O Adhemarista | Marcos Rey

O Adhemarista | Marcos Rey

O Adhemarista | Marcos Rey"Aquela foi a semana mais quente que o Moa (Moacyr) viveu na puta da vida. Nós, do ponto, é que sabíamos. Quente, digo, em toda a parte. No táxi, na rua, na sede do partido, na Lila e em casa. o homem estava envenenado, com fé em Deus e pé na táboa, dormindo só umas três horas por noite. Foi também a semana do papo, da lábia, da saliva, dia e noite em campanha, amarrando votos, aliciando indecisos. Nunca vi na life um cabo eleitoral com tanta corda, tanta garra, tanto embalo. No último dia, lá no ponto da Barão, até deu e recebeu sopapos. Partiu para a ignorância quando um diabo de janista provocou ele com aquela surrada anedota da calça nova, manjam ela, não? "Nesta calça nunca entrou dinheiro público!" Temi pelo Moa, achei que a coisa ia engrossar. Com seus cinqüenta e poucos quilogramas, ele não podia fazer muito num corpo-a-corpo, mas fez, como vi com meus olhos. Para leão o Moa só faltava a juba."

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