Agricultura Sustentável

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Agricultura Sustentável

Agricultura Sustentável
A Agricultura Sustentável tem a missão de promover o desenvolvimento sustentável tendo por base a agropecuária, silvicultura (ciência que tem por objeto a cultura e conservação das florestas.) e ações que gerem uma relação harmoniosa entre ser e ambiente, através de informações que estimulem a sustentabilidade. Utilizando modernos canais de comunicação e extensão a nível local, regional, nacional ou internacional. Agricultura sustentável deve estar a serviço da saúde e da biodiversidade. Agricultura sustentável pode ser definida pela busca da maior produtividade possível com maior grau de preservação da natureza, incluído aí a preservação do solo, da água e do ar entre os ciclos produtivos. A rotação de culturas é basilar neste processo. Se em determinado ano se planta milho, esta cultura vai alimentar-se de determinados nutrientes do solo, deve-se plantar no ano seguinte a soja que irá repor nutrientes que foram consumidos pelo milho, como o nitrogênio. Desta forma, cai o custo de preparação do solo, pois está sendo naturalmente preservado, evitando-se a utilização de pesadas cargas de fertilizantes sintéticos. A monocultura deve, portanto, ser abandonada. As técnicas de conservação do solo entretanto devem ser observadas, para evitar-se a erosão, que pode ocorrer através dos ventos formando redemoinhos gigantes que carregando a parte fértil do solo, a superficial. A ação das chuvas também pode danificar a terra do agricultor com a formação de crateras, muitas vezes inviabilizando a utilização da área para o novo plantio. Terras produtivas podem virar improdutivas do dia para noite, isto ocorre muito no Brasil. Uma forma de se evitar e de se preservar o solo da ação da natureza é conservá-lo sempre plantado. A natureza no estado virgem, cobre o solo com a vegetação, os agricultores devem preservar esta característica. Uma das maneiras que podem proceder é utilizar o plantio direto, ou seja, antes de colher milho, por exemplo, pode-se plantar aveia, cultura de inverno; então, quando se colhe o milho, a aveia já está nascendo, proporcionando uma constante massa verde na superfície do solo, evitando-se a ação da erosão. O custo da produção também cai, pois, está técnica extermina as constantes remexidas da terra por pesados tratores. Conforme os anos vão passando, a quantidade de massa verde não incorporada ao solo também vai crescendo, como vantagem adicional, esta camada mantém a umidade do solo por muito mais tempo, assim o solo ficara mais produtivo. Desenvolvimento sustentado agrícola é o gerenciamento e conservação da base dos recursos naturais e a orientação da mudança tecnológica e institucional assegurando a realização e satisfação continuada das necessidades humanas para as gerações presentes e futuras. Esse desenvolvimento sustentado (nos setores agrícolas, florestal e pesqueiro) conserva os recursos genéticos da terra, água, vegetação e animal, não degrada o meio ambiente é apropriado tecnicamente viável e economicamente e aceitável socialmente. Uma política nacional para o desenvolvimento agrícola sustentado deveria incluir como parte essencial, o desenvolvimento dos recursos humanos necessários a esta tarefa. Deveria focalizar cinco áreas de ação:

*(1) utilização eficiente de tecnologias adequadas e com bom custo/beneficiário. A utilização de técnicas agrícolas melhoras deveria ser decidida por um lado; com base na produtividade e pro outro na capacidade financeira dos fazendeiros de cobrir o custo envolvido.

*(2) melhoria da infra-estrutura rural. Os fazendeiros e a população rural constituem parte vital da nação e tem direito a uma vida decente. Como outros segmentos da população precisam de boas estradas, água potável, serviços médica eletricidade ou outras fontes de energia e meios de comunicação. Estes são os requisitos básico e necessário para as pessoas que vivem e trabalham de maneira produtiva.

*(3) disponibilidade de fundas de investimento para insumos e serviços agrícolas. Os rendimentos do trabalho agrícola são insuficiente e, geralmente, não há ofertas de empregos provenientes de ocupações não agrícolas. Quase sempre não existe facilidades de créditos e, se existem, as condições e exigências complexas estão além do alcance dos fazendeiros pobre.

*(4) desenvolvimento do conhecimento, atitudes e técnicas dos fazendeiros. Componentes importantes da estratégia para o desenvolvimento agrícola sustentado deveria ser uma política nacional que promovesse um sistema de educação agrícola em todos os níveis: superior, intermediário e dos fazendeiros. *(5) pesquisas de tecnologias agrícolas avançadas e ambientalmente adequada. As instituições agrícolas e os centros de treinamento precisam revisar seus programas para entender as necessidades dos estagiários, fazendo com que eles adquiram conhecimentos e técnicas apropriados para auxiliar os fazendeiros na obtenção do aumento sustentado da produção agrícola, sem causar degradação ambiental e, ao mesmo tempo, tendo como objetivo principal a conservação dos recursos naturais. O desenvolvimento agrícola e suas sustentabilidade dependem de ações das pessoas que são guiadas por suas condições econômicas e seu conhecimento.

A sustentabilidade do desenvolvimento agrícola depende do conhecimento das pessoas e da situação econômica. Deve haver uma política nacional que providencie os meios necessários ao desenvolvimento desses componentes importantes do sistema nacional de conhecimento: universidades, nível local e intermediário de treinamento, um sistema que prepares os recursos humanos para a utilização e gerenciamento adequado dos recursos naturais, sem esgotá-los que proteja o meio ambiente e conduza as pesquisas para tecnologias adequadas e economicamente viáveis, capazes de manter um crescimento sustentado de produção agrícola. Essas tecnologias devem enforcar entre outras a melhoria da terra marginal pobre e as maneiras de melhorar a fertilidade do solo e sua capacidade de retenção de águas e nutrientes. Como alternativa à agricultura moderna amplamente praticada atualmente, a agricultura ecológica começa a se estender no mundo e no Brasil através de diversas correntes que se diferenciam em alguns pontos, mas possuem princípios comuns. Estas tendências têm origem e precursores diferentes, recebem denominações específicas - Orgânicas, Biodinâmicas, Naturais, Permacultura, Alternativa, Nasseriana -, mas possuem o mesmo objetivo: promover mudanças tecnológicas e filosóficas na agricultura.

Agricultura Orgânica:A agricultura orgânica é baseada na compostagem de matéria orgânica, com a utilização de microorganismos eficientes para processamento mais rápido do composto; na adubação exclusivamente orgânica, com reciclagem de nutrientes no solo; e na rotação de culturas. Os animais não são utilizados na produção agrícola, a não ser como tração dos implementos e como produtores e recicladores de esterco.

Agricultura Biodinâmica: É baseada no trabalho de Rudolf Steiner. As principais características, além da compostagem, é a utilização de "preparados" homeopáticos ou biodinâmicos, elementos fundamentais na produção que são utilizados para fortalecimento da planta, deixando-a resistente a determinadas bactérias e fungos, e do solo, ativando sua microvida.

Agricultura Natural: Além da compostagem, utilizam microorganismos eficientes que têm capacidade de processar e desenvolver matéria orgânica útil. Utilizam a adaptação da planta ao solo e do solo à planta. Este é o primeiro passo para a manipulação genética e, conseqüentemente, para as dominações tecnológicas, característica semelhante à agricultura moderna, não sendo bem aceita por outras correntes da agricultura ecológica.

Permacultura: Segue o pensamento de Bill Mollison. As principais características são os sistemas de cultivo (sistemas agro-silvo-pastoris) e os extratos múltiplos de culturas. Utilizam a compostagem, ciclos fechados de nutrientes, integração de animais aos sistemas, paisagismo e arquitetura integrados. Na Permacultura não existem tecnologias adequadas ou próprias, mas sim "tecnologias apropriadas". A comunidade tem determinada importância, deve ser auto-sustentável e auto-suficiente, produzindo seus alimentos, implementos e serviços sem a existência de capital. A comercialização deve ser feita através da troca de produtos e serviços.

Agricultura Alternativa: Seus precursores no Brasil foram Ana Primavesi, José Lutzenberger, Sebastião Pinheiro, Pinheiro Machado e Maria José Guazelli. Os princípios desta corrente são a compostagem, adubação orgânica e mineral de baixa solubilidade. Dentro da linha alternativa, o equilíbrio nutricional da planta é fundamental. Aparece, então, o conceito de Trofobiose, que considera a fisiologia da planta em relação à sua resistência a "pragas" e "doenças".

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