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Cerveja, Fabricação e Tipos de Cerveja

Cerveja, Fabricação e Tipos de Cerveja


A cerveja é uma bebida de baixo teor alcoólico (raramente chega a 8%), elaborada com a fermentação do malte ou açúcar da cevada e outros cereais. Nesse processo intervém um microrganismo, a levedura de cerveja (Saccharomyces cerevisiae), que decompõe os carboidratos (açúcares) e os transforma em álcool etílico ou etanol e numa série de substâncias aromáticas, que conferem ao produto seu odor e sabor característicos. Além disso, acrescentam-se flores de lúpulo, planta que dá à cerveja seu sabor amargo peculiar, originado da lupulina. Além desses componentes há outros, como proteínas e sais minerais, que tornam a cerveja bastante nutritiva, além de dióxido de carbono (CO2), gerado no curso da fermentação, e que facilita a digestão da bebida.

A fabricação de cerveja, que em suas modalidades artesanais data de épocas remotas, experimentou durante o século XX um florescimento espetacular. A produção mundial elevou-se constantemente e o setor cervejeiro se transformou num dos mais representativos da indústria alimentícia.

Segundo as tradições do Antigo Egito, o deus Osíris ensinou aos homens a fabricação de uma bebida extraída dos cereais, cujas características eram certamente semelhantes às da atual cerveja. Documentos encontrados na China e na Babilônia, datados de vários milênios antes da era cristã, também mencionam o produto. De acordo com o testemunho de Plínio o Velho, autor da História natural, a cerveja era conhecida na bacia mediterrânea antes de se difundir a viticultura. Numerosos textos de historiadores latinos afirmam que tribos germânicas, celtas e saxônicas consumiam bebidas preparadas a partir de diversos cereais.

Durante a Idade Média, as técnicas de elaboração da cerveja se aperfeiçoaram e no século X surgiram as primeiras instalações artesanais de produção. A partir do século XV generalizou-se o uso do lúpulo para obter o sabor amargo característico. Desde a primeira revolução industrial aperfeiçoaram-se muito os métodos de produção e aprofundou-se o conhecimento dos fatores e fenômenos envolvidos no processo de fermentação. Louis Pasteur descobriu a ação de microrganismos que podiam alterar as qualidades da cerveja e indicou os meios de combatê-los. Com o tempo, também foram criadas máquinas especiais para imprimir o máximo de eficiência às diversas etapas do fabrico, e enormes instalações permitiram a poderosas indústrias elevar a produção anual de alguns países a bilhões de litros.

Fabricação da Cerveja

Fabricação da Cerveja

Os carboidratos que constituem os grãos de cereal se apresentam na forma de amidos, longas cadeias moleculares que não podem utilizar diretamente as leveduras destinadas à fermentação. Por isso, as sementes precisam ser antes fragmentadas e reduzidas a compostos de menor tamanho até que se obtenham açúcares duplos (ou dissacarídeos), tais como o malte. Nesse processo, denominado maltagem, a cevada é posta de molho e submetida a uma temperatura de 15o C, para que se inicie a germinação. Em consequência dos efeitos da água e do calor, os grãos geram uma série de enzimas que rompem as grandes cadeias do amido e das proteínas. Quando brota a pequena raiz, interrompe-se o processo de germinação e o material é introduzido em câmaras de secagem.

A dessecação paralisa a ação enzimática, interrompendo ao mesmo tempo reações químicas que poderiam alterar a cor e o aroma do futuro produto. Essa operação ocorre em torres especiais de secagem, por cuja parte inferior se fez passar uma massa de ar quente que atravessa a camada de malte e provoca a evaporação da água.

Uma vez seco, o malte é moído em máquinas trituradoras e em seguida misturado com água quente, o que permite extrair os componentes solúveis e dar prosseguimento às reações enzimáticas. Depois, o resíduo aquoso é separado dos restos não dissolvidos, na operação conhecida como filtragem. O líquido obtido, denominado primeiro mosto, é vertido numa caldeira, misturado com o lúpulo e cozido. Assim, as substâncias amargas do lúpulo se liberam e incrementam o sabor e a cor do mosto, depois do que o líquido é novamente filtrado e se separam os resíduos do lúpulo.

Depois da ebulição é preciso resfriar o produto, pois à temperatura a que chegou não se podem inocular-lhe as leveduras, que morreriam. Ao resfriamento seguem-se a oxigenação e o acréscimo das leveduras, que dão início à fermentação. No começo, a população de microrganismos experimenta grande crescimento na presença do oxigênio e quase não se produz álcool.

Uma vez consumido o oxigênio, porém, as células se adaptam a um tipo de vida anaeróbico (sem ar) e incrementa-se a fermentação alcoólica. Esse processo permite que o malte se decomponha em álcool e dióxido de carbono pela ação metabólica dos microrganismos.

No processo conhecido como baixa fermentação, que se realiza a menos de 10o C durante vários dias, obtêm-se cervejas mais amargas e com maior conteúdo em CO2, enquanto que na alta fermentação, a uma temperatura compreendida entre 18 e 25o C, se consegue uma cerveja mais suave.

Tipos de Cerveja
Tipos de Cerveja De acordo com a cor e com o sabor, distinguem-se vários tipos de cerveja: as lager, ou claras, muito mais suaves e elaboradas com malte muito tostado, de teor alcoólico entre 3 e 3,8%; as denominadas stout ou cervejas pretas, de cor escura e sabor forte, preparadas com malte levemente tostado, com 6% de álcool; as ales, de cor intermediária; e as porter, mais encorpadas, escuras e doces do que as lager, com mais de 6,5% de álcool. Em toda a Europa central fabricam-se cervejas escuras, concentradas e de gosto adocicado, especiais para o inverno, as bocks. O chope, cerveja de barril extraída por meio de dispositivos que regulam a quantidade de espuma, pode-se servir excepcionalmente gelado nos países quentes, graças às serpentinas, em que se mantém o processo de resfriamento da bebida.

Calidoscópio ou Caleidoscópio

Calidoscópio ou Caleidoscópio

#Calidoscópio ou CaleidoscópioCalidoscópio é um dispositivo óptico constituído de espelhos que refletem imagens de fragmentos de vidro colorido, em forma geométrica e harmônica, observáveis por meio de um visor. O desenho pode ser infinitamente alterado quando se gira a parte que contém os fragmentos soltos. O nome vem do grego kalos ("belo"), eïdos ("forma") e skopeïn ("observar"). O calidoscópio foi inventado por Sir David Brewster por volta de 1816 e patenteado no ano seguinte. Geralmente usado como brinquedo, é também valioso para desenhistas.

Pela infinidade de imagens simétricas que produz com um simples movimento rotatório, o calidoscópio tornou-se objeto de grande fascínio tanto para crianças quanto para adultos.

O dispositivo baseia-se nas propriedades de formação de imagens de espelhos combinados. Se um objeto é colocado entre dois espelhos em ângulo reto, forma uma imagem em cada espelho. Cada uma dessas imagens é, por sua vez, refletida pelo outro espelho, produzindo-se assim quatro imagens simetricamente dispostas. Se os espelhos estão inclinados a 60o, o objeto se multiplica em seis imagens harmonicamente dispostas, produzindo uma forma hexagonal regular.

Um calidoscópio (caleidoscópio) simples compõe-se de duas lâminas de espelho finas e cuneiformes que se tocam por uma borda comum, ou de uma só folha de alumínio brilhante inclinada a um ângulo de 60o ou 45o. Os espelhos se encontram no interior de um tubo com visor numa extremidade. Na outra extremidade fica uma caixa giratória, estreita e achatada, composta de dois discos de vidro, dos quais o externo é fosco e atua como uma tela de difusão. Nessa caixa encontram-se fragmentos de vidro colorido, ouropel ou contas. Quando a caixa é girada ou batida de leve, os objetos em seu interior assumem um arranjo arbitrário e, quando a tela de difusão se ilumina, a multiplicação sêxtupla ou óctupla cria formas simétricas. O número de combinações e formas é ilimitado.

Máquina de Costura

Máquina de Costura

Máquina de Costura

As primeiras máquinas de costura eram acionadas por manivelas ou pedais. O invento precursor da máquina de costura foi a agulha de ponta dupla, perfurada no centro, patenteada por Charles Weisenthal em 1755. Em 1790 Thomas Saint patenteou uma máquina de costura para trabalhos em couro, em que uma sovela móvel fazia os furos pelos quais o fio passava. Só em 1830 surgiu a bem-sucedida patente do alfaiate francês Barthélemy Thimonnier, que em 1841 teve suas oficinas e máquinas destruídas por operários receosos de perderem seus empregos. Thimonnier conseguiu duas novas patentes da máquina aperfeiçoada, que não foram reconhecidas no Reino Unido nem nos Estados Unidos.

Qualquer dos modelos de máquinas de costura, mesmo os mais especializados, segue os mesmos princípios básicos da invenção que revolucionou o trabalho manual das fábricas e a costura doméstica: agulha perfurada na ponta, gancho giratório e lançadeira deslizante.

Na mesma época, em Nova York, Walter Hunt apresentou um tipo de máquina de agulha curva com furo na ponta, que conduzia o fio através do tecido e formava uma laçada. Apesar das inovações do modelo, Hunt jamais obteve registro e Elias Howe passou à história como inventor da máquina de costura, por ter patenteado, em 1846, o primeiro mecanismo de uso prático. Seu principal adversário comercial foi Isaac Merrit Singer, dono de uma patente obtida em 1851. Outras versões foram registradas em 1850, por Allen Wilson, e em 1856, por James Gibb, inventor da máquina de um só fio. A partir de 1889, a Companhia Singer passou a fabricar máquinas de costura às quais se adaptava um motor elétrico.

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Máquina, Tipos de Máquinas

Máquina, Tipos de Máquinas

Máquina, Tipos de Máquinas

Máquina é um dispositivo destinado a aumentar ou substituir a força humana ou animal na realização de um trabalho físico. Essa definição se aplica das máquinas simples, como a alavanca, aos sistemas mecânicos complexos, como o automóvel.

"Dê-me um ponto de apoio e moverei o mundo." A conhecida frase de Arquimedes, inventor grego, refere-se ao poder das máquinas, capazes de realizar tarefas com um mínimo de esforço humano. O conceito atual de máquina abrange grande número de artefatos, da simples alavanca aos aparelhos eletrônicos.

Máquinas simples Mesmo os sistemas mecânicos da maior complexidade nada mais são que combinações de máquinas simples, estruturadas em seções ou órgãos, que transmitem uns aos outros a força inicial, modificada e multiplicada de forma progressiva. As máquinas simples constituem-se de um único elemento sobre o qual se aplica diretamente a força.

Há três tipos fundamentais de máquinas simples: alavanca, roldana e plano inclinado. Alguns autores incluem a cunha, o parafuso e o sarilho, que também podem ser vistos como modificações do plano inclinado e da roldana.

AlavancaChama-se alavanca uma barra rígida, reta ou curva, móvel em torno de um ponto fixo chamado fulcro ou apoio. As alavancas classificam-se em três tipos, conforme o lugar em que se situa o esforço (potência), a carga (resistência) e o apoio. Na alavanca interfixa, ou do primeiro gênero, o ponto de apoio está entre a carga e a força aplicada, como ocorre no pé-de-cabra, no alicate, no braço das balanças e nas antigas catapultas. Alavanca inter-resistente, ou do segundo gênero, é aquela em que a carga se situa entre o apoio e a força aplicada, como no caso do carrinho-de-mão e do quebra-nozes. Alavanca interpotente, ou do terceiro gênero, é aquela em que o esforço se aplica entre a carga e o apoio, como na pinça de gelo e no pedal do amolador.

#RoldanaRoldana - Também chamada polia, a roldana é um disco em cuja borda há um sulco (gorne), por onde passa uma corda ou uma correia de transmissão. A roldana gira em torno de um eixo perpendicular a ela e que passa por seu centro. A vantagem da roldana simples é que ela modifica a direção da força.

As roldanas podem ser fixas - quando têm como única finalidade mudar o sentido da potência, de modo a facilitar a realização do trabalho - ou móveis. Também podem ser combinadas entre si de diversas maneiras e formar aparelhos de força conhecidos como cadernais, com duas, três ou mais roldanas que giram em torno de um eixo comum. Os cadernais e roldanas fixas podem ainda combinar-se entre si e formar conjuntos conhecidos como teques, talhas e estralheiras simples ou dobradas.

Plano inclinadoUtilizado normalmente para elevar cargas, o plano inclinado é um plano rígido que forma um ângulo com o horizonte. É provavelmente a máquina simples mais antiga, e parece ter sido usado pelos egípcios para a construção de seus templos e pirâmides. Pode ser usado também para suavizar a descida de cargas que, de outro modo, teriam de ser atiradas verticalmente, ou demandariam emprego de força física para o mesmo trabalho.

Outras máquinas simplesOutras máquinas simples são, na verdade, casos particulares de modificações - como a cunha - e combinações - como o sarilho e o parafuso - das máquinas simples básicas.

A cunha é um prisma triangular isósceles, de base quadrangular, feito de material resistente. Constitui-se, portanto, de dois planos inclinados montados sobre suas faces maiores e intimamente ligados entre si. Sua utilidade principal é cortar ou dividir certos corpos. Exemplos típicos de cunhas são as bordas cortantes de facas e machados.

Muito usado para retirar água de poços e para levantar cargas, o sarilho é uma combinação particular de dois tipos de máquinas simples: a alavanca e a roldana. Consta basicamente de um cilindro capaz de girar em torno de um eixo que passa por seu centro e dotado de um braço ou manivela móvel em torno do mesmo eixo. A razão entre a força aplicada ao sarilho e a força exercida por ele (vantagem mecânica) depende da razão entre o raio do eixo e a distância da manivela ao centro do eixo.

O parafuso é um plano inclinado enrolado em torno de um cilindro. As hélices de navios e aviões são tipos especiais de parafusos.

Princípios do funcionamento das máquinasA primeira finalidade da máquina é vencer as forças de resistência mediante a aplicação de forças motrizes. As máquinas compostas têm em comum alguns elementos que podem ser resumidos nos seguintes: receptor, sobre o qual atua a força motriz; operador, que transforma a força em trabalho útil; e meio de transmissão, que comunica a força do primeiro ao segundo. O êmbolo de uma máquina a vapor e as pás de um moinho de vento são exemplos de receptor, enquanto a biela, o rolamento, a engrenagem, os cabos, correntes e correias são meios de transmissão.

RendimentoNo funcionamento de uma máquina interferem as resistências passivas às quais estão submetidos os componentes durante a realização do trabalho. Correias e correntes estão sujeitas a distensões, alargamentos e dilatações decorrentes da temperatura, e as engrenagens sofrem a ação do atrito e de seu próprio peso. As resistências passivas consomem parte da energia gerada pelo trabalho motor, a qual, dissipada na forma de energia térmica, constitui o trabalho perdido, variável que deve ser controlada para o bom rendimento da máquina.

Segundo o princípio de conservação da energia, nenhuma quantidade de energia, qualquer que seja sua forma, pode ser criada ou destruída, mas apenas transformada. Assim, o trabalho motor de uma máquina corresponde à soma do trabalho útil ao perdido. O rendimento, principal variável no que diz respeito à aplicação prática de uma máquina, é a relação entre o trabalho útil e a energia fornecida. Seu valor é expresso em porcentagem, uma vez que é sempre menor que a unidade.

PotênciaOutro parâmetro fundamental para a avaliação do funcionamento de uma máquina é a potência, quantidade de energia cedida ou absorvida numa determinada unidade de tempo. Trata-se de um fator muito importante na ordenação dos diferentes tipos em que se classificam as máquinas.

Tipos de máquinas

As máquinas podem ser agrupadas quanto a seus mecanismos, funcionalidade, tipo de controle empregado, grau de automação, tipo de energia consumida ou transformada e movimento descrito por suas peças. Também se diferenciam várias categorias de máquinas segundo o tipo de força motriz que utilizam - máquinas a vapor, hidráulicas e elétricas. Outra forma de classificá-las é segundo a função a que se destinam: agrícolas, de construção civil etc.

Máquina automática Entende-se por máquina automática aquela capaz de realizar um ou mais ciclos de trabalho sem necessidade de controle manual depois de ligada pelo operador. São máquinas automáticas tanto os eletrodomésticos, como máquina de lavar roupas, toca-discos e secretária eletrônica; quanto as máquinas industriais de grande complexidade, como máquinas-ferramentas e robôs programados para entrar em funcionamento, alterar ciclos de operações e parar sem necessidade de manipulação ou vigilância.

Motores e geradores Máquinas que convertem algum tipo de energia -- como a elétrica ou a térmica de certos combustíveis -- em movimento, e vice-versa, são chamadas transformadoras. Como a transformação pode realizar-se em ambos os sentidos, dá-se o nome de motor à que produz energia cinética (movimento), e de gerador ao mecanismo capaz de transformar esse movimento em energia. Geradores elétricos são máquinas que aproveitam o movimento de quedas d'água, vapor etc. e o transformam em energia elétrica.

Máquinas-ferramentasEmpregadas na fabricação de peças, sobretudo as de metal, as máquinas-ferramentas, ou máquinas operatrizes, eliminam com precisão o material excedente de uma peça. Devem ser capazes de fazê-lo sem produzir aquecimento que possa deteriorar a peça pela alteração da granulometria (disposição dos átomos) do material de que é feita.

Entre as principais máquinas-ferramentas incluem-se o torno, especialmente útil para obter superfícies cilíndricas; as lixadeiras e plainas, para superfícies planas; as perfuratrizes; a fresa, engrenagem motora usada para desbastar ou cortar peças metálicas; as retificadoras, empregadas para eliminar, por meio de um abrasivo (esmeril, por exemplo), o excesso de material na peça; as talhadeiras de engrenagens e os laminadores de chapas, entre outras de uso mais restrito. Como as peças em geral são feitas de materiais de grande dureza e resistência mecânica, as máquinas-ferramentas precisam ter potência considerável, normalmente fornecida por motores elétricos.

Atualmente, nas grandes linhas de produção, existem robôs capazes de produzir peças simples por um processo conhecido como CAD-CAM (computer-aided design and manufacturing), ou seja, desenho e fabricação de peças com o auxílio de computadores.

Máquina a Vapor Poucas invenções foram tão importantes para a história da humanidade como a máquina a vapor. Primeiro dispositivo capaz de transformar o calor em energia mecânica com eficiência suficiente para substituir a tração animal, pode ser considerada uma das grandes responsáveis pela revolução industrial no século XIX.

A máquina a vapor utiliza material combustível, como o carvão, para obter vapor d'água, que é mantido sob pressão e tem sua força utilizada para pôr em movimento um êmbolo ou pistão. Em quase todas as máquinas a vapor, o movimento retilíneo alternado do êmbolo se transforma em circular contínuo do eixo motor mediante um mecanismo biela-manivela, muito visível e característico nas antigas locomotivas por estar articulado diretamente sobre as rodas.

O primeiro aparelho a sugerir a possibilidade da máquina a vapor está descrito na Pneumatica (Sobre o ar), do filósofo Heron de Alexandria (c.130 a.C.). Sua eolípila, embora rudimentar, aplicava os mesmos princípios da máquina a vapor atual. Apesar dessas referências remotas, a construção de uma máquina capaz de funcionar por si mesma durante um período de tempo considerável só ocorreu no século XVII. Em 1698, na Inglaterra, o capitão Thomas Savery apresentou um dos primeiros modelos bem-sucedidos de máquina a vapor para extrair água das minas. Em 1705, deu-se um passo adiante com a máquina de Thomas Newcomen -- primeira a utilizar cilindro e êmbolo --, aperfeiçoada por Henry Beighton e John Smeaton.

Em 1763, James Watt, ao consertar um modelo da máquina de Newcomen, na Universidade de Glasgow, acabou por inventar seu próprio tipo, patenteado em 1769 e 1781, correspondente à máquina a vapor moderna. Em 1782, Watt patenteou novo modelo, uma máquina rotativa de ação dupla, que pela primeira vez permitiu o aproveitamento do vapor para impulsionar toda espécie de mecanismo. Criou-se assim o sistema das fábricas e acelerou-se a revolução industrial.

As máquinas a vapor experimentaram transformações radicais. Inventaram-se os mais variados tipos de disposição e quantidade de cilindros, incluindo pistões fixos com cilindros oscilantes ou rotativos. Durante anos foram insubstituíveis nas grandes indústrias, assim como no transporte marítimo e ferroviário. Alguns automóveis a vapor chegaram a ser construídos, mas essas máquinas têm o inconveniente do excesso de peso e exigem abundante produção de vapor numa caldeira em que é difícil manter a combustão. Posteriormente, os motores de combustão interna, como os diesel, passaram a ser os mais aplicados industrialmente. O vapor passou a ser usado em poucos casos, como nas turbinas de alta velocidade das centrais termelétricas.

Máquinas ElétricasNo grande grupo das máquinas elétricas se incluem todos os dispositivos destinados à transformação de energia -- em qualquer de suas formas -- em eletricidade, ou vice-versa. Embora sejam muito diversificadas no que diz respeito a suas funções ou características estruturais, todas obedecem ao princípio físico segundo o qual a aplicação de uma variação de fluxo magnético num circuito fechado permite obter uma força eletromotriz. Esse é o enunciado da lei de Lenz, ou da indução magnética.

Quanto à forma de aplicação da indução, se estabelece uma distinção entre as máquinas de indução, nas quais a força eletromotriz é gerada pelo deslocamento de um condutor no interior de um campo magnético, e as eletrostáticas, nas quais um condutor recebe determinada quantidade de eletricidade que é transferida para outro de maior potencial. As primeiras se compõem basicamente de um estator e um rotor, entre os quais se processa a conversão de energia, que são teoricamente reversíveis. Na prática, porém, somente máquinas especialmente projetadas são capazes de alternar ciclos de funcionamento como gerador e motor. Isto ocorre, por exemplo, nas usinas hidrelétricas reversíveis, em que a água que movimenta os geradores é armazenada para posterior rebombeamento, pelas mesmas máquinas, em horários favoráveis, isto é, de baixa demanda de energia.

Dentre as máquinas eletrostáticas cabe citar, por sua importância histórica, a construída por Otto von Guericke, que produzia eletricidade por fricção. Outra das mais interessantes é o gerador idealizado por Robert Jemison Van de Graaff, que funciona por indução e permite obter tensões elétricas de grande magnitude. Constitui-se de duas bandas contínuas de material isolante sobre as quais incidem cargas procedentes de geradores auxiliares. Conforme sua função, as máquinas desse tipo podem ser geradores, alternadores, transformadores, pilhas, acumuladores, conversores etc.

Máquinas domésticas Ferros de passar roupa aquecidos a carvão, geladeiras a gás e numerosos aparelhos manuais, como moedores de café e máquinas de costura, fizeram parte da vida doméstica antes que a energia elétrica se tornasse acessível em grande escala. A partir da década de 1930, o uso da eletricidade, antes restrito à iluminação, começou a ser intensamente difundido como o principal substituto da força humana no acionamento de um número cada vez maior de instrumentos domésticos. Depois dos fogareiros, fogões e ferros elétricos, surgiram os refrigeradores, enceradeiras, aspiradores de pó e todos os modernos aparelhos eletrodomésticos, entre eles os de uso mais geral, como máquinas de lavar, liquidificadores e aparelhos de ar-condicionado, e os de função mais especializada, como máquinas de costura e tricô e computadores pessoais.

Maquinaria de construção civil e obras públicasAs principais operações a que se destinam as máquinas na construção são reconhecimento do solo, terraplenagem, transporte de materiais, consolidação e cimentação do terreno, elevação de materiais, concretagem, além de acabamento e polimento de superfícies. Algumas realizam trabalho especializado, enquanto outras são polivalentes.

Fundição (Indústria)

Fundição (Indústria)

Fundição (Indústria)

Entende-se por fundição o conjunto de operações pelas quais se dá forma aos materiais metálicos por meio da fusão dos mesmos, sua corrida sobre moldes adequados e sua solidificação.

De fundamental importância para o progresso da indústria pesada, o processo de fundição experimenta aperfeiçoamento contínuo e favorece a aplicação de técnicas modernas de metalurgia e siderurgia.

Antes de fundir o metal, prepara-se o molde, componente destinado a receber o metal fundido e a transformá-lo, por solidificação, numa peça cujas dimensões e forma correspondam às previamente especificadas. Os materiais usados na fabricação de moldes, sejam eles recuperáveis ou perecíveis, podem ser metálicos ou não-metálicos. Dentre esses últimos, os mais usados são a areia, gesso, cimento e outras substâncias cerâmicas. A maior parte dos metais se funde numa mistura de areia, argila, água e um aglutinante.

O metal fluido é transportado em baldes até ser derramado em caixas que contêm os moldes. A operação requer cuidados especiais porque a elevada temperatura do metal fundido provoca a formação de gases, por evaporação da umidade dos materiais de que se compõem os moldes e caixas, que podem prejudicar os resultados finais. Matérias-primas com baixos coeficientes de dilatação garantem produtos finais com dimensões mais exatas e menores tensões residuais que possam afetar o comportamento mecânico dos objetos fabricados.

Após a solidificação, seguem-se a desmoldagem das peças e a rebarbação, pela qual se retiram as imperfeições do objeto fabricado e se iguala sua superfície. Para realizar esta última etapa da fundição pode-se recorrer a diversos procedimentos, entre os quais os mais comuns são a lavagem com jato de areia sob pressão e o polimento com materiais abrasivos.

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Bomba (Engenharia)

Bomba (Engenharia)

#Bomba (Engenharia)Bomba é uma máquina destinada a elevar líquidos ou sólidos em suspensão e a impelir fluidos, com a finalidade de distribuí-los ou armazená-los. Compreende basicamente um cilindro, dentro do qual se encontra um êmbolo, peça que se desloca produzindo  ascensão ou sucção do fluido por diferença de pressão. A bomba funciona por sucção ou propulsão. A bomba de sucção cria vácuo no interior de um tubo, cuja extremidade se acha submersa no líquido a ser elevado. Assim, a pressão atmosférica se encarrega de fazer subir o fluido. A bomba de propulsão tem um dispositivo adicional que permite elevar o líquido além de dez metros, altura máxima obtida com auxílio da pressão atmosférica.

O bombeamento de líquidos, mecanismo natural que se verifica, por exemplo, na circulação sanguínea dos animais, é aproveitado pelo homem em diferentes engenhos, aplicados principalmente na extração de águas subterrâneas e na instalação de elevadores hidráulicos.

Tipos de bombas - Existem três tipos principais de bombas: centrífugas, rotativas e alternativas. Em sua forma mais simples, a bomba centrífuga consiste numa caixa fechada, que se comunica com tubos de aspiração e de saída e em cujo interior gira um impulsor provido de pás curvas. O líquido a ser bombeado penetra pelo centro do rotor e sua pressão aumenta ao ser transportado pelas paletas, devido à força centrífuga. É expelido na periferia, sob pressão maior que a inicial e a grande velocidade. As bombas centrífugas podem ser de voluta ou de turbina. As primeiras obedecem a uma disposição que  seu próprio nome indica, em espiral, e as de turbina são providas de guias fixas laterais, de velocidade, e produzem um mínimo de atrito.

Quanto ao número e à disposição do rotor, as bombas se classificam em bombas de dupla sucção, compostas de dois rotores associados em paralelo, dorso contra dorso, o que leva à duplicação da descarga sem modificação da altura; e bombas de múltiplos estágios, cujos rotores são associados em série até o máximo de seis, o que lhes permite aumentar a altura da elevação total.
#Bomba

No que se refere à posição ou ao tipo do eixo, as bombas são de eixo horizontal comum e de eixo vertical, que permitem grandes diferenças de nível entre o motor e a caixa da bomba, eliminam o tubo de sucção e evitam a inundação do motor, que trabalha a seco. São muito usadas em drenagens e em estações elevatórias de águas e esgotos. As bombas de eixo vertical articulado, que pode ser aumentado ou diminuído, são  recomendáveis sobretudo para poços profundos; as bombas de eixo vertical blindado são utilizadas em caixas de esgotos quando, por exemplo, o esgotamento é feito em nível inferior ao da rua. Quanto à posição do motor em relação à água, há as bombas de caixa submersa, que apresentam a vantagem de trabalhar sempre em carga, e as bombas de caixa e motor submerso, que fornecem boa descarga e grande altura manométrica.

Nas bombas rotativas, a água é comprimida na direção da saída. Essas bombas são ruidosas e de baixo rendimento, mas oferecem a vantagem de dispensar o escorvamento, isto é, a manutenção de um meio hidráulico contínuo, pois aspiram água e ar, o que produz no tubo de sucção um vácuo parcial suficiente para provocar a elevação do líquido.

As bombas alternativas, entre as quais se encontram as chamadas bombas de retorno, se compõem de cilindros que se enchem d'água e de êmbolos que comprimem ou realizam a sucção. A natural interrupção de seu jato deu-lhes o nome de alternativas. O número de cilindros é variável; quanto maior, menos interrompido será o jato. As bombas desse tipo permitem um escoamento apreciável e, por isso mesmo, são empregadas no caso de líquidos de viscosidade maior, como petróleo cru, melaço, compostos químicos, azeites etc. As bombas de um único cilindro denominam-se simples e as de mais de um cilindro, de duplo efeito. As chamadas bombas de poço profundo, nas quais o cilindro trabalha mergulhado na água, no fundo do poço, com supressão da altura de sucção, são  as bombas alternativas mais usadas.

Bombas Pneumáticas

Bombas Pneumáticas

As bombas pneumáticas são  máquinas destinadas a extrair ar de algum recipiente ou a introduzir nele, sob pressão, uma quantidade de ar maior do que a contida normalmente. Admitem dois tipos: o primeiro é o das bombas de vácuo, cujo princípio fundamental se encontra, por exemplo, nos aspiradores de pó; o segundo é o compressor de ar, que pode ser exemplificado pela bomba usada para encher pneumáticos de bicicletas.

Também chamada aspirador a jato, a bomba de vácuo consiste em dois tubos, um deles situado no depósito de onde se deseja extrair o ar e o outro, aberto para o exterior, provido de uma boca mais larga, que envolve o primeiro. Pelo segundo tubo se faz passar água ou vapor sob pressão que, ao sair, aumenta de velocidade e diminui de pressão, fazendo com que uma parte do ar do depósito se misture ao fluido.

As bombas de vácuo são de grande importância na investigação dos processos químicos, físicos e biológicos anaeróbicos (que ocorrem na ausência de ar). Apresentam, também, finalidades industriais da maior importância em aparelhos eletrônicos, na eliminação do ar nos condensadores das turbinas a vapor, no fabrico de tubos a vácuo, na redução de pressão nos evaporadores utilizados na fabricação de açúcar, de leite em pó e de produtos similares.

Os compressores compõem-se de um cilindro, no interior do qual é ajustado hermeticamente um êmbolo, e de duas válvulas, uma no orifício que conduz ao depósito de ar e outra que abre diretamente para o exterior, a fim de dar entrada ao ar. Quando o êmbolo se afasta do orifício de entrada, a válvula abre-se, dando passagem ao ar impelido pela pressão atmosférica, enquanto a válvula superior permanece fechada, pois a pressão do ar contido no depósito é superior à do ar do cilindro. Ao fazer o êmbolo o movimento inverso, a pressão do ar faz com que se feche a válvula de entrada, o que produz elevação da pressão. A válvula superior se abre e deixa escapar para o depósito o ar comprimido do cilindro.

Esses equipamentos são muito empregados no acionamento de perfuradoras, pistolas de pintor, martelos e bombas para encher pneumáticos.

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Bomba e Bomba Nuclear

Bomba e Bomba Nuclear

Bomba e Bomba Nuclear

Bomba é o nome genérico aplicado a projéteis de diferentes formas e tamanhos, que constam basicamente de uma cápsula feita de metal ou de outros materiais carregada de explosivo. Estão nesse caso os antigos artefatos esféricos de ferro e pavio que as bombardas e os primeiros canhões atiravam no fim da Idade Média, e seus modelos menores, de uso manual, que viraram uma espécie de símbolo do anarquismo.

Entre os engenhos utilizados como arma, a bomba foi quase sempre um meio de destruição coletiva, desde as que eram lançadas por peças de artilharia (e que, em suas versões modernas, recebem outros nomes) até as despejadas pelos aviões, inclusive a bomba nuclear.

Com o progresso dos armamentos e a extrema variedade das munições empregadas, a palavra passou a designar principalmente as bombas aéreas, de efeitos devastadores na segunda guerra mundial e em todas as guerras localizadas da segunda metade do século XX. Nesse mesmo período, um dos tipos de bomba mais conhecidos foram os engenhos - de fabricação ora mais, ora menos caseira - usados em atentados e outros ataques terroristas, em geral com dispositivos de tempo que lhes valeram, em muitos casos, o nome de bomba-relógio. Em contrapartida, as bombas atiradas a mão e as disparadas por obuses, morteiros e canhões passaram a ser designadas como granadas. Estas, na artilharia, também são classificadas genericamente como projéteis.

#Bombardeio

Bombardeio

O lançamento de bombas por aviões começou, ainda precariamente, na primeira guerra mundial. Com o grande desenvolvimento da aviação durante a segunda guerra mundial e nos conflitos subsequentes, o bombardeio aéreo passou a ser um dos recursos mais decisivos da ofensiva militar.

A classificação das bombas aéreas se faz conforme sua finalidade
: há as de demolição, de fragmentação e incendiárias. As de demolição têm carga e teor explosivo relativamente mais altos: utilizam-se para derrubar edifícios, pontes e outras estruturas, ou afundar navios. Seu efeito deve-se ao deslocamento de ar causado pela explosão. A espessura e o peso da cápsula são reduzidos ao mínimo.

As bombas de fragmentação são em geral muito menores e destinam-se a hostilizar as tropas inimigas e destruir equipamento bélico, como veículos ou aviões pousados, objetivos muito vulneráveis ao impacto dos estilhaços metálicos. Em função desse emprego, tais bombas têm invólucro de aço muito mais espesso que o daquelas de demolição e a cápsula é frequentemente reticulada, de maneira a partir-se com mais facilidade. Na explosão, os milhares de fragmentos de metal produzem efeito ainda mais mortífero que as rajadas de metralhadora.

As bombas incendiárias contêm substâncias imediatamente inflamáveis, como a termita e a gasolina gelatinosa, que ao arder produzem calor intenso. São arremessadas com o fim de provocar incêndios em indústrias, instalações ou cidades inimigas. Seu poder de destruição depende das substâncias utilizadas, entre as quais se contam o magnésio, o fósforo, o alumínio e o óxido de ferro. As bombas incendiárias costumam acarretar mais prejuízos do que as de demolição, porque seus incêndios se propagam muito depressa.

Tipos Especiais de BombasEntre os numerosos tipos especiais de bomba sobressaem as bombas químicas ou de gás, as de profundidade e as minas. As bombas de gás, isto é, as que contêm gases tóxicos, fizeram milhares de vítimas na Primeira Guerra Mundial e foram proibidas na segunda. As mais simples são as de gás lacrimogêneo, empregadas pela polícia para dispersar multidões.

As bombas de profundidade são utilizadas pelos navios de guerra e aviões militares contra submarinos. Contêm centenas de quilos de explosivos e são reguladas por espoletas hidrostáticas que funcionam sob pressão da água de modo a detonar a uma profundidade determinada. As minas marítimas são dispostas em rede nas rotas de navegação ou à entrada dos portos, como defesa contra embarcações inimigas. As minas terrestres, por sua vez, são enterradas a alguns centímetros de profundidade ou escondidas de alguma outra forma em locais por onde os inimigos e seus veículos tenham de passar. Explodem ao contato ou sob a ação do peso.

Bomba Nuclear

Bomba Nuclear

Produto da fissão nuclear, a bomba nuclear foi inventada ao redor de 1945 por cientistas alemães, americanos e russos. Sua força explosiva origina-se da liberação da energia atômica. As bombas atômicas propriamente ditas são as que se valem do isótopo do urânio chamado urânio 235 e do plutônio, que é o urânio 238. Na década de 1950 americanos e russos passaram a experimentar a bomba conhecida como de hidrogênio, produto da transmutação do átomo do hidrogênio em átomo de hélio e com uma força destrutiva muito maior que a das bombas atômicas anteriores. Nas décadas seguintes surgiu a chamada bomba de nêutrons, de efeitos mecânicos, térmicos e radiológicos.

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