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Sri Lanka | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Sri Lanka

Sri Lanka | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Sri Lanka


Geografia – Área: 65.610 km². Hora local: +8h30. Clima: tropical (N) e equatorial (S). Capitais: Colombo (executiva), Kotte (administrativa e legislativa). Cidades: Colombo (740.000), Dehiwala-Mount Lavinia (240.000), Moratuwa (198.100), Jaffna (168.600), Negombo (140.900), Kotte (137.000), Kandy (126.000).

População – 23 milhões; nacionalidade: cingalesa; composição: cingaleses 74%, tâmeis 16%, árabes 7%, europeus, malaios e vedas 3%. Idiomas: sinhala, tâmil (oficiais), inglês. Religião: budismo 68,4%, hinduísmo 11,3%, cristianismo 9,4% (católicos 6,7%, outros 2,7%), islamismo 9%, sem religião e ateísmo 2,3%, outras 0,4% - dupla filiação 0,8%. Moeda: rúpia cingalesa.

Relações Exteriores– Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 248-2701, fax (61) 364-5430 – Brasília (DF); e-mail: lankaemb@yawl.com.br.

Governo – República com forma mista de governo. Div. administrativa: 9 províncias e 24 distritos. Partidos: Nacional Unido (EJP), Coalizão Aliança do Povo (BNP) (da Liberdade de Sri Lanka – SLNP, entre outros). Legislativo: unicameral – Parlamento, com 225 membros. Constituição: 1978.

Localizado no oceano Índico, a poucos quilômetros da costa sudoeste da Índia, o Sri Lanka, cujo nome significa ilha resplandecente, tem florestas tropicais, com uma zona montanhosa central. O país é o maior produtor mundial de chá. Os cingaleses, de religião budista, são 74% da população. A minoria tâmil (uma parte natural da ilha há séculos e outra levada depois pelo Império Britânico) segue em grande parte o hinduísmo. Em 1983, as tensões entre as duas etnias empurram o país para uma sangrenta guerra civil. Conversações de paz iniciadas em 2002 tentam pôr fim ao conflito, que matou 64 mil pessoas.

SRI LANKA - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DE SRI LANKA

História de Sri Lanka

No século VI a.C., o Sri Lanka é invadido por cingaleses. A região torna-se um importante centro da cultura budista, introduzida no século III a.C. pelo rei Tissa. As incursões da Índia deixam como herança numerosa comunidade tâmil. Em 1505, os portugueses chegam à ilha, que é controlada, nos séculos seguintes, pelos holandeses. Em 1833, já sob o domínio anglo-saxão, é incorporada ao Império Britânico, com o nome de Ceilão. A presença de tâmeis na região é intensificada no século XIX, em virtude da imigração de indianos para trabalhar nas plantações. O país obtém autonomia limitada em 1931 e torna-se independente em 1948. Desde 1947, duas agremiações revezam-se no poder: o moderado Partido Nacional Unido (EJP), alinhado ao Ocidente, e o nacionalista cingalês Partido da Liberdade de Sri Lanka (SLNP), de esquerda. A eleição de Solomon Bandaranaike (SLNP) para primeiro-ministro, em 1956, interrompe quase uma década de domínio do EJP. Bandaranaike promove a língua sinhala e lança campanha pró-cingalesa. É assassinado em 1959. Sua mulher, Sirimavo Bandaranaike, assume o governo em 1960 e nacionaliza empresas petrolíferas ocidentais. O EJP volta ao poder em 1965. Após Sirimavo Bandaranaike cumprir outro mandato (1970/1977), dirigentes do EJP governam até 1994. Uma nova Constituição, em 1978, introduz o presidencialismo.

Bandeira de Sri LankaTerrorismo – tâmil A tensão entre cingaleses e tâmeis degenera em confronto aberto em 1983. O grupo tâmil Tigres de Libertação do Tâmil Eelam (LTTE), fundado em 1972, comanda a luta separatista, espalhando o terror. Entidades humanitárias denunciam atrocidades do Exército na repressão aos tâmeis. Em 1987, a Índia envia uma força de paz ao Sri Lanka, mas se retira em 1990. Ações terroristas do LTTE matam o ex-primeiro-ministro da Índia Rajiv Gandhi (1991) e o presidente cingalês Ranasinghe Premadasa (1993). A coalizão de esquerda Aliança do Povo (BNP), que inclui o SLNP, vence as eleições de 1994 e nomeia uma mulher para a Presidência: Chandrika Kumaratunga. Sirimavo inicia seu terceiro mandato como primeira-ministra.

Colombo, a Capital de Sri Lanka
Colombo, a Capital de Sri Lanka
Estado de guerra – Em 1995, o Exército cingalês ocupa Jaffna e propõe anistia à guerrilha em troca do desarmamento. A resposta é um ataque a bomba ao Banco Central de Colombo, que causa mais de cem mortes. Chandrika Kumaratunga reelege-se para a Presidência em 1999. O LTTE expulsa as tropas do governo do estratégico Passo do Elefante, que domina a rota até Jaffna, e chega à cidade em maio de 2000, oferecendo uma trégua ao governo. Mas Kumaratunga decreta estado de guerra. A primeira-ministra Sirimavo renuncia, e Ranatsiri Wickremanaycke (BNP) assume o cargo. Em outubro começam negociações de paz.

Nas eleições de 2001, o EJP vence a coalizão BNP e nomeia Ranil Wickremasinghe primeiro-ministro. Em seguida, o LTTE declara cessar-fogo provisório. O governo relaxa o embargo às regiões controladas pelos rebeldes e o LTTE liberta prisioneiros. No início de 2002, diplomatas da Noruega chegam ao país e obtêm um cessar-fogo. Em setembro, o LTTE abre mão da reivindicação de um Estado tâmil independente. No fim do ano, os dois lados concordam com o princípio de "autodeterminação interna" federalista, mas a presidente vincula a mudança à deposição de armas pelo LTTE, que não aceita a condição. O LTTE se retira das negociações em abril de 2003. Em setembro, na ausência do primeiro-ministro Wickremasinghe, a presidente suspende o Parlamento. Nas eleições de abril de 2004, o partido de Kumaratunga não obtém a maioria das 225 cadeiras, e o Parlamento elege Mahinda Rajapakse primeiro-ministro.

Tsunami – Pelo menos 31 mil pessoas morrem por causa do tsunami que atinge a região em dezembro. O país registra o segundo maior número de vítimas, atrás apenas da Indonésia.

Discriminação é o estopim do conflito

Budistas cingaleses e hindus tâmeis do Sri Lanka travam uma guerra sangrenta desde 1983. Mas a tensão entre as duas comunidades tem raízes antigas. Cultura, idioma e religião diferentes não são os únicos motivos para as desavenças. Elas se acentuam durante o domínio do Reino Unido, iniciado em 1833. Os britânicos davam privilégios à minoria tâmil, e os cingaleses passaram a associá-la ao período colonial.

Segregação – Quando o país se tornou independente, em 1948, os cingaleses consolidaram seu poder. Afastaram a minoria tâmil da política, da economia e da sociedade e adotaram medidas que, na prática, minaram a cidadania dos tâmeis. Tornaram o cingalês (sinhala) língua oficial (1956), o que dificulta o acesso dos tâmeis à educação e ao emprego público. E incluíram na

Constituição – supostamente laica – o dever de defender e proteger o budismo. É esse clima de ressentimento e opressão que deflagra a luta armada dos tâmeis em busca da independência. O conflito provoca sérios danos à economia e ao turismo de um país próspero até então.

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