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Ruanda | Mapas Geográficos de Ruanda

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A Ruanda (oficialmente República do Ruanda) é um pequeno país sem litoral na região dos Grandes Lagos da África Centro-Oriental, banhada pelo Uganda, pelo Burundi, pela República Democrática do Congo e pela Tanzânia. Com cerca de 9 milhões de habitantes, o Ruanda apoia a população mais densa da África continental, com a maior parte da população envolvida na agricultura de subsistência. Um país verdejante de terreno fértil e montanhoso, a pequena república ostenta o título "Land of a Thousand Hills"
Este pequeno país está localizado perto do centro da África, alguns graus ao sul do Equador. É separada da República Democrática do Congo pelo Lago Kivu e pelo vale do rio Ruzizi a oeste; é limitado a norte pelo Uganda, a leste pela Tanzânia e a sul pelo Burundi. A capital, Kigali, está localizada no centro do país.

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Ruanda | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Ruanda

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Geografia – Área: 26.338 km². Hora local: +5h. Clima: tropical de altitude. Capital: Kigali. Cidades: Kigali (490.000) (aglomeração urbana), Ruhengeri (45.000), Butare (39.000), Gisenyi (35.000).

População – 9,8 milhões; nacionalidade: ruandesa; composição: hutus 90%, tutsis 9%, tvás 1%. Idiomas: francês, inglês, quiniaruanda (oficiais), quissuaíle. Religião: cristianismo 82,7% (católicos 51%, protestantes 21%, outros 10,8%), crenças tradicionais 9%, islamismo 7,9%, outras 0,4%. Moeda: franco ruandês.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, UA. Embaixada: 1714, New Hampshire NW, Washington D.C. 20009, EUA; e-mail: rwandemb@rwandemb.org, site na internet: www.rwandemb.org.

Governo – República com forma mista de governo. Div. administrativa: 12 prefeituras. Partidos: Frente Patriótica Ruandesa (FPR), Movimento Democrático Republicano (MDR), Social-Democrático (PSD), Liberal (PL), Democrático Cristão (PDC). Legislativo: bicameral – Senado, com 26 membros; Câmara dos Deputados, com 80 membros. Constituição: 2003.

Pequena nação da montanhosa região dos Grandes Lagos africanos, Ruanda é assolada por conflitos entre hutus – 90% da população – e tutsis, grupos étnicos também presentes no vizinho Burundi. A violência chega ao ápice em 1994, com o genocídio de1 milhão de pessoas, na maioria tutsis, e milhares de refugiados na região. Ruanda vive da agricultura, desenvolvida em pequenas propriedades, e exporta chá e café. No noroeste fica o Parque Nacional dos Vulcões, que abriga um anel de sete vulcões, o maior (Karisimbi) com 4.507 metros de altura. A área é um refúgio do gorila-das-montanhas, espécie ameaçada de extinção.

RUANDA - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DE RUANDA

História de Ruanda

Bandeira de RuandaA região é habitada por pigmeus e, mais tarde, pelos hutus, povo bantu da bacia do rio Congo. No século XV, os tutsis, pastores de grande estatura da Etiópia, invadem ao local e impõem domínio feudal aos hutus, mais numerosos. Os europeus chegam no século XIX, e, em 1899, a Alemanha declara seu protetorado sobre o território. Com a derrota alemã na I Guerra Mundial, os belgas ocupam Ruanda. Primeiramente, reforçam o papel hegemônico dos tutsis, dotando-os de poder político, econômico e militar. Nos anos 1950, favorecem a formação da elite hutu, aguçando a rivalidade entre os povos para melhor dominá-los. Em 1962, a nação obtém a independência sob liderança dos hutus. Perseguidos, os tutsis vão para os países vizinhos.

Guerra civil – Os tutsis exilados formam a Frente Patriótica Ruandesa (FPR) e, em 1990, invadem o norte de Ruanda, exigindo participação no governo e o direito de voltar ao país. Para aliviar as tensões, o presidente hutu, Juvénal Habyarimana (no poder desde 1973), aprova o pluripartidarismo em 1991 e negocia com a guerrilha. O acordo finda com nova ofensiva tutsi, em 1993. Em resposta, o governo massacra civis tutsis. Em agosto, o presidente Habyarimana e a guerrilha assinam os Acordos de Arusha.

Genocídio – Em 1994, Habyarimana e o presidente do Burundi, o hutu Cyprien Ntaryamira, morrem em um atentado aéreo. O episódio desencadeia meses de genocídio. O saldo é de 1.074.017 mortos (número oficial), 13% da população do país, mais de 90% dos quais tutsi. Em resposta, a FPR lança ofensiva militar, toma Kigali e põe na presidência o hutu Pasteur Bizimungu, que se opôs à chacina. Os conflitos geram 2,3 milhões de refugiados – na maioria hutus, que fogem para a República Democrática do Congo e a Tanzânia. A Organização das Nações Unidas (ONU) instala o Tribunal Criminal Internacional para Ruanda, na Tanzânia, para julgar os responsáveis pelo genocídio.

Kigali, Capital de Ruanda
Kigali, Capital de Ruanda
Tensão regional – As tentativas do presidente de reconciliar o país esbarram na explosiva situação regional. Em 1998, Ruanda rompe com o presidente da RDC, Laurent-Désiré Kabila e junta-se a Uganda no apoio a guerrilheiros tutsis no país vizinho. Nos combates, disputa-se o controle sobre territórios ricos em minérios. Sob pressão, o presidente Bizimungu renuncia em 2000, afirmando que a Assembleia Nacional é pró-tutsi. O vice-presidente, Paul Kagame, é indicado pelo Legislativo e assume a Presidência. É o primeiro tutsi a presidir Ruanda. No fim de 2002, as tropas ruandesas saem da RDC. Em 2003, Kagame obtém 95% dos votos na eleição presidencial, derrotando três hutus. Os governistas obtêm 74% dos votos para a Câmara. A oposição denuncia fraudes nas duas eleições.

Em março de 2004, o jornal francês Le Monde publica o relatório de uma investigação concluindo que o atual presidente Paul Kagame é o responsável pela derrubada do avião dos presidentes de Ruanda e Burundi, em 1994. Kagame nega e afirma que a França esteve envolvida no massacre. Em junho, o ex-presidente Bizimungu é condenado a 15 anos de prisão por desvio de dinheiro. Em julho, a ONU acusa o governo de Ruanda de violar o embargo de armas para milícias na RDC.

Tribunal internacional julga genocídio

Os principais acusados pelo genocídio em Ruanda em 1994 são julgados por um tribunal internacional instalado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Arusha, na Tanzânia. Em dezembro de 2004, 23 pessoas haviam tido o julgamento concluído: 11 foram condenadas à prisão perpétua, incluindo o ex-primeiro-ministro hutu Jean Kambanda, nove, a penas de dez a 35 anos de prisão e três foram inocentadas. Esperam julgamento 43 presos, a maioria ex-membros do governo, ex-chefes do Exército e líderes regionais. Canadá, Suíça e Bélgica também julgaram acusados pelo massacre. Em Ruanda, os julgamentos têm início em 1997. Em quatro anos, 3 mil são julgados, com 500 condenações à morte. Em 2001, o governo institucionaliza os Gacacas, tribunais de aldeia tradicionais, para julgar 110 mil acusados de genocídio, em processos sumários, com base em testemunhos e sem advogados.

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