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História do Xampu

História do Xampu

História do Xampu
O xampu surgiu na Alemanha em 1890, período em que as pessoas utilizavam sabonetes para lavar os cabelos. Somente após a Primeira Guerra Mundial que o xampu começou a ser comercializado em grande escala. Seu nome é proveniente de um modismo indiano presente na Inglaterra, pois “xampu” veio do hindu “champo”, que significa "massagear".

Contudo, os xampus eram muito parecidos: todos continham tensoativos, substâncias que alteram a superfície de contato entre dois líquidos e provocam a limpeza do cabelo. A partir do século XX, diferentes tipos de xampus foram elaborados para cada tipo de cabelo. Para baratear o preço final do produto, também foi a partir desse período que começaram a produzir o xampu por meio de produtos sintéticos.

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História do Sabonete

História do Sabonete

História do Sabonete

O sabão começou a ser utilizado por volta de 2500 a.C. pelos fenícios, tendo sido empregado na limpeza da lã de ovelhas e do couro de outros animais. Nessa época, o produto era feito por meio da gordura do carneiro e de substâncias contidas nas cinzas solúveis em água de pequenas plantas.

Os árabes e os turcos foram os primeiros a reconhecer o valor do sabão. Assim, quando os turcos invadiram o Império Bizantino, a prática  do uso do produto foi difundida em toda a Europa, porém apenas os nobres tinham acesso ao mesmo. Inclusive, os membros da elite presenteavam autoridades de outros países com sabonetes.

Até então, o sabão não possuía cheiro. Foi só no século XIX, mais precisamente em 1879, que desenvolveram um sabão perfumado: o sabonete. A partir do século XIX, devido à produção em larga escala, o custo do produto caiu, o que permitiu a massificação de seu uso e o tornou um dos principais elementos de higiene pessoal.

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Acupuntura | Origens e Fundamentos da Acupuntura

Acupuntura | Origens e Fundamentos da Acupuntura

#Acupuntura | Origens e Fundamentos da AcupunturaA Acupuntura é uma coleção de manuscritos chineses originários do século XVIII a.C., mas só descobertos 15 séculos mais tarde, traz a primeira informação de que se tem notícia sobre a técnica da acupuntura. O Nei Jing (Nei Ching), o mais antigo tratado de medicina oriental que se conhece, descreve a implantação de agulhas em determinados pontos da superfície corporal para a obtenção de efeitos terapêuticos.

Origens e fundamentos. Essa obra menciona os chamados xue (hsueh), pontos cutâneos nos quais se aplicam agulhas para eliminar a dor ou insensibilizar certas áreas do corpo. Esse último efeito permite o emprego da acupuntura como técnica de anestesia cirúrgica, com resultados bastante satisfatórios.

Os pontos sobre os quais se inserem as agulhas estão distribuídos ao longo de linhas chamadas meridianos, que percorrem a superfície do corpo em sentido vertical, formando pares simétricos nas faces dorsal e ventral do corpo.

O efeito produzido pela aplicação correta das agulhas se explica, segundo os chineses, por um antigo preceito da filosofia oriental. A disposição oposta dos meridianos dorsais e ventrais, através dos quais flui a energia fundamental que rege o funcionamento do organismo e é o princípio da vida (chi), corresponde à alternância entre o yang -- o positivo, a luz, o sol, o céu, a vida, a força do dorso - e o  yin - o negativo, o frio, a terra, a fraqueza do ventre. A cada ponto de um dado meridiano corresponde outro na parte oposta, e disso deriva o equilíbrio de que dependem os efeitos proporcionados pelo estímulo da agulha.

Embora essa antiga interpretação nunca tenha sido refutada de modo categórico, os médicos que se dedicam à acupuntura procuram encontrar um fundamento científico para a técnica. Segundo princípios anatômicos e fisiológicos, o estímulo da acupuntura obedece a impulsos nervosos, uma vez que a maior parte dos pontos de inserção localizam-se nas proximidades dos nervos periféricos. Outras teorias apontam para uma natureza humoral da acupuntura. Os defensores dessa corrente citam uma demonstração experimental: estabelecendo-se um regime de circulação cruzada em dois animais de laboratório e aplicando-se em somente um deles técnicas de acupuntura, elimina-se a sensação de dor em ambos os animais.

Acupuntura no Ocidente. As primeiras informações recebidas no Ocidente sobre a existência da acupuntura foram prestadas por missionários que viajaram à China e ao Japão nos séculos XII e XIII. No entanto, a disseminação da técnica como procedimento terapêutico de reconhecida eficácia só veio a ocorrer na segunda metade do século XX. O fato coincidiu com a introdução de técnicas orientais na década de 1960, o  que levou à gradual assimilação de terapias alternativas à medicina tradicional do Ocidente.

Em 1971 ocorreu um fato decisivo para a aceitação dos procedimentos acupunturais no Ocidente. Dois cirurgiões americanos assistiram na China a uma extirpação de ovário na qual a paciente foi anestesiada com a implantação de agulhas, permanecendo consciente durante toda a operação. A divulgação, por esses médicos, dos surpreendentes resultados da anestesia contribuiu para a definitiva consolidação da acupuntura no mundo ocidental.

Posteriormente, o emprego da técnica se estendeu a especialidades para as quais não se previa sua utilização. Exemplo disso é o tratamento de certos quadros neurológicos como a hemiplegia, isto é, a paralisação de um dos lados do corpo, ou a paralisia facial. Na China, são tratados com acupuntura todos os tipos de alteração fisiológica, e até mesmo distúrbios ainda sem manifestação exterior. No Ocidente, nota-se uma tendência à aplicação dessas técnicas a disfunções psicossomáticas como a insônia, a astenia, as fobias etc.

Técnicas e materiais. Os efeitos da acupuntura podem ser reforçados com outras técnicas terapêuticas orientais, tais como a digitopuntura, que consiste na compressão de um ponto do corpo com os dedos, sem o emprego de agulhas, ou a auriculoterapia, modalidade acupuntural em que só se usam os pontos da orelha.

Acupuntura | Origens e Fundamentos da Acupuntura

A técnica da implantação consta de três etapas: no primeiro momento deve-se imobilizar a pele da zona em tratamento, mediante uma adequada pressão, exercida com os dedos; a seguir, determina-se cuidadosamente o ângulo de inserção da agulha, variável para cada caso; por fim, procede-se à perfuração cutânea. Esta se faz por pressão ou rotação da agulha, ou ainda com o emprego de um tubo finíssimo, o mandril, através do qual se faz passar a agulha, que se insere mediante um golpe seco sobre o extremo superior do tubo.

Desde suas origens, a técnica da acupuntura sofreu poucas modificações. A mais relevante talvez tenha sido a mudança nos materiais das agulhas. Originalmente feitas de madeira, passaram depois a ser fabricadas de sílex e metal. As agulhas de metal amarelado (ouro, cobre) exercem um estímulo tonificante, enquanto as de metal prateado (aço) têm efeito sedativo.

Uma das mais importantes inovações recentes foi a eletroacupuntura: um estimulador elétrico permite selecionar frequências adequadas e graduar a intensidade do estímulo em função da necessidade e tolerância do paciente. Já se realizam também tratamentos com raios laser, baseados na técnica da acupuntura. As inovações descritas têm ampliado de modo considerável as possibilidades das milenares técnicas da acupuntura.

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Por Que Bocejamos?

Por Que Bocejamos?

Por Que Bocejamos?
Pode parecer uma definição meio incompleta ou simples demais, mas bocejo nada mais é do que o abrir e o fechar involuntário da boca. Acontece que, quando nós bocejamos, nossos batimentos cardíacos são elevados significativamente e ocorre uma melhor oxigenação do cérebro. Até mesmo os cientistas não sabem direito o porquê de nós bocejarmos ou qual é a verdadeira importância do bocejo.

Para aqueles que creem no Evolucionismo, nossos ancestrais pré-históricos já abriam a boca para intimidar os seus inimigos. Desta forma, nós acabamos herdando essa mania. Já para muitos cientistas, o bocejo tem a função de aumentar a quantidade de oxigênio no nosso corpo. Outra parte dos entendidos pensa que o bocejo nada mais é do que a manifestação do tédio ou do cansaço.

Mesmo sem saber qual é a real  razão de bocejarmos, uma coisa é certa: é grande a possibilidade de você bocejar também ao ver outra pessoa fazendo o mesmo ou ao ler algo relacionado, como este texto.

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Acne | Inflamação das Glândulas Sebáceas

Acne | Inflamação das Glândulas Sebáceas

#Acne | Inflamação das Glândulas SebáceasAcne é uma inflamação das glândulas sebáceas da pele e comporta mais de cinquenta variedades. Para distingui-las, é costume juntar ao termo principal um adjetivo ou locução que particularize a afecção. Resulta de uma combinação de fatores hereditários e hormonais. O tipo mais frequente é a chamada "acne dos adolescentes" (Acne vulgaris), que se manifesta quando as glândulas sebáceas tornam-se mais ativas, estimuladas pelos hormônios sexuais masculinos.

Mudanças de clima, distúrbios gastrintestinais, menstruais e emotivos podem agravar a acne, talvez a mais generalizada das doenças da pele.

A primeira lesão da acne comum é o comedão, cravo ou cabeça-de-prego, que consiste numa espécie de tampão de matéria sebácea, células mortas e microrganismos (sobretudo Propionibacterium acnes) que enchem e obstruem um folículo pilossebáceo. Os comedões podem ser abertos, com a parte visível enegrecida pelo contato com o ar, ou fechados em quistos na pele, núcleos de futuras inflamações ou pústulas. Não raro, deixam marcas no rosto, pescoço, costas e peito, as partes do corpo mais atingidas.

Os métodos de tratamento variam de medicação tópica à aplicação de raios ultravioleta, da dieta aos antibióticos. A tendência geral, porém, é para a cura espontânea da acne, após alguns meses.

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Tabagismo | Consequências e Tratamento

Tabagismo | Consequências e Tratamento

#Tabagismo | Consequências e TratamentoDoença causada pelo excesso de nicotina no organismo. A nicotina é um dos componentes do tabaco e a responsável pela criação da dependência. Oito segundos depois de inalada, atinge a corrente sanguínea, chega ao cérebro e produz uma sensação de bem-estar. Essa sensação é seguida de redução da ansiedade, aumento da vigilância, diminuição da fome, perda de peso e melhoria da memória e da concentração. Além de atuar como relaxante, é estimulante por elevar os níveis de adrenalina. No entanto, a fumaça do cigarro contém 4,7 mil substâncias químicas, das quais 60 são cancerígenas.

Consequências – O consumo de cigarro é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão, 30% de outros tipos de câncer, 85% das doenças pulmonares e 50% das doenças cardiovasculares. Também aumenta em 400% a probabilidade de se contrair infecções respiratórias por bactérias e vírus e em 800% o risco de derrame cerebral. Além disso, duplica a velocidade de envelhecimento do organismo e predispõe à impotência sexual masculina. Já o fumante passivo tem de 200% a 300% mais risco de contrair câncer de pulmão que uma pessoa que não conviva com fumantes.

Tratamento – O tabagismo é combatido, normalmente, por associação de tratamento psicológico, terapias de apoio e reposição de nicotina. Por meio da reposição – que pode ser feita com adesivos, gomas de mascar, sprays nasais ou inaladores –, o corpo do ex-fumante recebe pequenas doses de nicotina, evitando, assim, o choque da abstinência. O sistema tem a vantagem, ainda, de não causar a sensação de prazer deflagrada pelo cigarro. Além disso, esses produtos são livres de substâncias cancerígenas. Drogas antidepressivas também podem ser usadas. Outro tratamento emprega um antidepressivo chamado bupropiona, que, tomada diariamente, proporciona a mesma sensação de prazer que o cigarro, sem sua toxicidade.

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Angina de Peito

Angina de Peito

Angina de PeitoEntende-se por angina de peito uma síndrome caracterizada por dor torácica, em geral subesternal, desencadeada por exercícios físicos, emoção ou ingestão de alimentos pesados, e que é aliviada com a administração de vasodilatadores. A crise dolorosa é frequentemente referida pelos pacientes como algo que aperta ou oprime (e não como uma dor lancinante ou pontada), obrigando à imobilidade e, muitas vezes, tomando todo o precórdio. Iniciada no peito, irradia-se para o pescoço, maxilar, ombro, braço e punho esquerdo, mas não possui continuidade topográfica: repercute, por exemplo, no punho esquerdo, sem apresentar sintomatologia no ombro ou braço. Várias doenças apresentam estreita relação com a angina de peito, como a arteriosclerose, a aortite sifilítica e a estenose aórtica.

Coube ao médico inglês William Heberden introduzir, no século XVIII, a expressão angina de peito ou angina pectoris para indicar dor no peito, acompanhada de opressão e ansiedade.

Durante o ataque, o paciente empalidece, apresentando a pele fria, imóvel, pulso fraco e rápido, e a pressão sanguínea se eleva. As crises anginosas têm frequência e duração muito variáveis, podendo ocorrer com intervalos de dias, semanas, meses ou anos. Ao se tornar repetido, em curtos intervalos, o quadro anginoso leva às vezes à morte. Diferentes processos mórbidos, que simulam angina, devem ser sempre cogitados, como diagnóstico diferencial preciso, a saber: enfarte do miocárdio, hérnia diafragmática, gastrite, colocistopatia, neurites intercostais, herpes-zoster e pericardites.

O tratamento da angina de peito é variável, de acordo com sua intensidade e frequência e com a gravidade do caso. A terapêutica cirúrgica ou clínica das causas associadas à angina, quando presentes, se impõe. O repouso, com retorno gradual às atividades normais, dietas leves e vasodilatadores, são recursos  terapêuticos indicados.

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Tumores e Quistos

Tumores e Quistos

Tumores e QuistosTumores são massas de tecido anormal que surgem sem causa evidente a partir de transformações produzidas em células normais do corpo. Não têm função útil e tendem a crescer de forma autônoma e desenfreada. Quistos são cavidades que se formam no interior de tecidos orgânicos e que contêm líquidos ou outras substâncias semi-sólidas.

Mesmo benignos, tumores e quistos geralmente exigem extirpação cirúrgica, porque produzem aumentos de massa ou volume dos tecidos que pressionam órgãos adjacentes e afetam sua função.

Formações tumorais As células que formam os tumores geralmente diferem das normais por terem sofrido algumas das seguintes alterações: (1) hipertrofia, aumento de tamanho das células individuais; (2) hiperplasia, proliferação exagerada de células numa determinada região; (3) anaplasia, regressão das características físicas de uma célula para tipos mais primitivos ou indiferenciados -- aspecto quase constante dos tumores malignos, embora ocorra em outros casos tanto em indivíduos saudáveis quanto doentes.

Segundo suas características, estrutura e propriedades clínicas, os tumores classificam-se em benignos e malignos (cânceres). Os primeiros crescem lentamente e se fixam no local de origem. Muitos tumores benignos são encapsulados num tecido conjuntivo derivado da estrutura que os envolve e não invadem os tecidos contíguos, embora possam exercer pressão sobre eles à medida que aumentam de tamanho. Outras características os distinguem: não se alastram pelo corpo, e, portanto, não produzem metástases (disseminação das células tumorais pelo corpo); podem ser totalmente removidos cirurgicamente, dependendo de sua localização; e não alteram a função original do tecido afetado.

As células dos tumores malignos diferem das normais em tamanho, forma e estrutura. Em casos extremos, perdem a aparência e as funções que as caracterizam como células especializadas. O termo maligno se refere à capacidade que o tumor apresenta de produzir metástases e, consequentemente, a morte do paciente, a menos que seja erradicado.

O tumor maligno cresce rapidamente porque as células que o integram se multiplicam de forma rápida e desordenada. Costuma infiltrar-se nos tecidos e estruturas orgânicas próximas, o que torna ainda mais difusa sua localização e mais difícil sua extirpação cirúrgica. Além de não apresentarem uma estrutura histológica bem configurada -- uma de suas principais características é, especificamente, a desorganização -- os tumores malignos são recidivantes, ou seja, se reproduzem com facilidade depois de uma extirpação cirúrgica, e apresentam capacidade de crescimento teoricamente ilimitada.

Uma massa de células tumorais geralmente forma um inchaço localizado e definido que, se ocorre junto à superfície do corpo, pode ser percebido como um caroço. Tumores profundos, no entanto, nem sempre são palpáveis. Às vezes, especialmente no caso dos tumores malignos, estes se apresentam não como caroços, mas como úlceras, fissuras, projeções semelhantes a verrugas ou infiltrações difusas e mal-definidas do que parece ser um órgão ou tecido de resto normal.

A dor causada por tumores geralmente resulta da pressão que ele exerce sobre os tecidos nervosos. Nos primeiros estágios de evolução, todos os tumores tendem a ser indolores, e aqueles que alcançam grande tamanho sem interferir nas funções locais podem permanecer indolores. A maioria dos tumores malignos, no entanto, causa dor em virtude da invasão direta de ramificações nervosas ou pela destruição de ossos.

São diversos os tratamentos que a medicina emprega para combater tumores. Eles podem ser físicos, como as radiações, que destroem as células tumorais (particularmente sensíveis às emissões radioativas); cirúrgicos, com que se previne a invasão de outras estruturas, no caso dos tumores malignos; ou quimioterápicos, entre os quais está a administração de substâncias inibidoras da divisão celular (antimitóticos).

Quistos Embora a maioria dos quistos seja benigna, muitas variedades são malignas ou pré-cancerosas. Quistos benignos geralmente precisam ser removidos porque interferem no funcionamento dos órgãos adjacentes. Surgem pela proliferação do epitélio (tecido que forma a pele e o revestimento dos vasos sanguíneos e cavidades do corpo) e podem desprender-se das estruturas próximas e se deslocar livremente. Diversos órgãos, entre os quais o rim, o fígado e a mama, são particularmente suscetíveis à formação de quistos.

Os quistos podem ser causados por parasitos ou pela obstrução de glândulas de secreção exócrina (ou externa), como é o caso das glândulas sebáceas, sudoríparas ou mamárias. A dificuldade de circulação e evacuação do líquido produzido por essas glândulas provoca o acúmulo de secreção e a consequente dilatação do órgão. Entre os quistos de origem parasitária, são graves o quisto hidatídico, produzido pela larva do verme Echinococcus granulosus, e o cisticerco, formado por ovos de solitária (Taenia solium), verme que infesta o indivíduo que ingere carne de porco contaminada e mal cozida. A extirpação cirúrgica é o tratamento indicado para os quistos.

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Febre Amarela

Febre Amarela

Febre AmarelaFebre amarela é uma doença infecciosa aguda, própria das regiões tropicais e subtropicais, que pode no verão invadir as zonas temperadas em surtos epidêmicos. Manifesta-se nas modalidades urbana e rural, causadas por vírus transmitidos por certos mosquitos: Aedes aegypti, no caso da modalidade urbana; A. africanus, Haemagogus e outros, no caso da rural. Ambas são graves e apresentam sintomas análogos: febre de curta duração, vômitos, hemorragias, intensa prostração e icterícia, que se caracteriza pelo amarelecimento da pele, o que deu nome à infecção. A evolução clínica é muito variável e pode levar à morte. O paciente recuperado, depois de longa convalescença, adquire imunidade ao vírus.

Durante vários séculos, até que se descobrissem sua causa e os meios de combatê-la, a febre amarela foi uma das grandes pragas que assolaram muitas regiões do mundo.

Originária do litoral atlântico da América do Sul, a partir do século XVI, época dos descobrimentos, a febre amarela alcançou a África, a América do Norte  e a Europa. Manifestou-se em devastadoras epidemias durante mais de 300 anos até que, entre o fim do século XIX e o início do XX, estudos realizados em Cuba por Carlos Juan Finlay, Walter Reed, James Carroll e outros permitiram identificar o mosquito transmissor e adotar, em vários países, iniciativas de erradicação. No Rio de Janeiro, tornou-se célebre a campanha de saneamento levada a efeito por Osvaldo Cruz, que debelou a epidemia de 1902.

A modalidade rural restringe-se hoje praticamente ao meio agreste, onde o mosquito transmissor pode ser combatido com inseticidas. Parece, contudo, impossível de erradicar, pois o vírus persiste na selva, no sangue de animais como o macaco.

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Beribéri (Doença de Origem Nutricional)

Beribéri (Doença de Origem Nutricional)

Beribéri (Doença de Origem Nutricional)
Os sintomas gerais da Beribéri - causada pela carência de vitamina B1 ou tiamina - incluem perda de apetite, irregularidades digestivas e sensação de rigidez e dormência nas extremidades. Na forma conhecida como beribéri seco há uma degeneração gradual dos nervos longos, primeiro das pernas e a seguir dos braços, concomitante com atrofia muscular e a perda de reflexos. No beribéri úmido, forma mais aguda da doença, ocorrem edemas nos tecidos, devido a deficiência cardíaca e má circulação sanguínea. Crianças amamentadas por mães carentes de tiamina são logo atingidas pelo colapso das funções cardíacas.

Doença de origem nutricional, o beribéri (no idioma cingalês, "extrema fraqueza") caracteriza-se por transtornos neurológicos e cardíacos.

Tanto crianças quanto adultos costumam responder prontamente à administração de tiamina, mas nos casos em que já tenha havido comprometimento neurológico a eficiência dessa terapia é bem mais lenta. Nas situações mais graves, as lesões nas células nervosas costumam ser irreversíveis.

Embora presente nos cereais, a vitamina B1 pode ser perdida no processo de polimento dos grãos. Em certos países do Extremo Oriente, nos quais o arroz polido é a base alimentar, há relatos de casos de beribéri há mais de um milênio. A incidência da doença na Ásia decresceu com uma dieta mais variada, e também pela gradual difusão do arroz semi-integral.

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Bouba, Doença Contagiosa

Bouba, Doença Contagiosa

#Bouba, Doença Contagiosa
Também conhecida como framboesia ou piã, a bouba é uma doença contagiosa, causada pelo espiroqueta Treponema pertenue. No Brasil, os estados mais afetados são Amazonas, Pará, Ceará, Paraíba e Pernambuco. O T. pertenue, cuja morfologia assemelha-se à do T. pallidum (agente etiológico da sífilis), foi descoberto pelo italiano Aldo Castellani em 1905. 

Encontrada exclusivamente nas regiões tropicais, a bouba predomina na América do Sul (Brasil), na Ásia (Índia) e na África (Madagascar).

A bouba se caracteriza, de maneira geral, por lesões cutâneas, seguidas de uma erupção generalizada e, às vezes, por lesões tardias da pele e dos ossos. Como na sífilis, descrevem-se três estágios: o primário (cancro piânico); o secundário, caracterizado por febre, prurido e erupção papulosa avermelhada (framboesia); e o terciário, em que ocorrem invasão tecidual, óssea e subcutânea, ulcerações e destruições localizadas como as nasais e faríngeas (gangosas) e formações vegetantes ou hiperostoses (como a do maxilar superior ou gundu). A transmissão se dá por contato direto com portadores de lesões abertas que contêm o germe, por objetos contaminados e ainda por certas espécies de moscas.

A presença do germe no organismo pode ser detectada por métodos como a reação de Kahn e a reação de Bordet-Wassermann, empregadas também para diagnosticar a sífilis. O tratamento é igual ao desta.

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Apendicite

Apendicite

#ApendiciteApendicite é a inflamação de um divertículo, denominado apêndice ileocecal, que se localiza na parede do ceco, porção inicial do intestino grosso. Pode ser ativada por fatores diversos, embora, na maior parte dos casos, se deva a uma infecção originada por microrganismos de diferentes espécies que, por via intestinal ou através do fluxo sanguíneo, alcançam a fossa ileocecal. Também atua como fator desencadeante a presença de helmintos (vermes intestinais) parasitas, especialmente os das famílias dos oxiuros e dos ascarídeos. Outras causas secundárias que favorecem o desenvolvimento da apendicite são a formação de pregas ou a presença de corpos estranhos no interior do órgão afetado.

O processo inflamatório conhecido como apendicite é um dos mais frequentes motivos de cirurgias de urgência e, em alguns países, sua incidência chega a atingir 75% desse tipo de operação.

As manifestações predominantes da apendicite são as agudas, embora também aconteçam casos de desenvolvimento crônico, normalmente decorrentes de tratamento inadequado de um primeiro ataque. Os sintomas são uma dor de localização abdominal direita e intensidade variável, febre, vômitos e prisão de ventre. As eventuais complicações podem fazer com que um processo patológico, que em princípio não significa perigo para a vida do paciente, se transforme num quadro clínico de máxima gravidade. Disso decorre que, para evitar fenômenos como a supuração e a gangrena do apêndice, o tratamento básico para esse tipo de inflamação seja a extirpação do órgão (apendicectomia) o mais rápido possível. Mesmo que o diagnóstico não se tenha confirmado, tais inflamações podem implicar intervenção cirúrgica. É comum que se pratique de qualquer modo a operação, supondo-se que é preferível extirpar um apêndice são a permitir uma demora que possa provocar peritonite.

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Transplantes de Órgãos

Transplantes de Órgãos

Transplantes de Órgãos

Transposição de órgãos, tecidos ou células de um ser (doador) para outro (receptor). Podem ser transplantados pele, osso, cartilagem, veias, córneas, pulmão, coração, fígado, pâncreas, rim, intestino, medula óssea, células do fígado e células do pâncreas produtoras de insulina. O transplante é indicado nos casos de falência desses órgãos, tecidos e células, quando não há a possibilidade de recuperação de suas funções com outros recursos.

Rejeição - O doador pode ser um parente do receptor ou um indivíduo com morte cerebral confirmada. É sempre necessário haver compatibilidade sanguínea e imunológica entre o doador e o receptor, para evitar a rejeição do organismo ao novo órgão. A rejeição ocorre em cerca de 90% dos transplantes. Mas, de 90% a 95% dos casos, é bem controlada com o uso de drogas imunodepressoras.

Doação de órgãos - O principal problema hoje é a desproporção entre o número de transplantes necessários e o de doadores disponíveis. Em virtude de melhores resultados alcançados, ampliaram-se as indicações dos transplantes e, com elas, ampliou-se, também, o número de pacientes em lista de espera. Por outro lado, o desenvolvimento tecnológico e o das medidas de segurança contra acidentes levaram à redução do número de doadores mortos. No Brasil, a Lei dos Transplantes, que entrou em vigor em 1998, estabelece que todo indivíduo com morte cerebral é doador de órgãos, a menos que em vida tenha incluído o aviso de "não doador" em sua carteira de identidade. A ideia é reduzir a espera por órgãos.

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Farmacologia

Farmacologia

#FarmacologiaFarmacologia (do grego pharmakon, "medicamento" e logos, "estudo"), é o estudo das drogas, dos medicamentos e dos venenos, sob os aspectos de sua obtenção, preparação, ação e efeitos nos organismos vivos. Seu estudo e métodos de investigação se apoiam em outras ciências - matemática, física, química e biologia - e em muitos de seus ramos, como estatística, físico-química, biofísica, bioquímica, ecologia, genética, botânica, zoologia, patologia, anatomia e, principalmente, fisiologia - do homem, dos animais, dos vegetais e dos microrganismos.

A utilização de princípios ativos de vegetais e minerais, fundamento da farmacologia, é muito antiga. Os egípcios já recorriam a substâncias como o ópio, com função hipnótica, ou a beladona, como narcótico.

Com um campo tão abrangente, a farmacologia comporta divisões e subdivisões. Seus ramos principais são: (1) farmácia, que trata da obtenção, preparação, conservação e padronização dos medicamentos; (2) farmacognosia, identificação dos princípios ativos naturais dos medicamentos de origem vegetal e animal; (3) toxicologia, que estuda os agentes tóxicos e venenos, seus efeitos e mecanismos de ação sobre os organismos vivos e desempenha papel importante no terreno médico-legal e na medicina do trabalho; (4) farmacodinâmica, estudo das ações, dos efeitos e do destino dos medicamentos no organismo vivo; (5) posologia, que estuda as doses dos medicamentos; (6) quimioterapia, utilização de agentes químicos no tratamento de doenças; e (7) terapêutica, que no sentido mais amplo é o emprego de diferentes técnicas no combate às doenças.

HistóricoO homem sempre procurou, com oferendas, sacrifícios e invocações, acalmar a ira das divindades e delas obter complacência, alívio e cura de seus males. Ao mesmo tempo, porém, tentou encontrar na natureza recursos para afastar as doenças e minorar ou anular seus efeitos maléficos. Receitas para o preparo de medicamentos aparecem numa placa de argila com cerca de cinco mil anos, encontrada em escavações realizadas na Suméria. É o documento farmacológico mais antigo que se conhece. O papiro de Ebers (de 1500 a.C.) contém uma lista de medicamentos, entre os quais alguns com propriedades reconhecidas na atualidade, como o ferro, usado para combater anemias. Também entre babilônios e assírios, chineses, indianos, povos incas e pré-incaicos era comum a utilização de plantas com fins curativos.

A medicina europeia caracterizou-se, até o século XVI, por grande apego às doutrinas dos clássicos gregos, sobretudo as de Galeno, aceitas como absolutas por mais de um milênio. Galeno acreditava que a cura dependia da associação de muitos medicamentos, pois se supunha que as doenças atingiam sempre mais de um órgão ao mesmo tempo. O primeiro a combater o galenismo foi Paracelso, que no século XVI adotou novos medicamentos e preconizou o emprego do medicamento único, de acordo com a norma contraria contrariis curantur (os contrários se curam pelos contrários), contra a causa produtora da doença. Paracelso combateu também veementemente a escola árabe, principalmente representada na monumental obra sobre medicina de Avicena, Cânon, cujo quinto volume é inteiramente dedicado à farmacologia.

Embora o estudo da estrutura e das funções orgânicas evoluísse nos 300 anos seguintes, a terapêutica permaneceu mais como arte que como ciência. Em fins do século XVIII e início do século XIX, Samuel Hahnemann reagiu à imprecisão da farmacologia com a criação da escola homeopática, cuja doutrina se apoia no aforismo similia similibus curantur (semelhantes se curam pelos semelhantes).

Em 1803, o farmacêutico alemão Friedrich Wilhelm Sertürner conseguiu isolar a substância responsável pela ação hipno-analgésica do ópio (látex da papoula), à qual deu o nome de morfina. Foi o primeiro de uma longa série de princípios ativos isolados a partir de vegetais. O conceito de investigação sistemática da ação das drogas, porém, somente apareceu em 1850 com François Magendie. Foi grande, nesse sentido, a contribuição dos fisiologistas e químicos.

A utilização de medicamentos para aliviar sintomas e combater doenças, ao longo de todo o século XIX, continuou fundada principalmente na superstição, na magia e na religião. A base do arsenal terapêutico, de origem vegetal ainda era constituída de formas galênicas - tinturas, extratos etc. - de composição muito complexa e efeitos múltiplos. A farmacologia como ciência teve realmente início na segunda metade do século XIX, com dois pesquisadores alemães alunos de Magendie. Rudolph Buchheim instalou o primeiro laboratório de farmacologia experimental na Universidade de Dorpat. Oswald Schmeiderberg criou, na Universidade de Estrasburgo, o mais importante centro de pesquisa, difusão e sistematização da farmacologia experimental.

Merece destaque o trabalho de outro discípulo de Magendie, Claude Bernard, que relatou suas experiências com o curare, usado pelos indígenas da Amazônia para envenenar flechas. Seu contemporâneo Louis Pasteur, entre outras descobertas importantes, estabeleceu o conceito de doenças infecciosas transmissíveis e preparou vacinas preventivas e curativas. Com Pasteur e seus continuadores, a farmacologia ganhou medicamentos novos, capazes de produzir imunidade artificial.

A maior descoberta da farmacologia, senão da medicina, no século XX, foi a dos antibióticos, substâncias elaboradas por organismos vivos e utilizadas com o fim de destruir ou impedir o desenvolvimento de outros seres vivos de ação patogênica. Coube ao britânico Alexander Fleming, em 1928, fazer as primeiras observações que levariam à descoberta da penicilina. Atualmente, é grande a quantidade de antibióticos de eficácia comprovada, mas as pesquisas continuam, em função das situações novas que surgem. Inúmeras outras descobertas e sínteses vêm sendo feitas nesse campo. Imensamente enriquecida, a farmacologia atual constitui matéria básica e indispensável do currículo médico-científico.

Preparação de medicamentosTodo processo de preparação, administração e eliminação de um medicamento deve considerar desde as perspectivas nutricionais e funcionais até as de higiene. Há medicamentos constituídos de substâncias que não são compostos químicos definidos (pomadas, loções, tinturas, extratos etc.) e outros com fórmula e estrutura químicas estabelecidas com precisão.

Os princípios ativos de um medicamento têm diferentes origens. Predominam, no entanto, entre as muitas substâncias utilizadas, as vegetais (alcaloides, glicosídeos etc.) e as elaboradas por microrganismos e fungos (antibióticos). Independentemente de sua origem, os diferentes  processos de preparação e teste dos medicamentos têm uma série de etapas comuns. Inicialmente, isola-se um princípio ativo ou sintetiza-se uma molécula que possa exercer algum tipo de ação terapêutica. Em seguida, se procede à realização de uma série de testes de segurança para analisar possíveis ações tóxicas e efeitos colaterais nocivos, além de consequências negativas que a administração do medicamento possa acarretar ao feto em caso de gravidez. Todos esses exames constam da fase de experimentação em animais de laboratório e, uma vez confirmada sua inocuidade, segue-se uma segunda fase em pacientes, que constitui a disciplina conhecida como farmacologia clínica.

Uma vez introduzido no organismo, o medicamento atua interligando alguns átomos e moléculas que fazem parte de sua composição com células do corpo, denominadas receptoras. Como consequência da interligação, desencadeia-se um efeito curativo. O grau dessa ação é, então, quantificado com precisão, mediante análises e avaliações. Nesse contexto se enquadram os testes físicos, químicos, espectroscópicos e biológicos. Estes últimos se realizam pela comparação de níveis de atividade em cobaias (ratos, cobaias, coelhos, macacos etc.), microrganismos ou modelos experimentais artificiais. Concluídos os exames necessários, é possível relatar detalhadamente as características gerais, a posologia, os efeitos secundários e as contra-indicações (estados de enfermidade que tornam inadequado o tratamento adotado para combater outro processo patológico) de cada preparação farmacêutica.

Indução e mecanismo de açãoUm medicamento pode ser introduzido no organismo por via oral, forma mais frequente e natural, por via anal ou vaginal, ou por simples aplicação cutânea (tópica). Quando essas formas de administração não se mostram adequadas, recorre-se à injeção, que pode ser intramuscular (feita na parte interna dos músculos), hipodérmica (quando o preparado é inoculado no tecido subcutâneo) e, conforme a situação, intravenosa, intradérmica, intracardíaca, intra-raquidiana etc.

Quando a introdução do medicamento ocorre com normalidade, registra-se sua absorção e passagem, por meio do sangue, ao órgão no qual deve exercer ação. Efetuada a ação terapêutica, os medicamentos são transformados, em geral no fígado, e, aumentando em grande medida seu coeficiente de solubilidade em água, são filtrados e eliminados pelos rins.

Saúde públicaNo Ministério da Saúde do Brasil funciona o Departamento de Fiscalização de Medicina, Farmácia e Odontologia. A primeira atribuição desse departamento é editar e manter atualizado o códice farmacêutico oficial, a Farmacopeia brasileira, elaborado e revisado por uma comissão técnica composta de médicos, farmacêuticos, químicos e botânicos. Traz a relação dos medicamentos considerados oficiais, de seus processos de obtenção e preparação, dos padrões e métodos de identidade, de qualidade e de atividade das drogas (matérias-primas) que entram na composição dos medicamentos manipulados nas farmácias ou fabricados nas indústrias químico-farmacêuticas. Para exercer a fiscalização, existe o Laboratório Central de Controle de Drogas, Medicamentos e Alimentos (LCCDMA).

Artrite, Todos os Tipos de Artrite

Artrite, Todos os Tipos de Artrite

Artrite, Todos os Tipos de Artrite

Artrite é um processo patológico que produz a inflamação de uma ou, mais comumente, várias articulações. Em sentido amplo, é um conjunto de sintomas resultantes de lesões articulares produzidas pelas causas mais variadas. Praticamente, é sinônimo de reumatismo, designação genérica para dor, rigidez ou deformidade de articulações e estruturas vizinhas (músculos etc.). Reserva-se o termo artropatia para lesões articulares em que não ocorre inflamação.

Devido às funções das articulações - ligações entre os ossos -, os processos inflamatórios que as afetam têm implicações particularmente prejudiciais: perda de mobilidade e dores intensas e constantes.

Artrite reumatoide Também chamada artrite atrófica, deformante, anquilosante, proliferativa crônica ou infecciosa crônica, é doença de origem desconhecida, com sintomas e alterações inflamatórias predominantes nas articulações e estruturas adjacentes. Tem elevada incidência no Brasil, semelhante à dos países de clima temperado e frio. É mais frequente nas mulheres e nos adultos entre 20 e 45 anos de idade, mas pode também atingir crianças.

A artrite reumatoide clássica caracteriza-se, inicialmente, por manifestações vagas como inapetência, fadiga, emagrecimento e febre. Depois, por alterações articulares (dor, edema, calor e rubor), podendo causar deformidades, principalmente nos joelhos, na coluna, nos dedos das mãos e dos pés. É doença essencialmente poliarticular, simétrica e migratória. As articulações tendem a ficar inflamadas durante semanas, meses ou anos.

Além do exame clínico e radiológico, é importante, no diagnóstico da doença, obter o teste global sorológico (teste do látex) para identificar o fator reumatoide (macroglobulina), presente em 75% dos enfermos. Usam-se tratamentos sintomáticos (anti inflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos), curativos (ouro, antimaláricos), especiais (imunossupressores) e complementares, como o forno de Bier, banho de parafina, ondas curtas, ultra-som, infravermelho, massagens, dietas, aparelhos de gesso, calhas, psicoterapia, terapêutica ocupacional, cirurgia etc.

Artrite degenerativa Também chamada osteartrite, artrite hipertrófica, artrose ou artrite senil, a artrite degenerativa é uma doença crônica caracterizada pela degeneração da cartilagem articular, hipertrofia óssea, dor que aparece com o movimento e melhora com o repouso. Acomete principalmente os joelhos, as articulações coxofemorais e a coluna espinhal. A coluna pode ser afetada no todo ou em segmentos. A osteartrite é doença universal e no Brasil constitui o maior problema reumatológico. As alterações radiológicas só aparecem na terceira ou quarta década da vida.

Não há manifestações gerais nem alterações laboratoriais, como na artrite reumatoide, pois toda a doença se limita às articulações e estruturas vizinhas. O tratamento resume-se em repouso, fisioterapia, analgésicos, evitar traumatismos e combater a obesidade. Em casos avançados, a cirurgia se impõe (retirada de grandes osteófitos, correção ortopédica etc.). A doença não causa invalidez como a artrite reumatoide.

Osteartropatia hipertrófica Também conhecida como síndrome de Bamberger-Marie, caracteriza-se por: (1) aumento do tamanho das pontas dos dedos, que adquirem a forma de vaqueta de tambor; (2) periostite crônica e (3) artrite. É um conjunto de sintomas e sinais que aparece relacionado com doenças pulmonares (câncer, bronquiectasias, supurações), pleurais, cardíacas, hepáticas, gastrintestinais e outras. Há uma forma hereditária denominada paquidermoperiostose ou síndrome de Touraine-Solente-Golé. O mecanismo de produção da osteartropatia ainda não foi inteiramente elucidado.

Doença reumáticaCausada por estreptococos do grupo A de Lancefield, produz manifestações clínicas como poliartrite migratória, dolorosa, que atinge principalmente as grandes articulações. Surgem sob a pele nódulos subcutâneos, indolores, firmes, lisos, móveis, próximo às articulações ou nos pontos de inserção dos tendões. Afora o acometimento articular, há cardite (inflamação de estruturas do coração), coreia (movimentos desordenados, involuntários, sem finalidade), cansaço, febre, epistaxe, sudorese, emagrecimento, palidez etc.

A febre reumática incide em todos os países, em todas as raças e, de preferência, em crianças e adolescentes. A primeira agressão ocorre nas pessoas que tiveram infecções por estreptococos do grupo A, como amigdalites, faringites, otites e escarlatina. A penicilina é o antibiótico ideal na prevenção e no tratamento.

Artrites piogênicas agudasCom o aparecimento dos antibióticos, a incidência, a patogenia, a evolução e o prognóstico das artrites piogênicas agudas diminuíram e se modificaram. As articulações mais afetadas são as coxofemorais, os joelhos, os ombros e, menos frequentemente, os tornozelos, cotovelos, as articulações sacrilíacas e os punhos. A doença geralmente é monoarticular. Qualquer germe pode causar artrite piogênica, sendo mais comuns os estafilococos, estreptococos, pneumococos, gonococos, colibacilos e bacilos piociânicos.

Artrite psoriásica A psoríase é uma doença de pele, de causa desconhecida, caracterizada por erupção eritêmato-escamosa. Incide um pouco mais no sexo masculino, na faixa de 35 a 40 anos de idade. Há grande tendência à ancilose. Os "dedos em lápis" (afinamento das pontas dos dedos) são bastante característicos dessa enfermidade. Costuma haver rigidez e esclerose dos dedos, lembrando até a esclerodermia. É de tratamento difícil.

Hipertensão Arterial

Hipertensão Arterial

Hipertensão Arterial

Hipertensão Arterial é a condição em que a força exercida pelo sangue contra as paredes dos vasos sanguíneos (pressão sanguínea) ultrapassa o padrão aceito como normal. Os valores da pressão arterial equivalem à pressão exercida por uma coluna de mercúrio durante a sístole (contração do coração) e durante a diástole (relaxamento do músculo cardíaco). A medida da pressão arterial se faz com um aparelho denominado esfigmomanômetro, que toma separadamente a pressão sistólica e a diastólica, ou com aparelhos automáticos para medição contínua durante 24 horas, úteis para determinar as variações da pressão no tempo.

Isolada ou em associação com outras doenças, como o tabagismo e o diabetes, a hipertensão é um importante fator causal evitável das doenças cardiovasculares, como insuficiência coronariana, infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca; das doenças cerebrovasculares, como isquemia, infarto e hemorragia cerebral; da doença hipertensiva renal, da dissecção da aorta e das complicações ateroscleróticas.

A hipertensão se classifica em primária ou essencial, de origem desconhecida, que se verifica em 95% dos casos; e secundária, que resulta de doença ou perturbação específica. Os fatores que predispõem à hipertensão primária são de natureza genética (família de hipertensos), ambiental (ingestão exagerada de sal), obesidade, tabagismo etc. A hipertensão secundária pode ser causada por uso de contraceptivos orais, caso em que é reversível com a suspensão do medicamento; doenças renais, como pielonefrite crônica e rins policísticos; doenças endócrinas, como síndrome de Cushing e distúrbios da tireoide e paratireoide; hipertensão da gravidez etc.

Tratamento Para a maior parte dos hipertensos, os mecanismos que mantêm elevada a pressão sanguínea são ignorados. O tratamento se determina de modo empírico, por tentativa e erro. Distinguem-se no tratamento e abordagem farmacológica e não farmacológica. No primeiro caso, a hipertensão é combatida com as seguintes categorias de drogas, administradas isolada ou combinadamente:

(1) Diuréticos, que diminuem o volume de água no sangue e ajudam a eliminar sódio, além de reduzir a resistência periférica ao fluxo sanguíneo.

(2) Bloqueadores do sistema simpático, que incluem os bloqueadores ditos centrais, que atuam no sistema nervoso central, e os betabloqueadores, que provocam redução da pressão arterial ao diminuírem o ritmo cardíaco e a saída de sangue do coração.

(3) Inibidores da enzima de conversão da angiotensina, de ação múltipla e complexa, muito usados por produzirem poucos efeitos colaterais.

(4) Bloqueadores dos canais de cálcio, que atuam causando vasodilatação periférica.

(5) Vasodilatadores diretos, usados geralmente em associação com outros medicamentos, já que produzem indesejados efeitos colaterais.

O tratamento não farmacológico consiste de uma proposta de modificação de estilo de vida, que idealmente deve ser definitivo. Prescreve-se redução de peso, diminuição do consumo de álcool e de sal, abandono do tabagismo, aumento da atividade física para os sedentários e redução dos fatores de estresse.

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Varíola

Varíola

VaríolaVaríola é uma doença infectocontagiosa provocada por um agente virótico da família dos poxvírus. Letal em cerca de trinta por cento dos casos, determina complicações em diferentes órgãos e tecidos do corpo. Descrita na China em 1122 a.C., a doença é mencionada também em antigos textos indianos em sânscrito. A cabeça mumificada do faraó egípcio Ramsés V, morto por volta de 1156 a.C., apresenta evidências da infecção. No Brasil, a varíola é conhecida também como bexiga e, em sua forma mais branda, como alastrim.

A possibilidade de usar uma única vacina contra todas as formas clínicas da varíola encorajou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a tentar a erradicação total da doença em todo o mundo. Aparentemente, o projeto foi bem-sucedido: aos dois milhões de mortos por varíola em 1967, contrapôs-se a marca de nenhum caso registrado entre 1977 e 1980.

O primeiro sintoma é a febre súbita, acompanhada de mal-estar, prostração, dores de cabeça, no abdome e na coluna vertebral. Cerca de dois dias depois, surgem erupções que caracterizam o período de contágio e que passam sucessivamente pelos estágios de mácula, pápula, vesícula e pústula, com formação de crostas que secam e finalmente se destacam ao término da terceira semana. A distribuição da erupção é importante para o diagnóstico clínico: comumente simétrica e generalizada, é mais extensa nas áreas irritadas, proeminências e superfícies extensoras do que nas áreas protegidas, depressões e superfícies flexoras. Aparece primeiro e é mais ativa na face, depois nos antebraços e nos punhos. É mais abundante nos membros do que no tronco; e nos ombros e no peito, do que no dorso e no abdome.

Manifestações mais brandas podem ocorrer em indivíduos vacinados cuja imunidade esteja declinando. Às vezes, as lesões são tão esparsas que passam despercebidas. Mais raramente, são precedidas por outras manifestações cutâneas, como manchas vermelhas. A ocorrência de pontos hemorrágicos subcutâneos indica infecção severa, em geral fatal.

A transmissão se verifica por contato direto com o paciente, ou por seu hálito, a curtas distâncias. O poxvírus é muito resistente, tendo sido relatada sua sobrevivência em algodão por 18 meses. Todas as peças de tecido em contato com o doente podem, portanto, ser agentes de contaminação. Mesmo assim, a varíola não é considerada altamente infecciosa: geralmente um paciente infecta no máximo uma ou duas pessoas muito próximas. O risco de contágio é maior nas formas brandas da doença, cujos portadores, em geral vacinados, podem inadvertidamente disseminá-la em suas formas letais. Para evitá-lo, é necessário manter em observação todos os que tiverem contato direto com um doente, até ter certeza de que não se contaminaram, e isolá-los ao primeiro sinal de infecção.

A vacinação antivariólica protege também contra doenças assemelhadas, como a varicela. A partir do final da década de 1970, a vacinação de rotina foi interrompida em inúmeros países. O vírus da varíola é mantido em apenas quatro laboratórios, em todo o mundo, para a eventualidade de que seja necessário retomar a fabricação da vacina.

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Odontologia, História e Doenças Odontológicas

Odontologia, História e Doenças Odontológicas

#Odontologia, História e Doenças OdontológicasOdontologia é a parte da medicina que, com a finalidade de conhecer, prevenir e curar, estuda os dentes e suas relações com as mucosas da cavidade bucal, os lábios e as bochechas, a língua e o assoalho da boca, o palato duro e o palato mole, os maxilares e a mandíbula, os músculos da mastigação e articulação têmporo-mandibular, as glândulas salivares, a irrigação sanguínea e a drenagem linfática dessas regiões.

A boca é a cavidade orgânica mais sujeita a traumatismos e infecções, além de, com relativa frequência, manifestar doenças gerais como avitaminose e perturbações infecciosas. Por isso, o odontólogo é preparado para identificar disfunções no organismo como um todo, o que lhe permite colaborar com outros profissionais da área da saúde.

História. O aprendizado da odontologia obedeceu em princípio aos moldes das corporações medievais, em que um indivíduo que desejava seguir uma profissão associava-se a um "mestre". O ensino especializado só teve início em 1840, nos Estados Unidos, com a criação do Baltimore College of Dental Surgery. Na mesma época foram fundadas a primeira revista de odontologia, The American Journal of Dental Science, e a primeira associação de classe, The American Society of Dental Surgeons (Sociedade Americana de Cirurgiões Dentistas).

No Brasil, somente em 1844 foram anexados cursos de odontologia, com dois anos de duração, às faculdades de medicina do Rio de Janeiro e da Bahia. Em 1933 foi concedida autonomia à atual Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e o curso passou a durar três anos, com 12 matérias ministradas ao longo desse período. O curso de odontologia foi estendido, em 1950, para quatro anos, duração que predomina em muitos países. Em outros, como Portugal, França e Itália, a odontologia (dita estomatologia) é uma especialização concluída em dois anos, após o curso de medicina.

Doenças odontológicas. Cárie dentária. Doença crônica de maior incidência na espécie humana, a cárie destrói os tecidos calcificados dos dentes de forma progressiva e irreversível. Atinge as pessoas de ambos os sexos, de todas as idades e de todas as raças. É causada por uma associação de bactérias cuja proliferação é muitas vezes favorecida por resíduos de alimentos esquecidos entre os dentes. Sua prevenção depende não só da higiene bucal mas também da dieta. É fundamental escovar os dentes após as refeições, ou ao menos bochechar, e escovar e passar fio dental à noite antes de deitar. Quanto à dieta, estudos recentes comprovam que o excesso de carboidratos, ou açúcares, acarreta rápida degeneração dos dentes. A carência de vitamina D, vital para a formação do esmalte, ou da vitamina C, de que depende a saúde das gengivas, pode provocar sérias doenças. Visitas periódicas ao dentista ajudam a detectar infecções em estágio inicial de desenvolvimento e outras anomalias e permitem que sejam tomadas medidas preventivas para evitar que o mal se alastre.

No Brasil as cáries são classificadas de acordo com os tecidos afetados. Podem ser: de esmalte, de cemento, da dentina superficial e da dentina profunda. A profilaxia da cárie com flúor, dissolvido nas águas de consumo, ou aplicado sobre os dentes, reduz em cerca de quarenta por cento sua incidência.

Periapicopatias. As afecções da região periapical das raízes dentárias são chamadas periapicopatias e resultam da infeção e degeneração da polpa. Essa denominação inclui o abscesso dentário (processo inflamatório purulento caracterizado pela destruição dos tecidos periapicais), o granuloma (pequeno tumor crônico que envolve a ponta da raiz dentária infectada) e o cisto (tumor de origem epitelial).

O abscesso pode ser agudo ou crônico: a fase aguda é acompanhada de dores violentas, de latejamento, febre etc. A drenagem, espontânea ou cirúrgica, da formação purulenta, proporciona alívio imediato ao paciente. Na fase crônica, apresenta uma fístula que mantém o esvaziamento permanente. O granuloma é uma reação de defesa do organismo. Geralmente não apresenta sintomatologia e é localizado por exame radiológico dos dentes. Algumas vezes, por exacerbação da infecção, os granulomas são destruídos e transformam-se em abscessos agudos. Como o granuloma, o cisto radicular se transforma em abscesso agudo. É sempre infectado e cresce rápida e continuamente. Em certo grau, pode ser percebido por palpação.

Paradentopatias. As doenças que afetam os tecidos de sustentação dos dentes (paradêncio) -- gengivas, alvéolos, cemento e pericemento -- denominam-se paradentopatias. Incluem as gengivites, inflamação das gengivas por causas locais ou gerais; a atrofia paradentária (senil, por falta de função ou por traumatismo); a paradentite, inflamação de causa local, com formação de bolsas purulentas; e a paradentose, doença que provoca a reabsorção alveolar, sem processo inflamatório, e causa mobilidade e migração dos dentes. A paradentose avançada está sempre associada a uma paradentite. Por sua frequência, essa associação recebeu a denominação especial de síndrome de paradentose.

Especialidades odontológicas. O progresso acelerado da odontologia levou ao aparecimento de especialidades dentro desse ramo da medicina. As especialidades abaixo são regulamentadas no Brasil.

Endodontia. Com a finalidade de conservar os dentes, a endodontia trata das alterações da polpa dentária e da cavidade onde se aloja. A polpa em si tem duas partes: a coronária, que se aloja na câmara pulpar, e a porção radicular, que preenche o canal dentário. As manipulações cirúrgicas da polpa podem ser conservadoras ou radicais. As conservadoras incluem o capeamento (cobertura de pequenas exposições pulpares); a polpotomia (amputação da porção coronária da polpa) e a polpectomia (extirpação total da polpa dentária). As radicais incluem o tratamento de canal, de vital importância para a conservação dos dentes, e que abrange a remoção completa da polpa ou restos pulpares; a dilatação mecânica até atingir o ápice radicular; a esterilização completa; a obstrução, ou entulhamento total do canal, com substâncias próprias e que sejam opacas aos raios X, pois o controle radiográfico é indispensável.

Cirurgia bucal. Os problemas que exigem solução cirúrgica, bem como os traumatismos que atingem os tecidos moles e duros da boca e da face são tratados pela cirurgia bucal. Essa especialidade inclui operações variadas que, com relação aos dentes, podem ser conservadoras ou radicais. Se o dente estiver normalmente implantado, a extração é simples, mas os dentes impactados ou inclusos exigem técnicas especiais. As apicetomias são cirurgias conservadoras para remover os ápices das raízes dentárias. As alveolotomias regularizam os rebordos dos maxilares e da mandíbula.

Ortodontia. A especialidade que estuda e trata as maloclusões (defeitos da oclusão) dentárias é a  ortodontia. A posição normal dos dentes nas arcadas além do valor estético é importante para sua conservação e saúde. Com o auxílio de aparelhos especiais -- ortodônticos -- é possível corrigir praticamente qualquer anomalia na posição dos dentes.

Patologia bucal. Base do exercício das demais especialidades, a patologia bucal trata das causas e mecanismos das alterações patológicas incluídas no campo da odontologia.

Periodontia. Ramo da odontologia que se ocupa da prevenção, diagnóstico e tratamento das alterações dos tecidos periodontais, ou do aparelho de sustentação do dente, que consiste em gengivas, ligamento periodontal (tecido conjuntivo fibroso que envolve as raízes e se insere no cemento, para conectar com o alvéolo ósseo), osso alveolar e cemento. A doença periodontal pode ser classificada como gengivite simples, periodontite crônica e outras doenças do periodonto.

Prótese dentária. A restauração da função mastigatória mediante a reposição artificial dos dentes perdidos cabe à prótese dentária. Pode ser parcial, quando repara a perda limitada com a ajuda de aparelhos fixos e amovíveis, ou total, quando a função é restaurada por meio de dentaduras ou chapas totais. Os aparelhos protéticos são feitos, entre outros materiais, em ouro, em cromo-cobalto e resinas especiais.

Radiologia dentária. O exame radiográfico dos dentes é executado pela radiologia dentária, por meio das chamadas radiografias periapicais e bite-wing, estas últimas capazes de fornecer uma visualização adequada das áreas de contato dentário. O exame dos maxilares e estruturas extra-orais é feito por diferentes técnicas extra-orais, que incluem a cefalometria e a radiografia panorâmica dos maxilares.

Equipamentos e material. A indústria de instrumentos e aparelhos odontológicos tem incorporado todos os progressos tecnológicos. O moderno equipamento dental compreende motor elétrico, cuspideira com água corrente, prancha para instrumentos manuais, lâmpadas elétricas para secar e esterilizar condutos ou aquecer massas, seringa de ar quente e ar frio, bico de gás, seringa de água quente e fria, refletor com lâmpada elétrica, negatoscópio e secador (ejetor) de saliva.

Na Idade Média fechavam-se cáries com resinas, gomas e ceras. O ouro, usado desde 1450, tornou-se preferido no final do século XIX, depois que se entendeu sua coesão e que se conseguiu controlar a saliva com secador de borracha. A anestesia geral (1844) e a local (1905) permitiram extração cuidadosa e sem dor. Os raios X deixaram ver a forma e condição da raiz a ser removida. A amálgama (1828) é de prata pura ou ligada a mercúrio para ficar plástica. Obturações de porcelana cozida e cimento silícico ainda são bastante empregadas. Hoje materiais petroquímicos permitem restaurações de elevado nível estético.

Os principais instrumentos odontológicos e seus respectivos empregos são: pinças para algodão; pinça de Berger (tira-língua); pinça para ourificar cavidades; pinça de Kocher (dente-de-rato) para cirurgia odontomaxilar. Espelhos plano (que reflete em tamanho natural) e côncavo (que amplia), sondas (rugosas, dentadas, estriadas e retas) para explorar condutos radiculares ou levar mechas com medicamentos. Ao torno dental são adaptadas fresas, pedras e brocas, com rotação antes a pedal e hoje a motor elétrico. Cubetas servem para tomar impressão da boca, enquanto fórceps são alicates cujos mordentes se adaptam ao colo de cada tipo de dente sem pressionar a coroa. A cadeira de operações, criada por James Snell em 1832, pôde horizontalizar-se em 1877.

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Afogamento, Conceitos e Precauções Contra o Afogamento

Afogamento, Conceitos e Precauções Contra o Afogamento

#Afogamento, Conceitos e Precauções Contra o AfogamentoO afogamento é um processo de sufocação por imersão em um líquido, usualmente água. O líquido obstrui a boca e as narinas, cortando o suprimento de oxigênio do organismo. A vítima deixa de se debater, perde a consciência, exala o ar residual armazenado nos alvéolos do pulmão e afunda. O coração bate ainda, débil, por algum tempo. Mas para, e a morte sobrevém. O salvamento consiste em tirar da água o acidentado e em tentar revivê-lo o mais depressa possível. No mar, em rios e piscinas, o salva-vidas deve aproximar-se da vítima por trás e, mantendo sua cabeça ligeiramente fora d'água e o corpo na horizontal, tirá-lo da água. Depois, é preciso remover qualquer peça de roupa que dificulte a respiração do afogado e tirar de sua boca água e areia, que atrapalham a entrada do ar. A seguir, nos casos em que não se disponha de um aparelho para respiração mecânica ou pulmão artificial, recorre-se à respiração artificial.

Conceitos e Precauções Contra o Afogamento
Método de desengasgo

Milhares de pessoas morrem afogadas a cada ano no mundo, na maioria banhistas inexperientes. Em segundo lugar vêm os afogamentos causados por acidentes com pequenas embarcações.

Os dois métodos mais difundidos de respiração artificial são (1) boca a boca e (2) método de Holger-Nielsen. No primeiro, a vítima é deitada de costas. Depois de limpada a boca, o queixo é puxado para a frente e para cima a fim de abrir passagem ao ar. O operador coloca sua boca sobre a do paciente, selando-a hermeticamente; depois, fecha-lhe as narinas. Então, alternadamente, sopra na boca da vítima e retira a sua para permitir-lhe expirar. Se a vítima é uma criança, o operador pode, ao mesmo tempo, apertar levemente o abdome superior para ajudar a expiração. Deve-se soprar 12 a 15 vezes por minuto na boca do afogado.

No método Holger-Nielsen, a vítima é posta de bruços e a respiração se faz mediante pressão nas costas e elevação dos braços do afogado, que é deitado com os cotovelos dobrados e as mãos superpostas. A face, apoiada no braço, é voltada para um lado. Quem aplica a respiração artificial apoia um joelho junto à cabeça de quem a recebe e coloca as mãos nas costas da vítima, de modo que os polegares se toquem e a parte posterior das palmas fique sobre uma linha imaginária, estendida entre as axilas. O aplicante se inclina lentamente para a frente, mantendo os cotovelos rígidos até colocar os braços em posição quase vertical, e pressiona as costas da vítima. Depois, movimentando-se para trás, desliza aos poucos as mãos e levanta os braços até encontrar resistência nos ombros do afogado. Deixa então que os braços voltem à posição inicial, completando o ciclo, que deve ser repetido 12 vezes por minuto.

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Leptospirose, Sintomas e Prevenção da Leptospirose

Leptospirose, Sintomas e Prevenção da Leptospirose

#Leptospirose, Sintomas e Prevenção da Leptospirose
Nome genérico de um grupo de doenças infecciosas causadas pelas bactérias leptospiras. A mais frequente delas é a icterohaemorrhagiae. A transmissão se dá pelo contato direto com animais infectados ou com água contaminada por sua urina. Os principais transmissores são o rato e outros roedores, que infectam animais domésticos e o homem. O período de incubação varia de dez a 19 dias. Enquanto na maior parte do mundo a maioria dos casos é registrada em ambientes rurais, no Brasil ocorrem epidemias urbanas. Na Região Sudeste, os surtos são mais comuns entre os meses de outubro e abril, por causa das chuvas fortes que causam enchentes. Calcula-se que existam 30 mil pessoas infectadas no país.

Sintomas - Febre, calafrio, dor de cabeça, mal-estar, vômito, dor muscular e conjuntivite que duram de alguns dias a três semanas são os principais sinais da doença. E podem ser confundidos com sintomas de gripe ou de dengue. Existem casos de doentes assintomáticos ou que desenvolvem uma forma grave da leptospirose (conhecida por doença de Weil), que provoca hemorragia disseminada e falência renal, podendo levar à morte.

Prevenção - Identificação de focos de água contaminada, educação sanitária da população, combate aos roedores e vacinação dos animais domésticos são as principais medidas preventivas.

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