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Síria | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Síria

Síria | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Síria


Geografia – Área: 185.180 km². Hora local: +5h. Clima: mediterrâneo (litoral) e árido (interior). Capital: Damasco. Cidades: Damasco (2.300.000) (aglomeração urbana), Aleppo (2.250.000) (aglomeração urbana), Homs (850.000) (aglomeração urbana) , Al Ladhiqiyah (350.000), Hamah (282.000).

População – 18 milhões; nacionalidade: síria; composição: árabes sírios 90%, curdos 5,9%, circassianos, turcos e armênios 4,1%. Idiomas: árabe (oficial), curdo. Religião: islamismo 89,3%, cristianismo 7,8% (ortodoxos 5%, outros 2,8%), sem religião e ateísmo 2,9%. Moeda: libra síria.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU. Embaixada: Tel. (61) 226-1260, fax (61) 223-2595 – Brasília (DF).

Governo – República presidencialista (ditadura militar desde 1970). Div. administrativa: 14 distritos. Partidos: coalizão Frente Progressista Nacional (Socialista Árabe – Baath, Comunista da Síria – PCS, entre outros). Legislativo: unicameral – Assembleia do Povo, com 250 membros. Constituição: 1973.

Os desertos cobrem a maior parte do território da Síria. Desde a Antiguidade, o país foi ocupado por diversos povos, e as marcas dessas passagens ainda são visíveis. Há ruínas romanas na cidade de Palmyra, castelos medievais da época das Cruzadas no litoral e monumentos islâmicos em Damasco, um dos mais antigos centros urbanos do mundo. A agricultura e a exploração do petróleo são a base da economia. Protagonista do conflito árabe-israelense, a Síria reivindica a devolução das Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde a Guerra dos Seis Dias (1967). Depois de governar por quase 30 anos, o ditador Hafiz al-Assad morre, em 2000, e é sucedido por seu filho Bachar. A Síria está entre os países acusados pelo governo dos Estados Unidos (EUA) de patrocinar o terrorismo. Embora reprima grupos islâmicos radicais em seu território, o país apóia organizações anti-Israel no exterior, como as milícias do Hezbollah, baseadas no Líbano, país em que a Síria mantém 27 mil soldados.

SÍRIA - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DA SÍRIA

História da Síria

Habitado por povos de origem semita desde a Antiguidade, o território da Síria é, no decorrer da história, dividido entre diversos impérios (Persa, Macedônio, Romano) ou incorporado a eles. Entre 661 e 750, a conquista muçulmana faz de Damasco a capital do Império Árabe. De 1516 a 1918, a região é dominada pelo Império Turco-Otomano. O nacionalismo ganha expressão, durante a I Guerra Mundial, com a grande revolta árabe contra a presença turca, liderada pelo xerife (título de príncipes mouros descendentes de Maomé) Hussein e apoiada pelo Reino Unido. Em 1918, Faiçal, filho de Hussein, conquista Damasco. O Reino Unido rompe a promessa de conceder aos árabes um grande Estado independente e assina com a França o acordo secreto Sykes-Picot, dividindo vasta região do Oriente Médio. O mandato sobre a Síria e o Líbano é outorgado aos franceses. A independência é obtida em 1946.

Bandeira da SíriaSocialismo árabe – O primeiro governo independente sírio é deposto por um golpe militar em 1949. Novo golpe restabelece o regime constitucional em 1954. Cresce a influência do Partido Baath, fusão do Partido Socialista Sírio com o Partido da Ressurreição Árabe. Com a aproximação entre Israel e Estados Unidos (EUA), a Síria recebe armas da União Soviética (URSS). Em 1958, um plebiscito aprova a fusão de Síria e Egito na República Árabe Unida. Um golpe militar na Síria os separa em 1961. Outro golpe, em 1963, leva ao poder o Baath, tendo à frente Amin al-Hafiz. Ele é derrubado pela ala ultranacionalista do partido, em 1966, e substituído por Nureddin al-Atassi. Em 1967, a Síria perde as Colinas de Golã para Israel, na Guerra dos Seis Dias. O ministro da Defesa, general Hafiz al-Assad, muçulmano alauíta, dá um golpe em novembro de 1970 e passa a governar ditatorialmente. Em 6 de outubro de 1973, dia do feriado judaico do Yom Kipur, a Síria, com o Egito, ataca Israel, mas não recupera as Colinas de Golã. Em 1977, a Síria lidera o bloco de países hostis às negociações de paz entre Israel e Egito, que levariam aos acordos de Camp David (1978-1979).

Damasco, Capital da Síria
Damasco, Capital da Síria
Intervenção no Líbano - A partir de 1976, os sírios intervêm na guerra civil do Líbano. Em 1982, em represália a atentados da Fraternidade Muçulmana, grupo radical islâmico, o governo de al-Assad mata mais de 20 mil pessoas – na maioria xiitas – na cidade de Hamah, no norte da Síria. Após o colapso da URSS, Assad aproveita-se da Guerra do Golfo (1991) para aproximar-se dos EUA. A Síria apóia a investida norte-americana contra o Iraque. Em retribuição, obtém dos EUA sinal verde para impor ao Líbano sua solução para a guerra civil. Em outubro de 1990, a Síria consegue estabelecer um governo aliado no Líbano e desarmar a maioria das milícias do país vizinho. O grupo Hezbollah, contudo, continua a atacar Israel, com o apoio da Síria, que mantém 30 mil soldados em território libanês.

Sucessão – Hafiz al-Assad morre em junho de 2000 e é sucedido por seu filho Bachar al-Assad, um oftalmologista formado no Reino Unido. Em setembro, intelectuais pedem eleições livres e o fim do estado de emergência, em vigor desde 1963. Bachar liberta, em novembro, 600 presos políticos.

Em março de 2003, a coligação liderada pelo partido Baath obtém 167 das 250 cadeiras da Assembleia do Povo. A oposição boicota a eleição. A tensão com os EUA se intensifica em abril, depois da ocupação do Iraque por tropas norte-americanas. A Síria é acusada pelo governo norte-americano de produzir armas químicas e abrigar fugitivos iraquianos ligados a Saddam Hussein e sofre ameaça até de ataque militar. As autoridades sírias negam as acusações. Em outubro, Israel bombardeia um local, em território sírio, suspeito de abrigar uma base de militantes palestinos.

Sanções dos EUA – Choques entre militantes curdos e forças governamentais, em março de 2004, deixam 24 mortos (entre eles, 17 curdos) no nordeste do país, onde vive a minoria curda. Em maio, entram em vigor sanções econômicas, decretadas pelos EUA, proibindo exportações norte-americanas para a Síria, salvo alimentos e remédios. As pressões se ampliam com a resolução do Conselho de Segurança da ONU, em setembro, pela retirada das tropas estrangeiras do Líbano.

Revolta pela democracia em 2011 - A Revolta na Síria em 2011 é um conflito interno em andamento que se iniciaram com uma série de grandes protestos populares em 26 de janeiro de 2011 e progrediu para revolta armada em 15 de Março de 2011, influenciados por outros protestos simultâneos na região. As manifestações populares por mudanças no governo têm sido descritas como "sem precedentes". Foram iniciados como uma mobilização social e midiática, exigindo maior liberdade de imprensa, direitos humanos e uma nova legislação. A Síria tem estado em estado de emergência desde 1962, que efetivamente, suspende as proteções constitucionais para a maioria dos cidadãos. Hafez al-Assad esteve no poder por trinta anos, e seu filho, Bashar al-Assad, tem mantido o poder com mão firme nos últimos dez anos. Os protestos começaram em frente ao parlamento sírio e a embaixadas estrangeiras em Damasco. O presidente Bashar al-Assad afirmou que seu país está imune a todos os tipos de protestos em massa como os que ocorreram no Cairo, Egito. Os protestos em 18 e 19 de março de 2011 foram os maiores que ocorreram na Síria em décadas, tendo as autoridades sírias respondido com violência contra os manifestantes. O Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon, chamou o uso da força letal de "inaceitável". Após a morte de mais de oitenta rebeldes sírios, a União Europeia, representada por Catherine Ashton, classificou a situação do país como "intolerável" e solicitou que reformas ocorram na Síria.

Impasse nas colinas de Golã

Área estratégica que domina todo o norte de Israel, as Colinas de Golã são ocupadas pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias (1967) e anexadas em 1981. Situam-se aí nascentes de rios, entre as quais a do Jordão, o mais importante dessa região desértica. Israel constrói colônias judaicas no Golã, e a Síria, para pressionar a devolução, dá suporte ao grupo guerrilheiro islâmico Hezbollah, que, do Líbano, ataca o norte israelense. Negociações para a entrega das Colinas de Golã têm início durante o governo trabalhista israelense de Yitzhak Rabin (1992-1995). Os dois países, porém, não chegam a um acordo sobre a desmilitarização da região e o domínio das fontes de água. Israel exige controlar a área próxima às nascentes. A eclosão da segunda Intifada (rebelião palestina), em setembro de 2000, e a eleição do direitista Ariel Sharon para primeiro-ministro israelense, em fevereiro de 2001, consolidam o impasse. O novo presidente sírio, Bachar al-Assad, reitera a exigência de devolução da área como condição para o reinício de qualquer negociação.

DrusosDrusos

De origem síria, os drusos habitam as montanhas da Síria e do Líbano e formam uma seita de raízes ismaelíticas, com traços ao mesmo tempo judaicos, cristãos e sufistas (de sufismo, vertente mística do Islã). O nome "druso" provém de Darazzi, discípulo de Hakim bi-amr Allah, califa fatímida do Egito que inspirou a fundação da religião em 1029, após proclamar-se encarnação do espírito de Deus. Hamzah, vizir de Hakim e místico persa, é venerado como a primeira criatura de Deus e fundador da religião.

De princípios religiosos tanto judaicos e cristãos como muçulmanos, o povo druso tem hábitos severos, é monogâmico, não bebe, não fuma e, no passado, distinguiu-se na guerra, ao enfrentar os turcos e,  na década de 1920, os exércitos franceses.

Os drusos proclamam-se unitários. Creem num único Deus, que se revelou ao homem mediante sucessivas encarnações, provavelmente setenta (entre as quais a de Jesus), até a última, de Hakim. Não têm cultos nem templos, mas um colégio de iniciados divididos em espirituais, que conhecem a fundo a doutrina, e corporais, com vários graus de iniciação. A oração é considerada impertinência contra o Criador e a ética é regulada por sete mandamentos, que lhes proíbem seguir qualquer outra religião.

São estritas, entre os drusos, as regras de abstenção das bebidas alcoólicas e do fumo. A monogamia é seguida à risca e a mulher, muito respeitada. Há quase cinquenta mil drusos em Hauran, conhecida como Jabal u'd-Duruz, "montanha dos drusos", cerca de sete mil em Hermon, mais de quarenta mil no Líbano, outros sete mil em terras da Palestina. Nos Estados Unidos, os imigrantes drusos são considerados cristãos-sírios.
Alepo

Alepo

Alepo está situada no norte da Síria, Alepo (em árabe, Halab), uma das mais antigas cidades do mundo, é mencionada no Antigo Testamento, mas a existência de um povoado anterior é indicada por vestígios pré-históricos que remontam a cerca de 6000 a.C.

Importante centro comercial por sua estratégica posição entre o Oriente e o Ocidente, a cidade de Alepo foi dominada sucessivamente por vários povos, entre eles egípcios, romanos e árabes.

Ponto essencial das rotas das caravanas que uniam o Mediterrâneo ao Oriente, Alepo foi ocupada até 1530 a.C. pelos hititas, em seguida pelos egípcios, e no século XV novamente pelos hititas, que a incorporaram a seu império. Durante os séculos VI a IV, a cidade esteve em poder dos persas. No século I a.C., fez parte da província romana da Síria. Incendiada no século VI da era cristã pelos sassânidas, foi reconstruída pelo imperador bizantino Justiniano. Em 637 caiu nas mãos dos árabes e em 944 se converteu na capital do emirado de Sayf al-Dawla. Foi então muito disputada por bizantinos e árabes e assediada pelos cruzados. Destruída por terremotos, transformou-se, com sua reconstrução por Saladino, em grande centro intelectual e religioso.

Mais tarde nela se instalaram, sucessivamente, mongóis, mamelucos e, em 1516, otomanos, que a incorporaram a seu império. Depois da primeira guerra mundial, viveu um curto período de independência (1920-1924), até sua integração ao mandato francês da Síria. Em 1941, proclamada a independência do estado sírio, converteu-se numa de suas principais cidades, com expressiva população, basicamente muçulmana.

Servida pela ferrovia Istambul-Bagdá, suas principais indústrias são a tecelagem de seda e algodão. Existem ainda fábricas de lã, de cimento e curtumes. Frutas, nozes secas, algodão descaroçado, trigo, cevada, uvas e gergelim são relevantes produtos agrícolas.

A cidade guarda na parte velha os vestígios dos povos que a ocuparam, restos de muralhas romanas, portas da época medieval, mesquitas e o mais famoso bazar coberto do Oriente Médio.

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