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Tailândia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Tailândia

Tailândia | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Tailândia


Geografia – Área: 513.115 km². Hora local: +10h. Clima: tropical com chuvas de monção. Capital: Bangcoc. Cidades: Bangcoc (7.980.000) (aglomeração urbana), Samut Prakan (420.000), Nonthaburi (320.000), Udon Thani (260.000), Nakhon Ratchasima (230.000), Hat Yai (210.000), Chon Buri (200.000) (2018).

População – 70 milhões (2018); nacionalidade: tailandesa; composição: tailandeses 75%, chineses 14%, malaios, cambojanos e outros 11%. Idiomas: tai (oficial), chinês, malaio. Religião: budismo 85,3%, islamismo 6,8%, cristianismo 2,2%, outras 4%, sem religião e ateísmo 2,1% - dupla filiação 0,4%. Moeda: baht.

Relações Exteriores – Organizações: Apec, Asean, Banco Mundial, FMI, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 224-6943, fax (61) 223-7502 – Brasília (DF); e-mail: thaiemb@linkexpress.com.br.

Governo – Monarquia parlamentarista. Div. administrativa: 7 regiões. Chefe de Estado: rei Bhumibol Adulyadej (Rama IX) (desde 1946). Partidos: Tailandeses Amam Tailandeses (TRT), Democrata, do Desenvolvimento Nacional, Nação Tailandesa. Legislativo: bicameral – Senado, com 200 membros; Casa dos Representantes, com 500 membros. Constituição: 1997.

Localizada no Sudeste Asiático, a Tailândia era conhecida pelo nome de Sião. As bacias dos rios Chao Phraya e Mekong irrigam o solo fértil da região central. Nessa planície, cultiva-se o arroz, o principal produto agrícola. Nas montanhas vivem tribos como a Pa Dong, das mulheres-girafas, conhecidas por usar como colar argolas de metal que esticam o pescoço. Os templos budistas, ricamente enfeitados, atraem milhares de visitantes ao país. O crescimento do turismo, porém, torna a prostituição e a aids problemas nacionais. A partir dos anos 1980, a nação registra acelerada expansão econômica, mas em 1997 vê-se atingida por grave crise financeira, da qual vem se recuperando desde então.

TAILÂNDIA - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DA TAILÂNDIA

Bandeira da TailândiaHistória da Tailândia

No século XI, o povo tai, também chamado de siam, expulso do sudoeste da China, instala-se na região da atual Tailândia e adota o budismo como religião. Os pequenos Estados tais unificam-se em 1350, com a fundação do Reino do Sião. Uma nova monarquia tai é estabelecida em 1782, quando é fundada a capital, Bangcoc. No século XIX, os reis siameses Mongkut (que governa de 1851 a 1868) e Chulalongkorn (1868-1910) impedem que o país se transforme em colônia europeia. A Monarquia absolutista termina em 1932, quando um golpe de Estado instala um regime constitucional. Adota-se o nome Tailândia em 1939. Durante a II Guerra Mundial, o país se alia ao Japão, permitindo a passagem de tropas. Em retribuição, recebe territórios no Laos, no Camboja e na Malásia, devolvidos ao fim da guerra. Seguem-se quatro décadas de regime militar, intercalado por breves períodos de democracia. O chefe de Estado, desde 1946, é o rei Bhumibol Adulyadej.

Expansão econômica – Nas décadas de 1960 e 1970, durante a Guerra do Vietnã, o país estreita relações com os Estados Unidos (EUA), que ajudam a sufocar a guerrilha comunista no território. Com o fim do conflito, a Tailândia recebe investimentos ocidentais, que levam a uma rápida expansão do Produto Interno Bruto (PIB) nos anos 1980, incluindo o país no chamado grupo dos Tigres Asiáticos. Em 1988, eleições conduzem Chatichai Choonhavan à chefia do governo. Em 1991, um golpe de Estado liderado pelo general Sunthorn Kongsompong suspende a Constituição e dissolve o Parlamento. O regime militar, porém, não consegue estabilidade. O rei Bhumibol Adulyadej negocia a formação de um governo provisório. Eleições dão vitória à oposição democrática, liderada por Chuan Leekpai, novo primeiro-ministro. Em 1995, o Parlamento aprova emendas constitucionais para acelerar a democratização.

Bangcoc, a Capital da TailândiaCrise asiática – Em 1997, após anos de forte crescimento econômico (média de 8,5% ao ano desde 1990), a Tailândia entra em crise. Uma onda de falências assusta investidores, e o governo gasta 30 bilhões de dólares para proteger a cotação do baht, a moeda nacional. Em julho permite a livre flutuação da moeda. As quedas do baht aumentam a desconfiança com as economias da região, o que dá início a uma crise no Sudeste Asiático.

Acordo com FMI – Em agosto de 1997, a Tailândia acerta com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um empréstimo de 17,2 bilhões de dólares. Para receber a ajuda, o governo eleva os juros, reduz gastos públicos, privatiza empresas estatais e fecha 56 instituições financeiras. O PIB cai 10,4% em 1998. A economia começa a se recuperar em 1999, e as reservas internacionais do país alcançam 31,9 bilhões de dólares em julho.

Nas eleições de 2001, apontadas como fraudulentas por observadores internacionais, o partido Tailandeses Amam Tailandeses (TRT), liderado pelo empresário Thaksin Shinawatra, conquista 248 das 500 cadeiras da Casa dos Representantes. Thaksin torna-se primeiro-ministro, em aliança com os partidos da Nova Aspiração (extinto em 2002) e o Nação Tailandesa. Em 2003, o governo anuncia uma campanha para eliminar o tráfico e o consumo de drogas. Entidades de defesa dos direitos humanos dizem que a polícia mata grande número dos supostos traficantes. Até abril, segundo dados oficiais, 17 mil pessoas são presas e há 2.275 mortes. Em janeiro de 2004, dezenas de pessoas morrem no sul do país em choques atribuídos pelo governo a militantes islâmicos. A lei marcial é imposta na região. Em abril, a polícia mata em confrontos mais de cem muçulmanos acusados de subversão. O primeiro-ministro Thaksin anuncia, em julho, anistia aos envolvidos em protestos nos estados sulistas.

Tsunami – A costa ocidental do país é duramente atingida pelo tsunami, em dezembro. Há pelo menos 5,3 mil mortos, dos quais 1,7 mil são estrangeiros em férias.

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