesiásticas ao direito comum, iniciada na Europa depois da revolução francesa, determinou a ruína e o desaparecimento de numerosos mosteiros, conventos e abadias. Muitos deles, no entanto, foram mais tarde restaurados e dedicados a fins culturais, ou novamente ocupados por comunidades religiosas.

Religiões orientais Nas religiões orientais, o primeiro tipo de asceta foi provavelmente solitário ou eremita. A figura do sramanas (ascetas) já era conhecida dos povos pré-arianos da Índia (1500 a.C.), e nos primeiros tempos do hinduísmo, entre os séculos VII e III a.C., houve eremitas que viviam em grupos. Mas a vida comum organizada só começou para os hindus na Idade Média. No século XIX, Ramakrishna iniciou um movimento religioso integrador, que reconhecia nas grandes religiões uma mesma verdade universal e que unia a vida contemplativa à ação missionária e assistencial. Seu discípulo Vivekananda foi o grande organizador dessas missões e de mosteiros.

O jainismo, uma das grandes religiões da Índia até o século XII, foi provavelmente a primeira a organizar a vida monástica sobre a base dos primitivos eremitas. Seu fundador, Mahavira, criou no século VI a.C. comunidades de monges e monjas, assistidos por servidores leigos que seguiam regras ascéticas menos rígidas. Os digambaras, um dos grupos em que se cindiu o jainismo no século I da era cristã, não aceitaram as comunidades femininas. A penitência dos monges chegou às vezes a rigores extremos, com casos de jejum até a morte.

Foi, contudo, o budismo a religião oriental que mais se caracterizou por suas comunidades monásticas. Tal como ocorre com os mosteiros beneditinos no Ocidente cristão, sua austeridade é moderada. No início, os ascetas budistas eram peregrinos solitários, e só se recolhiam em comunidades durante a estação das chuvas. Nos séculos VI e V a.C. foram estabelecidos os costumes monacais, de acordo com os ensinamentos de Buda: o abandono de todo interesse material, o adestramento mental para abandonar as opiniões falsas, a concentração no nada até o completo desaparecimento das sensações e conceitos.

No século III a.C. já tinham sido estabelecidos na Índia numerosos mosteiros budistas, em dois tipos de construções: escavadas em rochas, no sul da Índia, ou erguidas com tijolos e pedras, no norte. Com o apoio de ricos comerciantes, no século VIII foram construídos grandes mosteiros, como os de Nalanda, Odantapura, Vikramasila ou Nagarjunakonda. Esses grandes complexos transformaram-se em centros econômicos e culturais, e provocaram o abandono dos pequenos mosteiros rurais. As invasões muçulmanas dos séculos XI a XIII provocaram a fuga de alguns monges para o Tibet, onde fundaram novos mosteiros, muitos ainda existentes, embora severamente reprimidos pelos chineses, que ocuparam o país em 1950.

Os mosteiros do Sudeste Asiático continuam a ser centros de uma devoção popular que atribui grande importância às comunidades consagradas a uma vida santa. Tais mosteiros são rodeados por muros, para preservar o isolamento, mas o povo é admitido em seu interior para praticarem atos de devoção ou receber ensinamentos. No recinto existem um santuário com a imagem de Buda e uma sala de reuniões onde os monges pregam para pequenos grupos. O conjunto é completado com as celas dos monges e dos hóspedes, uma escola e alguns pagodes e capelas que abrigam relíquias sagradas.

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