O Grande Gatsby | Francis Scott Fitzgerald

O Grande Gatsby | Francis Scott Fitzgerald

O Grande Gatsby | Francis Scott Fitzgerald"– Ela não gostou da festa – disse ele, imediatamente.

– Claro que gostou!

– Não gostou – insistiu. – Ela não se divertiu.

Ficou um momento em silêncio, e eu bem pude imaginar sua inexprimível depressão.

– Sinto-me muito distante dela – volveu ele. – É difícil fazer com que ela compreenda.

– Você se refere ao baile?

– O baile? – repetiu ele, pondo de lado, com um estalido desdenhoso de dedos, todos os bailes que ele havia dado. – Meu velho, o baile não tem importância.

O que ele queria, simplesmente, era que Daisy se dirigisse a Tom e dissesse: "Eu jamais o amei." Depois que ela houvesse, com essa frase, apagado quatro anos de vida, poderiam, então decidir quais as medidas mais práticas que deveriam ser tomadas. Uma delas, era que, depois que ela estivesse livre, eles deviam voltar a Louisville e sair para a igreja, a fim de casar, da casa em que ela morara – como se o tempo houvesse recuado cinco anos.

– E ela não compreende – ajuntou. – Antes, ela costumava compreender. Agora, conversamos durante horas...

Interrompeu a frase e pôs-se a andar, de um lado para o outro, por um caminho cheio de cascas de frutas, lembranças abandonadas da festa e flores esmagadas.

– Eu não pediria demasiado a ela – atrevi-me a dizer. – Não se pode repetir o passado.

– Não se pode repetir o passado? – exclamou ele, incrédulo. – Ora essa! Claro que se pode!"

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