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Vida e Cultura açoriana em Santa Catarina | Raimundo Caruso/Mariléia Leal Caruso

Vida e Cultura açoriana em Santa Catarina |  Raimundo Caruso/Mariléia Leal Caruso

Vida e Cultura açoriana em Santa Catarina |  Raimundo Caruso/Mariléia Leal Caruso

Este livro se constitui, por si só, num dos mais valiosos documentos da linguagem, da pesquisa e da obra do professor Franklin Cascaes, e da cultura açoriana em Santa Catarina. Retrata os diferentes aspectos da vida cotidiana do imigrante e seus descendentes, suas formas de trabalho, organização social, representação da natureza e o imaginário. Resumo Trata-se de10 entrevistas feitas com o pesquisador Franklin Cascaes em 1981, documento sobre a cultura açoriana e popular do litoral de Santa Catarina. Segundo os autores, sem precisar nunca prestar contas a ninguém, o mestre Cascaes soube, intuitivamente, fazer uma coisa que é essencial para quem um dia vai escrever: ouvir, ver, recordar, selecionar, anotar. Cascaes também percebeu, sabiamente, que escrever sobre o complexo e às vezes inverossímil mundo da cultura popular é, antes de mais nada, resgatar a sua linguagem. Foi essa, talvez, sua sensibilidade mais flagrante: fixou a linguagem, as expressões, os "erros", as modificações, as imagens, as pausas e talvez até as hesitações de quem vivia do mar e comunicava o mar, de quem trabalhava a terra e nela ia incorporando suas visões e sua sabedoria. Da página 11 até a 19, Mariléia M. Leal Caruso apresenta-nos a história da emigração e colonização catarinense. Quando os primeiros casais de imigrantes açorianos chegaram em janeiro de 1748, tanto o atual território de Santa Catarina como o sul do Brasil eram um deserto vazio e despovoado. Não tinham cidades ou agricultura e tampouco minas de ouro. No litoral contavam-se apenas três vilas insignificantes de aventureiros e de náufragos com uma poucas dezenas de casas: Laguna do Sul, Desterro, na ilha de Santa Catarina, e São Francisco do Sul, ao norte. É o interior do atual Estado, que se estendia para além dos campos de Lages, era habitado exclusivamente pelos indígenas kaigangues e xoklengs. Para compreendermos a nossa história é necessário conhecer a história, geografia e paisagem dos Açores, uma vez que nossa descendência é açoriana. O arquipélago dos Açores, formado por nove ilhas vulcânicas e com áreas que variam entre 759 e 16 km² - a ilha de Santa Catarina tem 435 km² - está localizado em pleno oceano Atlântico e a 1.500 km de Portugal. Foi progressivamente descoberto pelos navegantes portugueses a partir de 1427, quando exploravam o litoral da África à procura de um caminho para as Índias. (...) Quando foram descobertas (as ilhas açorianas) estavam desabitadas, vivendo ali apenas algumas espécies de animais e aves marinhas, entre elas uma espécie de gavião- do- mar, denominado "açor", que deu o nome a todo arquipélago. (...) Uma pergunta importante relativa a essa imigração é "por que vieram os açorianos?". Alguns historiadores apontam como causa da vinda dos casais a superpopulação nas ilhas de origem. Em 1748 viviam nos Açores aproximadamente 150 mil pessoas. Como partiram seis mil, ficaram 144, o que não muda em quase nada o problema, pois ainda assim, os Açores continuariam "superpovoados". Então, já que a partida não foi obrigatória, por que é que eles emigraram? Em primeiro lugar por causa do sistema social vigente: o feudalismo fez com que os açorianos emigrassem para Santa Catarina em busca de terra e de liberdade. E uma outra causa está relacionada à política portuguesa para o sul do continente americano, quando Lisboa determina a fundação, em 1680, da Colônia do Santíssimo Sacramento, em terras do atual Uruguai. (...) Essa intromissão portuguesa provocou uma série de guerras e conflitos com tropas espanholas, obrigando Portugal a organizar uma retaguarda de apoio às suas forças na Ilha de Santa Catarina. Na primeira parte, Franklin Cascaes discorre sobre seu método de trabalho. Informa que começou a estudar por saudades de um tempo que estava terminando. Comecei a fazer este trabalho em 1946, quando tinha 38 anos. Nessa época eu era professor na Escola Técnica: de desenho, escultura, modelagem, trabalhos manuais. Moralmente, no sentido em que deveria iniciar o projeto mas para levá-lo até o fim apesar de todos os problemas que já imaginava encontrar. E já comecei com dificuldades, porque era professor. (...) Sofri muito como professor, principalmente depois de aposentado, depois de 36 anos de trabalho. (...) Fiz o trabalho sempre às minhas expensas, nunca ninguém me auxiliou. (...) Quando eu comecei a trabalhar com a cultura açoriana, em 1946, já estavam começando a desmontar a nossa cidade de Nossa Senhora do Desterro. Começaram a derrubar diversos prédios antigos em toda a cidade. E depois construíram essas favelas de ricos, os prédios de apartamentos. Mas, a cidade era muito bonitinha, muito bonita. E eu fui encontrar nas ilhas dos Açores parece que a cópia desta, só que as de lá ainda se conservam. (...) Eu não fiz quadros para expor ou vender, não. Fiz o trabalho sem nenhuma pretensão. Na primeira entrevista, Franklin Cascaes fala sobre a colonização da ilha. Discorre sobre a raça; o mar; o peixe e a farinha; os hábitos do povo em se acordar às quatro da manhã; a feitura do óleo de peixe; a maneira como contraem o matrimônio: geralmente a menina tinha doze anos e o cara quarenta; o poder da igreja; o clima e seus efeitos sobre as mulheres. Na segunda entrevista, Franklin Cascaes nos conta do perigo que se tornou, para Portugal, as indústrias caseiras daqui. Na terceira entrevista, o historiador conta sobre as dificuldades dos moradores da nossa ilha, das dificuldades que tiveram que enfrentar para vencer as agruras do mar, que muitas vezes dificultava-lhes o alimento. Quando as crianças adoeciam, atribuíam seu mal às bruxas e faziam simpatias com ferraduras, alho, etc. Cascaes conta-nos também acerca dos engenhos de mandioca, de seu plantio, colheita, raspagem e das épocas de farinhada, quando a comunidade se reunia e tudo podia acontecer, desde namoros até histórias fantásticas. Na quarta entrevista, o pesquisador relata sobre as árvores típicas da ilha como o garapuvu, árvore majestosa, e suas flores amarelo-ouro; sobre a pesca da baleia que era feita mais por escravos do que por homens brancos; pesca da tainha e as dificuldades pelas quais o pescador passava, pois muitas vezes o mar era padastro; e, quando a pesca era boa, ainda se sujeitavam aos atravessadores. Na quinta entrevista, Franklin Cascaes conta como chegou ao modelo final de suas esculturas do colono açoriano. Na sexta entrevista, Franklin Cascaes desvenda os mistérios sobre bruxarias e fantasmas, crendices populares que tipificaram o povo da Ilha de Nossa Senhora do Desterro. Na sétima entrevista, o pesquisador fala sobre a educação e a hospitalidade nas outras épocas passadas. Quando se visitavam, as famílias ficavam vários dias nas casas dos outros. (...) As casas eram feitas de uma forma que a frente, de duas a três ou quatro janelas, não tinha divisão. Era um grande salão com um corredor e as peças laterais e no fundo a cozinha e às vezes uma varanda. As salas eram próprias para receber danças de boi-de-mamão, danças de pau-de-fita, ternos e bailes. Na oitava entrevista, mestre Cascaes apresenta fotos de Açores e os nomes das nove ilhas açorianas, que são: São Miguel, Terceira, Graciosa, Santa Maria, Pico, São Jorge, Flores, Corvo e Faial. Na nona entrevista, Cascaes fala sobre a medicina popular, ou seja, a necessidade do povo, levou-o a inventar seus remédios. Na décima entrevista, Franklin Cascaes fala do costume do "Pão-por-Deus" que nasceu do seguinte problema: no passado eram os pais que namoravam o homem para as filhas. Fala também sobre a Festa do Divino que, para Cascaes, era a mais bela e popular, devido às suas origens portuguesas.

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Santa Catarina | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado de Santa Catarina

Santa Catarina | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Estado de Santa Catarina

Geografia – Área: 95.346,2 km². Relevo: terrenos baixos, enseadas e ilhas no litoral, planaltos a leste e a oeste e depressão no centro. Ponto mais elevado: morro da Boa Vista, na serra da Anta Gorda (1.827 m). Rios principais: Canoas, do Peixe, Itajaí-Açu, Pelotas, Peperi-Guaçu, Negro, Uruguai. Vegetação: mangues no litoral, mata de araucária no centro, campos a sudoeste e faixas da floresta a leste e a oeste. Clima: subtropical. Municípios mais populosos: Joinville (580.900), Florianópolis (490.900), Blumenau (320.350), São José (220.671), Criciúma (210.780), Chapecó (190.220), Lages (180.060), Itajaí (175.700), Jaraguá do Sul (140.660), Palhoça (133.340). Hora local: a mesma. Habitante: catarinense ou barriga-verde.

População – 6.800.000 (2018).

Capital – Florianópolis. Habitante: florianopolitano. População: 490.900.
SANTA CATARINA - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DO ESTADO DE SANTA CATARINA

Menor e menos populoso estado da Região Sul, Santa Catarina (SC) apresenta enseadas e muitas ilhas no litoral e planaltos a leste e a oeste. De clima subtropical, o estado tem as quatro estações bem marcadas, com verões quentes e invernos rigorosos no planalto. Santa Catarina recebe grande influência de imigrantes portugueses, alemães e italianos. O litoral e Florianópolis foram colonizados por açorianos. Na culinária, são famosos o pirão de peixe, no sul do estado, e os pratos alemães e a marrecada, no norte. Na capital, o destaque é a sequência de camarão. A Oktoberfest, tradicional festa da cerveja de Blumenau, é a mais concorrida entre as festividades trazidas pelos colonizadores.

Bandeira de Santa Catarina

Turismo – As praias catarinenses, ao longo de 561 quilômetros de costa, são um dos destinos preferidos dos turistas que visitam o estado. A capital, Florianópolis, é a principal atração, seguida por Garopaba, no litoral sul, e Balneário Camboriú, ao norte. No Planalto Catarinense, região de Lages, crescem o turismo de inverno e as fazendas de turismo, que diferem dos hotéis-fazenda pela estrutura mais rústica e pela possibilidade de contato direto com tarefas realizadas nas plantações e nos currais. São Joaquim, Urupema e Urubici atraem visitantes pela ocorrência de neve.

Economia – Santa Catarina é um dos poucos estados em que a atividade industrial supera o setor de serviços no Produto Interno Bruto (PIB) local. A indústria catarinense responde por 49,5%, enquanto serviços representam 39%. A força do estado está baseada sobretudo na agroindústria, com as grandes empresas Bunge, Sadia, Seara e Chapecó. A agropecuária, baseada em pequenas propriedades, ocupa 70% do território catarinense. No oeste, a criação de suínos e aves impulsiona a agroindústria. O estado é grande produtor de milho, arroz, trigo, cebola, pinhão, erva-mate e maçã. Florianópolis destaca-se como o maior produtor de ostras do país. Além da agroindústria, no oeste, há polos industriais diversificados em todo o estado: cerâmica no sul; têxtil, motores e metalurgia no norte. Em torno de Joinville, no norte, estão instalados fabricantes de móveis e de material de construção. Móveis, carne de frango, porco e peru, compressores e tecidos são os principais produtos exportados por Santa Catarina, que importa máquinas e equipamentos, petroquímicos, grãos, veículos e o algodão utilizado pela indústria têxtil.

Ciclone Catarina – A passagem de um raro ciclone no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, em março de 2004, causa estragos em 40 cidades e surpreende os meteorologistas, que subestimaram a intensidade do fenômeno. Com rajadas de vento com velocidade superior a 100 quilômetros por hora, o ciclone atinge principalmente o litoral catarinense, danificando quase 40 mil casas. Registram-se duas mortes e oito desaparecimentos. Nos dois estados, 10 mil pessoas ficam desabrigadas. A formação de ciclones extratropicais é comum na região, mas a força do Catarina chega a causar divergências entre os especialistas. Para alguns meteorologistas, trata-se de um furacão – o primeiro a ser registrado no Atlântico Sul. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), porém, o Catarina é um ciclone com características híbridas.

Florianópolis
Florianópolis
Índices sociais – A renda per capita catarinense é de 23.600 reais, a quinta maior do país. O estado tem uma taxa de mortalidade infantil de 8,2 em cada mil nascidos vivos e apresenta o segundo maior índice de alfabetização do país: 97,5%, atrás apenas do Distrito Federal, que é também a única unidade da federação com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) maior que o de Santa Catarina.

Capital – Florianópolis ocupa uma pequena parte do continente e toda a ilha de Santa Catarina. Com paisagens variadas de mangues, lagoas e dunas, o município abriga 101 praias. A população desfruta o mais alto IDH entre as capitais brasileiras. A riqueza de belezas naturais faz com que a cidade seja um dos principais destinos de turistas na Região Sul, atraindo também visitantes dos países vizinhos. A capital não é, porém, a mais populosa nem a mais rica cidade catarinense, posição ocupada por Joinville.

História de Santa Catarina

Diversas expedições exploram o litoral catarinense desde o início do século XVI. Em 1532, a expedição de Sebastião Caboto troca o nome da ilha dos Patos para Santa Catarina. O interior fica fora dos domínios portugueses delimitados pelo Tratado de Tordesilhas. Em 1534, o território é doado a Pero Lopes de Souza, irmão de Martim Afonso de Souza, donatário da capitania de São Vicente. Somente um século mais tarde é que começam as primeiras atividades colonizadoras, com a criação de alguns povoados, como o de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco e o de Nossa Senhora do Desterro, na ilha de Santa Catarina, futura cidade de Florianópolis. Depois de assinar o Tratado de Madri (1750), Portugal passa a incentivar a imigração açoriana, tanto para Santa Catarina como para o Rio Grande do Sul, ambos transformados em capitanias. Os colonos se fixam especialmente na faixa litorânea.

Chegada de imigrantes – Durante a Regência, a província se envolve na Revolta dos Farrapos (1835/1845), na qual liberais partidários do regime federativo e republicano se insurgem contra o governo central. No Segundo Reinado e na República Velha, Santa Catarina recebe grande quantidade de alemães, italianos e eslavos, que se estabelecem em colônias no Vale do Itajaí. Organizados em propriedades familiares pequenas e produtivas, os imigrantes lançam as bases de uma economia diversificada, que faria da agroindústria catarinense uma das mais avançadas do país. Esse progresso, porém, não ocorre sem conflitos. Na Guerra do Contestado, entre 1912 e 1916, camponeses pobres entram em violento confronto pelas terras e matas do noroeste do estado. Inicialmente, o movimento tinha inspiração religiosa, mas rapidamente adquire um sentido social de protesto contra a política agrária.

Industrialização – Da década de 1940 em diante, a modernização do país não modifica substancialmente a base econômica, social e cultural construída pelos imigrantes. Nas cidades mais próximas do litoral, como Joinville, Brusque, Blumenau e Criciúma, o artesanato familiar evolui para a moderna e diversificada atividade industrial. No interior, as pequenas e médias propriedades familiares sustentam e expandem grande complexo madeireiro, moveleiro e agroindustrial em Lages, Rio do Sul, Joaçaba, Chapecó, Concórdia e em outras cidades.

Anita GaribaldiAnita Garibaldi

Ana Maria Ribeiro da Silva, dita Anita Garibaldi, nasceu em Morrinhos (SC), então município de Laguna, em 1821. De origem simples, era casada com um sapateiro quando se apaixonou pelo italiano Giuseppe Garibaldi, que lutava pela revolução farroupilha. Tomou parte em várias batalhas e mostrou em todas elas coragem exemplar. Depois de ser capturada na batalha de Curitibanos (1839), conseguiu fugir e atravessou a nado o rio Canoas, para se encontrar com Garibaldi em Vacaria.

Por ter participado de lutas políticas no Brasil e na Itália, Anita Garibaldi recebeu o epíteto de "heroína de dois mundos" e tem seu nome lembrado em dois municípios do estado de Santa Catarina: Anita Garibaldi e Anitápolis.

Em 1842 casou-se no Uruguai com Garibaldi. Em seguida a família mudou para a Itália, onde Anita lutou ao lado do marido pela unificação do país. Em episódios como a batalha do Gianicolo, deu novas demonstrações de bravura. Durante a fuga de Roma, vestida de soldado, Anita Garibaldi adoeceu em Orvieto e, a caminho da Suíça, faleceu perto de Ravenna, em 4 de agosto de 1849.

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Zortéa | Cidade de Santa Catarina

Zortéa | Cidade de Santa Catarina


Zortéa é uma cidade e município do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 27º27'05" Sul e a uma longitude 51º33'19" Oeste, estando a uma altitude de 680 metros. Sua população estimada em 2012 era de 2.832 habitantes.

Localização: Vizinho dos municípios de Capinzal, Machadinho, Erval Velho, Zortéa se situa a 13 km a Sul-Leste de Capinzal. Situado a 670,6 metros de altitude, de Zortéa tem as seguintes coordenadas geográficas: Latitude: 27° 27' 13'' Sul, Longitude: 51° 33' 13'' Oeste.

Altitude: 670,6m acima do nível do mar.

Clima: mesotérmico úmido, com as 04 estações bem definidas.

Área Geográfica: 190.149 km²

Limites: ao Norte, com Campos Novos e Capinzal; ao Sul, com o Estado do Rio Grande do Sul; ao Leste, com Campos Novos e ao Oeste, com Capinzal. 

ZORTÉA, CIDADE CATARINENSE

História de Zortéa

Na década 1930/1940, começa a história do Município de Zortéa, com a instalação de algumas famílias de fazendeiros vindas do município de Campos Novos. Descendentes de Paulistas, as famílias do Major Cipriano Rodrigues de Almeida, e a família de Felisberto dos Santos, foram as primeiras a habitar o município que já contava com alguns caboclos que moravam nas margens do Rio Pelotas, na divisa com o Rio Grande do Sul.

Estas famílias com a ajuda dos negros descendentes de escravos, foram desbravando as matas de pinheirais, transformando-as em rocios e fazendas. Trabalhavam com a agricultura de subsistência e criavam gado.

No ano de 1939, a família Dambrós instalou uma pequena serraria, e trouxe consigo algumas famílias sendo: Família Pazza, Família Mantovani, formada por José Mantovani e Antonio Ferreira Lopes (nico). No ano de 1946, aos Senhores Antonio Zortéa Primo e Guilherme Brancher, adquiriram a Serraria Dambrós, influenciado pelos pinheirais existentes. Formaram então a Indústria que originou a Empresa Zortéa Brancher Indústria e Comércio Ltda. Esta indústria do ramo de Compensados, cresceu e surgiu uma liva operária, que com o passar dos anos começou a formar seu pequeno comércio. Com a vinda de particulares, e diretores da Empresa Zortéa, começou a instalação de lavouras no lugar da criação de gado e dos pinheirais.

Em 1980, foi criado o Distrito de Zortéa, através da Lei 1.112/80, de 1 de setembro de 1980. Passados alguns anos foram crescendo as dificuldades do Distrito, pela necessidade de atendimento a sua população que se aproximava dos 2.000 habitantes na sede, surge o movimento para emancipação, em 1990, porém por processo encaminhado sem fundamentos, foi arquivado pela Assembleia legislativa. Em 1994 o Sr. Alcides Mantovani, que era Vice-prefeito do Município de Campos Novos, indicado pelo Distrito de Zortéa e eleito em 1992, juntamente com o Ex-prefeito de Campos Novos Romildo Luiz Titon, resolvem retomar o movimento pela emancipação do Distrito de Zortéa.


ZORTÉA, CIDADE CATARINENSE

Em 10/08/94, foi protocolado na Assembleia Legislativa, o requerimento da Comissão de emancipação. Requerido pelo Sr. Deputado Miguel Ximenes.

Emancipado, o município foi instalado em 1° de janeiro de 1997, com Prefeito Eleito Alcides Mantovani PMDB e Vice-Prefeito Remilton Andreoni – PMDB.

Hoje, Zortéa tem como potencialidade econômica a agricultura, indústria e o comércio conta com diversificação, porém a maioria das empresas são microempresas.

Zortéa tem limites de  fronteira ao Sul com o Estado do Rio Grande do Sul, ao Leste com o Município de Campos Novos, ao Norte com os Municípios de Campos Novos e Capinzal, e ao Oeste com o Município de Capinzal. A economia é baseada principalmente na Agropecuária e na Indústria Madeireira. As principais cultuas são: soja, milho e trigo. A Avicultura, gado leiteiro, matrizes de suínos e gado de corte fazem parte da nossa produção.

O lago da Barragem de Machadinho e as cascatas são atrações turísticas que começam a ser explorados e se tornarão grande fonte de riquezas.

Xaxim | Cidade de Santa Catarina

Xaxim | Cidade de Santa Catarina


Xaxim é uma cidade do estado de Santa Catarina, que fica na Região Sul do Brasil. Localiza-se a uma latitude 26º57'42" Sul e a uma longitude 52º32'05" Oeste, estando a uma altitude de 770 metros. Sua população estimada em 2016 é de 26.000 habitantes.

Possui uma área de 294,41 km2.

XAXIM, CIDADE DE SANTA CATARINAHistórico do Município de Xaxim

Com jeito simples e sincero Xaxim possui um povo hospitaleiro, alegre e entusiasta.  Aqui homens e mulheres andam juntos para fazer um município ainda mais desenvolvido e feliz, bom de viver, de morar e de trabalhar.

A realidade de nosso município tem raízes históricas que, resumidamente, passam por Josezinho Xaxim, um negro africano, assim apelidado por causa de seu cabelo "garradinho", que veio para cá em 1865 e se estabeleceu com sua família, após sair de Guarapuava, Paraná. E, pelos imigrantes vindos do rio Grande do Sul, a maioria deles, italianos, austríacos, irlandeses, poloneses, ucranianos, tchecos, eslavos e alemães.         

Xaxim era o caminho dos tropeiros e pertencia a Fazenda rodeio Bonito. Foi chamado de Passo do Xaxim.

Essas terras, chamadas devolutas, foram doadas pelo governo estadual para a colonizadora Bertaso, Maia & Cia, que posteriormente foram vendidas aos Irmãos Lunardi.

A sub-colonizadora dos Irmãos Lunardi, formada em 1920 e extinta em 1934, continuou através de Luiz Lunardi (primeiro prefeito eleito em Xaxim), promovendo a ocupação desse território.

Em 13 de janeiro de 1921, esta região passa à categoria de Distrito, com a denominação de Hercílio Luz, em homenagem ao então governador.

Em 1929, o Distrito de Hercílio Luz passa a denominar-se Xaxim.

Em 1938, Xaxim é elevado à categoria de Vila.

Terminados os problemas com a Revolução, em 1942 já se pode notar uma expressiva expansão do aumento do comércio.

As empresas imobiliárias no Oeste de Santa Catarina promoviam a abertura de estradas e pontes, criando a estrutura necessária ao desenvolvimento da região. O distrito de Xaxim inseriu-se nesse contexto.

O recenseamento de 1950 aponta uma população de 5.565 habitantes. Em 1953, Xaxim é elevado à categoria de município, desmembrando-se de Chapecó.

A emancipação política de Xaxim foi decretada em 20 de fevereiro de 1954, tomando posse Laurindo Dário Lunardi, o primeiro prefeito nomeado.

Em 1962, Xaxim passa a categoria de comarca.


XAXIM, CIDADE CATARINENSE

Xaxim. O nome.

Ao longo do tempo, muitos nomes precederam "Xaxim".

Chachi, por ter sido ocupada demograficamente  pelos Kaigangs que viviam do extrativismo vegetal;

 Bandas dos Xaxim, Passo do Xaxim, Pouso do Xaxim, devido a ocupação pelos caboclos que viviam do tropeirismo, extrativismo, agricultura e pecuária de subsistência.

A origem do nome tem muitas hipóteses.

Uns dizem que, por aqui, existia grande quantidade de árvores "xaxim" e os tropeiros chamavam de "bandas de xaxim".

Outros dizem que a palavra Xaxim tem origem da língua tupi-guarani. Perto do local do pouso dos tropeiros havia uma pequena queda d'água. Xá = pequena, Xim = queda d'água. Juntando, ficou Xaxim.


Há também uma versão de que um velho kaigang, ao passar por aqui, se deparou com o término do sal que possuía. Assim, ele disse em sua língua aos índios que o acompanhavam, "xá xi", que significa pouco, pequeno, originando assim, o nome Xaxim.

Outra versão é a que conta sobre o negro africano chamado Josezinho Xaxim. Este lugar, em sua homenagem, teria ganhado o nome Xaxim.

Por um ou por outro, o nome expressa tudo o que há de bom, de belo e de feliz. Aqui é bom de viver. Aqui é bom de morar e de trabalhar. Aqui é lugar de gente bonita, feliz e de respeito.